MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

segunda-feira, 13 de julho de 2026

 Pode ser uma imagem de texto que diz "10/07/26 LINDINHO NÃO VAI RECORRER o STF NÃO CONTRA A CHINA VÃO TENTAR COLOCAR A CULPA NA DIREITA? China taxa Brasil em 55% e afeta economia de ponta a ponta; imprensa silencia"

Avaliada em R$ 8.5 milhões, startup usa IA para cortar vídeos virais

 


Real Oficial recebeu investimento anjo de R$ 850 mil

O consumo de vídeos curtos nunca foi tão intenso. Com plataformas como TikTok, Instagram Reels e YouTube Shorts disputando a atenção dos usuários, empresas, influenciadores e produtores de conteúdo passaram a investir, cada vez mais, na transformação de vídeos longos em cortes virais capazes de ampliar seu alcance e engajamento. Surfando essa onda, a Real Oficial, startup brasileira especializada em clippagem automatizada por IA, vem consagrando seu nome no mercado. Avaliada em R$ 8.5 milhões, e com um investimento-anjo de R$ 850 mil, a empresa cresceu 10 vezes nos últimos seis meses, com faturamento médio mensal de R$ 140 mil. A expectativa é atingir um faturamento recorrente de R$ 1 milhão até 2027. 

Fundada em agosto de 2025 por Antônio Guimarães, atual CEO, e Paulo Grego, CMO, a startup apostou na profissionalização da edição em massa de cortes virais em decorrência do crescimento dessa demanda com o pós-pandemia. “Eu trabalhava como programador em uma empresa americana há anos, mas decidi empreender nesse ramo em vista dos layoffs recorrentes. Sabia que era um mercado extremamente novo no Brasil, mas que podia explorar muitas oportunidades, justamente, pela expansão desse tipo de vídeo como estratégia de marketing orgânico”, relembra Guimarães. 

Dados divulgados pelo HubSpot este ano comprovam essa tendência: hoje, 77% dos profissionais de marketing afirmam que vídeos curtos, com menos de 60 segundos, oferecem o maior retorno sobre o investimento (ROI) em comparação com qualquer outro formato. Outro estudo, do ShortsIntel, também mostrou que esse formato representa cerca de US$ 111 bilhões dos, aproximadamente, US$ 236 bilhões gastos globalmente em publicidade em vídeo em 2026. 

Nesse sentido, a sociedade com Grego foi um passo estratégico. Com experiência em administração e análise de sistemas, ele trabalhava como clippador atendendo nomes importantes que abririam portas para o surgimento da Real Oficial. “Conheci o Antônio pelo Twitter. Conversamos sobre este mesmo interesse profissional e unimos nossas experiências e conhecimentos para dar início a essa jornada que já se mostrava bastante promissora”, compartilha o CMO. 

A proposta era simples: automatizar e otimizar o processo que, até então, era feito de forma analógica. Ao invés de assistirem um vídeo inteiro para, depois, realizarem os cortes mais estratégicos manualmente, a ferramenta da startup agiliza essa edição com o apoio da IA – que identifica os melhores momentos da gravação em poucos minutos, levando em consideração desde o tom de voz, ao humor, expressões faciais, momentos de tensão e potencial de engajamento.  

Quaisquer ajustes finos são feitos diretamente pelo editor profissional, adicionando legendas automáticas e exportando direto para as redes sociais do cliente. “Nossa ferramenta permite a edição em massa, com apenas um clique, aplicando templates customizados e permitindo a inserção do brand kit. Vídeos de mais de uma hora podem gerar até 30 cortes, por um valor que cabe no bolso”, explica o CEO. 

O pacote mais básico, o Lite, oferece 10 horas de vídeo a serem editadas mensalmente, viabilizando legendas automáticas, uma rede social conectada, armazenamento por 30 dias, dentre muitos outros recursos, por R$ 44,90. Escalando a produção, o pacote Creator expande para 16 horas de vídeo, incluindo recursos adicionais, como postagem automática, clipes na horizontal e com duração de até 15 minutos, por exemplo, por R$ 74,90. Por fim, o pacote Viral atinge até 20 horas mensais, somando todas as funcionalidades anteriores à oferta de API, por R$ 112,40. 

Além do preço competitivo, a startup fomenta uma comunidade de embaixadores de clipadores que se unem na intenção de compartilharem insights relevantes de como aperfeiçoar e prosperar os serviços deste meio. Ter uma rede relevante de profissionais do ramo, segundo Guimarães, é uma peça fundamental para que este mercado consiga ganhar cada vez mais força e tração através de um programa de networking que preze pela troca constante de tendências, conhecimentos e expertise. 

Hoje, a startup possui cerca de 1.500 assinantes que atuam tanto no B2C quanto no B2B, contando com grandes nomes e marcas nacionais, como o Podpah. Entre os planos para o futuro estão a disponibilidade de acesso via aplicativo de celular e a expansão internacional. “Não queremos substituir o trabalho do profissional, mas facilitar seu serviço com o apoio da IA. Mesmo que a tecnologia seja uma forte aliada no dia a dia, o toque e olhar humanos são insubstituíveis. Há muitas oportunidades a serem exploradas no nosso país, o que nos estimula a continuar aprimorando nossa ferramenta para que o marketing orgânico através dos vídeos curtos se torne cada vez mais assertivo e lucrativo”, finaliza o CEO. 

 

Saiba mais: 

https://realoficial.com.br/pt 



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Nathália Bellintani


Tel: +55 (11) 9848-4042
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Férias de Julho: como aumentar as vendas com o WhatsApp?

 


Por Márcia Assis

Julho é um dos períodos em que a rotina das famílias muda de forma mais perceptível. As férias escolares alteram horários, prioridades e hábitos de consumo, aumentando a procura por lazer, viagens ou, até mesmo, realizar compras que vinham sendo adiadas. Essa maior disponibilidade faz com que o consumidor pesquise e interaja mais com as marcas, estando mais aberto a ofertas relacionadas à conveniência, entretenimento e experiências - o que representa uma oportunidade de captar uma demanda aquecida e aumentar o ticket médio por meio de campanhas sazonais e comunicações mais personalizadas.   

Segundo a Pesquisa Mensal do Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a receita nominal do varejo brasileiro em julho de 2025 foi 6,1% superior à registrada no mesmo período do ano anterior. Não há dúvidas do quão estratégico este período pode ser para o comércio, desde que entendam como captar a atenção e fidelização dos consumidores, diante de tanta competitividade. 

Hoje, por mais que o preço continue sendo um fator importante, não é mais o único decisor. A experiência de compra tem um peso cada vez maior nesse sentido, de forma que, quando duas empresas oferecem produtos/ofertas semelhantes, tende a vencer aquela que responde mais rápido, facilita a jornada de compra, oferece atendimento personalizado e reduz atritos durante o processo.  

O consumidor valoriza praticidade, agilidade e conveniência. Ele não quer apenas encontrar uma promoção, mas também concluir sua compra da forma mais simples possível - sendo este um dos pontos mais importantes a ser levado em consideração pelas empresas que quiserem aumentar suas vendas nas férias de julho. Organizações que focam, exclusivamente, em oferecer descontos e em desenvolver campanhas para atrair consumidores, sem se preparar para absorver o aumento da demanda, acabam correndo o risco de demorarem a responder seus clientes, a exceder no envio de mensagens genéricas, enfrentar dificuldades no atendimento e descuidar do acompanhamento após a compra. 

Outro comportamento que deve ser evitado é o envio excessivo de comunicações sem relevância. Em períodos promocionais, o consumidor recebe dezenas de ofertas por dia, e empresas que não trabalham segmentação acabam contribuindo para a saturação do público e gerando rejeição à marca. Dentre as estratégias que melhor podem auxiliar as organizações a evitarem esses riscos, orquestrar essas campanhas no WhatsApp pode contribuir, significativamente, para a atração e fidelização de cada vez mais consumidores. 

Presente no dia a dia dos brasileiros, o canal se consolidou como um dos preferidos para interação com empresas. Isso acontece porque ele reúne comunicação, atendimento e venda em um único ambiente, sem exigir que o consumidor mude de aplicativo ou interrompa sua rotina. Durante as férias de julho, quando há um aumento natural de buscas, dúvidas e pedidos, o WhatsApp permite que as empresas mantenham um relacionamento mais próximo e consigam responder com rapidez às demandas, seja por meio de equipes de atendimento, automação ou inteligência artificial.   

