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quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Erros técnicos na coleta de solo podem comprometer recomendações agronômicas

 



FertiSystem

Erros técnicos na coleta de solo podem comprometer recomendações agronômicas

Mais do que retirar terra da lavoura, uma amostragem representativa precisa revelar o que acontece no perfil do solo, desta forma, o acesso à camada de 0 a 40 cm e fracionamento em subcamadas ampliam a qualidade do diagnóstico

Uma análise de solo pode ser tecnicamente precisa e, ainda assim, levar a uma recomendação agronômica inadequada. O laboratório analisa exatamente o material que recebe, se a amostra não representa corretamente a área de onde foi retirada, os números obtidos podem ser precisos do ponto de vista analítico, mas não necessariamente traduzirão as condições encontradas na lavoura.

Essa diferença entre exatidão da análise e representatividade da amostra ganha importância à medida que o produtor busca maior eficiência no uso de fertilizantes, corretivos e condicionadores de solo. Em sistemas de produção mais tecnificados, conhecer apenas a fertilidade da superfície não é suficiente.

É necessário entender o que acontece nas camadas abaixo dela. “A qualidade do diagnóstico da fertilidade começa no campo, com uma amostragem representativa, e se consolida no laboratório, mediante análises confiáveis e interpretação agronômica criteriosa”, diz o produtor rural e presidente do Grupo J2M, Evandro Martins.

A preocupação está diretamente relacionada à variabilidade natural do solo e às transformações provocadas pelo manejo. Aplicações de fertilizantes e corretivos, ciclagem de nutrientes, deposição de resíduos culturais e movimentação de elementos no perfil podem fazer com que diferentes profundidades apresentem condições químicas bastante distintas.

Entre os problemas mais comuns de uma coleta inadequada estão a delimitação incorreta das unidades de amostragem, o número insuficiente de pontos ou sua distribuição errada, a escolha equivocada das profundidades e a coleta em locais atípicos. Também podem ocorrer contaminação por resíduos de fertilizantes ou corretivos e falhas na homogeneização e identificação do material.

Outro ponto crítico é misturar solos provenientes de diferentes profundidades quando o objetivo é justamente compreender a distribuição dos atributos ao longo do perfil. “É importante distinguir a exatidão analítica da representatividade da amostra. A primeira diz respeito à qualidade do resultado produzido pelo laboratório. A segunda está relacionada à capacidade daquela amostra de representar as condições da área ou da unidade de manejo”, explica Martins.

O que acontece abaixo dos 20 centímetros?

A questão ganha relevância principalmente em áreas conduzidas sob Sistema Plantio Direto, onde grande parte dos fertilizantes e corretivos é aplicada na superfície. Nessas condições, pode haver concentração de determinados nutrientes nas camadas superiores enquanto, em profundidade, permanecem limitações relacionadas à acidez, ao alumínio em níveis potencialmente tóxicos, à disponibilidade de nutrientes ou a outros atributos que interferem no desenvolvimento das raízes.

Uma amostra superficial pode, portanto, indicar condições aparentemente favoráveis sem revelar restrições existentes em subsuperfície. É justamente nesse ponto que o conhecimento científico tem papel importante. O pesquisador e doutor José Eloir Denardin, acompanha as discussões relacionadas à qualidade do manejo e à avaliação do solo e é parceiro científico do Grupo J2M nas pesquisas e no desenvolvimento do conceito de amostragem estratificada aplicado ao projeto.

A parceria entre pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico busca responder a uma questão prática: como obter uma amostra que permita enxergar o perfil do solo sem perder a identidade das diferentes camadas? A coleta estratificada parte de um princípio relativamente simples: em vez de considerar o solo de diferentes profundidades como um único material, cada camada é preservada e analisada individualmente.

Dessa forma, uma coleta que alcance de 0 a 40 centímetros pode ser posteriormente dividida em subcamadas, como 0-10, 10-20, 20-30 e 30-40 centímetros, de acordo com a finalidade do diagnóstico. A diferença é importante porque valores médios podem esconder contrastes relevantes.

Imagine, por exemplo, uma área em que a camada de 0-10 cm apresenta bom nível de determinado nutriente, enquanto entre 10 e 20 cm o teor é baixo. Ao misturar os dois estratos, o resultado final será intermediário. O número estará correto para aquela mistura, mas não revelará necessariamente que existe uma diferença entre as duas camadas.

Quando os estratos são analisados separadamente, a informação muda de qualidade: além de saber quanto existe de determinado atributo, o técnico passa a saber onde ele está. Essa leitura pode ser importante para compreender o ambiente explorado pelas raízes.

A mesma lógica vale para a acidez, uma área pode apresentar uma camada superficial com condições químicas adequadas e, ao mesmo tempo, manter restrições em subsuperfície. Entre os fatores que podem ser identificados estão elevada acidez, saturação por alumínio e baixos teores de determinados nutrientes.

Essas limitações podem interferir no aprofundamento das raízes e, consequentemente, no acesso da planta à água e aos nutrientes armazenados em camadas mais profundas. O efeito pode ganhar importância em períodos de restrição hídrica. Um sistema radicular que encontra limitações químicas em profundidade pode explorar um volume menor de solo, reduzindo sua capacidade de acessar a água disponível em camadas mais profundas.

Por isso, a avaliação do perfil não deve ser entendida apenas como uma busca por nutrientes. Ela ajuda a compreender o ambiente químico em que as raízes estão se desenvolvendo. A interpretação, naturalmente, precisa considerar também atributos físicos do solo, histórico da área, cultura implantada, sistema de manejo e critérios técnicos específicos para cada atributo.

Uma única coleta para acessar 0-40 cm

Foi a partir dessa necessidade que o Grupo J2M, em parceria com a pesquisa científica, desenvolveu um sistema destinado à coleta estratificada. O amostrador de solos J2M foi concebido para realizar a extração contínua do perfil de 0 a 40 cm, permitindo preservar o material coletado ao longo da profundidade para posterior fracionamento.

Segundo Martins, um dos diferenciais do sistema é justamente evitar o arraste de solo entre as diferentes subcamadas durante a extração. O desempenho foi submetido a avaliações, com os dados posteriormente analisados estatisticamente, dando suporte experimental ao conceito. “O diferencial técnico é permitir a obtenção de uma amostra contínua da camada de 0 a 40 centímetros, sem arraste de solo entre as subcamadas. Depois, esse material pode ser fracionado nas profundidades de interesse para o diagnóstico”, diz.

