MEDIÇÃO DE TERRA

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quarta-feira, 22 de julho de 2026

Com safrinha sob risco, produtor encontrou no sorgo uma solução para rentabilidade e manejo de plantas daninhas

 


Advanta

Com safrinha sob risco, produtor encontrou no sorgo uma solução para rentabilidade e manejo de plantas daninhas

Além de reduzir a exposição aos desafios do calendário da segunda safra, a mudança de estratégia ajudou a controlar o avanço de invasoras de folhas estreitas, um problema recorrente na propriedade

As mudanças no comportamento do clima têm obrigado produtores rurais a rever estratégias que, até pouco tempo atrás, pareciam consolidadas. Com a janela da safrinha cada vez mais apertada em algumas regiões, culturas mais adaptadas às condições de estresse hídrico vêm ganhando espaço no planejamento das propriedades.

Em Mato Grosso, por exemplo, essa realidade levou o produtor, Ernesto Vasques Júnior, sócio proprietário da Fazenda Santa Luzia, em Poxoréu (MT), a reformular o planejamento da propriedade, que possui 500 hectares de área cultivada. Segundo ele, o atraso das chuvas no início da temporada comprometeu o calendário da safra e reduziu significativamente a janela para o plantio do milho safrinha. “Demorou muito para chover e, quando as águas vieram, já era tarde para a semeadura do milho. Até daria para plantar, mas sob risco alto”, relata.

Diante desse cenário, o agricultor buscou orientação técnica para definir uma alternativa mais segura. “Conversando com o consultor da fazenda, ele sugeriu o sorgo por ser uma cultura de ciclo mais curto e mais tolerante ao déficit hídrico. Como já havíamos comprado adubos e defensivos, fomos em busca das sementes. Paralelamente, para reduzir os riscos da operação, firmei contrato para vender parte da produção para um aviário da região”, explica.

A mudança foi cuidadosamente planejada. Além de encontrar uma alternativa rentável para substituir parte da área destinada ao milho, o produtor buscava uma solução para outro desafio da propriedade: o controle de plantas daninhas de folhas estreitas, cada vez mais resistentes aos herbicidas.

Diante desse cenário, a escolha foi pelo sorgo da Advanta Seeds com tecnologia igrowth®, que alia alto potencial produtivo a uma ferramenta eficiente para o manejo dessas invasoras. “Escolhemos esse híbrido pelos bons resultados que já conhecíamos e, principalmente, pela tecnologia embarcada, que permite controlar muito bem as plantas daninhas de folhas estreitas. Esse era um problema que enfrentávamos havia anos, porque elas estão cada vez mais resistentes”, afirma o titular da Fazenda Santa Luzia.

A primeira colheita, em andamento, confirma as expectativas, com bom desenvolvimento da cultura e resultados positivos no campo. “A produtividade está muito boa e tivemos uma excelente resposta no controle das plantas daninhas de folhas estreitas, justamente o que mais chamou nossa atenção na escolha do híbrido”, destaca o produtor.

Tecnologia amplia opções de manejo

A tecnologia Igrowth®, desenvolvida pela Advanta Seeds, é a primeira tecnologia comercial do mundo a conferir ao sorgo tolerância a herbicidas da família das imidazolinonas. Obtida por meio de melhoramento genético convencional, via mutagênese, a tecnologia não é transgênica e amplia significativamente as opções de manejo de plantas daninhas na cultura.

Entre os principais benefícios estão o controle mais eficiente de plantas daninhas de folhas estreitas, maior flexibilidade para a aplicação de herbicidas registrados em pré e pós-emergência, redução da matocompetição por água, luz e nutrientes e maior expressão do potencial produtivo dos híbridos.

A tecnologia também promove maior uniformidade da lavoura, facilita a colheita, reduz perdas operacionais e contribui para uma área mais limpa para a cultura seguinte, diminuindo o banco de sementes de plantas invasoras e os custos com dessecação. Além disso, proporciona melhor aproveitamento da água e dos fertilizantes, favorece o desenvolvimento inicial das plantas e reduz a pressão de infestação nas culturas subsequentes, fortalecendo os sistemas de rotação e sucessão. “Estamos satisfeitos e a intenção é plantar sorgo no próximo ano. A cultura pode se consolidar como uma terceira alternativa importante e acredito que também seja uma boa opção para outros produtores da região”, finaliza Vasques Júnior.



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Mercado de locação de máquinas cresce no Brasil e Nordeste desponta como fronteira de expansão

 


Grupo Bamaq

Mercado de locação de máquinas cresce no Brasil e Nordeste desponta como fronteira de expansão 

Em Pernambuco, proximidade com locadoras reforça atuação da Bamaq Máquinas em um mercado em expansão

O mercado brasileiro de locação de máquinas e equipamentos deve alcançar faturamento de R$ 52,9 bilhões em 2026, crescimento de 7% em relação a 2025, quando somou R$ 49,4 bilhões. Nos últimos cinco anos, o setor vem avançando em ritmo médio de 10% ao ano, segundo o Rental Market Report, elaborado pela KPMG a pedido da Analoc - Associação Brasileira dos Sindicatos e Associações Representantes dos Locadores de Equipamentos, Máquinas e Ferramentas. 

Na regional da Bamaq em Pernambuco, o fortalecimento do relacionamento com locadoras tem acompanhado a expansão desse mercado e ampliado a atuação da empresa junto a esse perfil de cliente. 

“Conseguimos ampliar parcerias e apoiar a expansão de frotas, o que reforça a importância estratégica desse segmento dentro do nosso ecossistema”, afirma Rafael Baggio, gerente regional da Bamaq Máquinas no Nordeste. 

O desempenho do setor reflete a crescente busca das empresas por eficiência financeira e operacional. De acordo com o estudo, o Sudeste concentra 60% do mercado, seguido pelo Nordeste (15%), Sul (13%), Centro-Oeste (7%) e Norte (5%). O levantamento também aponta que o setor reúne cerca de 50 mil empresas e emprega aproximadamente 200 mil pessoas. 

“A distribuição regional evidencia um mercado ainda concentrado, mas com forte potencial de crescimento em outras regiões”, avalia Guilherme Nogueira, diretor da Bamaq Máquinas, maior rede de concessionárias New Holland Construction do mundo. Embora não atue diretamente na locação, a empresa mantém relação estratégica com o segmento por meio da venda de equipamentos da linha amarela (máquinas de construção) para locadoras. 

Nordeste concentra oportunidades com demanda crescente 

No Brasil, a demanda por locação é puxada sobretudo por setores como construção civil, infraestrutura, agronegócio, energia e saneamento — segmentos que sustentam o crescimento do rental e ajudam a explicar sua expansão em diferentes regiões do país. 

Nesse contexto, o Nordeste ganha destaque. De acordo com o Rental Market Report, a região já representa o segundo maior mercado do país e reúne condições favoráveis para seguir avançando, especialmente em função do dinamismo dessas atividades econômicas. 

