MEDIÇÃO DE TERRA

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sexta-feira, 19 de junho de 2026

Como evitar catástrofes naturais em um mundo cada vez mais imprevisível?

 


Por Alexandre Pierro

Enchentes históricas, secas prolongadas, ondas de calor recordes e incêndios florestais cada vez mais frequentes têm transformado eventos antes considerados excepcionais em uma realidade recorrente – expondo a vulnerabilidade de cidades, empresas e populações inteiras diante de fenômenos naturais cada vez mais intensos. Embora não seja possível controlar o meio ambiente, existem decisões que governos, empresas e a sociedade como um todo podem tomar para minimizar os efeitos desses eventos, além de aumentar a capacidade de adaptação da sociedade, mesmo diante de um mundo cada vez mais imprevisível. 

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) confirmou que os últimos 11 anos (2015–2025) foram os mais quentes já registrados, demonstrando que não se trata de eventos isolados, mas de uma tendência contínua de aquecimento global. Somente no primeiro semestre de 2025, de acordo com outro levantamento da Munich Re, os desastres naturais geraram US$ 131 bilhões em prejuízos globais, valor muito acima da média histórica. 

Se os números deixam claro que o problema está se agravando, a solução, por outro lado, está longe de ser simples. Reduzir a frequência e a intensidade dessas catástrofes naturais exigiria uma mudança coordenada de comportamento em escala global, envolvendo governos, empresas e a população no geral - através de ações como acelerar a transição para fontes de energia renováveis, rever modelos de produção e consumo, e criar incentivos econômicos que favoreçam práticas mais sustentáveis.  

Na teoria, o caminho parece evidente. Na prática, porém, ele esbarra em interesses econômicos e disputas geopolíticas. A própria China ilustra essa complexidade: por mais que o país já tenha reconhecido a importância da agenda climática como algo extremamente estratégico para o futuro, ainda depende, fortemente, de combustíveis fósseis para sustentar seu crescimento econômico e garantir segurança energética durante a transição. Ou seja, mesmo quando existe consciência sobre o problema, a velocidade da mudança é limitada por desafios econômicos e estruturais que não podem ser ignorados. 

Por parte das empresas, adotar e seguir metodologias de gestão que auxiliem na otimização de riscos e estabelecimento de medidas preventivas baseadas em dados é uma das medidas mais importantes de ser seguida nesse sentido. Normas como a ISO 14001, por exemplo, de Sistema de Gestão Ambiental (SGA), ajudam as organizações a identificarem, monitorarem e reduzirem os impactos que suas operações causam ao meio ambiente, criando processos mais sustentáveis e alinhados às exigências de um cenário cada vez mais complexo, além de predizer possíveis cenários de catástrofes que possam impactar seus processos. 

Mais do que uma questão de conformidade ou reputação, trata-se de compreender como as atividades do negócio afetam o ecossistema e quais riscos ambientais podem surgir a partir dessas interações. Com isso, conseguem antecipar ameaças, desenvolver planos de contingência e tomar decisões mais assertivas que contribuam para um modelo de desenvolvimento mais resiliente e sustentável. 

Ter um planejamento urbano mais adequado a esses eventuais desastres também precisa entrar na agenda da sociedade mundial, uma vez que, hoje, muitas grandes cidades estão extremamente vulneráveis a eventos climáticos que já se tornaram recorrentes. São Paulo é um exemplo disso: bastam algumas horas de chuva mais intensa para que ocorram quedas de árvores, interrupções no fornecimento de energia, congestionamentos generalizados e alagamentos em diferentes regiões. 

Em muitos casos, os problemas não decorrem apenas da força da natureza, mas da falta de manutenção preventiva e da ausência de investimentos consistentes em infraestrutura resiliente. Nesse contexto, sistemas de monitoramento climático e alertas antecipados também desempenham um papel fundamental, pois permitem identificar riscos com antecedência, orientar a população e reduzir perdas humanas e materiais. Embora não impeçam a ocorrência dos fenômenos, essas ferramentas ajudam a transformar desastres potenciais em situações mais controláveis e menos devastadoras. 

Por fim, a educação também precisa fazer parte dessa discussão, pois uma sociedade preparada responde melhor aos momentos de crise. Considerando que o acesso à informação ainda seja desigual ao redor do mundo, é fundamental investir em programas de conscientização, campanhas educativas, treinamentos e simulações que ensinem como agir diante de enchentes, deslizamentos, ondas de calor, incêndios e outros eventos extremos desde cedo. 

Países que convivem com terremotos há décadas, como exemplo, incentivam que as crianças aprendam nas escolas protocolos de segurança e participem, regularmente, de exercícios de evacuação e resposta a emergências - o que resulta em uma população mais preparada, capaz de reagir com maior rapidez, reduzir riscos e colaborar de forma mais eficiente nesses cenários.  

Não existe uma solução única para evitar catástrofes naturais, tampouco a expectativa realista de eliminar completamente seus riscos. O que existe é a oportunidade — e a responsabilidade — de reduzir seus impactos por meio de decisões mais conscientes e planejadas. Isso passa pelo compromisso das empresas com práticas sustentáveis e gestão de riscos, por investimentos em infraestrutura e planejamento urbano, e pela formação de uma população mais preparada para enfrentar situações de emergência. 

Alexandre Pierro é doutorando em energia e mestre em gestão e engenharia da inovação, engenheiro mecânico, bacharel em física e especialista de gestão da PALAS, consultoria pioneira na implementação da ISO de inovação na América Latina.    



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Nathália Bellintani


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 Pode ser uma imagem de texto que diz "Se perdemos a a copa? Não perdemos nada! Se ganharmos a copa? Não ganhamos nada! Se perdemos LIBERDADE? a Perdemos TUDO!!! @portugues100frescura es100frescura @portug"

Judicialização de registros de pesticidas será tema de palestra em evento para mais de 1500 pessoas

 



AgrochemShow

Judicialização de registros de pesticidas será tema de palestra em evento para mais de 1500 pessoas

Especialista abordará durante o AgrochemShow 2026 em São Paulo, o uso de ações judiciais para acelerar processos no Brasil

A demora na análise de processos de registro de pesticidas segue como um dos principais entraves para empresas que atuam no mercado brasileiro de defensivos agrícolas. Em um setor altamente regulado, prazos longos de avaliação podem afetar planejamento comercial, investimentos, lançamento de produtos e competitividade.

