MEDIÇÃO DE TERRA

MEDIÇÃO DE TERRA
MEDIÇÃO DE TERRAS

terça-feira, 31 de agosto de 2021

 Pode ser uma imagem de texto que diz "AGORA É PELO BRASIL SOMOS TODOS CAMINHONEIROS"

Brasil é prata na natação no revezamento misto 4x100 m na Paralimpíada

 


A quarta medalha desta manhã foi de Mariana Gesteira nos 100m livre


Tribuna da Bahia, Salvador
31/08/2021 09:41 | Atualizado há 10 horas e 16 minutos

Compartilhe
Foto: Tânia Rêgo

Após o ouro de Carol Santiago (100 metro livre S12) e prata de Gabriel Bandeira (200 m medley SM14), a natação brasileira conquistou mais duas medalhas na  Paralimpíada de Tóquio (Japão), manhã desta terça-feira (31). O país faturou o ouro  no revezamento misto 4x100 metros livre classe 49 pontos (deficiência visual), com o tempo de 3min54s95, com a equipe formada por  Wendel Belarmino (S11), Douglas Matera (S13), Lucilene da Silva Sousa (S12) e Carol Santiago (S12). Um pouco antes, Mariana Gesteira Ribeiro, natural de Itaboraí (RJ), assegurou bronze nos 100 m livre da classe S9 (deficiência físico-motora), ao completar a prova em 1min03s39.

Um pouco antes, Mariana Gesteira Ribeiro, natural de Itaboraí (RJ), assegurou bronze nos 100 m livre da classe S9 (deficiência físico-motora), ao completar a prova em 1min03s39. As competições da modalidade esportiva estão sendo disputadas no Centro Aquático de Tóquio, na capital japonesa.

Pódio

Nos 100 metros livre (S9), a neozelandesa colocou a medalha de ouro no peito após atingir a marca de 1min02s37. Já a prata ficou com a espanhola Sarai Gascon, que fez o tempo de 1min02s37.No revezamento misto nos 4x100 metros livre 49 pontos (deficiente visual), Vladimir Sotnikov, do Comitê Paralímpico Russo, venceu a prova com o recorde paralímpico de 3min54s95. Já o bronze foi para o ucraniano Kyrylo Garashchenko,com o tempo de 3min55s15.

Fonte: Agência Brasil

Tóquio: Caçula do atletismo, Jardênia ganha bronze nos 400 metros T20

 


A brasileira fechou a disputa com o tempo de 57s43


Tribuna da Bahia, Salvador
31/08/2021 10:44 | Atualizado há 9 horas e 11 minutos

Compartilhe
Foto: BERNADETT SZABO

A potiguar Jardênia Félix, com apenas 17 anos, conquistou nesta terça-feira (31) medalha de bronze na prova de 400 metros da classe T20 (deficiência intelectual). A velocista mais jovem do atletismo brasileiro na Paralimpíada de Tóquio registrou o tempo de 57s43, a melhor marca da carreira da brasileira. As disputas da modalidade esportiva estão acontecendo no Estádio Olímpico de Tóquio, na capital japonesa.

Quem colocou a medalha de ouro no peito foi a norte-americana Breanna Clark. Ela bateu o recorde mundial, com o tempo de 55s18. Já a prata ficou com Yuliia Shuliar, da Ucrânia. A europeia percorreu os 400 metros com o tempo de 56s18, obtendo o recorde continental.

Jardênia Félix é natural de Natal e disputava o atletismo convencional em 2016. Entretanto, em 2017, ela migrou para a modalidade paralímpica, após um técnico identificá-la com alguns sinais de deficiência.

Fonte: Agência Brasil

Biden chama evacuação de 'sucesso' e comemora fim da guerra no Afegasnistão

 


Presidente dos EUA afirma que decisão pela retirada foi "baseada em recomendação unânime de conselheiros civis e militares" do governo


Tribuna da Bahia, Salvador
31/08/2021 17:43 | Atualizado há 2 horas e 9 minutos

Compartilhe
Foto: Reuters / Kevin Lamarque / Direitos Reservados

Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden celebrou o fim da retirada das tropas americanas de Cabul, capital do Afeganistão, na noite de segunda-feira (30), após uma missão a qual ele chamou de "sucesso extraordinário", durante discurso nesta terça-feira. "Ontem à noite em Cabul, os EUA terminaram seus 20 anos no Afeganistão, na guerra mais longa da nossa história", disse o mandatário.

Para Biden, a escolha estava entre permitir que a guerra "escalasse" ou deixar o Afeganistão. A decisão pela retirada foi "baseada em recomendação unânime de conselheiros civis e militares" do governo, afirmou.

Biden também comemorou a evacuação "à segurança" de 120 mil pessoas do Afeganistão. "Nenhuma nação jamais fez algo assim", de acordo com ele, que afirmou estar comprometido em retirar os americanos que ainda estão em Cabul, "se assim o quiserem". Segundo Biden, o governo americano estava em contato com os americanos em Cabul desde março passado e, desde que a evacuação começou, mais cinco mil americanos mudaram de ideia e optaram por sair do país.

O presidente repetiu que as forças do então governo afegão não seguraram o avanço dos soldados do Taleban pelo tempo esperado pela Casa Branca, mas disse que "respeitosamente discorda" daqueles que afirmam que a saída das tropas americanas poderia ter sido feita de forma mais "ordenada".

"Seguiremos combatendo o terrorismo no Afeganistão, mas não precisamos travar uma guerra terrestre para isso", destacou Biden, que ainda prometeu retaliar o grupo extremista Estado Islâmico-Khorasan (Isis-K), responsável pelo ataque ao aeroporto de Cabul que matou ao menos 60 pessoas, incluindo membros das forças militares americanas, na última quinta-feira, 26.

Fonte: Estadão Conteúdo

Previsão do Orçamento de 2022 ao fundo eleitoral é de R$ 2,1 bilhões

 


Concursos Públicos devem contratar 41,7 mil novos servidores


Tribuna da Bahia, Salvador
31/08/2021 18:37 | Atualizado há 1 hora e 12 minutos

Compartilhe
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Enviado hoje (31) ao Congresso Nacional, o Projeto da Lei Orçamentária Anual (Ploa) de 2022 destina R$ 2,128 bilhões ao fundo eleitoral, que será usado pelos partidos na campanha eleitoral do próximo ano, informou o secretário de Orçamento Federal do Ministério da Economia, Ariosto Culau.

Pelo projeto, a quantia fica praticamente igual à de 2020, quando o fundo eleitoral para as eleições municipais ficou em R$ 2 bilhões. No entanto, o valor deverá ser negociado com os parlamentares durante a tramitação do Ploa no Congresso.

Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro vetou o artigo da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2022 que reservava R$ 5,7 bilhões para o fundo eleitoral. O Congresso Nacional ainda pode derrubar o veto.