Nos métodos convencionais, quando se deseja avaliar diferentes profundidades, normalmente são realizadas operações individualizadas para cada camada. No sistema desenvolvido pela J2M, a extração do perfil ocorre em uma única operação e, posteriormente, o material é fracionado com o auxílio de um segundo equipamento desenvolvido para essa finalidade.

O procedimento permite obter amostras individualizadas de cada estrato sem repetir a operação de coleta para cada profundidade, o que pode trazer ganhos de agilidade e padronização, especialmente em áreas que demandam grande número de pontos amostrais.

Agricultura de precisão

A evolução da agricultura de precisão torna essa discussão ainda mais relevante. Mapas de fertilidade, zonas de manejo e aplicação de insumos em taxas variáveis dependem da qualidade do dado utilizado para alimentar os sistemas. Se estes não representarem corretamente o solo, a tecnologia pode apenas automatizar uma decisão baseada em informação inadequada.

Por isso, a agricultura de precisão não começa necessariamente na máquina que distribui o fertilizante em taxa variável. Ela inicia na qualidade do diagnóstico. A amostragem georreferenciada permite compreender a variabilidade horizontal da lavoura. A coleta em diferentes profundidades acrescenta outra dimensão: a variabilidade vertical.

As duas informações podem ser complementares. Uma determinada região da lavoura pode apresentar fertilidade diferente de outra e, dentro daquele mesmo ponto, as condições podem variar significativamente entre a superfície e a subsuperfície. “Não se trata simplesmente de coletar mais solo. É melhorar a qualidade da informação obtida, para que a recomendação agronômica seja baseada em uma representação mais fiel do perfil”, finaliza Martins.



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Ruralpress

Kassi Bonissoni
Gerente de atendimento
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Diagnóstico tardio, desigualdade e pele negra nos estudos clínicos entram no debate de especialistas em Salvador

 

Clínica IBIS

Diagnóstico tardio, desigualdade e pele negra nos estudos clínicos entram no debate de especialistas em Salvador

Encontro reúne reumatologistas, dermatologistas e alergologistas no dia 31 de outubro para discutir como acesso, renda e diversidade influenciam o cuidado de doenças imunomediadas da pele e das articulações

O diagnóstico tardio de doenças imunomediadas, a relação entre obesidade e doenças reumáticas e a representatividade da pele negra nos estudos clínicos estarão em debate no dia 31 de outubro, em Salvador. A 5ª edição do IBIS Conecta reunirá 70 médicos convidados no Restaurante Amado, das 8h às 15h. Promovido pela Clínica IBIS, do Grupo CITA, o encontro propõe uma discussão integrada entre especialidades sobre os desafios do cuidado.

A programação reúne 15 aulas, divididas em três blocos, e aproxima três especialidades que costumam acompanhar o mesmo paciente: a dermatologia, reumatologia e alergologia. Muitas doenças imunomediadas se manifestam ao mesmo tempo na pele e nas articulações, o que torna a troca entre os dois campos parte do cuidado.

"Dermatologia e reumatologia costumam chegar ao mesmo paciente por portas diferentes. Quando as duas especialidades conversam, o diagnóstico tende a ser mais rápido e o tratamento, mais preciso", afirma o reumatologista e diretor médico da Clínica IBIS, Dr. Rafael Carvalho.

O destaque desta edição é um bloco inteiro dedicado às populações subatendidas na saúde. Dr. Gleison Duarte, dermatologista, aborda a hidradenite supurativa, doença inflamatória crônica da pele, e o ciclo em que a doença dificulta o trabalho e a renda, enquanto a privação socioeconômica agrava o quadro.

Na mesma sessão, Dra. Juliana Leal discute a representatividade da pele negra nos ensaios clínicos dermatológicos, tema que dialoga diretamente com o perfil da população baiana. A dermatologista Dra. Priscila Froes trata do impacto da diversidade de gênero na experiência de pacientes com hidradenite supurativa e psoríase, e a dermatologista Dra. Daniele Pereira apresenta o que a evidência científica mostra sobre os biossimilares e seu papel na ampliação do acesso a tratamentos.

O bloco é aberto por Dr. Rafael Carvalho, que fala sobre o papel social das instituições médicas e os selos de diversidade étnico-racial e LGBT na saúde. "Discutir acesso, diversidade e representatividade faz parte da boa prática clínica. Quanto mais pessoas a ciência alcança, melhores são as decisões tomadas no consultório", diz o diretor médico.

Em outro bloco, dedicado às doenças imunomediadas, o foco está no que se perde com a demora no diagnóstico. A reumatologista Dra. Viviane Machicado e a dermatologista Dra. Sandra Nolasco apresentam os impactos da intervenção precoce nas doenças imunomediadas da pele e das articulações. Em seguida, o reumatologista Dr. Marcelo Pinheiro discute a relação entre obesidade e doenças reumáticas, apresentando evidências e formas de manejo.

Já o bloco Hot Topics reúne atualizações recentes da especialidade, como o consenso de 2025 sobre urticária crônica, apresentado por Dra. Leila Borges, e as metas de tratamento no lúpus, tema de Dra. Vanessa Fonseca.

O encontro é exclusivo para médicos convidados. Os porta-vozes do evento estão disponíveis para entrevistas antes e durante a programação.

Serviço

IBIS Conecta, 5ª edição
Quando: 31 de outubro de 2026, sábado, das 8h às 15h
Onde: Restaurante Amado, Salvador (BA)
Público: médicos reumatologistas, dermatologistas e alergologistas, mediante convite
Realização: Clínica IBIS, Grupo CITA

Sobre a Clínica IBIS

A Clínica IBIS, integrante do Grupo CITA, é um centro especializado no diagnóstico, tratamento e acompanhamento de doenças autoimunes e imunomediadas, com um corpo clínico altamente qualificado e atuação multidisciplinar nas áreas de reumatologia, dermatologia, gastroenterologia, alergologia, imunologia, neurologia e outras especialidades. Localizada em Salvador, a instituição alia atendimento humanizado, equipe especializada e terapias avançadas para oferecer um cuidado integrado e centrado no paciente.

Além da assistência especializada, a IBIS desenvolve pesquisas clínicas nacionais e internacionais que contribuem para o avanço da medicina e a ampliação do acesso a tratamentos inovadores, reforçando seu compromisso com a excelência, a inovação e a qualidade de vida dos pacientes.