Além disso, o canal oferece uma experiência conversacional excelente, aproximando a marca do cliente e acelerando a tomada de decisão. Seu uso estratégico vai além de um atendimento tradicional, exigindo das empresas a construção de jornadas inteligentes que acompanhem toda a experiência do consumidor – o que começa pela personalização das mensagens, considerando o histórico de compras, interesses e comportamento do cliente.    

Com a elaboração dessas campanhas, devem usufruir das automações disponíveis para responder, rapidamente, às demandas mais frequentes, sem perder o tom humano da conversa. Crie fluxos específicos para a sazonalidade das férias, como sugestões de produtos relacionadas a viagens, lazer, entretenimento ou atividades para crianças. Quanto mais contextualizada for a interação, maiores são as chances de engajamento e conversão. 

O consumidor atual espera que a empresa entenda sua necessidade sem que ele precise repetir informações ou enfrentar processos complexos. Nesse sentido, uma boa jornada conversacional elimina barreiras e o conduz, naturalmente, até a compra – aproveitando, ainda, o relacionamento construído nessa época para consolidar sua fidelização à longo prazo. 

No WhatsApp, a empresa pode continuar mantendo contato com o consumidor por meio de comunicações relevantes, como acompanhamento do pedido, pesquisas de satisfação, programas de fidelidade, ofertas personalizadas e recomendações baseadas em compras anteriores – transformando uma interação pontual em uma relação contínua. Quando a marca mantém uma presença útil e relevante no dia a dia do cliente, aumenta significativamente as chances de recompra e retenção. 

Este se tornou um ativo estratégico capaz de impactar, diretamente, uma série de indicadores de negócio, como geração de receita, conversão, retenção e fidelização. Empresas que queiram se tornar cada vez mais maduras digitalmente devem utilizá-lo ao longo de toda a jornada do consumidor: da atração, à qualificação de leads, atendimento, fechamento de vendas, pós-venda e relacionamento. Com isso, conseguem centralizar interações, gerar inteligência sobre o comportamento dos clientes e criar experiências mais personalizadas. 

Em períodos sazonais como as férias de julho, o WhatsApp ajuda a capturar a demanda imediata. Mas, seu valor real está na capacidade de transformar cada conversa em uma oportunidade de relacionamento de longo prazo. As marcas que entendem essa evolução deixam de enxergar o aplicativo apenas como um canal de mensagens, e passam a utilizá-lo como uma plataforma de crescimento sustentável para o negócio.   

Márcia Assis é Gerente de Marketing da Pontaltech, empresa especializada em soluções integradas de VoiceBot, SMS, e-mail, chatbot, WhatsApp e RCS.    

     

Sobre a Pontaltech:    

Fundada em 2011, a Pontaltech é uma empresa de tecnologia especializada em comunicação omnichannel que ajuda empresas a automatizar e escalar seus atendimentos com um portfólio composto por diversos canais digitais e de voz. Com soluções integradas de SMS, e-mail, chatbot, WhatsApp, RCS, VoiceBot, entre outros, simplifica a comunicação das empresas com seus clientes de forma inteligente e eficiente, sem nunca perder a proximidade humana. 



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Receita de Cuscuz Marroquino de Legumes e Frango

 



BRF (Produtos Sadia, Perdigão, Qualy, Deline)


Receita de Cuscuz Marroquino de Legumes e Frango


Confira o passo a passo desse prato típico ideal para surpreender convidados em almoços e jantares


Tempo de preparo: 40min

Rendimento: 4 porções

Ingredientes:

  • 400 g de peito de frango em cubos pequenos
  • Suco de ½ limão (25ml)
  • ½ colher (chá) de sal (2g)
  • ½ colher (chá) de cúrcuma ou açafrão-da-terra (2g)
  • ½ colher (chá) de gengibre em pó (2g)
  • ½ colher (chá) de colorau (2g)
  • 2 colheres (sopa) de Claybom Sabor Manteiga (20g)
  • ½ cebola roxa picada (55g)
  • 1 dente de alho picado (3g)
  • 1 cenoura pequena em palitos (100g)
  • 1 abobrinha pequena em palitos (120g)
  • ½ pimentão amarelo sem sementes em palitos (60g)
  • ½ xícara (chá) de grão-de-bico cozido (65g)
  • 1 e ½ xícara (chá) de cuscuz marroquino (300g)
  • 2 xícaras (chá) de caldo de frango ou água quente (480ml)
  • 3 colheres (sopa) de Claybom Sabor Manteiga (30g)
  • 2 colheres (sopa) de uvas-passas (15g)
  • 2 colheres (sopa) de salsinha picada (8g)
  • Folhas de hortelã a gosto
  • Pimenta-do-reino a gosto

Modo de preparo:

  1. Em uma tigela, coloque os cubos de peito de frango e tempere com o suco de limão, o sal, a cúrcuma ou açafrão-da-terra, o gengibre em pó e o colorau. Deixe marinar por cerca de 30 minutos.
  2. Leve uma frigideira grande ao fogo para aquecer. Coloque a Claybom Sabor Manteiga e doure os cubos de frango de todos os lados. Acrescente a cebola, refogue por 2 minutos e, em seguida, acrescente o alho, refogando por mais alguns minutos.
  3. Junte a cenoura e refogue por alguns minutos. Em seguida, adicione os palitos de abobrinha e refogue por alguns minutos. A seguir, acrescente os palitos de pimentão e cozinhe apenas até que amoleçam um pouco. Essa ordem é importante para respeitar o tempo de cozimento dos legumes, começando pela cenoura, que demora mais para cozinhar.
  4. Acrescente o grão-de-bico e o cuscuz marroquino na panela. Em seguida, coloque o caldo de frango ou a água fervente, misture delicadamente e desligue o fogo. Tampe a panela e deixe o cuscuz hidratar por 5 minutos.
  5. Passados os 5 minutos, solte o cuscuz marroquino com um garfo, coloque a Claybom Sabor Manteiga, as uvas-passas, a salsinha picada e as folhas de hortelã picadas e mexa bem. Tempere com pimenta-do-reino a gosto e ajuste o sal. Sirva a seguir ainda morno ou em temperatura ambiente, em travessa ampla, com os ingredientes bem aparentes.
 
 


Cuscuz Marroquino de Legumes e Frango.
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Nordeste cria mais empregos formais em MPEs do que o Sul: conheça empreendedores baianos por trás desse resultado

 

Agilize


Nordeste cria mais empregos formais em MPEs do que o Sul: conheça empreendedores baianos por trás desse resultado

Região somou 287 mil empregos formais gerados por pequenos negócios, enquanto o Sul respondeu por 180 mil vagas no ano passado

São Paulo, julho de 2026 - O Nordeste vem se consolidando como um dos principais motores da economia brasileira, especialmente no segmento das Micro e Pequenas Empresas (MPEs). Um levantamento do Sebrae com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostrou que a região respondeu por cerca de 287 mil empregos formais gerados por pequenos negócios em 2025, ficando atrás apenas do Sudeste. Já o Sul registrou aproximadamente 180 mil novas vagas no mesmo período. 

Dentro da região, a Bahia tem se destacado dentre os outros estados, não só no ano passado, mas agora também. No primeiro quadrimestre deste ano, ela criou 22.913 postos de trabalho em MPEs, sendo o setor de Serviços o principal responsável por esse rendimento, com 12.701 vagas abertas. Já a Construção Civil registrou 8.706 postos e a Indústria 3.101 deles. No ranking nacional, a Bahia está em sexto lugar, atrás de Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Goiás.

Esse sucesso reflete um ambiente de negócios favorável e o aumento da confiança do empresariado. A Agilize Contabilidade, por exemplo, é uma empresa baiana, nascida em Salvador, e foi a primeira contabilidade online do Brasil. Hoje, está presente em todas as cidades do país e já atendeu mais de 50 mil empreendedores, principalmente dos setores de comércio e serviços. “Temos orgulho de dizer que mais de 15% dos nossos clientes são da região da Bahia, além de mais de 20% dos empreendedores que atendemos serem do Nordeste. Ao longo dos nossos treze anos de história, já geramos mais de R$575 milhões em economia para empreendedores, mostrando que tecnologia não tem CEP. É possível nascer na Bahia e impactar o Brasil inteiro”, comenta Rafael Caribé, CEO da Agilize. 