Criado em 2017, o Fundo Especial de Financiamento de Campanhas é formado com recursos do Orçamento e substitui o financiamento privado de campanhas eleitorais. O financiamento público passou a vigorar após Supremo Tribunal Federal (STF) declarar inconstitucionais as doações de empresas a candidatos.

Cabe ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definir um piso para o fundo a cada eleição, com base em parâmetros previstos em lei. No entanto, o Congresso pode elevar o valor durante a tramitação do Orçamento.

Concursos públicos

Sem concursos federais há três anos, o governo pretende contratar 41,7 mil novos servidores em 2022, informou o secretário de Orçamento Federal. Segundo ele, as contratações serão para recompor a força de trabalho que se aposentou ou morreu nos últimos anos.

“Temos um volume grande para agências reguladores e para o Ministério da Educação. Não houve espaço no orçamento para reajustes, apenas recomposição da força de trabalho”, declarou Culau.

Segundo o secretário especial de Orçamento e Tesouro, Bruno Funchal, a Secretaria de Gestão do Ministério da Economia tem feito estudos, que apontaram a necessidade de “algum concurso” para recompor a demanda represada em diversos órgãos.

Apesar da previsão de retorno dos concursos públicos, o Ploa 2022 não tem previsão de reajuste para o funcionalismo público federal, disse Funchal. Ele, no entanto, informou que isso pode mudar caso o parcelamento dos precatórios (dívidas do governo reconhecidas em definitivo pela Justiça) seja aprovado, criando espaço no teto federal de gastos.

“O Orçamento já está muito apertado, mas tendo algum tipo de mudança por conta do que está em discussão sobre o pagamento de precatórios, vão ser definidas as prioridades [com base no espaço que seria aberto]. Outras discussões serão feitas ao longo do processo orçamentário”, explicou.

Fonte: Agência Brasil

Censura

 


Estou muito preocupado em decifrar o tamanho dessa onda de censura da liberdade de expressão que toma esse país.

Estou calado até decifrar o que querem dizer com “somente fatos cientificamente comprovados” podem ser publicados, isso dito por um membro do Supremo.

Se for assim hipóteses serão censuradas, quaisquer hipóteses, o que significa o fim da ciência, justamente o contrário.

Significa também o fim do diálogo porque muitas coisas que achamos científicas poderão provar não serem, como mostra Karl Popper.

Quanto mais sei, menos sei.

O que não entendo é que os governantes normalmente censuram quem fala mal do governo.

O Brasil, sempre na contramão, está censurando e confiscando dinheiro ganho de quem defende o governo.

De fato, no governo militar censuraram a Imprensa.

Censuraram o Estadão, a Folha, O Jornal do Brasil, mas somente pequenos trechos, 99% do resto era publicado.

É como se o Supremo mandasse apagar um post ou outro, ou exigisse correção, o que hoje é possível e instantâneo.

Mas estão fechando sites inteiros, como se proibissem o Estado, a Folha, de existirem, o que não ocorreu em 1964.

E nunca os militares mandaram sequestrar o dinheiro dos anúncios e assinaturas desses jornais.

Pior, estes jornais tinham no seu conjunto somente 500.000 leitores.

Hoje estamos censurando jornalistas e políticos com mais de 12 milhões de seguidores.

O que está ocorrendo no Brasil é muito grave.

Com mais 839 mortes por covid, Brasil ultrapassa 580 mil

 




Bahia registra 624 novos casos de Covid e mais 21 óbitos



Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 624 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +0,05%) e 732 recuperados (+0,04%). O boletim epidemiológico desta terça-feira (31) também registra 21 óbitos. Apesar de as mortes terem ocorrido em diversas datas, a confirmação e registro foram realizados hoje. Dos 1.220.792 casos confirmados desde o início da pandemia, 1.191.469 já são considerados recuperados, 2.836 encontram-se ativos e 26.487 tiveram óbito confirmado. O boletim epidemiológico contabiliza ainda 1.499.637 casos descartados e 230.740 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica em Saúde da Bahia (Divep-BA), em conjunto com as vigilâncias municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17 horas desta terça-feira. Na Bahia, 51.855 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19. Com 8.852.856 vacinados contra o coronavírus (Covid-19) com a primeira dose ou dose única, a Bahia já vacinou 79,8% da população adulta (18 anos ou mais) estimada em 11.087.169.

 

Itabuna: 34.019 casos de covid (+9) Ilhéus: 21.910 (+2) (Sesab)

 


A revolta do cidadão comum contra os "formadores de opinião"

 



O que está se vendo é o divórcio entre o grosso das populações nacionais e suas elites política, econômica e, sobretudo, intelectual. Artigo do historiador Jean Marcel Carvalho França para a Gazeta do Povo:


Bizarro mundo este em que vivemos. Tínhamos como certo, há menos de uma década, que opinião pública, imprensa e “formadores de opinião” (os bem-pensantes) eram coisas inseparáveis, condenadas a viverem e a permanecerem juntas até o fim dos tempos. Inesperadamente, no entanto, a opinião pública tornou-se um campo de batalha, a imprensa tradicional entrou em colapso e os formadores de opinião, os indefectíveis “especialistas”, foram lançados num quase ostracismo. Tais seres, inclusive, que se tinham e eram tidos socialmente em alta conta, foram condenados a falar praticamente uns para os outros e, o que é pior, se viram, num passe de mágica, substituídos por uma personagem inusitada que, embora prevista na trama das sociedades democráticas, tardou a ter mais voz no espetáculo: o cidadão comum.

Lançando mão das facilidades comunicacionais propiciadas pelas novas tecnologias da informação, donas e donos de casa dos mais variados cantos atiraram-se numa aventura de tons “iluministas”: usaram de sua razão, de seu “bom senso”, esclareceram-se, saíram da “menoridade” e resolveram marcar presença no debate público. Uma vez aí instalados, descobriram similares e seguidores, muitos similares e muitos seguidores; e isso sem nunca recorrerem à autoridade dos títulos acadêmicos ou à chancela dos bem pensantes; ao contrário, a legitimidade do que dizem é retirada da adesão dos tais similares e seguidores, da gente que compartilha de um mesmo universo de valores – cristãos, familiares e patrióticos –, valores comumente julgados desprezíveis e grosseiros pelos que se querem progressistas e esclarecidos.