Nos últimos anos, empresas do setor passaram a recorrer com mais frequência ao Judiciário para buscar andamento ou conclusão de processos administrativos de registro. A judicialização, porém, exige atenção a aspectos técnicos, documentais e processuais, além de uma estratégia jurídica adequada para reduzir riscos e evitar decisões desfavoráveis.

Esse será um dos temas do 17º Brasil AgrochemShow, nos dias 3 e 4 de agosto de 2026, no Centro de Eventos São Luís, em São Paulo. A palestra “Aspectos importantes na judicialização de processos de registro de pesticidas” será apresentada por Luciana Fabri Mazza, sócia do escritório Mazza e Manente de Almeida Advogados.

Mazza é advogada formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, pós-graduada em Direito Tributário e Processo Tributário pelo Instituto Brasileiro de Estudos Tributários. Atua nas áreas de Direito Público e Empresarial, com foco em contencioso e consultoria jurídica.

Organizado pela AllierBrasil em parceria com a CCPIT Chem, da China, o evento busca aproximar empresas nacionais e estrangeiras, estimular parcerias técnico-comerciais e ampliar a troca de informações sobre agroquímicos, bioinsumos, mercado, registro, meio ambiente e inovação agrícola. A expectativa é reunir mais de 1.500 expositores e visitantes dos setores de agroquímicos, bioinsumos, tecnologia regulatória, logística, pesquisa, consultoria, distribuição e inovação agrícola.

As inscrições devem ser realizadas pelo portal allierbrasil.com.br/agrochemshow, por meio de doações de cestas básicas para a ONG Crê-Ser, de São Paulo. Em 2025, foram arrecadados 14.000 kg de alimentos.

Serviço:

3 e 4 de agosto de 2026

Centro de Eventos São Luís – Rua Luís Coelho, 323, São Paulo

Pontos de referência: Estação Paulista, 150 m; Estação Consolação, 300 m; Avenida Paulista, 300 m.

Mais informações:

allierbrasil.com.br/agrochemshow/

brasil@agrochemshow.com.br

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Luciana Fabri Mazza
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Ruralpress

Kassi Bonissoni
Gerente de atendimento
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Qual o futuro do ERP diante da era da IA?

 


Por Marco Vonzodas 

No atual cenário corporativo, existe uma corrida desenfreada rumo à Inteligência Artificial. CEOs, conselhos e diretores compartilham do mesmo temor: o medo de ficar para trás. Diante dos olhos do mercado, a IA assumiu o papel de resolver gargalos históricos, acelerar entregas e cortar custos com um simples comando. No entanto, é nos bastidores dessa euforia coletiva que reside um erro invisível, silencioso e que pode custar milhões de reais: tentar acelerar a adoção de IA sem antes alcançar a maturidade operacional.   

A verdade que o mercado tenta ignorar é que a Inteligência Artificial não cria organização, mas depende dela. Isso é, dentro do ecossistema de uma empresa, velocidade sem contexto não é eficiência — é um risco financeiro e jurídico imenso. Afinal, uma IA só consegue operar com profundidade, precisão e segurança quando compreende as nuances do negócio. Dessa forma, sem uma base estruturada, a tecnologia trabalha às cegas, operando sobre dados fragmentados e gerando diagnósticos falhos que podem direcionar investimentos errados ou comprometer a conformidade fiscal.   

Neste aspecto, o ERP continua se mantendo como o elo principal para garantir o direcionamento correto. No entanto, mesmo tendo essa relevância, muitos previram, de forma precipitada, que a era da IA decretaria o fim dos sistemas de gestão tradicionais. Entretanto, a realidade aponta para o caminho oposto, uma vez que o futuro do ERP não é desaparecer, mas sim tornar-se invisível, integrando-se de forma tão profunda à inteligência operacional que passará a funcionar como o verdadeiro sistema nervoso da empresa.   

Durante décadas, o mercado enxergou o ERP sob uma ótica transacional. Seu papel era meramente registrar o que já havia acontecido: o pedido faturado, o nível do estoque, o fechamento do balancete financeiro ou o volume produzido. Com a maturidade tecnológica atual, essa dinâmica mudou drasticamente. O ERP deixa de ser um livro de registros e passa a ser o motor operacional ativo.  

Não à toa, segundo a pesquisa feita pela Censuswide com mais de quatro mil CFOs, CISOs, CIOs e CEOs em todo o mundo, 33% acreditam que o futuro está em um “ERP agêntico, com tomada de decisão autônoma orientada por IA”. Isso acontece porque é o sistema de gestão que transforma dados brutos em inteligência empresarial real.   

O que a inteligência artificial de fato elimina não é o sistema de gestão, mas a burocracia que antes podem o cercar, como interfaces manuais, tarefas repetitivas, dependência de consultas humanas morosas e workflows engessados. Em contrapartida, ela eleva drasticamente a exigência por dados confiáveis, governança e processos padronizados. Ou seja, quanto mais automações uma empresa deseja aplicar, mais sólida e madura sua base operacional precisa ser.   

Até porque, uma vez que os dados estão centralizados, o sistema não diz apenas o que aconteceu, mas dá os insumos para a IA apontar o que deve ser feito. Contudo, quando as áreas de uma empresa operam desconectadas, com cada departamento defendendo sua própria versão da verdade em planilhas paralelas, a inteligência perde o contexto, e a partir disso, a organização pode estar exposta a erros.  

E uma IA sem contexto toma decisões frágeis, que podem desalinhar o planejamento de compras, comprometer o fluxo de caixa ou gerar furos graves na cadeia de suprimentos. A integração operacional, portanto, deixou de ser uma métrica de eficiência interna para se tornar a condição de sobrevivência para a Inteligência Artificial corporativa.   

Segundo dados da McKinsey, cerca de 72% das empresas do mundo já usam essa tecnologia. Por sua vez, a respostas daquilo que a organização precisa não está necessariamente vinculada à ferramenta adquirida, mas na qualidade operacional que alimenta essa solução. O  

Sob essa nova perspectiva, o papel da implementação de um sistema de gestão ganha um peso muito mais estratégico. No passado, o sucesso de uma implantação se resumia a colocar o software para funcionar dentro do prazo e do orçamento. Hoje, implantar um sistema significa construir a fundação estrutural que sustentará toda a inteligência operacional e a escala futura da empresa.   