Na prática, esse movimento se reflete na operação das empresas. Segundo Baggio, “a locação oferece flexibilidade para acompanhar oscilações da demanda. E isso também tem impulsionado o crescimento do segmento na região”. 

Entre os equipamentos mais demandados pelas locadoras atendidas pela unidade da Bamaq em Recife, destacam-se as máquinas versáteis como as retroescavadeiras, que atendem múltiplas aplicações. 

“São equipamentos amplamente utilizados em obras de infraestrutura urbana, saneamento e manutenção de estradas. Por serem multifuncionais e fáceis de transportar, acabam sendo muito atrativos para empresas que atuam com locação”, explica Baggio. 

Perspectivas positivas e estratégia voltada ao segmento 

Para os próximos anos, a expectativa é de continuidade desse movimento, com foco em relacionamento e oferta de soluções completas. 

“A estratégia é seguir próximos dos clientes, oferecendo não apenas o equipamento, mas um portfólio completo, com suporte técnico, peças e serviços, como seguros e consórcios. Acreditamos que essa proximidade será determinante para ampliar nossa participação nesse mercado”, complementa Baggio. 

Mais sobre a Bamaq Máquinas 

Presente em 16 estados brasileiros, a Bamaq Máquinas é a maior rede de concessionárias New Holland Construction do mundo. Com mais de 150 mil clientes atendidos, 51 anos de mercado e mais de 350 colaboradores, conquista a categoria máxima no Dealer Standard Program Award da New Holland Construction desde a criação do selo, que avalia o atendimento ao cliente e a qualidade do serviço em todas as concessionárias da marca. A empresa também representa a FPT Industrial e a Continental Pneus, oferecendo peças genuínas, oficina especializada e soluções completas em serviços. 

Sobre o Grupo Bamaq 

Fundado em 1974, o Grupo Bamaq é um dos grandes grupos empresariais do Brasil, com atuação nos setores de equipamentos pesados, automóveis e serviços financeiros. Com mais de 1.000 colaboradores e presença em 17 estados, atua em todo o território nacional. 



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Nava aponta 4 técnicas usadas em ataques cibernéticos contra empresas e faz alerta para a segurança da informação

 



Nava

Nava aponta 4 técnicas usadas em ataques cibernéticos contra empresas e faz alerta para a segurança da informação

São Paulo, julho de 2026 - Enquanto o mercado corporativo prioriza investimentos em criptografia e sistemas defensivos, o cibercrime desloca sua estratégia para a exploração da conveniência e do erro humano. Com a Inteligência Artificial consolidada como o principal vetor de transformação no setor para este ano, conforme aponta o relatório Global Cybersecurity Outlook 2026, o principal ponto de atenção continua sendo a falha humana. A Nava, empresa líder em tecnologia e estratégia de negócios, revela um diagnóstico estratégico sobre o setor. 

Por meio de sua vertical de Cibersegurança, a companhia identifica quatro técnicas recorrentes no modus operandi de grupos criminosos contra setores críticos, como varejo e instituições financeiras. Com apoio de IA, os adversários vêm refinando a engenharia social e ampliando a precisão dessas investidas.

1 - Troca de chip (SIM swap): A troca indevida do chip ou a ativação fraudulenta da linha em outro SIM pode comprometer o acesso com o MFA baseado em SMS. Fragilidades nos processos das operadoras, somadas à manutenção do SMS como fallback tornam esse método um vetor recorrente de comprometimento de contas e sistemas críticos.

2 - Dispositivos desconhecidos (shadow devices): A instalação de dispositivos como MikroTik ou Raspberry Pi em ambientes de acesso público, como lojas, agências e áreas de atendimento ou em espaços corporativos compartilhados por funcionários e visitantes, cria túneis persistentes. Sem controle de acesso à rede (NAC) e inspeção ativa, esses itens operam como pontos de pivoting silenciosos.

3 - Cooptação de colaboradores: O público interno é o vetor mais subestimado pelas empresas quando o assunto é cibersegurança. Por incentivo financeiro ou coação, podem ser levados a instalar softwares ou compartilhar credenciais, facilitando o acesso externo com os privilégios cedidos e permitindo que criminosos contornem barreiras físicas e digitais.

4 - Engenharia social via falso suporte de TI: Criminosos se passam por profissionais de suporte para convencer colaboradores a conceder acesso remoto, explorando a baixa conscientização dos profissionais, fragilidades nas políticas e nos procedimentos de suporte ao usuário.

De acordo com Carlos Afonso, Vice-Presidente de Operações de Cibersegurança da Nava, o cenário atual revela uma inversão perigosa de prioridades. "O atacante não tenta derrubar o muro, mas caminha pela porta da frente, usando a identidade de quem deveria proteger a entrada. A combinação de técnicas conhecidas com fragilidades em processos e autenticação mantém alta taxa de sucesso e continua colocando as pessoas no centro dos ataques", afirma.

Para Afonso, o amadurecimento da ciberdefesa exige uma abordagem de preparação: estabelecer processos robustos de acesso remoto e suporte, com ferramentas previamente definidas e critérios rígidos de segurança; adotar mecanismos de MFA resistentes a phishing, reduzindo a dependência do SMS; e manter controles para identificar ferramentas e dispositivos não autorizados. Quando o suporte remoto não puder ser realizado dentro dessas condições, a manutenção deve ocorrer presencialmente, em ambiente controlado.

Sobre a Nava

A Nava é uma consultoria brasileira de tecnologia com três décadas de atuação, especializada em transformar complexidade em crescimento. Atuando no core de grandes organizações, a companhia integra estratégia, engenharia e tecnologia de ponta, impulsionadas por GenAI, para desenhar arquiteturas, estruturar governança e gerar resultados concretos de negócio. Com cerca de 2.000 especialistas, a Nava reúne capacidades em dados, cibersegurança, cloud, observabilidade, infraestrutura e modernização de aplicações, conectando inovação, design e execução em larga escala.

Seu ecossistema inclui a GH Brandtech, que une a tecnologia à experiência, design e produtos digitais para acelerar diferenciação e competitividade; a Ventura ERM, referência em resposta a incidentes, investigação digital e gestão de crises cibernéticas; e a ®CS Global IT, que fortalece a estratégia de Cloud, Multicloud e Data Center, acelerando a jornada de infraestrutura dos clientes.

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Carlos Afonso, Vice-Presidente de Operações de Cibersegurança da Nava,
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terça-feira, 21 de julho de 2026

Tecnocracia: estamos entregando as decisões às máquinas?