A emergência dessas novas personagens no debate público e a tal guerra de narrativas que se instalou no espaço virtual é, no entanto, somente um dos sintomas de um mal de enormes proporções que há tempos, e num crescendo, vem comprometendo a estabilidade das sociedades ocidentais: o divórcio entre o grosso das populações nacionais e suas elites política, econômica e, sobretudo, intelectual. Para se ter uma ideia do tamanho do embrolho e de como o mesmo evoluiu rápido e numa direção inusitada, vale uma breve comparação. Em 1994, poucos dias antes de morrer, o historiador americano Christopher Lasch finalizou o seu premonitório A revolta das elites e a traição da democracia. A obra, tida por muitos como o testamento intelectual de Lash, propõe uma ampla reflexão sobre o futuro da democracia ocidental, melhor, sobre as soluções democráticas para um impasse inédito vivido pelas sociedades ocidentais: o crescente distanciamento entre as elites e os extratos médios e baixos da população, entre os que ocupam o topo da pirâmide social e as ditas maiorias silenciosas.

Lasch parte de uma constatação curiosa: a outrora temida revolta das massas, tidas como mesquinhas, ignorantes, imediatistas e descompromissadas com os interesses nacionais, deu lugar, no ocaso do século XX, a uma outra revolta, a das elites, elites igualmente desterrorializadas, afastadas dos interesses da res publica e avessas aos ditos valores nacionais. Essa revolta das elites globalizadas e o seu crescente descompromisso com o bem comum deixou as sociedades ocidentais acéfalas e cindidas: de um lado, as massas, apegadas a valores familiares e nacionais, ciosa de sua moral e ansiosa por vê-la defendida por aqueles que ocupam o topo da hierarquia social e que, aos seus olhos, deveriam ser os guardiões do modo de vida tradicional; de outro, elites hedonistas, que cultuam as formas marginais e alternativas de vida e que enxergam os antigos valores familiares e nacionais como coisa retrógrada, defendida por gente rústica e politicamente incorreta. Diante de tão radical ruptura, decisiva para os destinos das sociedades ocidentais, Lasch pergunta-se: é possível sair do impasse, preservando os valores que norteiam as democracias? Que caminho podemos tomar?

Um quarto de século mais tarde, em 2020, ou seja, depois da emergência da “democracia iliberal” de Orbán, do Brexit, do sucesso de Trump – que ainda ecoa na América –, da Polônia católica de Jaroslaw Kaczynski, da barulhenta revolta dos “coletes amarelos” e de tantos outros fenômenos sociais aparentados – como a eleição de Bolsonaro –, Christophe Guilluy, o geógrafo da “França periférica”, retornou ao tema no seu “O tempo da gente comum” (“Le temps des gens ordinaire”, sem tradução para o português), e o que encontrou, se não responde inteiramente às inquietações de Lash, não deixa de ser esclarecedor sobre os rumos que as coisas tomaram desde 1990. O divórcio que se anunciava, de fato, consumou-se: as elites se distanciaram mais e mais das tradições e valores do senso comum e do bem público; a gente de baixo, todavia, não aceitou passivamente o desamparo material e cultural em que quiseram lançá-la – o desprezo sistemático pelo seu modo de vida –, ao contrário, ela rebelou-se, ganhou autonomia, ascendeu ao debate público, fez ouvir a sua voz e, o que mais tem afligido a gente do topo, encontrou mecanismos eficientes para levar ao poder líderes que expressam as suas pautas – líderes que menos controlam os seus seguidores do que são controlados por eles, salienta Guilluy.

O topo, ainda que de uma maneira atabalhoada e um pouco tardia, reagiu: das ridículas “agências de checagem dos fatos” – os caçadores de “fake news” – à efetiva censura de perfis e temas nas redes sociais, ele tem tentado de tudo para retomar o controle da narrativa – até mesmo explorar o medo da morte das populações, em tempos de pandemia –, mas nada parece estar dando muito resultado. A gente comum persiste: burla a censura velada e a não velada, une-se, encontra porta-vozes variados e, sobretudo, legitima-se mutuamente, enfim, age com a certeza de que o seu tempo chegou, e não é hora de ceder ou retroceder. Quem vai levar a melhor neste verdadeiro cabo de guerra? Difícil saber, o jogo ainda está sendo jogado.

*Jean Marcel Carvalho França é professor Titular de História do Brasil da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho e autor, entre outros, dos seguintes livros: “Literatura e sociedade no Rio de Janeiro Oitocentista (Imprensa nacional - Casa da Moeda, 1999), “Visões do Rio de Janeiro Colonial” (José Olympio, 2000), “Mulheres Viajantes no Brasil” (José Olympio, 2008), “Andanças pelo Brasil colonial” (Editora da UNESP, 2009), “A Construção do Brasil na Literatura de Viagem dos séculos XVI, XVII e XVIII” (José Olympio/Editora da UNESP, 2012), “Piratas no Brasil“ (Editora Globo, 2016) e “Ilustres Ordinários do Brasil” (Editora da UNESP, 2018).
 
BLOG  ORLANDO  TAMBOSI

Os verdadeiros interessados no marco temporal dos índios não usam cocar

 



Elas estão exigindo, na prática, que o STF mude o entendimento racional e vigente da Constituição para declarar a existência de um novo país. Esqueça o Brasil: república, federação, estados e direitos iguais para todos os seus cidadãos. Em vez disso, todo o território nacional — 8,5 milhões de quilômetros quadrados, do Oiapoque ao Chuí — passa a pertencer aos índios. J. R. Guzzo via Gazeta do Povo:


Está para ser decidida no Supremo Tribunal Federal a mais grave ameaça à soberania nacional, ao direito de propriedade e ao bem-estar comum em milhões de quilômetros quadrados na área rural brasileira que grupos de interesse particular, muitos deles estrangeiros, jamais fizeram neste país. A ferramenta que utilizam para a sua manobra são “os índios”, assim de modo genérico, e “direitos” que eles teriam segundo a Constituição, de acordo com a interpretação velhaca que fazem do texto constitucional.

As forças que querem destruir a ordem no campo brasileiro, usando a “causa” que mais encanta estrangeiros e gente bem intencionada em geral hoje em dia — a salvação dos povos indígenas, coitados, e da “floresta amazônica”, tão preservada por eles para o bem da humanidade — têm uma meta altamente ambiciosa. Elas estão exigindo, na prática, que o STF mude o entendimento racional e vigente da Constituição para declarar a existência de um novo país. Esqueça o Brasil: república, federação, estados e direitos iguais para todos os seus cidadãos. Em vez disso, todo o território nacional — 8,5 milhões de quilômetros quadrados, do Oiapoque ao Chuí — passa a pertencer aos índios.

Resultado: dos 210 milhões de cidadãos brasileiros, pouco menos de 1 milhão, se tanto, teriam direito à propriedade no Brasil. E o que fazer com os outros 219 milhões? Expulsar do país e mandar de volta para a Europa, África e Ásia, os lugares de suas origens étnicas? Os interessados em aplicar esse golpe não dizem nada a respeito; isso é coisa para se ver depois, com “os índios” na posição de senhores e todos os demais na posição de pedintes, numa “negociação” em que vão depender da boa vontade dos novos donos do Brasil para sobreviver.