É por essa razão que plataformas globais e integradas, como o SAP Business One, ganham ainda mais relevância nessa nova era dos negócios. O ecossistema SAP atua justamente como esse alicerce de dados centralizados, integração nativa entre áreas, rastreabilidade ponta a ponta e governança rígida que a tecnologia exige. Além disso, utilizar uma solução consolidada de mercado garante que os processos estejam maduros e os dados limpos antes mesmo de a IA interagir com eles. Sem essa preparação prévia, a automação pode até gerar velocidade, mas dificilmente entregará consistência operacional.   

O grande movimento de mercado daqui para frente exige uma mudança de mentalidade por parte das lideranças. Empresários e gestores precisam compreender, de uma vez por todas, que a Inteligência Artificial não substitui a gestão. Ela potencializa a qualidade da gestão que já existe. Por isso, antes de buscar a próxima tecnologia revolucionária, é fundamental olhar para a base. Afinal, o sucesso do próximo passo tecnológico depende inteiramente da solidez do solo onde que está pisando hoje.  

Marco Vonzodas é Co-CEO da Okser.

Sobre a Okser    
A Okser é uma consultoria especializada na implementação do SAP Business One. Com 17 anos de expertise, atendendo empresas em todo o território nacional, a empresa já soma mais de 2 mil projetos realizados e mais de 3 mil usuários. A organização vai além, criando soluções tecnológicas personalizadas para lidar com qualquer desafio, simplificando processos e garantindo maior segurança e eficiência operacional. 



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Cinthia Guimarães


Tel: +55 (11) 95457-3500
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Infobip Marcas apostam em IA para gerenciar pico de consumo em jogos da Copa

 

Infobip

Marcas apostam em IA para gerenciar pico de consumo em jogos da Copa

Projeção de aumento de 4,7% no varejo exige que empresas escalem automação para suportar volume de acessos e evitar gargalos logísticos

Os horários das partidas da Copa do Mundo - realizada simultaneamente nos Estados Unidos, Canadá e México -  favorecem as confraternizações e impulsionam o comércio no Brasil, um dos países mais conectados ao futebol no planeta. Estima-se que o consumo no varejo aumentará em 4,7% durante o campeonato em comparação com períodos normais, segundo informações do BTG. Porém, a concentração de compras programadas e impulsivas pressiona a operação das empresas. Para mitigar riscos, marcas têm recorrido à inteligência artificial não só no atendimento por chatbots, mas na previsão de demandas e na gestão de tráfego.

A evolução da tecnologia nos últimos quatro anos mudou o perfil do uso de IA nos varejistas, que passou de reativo para preditivo. "Como os jogos são realizados a cada quatro anos, a maturidade da tecnologia nesta edição está em outro patamar se comparada às automações de 2022. Essa transição viabiliza a escalabilidade das operações e permite que as marcas lidem com picos de volume sem aumento de custos estruturais. Assim as empresas conseguem testar novas ações com o consumidor e gerar um impacto real nas vendas.", explica Caio Borges, country manager da Infobip, plataforma global de comunicações em nuvem.

Como uma ferramenta com atuação baseada em previsões que antecipa o atrito na jornada de compra, os sistemas de IA generativa cruzam dados de estoque, tráfego de navegação e logística em tempo real para tomar decisões automatizadas. Isso tudo antes que o gargalo impacte a experiência do consumidor. Se o sistema identifica que um produto está prestes a esgotar, os anúncios são pausados automaticamente para evitar compras sem estoque e a frustração do cliente. Em caso de sobrecarga na operação, o sistema dispara alertas aos consumidores sobre novos prazos de entrega, reduzindo o volume de reclamações no suporte. 

 

A estratégia exige a unificação de aplicativos, sites e plataformas de mensagens, o que garante a preservação de dados e intenções independentemente do canal usado. Hoje, 98% dos clientes usam múltiplos canais digitais para interagir com marcas, segundo o levantamento Messaging Trends, produzido pela Infobip. A integração ajuda a atender um consumidor com hábitos cada vez menos lineares, comportamento que pode se intensificar durante o campeonato. "Capitalizar o engajamento dos torcedores só é possível quando há uma sinergia entre o canal de abordagem e a conveniência do consumidor", afirma Borges.

O evento esportivo também é um teste técnico e operacional para as empresas antes da Black Friday, permitindo ajustes de algoritmos de atendimento e a identificação de limites dos sistemas. Isso permite que as marcas cheguem ao principal período promocional do ano com a infraestrutura pronta para oferecer prontidão e consistência na jornada. Na última Black Friday, o volume de mensagens enviadas aos consumidores atingiu 335 milhões, segundo dados da Infobip. O aumento foi de 86,4% em comparação com 2024 e mostra como a agilidade comunicacional é um fator crítico em períodos de alta demanda.

 

Sobre a Infobip

A Infobip é uma plataforma global de comunicações em nuvem que permite às empresas criar experiências conectadas em todas as etapas da jornada do cliente, com a IA como força propulsora da inovação. Por meio de uma plataforma única e de construção nativa, a Infobip entrega soluções de engajamento omnichannel, identidade, autenticação de usuários e contact center, que ajudam empresas e parceiros a superar a complexidade das comunicações com os consumidores, enquanto impulsionam o crescimento e aumentam a fidelidade dos clientes. A Infobip está focada em viabilizar e acelerar a adoção de IA à medida que continua sua transformação em uma empresa AI-first. A tecnologia da Infobip tem capacidade para alcançar mais de sete bilhões de dispositivos móveis em 6 continentes, conectada a mais de 10 mil conexões, das quais mais de 800 são conexões diretas com operadoras. A empresa foi fundada em 2006 e é liderada por seus cofundadores, o CEO Silvio Kutić e Izabel Jelenić.