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Bianca Rocha
Executiva de Atendimento
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Canetas emagrecedoras: com acesso facilitado, desafio é o engajamento do paciente

 


Por Thiago Bonfim

O mercado brasileiro de canetas emagrecedoras deve movimentar R$ 20 bilhões em 2026, e quase dobrar em um ano, segundo uma estimativa da InfoPrice. A patente da semaglutida caiu em março, a primeira versão nacional chegou às farmácias em junho e o primeiro genérico foi aprovado em agosto. Nunca foi tão fácil começar um tratamento. Continuar, no entanto, é outra história. 

Em um estudo com mais de 125 mil adultos nos Estados Unidos, 64,8% dos pacientes sem diabetes abandonaram o GLP-1 em até 12 meses. Uma meta-análise publicada em 2026 no British Medical Journal projetou que, após a suspensão de semaglutida ou tirzepatida, o peso volta ao patamar inicial em cerca de 18 meses. Para o gestor, é dinheiro que sai sem o desfecho que justificou o gasto. Para o médico, é uma prescrição correta que não chega ao resultado. Para o paciente, é tempo e dinheiro perdidos. 

Durante anos, o problema dessas terapias foi acesso: preço, estoque, cobertura. O mercado está resolvendo isso. Sobra o que nenhuma queda de patente resolve: o paciente que esquece de repor, que abandona na primeira semana de náusea, que ninguém percebe que sumiu. Os programas de adesão lançados com as canetas ajudam, mas ninguém liga para o paciente no dia em que a medicação acaba. 

Há boas notícias nos dados. Um estudo da Cleveland Clinic acompanhou 7.938 pacientes que interromperam a semaglutida ou a tirzepatida. Entre os que tratavam obesidade, a perda média antes da interrupção foi de 8,4% do peso corporal; um ano depois, eles haviam recuperado, em média, apenas 0,5%. Muitos retomaram o medicamento ou migraram para outro tratamento. A interrupção não precisa ser o fim, mas, para apoiar essa retomada, alguém precisa perceber que o paciente parou. 

Perceber a tempo não exige tecnologia sofisticada. Exige saber quem está em tratamento, quando deveria voltar e agir quando não volta. Portugal transformou esse básico em regra: nas Unidades de Saúde Familiar, o paciente crônico sai com a próxima consulta agendada e, desde 2008, as equipes recebem incentivos ligados a indicadores de acompanhamento. O engajamento virou métrica, e a métrica virou remuneração. O modelo funciona, mas depende de gente: em maio de 2026, 1,67 milhão de portugueses estavam sem médico de família. O básico não escala se depender apenas de pessoas. 

Escalar, porém, não é repetir o mesmo roteiro para todos. O diagnóstico diz o que o paciente tem, não se ele vai seguir o tratamento. Duas pessoas com obesidade usando a mesma caneta podem precisar de coisas diferentes: uma, de manejo precoce da náusea; outra, apenas de um lembrete no horário em que costuma aplicar a medicação. Personalizar é combinar três camadas: o protocolo de referência, baseado nas melhores evidências; o perfil clínico, que ajusta metas e riscos; e o comportamento real do indivíduo, incluindo seu contexto social, que define momento, canal e frequência das interações. Padroniza-se o protocolo e personaliza-se a execução. 

Fazer isso para milhares de pacientes exige dados estruturados, interoperabilidade em padrões como o HL7 FHIR, adotado pelo Ministério da Saúde na Rede Nacional de Dados em Saúde, monitoramento contínuo e privacidade por arquitetura. Sobre essa base, a tecnologia deixa de apenas apontar quem precisa de atenção e passa a agir: lembra, facilita a reposição e notifica o profissional quando algo foge do esperado. O julgamento clínico continua sendo de quem cuida. 

Antes de qualquer investimento, proponho três perguntas ao gestor, válidas para GLP-1, hipertensão, diabetes ou qualquer condição crônica. Você mede quem começa ou quem continua? Se a proporção de pacientes em tratamento após 6 ou 12 meses não está no seu painel, você gerencia a entrada, não o cuidado. Seu sistema sabe quando o medicamento de cada paciente vai acabar? O fim de uma caneta é previsível; se ninguém age antes, a falha é de processo, não do paciente. Suas linhas de cuidado performam de forma similar? Se, na mesma população, uma engaja 50% e outra 5%, o problema raramente é a condição: é a lógica de construção do programa. 

A próxima década da saúde não será definida pela terapia mais avançada, mas pela capacidade de garantir que a próxima ação aconteça no momento certo. Cuidar bem não é fazer o extraordinário uma única vez. É transformar o básico em uma capacidade permanente do sistema, e não em um esforço eventual das equipes. 

Thiago Bonfim é CEO e fundador da Caren, uma health tech brasileira que utiliza inteligência artificial e gamificação para transformar dados clínicos em ações práticas. 

 

Sobre a Caren: 

caren.app 

A Caren é uma health tech brasileira que utiliza inteligência artificial e gamificação para transformar dados clínicos em ações práticas, engajando pacientes em suas jornadas de cuidado e reduzindo custos para operadoras, hospitais, laboratórios e seguradoras. 



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Nathália Bellintani


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Pesquisa revela desafios e oportunidades nos conselhos empresariais

 


Estudo feito pela Wide mostra que a necessidade de profissionalização da gestão é um dos maiores impulsos para a área

A criação ou ampliação de um conselho representa, para 50% das empresas brasileiras, uma resposta à necessidade de profissionalizar a gestão, como alavanca de estruturação, sustentação e direcionamento do negócio. Essa foi a principal constatação da pesquisa "A Governança em Evolução: a visão de Conselheiros e Empresários sobre o próximo ciclo das empresas", desenvolvida pela Wide, boutique de recrutamento executiva focado em posições de alta e média gestão, em parceria com a ABC3, Associação Brasileira de Conselheiros Consultivos.      

Realizada entre abril e julho de 2026, o estudo ouviu 178 profissionais, sendo 121 conselheiros e 57 empresários. A amostra conta com empresas de diferentes portes e segmentos, sendo liderada por companhias B2B (26%), Indústria/Manufatura (13%) e Construção/Infraestrutura (11%). Mais de 60% contam com até 200 colaboradores, 55% estão concentradas no Sudeste e 33% têm faturamento superior a R$ 500 milhões/ano.  