Tudo isso, obviamente, é um delírio que não fica em pé — a começar pelo fato evidente de que os ministros não vão desocupar o prédio do STF para a primeira ONG que aparecer por lá dizendo que é dona do pedaço. O que essas organizações “indígenas” realmente querem é terras muito bem escolhidas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso ou Mato Grosso do Sul — nada a ver com a Amazônia, nem com o município de Curitiba, nem com o semiárido do Nordeste. Você sabe quais são: as áreas ocupadas pelo agronegócio, que produzem riqueza e que valem milhões. Não pretendem conseguir tudo, é óbvio. Mas o que conseguirem é lucro puro. É isso. O resto é mentira.

O truque legal para se criar este caos lucrativo é interpretar o que a Constituição de 1988 quis dizer quando declarou que os índios têm direito à demarcação oficial — e, portanto, à propriedade — de todas as terras que ocupam. O verbo está no presente; o texto da lei não diz, evidentemente, que as tribos indígenas têm direito às terras que sempre ocuparam, e sim às que estavam ocupadas em 1988. É isso o que os grupos de defesa dos “índios” exigem do STF: que seja declarado território indígena todo o espaço que eles ocuparam desde a chegada do ser humano ao continente americano — que, aliás, não pode ser chamado de “americano”, palavra de raiz europeia e, portanto, ofensiva à população nativa. A descoberta do Brasil, por este ponto de vista, foi uma “invasão” e todo o mundo que veio para cá nos últimos 500 anos, e que aqui se procriou, é “invasor”.

É uma alucinação, mas os “índios” sabem muito bem o que estão fazendo e onde querem chegar. Esses “índios”, apresentados como “vítimas” do “homem “branco”, do “colonialismo” e, hoje em dia, do “agrobusiness” e da “direita fascista”, servem de biombo. Os personagens reais são milhares de ONGs de todas as naturezas e de todas as intenções, com sede dentro ou fora do Brasil. São interesses econômicos privados. São inimigos internacionais do agronegócio brasileiro e do seu extraordinário avanço mundial. São grupos políticos de esquerda que querem acabar com o capitalismo mudando as leis, em vez de fazer revolução. São governos estrangeiros que julgam ter direitos sobre a Amazônia — e por aí afora.

Terras indígenas oficialmente demarcadas, como se sabe, não estão sujeitas à autoridade civil ou militar brasileira, nem aos que foram eleitos livremente para governar o país. Não fazem parte, não na prática, do território nacional. Em algumas se fala inglês; os ocupantes não têm a menor obrigação de se expressar no idioma oficial do Brasil, definido pela Constituição. Não respondem à lei brasileira. Já ocupam, sem a demarcação de mais nenhuma área além das atuais, 13% de todo o território nacional — 1,1 milhão de quilômetros quadrados, a maior extensão de terra indígena do mundo, maior que a França e a Alemanha somadas.

Ninguém, no bonde dos “índios”, quer expulsar 210 milhões de brasileiros do território nacional. Querem que o STF mude alguma coisa, qualquer coisa, na legislação; seus ganhos, quaisquer que forem, serão imensos. O Brasil terá uma perda trágica. As ONGs & associados farão a festa.
 
BLOG  ORLANDO  TAMBOSI

 Pode ser uma imagem de texto que diz "No futuro quando perguntarem aonde vc estava; poderá dizer: na linha de frente pela democracia. 07 DE SETEMBRO, VAI SER GIGANTE!!! COMUNISMO 이이 Fernanda Alves DE MÃOS DADAS PELA LIBERDADE Não teremos outra oportunidade"

Richard Feynman: "Mesmo morta, você é melhor que qualquer pessoa viva".

 



Richard Feynman, Nobel de Física, escreveu em 1946 à falecida esposa uma das mais belas cartas de que se tem notícia. É um dos tesouros mostrados por Shaun Usher, colecionador de cartas, em um livro, Natalia Junquera para o El País:


Shaun Usher havia deixado a universidade, não sabia muito bem o que fazer com sua vida e trabalhava em um bar em Manchester —“quando não era meu turno, gastava o salário do outro lado do balcão”— quando “uma garota com sotaque escocês e raízes espanholas”, Karina Blanco, quis mostrar a ele como devia “fazer os coquetéis”. Saíam juntos há duas semanas somente quando ela precisou se mudar à Espanha para um curso em Salamanca. Não queriam perder o contato e começaram a se corresponder para continuar se conhecendo. “Durante esses 10 meses que vivemos a centenas de quilômetros de distância, não me apaixonei somente por quem viria a ser minha mulher [acabam de completar nove anos casados], como pelas cartas escritas”. Em 2009, Usher criou um blog, Letters of Note, para divulgar algumas das cartas mais belas, sensíveis, românticas e divertidas da história. A paixão se transformou em indústria: seu site teve 126 milhões de visitas, e os 15 livros que publicou na coleção Cartas Memoráveis foram traduzidos a vinte idiomas.

Quando outros teriam jogado a toalha —eram só duas semanas, afinal— eles decidiram continuar; e enquanto o restante do mundo abria contas de WhatsApp e enviava dezenas de e-mails diários pelo celular, Usher descobriu o fascinante, universal e aparentemente imorredouro poder de um papel e um selo. “O simples fato de pegar uma caneta diante de uma folha em branco ativa uma parte do cérebro que você não usa quando envia um e-mail quase sem perceber. Independentemente da época e do idioma, escrever uma verdadeira carta de amor é se arriscar. Você não só está se abrindo, se tornando vulnerável, como o faz por escrito, em um documento que algum dia pode aparecer em um livro lido por milhares de estranhos”.

Amor reúne 31 cartas escritas por casais e amantes; por personagens célebres e anônimos; separados por guerras, condenações de prisão, campos de concentração, doenças e simples viagens.

Um prêmio Nobel de Literatura, John Steinbeck, responde uma carta de seu filho Thom, de 14 anos, que pede a ele conselhos sobre um acontecimento recente em sua vida, algo comum que acaba de acontecer pela primeira vez. “Em primeiro lugar, parabéns. Ficar apaixonado é o melhor que pode acontecer a uma pessoa, não deixe que ninguém tire a importância e faça isso parecer frívolo. Às vezes seus sentimentos não são correspondidos seja lá por qual razão; isso não significa que sejam menos valiosos e nobres. E não se preocupe se as coisas se complicarem. Se tiver de ser, será. O mais importante é não se precipitar: as coisas boas não se perdem do nada”.