Um dos clientes atendidos pela Agilize é a Bragi Estúdios, empresa que começou a partir do desejo de criar jogos autorais e que hoje é mantida pelos sócios Irlan Nascimento e Eduarda Bango. “Como muitos estúdios independentes, tivemos desafios para a captação de recursos, formação de equipe e busca por espaço em um mercado competitivo, mas, com o tempo, a empresa foi se estruturando e ampliando sua atuação. Além dos jogos autorais, trabalhamos com gamificação para empresas, ativações em eventos, projetos educacionais e iniciativas que usam elementos dos jogos para engajar pessoas e potencializar processos de aprendizagem”, comenta Irlan Nascimento.

Segundo os sócios, ainda existe uma concentração muito grande de investimentos, empresas, eventos e oportunidades de negócios no eixo Rio-São Paulo, o que faz com que estúdios de outras regiões precisem ser mais estratégicos na busca por recursos, parcerias e visibilidade. “Muitas vezes, os estúdios precisam diversificar suas atividades, combinar desenvolvimento de jogos com prestação de serviços, buscar editais, participar de programas de aceleração e construir redes de relacionamento nacionais e internacionais para viabilizar seu crescimento”, comentam. Mesmo assim, a Bragi vive um momento de consolidação. 

“Nossa trajetória mostra que é possível construir um negócio criativo e tecnológico a partir da Bahia, gerando oportunidades e contribuindo para o fortalecimento da indústria de jogos no estado. Nós temos projetos próprios de maior alcance, como o Um Gato no Cangaço, jogo inspirado na cultura nordestina. Acreditamos que a Bahia possui ativos muito importantes para o setor. Aqui está o primeiro curso público de Jogos Digitais do Brasil, na UNEB, criado em grande parte pelo trabalho da professora doutora Lynn Alves, uma das maiores referências em jogos e educação da América Latina. Também contamos com a BIND, Associação de Desenvolvedores de Jogos do Estado da Bahia, que fortalece o ecossistema por meio de ações coletivas, networking e articulação institucional”, comentam eles.

Segundo os especialistas, a economia criativa tem um papel estratégico no desenvolvimento do Nordeste. “Um estúdio de games também movimenta uma cadeia mais ampla de profissionais e serviços, incluindo áreas como direito, contabilidade, pesquisa, localização cultural, produção de conteúdo e consultorias especializadas. Também é comum a colaboração com profissionais ligados à cultura local, como pesquisadores e criadores que ajudam a garantir autenticidade e profundidade narrativa, incluindo referências da cultura popular, como o cordel. Ou seja, um único estúdio pode gerar oportunidades diretas e indiretas para diferentes perfis profissionais, ampliando o impacto econômico”.

Crédito e políticas de apoio

O avanço do Nordeste sobre regiões tradicionalmente fortes, como o Sul, também é explicado pela nova rota de crédito. No primeiro trimestre de 2026, as Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs) receberam 65% de todo o crédito aprovado pelo BNDES para a região, somando R$2,19 bilhões. Dessa forma, estratégias como o uso de fundos garantidores têm sido vitais para que empreendedores locais consigam modernizar seus negócios e contratar mais pessoal. 

Além disso, quem está em Salvador, na Bahia, está inserido em um ambiente aquecido para os negócios. A cidade oferece o Hub Salvador, localizado no bairro do Comércio e reconhecido como um dos dez melhores espaços do país e o maior do Nordeste. O local conecta startups e investidores e ainda oferece benefícios fiscais reais, como a redução do ISS de 5% para 2% para empresas ali sediadas. 

O empreendedor soteropolitano também conta com espaços de coworking gratuitos, como o Colabore - Centro Municipal de Inovação de Impacto, no Parque da Cidade, e o espaço do Sebrae no Costa Azul, que facilitam o networking e reduzem custos operacionais iniciais. “A cidade tem talento, criatividade, história e cultura, além de um mercado em expansão que impulsiona soluções”, finaliza Rafael Caribé.

Sobre a Agilize: 

A Agilize foi a primeira empresa de contabilidade online do Brasil, criada em 2013. E hoje abrange todo o país, atendendo empresas de serviço, comércio e indústria. Seu propósito é ser vetor do crescimento econômico e do sucesso dos negócios brasileiros através de tecnologia e agilidade no segmento contábil.

Informações para a imprensa

NR7 | Full Cycle Agency

agilize@nr7.ag




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Luiza Lamas
luiza.lamas@nr7.ag
(11) 91567-3718

Hapvida amplia uso de energia renovável, avança em diversidade e consolida IA na assistência, mostra Relatório de Sustentabilidade

 

Hapvida

Hapvida amplia uso de energia renovável, avança em diversidade e consolida IA na assistência, mostra Relatório de Sustentabilidade

Companhia reforça a sustentabilidade como estratégia de geração de valor de longo prazo e destaca avanços em inclusão, tecnologia, eficiência operacional e redução das emissões de carbono

A Hapvida divulgou seu Relatório de Sustentabilidade 2025, documento que reúne os principais avanços da companhia em sua estratégia ASG (ambiental, social e governança), com destaque para temas como eficiência assistencial, transformação digital, inovação, diversidade, mudanças climáticas e governança corporativa.

A publicação reforça a sustentabilidade como parte da estratégia de geração de valor de longo prazo e amplia a transparência sobre os resultados da empresa para investidores, agências de classificação de risco (ratings), reguladores, colaboradores, parceiros e sociedade.

Os números demonstram como a companhia está alinhada às principais práticas nacionais e internacionais, além dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da ONU, orientando decisões que conciliam crescimento, responsabilidade social e preservação do meio ambiente.

“O ponto central é que sustentabilidade não é narrativa paralela ao negócio. Ela é intrínseca à operação, à alocação de capital, à gestão de riscos e à experiência de quem depende da Hapvida para cuidar da saúde”, afirma o CEO da Hapvida, Luccas Augusto Adib.

Inclusão e diversidade

Os indicadores apresentados mostram avanços concretos em diferentes frentes. Atualmente, as mulheres representam mais de 75% do quadro de colaboradores e ocupam 70% dos cargos de liderança (a partir de coordenação). Entre os profissionais da companhia, 63% se autodeclaram pretos ou pardos.

O ingresso no IDIVERSA B3, que reúne empresas listadas na B3 que se destacam por boas práticas de diversidade e inclusão, e o avanço no Movimento Elas Lideram, iniciativa do Pacto Global da ONU pelo aumento da participação feminina em cargos de alta liderança, reforçam a evolução consistente da Hapvida no tema.

O relatório também destaca iniciativas de impacto social. Em 2025, a Hapvida tornou-se a primeira empresa do setor de saúde no Brasil a instalar, em parceria com o CNJ (Conselho Nacional de Justiça), uma Sala Lilás de apoio a mulheres em situação de violência e vulnerabilidade dentro de uma unidade hospitalar. O espaço funciona no Hospital Keila Ferreira, em Guarulhos (SP), oferecendo acolhimento especializado e apoio às vítimas.

Meio ambiente

Na agenda ambiental, a companhia ampliou significativamente o uso de energia limpa. Em 2025, 72% da energia consumida em suas operações teve origem em fontes renováveis, contribuindo para uma redução de 79% das emissões de Escopo 2, relacionadas ao consumo de energia elétrica adquirida, em comparação com o ano anterior.

Também houve redução de 14% nas emissões de Escopo 3, associadas à cadeia de valor, mesmo com a expansão da rede própria.

O desempenho contribuiu para a manutenção da classificação AA no MSCI ESG Ratings e para a continuidade da companhia nos mais elevados padrões de governança exigidos pelo Novo Mercado da B3.

“Os resultados mostram que é possível crescer com responsabilidade e que orientam nossa meta de superar 90% do consumo por fontes renováveis até 2030. Esses compromissos sociais são pactos que todos nós temos que mirar”, ressalta Adib.

Transformação digital

Outro destaque do relatório é o avanço da tecnologia. Em 2025, a Hapvida ampliou a utilização de dados e inteligência artificial em diferentes áreas da operação, incorporando soluções que fortalecem a assistência, melhoram a experiência dos clientes e aumentam a eficiência da gestão corporativa. A adoção de automação, análise inteligente de dados e ferramentas baseadas em IA tem contribuído para ampliar a escala da operação, elevar a assertividade clínica, otimizar processos e acelerar a inovação em toda a rede.

PRINCIPAIS DESTAQUES DO RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2025

Sustentabilidade e agenda ASG
Classificação AA no MSCI ESG Ratings pelo segundo ano consecutivo;
Nova matriz de dupla materialidade construída com o engajamento de mais de 4,5 mil stakeholders;
Ingresso no IDIVERSA B3 e avanço nas metas dos movimentos Elas Lideram 2030 e Raça é Prioridade.