A principal prioridade estratégica das empresas ao consolidar um conselho é o crescimento (80%), seguida pelo ganho de eficiência (67%). Em menor proporção, aparecem objetivos como sucessão (17%) e estruturação da governança (13%). 

Quando observada a evolução da governança, percebe-se que a maioria das empresas ainda mantém as decisões concentradas nos fundadores (53%), enquanto em 32% das companhias a liderança já passa a conduzir esse tema com maior autonomia. Sob a perspectiva de acionistas e empresários, as principais carências percebidas nos Conselhos estão relacionadas à ausência de direcionamento estratégico (55%) e à falta de uma visão mais robusta sobre tecnologia e transformação digital (45%) — lacunas que tendem a ganhar relevância à medida que as empresas crescem, se tornam mais complexas e ampliam suas agendas de transformação. 

O principal motivo para a criação ou ampliação de um conselho é, justamente, a necessidade de profissionalização da gestão (50%), seguida pela busca de apoio à estratégia (41%) e, obviamente, o crescimento e expansão (32%). "Muito mais do que representar uma mudança na composição da liderança, o conselho envolve a busca por uma maior qualidade na dinâmica das decisões, apoio às prioridades estratégias e uma visão mais estruturada sobre a gestão, de maneira que cresçam e se tornem mais competitivas", destaca Thiago Xavier, headhunter e sócio da Wide. 

Há um potencial relevante de mercado para a atuação como Conselheiro e, diante da crescente demanda por esses profissionais, torna-se fundamental compreender como essa trajetória se constrói e como as oportunidades surgem. Trata-se de uma carreira que amadurece gradualmente e tende a ganhar tração ao longo do tempo. 

Entre os Conselheiros ouvidos, 39% têm entre 55 e 64 anos, refletindo um perfil predominantemente associado a trajetórias executivas mais seniores. Mais de 60% já ocuparam posições de Diretor/Head e/ou C-level, enquanto 17% tiveram experiência como CEO. 

Nos primeiros cinco anos de atuação como Conselheiro, é mais comum a participação em um ou dois conselhos. Com o avanço da experiência, essa presença tende a se ampliar, com profissionais passando a atuar simultaneamente em diferentes Conselhos. Nesse processo, o networking exerce papel central: mais de 82% dos convites têm origem na própria rede de relacionamentos dos Conselheiros. 

Na remuneração, entretanto, ainda não há um padrão claramente consolidado, refletindo a coexistência de diferentes modelos de atuação. Entre os Conselheiros ouvidos, 33% recebem remuneração fixa, enquanto 30% não são remunerados. 

Esse cenário reforça a percepção de que a atuação em Conselhos passa por um processo de amadurecimento e profissionalização, mas ainda distante de um modelo plenamente institucionalizado. Como sintetiza a análise: “os dados evidenciam um sinal claro de amadurecimento em curso, mesmo que ainda distante de um modelo plenamente institucionalizado.” 

Na visão dos Conselheiros, os principais entraves para uma atuação mais efetiva estão relacionados à falta de estrutura de gestão (45%), à baixa clareza sobre papéis e responsabilidades (42%) e à ausência ou insuficiência de indicadores (40%). 

Além desses fatores, questões societárias — como abertura dos sócios ao papel do Conselho e conflitos entre as partes — também podem limitar a qualidade das discussões e a fluidez da tomada de decisão. O desafio, portanto, está em criar as condições necessárias para que o Conselho opere com clareza de mandato, acesso à informação e maior efetividade na geração de valor para o negócio. 

Os insights colhidos no estudo evidenciam que a governança deixou de ser apenas uma estrutura institucional para se tornar um instrumento prático de crescimento, qualidade de ações e sustentação da perpetuidade corporativa. "É justamente aqui que o conselho ganha destaque, sendo mais buscado a fim de profissionalizar essa gestão e, com isso, tornar as decisões mais estratégicas a fim de alavancar a competitividade das empresas. Se trata de uma evolução gradual, mas que já é vista e compreendida como essencial para corrigir os gaps internos e, com isso, projetar um futuro cada vez mais sustentável para as companhias", finaliza. 

 

Sobre a Wide:       

https://wide.works/       

Com mais de 70 anos de experiência combinada, a Wide é especialista em recrutamento executivo alinhado às necessidades e objetivos de cada empresa. Seu foco é fortalecer a governança corporativa, com atendimento exclusivo e processos ágeis e assertivos, conduzidos pela expertise de seus sócios. 



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Nathália Bellintani


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Clarice Haddad leva experiência em terapias hormonais ao CARAS Talks Menopausa

 

Elmeco

Clarice Haddad leva experiência em terapias hormonais ao CARAS Talks Menopausa 

A ginecologista Clarice Haddad participou da primeira edição do CARAS Talks Menopausa, realizada ontem (6), na Casa Cloc, em Salvador. A convite da Elmeco, a médica, referência em medicina integrativa, integrou o time de palestrantes do encontro, que reuniu convidados para discutir os desafios e as transformações vivenciadas pelas mulheres durante o climatério.

Durante a programação, Dra. Clarice compartilhou sua experiência sobre terapias hormonais e a importância de considerar as particularidades de cada mulher na definição das estratégias de cuidado. O encontro também colocou em pauta sintomas, transformações físicas e emocionais e qualidade de vida.

A participação reforça a presença da Elmeco em espaços de discussão sobre saúde feminina e o compromisso da empresa com a disseminação de informação qualificada sobre terapias hormonais e cuidado individualizado. Com 33 anos de atuação, a farmácia magistral é especializada em terapias hormonais e mantém em sua trajetória o legado científico do médico e pesquisador baiano Dr. Elsimar Coutinho, fundador da empresa e pioneiro nas pesquisas e no desenvolvimento desses tratamentos no Brasil.

 

 

 



Dra. Suzana Lima - Médica Ginecologista Dra; Consuelo Callizo - Diretora Médica da Clinica Elsimar Coutinho e CEPARH; Dra. Clarice Haddad - Médica Ginecologista Palestrante convidada
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Mensageria não é custo: como potencializar a receita dos canais conversacionais?

 


Por Renata Reis

Quanto custa enviar uma mensagem para um cliente? Essa costuma ser uma das primeiras perguntas feitas quando uma empresa avalia o investimento em canais como SMS, RCS e WhatsApp. Embora o controle de custos seja necessário para qualquer operação, restringir a análise a essa dimensão pode deixar de lado uma questão igualmente importante: quanto essa interação é capaz de gerar para o negócio, em termos de receita? Mudar essa perspectiva exige mais do que adotar novas ferramentas: exige, sobretudo, rever a forma como a mensageria é planejada, integrada e mensurada, de forma que permita explorar novas – e melhores – oportunidades de geração de valor real. 