Nelson Mandela escreve à sua mulher, Winnie, da cela de 2,4 por 2,1 metros em que passou 18 de seus 27 anos de prisão, após saber que ela, também ativista contra o apartheid, havia sido condenada a 17 meses de cárcere. É 23 de junho de 1969 e o que seria o primeiro presidente negro da África do Sul envia essas linhas de encorajamento: “A conquista de um novo mundo não virá pela mãos dos que se mantêm distantes e permanecem de braços cruzados, e sim dos que têm as roupas rasgadas pela tempestade. (…) Desde os alvores da história, a humanidade honrou e respeitou as pessoas corajosas e honestas, os homens e mulheres como você, meu amor. Minha lealdade a você me impede de dizer mais do que já disse nessa carta que irá passar por muitas mãos. Algum dia teremos uma intimidade que nos permitirá compartilhar os pensamentos que guardamos no mais profundo de nossos corações ao longo destes oito anos”. Estavam casados só há cinco quando ele foi preso. Seu casamento durou quase quatro décadas.

Em março de 1796, 48 horas depois de se casar com Josefina de Beauharnais, Napoleão Bonaparte “precisou se separar de sua esposa para comandar o exército francês”, lembra Usher. “Era um grafômano empedernido e deu um jeito de redigir incontáveis cartas de amor à sua mulher, até mesmo da frente de batalha”. Mas Josefina não respondia com a mesma celeridade, e em julho desse ano Bonaparte a repreende com ternura: “Mandei chamar o mensageiro. Disse que passou por sua casa e você disse a ele que não tinha nenhum recado para mim. Vergonha deveria te dar, querido monstrinho travesso, indolente, cruel e tirânico. Você zomba de minha fraqueza por ti. Diga-me que está alegre, bem de saúde e cheia de afeto por mim”.

A carta favorita de Usher é a de outro prêmio Nobel, neste caso de Física. Richard Feynman, um dos pais da bomba atômica, escreve em 1946 à sua esposa, Arline Greenbaum, falecida 16 meses antes: “Agora não pode me dar nada, e, entretanto, te amo tanto que isso me impede de amar a mais ninguém. Ainda assim, quero que permaneça onde está: mesmo morta, é muito melhor do que qualquer outra pessoa viva”. Feynman sobreviveu 43 anos à sua mulher. A filha dos dois, Michelle, encontrou a carta entre seus pertences: “Estava muito desgastada, muito mais do que as outras, como se meu pai a lesse frequentemente”. Usher viu “milhares” de cartas, mas nenhuma o afetou tanto como essa. “O amor nunca morre”, afirma.
 
BLOG  ORLANDO  TAMBOSI

V Talibã: parece filme de Woody Allen, mas é o retrato do Afeganistão.

 



Invasão de estúdio de televisão por barbudos armados mostra a realidade do que deve ser esperado para um país sob domínio dos jihadistas. Vilma Gryzinski:


Uma única imagem conseguiu rivalizar, em impacto global, com o vídeo de moradores de Araçatuba amarrados em carros e usados como escudos humanos por assaltantes de banco.

São cenas de um estúdio de televisão invadido por oito talibãs mostrando o apresentador de um programa de debates dizendo, sob pressão, que os afegãos não devem ter medo do novo regime.

O nível de surrealismo, comparável ao da velha comédia de Woody Allen sobre uma republiqueta de bananas com guerrilheiros incrivelmente parecidos com os barbudos cubanos, é difícil de ser superado até pelos padrões alucinados que a queda de Cabul tem propiciado.

Por bons motivos, o vídeo viralizou, num sinal de que nem o controle absoluto que agora os talibãs têm sobre o país, incluindo as comunicações por celular, está imune a fotos e vídeos reveladores.

Detalhe importante: os invasores do estúdio de televisão tinham por objetivo tranquilizar a população, uma mensagem que está sendo repetida pelo “novo” Talibã, ou a versão 2.0 do movimento jihadista que resistiu durante vinte anos e retoma o poder sob o impacto da vexaminosa retirada americana.

“O presidente Biden deveria assistir o vídeo e dizer se os militantes posando atrás do apresentador visivelmente petrificado estão portando armas americanas”, provocou Masih Alinejad, jornalista iraniana com nacionalidade americana.

As armas não parecem diferentes do arsenal habitual dos talibãs, mas a jornalista tocou numa das muitas chagas deixadas pela retirada americana: a incrível quantidade de armamentos dados pelos Estados Unidos para as agora inexistentes forças armadas afegãs. Fora o que os últimos americanos no país deixaram para trás.

Tudo agora nas mãos dos talibãs, o que os transforma de guerrilheiros com arsenal tosco, compensando pelo engajamento na jihad, na décima-quinta maior força armada do planeta.

O botim inclui 75 mil veículos, indo desde o Humvee – o jipão de deslocamento rápido – uma verdadeira fortaleza móvel conhecida como MRAP – veículos resistentes a minas que valem 500 mil dólares cada um.

Mais: 200 aeronaves, incluindo helicópteros Black Hawk e uma frota Super Tucanos A-29, o avião de ataque fabricado pela Embraer – o Talibã vai precisar de pilotos e técnicos altamente treinados para manter tudo isso no ar, mas ganhou uma força estratégica simplesmente espetacular (outra possiblidade, é que transfira segredos tecnológicos para China, Rússia ou Irã em troca de vantagens).

Armas de assalto são 600 mil, incluindo fuzis M4 e M16. Mais 16 mil equipamentos de visão noturna, uma vantagem tática que os talibãs não tinham.

Assim que o último avião americano decolou, talibãs equipados com o que existe de melhor dos pés à cabeça – nesta, os monóculos de visão noturna por infravermelho, montado na frente do capacete (custo: 3.700 dólares cada) – assumiram o controle. Os guerrilheiros de chinelos ou tênis surrados ainda são a maioria, mas a coisa está mudando.

A quantidade e a qualidade dos armamentos fazem dos atuais talibãs uma força incomparavelmente mais bem equipada do que os militantes que tomaram o poder em 1996, quando o país estava totalmente destruído pela guerra civil e os armamentos soviéticos dados ao regime comunista derrubado poucos anos antes não eram mais renovados.

Como vai se comportar este Talibã triunfante, que montou uma saída humilhante para os americanos e agora não tem, nem remotamente, rivais à altura de seu poderio bélico e político? Quanto tempo vão durar as promessas de moderação, mesmo dentro dos padrões da sharia?

Pessoas comuns ou até personalidades como o apresentador do programa de televisão invadido já estão descobrindo e muito mais virá pela frente.
 
BLOG  ORLANDO  TAMBOSI

Bandeira tarifária sobe 50%. Haja bolso!