 

Prêmios e Reconhecimentos Recentes:

  • Líder em crescimento e inovação no Frost Radar™: Communications Platform as a Service (CPaaS) pela Frost & Sullivan (Out 2025).
  • Estabelecida número um no relatório de Prevenção de Fraude em Mensageria Móvel da Juniper Research (Set 2025).
  • Líder no Quadrante Mágico™ do Gartner® para CPaaS pelo terceiro ano consecutivo. Em 2025, posicionada como a empresa mais avançada em "Integridade de Visão" (Jul 2025).
  • Top 75 das Empresas Mais Inovadoras da Europa pela Fortune 2025, figurando no top 25% de todas as organizações listadas (Jun 2025).
  • Líder no relatório Omdia CPaaS Universe pela terceira vez (Abr 2025).
  • Líder Estabelecida no Leaderboard de IA Conversacional da Juniper Research (Fev 2025).
  • Líder em CPaaS pela terceira vez no IDC MarketScape (Fev 2025).
  • Uma das principais provedoras de CPaaS no relatório Metrigy’s CPaaS MetriRank (Dez 2024).
  • Número um entre Líderes Estabelecidos em RCS Business Messaging no Competitor Leaderboard 2024 da Juniper Research (Nov 2024).
  • Provedora número um no mercado de Prevenção de Fraude AIT pela Juniper Research (Out 2024).
  • Lista Anual das Empresas Mais Inovadoras do Mundo da Fast Company (Mar 2024).


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Sherlock Communications     Luana Lopes
(11) 98688-2511


Fintech brasileira abre as porteiras do mercado global de commodities aos pequenos produtores rurais

 


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Leandro Dias, CEO da fintech



Fintech brasileira abre as porteiras do mercado global de commodities aos pequenos produtores rurais

AKIN S.A que tem como objetivo conectar o agronegócio nacional ao mundo financeiro por meio de blockchain, tokenização e inteligência de dados, vai acelerar o processo de digitalização no campo

O caminho que levou o empresário Leandro Dias ao comando de uma das fintechs mais inovadoras e promissoras do agronegócio brasileiro dos últimos anos, está longe de ser convencional. Nascido na periferia da zona norte de São Paulo, construiu sua trajetória apoiado nos estudos e na capacidade de enxergar oportunidades onde muitos viam apenas obstáculos. Hoje, aos 37 anos, é CEO da AKIN S.A. desenvolvedora da AgroDeri, conta digital voltada ao agro e que integra Pix, câmbio criptomoedas e fiat, wealth, crédito para insumos, barter de commodities, proteção de preço e hedge sintético.

Para acelerar e acessibilizar essa infraestrutura agrofinanceira há um número maior de pessoas, a empresa anuncia uma nova rodada de investimento em busca da captação de R$ 10 milhões. “Queremos avançar no processo de digitalização no campo com nossas tecnologias, desta forma, vamos construir um ecossistema que provavelmente daqui há uns 12 meses pode estar valendo R$1 bilhão”, projeta o CEO.

A história de Leandro começou com uma bolsa de estudos em uma escola técnica. Ainda jovem, ingressou na carreira militar e tornou-se oficial do Exército Brasileiro. Foi nesse período que investiu intensamente em formação acadêmica, cursando simultaneamente Economia, Administração e Pedagogia.

Após deixar a carreira militar, iniciou uma jornada de uma década no setor financeiro, atuando em instituições bancárias no Brasil e na Europa. A experiência internacional foi complementada por um doutorado em Economia na Espanha e posteriormente um pós-doutorado em Engenharia da Computação. Mas foi a inquietação em relação aos desafios sociais e econômicos que o levou a buscar novos caminhos.

Em 2019, enquanto blockchain e ativos digitais começavam a ganhar espaço no mercado financeiro global, Dias enxergou uma oportunidade de construir uma infraestrutura tecnológica capaz de conectar diferentes mundos. Com recursos próprios, fundou a fintech com uma proposta ousada: desenvolver uma plataforma capaz de integrar pagamentos, crédito, ativos digitais, operações internacionais e gestão de risco em um único ecossistema.

A proposta rapidamente chamou atenção do mercado. “Em 2022, fomos procurados pelo Nubank e recebemos uma proposta de investimento. Na oportunidade adquiriram uma participação em nosso negócio, validando o potencial da tecnologia desenvolvida por nós”, lembrou Dias.

A crise que mudou tudo

O ponto de virada veio em meio à instabilidade geopolítica que desorganizou cadeias de comércio exterior no mundo todo. Um dos investidores-anjo da empresa, exportador de amendoim, viu pagamentos internacionais legítimos travarem quando bancos correspondentes foram desconectados dos trilhos tradicionais de liquidação. Operações que eram rotineiras simplesmente pararam e a sobrevivência da AkinTec, que dependia desses fluxos, entrou em risco.

Foi aí que Dias tomou uma decisão incomum para um empreendedor brasileiro: foi atrás, pessoalmente, de parceiros bancários e de novas formas de viabilizar pagamentos transfronteiriços. “Eu precisava entender, na prática, por que um fluxo de comércio legítimo ficava refém da lentidão e da fragilidade do sistema bancário internacional. Foi nessa busca que enxerguei a infraestrutura cripto como uma camada de liquidação mais rápida e resiliente”, afirma.

Ao mergulhar no universo das finanças descentralizadas, percebeu que ali havia uma oportunidade maior. Aquelas tecnologias podiam resolver não só um problema de pagamento internacional, mas gargalos históricos do agro. Estudando o setor agropecuário a fundo, identificou desafios recorrentes de pequenos e médios produtores: acesso difícil ao crédito, dependência de intermediários e ausência de mecanismos eficientes de proteção contra a oscilação de preços.

Culturas como açaí, castanha, amendoim, cupuaçu e mel poderiam ganhar escala. “Com blockchain, tokenização e finanças descentralizadas, é possível transformar commodities agrícolas em ativos digitais negociáveis globalmente. O produtor passa a acessar crédito, fazer barter, proteger preço em hedge e obter liquidez de forma mais acessível, com inteligência climática, imagens de satélite e análise de risco tornando o crédito mais justo”, destaca o CEO.

Presente e futuro

Hoje a AKIN S.A. tem entre suas parceiras a Cyklo Agritech, uma aceleradora de projetos e startups. Segundo Dias, essa jornada teve início em um momento importante, há pouco mais de um ano, quando a fintech carecia de um contato mais aproximado no agro. “Eu já tinha trabalhado com muitos programas de aceleração, incluindo o do Google, e vi algo diferente na Cyklo e gostei muito do trabalho deles tanto que chamei para meu sócio. Além disso, ter um parceiro que nos dá segurança com experiência e contatos no setor vai acelerar os nossos processos e ampliar as captações”, destacou.