Ambiental
72% da energia consumida veio de fontes renováveis em 2025;
Redução de 79% das emissões de Escopo 2 e de 14% das emissões de Escopo 3 em relação a 2024;
100% de conformidade ambiental no descarte de efluentes;
Todas as unidades próprias contam com iniciativas de eficiência energética e iluminação em LED.

Social
Mulheres representam mais de 75% do quadro de colaboradores e ocupam 70% dos cargos de liderança (a partir de coordenação);
Pessoas pretas e pardas correspondem a 63% da força de trabalho;
Implantação da primeira Sala Lilás em uma empresa de saúde no Brasil, em parceria com o CNJ;
Ampliação das ações de desenvolvimento, inclusão e bem-estar dos colaboradores.

Pesquisa e inovação
Expansão do uso de inteligência artificial na assistência, experiência do cliente e gestão corporativa;
Projeto de IA para endometriose beneficiou cerca de 2,5 mil mulheres e reduziu em quase 50% as intervenções cirúrgicas;
100% dos prontuários eletrônicos integrados e 92% de resolutividade na telemedicina;
Mais de 8,5 mil profissionais capacitados pelo ConectaMed.

Governança
Programa de Integridade e Compliance reconhecido pela Leaders League entre os melhores do Brasil pelo segundo ano consecutivo;
Fortalecimento da gestão de riscos, privacidade e governança de dados;
Manutenção dos elevados padrões de governança do Novo Mercado da B3.

Financeiro
Quase 16 milhões de clientes atendidos em 2025;
Mais de 30 milhões de consultas eletivas, 152 milhões de exames e 9 milhões de atendimentos odontológicos realizados;
Crescimento da operação com foco em eficiência e geração de valor sustentável no longo prazo.

Sobre a Hapvida

Com mais de 80 anos de história, a Hapvida é hoje a maior empresa de saúde integrada da América Latina. A companhia, que possui mais de 75 mil colaboradores, atende quase 16 milhões de beneficiários de saúde e odontologia espalhados pelas cinco regiões do Brasil.

Todo o aparato foi construído a partir de uma visão voltada ao cuidado de ponta a ponta, a partir de 84 hospitais, 75 prontos atendimentos, 367 clínicas médicas e 313 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial, além de unidades especificamente voltadas ao cuidado preventivo e crônico. Dessa combinação de negócios, apoiada em qualidade médica e inovação, resulta uma empresa com os melhores recursos humanos e tecnológicos para os seus clientes.

Sobre a Hapvida   
 
Com mais de 80 anos de experiência, a Hapvida é hoje a maior empresa de saúde integrada da América Latina. A companhia, que possui mais de 75 mil colaboradores, atende quase 16 milhões de beneficiários de saúde e odontologia espalhados pelas cinco regiões do Brasil.   
 
Todo o aparato foi construído a partir de uma visão voltada ao cuidado de ponta a ponta, a partir de 84 hospitais, 75 prontos atendimentos, 367 clínicas médicas e 313 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial, além de unidades especificamente voltadas ao cuidado preventivo e crônico. Dessa combinação de negócios, apoiada em qualidade médica e inovação, resulta uma empresa com os melhores recursos humanos e tecnológicos para os seus clientes.



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(71) 99963-2513 / (71) 98147-4334

domingo, 12 de julho de 2026

Patriotismo também se ensina

 

BLOG ORLANDO TAMBOSI

Faço parte de uma geração que cresceu chegando cedo ao colégio para participar do hasteamento da bandeira brasileira e cantar o Hino Nacional. Ana Paula Henkel para a Oeste:


A Copa do Mundo está chegando ao fim e, curiosamente, uma das imagens mais marcantes deste torneio talvez não tenha ocorrido dentro de campo. Enquanto os olhares do mundo acompanhavam gols, decisões e grandes atuações, havia algo acontecendo nas arquibancadas que dizia muito mais sobre os Estados Unidos do que sobre o próprio futebol.

Em diferentes partidas, dezenas de milhares de americanos começaram a cantar, quase espontaneamente, Take Me Home, Country Roads, de John Denver. A música, lançada em 1971, não faz qualquer referência à independência americana, às instituições do país ou aos seus símbolos nacionais. Fala apenas de estradas, montanhas e da saudade de voltar para casa. Ainda assim, bastaram alguns acordes para que ela se transformasse, mais uma vez, em uma espécie de hino não oficial daquela Copa e, talvez, em uma das expressões mais bonitas do sentimento de pertencimento que marca a sociedade americana.

Quem conhece minimamente a cultura americana sabe que essa não é uma música qualquer. Ao longo de mais de cinco décadas, “Country Roads” atravessou gerações, embalou viagens em família, encontros entre amigos, formaturas universitárias, celebrações comunitárias e incontáveis momentos da vida cotidiana. Ela fala de um lugar específico, as montanhas da Virgínia Ocidental, mas desperta uma sensação universal: a alegria de saber que existe um lugar ao qual se pertence. Talvez seja justamente por isso que tenha sido adotada de maneira tão espontânea pelos torcedores. Em um torneio que reuniu pessoas de todas as partes do planeta, os americanos acabaram encontrando naquela canção uma forma simples, quase poética, de expressar um vínculo profundo com a própria terra.

As cenas chamavam atenção justamente porque aconteciam em um país que jamais construiu sua identidade em torno do futebol. Durante décadas, o esporte foi visto como uma modalidade secundária pelos americanos, muito atrás do futebol americano, do beisebol e do basquete. Ainda assim, as arquibancadas estavam tomadas por famílias inteiras vestindo as cores nacionais, bandeiras tremulavam em praticamente todos os setores dos estádios e uma multidão cantava, com uma naturalidade impressionante, uma música que acabou se tornando muito mais do que uma simples homenagem ao Estado da Virgínia Ocidental. O que se via ali não era apenas entusiasmo por uma competição esportiva. Era um sentimento de identificação com o próprio país, algo que atravessava gerações e que parecia unir pessoas de origens completamente diferentes.

A coincidência do calendário tornou essas imagens ainda mais interessantes. Poucos dias antes, os Estados Unidos haviam celebrado mais um 4 de Julho, justamente no ano em que o país continua recordando os 250 anos de sua independência. Como acontece todos os anos, cidades grandes e pequenas foram tomadas por bandeiras, desfiles comunitários, fogos de artifício, churrascos nos quintais, concertos ao ar livre e encontros organizados pelos próprios moradores. Quem observa tudo isso de longe pode imaginar que se trata de uma grande mobilização oficial promovida pelo governo federal. Na realidade, acontece exatamente o contrário. O governo reconhece a data, mas a celebração pertence às pessoas. São elas que enfeitam as ruas, organizam os eventos, ensinam às crianças o significado daquele dia e fazem questão de reunir a família para celebrar um acontecimento ocorrido há quase dois séculos e meio.

Foto: Shutterstock

Talvez esse seja um dos aspectos mais fascinantes da experiência americana. O patriotismo não aparece apenas em cerimônias de Estado, nem surge exclusivamente em momentos de crise ou de guerra. Ele está presente na vida cotidiana. Está na bandeira hasteada na varanda de uma casa simples do interior, no pequeno comércio que exibe discretamente as cores nacionais, nas escolas que ensinam às crianças a história da fundação do país e até em uma música popular que consegue transformar estádios inteiros em um enorme coro. Trata-se de um sentimento que não depende da presença do governo, porque nasceu muito antes dele. É um vínculo construído entre um povo e a história que esse povo aprendeu a conhecer, admirar e transmitir às gerações seguintes.

Essa é uma diferença importante e frequentemente ignorada. O patriotismo americano não depende da perfeição de seus governantes nem da ausência de problemas. Os Estados Unidos vivem profundas divisões políticas, enfrentam crises econômicas, disputas culturais e debates que ocupam diariamente o noticiário. Ainda assim, a maior parte da população consegue distinguir o país de seus governos. Presidentes passam. Congressos mudam. Partidos se alternam no poder. A nação permanece. O amor à pátria não está condicionado à simpatia por quem ocupa a Casa Branca, mas à convicção de que existe um legado histórico, político e cultural que merece ser preservado independentemente das disputas do momento.

Ao longo de vinte anos vivendo nos Estados Unidos, perdi a conta de quantas vezes observei esse fenômeno acontecer diante dos meus olhos. É impossível não perceber a naturalidade com que os americanos demonstram orgulho de seu país. A bandeira não é tratada como um objeto reservado para datas específicas nem como um símbolo apropriado por um determinado grupo político. Ela faz parte da paisagem. Está presente durante todo o ano e atravessa governos, disputas eleitorais e mudanças de humor da opinião pública. Mais curioso ainda é perceber que esse sentimento acaba alcançando também milhões de imigrantes que escolheram construir aqui uma nova vida.