 


O governo anunciou nesta terça-feira (31), que o maior patamar da bandeira tarifária será reajustada em 50% a partir desta quarta-feira. A taxa-extra nas contas de luz subirá de R$ 9,49 para R$ 14,20 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. O Ministério de Minas e Energia também anunciou um programa para incentivar a redução voluntária de consumo de eletricidade para os clientes residenciais e de pequenos comércios (que são atendidos por distribuidoras de energia). A bandeira passará a se chamar bandeira tarifária “Escassez Hídrica” e provocará aumento de 6,78% na tarifa média dos consumidores de energia. Os cidadãos de baixa renda que aderem à tarifa social não serão afetados pelas novas regras da bandeira, sendo mantido o valor atual. A medida valerá de 1º de setembro a 30 de abril de 2022. O diretor-geral da Agência Nacional de Energi Elétrica (Aneel), André Pepitone, explicou que a bandeira será necessária para custear as despesas financeiras decorrentes das medidas para driblar a crise hídrica. "Assim, tendo em vista o déficit de arrecadação já existente, superior a R$ 5 bilhões, e os altos custos verificados, destacadamente de geração termelétrica, foi aprovada determinação para que a ANEEL implemente o patamar específico da Bandeira Tarifária, intitulado 'Escassez Hídrica', no valor de R$ 14,20 (a cada 100 kWh), com vigência de 1º de setembro de 2021 a 30 de abril de 2022", informou o governo em nota. 
Bônus de R$ 0,50 
Pelo programa de redução do consumo, ganhará um desconto nas contas de luz quem diminuir o consumo em pelo menos 10%. O bônus na tarifa deve valer até uma redução de 20% — acima disso não haveria benefícios. O governo espera uma redução média de 15% por família. O MME estima uma redução de 1,41% do consumo total de energia. As medidas fazem parte das ações do governo por conta da crise hídrica, a pior em 91 anos, que ameaça o fornecimento de energia elétrica. Por globoser de adesão voluntária, o governo não considera a medida uma forma de racionamento de energia (que pressupõe obrigatoriedade). O objetivo é que o programa comece a valer em setembro e se estenda até dezembro, podendo ser prorrogado. Haverá um bônus de 0,50 a cada kilowatt-hora (kWh) do volume de energia acima da meta de 10%. O desconto será pago para quem economizar acima da faixa de 10%. Portanto, abaixo disso, não haveria um desconto — apenas a redução normal pela queda de consumo. Por exemplo: se uma família consome 200 kWh de energia por mês, ela deverá reduzir esse consumo para uma faixa entre 160 e 180 kWh. Essa família ganharia R$ 10 de bônus na conta por reduzir o consumo em 10%. Para uma economia de 20%, o desconto seria de R$ 20. Para ter uma comparação, a tarifa média paga pelos consumidores residenciais hoje está em R$ 0,60 por kWh (valor que é acrescido de encargos e impostos). Para calcular o percentual de economia, a comparação começará com base em uma média mensal do consumo dos meses de setembro, outubro e novembro de 2020. Assim, exclui-se o período de restrições mais intensas à mobilidade por causa da pandemia, o que poderia distorcer a média.

Quais os impactos da MP 1.040/21 na desburocratização do ambiente de negócios?

 


Por Thais Cordero

A aprovação da MP 1.040/41, pela Câmara dos Deputados, traz mudanças significativas no âmbito societário. Com a proposta de desburocratizar o ambiente de negócios, o projeto pode, de fato, se tornar um facilitador nos processos de constituição, registros e obtenção de licenças, caso seja também aprovada pelo Senado. Contudo, alguns impactos consequentes devem ser levados em consideração pelas companhias que se enquadrarem nas alterações previstas por tal Medida Provisória.

O tempo de abertura de um negócio traduz o nível de burocracia ao empreendedor. No Brasil, essa média chegou a 4,5 dias durante a pandemia, um aumento significado diante das inúmeras dificuldades enfrentadas no ambiente de negócios. Porém, no segundo trimestre de 2020, o boletim Mapa de Empresas, divulgado pelo Ministério da Economia, identificou uma redução para cerca de dois dias – o melhor resultado registrado desde 2019.

Para reduzir ainda mais esse tempo, a proposta da MP é garantir uma unificação de processos em âmbito federal, estadual e municipal, minimizando o trabalho dos empresários e das empresas na constituição das suas sociedades. Afinal, elas passarão a ser registradas na Junta Comercial, obtendo suas licenças por um único veículo e evitando a necessidade de processos de forma isolada, em âmbito estadual. Tal procedimento ainda é muito comum em Estados não sincronizados com o sistema da Receita Federal e na esfera municipal, tornando-o mais moroso e burocrático.

Em conjunto, a proibição de constituição de sociedades simples que, têm como objeto as atividades de natureza intelectual, científica, literária ou artística que, nos termos do Código Civil possuem natureza não empresarial, também se mostra altamente promissora. Caso aprovada, serão consideradas sociedades com caráter empresarial, com os seus atos societários arquivados na Junta Comercial e, não mais em Cartório de Registro de Pessoas Jurídicas.

Ainda, podemos destacar a concessão automática, via sistema, para a obtenção de alvará de funcionamento, junto com licenças para empresas enquadradas em atividades de grau de risco médio. A proposta é, sem dúvida, um facilitador para o início das atividades pelos empresários e empresas em âmbito nacional - corroborando, neste aspecto, com a desburocratização dos negócios, com ressalva apenas para as licenças ambientais.

No caso da obtenção do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) poderá ser dispensada a necessidade de fornecer dados ou informações que já constem na base de dados do Governo Federal. Ficará proibido, dessa forma, a coleta pelos Estados, Distrito Federal e Municípios, de informações adicionais àquelas já informadas ao Governo Federal, um excelente benefício aos empreendedores.

Mesmo que ainda estejamos no aguardo da aprovação da nova MP de desburocratização do ambiente de negócios, é importante ressaltar o preparo necessário por parte das organizações. É recomendado que as sociedades simples solicitem o arquivamento dos seus atos societários e a obtenção dos seus respectivos NIRE (Número de Identificação do Registro de Empresas) na Junta Comercial do Estado da sede onde se localizam, a fim de facilitar os seus registros posteriores e se adequarem à nova legislação.

Mas, além disso, também se torna imprescindível manter os dados cadastrais atualizados perante o sistema do Governo Federal (REDESIM), garantindo que as informações sejam transmitidas em âmbito Estadual e Municipal de forma regular e atualizada. Em linhas gerais, as mudanças são benéficas sob o enfoque operacional, com grande potencial para, de fato, facilitar a abertura de empresas no país. Uma medida importante para a retomada da economia no pós-pandemia.

Thais Cordero é advogada e Líder da área societária do escritório Marcos Martins Advogados.

 

Sobre o Marcos Martins Advogados: 

https://www.marcosmartins.adv.br/pt/ 

Fundado em 1983, o escritório Marcos Martins Advogados é altamente conceituado nas áreas de Direito Societário, Tributário, Trabalhista e Empresarial. Pautado em valores como o comprometimento, ética, integridade, transparência, responsabilidade e constante especialização e aperfeiçoamento de seus profissionais, o escritório se posiciona como um verdadeiro parceiro de seus clientes.