 


Por Alexandre Pierro

Poucas pessoas percebem, mas grande parte das decisões que influenciam o nosso dia a dia já passa, de alguma forma, por algoritmos. Eles definem quais conteúdos aparecem nas redes sociais, quais produtos são sugeridos em plataformas digitais, quais rotas utilizamos em aplicativos de mobilidade, e apoiam análises de risco financeiro e processos de contratação, por exemplo. Nas empresas, esse movimento se intensifica à medida em que tecnologias como a inteligência artificial assumem funções cada vez mais estratégicas – nos levando a uma realidade em que é importante nos questionarmos: até que ponto esses sistemas estão tomando decisões por nós, em uma possível sociedade tecnocrática? 

O conceito descreve modelos de gestão e governança em que as ações e medidas são tomadas através da tecnologia, critérios técnicos, científicos e racionais, conduzidas por especialistas capazes de interpretar dados e evidências de forma objetiva – na intenção de reduzir subjetividades e aumentar a eficiência dos resultados conquistados. Isso não significa que as máquinas estejam substituindo completamente os seres humanos, mas que passamos a confiar cada vez mais em modelos computacionais para recomendar caminhos, prever cenários e, em alguns casos, decidir automaticamente determinadas ações. 

Se existe hoje uma tecnologia que materializa essa transformação, é a inteligência artificial. Diferentemente das ferramentas digitais tradicionais, que apenas executavam comandos previamente definidos, a IA é capaz de analisar grandes volumes de dados, identificar padrões, realizar previsões, recomendar e até automatizar decisões em tempo real. Não à toa, sua adoção cresce em ritmo acelerado, conforme mostra a pesquisa The State of AI 2025, da McKinsey: 88% das organizações já a utilizam em, pelo menos, uma área de negócio, consolidando a tecnologia como parte da rotina corporativa. 

O resultado dessa ascensão? Profissionais dos mais diversos segmentos que já recorrem à IA para apoiar suas decisões diariamente: médicos que a utilizam para auxiliar diagnósticos e interpretar exames; analistas financeiros, na avaliação de riscos de crédito e detecção de fraudes; equipes de Recursos Humanos, na realização da triagem inicial de currículos; indústrias, utilizando algoritmos para prever falhas em equipamentos e otimizar a produção; e áreas de marketing e vendas, analisando o comportamento dos consumidores para personalizar campanhas e antecipar demandas. 

Ao mesmo tempo, esse avanço convida a uma reflexão importante: embora a IA seja extremamente eficiente para processar dados, identificar padrões e gerar recomendações, ela não compreende nuances humanas da mesma forma que as pessoas, como empatia, contexto social, diversidade de perspectivas, dilemas éticos e os impactos de uma decisão sobre grupos minoritários, como exemplo. Quanto maior for a confiança depositada exclusivamente em sistemas automatizados, maior também deve ser o cuidado para que a busca por eficiência não comprometa valores fundamentais, como inclusão, equidade, transparência e a própria capacidade humana de exercer senso crítico.  

Cabe pontuar que boa parte das decisões que hoje estão sendo delegadas às máquinas estão centradas nas mãos de alguns poucos humanos. O Vale do Silício, por exemplo, vem se transformando em um "tecnofeudalismo algorítmico”, em que o debate atual está centrado no controle tecnológico concentrado na mão das grandes corporações de tecnologia. Engenheiros, designers de código e bilionários da região tomam decisões diárias que moldam o fluxo de informações, a moderação de discursos políticos e o comportamento da sociedade por meio de algoritmos. Juristas e cientistas alertam para essa tendência de autoritarismo tecnológico, apontando para o risco de as decisões públicas e privadas passarem a ser guiadas puramente pelo lucro corporativo camuflado de neutralidade algorítmica. 

A discussão sobre os limites da tecnologia na tomada de decisões está longe de ser inédita. Muito antes da popularização da inteligência artificial, a ficção científica já refletia sobre os impactos de uma sociedade governada por sistemas técnicos e pelo excesso de confiança na racionalidade das máquinas. Obras como Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, retratam uma sociedade altamente eficiente, mas construída à custa da liberdade individual e da diversidade de pensamento.  

Em 1984, George Orwell demonstra como a tecnologia pode ser utilizada como instrumento de vigilância e controle social. Já Eu, Robô, de Isaac Asimov, apresenta o paradoxo de máquinas que, ao buscarem proteger a humanidade, passam a limitar sua autonomia. Mais recentemente, Black Mirror atualiza esse debate ao imaginar cenários em que algoritmos influenciam reputações, oportunidades e escolhas cotidianas. Embora pertençam ao universo da ficção, todas essas narrativas convergem para uma mesma reflexão: quando a eficiência passa a prevalecer sobre os valores humanos, o progresso tecnológico pode se transformar em um mecanismo de concentração de poder e redução da liberdade. 

Nesse contexto, a verdadeira questão já não é se a inteligência artificial participará das decisões que moldam empresas, governos e a sociedade, isso já é uma realidade. O desafio consiste em estabelecer limites, mecanismos de governança e princípios éticos que garantam que as decisões mais sensíveis permaneçam sob responsabilidade humana. A inteligência artificial deve ampliar nossa capacidade de analisar informações e apoiar escolhas, jamais substituir o discernimento, a empatia e os valores que caracterizam a condição humana. O futuro será definido não pela tecnologia que desenvolvermos, mas pela forma como decidirmos utilizá-la. 

Alexandre Pierro é doutorando em energia e mestre em gestão e engenharia da inovação, engenheiro mecânico, bacharel em física e especialista de gestão da PALAS, consultoria pioneira na implementação da ISO de inovação na América Latina.      



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Nathália Bellintani


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Inteligência artificial: metade da população no Nordeste teme redução de empregos

 


FEBRABAN

Inteligência artificial: metade da população no Nordeste teme redução de empregos

Pesquisa Observatório Febraban mostra que maioria se preocupa com a falta de oportunidades provocadas pelo avanço da inteligência artificial

Metade das pessoas no Nordeste tem receio de a inteligência artificial reduzir empregos ou oportunidades. De acordo com a última Pesquisa Observatório Febraban, realizada pelo IPESPE no mês passado, 50% da população na região acredita que a IA é uma ameaça no campo profissional. O índice só não é maior do que os registrados nas regiões Sudeste (55%) e Norte (51%); no Centro-Oeste, esse percentual foi de 49%, enquanto no Sul ficou em 37%.

Ainda segundo o levantamento, no Nordeste, 31% dos entrevistados acham que a IA trará mais oportunidades do que riscos no campo profissional; 28% acreditam em riscos e oportunidades na mesma medida; outros 25% afirmam que ela traz mais riscos do que oportunidades.

Os dados inéditos da 19ª edição da pesquisa trazem um panorama abrangente sobre o grau de conhecimento e familiaridade dos brasileiros com a inteligência artificial.