A AKIN firmou recentemente um acordo de capital contingente (facility) de até US$ 20 milhões com o Global Emerging Markets (GEM), grupo de investimentos alternativos sediado em Nova York. O instrumento permite à companhia acessar capital de forma faseada, vinculado a etapas futuras de expansão e à evolução do ecossistema AgroDeri, um modelo de financiamento ainda pouco explorado no agronegócio brasileiro.

“Nossa missão é construir uma nova infraestrutura financeira para o agronegócio: ampliar o acesso a capital, reduzir desigualdades e permitir que pequenos e médios produtores participem de oportunidades antes restritas aos grandes agentes do mercado. É uma visão que começou na periferia de São Paulo e que hoje busca transformar, em escala global, a relação entre o campo e as finanças”, finaliza Dias.

 



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Leandro Dias, CEO da fintech
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Kassi Bonissoni
Gerente de atendimento
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Contabilidade 4.0: o equilíbrio entre IA e governança de dados

 


Por Taís Baruchi e Thyago Baruchi

A transformação digital deixou de ser uma tendência para se tornar uma realidade consolidada no ambiente empresarial. Nesse contexto, a Inteligência Artificial (IA) assumiu um papel estratégico e passou a fazer parte da rotina das organizações, especialmente das empresas de consultoria, auditoria, contabilidade e serviços terceirizados de apoio à gestão. 

No setor contábil, essa evolução é cada vez mais evidente. A automação de atividades operacionais e repetitivas — como conciliações bancárias, processamento de documentos fiscais e cruzamento de informações — está redefinindo a forma como os serviços são executados. É a consolidação da chamada Contabilidade 4.0. 

Ao contrário do que muitos imaginavam, a tecnologia não substitui o profissional contábil, pelo contrário: amplia sua relevância. Com menos tempo dedicado a tarefas burocráticas, contadores, auditores e consultores passam a atuar de forma mais analítica e estratégica. A inteligência artificial permite transformar grandes volumes de dados em informações valiosas para a tomada de decisão e para a construção de cenários financeiros mais precisos. Entretanto, essa evolução tecnológica traz consigo um desafio igualmente importante: a proteção das informações corporativas e dos dados dos clientes. 

Empresas contábeis, departamentos financeiros e áreas de Recursos Humanos lidam, diariamente, com informações altamente sensíveis. Folhas de pagamento, benefícios, dados cadastrais e declarações fiscais representam ativos críticos para qualquer organização. Nesse cenário, o uso indiscriminado de ferramentas de IA abertas ou gratuitas pode representar um risco significativo. 

Isso porque muitas dessas plataformas utilizam os dados inseridos pelos usuários para aprimorar seus próprios modelos. E, quando informações corporativas ou pessoais são compartilhadas sem os devidos controles, a organização se expõe a riscos de vazamento de dados, perda de propriedade intelectual, danos reputacionais e possíveis violações à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). 

Os riscos não são apenas teóricos. Casos recentes mostram que até grandes organizações globais enfrentam problemas quando a governança não acompanha a velocidade da inovação. Relatórios produzidos com informações inexistentes, referências fabricadas e falhas de validação reforçam uma lição importante: a tecnologia não substitui o julgamento humano, a supervisão técnica ou os mecanismos de controle. 

Por isso, a inovação deve caminhar lado a lado com a governança. Empresas que desejam incorporar a inteligência artificial de forma segura precisam estabelecer estruturas formais de gestão da tecnologia, com processos de avaliação de riscos, homologação de ferramentas e definição de diretrizes claras para o uso corporativo. 

Também é essencial implementar políticas de utilização amplamente compreendidas pelos colaboradores, definindo responsabilidades, critérios de acesso e padrões éticos para a interação com essas ferramentas. 

Outro aspecto frequentemente negligenciado é a proteção do capital intelectual gerado dentro da empresa. Prompts especializados, fluxos automatizados, modelos de análise e customizações desenvolvidas com apoio da IA passam a integrar o patrimônio estratégico das organizações. Por isso, é recomendável documentar e centralizar esse conhecimento em bibliotecas corporativas, preservando a propriedade intelectual e reduzindo riscos de perda de informações. 

A inteligência artificial representa uma das maiores oportunidades de ganho de produtividade e competitividade das últimas décadas. No entanto, os verdadeiros diferenciais não estarão apenas na adoção da tecnologia, mas na capacidade de utilizá-la com responsabilidade, segurança e visão estratégica. 

Na era da Contabilidade 4.0, o futuro pertence às organizações que conseguem equilibrar inovação e governança. Ao combinar automação inteligente, proteção de dados e gestão do conhecimento, as empresas fortalecem sua conformidade, ampliam sua eficiência e constroem uma vantagem competitiva sustentável para os próximos anos. 

Taís Baruchi é CEO na PKF BSP, fundadora e diretora do Instituto de Direito Tributário Contemporâneo (IDTC).     

Thyago Baruchi é sócio na PKF BSP, responsável por Tecnologia e Segurança da Informação. 

    

Sobre a PKF BSP:      

www.pkfbrazil.com.br      

PKF BSP, firma-membro da PKF Brazil      

A PKF Brazil é uma firma-membro da PKF Global, a rede de empresas-membro da PKF International Limited. Cada uma das quais é uma entidade legal separada e independente, não assumindo qualquer responsabilidade ou obrigação pelas ações ou omissões de qualquer empresa-membro ou correspondente. 



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Nathália Bellintani


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Centro de Apoio à Fauna Silvestre da Vitru Educação atinge marco histórico de 1,7 mil atendimentos a espécies de vida livre no Paraná

 



Vitru Educação


Centro de Apoio à Fauna Silvestre da Vitru Educação atinge marco histórico de 1,7 mil atendimentos a espécies de vida livre no Paraná



Onça-parda, tucano-de-bico-verde e macaco-prego, entre outros espécimes nativos são atendidos no núcleo reabilitação da fauna que recebe, em média, dez novos animais por semana. No último mês, 50 foram devolvidos ao seu habitat após tratamento. Atualmente, 105 deles estão sob cuidados na unidade

 

A educação ambiental é fundamental para o desenvolvimento de uma geração mais consciente e responsável, sobretudo, com o meio ambiente. Ao introduzir conceitos sobre sustentabilidade e preservação da natureza desde cedo, principalmente na fase acadêmica, estimula-se a conscientização coletiva e o entendimento sobre o impacto das ações dos seres humanos no planeta. Com esse propósito, a Vitru Educação, líder em educação a distância e semipresencial no país, a partir de seu Centro de Apoio à Fauna Silvestre (CAFS), em Maringá (PR), atinge o marco histórico de atendimento de 1,7 mil animais da fauna local e reafirma o seu compromisso com o meio ambiente, no fomento e disseminação de boas práticas.