Imagens relacionadas


baixar em alta resolução



Nathalia Bellintani


Tel: +55 (11) 9849-1352
Email: nathalia@informamidia.com.br
www.informamidia.com.br


Qual será o futuro do mobile marketing?

 


Por Marcos Guerra

O celular se tornou uma extensão dos nossos corpos. No Brasil, o número de pessoas que usam tal aparelho principalmente para acessar a internet, vem crescendo cada vez mais – tendo chegado a 99% em 2019, segundo dados do TIC Domicílios. Diante de um dado tão interessante, o celular se tornou um dos canais mais atrativos para os profissionais de marketing que, ao analisarem essa tendência, enxergaram o potencial dos aparelhos mobile no uso de estratégias de vendas para interagir com o consumidor e aumentar o número de vendas das empresas.

Temos mais de 234 milhões de aparelhos ativos no país, segundo a 31° Pesquisa Anual do FGVcia de 2020. O número representa cerca de 20 milhões de aparelhos a mais que a população, uma quantidade absurdamente alta analisando minuciosamente. Seja pelo celular, tablet, ou qualquer outro aparelho móvel, a conectividade da população abriu portas para que as organizações aproveitassem esses meios para crescerem e atenderem as demandas de seus clientes de maneira abrangente e eficiente.

Dentre todas as estratégias adotadas no mobile marketing, o SMS é, sem dúvidas, uma das mais populares, sendo capaz de trazer resultados excelentes para as organizações. Ao permitir o envio de informações de maneira rápida e praticamente instantânea, possibilita um relacionamento mais próximo e, até mesmo, interativo com os clientes.

Mesmo que muitos considerem a ferramenta como ultrapassada, dados divulgados pelo Slick Text comprovam o contrário. A taxa de abertura do SMS é de 98%, um resultado muito superior a qualquer outra ferramenta de abordagem. Com ele, as companhias podem enviar mensagens em massa e personalizadas para cada público, sem que sejam invasivas.

Outra estratégia de mobile marketing é o RCS (Rich Communication Service). Ele funciona de forma parecida com o SMS, se diferenciando por sua maior quantidade de recursos interativos e personalizados para os usuários. Cada mensagem permite diversos recursos multimídia, como imagens, vídeos, áudios e gifs, tornando a comunicação mais leve e atrativa. Seu nível de engajamento costuma ser bem maior, abrindo portas para um formato mais dinâmico, atrativo e confiável.

Mesmo diante de tantas opções, é importante ressaltar que não há como estabelecer qualquer uma das medidas acima, sem também se preocupar em criar um site responsivo. Como a grande maioria das pessoas acessa a internet pelo celular, a plataforma deve ser desenvolvida de forma amigável para esses aparelhos, sem que a navegação seja prejudicada. Uma boa usabilidade pode, inclusive, contribuir para que a companhia tenha um melhor posicionamento orgânico nos sites de busca.

Seja qual for a estratégia definida, todas devem ser pensadas não apenas na concretização de uma determinada venda, mas também, em seu momento posterior. O mobile marketing não deve, em hipótese alguma, se tornar abusivo ao usuário. Ele deve respeitar seu público, se comunicando de maneira clara e objetiva, sem que gere qualquer tipo de incômodo, antes ou depois de uma compra.

O que irá determinar o sucesso de qualquer tática do mobile marketing, será a preocupação em garantir a melhor experiência ao cliente. Quanto mais opções dispostas para que ele se sinta confortável e à vontade com a mensagem transmitida, melhores serão os resultados. Seja sempre honesto e, deixe claro suas intenções com total transparência a todo momento.

Por fim, não se esqueça das redes sociais. De nada adianta uma estratégia de marketing excelente, sem a manutenção das contas da empresa nessas plataformas. Tudo deve estar conectado, aumentando a confiança do cliente na organização e, consequentemente, a eficiência das campanhas promocionais.

Todas essas medidas ditam o futuro do mobile marketing. Seja qual for o método escolhido, sua empresa conquistará uma importante credibilidade no mercado se fizer um bom uso dessas estratégias. Basta lembrar de sempre levar como prioridade a interação próxima com o consumidor e, acima de tudo, visando a maior comodidade em sua experiência de compra ou relacionamento. 

Marcos Guerra é Superintendente do Comercial e Marketing na Pontaltech, empresa de tecnologia especializada em comunicação omnichannel.

 

Sobre a Pontaltech:

https://www.pontaltech.com.br/

Fundada em 2011, a Pontaltech é uma empresa de tecnologia especializada em comunicação omnichannel que ajuda empresas a automatizar e escalar seus atendimentos com um portfólio composto por diversos canais digitais e de voz. Com soluções integradas de SMS, e-mail, chatbot, RCS, agente virtuais, entre outros, simplifica a comunicação das empresas com seus clientes de forma inteligente e eficiente, sem nunca perder a proximidade humana.

 



Imagens relacionadas


baixar em alta resolução



Nathalia Bellintani


Tel: +55 (11) 9849-1352
Email: nathalia@informamidia.com.br
www.informamidia.com.br

Colheitômetro, da New Holland, amplia número de culturas mostradas em tempo real com feijão e algodão

 


Contador digital, que já acompanha as colheitas de soja, milho, trigo, arroz e cana, passa a calcular instantaneamente o volume dessas outras duas culturas e o valor que representam para a economia

 

Curitiba, agosto de 2021

O Colheitômetro, primeiro contador digital a contabilizar, em tempo real, a colheita das principais commodities agrícolas brasileiras, está ampliando o número de culturas que é capaz de acompanhar. Além de soja, milho, trigo, cana-de-açúcar e arroz, o dispositivo lançando pela New Holland Agriculture, marca da CNH Industrial, agora também é capaz de calcular o volume e os valores em reais (R$) que as colheitas de feijão e algodão representam para a economia.

Lançado em 28 de julho, Dia do Agricultor, como uma forma de homenagear os homens e mulheres do campo, o Colheitômetro possui um algoritmo desenvolvido pela New Holland que utiliza fontes seguras e oficiais de dados para gerar um número exclusivo, que não está disponível diretamente em outro lugar.

Além de um site próprio (www.colheitometro.com.br), que pode ser consultado a qualquer momento, o primeiro painel físico do Colheitômetro foi inaugurado na fábrica da New Holland, em Curitiba (PR), exibindo em um mostrador eletrônico os dados das culturas na mesma hora em que são contabilizados pelos órgãos oficiais. A intenção é que, futuramente, novos painéis sejam instalados em outras cidades do país.

"O Colheitômetro vai nos ajudar a mostrar o trabalho de quem muitas vezes está distante dos holofotes e faz a diferença para toda a sociedade, desde o grande produtor até os agricultores familiares, passando pelas cooperativas e associações ligadas à produção de alimentos. Queremos valorizar o suor derramado no campo, as batalhas e o que eles fazem para produzir os alimentos que abastecem o planeta. Vamos sempre estar imbuídos em encontrar caminhos para promover o agronegócio”, afirma Rafael Miotto, vice-presidente da New Holland Agriculture para a América do Sul.