No recorte referente ao Nordeste, 90% das pessoas disseram já ter ouvido falar de IA, em um nível pouco abaixo da média nacional (92%); os que afirmaram conhecer bem a ferramenta na região somam 35%, enquanto 68% relatam que já tiveram com certeza algum contato com a tecnologia. Os que disseram já ter utilizado a IA chegam a 52%. Os que não a utilizam alegam principalmente o medo de errar ou receber notícias falsas (30%) ou a preocupação com privacidade ou uso de dados (18%).

Entre os principais usos mencionados, o campeão é a busca de informações e esclarecimento de dúvidas (57%), seguida de longe pela ajuda no trabalho (12%) ou nos estudos (10%). A principal vantagem esperada com a IA é o ganho de tempo (42%), seguido do aprendizado de coisas novas (26%).

“A pesquisa traz um cenário compatível com o estágio atual do debate no país. Ainda estamos discutindo um marco legal específico para a inteligência artificial, e órgãos como a ANPD, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados, vêm testando instrumentos regulatórios voltados à IA e à proteção de dados”, ressalta o sociólogo e cientista político Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do IPESPE. 


Antonio Lavareda
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A íntegra do 19º levantamento Observatório Febraban, pesquisa Febraban-IPESPE, que também possui um recorte regionais, pode ser acessada neste link

Sobre o OBSERVATÓRIO Febraban

O Observatório Febraban – Pesquisa Febraban IPESPE foi lançado em junho de 2020 com objetivo de se tornar uma fonte de informações sobre as perspectivas da sociedade e o potencial impacto econômico-financeiro, ouvindo a população e estimulando o debate em diversos setores. Com periodicidade trimestral, a iniciativa é parte de uma série de medidas da Febraban para ampliar a aproximação dos bancos com a população e a economia real, de forma cada vez mais transparente.



Antonio Lavareda
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Agência Em Foco

Manu Vergamini
manu@agenciaemfoco.com.br
(11) 98772-1162

 Pode ser uma imagem de texto que diz "中 一島 FILHL FOLHA FOLHA FOLIA Drmaurocosta EM 1994, QUANDO o REAL FOI LANÇADO, A MOEDA CHEGOU A VALER MAIS QUE o DÓLAR: 1 DÓLAR CUSTAVA CERCA DE R$ 0,82. UM CARRO POPULAR CUSTAVA 7.300 REAIS, o EQUIVALENTE A CERCA DE 104 SALÁRIOS MÍNIMOS."

Deriva é um desperdício invisível que aumenta o custo da pulverização

 

Sell Agro

Deriva é um desperdício invisível que aumenta o custo da pulverização

Marcelo Hilário*

Na agricultura moderna, muito se fala sobre investimentos em sementes, fertilizantes, defensivos, máquinas, combustível e mão de obra. No entanto, existe um custo silencioso que raramente aparece com clareza na planilha: a deriva. Ela ocorre quando gotas, partículas ou vapores de um produto aplicado se deslocam para fora do alvo pretendido durante ou logo após a pulverização.

Mais do que um problema ambiental, a deriva representa uma falha de eficiência. Quando parte da calda não atinge folhas, colmos, pragas, doenças ou plantas daninhas, o produtor paga por uma aplicação incompleta. O resultado pode ser controle abaixo do esperado, necessidade de reaplicação, aumento da pressão de seleção de resistência e maior risco de resíduos em áreas sensíveis. Em outras palavras, parte do investimento realizado na lavoura simplesmente não gera o retorno esperado.

O desperdício direto de produto é uma das consequências mais evidentes. Em uma aplicação de herbicidas, fungicidas ou inseticidas, cada litro de calda conta para o tratamento da lavoura. Quando gotas são carregadas pelo vento ou evaporam antes de atingir o alvo, parte do ingrediente ativo deixa de exercer seu papel. Essa perda costuma ser agravada por regulagens inadequadas, como escolha incorreta das pontas, pressão excessiva, altura de barra inadequada ou velocidade operacional incompatível com a estabilidade do jato.

Além do desperdício, há redução da eficiência do controle. Muitas vezes, o produtor atribui o problema a um produto de baixa qualidade, à resistência da praga ou à dose utilizada, quando a principal causa pode estar na própria aplicação mal feita. A pergunta mais importante não é apenas qual produto foi utilizado, mas quanto dele realmente chegou ao alvo, com que uniformidade e em quais condições ambientais. Sem essa resposta, qualquer avaliação da eficiência da pulverização fica incompleta.

Os impactos vão além da porteira

As perdas também podem ultrapassar os limites da propriedade. Uma pulverização mal conduzida pode atingir culturas vizinhas sensíveis, áreas de preservação, cursos d'água, apiários, hortas, moradias, animais e trabalhadores. A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) define a deriva como o movimento de gotas ou partículas de pesticidas para qualquer local diferente da área pretendida durante ou logo após a aplicação. Isso demonstra que seus impactos vão muito além da lavoura, alcançando dimensões ambientais, econômicas e jurídicas.

Causas e efeitos

Se a deriva representa desperdício, a pergunta seguinte é inevitável: por que ela acontece? Entre os principais fatores estão o tamanho das gotas, a velocidade do vento, a umidade relativa do ar, a temperatura, a altura da barra e o tipo de equipamento utilizado. Gotas muito finas proporcionam excelente cobertura, mas permanecem mais tempo suspensas no ar e evaporam com maior facilidade. Já gotas mais grossas reduzem o risco de deriva, embora possam comprometer a cobertura em determinados alvos. Por isso, não existe uma “gota perfeita”, e sim a mais adequada para cada situação, considerando o produto, o alvo biológico, o equipamento e as condições ambientais.

O clima também faz parte da regulagem da pulverização. Temperaturas elevadas e baixa umidade relativa aceleram a evaporação das gotas, enquanto ventos mais intensos favorecem seu deslocamento para fora da área de aplicação. A Embrapa destaca que temperatura, umidade e velocidade do vento devem ser avaliadas antes da operação, pois uma aplicação realizada fora da janela climática adequada pode comprometer boa parte da eficiência do tratamento.

Outro aspecto decisivo é a altura da barra de pulverização. Quanto maior a distância entre a ponta e o alvo, maior o tempo de exposição das gotas ao vento e à evaporação. Barras instáveis, excesso de velocidade, terrenos irregulares e falhas no controle de altura aumentam a variabilidade da deposição e reduzem a uniformidade da aplicação. Nesse contexto, tecnologia de aplicação significa integrar máquina, operador, clima, produto e alvo biológico em uma única estratégia.

Soluções

A boa notícia é que a deriva pode ser reduzida de forma significativa. Pontas com indução de ar, modelos antideriva, ajustes de pressão, altura correta da barra e adoção de faixas de segurança estão entre as práticas mais eficientes para minimizar perdas. A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) reconhece que determinadas pontas redutoras de deriva podem reduzir essas perdas em mais de 95%, dependendo das condições de uso. Além disso, a escolha correta do adjuvante é essencial para garantir que além do equipamento, a calda atinja o alvo minimizando perdas por deriva e evaporação.