 

“Para a Vitru Educação, o Centro de Apoio à Fauna Silvestre (CAFS) da UniCesumar cumpre uma função estratégica no ensino superior: o centro é utilizado como campo de prática direta para estudantes de Medicina Veterinária da UniCesumar. Os alunos participam do acompanhamento dos casos, adquirindo conhecimento técnico em animais silvestres, uma área de alta demanda e complexidade, durante a graduação”, afirma Sara Pedrini, vice-presidente Acadêmica da Vitru Educação, acrescentando que o espaço também conta com profissionais contratados pela instituição, incluindo gestora de manejo, médica veterinária residente e médica veterinária responsável técnica. A equipe executa desde a avaliação inicial até procedimentos terapêuticos e o monitoramento de lesões.

 

Liderado pela UniCesumar, Instituição de Ensino Superior (IES) com 35 anos de tradição e nota máxima no MEC, o CAFS em Maringá recebe, em média, dez novos animais por semana, originariamente vindos de órgãos oficiais como o Instituto Água e Terra (IAT), Polícia Ambiental e Corpo de Bombeiros. “O espaço atua em uma demanda crítica da região, onde o aumento de acidentes com animais e as operações contra o tráfico sobrecarregam o sistema ambiental. A manutenção desta estrutura garante que as espécies resgatadas recebam triagem, exames e procedimentos cirúrgicos necessários para a reabilitação, sem os quais não teriam viabilidade de sobrevivência”, afirma Milena Cleis de Oliveira, médica veterinária responsável do CAFS UniCesumar.

Desde a inauguração do espaço em 2022, a unidade funciona como um suporte clínico e logístico para os órgãos de fiscalização ambiental do Paraná, sendo integralmente mantida pela instituição de ensino do grupo. Atualmente, 105 animais estão sob cuidados no CAFS. A operação foca na reabilitação para soltura imediata: apenas no último mês, 50 animais foram devolvidos ao seu habitat após tratamento. Um dos casos de êxito mais recentes na unidade foi a recuperação de um quati adulto que apresentava lesão/laceração de aproximadamente dez centímetros no pescoço, quando foi resgatado. A espécie mamífera da família dos procionídeos (mesma família dos guaxinins), famoso por seu focinho longo e cauda comprida anelada, recebeu tratamento clínico completo e, após a cicatrização e reabilitação, foi devolvido à natureza em uma ação conjunta com o IAT.

 

Parceria com IAT para proteção da fauna paranaense

Além do centro em Maringá, a Clínica Veterinária da UniCesumar de Curitiba (PR) possui convênio oficializado com o IAT, que, desde o segundo semestre de 2025, encaminha animais silvestres de vida livre para tratamento na unidade. Ainda que não seja um CAFS do estado, a clínica de Curitiba já atendeu 44 animais, entre espécies como garça-branca-grande, veado-catingueiro e tucano-de-bico-verde, e realizou a soltura ou o encaminhamento externo de mais de 20 animais. Os atendimentos a animais de vida livre ocorrem mediante demanda do órgão ambiental, sendo realizados conforme a necessidade e a disponibilidade do professor responsável pelo setor.

 

Os atendimentos a pets não convencionais, ou animais exóticos, também são uma vertente da prática do curso de Medicina Veterinária no campus de Curitiba, que atendem os pets exóticos da comunidade, ao mesmo tempo que integra aulas práticas e estágios supervisionados. Apenas no primeiro bimestre de 2026, 81 animais foram atendidos, entre coelhos, chinchilas, tartarugas, galinhas, carpas, esquilos e saguis.

 

Sobre a Vitru

A Vitru é o grupo líder no mercado de educação digital do Brasil, proporcionando um ecossistema pedagógico completo que engloba experiências no ensino presencial e a distância (EAD). Com investimentos em marcas estratégicas como UNIASSELVI e UniCesumar, a companhia soma uma robusta base de alunos em cursos de graduação, pós-graduação, técnicos, profissionalizantes, mestrado e doutorado. Sua missão é democratizar o acesso à educação de excelência por meio de soluções digitais inovadoras, viabilizando futuros para que as pessoas possam realizar seus sonhos por meio do aprender.

 

Contatos para imprensa:

Weber Shandwick

E-mail: vitru@webershandwick.com

 


Anvisa reforça segurança dos biossimilares e impulsiona acesso a tratamentos de alto custo

 


Anvisa reforça segurança dos biossimilares e impulsiona acesso a tratamentos de alto custo

Nova orientação sobre intercambialidade fortalece confiança na troca entre medicamentos e pode ampliar o acesso de pacientes a terapias complexas

 

É seguro alternar entre um medicamento biológico de referência e um biossimilar? A dúvida, comum entre pacientes e profissionais de saúde, ganhou uma resposta afirmativa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). De acordo com a nova orientação sobre a intercambialidade, a substituição entre esses medicamentos não interfere na segurança do tratamento, representando um importante avanço para ampliar o acesso às terapias complexas no Brasil.

A Nota Técnica nº 60/2026, publicada neste mês, consolida esse entendimento ao reunir evidências científicas e experiências internacionais. O documento destaca que os biossimilares aprovados pela Anvisa são extremamente semelhantes aos seus biológicos de referência, não apresentando diferenças clinicamente relevantes de eficácia e segurança.

A manifestação da Anvisa, portanto, reduz as incertezas sobre a intercambialidade e fortalece a confiança de médicos, pacientes e gestores de saúde. Este movimento ocorre em um mercado em expansão, com o Brasil sendo um dos principais mercados globais de biossimilares, consolidando-se como o maior polo desse segmento na América Latina, segundo a agência.