Apesar de, atualmente, os canais conversacionais terem ganho força nos departamentos de marketing e vendas, surgiram com foco bem mais operacional nas áreas de TI e atendimento, assumindo o papel de ferramentas de suporte e notificações para confirmar um pedido, avisar uma entrega ou resolver um chamado, por exemplo. O orçamento que os sustenta carrega essa origem até hoje: quando um canal nasce resolvendo um problema operacional, ele é medido por eficiência operacional (custo por disparo, taxa de entrega, uptime), deixando de lado métricas como, justamente, quanto aquele disparo gerou de receita. 

Qual a consequência desse mindset? A mensageria acaba sendo alvo de corte em revisões orçamentárias internas, quando é vista como despesa; enquanto, quando encarada como receita, é vista como uma ferramenta de escalabilidade. Na prática, times que fazem essa virada param de tratá-la como linha de custo fixa para uma alavanca variável, testando volume, frequência e canal em função do retorno esperado — exatamente como já fazem com mídia paga.   

Isso se torna especialmente relevante se considerarmos que o comportamento do consumidor mudou mais rápido do que a governança orçamentária em muitas empresas. Hoje, um cliente que responde é um cliente engajado, enquanto aquele que para de responder está dando o primeiro sinal de saída da relação de fidelidade com a marca. Dados divulgados em um estudo da Kantar comprovam isso: 72,4% dos consumidores afirmam ter maior probabilidade de comprar de uma empresa que oferece messaging.  

Se a conversa influencia a probabilidade de compra, ela não deveria ser contabilizada apenas como custo operacional de comunicação. Até porque, tal geração de receita pode ocorrer em, praticamente, todos os pontos da jornada do consumidor, em que exista uma decisão pendente de seu lado. Na pré-venda, uma conversa qualifica intenção e reduz custo de aquisição ao substituir um formulário por um diálogo. Na compra, é capaz de recuperar o carrinho abandonado e resolver uma objeção de última hora. No pós-venda, sustenta o upsell e cross-sell ao aproveitar contexto de uso real do cliente, algo que um e-mail genérico não replica. 

Para que haja essa conversão, três camadas de dados corporativos precisam conversar entre si: de disparo (quem recebeu, quando, por qual canal, com qual conteúdo); de comportamento (quem abriu, respondeu, clicou, comprou, e em quanto tempo); e de receita no CRM ou no sistema de vendas (considerando pedidos, ticket médio e recorrência). Do contrário, de nada adiantará ter uma plataforma de mensageria que saiba que a mensagem foi entregue e um CRM que entenda que a venda aconteceu, sem que ninguém consiga provar que um fator levou ao outro, devido à inexistência de um identificador comum unindo as duas pontas. 

É importante revisar a alocação do orçamento e o ciclo de planejamento, de forma que a mensageria esteja no mesmo bloco de decisão que uma mídia paga e um CRM, sendo avaliada pelo mesmo comitê e no mesmo ciclo, para que a comparação seja justa: considerando o retorno esperado contra retorno esperado, ao invés de custo fixo contra custo variável. Isso também muda a forma como o investimento é aprovado — deixando de ser uma linha fixa definida uma vez por ano, e passando a ser um investimento testável, com hipótese e decisão de escala baseada em resultado. 

Para que a mensageria se torne um verdadeiro motor de receita corporativa, é crucial que as empresas respondam a algumas perguntas estratégicas nesse sentido: “Quanto da receita do último ano passou por uma conversa em algum ponto da jornada, que foi provado com dados?”; “Quem é responsável pela área de orçamento de mensageria, e como essas ações são avaliadas e mensuradas?”; “Se o investimento em conversa fosse cortado pela metade, o que aconteceria com a recuperação de carrinho, upsell e retenção?”; “Os dados de disparo, comportamento e venda estão conectados o suficiente para atribuir receita ao canal, ou só para medir entrega?”; e “Se a mídia paga e mensageria competissem pelo mesmo orçamento, com base no mesmo retorno esperado, a mensageria sobreviveria a essa comparação, hoje?”. 

Empresas que não conseguem responder a essas perguntas, especialmente a última, com dados concretos e confiáveis, terão mais chance de entrar em 2027 investindo em canais não aderentes aos objetivos desejados – enquanto as direcionadas por esses questionamentos podem alavancar sua receita frente aos concorrentes.   

Renata Reis é CRO da Pontaltech, empresa especializada em soluções integradas de VoiceBot, SMS, e-mail, chatbot, WhatsApp e RCS.       

        

Sobre a Pontaltech:       

Fundada em 2011, a Pontaltech é uma empresa de tecnologia especializada em comunicação omnichannel que ajuda empresas a automatizar e escalar seus atendimentos com um portfólio composto por diversos canais digitais e de voz. Com soluções integradas de SMS, e-mail, chatbot, WhatsApp, RCS, VoiceBot, entre outros, simplifica a comunicação das empresas com seus clientes de forma inteligente e eficiente, sem nunca perder a proximidade humana. 



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Nathália Bellintani


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Ford Ranger é o 0KM mais buscado da Bahia em agosto, aponta Webmotors

 


Webmotors

Ford Ranger é o 0KM mais buscado da Bahia em agosto, aponta Webmotors

Levantamento do Webmotors Autoinsights traz os 10 modelos novos e usados mais procurados no mês com base nas visitas em anúncios da plataforma

São Paulo, setembro de 2026 – A Ford Ranger foi o veículo zero quilômetro mais procurado da Bahia no mês de agosto. A informação é do Webmotors Autoinsights, ferramenta que fornece dados sobre o mercado automotivo brasileiro com base nas visitas em anúncios da plataforma por usuários do estado.

Na sequência, entre os carros novos, aparecem Toyota Corolla (2º) e Fiat Toro (3º). Logo após, surgem Honda HR-V (4º), Toyota Hilux SW4 (5º), Hyundai Creta (6º) e BMW 320i (7º). Jeep Commander (8º), Volkswagen Golf (9º) e Toyota Corolla Cross (10º) completam a lista.

