Por Fábio Zanini | Folhapress
Incumbido
de levantar soluções para fomentar a indústria nacional de defesa, o
Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços mapeou a
produção de drones como uma nova fronteira da produção bélica do Brasil.
Trata-se de uma tecnologia relativamente acessível e barata, e de um
instrumento usado cada vez mais nos conflitos internacionais. A produção
turca, que abastece a Ucrânia, por exemplo, é citada internamente como
um caso de sucesso.
Além disso, a pasta enxerga como rentável a capacitação de mão de obra para a manutenção dos equipamentos de defesa.
É uma atividade que também envolve tecnologia e pode crescer, tendo
em vista que os produtos nessa área são feitos para durarem por muitos
anos, não para serem substituídos.
O terceiro setor visto como promissor é o que congrega defesa e meio
ambiente. Dada a relevância cada vez maior da proteção da floresta,
haverá mais demanda por produtos que permitam monitorar a região.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu logo no início do
seu mandato o vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin (PSB) e
o ministro da Defesa, José Múcio, e pediu que ambos se dedicassem a
soluções para fomentar o setor. Além do aspecto econômico, a priorização
é também um aceno aos militares, grupo do qual o petista tenta se
aproximar.
Segundo relatos, no entanto, por ora, a recuperação da Avibrás tem consumido a maior parte dos esforços. A fabricante nacional de mísseis enfrenta grave crise e entrou com pedido de recuperação judicial em 2022.
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