Para o médico especialista em biossimilares e presidente eleito para a gestão 2026/2028 da Sociedade Brasileira de Reumatologia, Dr. Valderílio Feijó Azevedo, a nova manifestação da Anvisa representa um marco para a consolidação desses medicamentos no país. “Hoje já temos mais de 100 mil pessoas utilizando biossimilares no sistema público. Com a expiração de patentes de cerca de mil medicamentos biológicos prevista para os próximos anos, a tendência é de forte expansão desse mercado. Segundo a PróGenéricos, genéricos e biossimilares deverão gerar uma economia acumulada superior a R$ 630 bilhões para a população brasileira até 2030. Isso significa mais acesso a tratamentos de alta complexidade e maior sustentabilidade para todo o sistema de saúde”, afirma.

A diretora associada de Assuntos Médicos da Organon, Dra. Nanci Utida, destaca que a intercambialidade já conta com amplo respaldo científico e regulatório. “Estudos e experiências internacionais mostram que a troca pode ser realizada de forma segura e eficaz. O uso de biossimilares é sustentado por evidências robustas e dados de mundo real, inclusive em áreas críticas como oncologia, reumatologia e gastroenterologia”, explica.

Além dos benefícios clínicos, a adoção crescente desses medicamentos vem sendo apontada como uma alternativa estratégica diante do aumento dos custos das terapias inovadoras. “Precisamos discutir formas de garantir a viabilidade do financiamento da saúde no longo prazo. Os biossimilares representam uma oportunidade importante para democratizar o uso de terapias de alta complexidade e tornar mais eficiente a utilização dos recursos disponíveis”, avalia Nanci.

Com diversas patentes de medicamentos biológicos previstas para expirar nos próximos anos, a expectativa é de crescimento contínuo do mercado brasileiro de biossimilares. “Estamos diante de um cenário muito promissor, que combina expansão do tratamento para mais pessoas com maior eficiência econômica para todo o setor de saúde”, conclui Valderílio.

 

 

Sobre a Organon
 
A Organon é uma empresa global de saúde independente com o propósito de ajudar a melhorar a saúde das mulheres em todas as fases da vida. Com um portfólio diversificado, a companhia atua em diversas áreas terapêuticas, oferecendo mais de 60 medicamentos e produtos voltados para a saúde feminina, biossimilares e medicamentos estabelecidos no mercado. Além de seu portfólio atual, a Organon investe em soluções e pesquisas inovadoras para impulsionar novas oportunidades de crescimento em saúde feminina e biossimilares.
 
A empresa também busca colaborar com parceiros biofarmacêuticos e inovadores interessados em comercializar seus produtos, aproveitando sua escala e presença ágil em mercados internacionais de rápido crescimento.
 
Com sede em Nova Jersey, nos Estados Unidos e presença em 140 países, a Organon possui um alcance geográfico significativo e conta com cerca de 10.000 colaboradores ao redor do mundo.
 
Para mais informações, visite www.organon.com/brazil e conecte-se conosco nas redes sociais: https://www.linkedin.com/company/organon-brasil/ e https://www.instagram.com/aquipelasaudedela

 


Após caso de sobrevivente encontrada à deriva no mar, especialista reforça importância do rádio VHF em motos aquáticas

 


Novo regulamento da Marinha torna obrigatória a escuta permanente do Canal 16 em determinadas áreas de navegação e destaca papel da comunicação em situações de emergência

O recente caso que mobilizou equipes de resgate no litoral norte de São Paulo trouxe um importante alerta para quem utiliza motos aquáticas. Uma mulher foi encontrada com vida após passar cerca de 42 horas à deriva no mar depois de um passeio de moto aquática em Ilhabela. O episódio, que ganhou repercussão nacional, evidenciou os riscos da navegação e a importância de equipamentos capazes de garantir comunicação rápida em situações de emergência.

O tema ganha ainda mais relevância após a publicação da Portaria CPSP/ComOpNav/MB nº 113, de 23 de abril de 2026, da Marinha do Brasil, que estabelece novas regras para a navegação de motos aquáticas e torna obrigatória a manutenção de escuta permanente no Canal 16 (VHF) para embarcações que navegam na Área de Navegação Interior 2.

Segundo a norma, o descumprimento pode resultar em auto de infração, retirada imediata da embarcação da água e, em caso de reincidência em menos de 48 horas, apreensão da moto aquática.

Para a instrutora de Jet e Navegação e embaixadora da Sea-Doo, Ana Paula Paz, a nova regulamentação representa um avanço importante para a segurança náutica. "Quando estamos na água, a comunicação pode ser o fator que determina a rapidez de um resgate ou a solução de uma emergência. Muitas pessoas acreditam que o celular é suficiente, mas nem sempre há cobertura de sinal, além do risco de descarga da bateria ou danos causados pela água. O rádio VHF continua sendo o equipamento mais confiável para comunicação no ambiente marítimo”, afirma.

O Canal 16, frequência internacional de segurança e socorro marítimo (156.800 MHz), é monitorado por embarcações, marinas e autoridades marítimas, permitindo que navegadores solicitem ajuda em situações como pane mecânica, falta de combustível, mudanças repentinas das condições climáticas, colisões ou acidentes.

Caso recente reforça importância da comunicação

O acidente ocorrido em Ilhabela é apontado pela especialista como um exemplo real de como imprevistos podem acontecer mesmo durante passeios recreativos.

“Quando uma embarcação apresenta falha, perde a capacidade de navegação ou quando há qualquer situação inesperada, a possibilidade de pedir ajuda imediatamente reduz o tempo de resposta das equipes de apoio. Quanto mais cedo uma ocorrência é comunicada, maiores são as chances de um resgate rápido e bem-sucedido”, explica Ana Paula.

Ela destaca que, embora o rádio não elimine os riscos inerentes à navegação, ele amplia significativamente a capacidade de resposta diante de uma emergência.

“O rádio permite contato com outras embarcações próximas, marinas, clubes náuticos e órgãos responsáveis pela segurança da navegação. Em muitos casos, quem presta o primeiro auxílio nem é uma equipe de resgate, mas outra embarcação que recebeu o chamado e estava na região”, complementa.

O equipamento correto faz diferença

A portaria estabelece que o equipamento utilizado deve ser um rádio marítimo operando na faixa VHF, com acesso ao Canal 16. Especialistas alertam que rádios de comunicação terrestre, comunicadores recreativos ou equipamentos não homologados não atendem à exigência da Marinha.