Esse talvez seja um dos aspectos mais difíceis de explicar para quem nunca viveu nos Estados Unidos. Não existe qualquer constrangimento em demonstrar amor pelo país. Pelo contrário. É comum ver crianças aprendendo desde muito cedo a respeitar os símbolos nacionais, veteranos sendo homenageados antes de eventos esportivos, escolas organizando atividades relacionadas à independência e famílias inteiras reunidas para celebrar datas históricas. Nada disso costuma ser visto como exagero ou como uma manifestação de nacionalismo agressivo. Faz parte da vida cotidiana, da mesma forma que acontece em tantas outras nações que preservam uma forte consciência de sua própria história.

Participantes do Desfile de 4 de Julho de Alameda, um dos maiores e mais longos desfiles do Dia da Independência do país, em Alameda, Califórnia, EUA (04/07/2025) 

Pessoas que nasceram em países completamente diferentes passam, com o tempo, a participar dos desfiles do 4 de Julho, a decorar suas casas, a cantar o hino nacional americano e a ensinar aos filhos o significado daquela independência como se, de alguma forma, ela também tivesse passado a fazer parte de sua própria história. É evidente que ninguém abandona suas origens, sua língua ou suas tradições familiares. No entanto, muitos imigrantes desenvolvem uma sincera gratidão pelo país que os acolheu e incorporam seus símbolos sem que isso represente qualquer renúncia às próprias raízes. Talvez porque percebam que a identidade americana nunca esteve baseada em uma origem étnica comum, mas na adesão a determinados princípios e à história construída em torno deles.

Sempre que observo essas cenas, minha memória volta imediatamente à infância. Faço parte de uma geração que cresceu chegando cedo ao colégio para participar do hasteamento da bandeira brasileira e cantar o Hino Nacional. Para muitos brasileiros da minha idade, essa era uma rotina tão natural que sequer percebíamos sua importância. Cantávamos sem imaginar que, naquele gesto simples, estávamos aprendendo a reconhecer que existia algo maior do que nós mesmos. Um exercício silencioso de pertencimento. Aquelas manhãs ajudaram a despertar em mim um orgulho profundo pelas cores do meu país e alimentaram um sonho que me acompanhou durante muitos anos: um dia vestir a camisa do Brasil em uma Olimpíada.

Quando esse momento finalmente chegou, o sentimento foi muito maior do que qualquer conquista esportiva. Carregar a bandeira brasileira no uniforme e representar meu país diante do mundo produzia um orgulho que parecia não caber no peito. Hoje, olhando para trás, percebo que aquele amor pelo Brasil não surgiu por acaso. Ele começou a ser cultivado muito antes, ainda na escola, por pequenos gestos que ajudavam uma criança a compreender que fazia parte de uma história, de uma nação e de uma herança que valia a pena amar.

Infelizmente, muitos desses costumes foram desaparecendo ao longo das últimas décadas. Em nome de uma falsa ideia de neutralidade, deixamos de transmitir às novas gerações símbolos e referências que, longe de dividir, ajudavam justamente a construir um sentimento de unidade nacional. Recuperar esse vínculo não significa voltar ao passado por nostalgia, mas compreender que nenhuma sociedade forma cidadãos comprometidos com o futuro se antes não lhes ensina a amar a história, os símbolos e a identidade do país que receberam como herança.

Foto: Shutterstock

A diferença entre Brasil e Estados Unidos não está na capacidade de um povo amar sua terra. Quem conhece minimamente a história brasileira sabe que nosso país também produziu exemplos extraordinários de coragem, solidariedade e espírito de pertencimento. Basta lembrar da mobilização nacional durante as grandes tragédias, do orgulho que tantas comunidades sentem por suas cidades ou da maneira como o brasileiro é capaz de representar seu país quando vive no exterior. O problema não é a ausência de afeto pelo Brasil. O problema é que esse sentimento raramente encontra uma memória histórica sólida sobre a qual possa se apoiar.

Nenhum povo ama aquilo que não conhece. Da mesma forma, nenhuma sociedade consegue transmitir às novas gerações um sentimento de pertencimento quando deixa de contar, com convicção, a própria história. O patriotismo não nasce espontaneamente. Ele é cultivado ao longo do tempo, alimentado por exemplos, personagens, símbolos, datas comemorativas e narrativas compartilhadas. Antes de ser uma emoção, ele é uma herança cultural.

Os americanos compreenderam isso muito cedo. Desde os primeiros anos de escola, as crianças aprendem quem foi George Washington, por que Thomas Jefferson redigiu a Declaração de Independência, quais ideias inspiraram os chamados Founding Fathers e por que a Constituição continua sendo tratada como um dos pilares da vida nacional. Esses personagens não são apresentados como figuras perfeitas, tampouco como homens acima das críticas. São estudados porque desempenharam um papel decisivo na construção do país e porque conhecer sua trajetória ajuda a compreender os princípios que deram origem à república americana.

Essa preocupação vai muito além da sala de aula. Famílias visitam a Filadélfia para conhecer o Independence Hall, onde a Declaração de Independência e a Constituição foram debatidas. Crianças percorrem os campos de batalha da Guerra de Independência. Museus recebem milhões de visitantes todos os anos. Monumentos são preservados com enorme cuidado. Memoriais dedicados aos soldados mortos em diferentes guerras permanecem entre os locais mais visitados do país. Não se trata apenas de turismo histórico, mas uma cultura que ensina continuamente que a liberdade, as instituições e a própria existência da nação foram construídas por pessoas reais, que fizeram escolhas difíceis e assumiram responsabilidades que ultrapassavam suas próprias vidas.

O histórico Independence Hall em um dia ensolarado, Filadélfia, Pensilvânia, EUA  

Talvez seja justamente por isso que as comemorações do 4 de Julho aconteçam de maneira tão natural. Para um americano, celebrar a independência não significa apenas recordar um acontecimento ocorrido em 1776. Significa agradecer pelo legado recebido e reconhecer que ele precisa ser preservado. A festa não acontece porque o calendário determina um feriado. Ela acontece porque milhões de pessoas enxergam naquela data parte da própria identidade.

No Brasil, infelizmente, seguimos um caminho bastante diferente.

Nossa independência faz parte dos livros escolares, mas raramente ocupa espaço na imaginação popular. O brasileiro médio sabe que o 7 de Setembro é um feriado nacional, mas poucos conseguiriam explicar com alguma segurança por que aquela data continua sendo importante duzentos anos depois. Menos pessoas ainda saberiam identificar os principais personagens envolvidos, compreender o contexto internacional em que a independência ocorreu ou explicar como aquele processo influenciou a formação do Estado brasileiro.

E isso, infelizmente, não é uma deficiência individual, mas uma escolha cultural que foi sendo construída ao longo de décadas.

Pouco a pouco, deixamos de contar nossa história como uma trajetória nacional digna de ser conhecida e passamos a apresentá-la quase exclusivamente como uma sucessão de injustiças, fracassos e opressões. É evidente que toda nação possui capítulos dolorosos e decisões equivocadas. Os próprios Estados Unidos vivem intensos debates sobre escravidão, segregação racial e tantos outros episódios que marcaram sua formação. A diferença está no fato de que esses erros passaram a coexistir com uma narrativa nacional mais ampla, capaz de reconhecer também os acertos, os avanços e os ideais que deram sentido à construção do país.

Leitura da Declaração de Independência por John Nixon, nas escadarias do Independence Hall, Filadélfia, EUA (08/07/1776). Desenho de E.A. Abbey, xilogravura, (1889) 

No Brasil, em muitos momentos, parece ter acontecido o inverso. Nossa história foi sendo gradualmente reduzida aos seus aspectos mais negativos, como se qualquer demonstração de orgulho nacional precisasse vir acompanhada de um pedido de desculpas. Em vez de despertar curiosidade sobre aqueles que construíram o país, muitas vezes ensinamos às novas gerações apenas as razões pelas quais elas deveriam desconfiar da própria herança histórica.

O resultado aparece diante dos nossos olhos.

Em 2022, o Brasil celebrou os duzentos anos de sua independência. Trata-se de uma data que, em qualquer nação, representaria uma oportunidade extraordinária para aproximar a população de sua própria história. Era a ocasião perfeita para que escolas, universidades, museus, meios de comunicação e famílias revisitassem os personagens, os acontecimentos e as ideias que moldaram o nascimento do país. Havia todas as condições para que o bicentenário se transformasse em um grande momento de reflexão nacional.