Já em relação aos veículos usados, o Honda Civic (1º) lidera as buscas em agosto no estado, seguido por Toyota Corolla (2º) e Volkswagen Polo (3º). Também figuram entre os modelos mais pesquisados no período o Chevrolet Onix (4º), Hyundai HB20 (5º), Toyota Hilux SW4 (6º), Hyundai Creta (7º), Volkswagen Gol (8º), Volkswagen Jetta (9º) e Toyota Hilux (10º).

Confira os rankings dos 10 carros novos e usados mais buscados na plataforma pelos usuários na Bahia em agosto de 2026:

Sobre a Webmotors

A Webmotors (www.webmotors.com.br) foi a primeira marca brasileira a inovar na forma de comprar e vender carros e é o principal ecossistema automotivo, que engloba desde a compra, venda e uso do veículo, oferecendo soluções completas para o segmento no Brasil. Fundada em 1995, Webmotors foi pioneira na inovação do marketplace online automotivo e continua a definir o padrão para compra, venda e pesquisa online automotiva.

Em 2002, o Grupo Santander Brasil se juntou à Webmotors como seu principal parceiro e, em abril de 2013, a empresa deu boas-vindas à carsales.com Ltd., que adquiriu uma participação de 30%. Desde então, a empresa de tecnologia australiana contribuiu para a aceleração do crescimento da Webmotors e, em março de 2023, a carsales.com Ltd. aumentou sua participação acionária na Webmotors para 70%. O Santander mantém os outros 30%, além da exclusividade comercial, sendo o parceiro de crédito, seguros e soluções financeiras para transações feitas por meio da plataforma da Webmotors.


Informações para a imprensa - Webmotors

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Planejamento ajuda a reduzir falhas antes do plantio

 


Sell Agro

Planejamento ajuda a reduzir falhas antes do plantio

Compatibilidade entre produtos, cobertura uniforme das sementes, análise do solo e manejo adequado da área estão entre os fatores que podem influenciar a germinação, o vigor e o estabelecimento inicial das culturas

O início de uma nova safra exige atenção antes mesmo de a semente chegar ao solo. O planejamento do tratamento de sementes e das operações de preparo da área pode influenciar a germinação, a emergência e o estabelecimento inicial da lavoura. Entre os principais pontos estão a escolha e a compatibilidade dos produtos, a sequência de aplicação, a qualidade da cobertura das sementes e as condições do solo.

Segundo o engenheiro agrônomo e diretor comercial da Sell Agro, Alexandre Gazoni, falhas nessa etapa podem comprometer o desempenho da semente logo no início do ciclo. “O planejamento antecipado do tratamento de sementes é importante porque pode ser decisivo na emergência da planta. Quando realizado de forma adequada, contribui para uma melhor resposta nessa fase. Por outro lado, erros no processo podem prejudicar a germinação”, afirma.

Um dos pontos de atenção está na combinação dos produtos utilizados. Misturas inadequadas podem provocar incompatibilidades e comprometer a eficiência do tratamento. “É preciso avaliar se os produtos são compatíveis quando utilizamos mais de um e também observar a sequência em que eles serão incorporados à semente. Uma combinação inadequada pode gerar conflitos entre produtos nutricionais e fungicidas, por exemplo, prejudicando a eficiência do tratamento até a germinação”, explica o engenheiro agrônomo.

Uniformidade da aplicação exige atenção

A qualidade da aplicação também interfere no resultado do tratamento. Existem diferentes equipamentos disponíveis para a operação, além de situações em que o procedimento é realizado manualmente. Independentemente do método, é necessário garantir que os produtos sejam distribuídos de maneira uniforme sobre as sementes. “Existem diferentes tipos de máquinas para fazer o tratamento e também há quem realize o processo manualmente. O ponto fundamental é o cuidado para conseguir uma boa cobertura. A semente precisa ficar adequadamente exposta aos produtos”, diz Gazoni.

Equipamentos inadequados, mal regulados ou operações conduzidas sem o cuidado necessário também podem provocar danos físicos às sementes. Segundo o especialista, essas lesões podem favorecer a entrada de patógenos e comprometer vigor, germinação e sanidade. “O principal risco é a danificação da semente. Quando ela sofre algum dano, pode ficar mais suscetível. Se o tratamento também não tiver uma boa cobertura, ela fica mais exposta ao ambiente, pode perder vigor e ter o índice de germinação comprometido. Dependendo do nível do dano, pode até não germinar”, alerta.

Diagnóstico do solo orienta decisões

O planejamento antes do plantio também envolve o diagnóstico da área. A análise das condições químicas, físicas e, quando necessário, biológicas do solo ajuda a identificar limitações e definir as intervenções necessárias para a implantação da cultura.

Informações como pH, necessidade de correção e disponibilidade de nutrientes orientam decisões relacionadas à adubação e às exigências da cultura. “A análise permite entender se o solo está preparado para receber aquela cultura, seja soja, arroz ou algodão. É possível avaliar o pH, a necessidade de calcário e também quanto de fertilizante será necessário para atender às exigências da planta e buscar um bom desempenho produtivo”, explica o diretor comercial da Sell Agro.

A análise de nematoides também pode contribuir para o planejamento. A identificação das espécies presentes na área auxilia na escolha de cultivares com características de resistência ou tolerância e na definição das estratégias de manejo. “Quando fazemos uma análise biológica para nematoides, conseguimos saber quais estão presentes na área e avaliar se a variedade escolhida possui resistência ou tolerância. São informações importantes para aumentar as condições de estabelecimento da planta e para que a lavoura seja economicamente viável”, acrescenta o especialista.

Cobertura do solo ajuda a preservar umidade

Outro cuidado antes do plantio é a manutenção da cobertura vegetal e da palhada. Além de contribuir para a adição de matéria orgânica, a proteção do solo auxilia na conservação da umidade e na redução de processos erosivos. “Precisamos ter um solo preparado quimicamente para disponibilizar os nutrientes necessários às plantas, mas também trabalhar com cobertura. A palhada é hoje uma ferramenta importante tanto para a preservação do solo quanto para a adição de matéria orgânica, além de ajudar a reduzir erosão e conservar umidade”, afirma o engenheiro agrônomo.

Informação também faz parte do planejamento

Além das ferramentas de diagnóstico e das tecnologias utilizadas nas operações, Gazoni destaca a importância do acompanhamento técnico e da troca de informações para a tomada de decisões. “O produtor tem à disposição profissionais que podem trazer uma visão diferente. Muitas vezes ele está diariamente dentro da fazenda observando aquela realidade, enquanto aqueles que acompanham outras regiões encontram situações semelhantes em diferentes locais. Ter parceiros para trocar informações e ajudar no planejamento é primordial”, afirma.