Entretanto, reduzir deriva não significa simplesmente produzir gotas maiores. Cada situação exige equilíbrio entre segurança e eficácia. Fungicidas protetores, por exemplo, dependem de boa cobertura da superfície foliar; herbicidas sistêmicos podem trabalhar com gotas mais grossas, desde que haja deposição suficiente; inseticidas destinados a pragas instaladas no interior do dossel exigem maior capacidade de penetração. A escolha da tecnologia deve considerar simultaneamente o alvo biológico, o modo de ação do produto e as condições de aplicação.

Registrar informações como horário da aplicação, condições climáticas, velocidade do vento, pressão, volume de calda, pontas utilizadas e operador responsável deixou de ser apenas um procedimento burocrático e passou a representar uma importante ferramenta de gestão de risco. Isso porque em regiões onde há diferentes culturas que convivem lado a lado, aplicações mal conduzidas podem provocar conflitos entre vizinhos, prejuízos comerciais e questionamentos por parte dos órgãos fiscalizadores.

Nesse processo, a agricultura digital tornou-se uma aliada importante. Estações meteorológicas, sensores embarcados, controladores de seção, telemetria, mapas de aplicação e registros automáticos aumentam a rastreabilidade da operação e oferecem informações valiosas para a tomada de decisão. Ainda assim, nenhuma tecnologia substitui os fundamentos agronômicos. Um pulverizador moderno, mal regulado e operado fora da janela climática, continua sendo uma máquina extremamente eficiente para errar com precisão.

Quando o tanque vazio não conta toda a história

Embora o produtor veja o tanque vazio e o talhão pulverizado, dificilmente consegue medir quanto do produto realmente permaneceu sobre o alvo. Avaliações com papéis hidrossensíveis, inspeções da deposição, calibrações frequentes e treinamento dos operadores tornam essas perdas visíveis e permitem corrigi-las antes que comprometam o desempenho da lavoura.

No fim, a tecnologia de aplicação não representa apenas a etapa final do manejo fitossanitário, mas um dos principais fatores responsáveis por transformar investimento em resultado. Comprar um produto de alta qualidade e aplicá-lo de forma inadequada equivale a investir em uma semente de elevado potencial produtivo sem regular corretamente a profundidade de plantio. Em ambos os casos, dificilmente o retorno será o esperado.

Em um cenário em que a agricultura é cada vez mais cobrada por produtividade, rastreabilidade e responsabilidade ambiental, controlar a deriva deixou de ser apenas uma exigência técnica. É uma estratégia para proteger a rentabilidade da lavoura, reduzir desperdícios, preservar relações de vizinhança e garantir que cada litro aplicado cumpra exatamente a função para a qual foi adquirido. Tornar a deriva visível é, acima de tudo, transformar investimento em resultado. Afinal, na agricultura, cada gota que chega ao alvo representa eficiência, já as são perdidas, representam custo.

 

*Químico industrial, mestre e pesquisador em Agronomia e responsável técnico da Sell Agro.



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Kassi Bonissoni
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Maior encontro internacional de agroquímicos das Américas reúne especialistas em São Paulo

 



AgrochemShow

Maior encontro internacional de agroquímicos das Américas reúne especialistas em São Paulo

17º Brasil AgrochemShow acontece nos dias 3 e 4 de agosto com debates sobre desafios regulatórios, tecnológicos e de mercado da cadeia global de insumos agrícolas

Especialistas, autoridades e representantes de empresas internacionais e locais estarão reunidos em São Paulo, nos dias 3 e 4 de agosto, para o 17º Brasil AgrochemShow, o maior evento internacional da cadeia de agroquímicos e bioinsumos das Américas. Promovido pela AllierBrasil, consultoria especializada no registro de pesticidas, em parceria com a CCPIT Chem, da China, o encontro deve reunir mais de 1.000 visitantes e expositores.

A edição ocorre em momento estratégico para o agronegócio mundial. A reconfiguração das cadeias globais de suprimento, o fortalecimento da China no mercado brasileiro, a expansão dos bioinsumos, mudanças regulatórias e a demanda por sustentabilidade colocam o Brasil no centro das discussões internacionais.

Segundo Flavio Hirata, sócio da AllierBrasil e organizador do evento, o Brasil AgrochemShow vai além de uma feira de negócios. “É um ambiente para discutir mercado, regulação, inovação e novas oportunidades de negócios em um setor que tem impacto direto na produtividade agrícola e na segurança alimentar”, destaca.

Regulação, inovação e sustentabilidade no centro dos debates

A programação reunirá especialistas nacionais e internacionais para discutir a cadeia de insumos agrícolas. Entre os destaques está a palestra sobre avaliação de risco de agrotóxicos, ministrada por Adriana Torres de Souza, gerente de Monitoramento e Avaliação do Risco da Gerência-Geral de Toxicologia da Anvisa. O debate ganha relevância diante das novas exigências para comprovação da segurança dos produtos, avaliação de resíduos em alimentos, exposição humana e processos de reavaliação toxicológica.

Sobre pesticidas, Flavio Hirata apresentará desafios regulatórios, técnicos e comerciais relacionados à entrada e permanência de produtos no mercado brasileiro, especialmente em um ambiente de maior concorrência internacional e demanda por previsibilidade regulatória. A advogada Luciana Fabri Mazza, sócia do escritório Mazza e Manente de Almeida Advogados, discutirá aspectos técnicos da judicialização dos processos de registro de pesticidas.

Eliana Maria Gouveia Fontes, pesquisadora da Embrapa e coordenadora científica do projeto Regenera Cerrado, abordará o avanço da agricultura regenerativa e sua importância para a construção de sistemas produtivos resilientes e alinhados às demandas ambientais.

Marcelo da Costa Ferreira, professor da Unesp de Jaboticabal, discutirá os desafios da aplicação de fitossanitários diante da necessidade de maior eficiência, redução de perdas, qualidade operacional e responsabilidade ambiental.

A importância da China também estará em evidência. Zhang Jinlong, especialista com mais de 20 anos de experiência, apresentará desafios da cadeia chinesa de suprimentos, tema estratégico para empresas brasileiras que dependem de ingredientes ativos, matérias-primas, produtos formulados e relações comerciais com fornecedores internacionais.

Painéis aproximam indústria, cooperativas e especialistas

A programação contará com debates voltados às demandas práticas do mercado. No dia 3 de agosto, às 14h, Terry Chow, diretor comercial da ALS na China, e Diogo Zoltay, gerente do Laboratório de Toxicologia e Ecotoxicologia da ALS Laboratórios, participam do bate-papo “Além da Conformidade: Potencializando Estratégias Regulatórias e Estudos BPL para Biológicos e Agroquímicos”. O painel discutirá como estudos, boas práticas laboratoriais e conformidade técnica podem fortalecer estratégias regulatórias.