No entanto, passada a comemoração oficial, pouco permaneceu na memória coletiva. Houve solenidades, desfiles militares e eventos promovidos pelo poder público, mas faltou justamente aquilo que torna uma data histórica verdadeiramente viva: o desejo espontâneo das pessoas de celebrá-la. Poucos bairros organizaram festas por iniciativa própria. Poucas famílias aproveitaram a ocasião para conversar com seus filhos sobre o significado da independência. Raramente se viu a mobilização comunitária que, ano após ano, transforma o 4 de Julho em uma celebração que pertence muito mais ao povo americano do que ao governo dos Estados Unidos.

Desfile cívico-militar do 7 de Setembro, comemorando o Bicentenário (200 anos) da Independência do Brasil, em Brasília, DF (07/09/2022) 

Essa talvez seja a diferença mais profunda entre as duas experiências. Nos Estados Unidos, o patriotismo sustenta as comemorações nacionais. No Brasil, muitas vezes esperamos que as comemorações oficiais despertem um patriotismo que nunca foi suficientemente cultivado. A ordem dos fatores parece pequena, mas muda completamente o resultado.

Ao longo das últimas décadas, transformamos praticamente tudo em objeto de disputa política. Nossos símbolos nacionais foram sendo arrastados para o debate partidário, como se amar o próprio país significasse necessariamente concordar com este ou aquele governo. Perdemos, aos poucos, a capacidade de enxergar a bandeira brasileira como um patrimônio comum, pertencente a todos os brasileiros, independentemente de suas convicções políticas. Quando isso acontece, a própria ideia de nação começa a enfraquecer, porque desaparecem justamente os elementos capazes de unir pessoas que pensam de maneira diferente.

Não deixa de ser significativo que o momento em que o brasileiro mais espontaneamente demonstra orgulho de seu país continue sendo a Copa do Mundo. Durante algumas semanas, as ruas ganham bandeiras, as camisas da seleção reaparecem, vizinhos se reúnem para assistir aos jogos e milhões de pessoas voltam a cantar o Hino Nacional com emoção. Ainda existe, portanto, um sentimento de pertencimento esperando uma oportunidade para se manifestar. O problema é que, terminado o campeonato, quase tudo volta para dentro dos armários. A bandeira desaparece das janelas, as camisas retornam às gavetas e o orgulho nacional parece novamente restrito à lembrança de um torneio esportivo.

Talvez isso aconteça porque, durante muito tempo, o futebol ocupou um espaço que deveria ter sido preenchido também pela história. Aprendemos a decorar as escalações das grandes seleções brasileiras, lembramos com precisão de gols marcantes, discutimos técnicos, campeonatos e finais inesquecíveis, mas frequentemente sabemos muito pouco sobre os homens e mulheres que construíram o país em que vivemos. Sabemos identificar lances históricos de uma Copa do Mundo, mas muitos brasileiros jamais ouviram falar de José Bonifácio, desconhecem os debates que antecederam a Independência ou nunca tiveram a oportunidade de compreender por que o 7 de Setembro continua sendo uma das datas mais importantes da nossa história.

Rua tradicional decorada para a Copa do Mundo de Futebol, no Rio de Janeiro, Brasil (05/06/2026) 

Digo isso não apenas como ex-atleta olímpica ou jornalista, mas como alguém que está há vinte anos vivendo fora do Brasil e que, mesmo aposentada das quadras, jamais deixará de defendê-lo. Sempre acreditei que o Brasil é muito maior do que seus problemas, muito mais rico do que seus indicadores econômicos e muito mais bonito do que os estereótipos que tantas vezes o acompanham no exterior. O amor que sinto pelo meu país nunca diminuiu por causa da distância ou pela cidadania americana. Se alguma coisa mudou ao longo desses anos, foi justamente a percepção de que amar uma nação também significa desejar que ela conheça melhor a si mesma.

Talvez seja por isso que cenas aparentemente simples, como milhares de americanos cantando “Country Roads” em um estádio de futebol, despertem tanta reflexão. Aquela música não fala sobre política. Não menciona partidos, eleições ou governos. Ela fala sobre voltar para casa. Sobre reconhecer um lugar como seu. Sobre sentir que existe uma terra à qual se pertence e cuja história merece ser lembrada.

No fundo, o patriotismo começa exatamente aí.

Ele não nasce da convicção de que um país seja perfeito. Nasce da gratidão por aquilo que recebemos das gerações anteriores e da responsabilidade de entregar essa herança um pouco melhor àqueles que virão depois de nós. Um povo verdadeiramente patriota não ignora os próprios problemas nem transforma seus erros em motivo de orgulho. Ao contrário. Justamente porque ama sua história, procura corrigir seus defeitos, preservar suas virtudes e fortalecer as instituições que permitem às futuras gerações viver em uma sociedade mais livre, mais próspera e mais justa.

A bordo da fragata União, o imperador Pedro I do Brasil (à direita) ordena ao oficial português Jorge Avilez (à esquerda) que retorne a Portugal após sua rebelião fracassada em 8 de fevereiro de 1822. José Bonifácio pode ser visto ao lado de Pedro I. Óleo sobre tela de Oscar Pereira da Silva (1922) 

Há quem considere tudo isso antiquado. Em determinados ambientes culturais, o patriotismo passou a ser tratado como um sentimento ingênuo, excessivamente romântico ou até incompatível com um mundo globalizado. A experiência americana mostra exatamente o oposto. Os Estados Unidos são uma das sociedades mais diversas do planeta, recebem milhões de imigrantes, exercem influência sobre praticamente todos os continentes e, ainda assim, preservam uma identidade nacional extraordinariamente forte. Talvez porque tenham compreendido que a abertura ao mundo não exige o abandono das próprias raízes. Uma nação só consegue acolher outras culturas quando sabe, antes de tudo, quem ela própria é.

Gostaria profundamente que um dia o Brasil também reencontrasse esse caminho. Não para copiar os Estados Unidos, pois cada povo possui sua própria história, seus próprios símbolos e sua própria vocação, mas para redescobrir a beleza daquilo que já nos pertence. Nosso país possui personagens extraordinários, episódios históricos fascinantes, tradições riquíssimas e uma herança cultural que merece muito mais do que algumas páginas nos livros didáticos. Merece ser conhecida, celebrada e transmitida com orgulho.

Quando a próxima Copa do Mundo chegar, ou mesmo nos próximos Jogos Olímpicos de 2028, certamente voltaremos a vestir a camisa verde e amarela, a cantar o Hino Nacional e a transformar o esporte em uma grande festa popular. Espero apenas que, entre uma Copa e outra, também encontremos razões para celebrar o Brasil por aquilo que ele é, pela história que construiu e pelos valores que desejamos legar aos nossos filhos.

Quem sabe não descobrimos que o patriotismo não é um sentimento reservado às arquibancadas nem uma emoção que desperta apenas de quatro em quatro anos? Patriotismo é a consciência de que existe uma casa comum, construída por gerações que vieram antes de nós, e que cabe a cada uma delas preservá-la para aquelas que ainda virão.

Talvez seja por isso que “Country Roads” emocione tanta gente. Porque, muito antes de falar sobre uma estrada ou sobre um lugar específico, ela fala de uma das necessidades mais profundas da experiência humana: a de pertencer. E um povo que conhece sua história, honra sua memória e transmite esse legado aos seus filhos sempre encontrará o caminho de volta para casa.

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Odiar é fácil

 

BLOG ORLANDO TAMBOSI


Este parece ser el Mundial del rencor abierto contra cualquier bandera que acumule suficientes ofensas más o menos discutibles. Un torneo de nacionalismo barato, xenofobia, racismo y estupidez. Diego Fonseca para Letras Libres:


Poco después de la eliminación de México de la Copa del Mundo, un tipo llamado Eduardo Feinmann, tan impresentable que el término ya no lo describe, abrió la boca en su programa de TV en Argentina y dejó que la cloaca de su cerebro se expusiera sola. “Detesto a los mexicanos, los detesto con mi alma”, dijo. “El ahorita ese se lo pueden meter en el orto”. Y la remató: “La envidia que los mexicanos le tienen a los argentinos, no solamente en el fútbol, en todo, en todo. Quierensercomonosotros, y no les da el piné”.