Para o engenheiro agrônomo, antecipar decisões e contar com informações técnicas permite identificar problemas antes do plantio e organizar as operações de acordo com as condições de cada área. O objetivo é reduzir falhas justamente em uma etapa que pode determinar o desenvolvimento da lavoura nas primeiras fases do ciclo.



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Kassi Bonissoni
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Canola avança no Brasil como opção rentável no inverno

 


Advanta

Canola avança no Brasil como opção rentável no inverno

Expansão da área cultivada e oportunidades para produção do grão, impulsionam a cultura. Com o lançamento dos híbridos com novas tecnologias, Advanta Seeds amplia a oferta de materiais adaptados às condições brasileiras

A canola começa a ganhar um papel mais estratégico dentro do sistema de produção brasileiro. De alternativa para a safra de inverno, a cultura vem se consolidando como uma opção de rotação com potencial produtivo e econômico, impulsionada pela busca dos produtores por novas alternativas de cultivo e pelo crescimento da demanda por óleo. Esse movimento já se reflete na expansão da área plantada e da produção nacional.

Os números da Abrascanola ajudam a dimensionar esse avanço. Em 2024, a cultura ocupava 186,2 mil hectares no país. Um ano depois, a área chegou a 225 mil hectares e, para 2026, foram plantados 405 mil hectares. A produção acompanha esse movimento: de aproximadamente 223 mil toneladas em 2024, chegou a 360 mil toneladas em 2025 e pode alcançar o potencial de 607,2 mil em 2026.

Diante desse cenário de avanço da oferta e da demanda, a expectativa do setor é que a área plantada no Brasil alcance 1 milhão de hectares até 2030. Com esse salto, a cultura vai de fato se consolidar no País, com destaque para Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. “Esse crescimento era parcialmente limitado pelo mercado, uma vez que os produtores enfrentavam dificuldades para comercializar sua produção. Hoje, com os novos entrantes e a crescente demanda, o produtor encontra um cenário favorável para entrar, em definitivo, no mercado de canola”, afirma Kennedy Dadalto, Engenheiro Agrônomo e Diretor Comercial da Advanta Seeds.

O avanço ocorre em paralelo a mudanças na composição das lavouras de inverno. Além de participar da rotação de culturas, a canola apresenta uma relação entre investimento e retorno que tem despertado o interesse dos produtores. “O investimento médio do produtor está entre 10-15 sacas por hectare, relacionado diretamente com o nível de tecnologia aplicado. Considerando uma produtividade média superior aos 25 sc/ha e a boa relação de preço do grão, a rentabilidade é muito positiva quando comparada às demais opções de cultivo de inverno”, diz Dadalto.

SAF amplia possibilidades para o óleo

Outro fator que pode ampliar o mercado da canola é o potencial de utilização de seu óleo como matéria prima para a produção de SAF (Combustível Sustentável de Aviação), especialmente pela rota HEFA, que utiliza óleos e gorduras na produção do combustível. No Brasil, estudos avaliam o cultivo de canola de segunda safra em condições tropicais para essa finalidade, indicando potencial de utilização da cultura em cadeias voltadas à produção de combustíveis de menor intensidade de carbono.

Com o avanço do Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV), a canola pode encontrar uma nova possibilidade de mercado para seu óleo, além dos segmentos tradicionais de alimentação e biodiesel. O programa estabelece metas progressivas para a redução das emissões da aviação e prevê o aumento gradual da participação de combustíveis sustentáveis no setor.

O modelo adotado pelo programa segue o princípio da neutralidade tecnológica, sem determinar uma única matéria-prima para a produção do combustível. Nesse contexto, a canola aparece como uma alternativa potencial, embora ainda não seja uma matéria prima consolidada para a produção de SAF em escala comercial. “Embora ainda se trate de uma oportunidade em desenvolvimento, a canola brasileira pode ganhar espaço conforme o mercado de combustível sustentável de aviação avance”, reforça o engenheiro agrônomo.

Novas tecnologias adaptadas ao Brasil

O avanço da cultura e a perspectiva de ampliação do mercado também estimulam as empresas de sementes a desenvolver materiais com maior potencial produtivo e características adaptadas às condições brasileiras. Entre os desafios estão o aumento da produtividade e do teor de óleo, além da oferta de ferramentas mais eficientes para o manejo de plantas daninhas.

A Advanta Seeds vem ampliando seu portfólio de canola no Brasil, com híbridos adaptados e tecnologias que auxiliam o produtor no manejo de plantas daninhas, destacando os materiais TT (tolerância a triazinas) e CT (Clearfield e tolerância a triazinas), além das tradicionais CL (Clearfield).

Destaque para o material Hyola Continuum CL, que combina precocidade, potencial produtivo e alto teor de óleo. O material é apresentado como uma das opções de ciclo mais curto do portfólio, com boa sanidade foliar, baixa deiscência natural e resistência poligênica à canela-preta.

A empresa também posiciona os materiais como uma opção para rotação de culturas e para contribuir com a formação de uma área mais limpa para a safra seguinte. “A Hyola Continuum CL é um híbrido que tem a tecnologia de tolerância a grupos de herbicidas, que tem apresentado ótima adaptação às condições climáticas da região Sul do Brasil. Proporciona um excelente teto produtivo e alto teor de óleo, com ciclo alinhado às expectativas do produtor”, afirma Dadalto.

Nesta safra, a empresa também vai disponibilizar aos produtores outros híbridos de canola. A Hyola Solstice CL é recomendada para a abertura da janela de plantio, enquanto a Hyola Equinox CL se destaca pela estabilidade produtiva, sendo uma opção versátil tanto para o início quanto para o fechamento do período de semeadura.

Segundo o Diretor Comercial, a garantia do potencial produtivo está diretamente relacionada à qualidade fisiológica das sementes, contribuindo para a evolução da cultura no país. “Observamos nesta última safra um padrão de qualidade inferior ao exigido pelos produtores brasileiros, na sua maioria relacionado a sementes produzidas em outros países e importadas para abastecimento do mercado nacional, impactando diretamente no estabelecimento das áreas. Já a Advanta é pioneira e se destaca pela produção de sementes no Brasil, com alto padrão físico e fisiológico, estando disponíveis no momento correto para plantio”, finaliza o Engenheiro Agrônomo.