De acordo com Gustavo Taniguchi, diretor de Marketing Comercial da New Holland Agriculture para a América do Sul, com essas duas novas e importantes culturas, que são o feijão e o algodão, o Colheitômetro reforçará o seu objetivo de ser um instrumento capaz de mostrar, em números, o que o agronegócio brasileiro representa. Segundo ele, novas culturas ainda serão incluídas futuramente e as novidades não vão parar por aí. “É uma maneira de esclarecer à toda a sociedade, especialmente para quem está nas cidades, sobre a força e a pujança da nossa agricultura, que além de gerar divisas para o país, através das exportações, também coloca alimento na mesa dos brasileiros e de boa parte da população mundial”, afirma.

Para a safra brasileira de grãos deste ano espera-se um volume total de produção de 254 milhões de toneladas, com aumento de mais de 4% na área plantada. No caso do algodão, o volume estimado para a safra 2020/21 pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é de 3,4 milhões de toneladas (caroço) e 2,3 milhões de toneladas (pluma). Já a estimativa total para a colheita de feijão neste ciclo é de 3 milhões de toneladas, considerando as três épocas de plantio da leguminosa.

Inspirado em mecanismos como o Impostômetro e o Devolutômetro, o Colheitômetro quer estimular os brasileiros a admirarem a sua agricultura. “Como uma marca que está sempre próxima dos agricultores, queremos que todos tenham orgulho do que o nosso agro produz. Esta é uma oportunidade de mostrar a todo mundo, de maneira clara e em tempo real, o trabalho dos nossos agricultores e agricultoras. Por isso, vemos essa iniciativa como uma ‘janela’ entre o campo e a cidade”, pontua.

O Colheitômetro é uma iniciativa que interage com diversas outras ações já desenvolvidas pela New Holland, entre elas o movimento “Agro, quem conhece de verdade, admira” e os Diálogos New Holland, que têm o propósito de abrir um canal de diálogo com toda a sociedade, conforme explica Taniguchi.

Como funciona?

A Interface de Programação de Aplicação (API, na sigla em inglês) do Colheitômetro permite mostrar dados de produção (em toneladas) das seguintes culturas: soja, milho, arroz, cana-de-açúcar, trigo, feijão e algodão. Além disso, o painel mostra os valores em reais (R$) que a produção de cada uma dessas culturas representa.

Para fazer essas operações, o Colheitômetro utiliza informações oficiais, atualizadas em tempo real, com base no histórico e no cruzamento de dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), IBGE e Cepea-Esalq/USP e de outras fontes. Através de algoritmos internos, esses dados são incrementados conforme as previsões de colheita.

O peso do agro

O agronegócio brasileiro, responsável hoje por 26,4% do PIB do país e um dos itens de peso da nossa balança comercial. Mesmo com toda a crise provocada pela pandemia do coronavírus, o agro foi responsável por quase metade (48%) das exportações totais do Brasil em 2020, conforme dados da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, do Ministério da Agricultura. Na última década, enquanto o PIB brasileiro encolheu 5,5%, conforme apontou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o da agropecuária cresceu 2,7%.

Conforme um estudo divulgado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o agronegócio brasileiro forneceu alimento para 772,6 milhões de pessoas no planeta em 2020 (10% da população mundial), sendo que 212 milhões dessas pessoas estão no Brasil. Segundo o mesmo estudo, na última década a participação brasileira no mercado mundial de alimentos passou de US$ 20,6 bilhões para US$ 100 bilhões, com destaque para soja, milho, algodão, carnes e produtos florestais. A expectativa é que essa participação siga crescendo nos próximos anos.

O agro em números

Um relatório da Organização Mundial do Comércio (OMC) mostrou que o Brasil se consolidou nos últimos 25 anos como o maior exportador líquido (diferença entre exportações e importações) de produtos agro do planeta, principalmente por causa do peso de commodities como açúcar, café, suco de laranja e soja – itens no qual somos líderes atualmente –, além de outros produtos como milho, algodão e carnes, com os quais também estamos entre os principais exportadores mundiais.

Comparado a outros setores da economia, o desempenho da agropecuária é surpreendente. Enquanto o agro exportou US$ 100,81 bilhões em 2020 (dados da OMC), segundo maior valor da história do setor, com crescimento de 4,1% em relação a 2019, as exportações de veículos caíram 24,3% no ano passado, atingindo US$ 5,5 bilhões, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Em relação à geração de empregos, no acumulado de 2020, segundo o Ministério da Economia, a agricultura gerou 61.637 vagas de trabalho, enquanto o comércio, por exemplo, criou 8.130 vagas no mesmo período. Já o setor de serviços, por outro lado, enxugou 132.584 vagas.

 

 

 

Sobre a New Holland

A New Holland, pertencente à CNH Industrial, é uma marca próxima do cliente, que valoriza o agronegócio e possui soluções completas para todos os tipos de culturas agrícolas, seja qual for o segmento e o tamanho da operação. Os agricultores contam com uma oferta de produtos e serviços inovadores, como tratores, colheitadeiras, pulverizadores, plantadeiras, feno e forragem, além de equipamentos específicos para biomassa, silvicultura e agricultura de precisão, complementada por serviços financeiros feitos sob medida e planejados por especialistas. Com uma rede de distribuidores global altamente profissional e o compromisso com a excelência, a New Holland garante a melhor experiência para cada cliente. Para mais informações da New Holland visite www.newholland.com.

 

A New Holland Agriculture é uma marca da CNH Industrial N.V. (NYSE: CNHI /MI: CNHI) líder global no setor de bens de capital com experiência industrial comprovada, uma ampla gama de produtos e presença mundial. Mais informações sobre a CNH Industrial podem ser encontradas no site www.cnhindustrial.com.

 

 

Press contacts:

 

Jorge Görgen

New Holland Agriculture

Press Relations Manager - South America

Phone: +55 11 9 8336-8241

Email: jorge.gorgen@cnhind.com

 

 

Renato P. Fonseca

New Holland Agriculture

Press Relations Coordinator - South America

Phone: +55 31 9 9509-7746

Email: renato.p.fonseca@cnhind.com

 

João Maroni

Rede Comunicação (Agency)

Press Relations Brasil

Phone: +55 41 9 9267-0127

Email: joao.rodrigo@redecomunicacao.com

 

 

Visite https://media.cnhindustrial.com/SOUTH-AMERICA-PORTUGUESE/NEW-HOLLAND-AGRICULTURE e cadastre-se para receber e solicitar informações sobre a New Holland, além de ter acesso a todas as fotos dos produtos em alta resolução.