Feinmann conduce un programa de televisión y alguna vez se pretendió analista político pero desde hace tiempo no es más que una caricatura. Una buena, es cierto, pues sus dichos no son ocurrencias únicas: Feinmann es parte de esa porción de las sociedades que ven el clasismo, el racismo y un nacionalismo de dientes apretados como actitudes que deben alardearse. Ya hace tiempo aplaudió el asesinato de un ladrón –“uno menos, este no jode más”– y avisó que la sociedad argentina no quiere “papás putos”.

Hermoso. No es metáfora: siempre hay más violencia en la calle que en la cancha.


*


Odiar es fácil. Nada más se precisa un estereotipo y la decisión de no pensar mucho ni en el otro ni en uno mismo –o pensar demasiado en ambos, pero de mal modo. El odio es una reducción, un desvío que tomamos para poner en otros la causa de nuestra angustia. Odiar alivia, porque dejamos de pensar y le damos una válvula de escape a la sangre hirviente.

En el enojo hay algo liberador. Uno putea, patea algo. Le dice en la cara a alguien una parrafada de cosas que luego debe borrar durante toda una vida. Pero se agota. En el odio esa liberación no existe: es una supuración constante sostenida por un sinfín alimentado a perpetuidad.

Por supuesto, el odio tiene un orden moral. Los otros son los malos, jamás nosotros. No odiamos a los que son como nosotros sino a los que juzgamos distintos. Un hincha del América puede odiar a uno de las Chivas, pero ambos se encabronarán sin diferencia contra [ponga aquí la cultura, nación, bandera o grupo que sea objeto de su rencor más sanguíneo]. En política esa distinción entre nosotros/ellos, buenos/malos suele estar en el corazón de los nacionalismos populistas y los autoritarismos y totalitarismos. Hay una razón para que eso suceda: todos somos sujetos políticos, desde el hincha ardido al dirigente xenófobo al periodista que abandona la deontología al señor indignado.

Es fácil, el odio. Demanda menos esfuerzo intelectual que pensar en serio. (Pensar en serio demanda tiempo, paciencia, calma y cuestionarse a uno mismo si la evidencia niega mis preconceptos.) Y produce una descarga neuroquímica satisfactoria –siempre que encuentre respuesta, pues el odiador necesita aprobación social. En el ambiente del odiador, cualquier afirmación sospechosa es injuria, de manera que el odio convierte lo que en otras ocasiones es trivial en una ofensa mayor que debe ser reparada –con insultos, en turba, a palos.

Y es comprensible. El odio defiende. Elevamos una barrera a los distintos porque, suponemos, lo que hacen nos puede dañar física o –como en el Mundial– afectiva, moralmente. Que se active con relativa facilidad no es porque uno sea débil; es porque somos humanos. Esas emociones se montan en el instinto natural de supervivencia de los hombres. La respuesta del atajo evolutivo, dice la psicología, es una predisposición natural del cerebro de los mamíferos: estamos programados para reaccionar velozmente a una amenaza. Flight or fight.

Y, si es una amenaza, no es nuestro, no pertenece. Al desconfiar de quien no es parte, reforzamos el sentido de pertenencia con nuestro grupo. (He ahí el hincha del [otra vez, elija su club] y del [aquí ponga a su adversario local favorito] convertidos en yihadistas del honor nacional y anti [la nación o jugador que deteste y por qué son Messi y Argentina]. Demonizar a otros permite reducir las contradicciones internas de las relaciones con nuestra propia tribu, y todos los humanos nos reunimos en tribus que se sienten, de algún modo, únicas.1 Es mucho más sencillo para nuestra existencia cargar las culpas sobre alguien más que no sea como el resto.

El odio es simplificador, por eso necesita que el otro sea deshumanizado a una sola idea menor y reprochable. Un punto oscuro, un atributo moralmente discutible visible en ocasiones en uno o varios miembros del grupo y sobredimensionado al punto de impedir comprender la naturaleza compleja de los demás. Ni qué hablar cuando ese odio se colectiviza como si fuese un patrimonio cultural o la marca distintiva de una nación: judío avaro, ruso bruto, polaco tonto, colombiano narco, mexicano bad hombre…

Este parece ser el Mundial del rencor abierto y generalizado contra cualquier bandera que acumule suficientes ofensas más o menos discutibles. La incubadora del aborrecimiento son las redes sociales, ideales para la convivencia y desavenencia multinacionales: miles –¿millones?– de soldados de teclado disparando desde sus computadoras a otros avatares que, por ser tales, no deben tener afectos ni moral como uno y se merecen toda mi diarrea biliosa. No diré nada nuevo: los algoritmos están diseñados para atraer atención y pocas emociones generan tanta como la antipatía abierta y el insulto. Y cuando los barrabravas descerebrados –gente usualmente normal e inteligente que cada cuatro años se pone una camiseta y sale a la calle como Ragnar El Vikingo buscando sangre del Rus– se dan con el café barrial de Twitter, jolines. Tu día se llena de puteadas, ad hominem, teorías conspirativas y la abominación de que lleves un pasaporte X o Y, un color N o un apellido Z.2

En el Mundial hay, claro, tirrias comprensibles. Trump se hizo odiar por medio mundo por meter mano en la FIFA y pedir que le cancelen la suspensión a Balogun, el delantero estadounidense, nada más para lograr que la victoria de Bélgica sea celebrada hasta por los holandeses. Nadie quiere a la FIFA y el rencor contra Infantino lo pueden registrar los sismógrafos. Pero hay pruebas de todos esos comportamientos que pueden justificar la animadversión.

Pero a mí lo que me preocupa –y agobia– no es el rencor ciudadano contra la institución –eso tiene mecanismos de gestión bastante aceitados, así muchas veces fallen– sino cuando la burla deja la chanza futbolera y entra en el terreno de la descalificación cultural entre personas por acción del prejuicio. Ahí el asunto es oscuro, porque los estigmas culturales suelen informar las prácticas políticas. Cuando los nacionalismos coperos cotizan en alza, cualquier Juancito de los Palotes revolea por la cabeza definiciones tajantes que marcan a culturas enteras con una señal que dice disparen primero, pregunten después. Todos los argentinos son ladrones, por ejemplo. Los mexicanos son narcos. Los españoles, envidiosos. Los franceses, africanos.

Es comprensible enojarse por una derrota –quién no–, pero somos todos bastante grandecitos y deberíamos gestionar mejor el fracaso. ¿Que otros ganan demasiado y uno no? Welcome to life. ¿Que esos otros ganan demasiado cuando no deberían porque, sospecho, los ayudan? Welcome to Conspiration Nation –mejor no entres. El odio reduce las emociones complejas a un rasgo superficial –que generaliza a un individuo y totaliza a una cultura–, reduce la complejidad de lo real. Y abre el camino a los monstruos.

Y ahí es cuando entra, sin pedir permiso, una senadora paraguaya.

*

El día en que Francia eliminó a Paraguay y Mbappé se negó a devolverle el saludo al arquero Orlando Gill, la senadora ultraderechista Cecilia Amarilla escandalizó al mundo: dijo que Kylian Mbappé era un “camerunés colonizado fingiendo ser francés”, un “resentido, rico nuevo, prepotente y feo” que “en vez de leche materna chupaba cocos” y que “lo más culto” que había oído en su vida eran “los chimpancés”.

Mbappé le respondió una sola vez, con educación y precisión. “Señora Celeste Amarilla, es usted una mujer despreciable e indigna de su cargo”, que “no representa a Paraguay”. Dijo que era “una mujer incompetente que proyecta la peor imagen posible de su país”, y concluyó con un mensaje abierto, a quien quiera escuchar: “Jamás permitiré que personas como ella tengan la libertad de propagar su odio y racismo por el mundo”.

Cuando el asunto se puso serio, la victimizadora se convirtió en víctima. Todas sus respuestas fueron una burla a la razón y a alguna forma de decoro institucional, cuando no insultantes per se. Amarilla publicó una carta abierta3 donde acusó la respuesta de Kiki como una expresión de “arrogancia y desprecio” y una muestra de “violencia política”, y le demandó que se disculpe y retracte por criticarla. “No te metas con Paraguay, acá metimos preso a Ronaldinho”, dijo luego. “No te metas conmigo. Te puedo denunciar por violencia de género”.

Amarilla abusó de lugares comunes y amagó con arriar al nacionalismo paraguayo, dos o tres latinoamericanistas distraídos y algún feminismo traído de los pelos detrás suyo. Cuando nada resultó y las críticas le llovían como los centros franceses sobre Gill, empezó a retroceder en chanclas. Excusó su tuit en que era producto del “calor del momento”. Que se arrepentía de lo dicho, pero no porque estaba mal en sí sino porque sentía que usaba “los mismos insultos que yo he recibido, porque a mí también me miran para abajo por ser de piel oscura, latinoamericana y sudaca”. Ella reproducía “un patrón”, era producto de “aquella sociedad mundial donde se les pegaba a los gays” y “decir ‘negro de mierda’ era lo más usual”. “Me estoy deconstruyendo”, se excusó tratando de idiota a cada portador de un micrófono.