Sobre a Advanta Seeds

A Advanta Seeds é uma empresa de sementes do grupo UPL, com mais de 50 anos de experiência em melhoramento genético. Atua em parceria com agricultores para compreender suas necessidades e oferecer soluções voltadas ao desempenho produtivo das lavouras. No Brasil, a companhia concentra esforços em Pesquisa e Desenvolvimento, com programas de melhoramento genético adaptados às diferentes regiões do país. Além da estação experimental em Indianópolis (MG), os programas são implementados e testados nas principais áreas produtoras, de forma integrada e complementar aos centros globais de melhoramento da Advanta.



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segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Todomoda muda lógica de lançamentos e aposta em cápsulas para produzir mais perto da demanda

 

TODOMODA

Todomoda muda lógica de lançamentos e aposta em cápsulas para produzir mais perto da demanda

Com coleções menores e novidades frequentes, marca registra sell-through superior a 90% e transforma a escassez em ferramenta de negócio e descoberta para o consumidor

O calendário da moda costumava ditar quando uma consumidora deveria procurar novidades. Hoje, esse movimento acontece de forma contínua. Tendências surgem nas redes sociais, ganham escala em poucos dias e influenciam o comportamento de compra muito antes da chegada de uma nova estação.

Para acompanhar esse cenário, a Todomoda, marca de acessórios femininos,  vem mudando a lógica de lançamento de produtos no varejo. Em vez de concentrar grandes volumes em coleções planejadas com meses de antecedência, a marca aposta em Cápsulas, lançamentos menores, de quantidade limitada e com maior frequência nas lojas.

O modelo aproxima a produção da demanda real e permite que a empresa acompanhe o comportamento das consumidoras antes de decidir os próximos passos. Na prática, a estratégia é produzir menos de cada vez, medir a resposta e ajustar rapidamente o sortimento.

Os resultados indicam uma redução significativa da necessidade de remarcações. As Cápsulas lançadas pela Todomoda em 2025 tiveram sell-through superior a 90%, ou seja, menos de 10% das peças precisaram de remarcação. Em 2026, o indicador vem se mantendo no mesmo patamar.

“Em vez de tentar adivinhar o que a cliente vai querer daqui a seis meses, produzimos pouco, observamos o que ela escolhe e ajustamos o passo seguinte. É uma forma de trabalhar mais próxima da demanda real”, explica Adriano Magalhães, CEO da Todomoda no Brasil.

Menos aposta, mais leitura de demanda

Por trás da estratégia está uma mudança na forma de lidar com um dos principais desafios do varejo de moda: decidir hoje quanto produzir de um produto cuja demanda só será conhecida no futuro.

O modelo tradicional exige que grandes volumes sejam definidos com antecedência. Quando a previsão não se confirma, o varejista pode terminar com excesso de estoque, necessidade de remarcação e, em última instância, produtos que deixam de ter valor comercial.

As Cápsulas trabalham com outra lógica. Ao reduzir o volume de cada lançamento, a Todomoda limita o tamanho de um eventual erro e, ao mesmo tempo, obtém dados reais sobre a aceitação de cada produto.

A estratégia também muda a relação entre estoque e novidade. Uma peça que tem boa saída pode orientar novos lançamentos, enquanto produtos com menor resposta não necessariamente são repetidos ou ampliados. É a resposta rápida do varejo.

Quando a compra vira descoberta

Há ainda um segundo efeito. Ao trabalhar com quantidades limitadas e lançamentos frequentes, a marca transforma parte da visita à loja em uma experiência de descoberta.

A consumidora pode chegar sem procurar especificamente por determinado produto e encontrar uma novidade que conversa com seu estilo. A lógica é semelhante ao conceito de “caça ao tesouro” usado pela varejista americana Costco para descrever parte de seu sortimento limitado e variável, ou à experiência construída pela Trader Joe's no varejo alimentar, com produtos que estimulam a descoberta durante a visita.

“Quando a cliente entra sabendo exatamente o que procura, a relação com o produto é funcional. Quando encontra algo que conversa com o seu estilo e que não vai encontrar em todo lugar, existe uma dimensão diferente na experiência”, afirma Magalhães.

Exclusividade sem ser luxo

A quantidade limitada também cria uma nova interpretação para o conceito de exclusividade. Nesse modelo, exclusividade não depende necessariamente de preço alto ou posicionamento premium. Pode estar simplesmente na possibilidade de encontrar uma peça que não será vista em grande escala.

Para uma marca de acessórios com posicionamento democrático, essa é uma diferença importante. A cliente pode ter acesso a uma novidade que ajuda a expressar sua identidade sem que o produto precise assumir características tradicionalmente associadas ao mercado de luxo.

A estratégia responde, assim, a uma consumidora que busca novidade, mas também quer fazer escolhas que tenham relação com seu próprio estilo.

O desafio de acelerar sem estimular o descarte

A maior frequência de lançamentos também traz uma questão para o próprio modelo: como acompanhar a velocidade das tendências sem transformar novidade em incentivo ao descarte?

Para o CEO, lançar com mais frequência não pode significar estimular o descartável. A Cápsula só faz sentido se a peça continuar sendo usada depois que a tendência passar e se o modelo ajudar a reduzir o que sobra.

A estratégia da Todomoda parte de uma mudança que já afeta o varejo de moda: as tendências ficaram mais rápidas, mas a resposta do negócio não precisa ser produzir mais. Pode ser produzir melhor, em menor escala e mais perto do momento em que a demanda acontece.

Nesse cenário, as Cápsulas funcionam como uma combinação de produto, experiência e inteligência comercial: oferecem novidade para a consumidora, geram dados para a marca e permitem que a produção acompanhe mais de perto aquilo que efetivamente encontra espaço no mercado.

Sobre a Todomoda

A Todomoda é uma marca argentina de acessórios de moda presente em diferentes mercados da América Latina, com um portfólio que inclui categorias como bijuterias, acessórios para cabelo, bolsas, echarpes e outros itens voltados à composição de looks. No Brasil, a marca trabalha com uma estratégia de lançamentos que combina novidades frequentes, coleções temáticas e produtos em quantidades limitadas.



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Coleção boho da marca de acessórios Todomoda
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Coleção Todomoda inspirada nas frutas vermelhas
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Ana Paula
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