No dia 3 de agosto, às 16h, José Francisco de Paula Neto, superintendente de Negócios da Coplacana, participa do bate-papo “Atuação da Coplacana e Demandas e Desafios na Área de Insumos Agrícolas”, trazendo a visão das cooperativas e dos produtores sobre a comercialização de defensivos, fertilizantes, máquinas, equipamentos e demais insumos.

No dia 3 de agosto, às 17h, Sergio Graff, diretor médico da Toxiclin, conduzirá o bate-papo “DAROC: O que Mudou na Avaliação de Risco dos Agroquímicos”. Graff abordará as mudanças na avaliação da exposição ocupacional e de residentes e transeuntes.

No dia 4 de agosto, às 14h, Alexandre dos Santos, diretor-geral da Plantec Laboratórios, e Luciana Mecatti Elias, gerente de laboratório, participarão do bate-papo “Excelência em Estudos de RT25: A Abordagem da Plantec na Avaliação de Risco para Abelhas”.

O evento contará com espaços de exposição e networking entre fabricantes, formuladores, distribuidores, prestadores de serviços e representantes da cadeia de agroquímicos e bioinsumos. As inscrições podem ser realizadas no portal www.AgrochemShow.com.br. A participação é solidária, mediante a doação de cestas básicas destinadas à ONG Crê-Ser, de São Paulo. Em 2025, foram arrecadadas mais de 25 toneladas de alimentos.

Serviço

17º Brasil AgrochemShow
Data: 3 e 4 de agosto de 2026
Local: Centro de Eventos São Luís
Endereço: Rua Luís Coelho, 323, São Paulo
Pontos de referência: Estação Paulista, 150 m; Estação Consolação, 300 m; Avenida Paulista, 300 m
Contatos: brasil@agrochemshow.com.br | allierbrasil@allierbrasil.com.br



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Ruralpress

Kassi Bonissoni
Gerente de atendimento
kassiana.ruralpress@gmail.com
(19) 98320-0286

Profissionalização impulsiona crescimento das redes de serviços domésticos

 

Profissionalização impulsiona crescimento das redes de serviços domésticos

Com 5,6 milhões de trabalhadores domésticos no Brasil, o setor passa por uma transformação impulsionada pela busca por segurança, qualificação e padronização, fortalecendo a atuação de empresas especializadas

O Brasil reúne cerca de 5,6 milhões de trabalhadores domésticos, de acordo com a PNAD Contínua de março de 2026, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Apesar da importância econômica e social desse mercado, uma parcela significativa da atividade ainda é exercida de forma informal. Nos últimos anos, porém, a mudança no comportamento dos consumidores e a expansão de redes especializadas vêm impulsionando a profissionalização do setor, que passa por um processo de padronização, qualificação e incorporação de tecnologia. 

Esse processo acompanha uma transformação mais ampla do mercado de trabalho brasileiro.  Em 2025, a taxa anual de informalidade caiu para 38,1%, o menor nível dos últimos anos, favorecendo modelos de prestação de serviços que oferecem segurança, qualificação e padronização.

Na avaliação de Felipe Buranello, CEO da Maria Brasileira, maior rede de serviços residenciais e empresariais do país, a mudança no comportamento do consumidor tem sido um dos principais motores da profissionalização do segmento. "Ele já não busca apenas alguém para executar a limpeza. Procura confiança, profissionais treinados, respaldo em caso de imprevistos e um padrão de qualidade. Esses fatores estão impulsionando a profissionalização do setor", afirma. 

Para o executivo, mudanças como a maior participação das mulheres no mercado de trabalho, a rotina cada vez mais intensa das famílias, o envelhecimento da população e a valorização do tempo livre ampliaram a demanda por empresas especializadas. "Contratar um serviço profissional deixou de ser um luxo e passou a ser uma solução para quem busca praticidade, previsibilidade e tranquilidade", avalia.

A qualificação dos profissionais também tem sido um dos pilares dessa transformação. Redes estruturadas investem em treinamento técnico, protocolos operacionais, atendimento e boas práticas de segurança. "Quando existe qualificação contínua, todos ganham: o profissional amplia suas oportunidades, o cliente recebe um serviço de melhor qualidade e o setor se fortalece", afirma Buranello. 

A profissionalização do setor também influencia os planos de expansão da Maria Brasileira. Com mais de 520 unidades distribuídas por todos os estados e mais de 1 milhão de atendimentos anuais, a rede tem fortalecido sua presença no segmento corporativo, impulsionado pela demanda por serviços terceirizados de limpeza, conservação e facilities. A expectativa é que o B2B represente cerca de 60% do faturamento da empresa até o fim de 2026, evidenciando a relevância desse mercado para a estratégia da rede. 

"Assim como aconteceu em outros segmentos, os serviços domésticos também passam por um processo de profissionalização. Empresas que investem em pessoas, tecnologia e gestão ajudam a elevar o padrão da atividade e contribuem para um mercado mais organizado, confiável e preparado para crescer", conclui Buranello. 

Sobre a Maria Brasileira
No franchising desde 2013, a Maria Brasileira é a maior rede de franquias de limpeza residencial e empresarial do país. Com mais de 1 milhão de atendimentos por ano, está presente em todos os estados do Brasil com mais de 520 unidades,  oferecendo serviços de limpeza residencial, empresarial, pós-obra, passadoria, limpeza especializada em vidros, entre outros serviços.



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Markable Comunicação Denise Almeida
Assessora de Imprensa
denise@markable.com.br
(11) 99745-9203


Governança e fator humano são prioridade no ESG, apontam painelistas do ESG com Dendê

 


Governança e fator humano são prioridade no ESG, apontam painelistas do ESG com Dendê

4ª edição do evento, realizada no Auditório da FIEB, mostrou que envolver pessoas é condição essencial para que práticas sustentáveis gerem resultados concretos

A 4ª edição do ESG com Dendê, realizada nesta segunda-feira (20), no Auditório da FIEB, evidenciou um consenso entre os painelistas: a agenda ESG só se viabiliza com pessoas no centro. A letra "G" da sigla, que significa governança, foi apontada como prioridade entre as empresas participantes, mas o recado foi claro. De nada adianta a melhor estratégia sem o engajamento de lideranças, colaboradores e comunidades. O encontro, promovido pela Revista Let’s Go Bahia, se consolidou como uma das principais plataformas de debate sobre sustentabilidade, governança, inovação e desenvolvimento econômico na Bahia. 

Líder de Comunicação e Comunidade da Tronox, Natália Leoni foi uma das participantes que defendeu esse princípio. Durante o painel "O Papel das Empresas na Construção de Territórios Mais Sustentáveis e Inclusivos", ela provocou a plateia: "Não existe desenvolvimento empresarial sem desenvolvimento territorial, e um dos grandes desafios dessa área é envolver lideranças e gestores nesse processo, aliando iniciativa privada e poder público". A coordenadora do Polo Sebrae Onshore do Sebrae Bahia, Aline Lobo, complementou a reflexão ao destacar a importância de apoiar empreendedores como caminho para desenvolver regiões inteiras.