Todo en Amarilla sugería cierta inevitabilidad. El determinismo social la hacía quien era y condenaba su capacidad para razonar y tomar decisiones independientes. Como si fuese cualquier tuitero y no un funcionario público, Amarilla aprendió la lección del signo de los tiempos: nunca te hagas cargo y redobla la apuesta. Es la responsabilidad devaluada como virtud, de manera que cualquier cosa es aceptable porque –esta lógica está detrás de cualquier agitador– todos lo hacen.

El barrabravismo intelectual está extendido. Como Amarilla, es un insulto a la inteligencia media. La responsabilidad es siempre ajena: Mbappé fue quien insultó a los paraguayos; ella solo respondió. Si lo trató de macaco alimentado por monos fue porque es producto de una época; no es su culpa. O fue el calor del momento. O su sangre mixta, excusa que iguala a indígenas y españoles con la violencia y la irracionalidad –y africanos, dirá Amarilla, porque la actitud de Mbappé en el campo de juego fue impropia “de un francés”. Cuando no es la cultura, la sociedad, la coyuntura es el determinismo genético, pero el perpetrador jamás se hace cargo de nada. La culpa es, siempre, ajena. La trampa está fuera de la decisión de uno. El odio es provocado, no mío. Se lo merecen.

*

Feinmann, el presentador argentino de televisión, también simuló una disculpa, como Amarilla. Una vez que el gobierno de México rechazó sus dichos, apareció en TV para decir que quería ser “muy claro”, que perderse el ahorita en el orto y detestar a los mexicanos “con el alma” no eran, como medio planeta entendió, “un comentario xenófobo” ni “un mensaje de odio” sino, simplemente, algún tipo de exabrupto menor porque “estábamos hablando de futbol”. (Menos mal, pensé que debía preocuparme.)

Luego dijo que hablaba “con el corazón” y que, si la tuviera, reforzaría sus palabras apareciendo en cámara con una bandera mexicana, para concluir: “Si algún mexicano y, de vuelta, de corazón, sintió que mis palabras lo estaban alcanzando personalmente, quiero decirles que ese no fue el sentido de lo que dije. El futbol despierta pasiones, yo también las tengo; en un momento del vivo televisivo puede pasar”.

Feinmann escenificó la disculpa del manipulador, que jamás es disculpa. Como Amarilla, no está arrepentido de sus dichos; se regodeará en ellos. Fue empujado por las circunstancias, no por la convicción. No se disculpa porque esté mal lo que dijo, sino solo “si algún mexicano” se ofende. Si nadie se ofende, cero arrepentimiento: detesta a los mexicanos con el alma y quiere que el ahorita acabe en el cuarto forro del orto de medio país.4 Acá no ha pasado nada.

Amarilla y Feinmann son ejemplos de aprovechadores de época, esos que insultan y maltratan a los demás sin sentir un asomo de remordimiento real y de manipuladores que difunden propaganda y falacias a sabiendas ocultándose tras alguna supuesta misión redentora y moralista. Nada de eso es algo casual ni una liviandad.

Autoritarios y populistas del siglo XXI trabajan ante los ojos de todos para destruir las normas de convivencia y reinar con sus propias reglas. Buscan sin cesar el favor popular –el fervor del apoyo de las masas– para sentirse respaldados y entonces actúan como si sus actos fueran inimputables. Operan sin contención, dicen y hacen lo que desean. Si los pescan, simulan una disculpa hasta que dejen de prestarles atención o crearán una distracción o escándalo mayor.5

Es difícil dar caza a este tipo de comportamientos una vez que encuentra canales de propagación no regulados ni curados como las redes. El agitador, decía Leo Blumenthal, explota las ansiedades sociales creando enemigos y teatralizando una ofensa y victimización; exageran, fabulan, incendian la retórica y dejan a los demás pagando por el odio creado. Steve Bannon, asesor de campaña de Donald Trump en 2016, llamaba a “inundar la zona de mierda”: generar suficiente confusión al punto de que, por saturación, la verdad sea indistinguible de la mentira. Y si la prensa –el curador por antonomasia en las sociedades electrónicas– es incapaz de seguir el paso de la disrupción, instituciones normativas como las legislaturas y la Justicia, que son más lentas, reaccionarán todavía a mayor destiempo. Para cuando actúen el daño estará extendido como fuego por un campo de pasto reseco.

La respuesta de Mbappé a Amarilla es un ejemplo de acción determinante. Calma, estatura intelectual, sanción universalista. Ni un milímetro de perdón y olvido. El congreso y gobierno paraguayos rechazaron los dichos de Amarilla, pero la senadora es legalmente inimputable en su país. Francia, en cambio, puede actuar contra su odio desatado, y lo está haciendo. Comenzó a evaluar si Amarilla puede ser declarada persona non grata, una medida que le impedirá acceder al territorio común de la Unión Europea, y la Fiscalía de París podría llevarla a proceso por injuria pública e incitación al odio y la violencia, juzgándola en ausencia.

Así sea difícil sostener en el espacio turbulento de las redes sociales, esa reacción –mantener la calma, poner el punto donde está la i– es correcta y debe ser reproducible. Como los medios en la primera elección de Trump, mantener la denuncia contra el odio es imprescindible, pues su abandono deja a la sociedad civil sin la básica defensa testimonial. En especial, cuando las broncas han comenzado a filtrar al mundo físico del espacio inmaterial de las redes. Acoso a hinchas ecuatorianos en México, por ejemplo; agresiones a periodistas en el Azteca; un grupo de aficionados egipcios difundiendo el número de teléfono del árbitro de Argentina-Egipto. No es una advertencia exagerada. El odio es acuoso; fluye. Es solo cuestión de tiempo para que la inquina que se incuba en las redes salte al plano físico de las relaciones, pues no existe el cordón sanitario que aísle un laboratorio social del otro –son, ambos, partes de la misma dialéctica.

La tirria deportiva que antes era una chanza se convirtió en unos años en odio nacionalista rabioso y abierto. Poco importa quién empezó: de ambos lados de las disputas hay siempre gritones dispuestos a liderar la bronca contra alguien. ¿Quién podía esperar una creciente enemistad que incluye no pocos episodios de desprecio, racismo, clasismo y flagrante estupidez entre ecuatorianos y mexicanos? ¿Cómo pasamos del afecto por Messi para que gane Qatar 2022 como si fuera un acto de justicia divina a considerarlo parte de una conspiración con Gianni Infantino? Un politólogo amigo lo retrató en términos que ni Weber hubiera visto: nos estamos yendo al carajo como una pareja en divorcio. Vamos a arreglar esto como adultos, se dijeron, y acabaron tirándose los muebles por la cabeza.

Odiar es fácil. No se divorcien de ese otro que molesta: aprendan a ganarle. 

1.Con el tiempo, una de las formas superiores de la tribalidad creó la nación. La nación social, cultural y política. En su forma más extrema es el etnonacionalismo. ↩︎
2.No voy a traspolar todo a la política, pero ese tipo de señalamiento que convierte a un grupo en objeto de iras porque se propagandiza cierto vicio o maldad ha llevado a soluciones muy, pero muy jodidas. ↩︎
3.Es desacertado llamarla carta abierta: fue una composición escolar barriobajera, pedante. Tosca. Amarilla continuó allí los ataques como si se tratase de una disputa personal y no las acciones reprobables de un funcionario electo. “La disputa es entre vos y yo”, le dijo, como si estuviera en una cancha. Luego, en un tuit, invitó a Mbappé a leerla “si es que sabe”. ↩︎
4.Una ventaja de ser argentino es que –todavía, porque no está suficientemente difundido– puedo usar es ese insulto en toda su plenitud sin que nadie sienta que soy un maleducado. Gracias por su comprensión. ↩︎
5.Días antes de cargar contra los mexicanos que detesta “con el alma”, Feinmann publicitó durante minutos en su programa de TV el bulo de que el crimen organizado de México había amenazado a los jugadores de Ecuador que se enfrentarían al Tri en el Azteca. ↩︎

Diego Fonseca es periodista y editor. Su libro más reciente es Amado Líder. El universo político detrás de un caudillo populista (HarperCollins México, 2021).

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