Embora a regulamentação permita tanto rádios fixos quanto portáteis, os modelos portáteis, conhecidos como HTs marítimos, costumam ser os mais indicados para motos aquáticas por serem compactos, dispensarem instalação elétrica e poderem ser transportados junto ao piloto.

Entre as características recomendadas estão:

  • Operação em canais marítimos VHF homologados;
  • Acesso rápido ao Canal 16;
  • Certificação de resistência à água (IPX7 ou IPX8);
  • Capacidade de flutuação em caso de queda na água;
  • Bateria de longa duração;
  • Facilidade de transporte junto ao colete salva-vidas.

“Muitos pilotos investem em equipamentos de segurança como colete e corta-circuito, mas acabam deixando a comunicação em segundo plano. O rádio deve fazer parte da preparação de qualquer saída para a água, principalmente em trajetos mais longos ou em áreas com menor movimentação de embarcações”, orienta.

Atenção também às novas regras de navegação

Além da exigência do rádio VHF, a nova portaria estabelece limites técnicos para a navegação de motos aquáticas.

Entre as principais determinações estão:

  • Distância mínima de 200 metros da linha de base das praias para proteção dos banhistas;
  • Afastamento máximo de uma milha náutica (1.852 metros) da costa;
  • Navegação permitida apenas com visibilidade superior a 500 jardas;
  • Ventos inferiores a 16 nós (Força 4 na Escala Beaufort);
  • Ondas inferiores a um metro de altura.

Para a instrutora, as medidas seguem uma tendência observada em diversos destinos náuticos ao redor do mundo, onde a segurança vem ganhando cada vez mais espaço. “O rádio VHF não deve ser visto apenas como uma exigência legal. Ele é uma ferramenta de segurança que pode fazer toda a diferença em situações críticas. Quem navega preparado protege não apenas a própria vida, mas também a de todos que compartilham o ambiente aquático”, conclui.



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Chegada do inverno pode intensificar dores nas articulações e músculos

 

INTO

Chegada do inverno pode intensificar dores nas articulações e músculos

Especialista do INTO explica por que baixas temperaturas podem agravar sintomas em pessoas com artrose, dores crônicas e sequelas de lesões ortopédicas

Com a chegada do inverno neste domingo (21), muitas pessoas voltam a sentir um velho incômodo: o aumento das dores nos joelhos, quadris, ombros e na coluna. De acordo com o ortopedista do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO), José Leonardo Rocha, as baixas temperaturas podem intensificar sintomas como dor, rigidez e limitação dos movimentos em pessoas que já convivem com problemas nos ossos, músculos e articulações, especialmente idosos e pacientes com artrose.

"Existe evidência científica de que condições climáticas podem influenciar a intensidade da dor em pacientes com artrose e outras condições musculoesqueléticas crônicas. No entanto, essa relação não acontece da mesma forma para todos os indivíduos e não deve ser encarada como uma regra absoluta", explica o coordenador de Ensino, Pesquisa e Inovação (COENPI) do INTO.

As condições mais frequentemente associadas à piora dos sintomas durante os meses mais frios incluem artrose, dores lombares e cervicais crônicas, tendinopatias, dores musculares persistentes, além de sequelas de fraturas e cirurgias ortopédicas. 

Uma das razões para esse aumento do desconforto está na forma como o corpo reage ao frio. Com a queda da temperatura, mecanismos naturais são acionados para conservar calor. Entre eles está a diminuição da circulação sanguínea nas extremidades, como mãos e pés, o que pode aumentar a sensação de enrijecimento e intensificar dores já existentes em músculos e articulações.

Além disso, o frio provoca aumento da tensão muscular e pode levar à adoção de posturas mais rígidas ou encolhidas. "Essas respostas podem aumentar a rigidez, reduzir a flexibilidade e favorecer a percepção da dor em pessoas predispostas, especialmente aquelas que já apresentam algum comprometimento articular ou muscular", afirma José Leonardo.

Outro fator que contribui para o agravamento dos sintomas é a diminuição da atividade física. Durante o inverno, muitas pessoas passam mais tempo em ambientes fechados e tendem a se movimentar menos, o que favorece o enrijecimento das articulações e a piora da dor.

Pessoas que sofreram fraturas ou passaram por cirurgias ortopédicas também podem perceber mais sensibilidade nessa época do ano. Nesses casos, o desconforto costuma estar relacionado aos tecidos ao redor da área lesionada, às cicatrizes e à rigidez local, e não necessariamente a placas, parafusos ou próteses utilizados nos procedimentos.

Como aliviar as dores no inverno 

Embora não seja possível controlar as condições climáticas, algumas medidas simples podem ajudar a reduzir o desconforto.

Manter o corpo aquecido, evitar longos períodos de inatividade e praticar atividade física regularmente estão entre as principais recomendações. Caminhada, bicicleta ergométrica, hidroginástica, pilates e musculação supervisionada ajudam a preservar a mobilidade, fortalecer a musculatura e melhorar a função das articulações.

"A atividade física é um dos pilares do tratamento não cirúrgico da artrose. Pessoas com doenças articulares devem ser estimuladas a permanecer ativas, respeitando seus limites e seguindo orientação adequada", destaca o coordenador.

A hidratação também merece atenção. Apesar da menor sensação de sede durante o inverno, a ingestão adequada de líquidos continua sendo importante, especialmente entre os idosos.

Dicas práticas para enfrentar as dores no inverno

  • Mantenha o corpo aquecido, principalmente joelhos, ombros, mãos e pés;
  • Evite ficar muito tempo parado. Levantar, caminhar e mudar de posição ao longo do dia ajuda a reduzir a rigidez;
  • Pratique atividade física regularmente;
  • Faça um aquecimento antes dos exercícios, especialmente em dias mais frios;
  • Alongue-se regularmente para preservar a mobilidade e diminuir a sensação de enrijecimento;
  • Mantenha uma boa hidratação, mesmo com a menor sensação de sede durante o inverno;
  • Siga corretamente o tratamento prescrito para doenças como artrose, tendinites e outras condições musculoesqueléticas;
  • Procure avaliação médica se a dor for persistente, intensa ou limitar as atividades do dia a dia.



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