Já no painel "Infraestrutura Sustentável e Mobilidade Inteligente", o CEO do Salvador Bahia Airport, Júlio Ribas, destacou iniciativas como treinamentos para atendimento humanizado e salas voltadas para pessoas neurodivergentes, algumas das ações implementadas pela empresa para valorizar os milhões de pessoas que acessam o aeroporto diariamente, tanto a equipe interna quanto o público. O debate contou ainda com a participação do diretor de Comunicação e Branding da BYD Brasil, Pablo Toledo, que apontou o crescimento exponencial da companhia como um desafio direto de governança, e da diretora da CCR Metrô Bahia, Juliana Romão, que apresentou dados que ilustram o impacto social da empresa: 108 mil pessoas impactadas por projetos sociais, 159 toneladas de resíduos reciclados desde 2016 e mais de R$ 1 bilhão previsto para os próximos dez anos em tecnologia e inclusão social. "Infraestrutura é ferramenta de inclusão", resumiu.

O evento, que reuniu empresários, executivos, especialistas e lideranças para discutir os desafios e as oportunidades da agenda ESG, reforçou também que a inovação sustentável exige visão de longo prazo e que pessoas comprometidas com essa visão fazem a diferença entre uma iniciativa isolada e uma transformação duradoura. Participaram do painel "Bioeconomia e Economia Verde – Oportunidades para o Desenvolvimento Sustentável da Bahia" o diretor da Andrade Schimmelpfeng Arquitetura, Walter Schimmelpfeng, e o fundador da Ecoloy, Loyola.

Reputação como maior ativo

Encerrando a programação, o ESG com Dendê recebeu a especialista em reputação corporativa Monique Melo para o bate-papo "O Elo entre Valores, Reputação e Resultado". “Quando falamos em ESG, muitas vezes pensamos em indicadores, relatórios ou certificações. Mas, no fundo, estamos falando de algo muito mais humano. Estamos falando de confiança. Reputação é aquilo que as pessoas concluem a partir das decisões que uma organização toma todos os dias. E é justamente nessa coerência entre valores, práticas e propósito que nasce a confiança. O ESG, acima de tudo, é uma agenda de confiança, e a confiança continua sendo o ativo mais valioso de qualquer organização”, concluiu.

Participaram também a publisher da Let's Go Bahia, Veronica Villas Boas; o advogado, professor, mestre em Direito, Governança e Políticas Públicas e sócio-fundador da AC Consultoria e Treinamento Empresarial, Augusto Cruz; e Juliana Montenegro, que atua há quase 30 anos no mercado da comunicação.




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Ana Paula Marques
Executiva de Atendimento
anapaula@textoecia.com.br
(71) 99963-2741

Omnichannel: o excesso de canais está fragmentando a experiência do cliente?

 


Por Karina Coelho

Quanto mais canais de comunicação uma empresa disponibiliza, maiores são as oportunidades de conexão, engajamento e conversão de vendas? Por muito tempo, ampliar esses pontos de contato era entendido como uma estratégia vital para estreitar a relação com o público-alvo.  

Não que essa lógica esteja completamente errada, mas operar sob uma mentalidade meramente técnica, focada na eficiência dos canais e dos processos internos, abre margem para que não se atentem à sua devida estruturação e integração dos dados internos, criando jornadas desconectadas em que o cliente precisa repetir informações, recomeçar interações e, consequentemente, passar por experiências negativas que, pouco provavelmente, farão com que queiram comprar novamente com a marca. 

Nos últimos anos, temos visto investimentos massivos das empresas em expandir sua presença digital, em resposta a uma demanda latente dos clientes: segundo a 4ª edição do State of the Connected Customer, da Salesforce, de 2025, 74% dos consumidores utilizam múltiplos canais para iniciar e concluir uma mesma compra ou solicitação. Ao mesmo tempo, 66% afirmam que, frequentemente, precisam repetir ou explicar novamente suas informações durante um atendimento. O estudo deixa claro que o problema não é a existência de muitos canais, mas a falta de continuidade entre eles. 

Uma boa experiência de atendimento envolve uma série de cuidados que envolvam as emoções de cada cliente, trazendo facilidade e continuidade em sua jornada. Sob a ótica de Customer Centricity, isso é especialmente crítico, uma vez que a jornada é formada por micro momentos emocionais. Cada transferência sem contexto, repetição de informação, inconsistência entre canais, ou dados fragmentados distribuídos entre CRM, e-commerce, atendimento, redes sociais e aplicativos sem integração, faz com que a organização perca contexto e passe a enxergar apenas pontos isolados dessa relação. 

Emoções negativas são convertidas em más lembranças, afetando a retenção, recompra e recomendação - enquanto uma experiência contínua permite que o cliente se mova entre canais sem perceber rupturas, tendo uma experiência relevante, contextualizada e consistente. Tudo isso, resolvendo suas necessidades com sucesso e gerando emoções positivas em cada interação. Quando esses cuidados são assegurados, a empresa deixa de ser apenas eficiente e passa a criar memórias marcantes que a destaquem frente a seus concorrentes. 

Para identificar quais canais realmente fazem sentido para o perfil de cada público-alvo, a lógica por trás do customer centricity exige partir do contexto do cliente, e não da tecnologia disponível. Ou seja, ao invés de questionar "em quais canais devemos estar?", devem se orientar pelo questionamento de: "em quais meios nossos consumidores desejam resolver suas necessidades, com menor esforço e melhor experiência?". Essa análise deve considerar pontos importantes que influenciam essas estratégias, como: comportamento dos clientes, frequência de utilização dos canais, taxa de resolução, esforço percebido e impacto emocional gerado pela interação. 

Muitas empresas confundem presença multicanal com experiência omnicanal, o que apenas resulta em uma operação mais complexa sem, necessariamente, gerar valor para o consumidor. Mas, quando conseguem enxergar o histórico completo da jornada, passam a reconhecer o cliente independentemente do canal utilizado, se baseando neste contexto histórico para delimitar as ações que serão instauradas. 

Tecnologicamente, a automação é parte fundamental nesse sentido, eliminando esforços manuais que podem ser otimizados. O atendimento humano deve resolver necessidades que exigem empatia, interpretação e relacionamento, enquanto ferramentas robustas agilizam demais processos simples e repetitivos. A melhor prática de equilíbrio, aqui, é criar uma transição invisível, em que o bot coleta informações, compartilha o histórico, e permita que o atendente assuma com total contexto, mantendo a humanização e empatia como traços indispensáveis para a construção de vínculo emocional com a marca.    

Para assegurar que essas medidas estão, de fato, sendo convertidas em resultados positivos, o uso das métricas tradicionais do mercado é necessário, mas insuficiente. Indicadores de tempo médio de atendimento e produtividade, por exemplo, mostram eficiência operacional, mas não revelam a qualidade da experiência percebida. Uma abordagem realmente eficaz de customer centricity deve medir questões como Customer Effort Score (CES); NPS; resolução no primeiro contato (FCR); repetição de informações; taxa de abandono e de retenção por canal. 

Perceber a evolução das fases de conexão emocional do cliente também faz total diferença: indo de estar desconectado (o relacionamento é puramente transacional) – para estar satisfeito (quando a empresa atende às expectativas básicas) – seguindo para perceber o diferencial da marca (a partir do momento em que o cliente reconhece valor superior na experiência) e, finalmente, estar completamente conectado (criando vínculo emocional, fidelidade e recomendação espontânea). 

Se, antes, a prioridade era ampliar a presença da marca em diferentes pontos de contato, agora o verdadeiro diferencial está em garantir continuidade entre eles. A medida de uma estratégia omnichannel não é quantos canais a empresa possui, mas quantos clientes conseguem avançar nessas etapas, tendo suas demandas atendidas com facilidade, êxito e experiências enriquecidas.  

Karina Coelho é Head Comercial da Pontaltech, empresa especializada em soluções integradas de VoiceBot, SMS, e-mail, chatbot, WhatsApp e RCS.     

      

Sobre a Pontaltech:     

Fundada em 2011, a Pontaltech é uma empresa de tecnologia especializada em comunicação omnichannel que ajuda empresas a automatizar e escalar seus atendimentos com um portfólio composto por diversos canais digitais e de voz. Com soluções integradas de SMS, e-mail, chatbot, WhatsApp, RCS, VoiceBot, entre outros, simplifica a comunicação das empresas com seus clientes de forma inteligente e eficiente, sem nunca perder a proximidade humana. 



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Nathália Bellintani


Tel: +55 (11) 9848-4042
Email: nathalia@informamidia.com.br
www.informamidia.com.br

Sobrevivência ou agilidade: como alcançar a maturidade digital nos negócios?

 


Por Regina Francisco 

É aquela velha história: durante muito tempo, a área de TI foi vista como uma frente de suporte, responsável apenas por resolver problemas. No entanto, hoje, cada vez mais, essa linha de pensamento tem sido deixada de lado, uma vez que a vertical tem ocupado um papel que vai além de instalar sistemas. Ela participa ativamente na criação de novos produtos e soluções, estando vinculada diretamente aos resultados conquistados pela empresa e sendo protagonista em tomadas de decisões em tempo real. 

Sabemos que falar sobre tecnologia pode parecer um tema “repetido”, afinal, ela já faz parte do nosso dia a dia. Contudo, quando se trata do ambiente corporativo, presenciamos um cenário dominado pelo uso de Inteligência Artificial e automações, que criam a ideia errônea de que, ao utilizarem esses recursos, as empresas já atingiram a tão falada “maturidade digital”. 

Um exemplo disso pode ser visto com a ascensão do Cloud Computing. De acordo com dados do Gartner, até o final de 2027, projeta-se que 90% das organizações já tenham adotado soluções em nuvem. Ainda, segundo o Statista, o volume desse mercado deve atingir 1 trilhão de dólares até 2028. 

Embora esse crescimento de organizações migrando para a nuvem e digitalizando suas operações seja um excelente indicativo, é fundamental reforçar que esse é apenas o primeiro degrau rumo à maturidade digital. Ela só é, de fato, alcançada quando o dado é transformado em decisão. Ou seja, o que diferencia uma empresa que apenas sobrevive digitalmente daquela que já atingiu um nível satisfatório é a capacidade de atribuir inteligência aos processos, antecipar demandas e sanar gargalos. 

Vivemos uma era marcada pela agilidade. O que é tendência hoje, amanhã já não é mais. Diante dessa realidade marcada pelo imediatismo, ter um ecossistema de negócios eficiente deixou de ser um diferencial e se tornou uma necessidade. E é aqui que a integração de sistemas ganha ainda mais relevância. 

Não adianta buscar por fórmulas mágicas e/ou soluções inovadoras se o básico não é feito: manter a fluidez das informações. Com a velocidade do mercado, levar dias para emitir relatórios ou ter acesso a dados é sinônimo de ineficiência e prejuízo na certa. Afinal, o mercado oferece sistemas de gestão robustos que, quando implementados de acordo com o desenho e as características do negócio, ampliam o poder de decisão, uma vez que entregam registros confiáveis e, sobretudo, agilidade. 

Falar sobre esses benefícios, certamente, brilha os olhos. Até porque, atire a primeira pedra quem não busca ter esses ganhos na gestão. Entretanto, para alcançá-los, é preciso mudar; e toda mudança dói. Estamos falando de deixar de lado hábitos antigos e passar a executar ações de acordo com o contexto atual do negócio. É, justamente por terem esse receio, que muitos líderes optam por manter os processos da mesma forma. 

Em suma, todo projeto de tecnologia é um investimento, mas, quando realizado sem planejamento e sem a consciência de que transformações serão feitas, ele se torna um custo. Na prática, a governança é o fio condutor da consolidação de um novo ecossistema de negócios, uma vez que reforça a importância de manter um acompanhamento e estabelecer métricas que permitam observar o passado, o presente e como a empresa está caminhando rumo ao futuro. 

A transição de cultura é o que ajuda a moldar a resiliência da organização frente a contextos de alta complexidade, considerando que essa característica nasce da habilidade de orientar, prever e reagir de forma assertiva. Contudo, essa transformação não acontece do dia para a noite, já que estamos falando de uma nova forma de executar tarefas. Quanto a isso, ter o apoio de uma consultoria especializada segue sendo um fator primordial para apoiar os usuários e, principalmente, guiá-los para o melhor caminho a ser seguido. 

Como mencionamos, a tecnologia tem se tornado cada vez mais intrínseca no ambiente empresarial. Hoje, não é mais a falta de opções de recursos no mercado que é um problema, mas a ausência da compreensão de que os sistemas não devem operar de forma isolada, mas conectados para conseguirem extrair valor. Afinal, a escolha não deve ser feita entre sobreviver ou ser ágil, mas em encontrar formas de atingir e aplicar a maturidade digital. 

Regina Francisco é consultora de implementação na ABC71. 

Sobre a ABC71  
Desde 1971, a ABC71 é pioneira em ERPs para indústrias com a missão de melhorar a performance das empresas brasileiras com software e serviços. Atendendo aproximadamente 400 clientes, a organização soma uma trajetória de sucesso com o objetivo de ser reconhecida como a melhor empresa de software de gestão no Brasil.   



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Cinthia Guimarães


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