
terça-feira, 15 de setembro de 2026
5 erros nas fotos de produto que fazem o consumidor desistir da compra
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5 erros nas fotos de produto que fazem o consumidor desistir da compra
Na semana do Dia do Cliente, especialista da Photoroom reúne os cinco deslizes de imagem que mais custam venda nas páginas de produto e mostra o que cada loja pode corrigir antes da data

O Dia do Cliente se consolidou como uma das principais datas do calendário do e-commerce e, em um período de alta concorrência, a apresentação dos produtos ganha ainda mais relevância. A imagem é um dos primeiros elementos avaliados pelo consumidor e pode influenciar diretamente sua decisão de compra, ajudando a apresentar o produto de forma clara, responder às principais dúvidas e transmitir informações que, no varejo físico, estariam disponíveis no contato direto com o produto.
Um levantamento da Photoroom, plataforma de edição de fotos com IA que processa mais de sete bilhões de imagens por ano, analisou dezenas de milhares de páginas de produto e mapeou os erros de imagem que se repetem de loja em loja e afastam o comprador justamente quando ele mais precisa de segurança para decidir. Com o tráfego e a pressão por conversão no pico da data, quando cada visita custa mais caro para atrair, esses detalhes deixam de ser questão de estética e passam a determinar o que separa a visita da compra e, no pós-venda, o cliente satisfeito da devolução.
Segundo Jeff Strauss, diretor de imagens da Photoroom, o ponto cego da maioria das lojas não é a qualidade da câmera, e sim a leitura que o comprador faz da página. "O consumidor não desiste porque a foto é feia; ele desiste porque ela não responde às perguntas que ele faria com o produto na mão, como o tamanho real, a textura, o acabamento e como aquela cor específica se parece. Quando a imagem deixa essas dúvidas em aberto, ele fecha a aba antes de fechar a compra", afirma. Para Jeff, a maior parte das correções não depende de orçamento nem de estúdio, mas de tratar a página de produto como a vitrine que ela de fato é.
O executivo destaca os cinco erros que mais pesam na hora de decidir, cada um com a correção que exige.
- Falta de referência de escala: o produto aparece sozinho sobre fundo neutro, sem nada que ajude a dimensioná-lo, e o comprador acaba projetando um tamanho que quase nunca corresponde ao que chega em casa. É o erro por trás do clássico "achei que fosse maior", uma das origens mais comuns de frustração, avaliação ruim e pedido de troca. A correção passa por dar uma referência concreta, mostrando o item na mão, em uso ou dentro do ambiente, para que a dimensão fique evidente logo na primeira imagem, sem o comprador precisar buscar a medida na descrição.
- Textura que não se percebe: sem imagens aproximadas, fica mais difícil avaliar pela tela características como material, acabamento e qualidade, especialmente em produtos em que o toque faz diferença, como roupas, calçados e itens de beleza. Um close em alta resolução, capaz de mostrar trama, brilho, relevo ou a consistência de uma fórmula, ajuda o consumidor a ter uma percepção mais próxima daquela que teria ao ver o produto pessoalmente e traz mais confiança para a decisão de compra.
- Imagens que repetem a mesma informação: uma galeria com vários ângulos parecidos pode ocupar espaço, mas nem sempre contribui para a decisão de compra. O ideal é que cada imagem mostre algo diferente, como outro ângulo, um detalhe do produto, ele em uso ou sua proporção em relação a outros objetos, de modo que a sequência esclareça uma dúvida diferente a cada foto. Quando as imagens são muito parecidas, a galeria perde justamente essa função de fazer o produto avançar na decisão.
- Variações apresentadas de forma confusa: quando cada cor ou versão é fotografada de um jeito, com enquadramento, luz e distância diferentes, o consumidor não consegue comparar o que de fato muda entre elas e perde a confiança na escolha. Manter o mesmo enquadramento para todas as variações faz com que a diferença que ele enxerga seja a diferença real do produto, e não um efeito da foto, o que reduz tanto a hesitação na compra quanto a troca por "não era essa a cor que eu esperava".
- Imagem que não é responsiva no celular: boa parte das compras acontece pelo celular, mas muitas páginas ainda são pensadas para telas maiores, o que pode deixar o produto pequeno e os detalhes difíceis de visualizar. Pensar as imagens para o mobile, com o produto em um tamanho adequado e os principais detalhes visíveis, facilita a leitura e permite que o consumidor entenda o que está vendo sem precisar dar zoom.
Antes da data, vale ainda um olhar para outros pontos que seguem a mesma lógica das cinco dicas: organizar a sequência das fotos para conduzir o comprador do panorama ao detalhe, manter iluminação e enquadramento constantes para dar unidade à página, usar recursos de IA com luz e proporções críveis e evitar que a foto fique artística a ponto de o produto ficar irreconhecível. Todos passam pelo mesmo teste, que a Photoroom viu se repetir nas páginas que convertem. No Dia do Cliente, quando o comprador decide rápido e compara muito, cada imagem precisa tirar uma dúvida do caminho em vez de criar outra, porque é essa clareza que sustenta a compra e ajuda a levar o cliente até o fim.
Uma dica extra para revisar suas páginas: a Photoroom lançou o Product Page Rater, em que se cola o link de uma página de produto — ou se enviam imagens dela, caso o link não seja lido automaticamente — para receber em cerca de 20 segundos uma nota de 0 a 30 nos seis critérios que definem uma boa página de produto, os mesmos usados no Photoroom 100 Best Product Pages, além de recomendações sobre o que ajustar primeiro. A ferramenta está disponível só em inglês por enquanto, mas as notas e os comentários funcionam bem com a tradução automática do navegador.
Metodologia
O estudo da Photoroom analisou dezenas de milhares de páginas de produto de marketplaces, varejistas e marcas que vendem direto ao consumidor, avaliadas segundo seis critérios que definem uma boa página: fidelidade e confiança, que mede o quanto a página representa com precisão o que o cliente vai receber; realismo e execução da imagem, ligado a luz, proporção e composição críveis; distintividade de marca, a identidade visual que torna o produto reconhecível; consistência visual, o padrão mantido entre fotos e variações; foco em conversão, a sequência de imagens que conduz o comprador à decisão; e cobertura de tipos de imagem, a variedade de fotos que responde às diferentes dúvidas de quem compra. Os mesmos seis critérios estruturam o Photoroom 100 Best Product Pages, seleção de marcas dos Estados Unidos nas categorias moda, beleza, casa e alimentos, e são a base do Product Page Rater, que aplica a avaliação a qualquer página no ar com nota de 0 a 30.
Sobre a Photoroom
Fundada em 2019, a Photoroom é a principal solução visual com IA para e-commerce, processando mais de 7 bilhões de imagens por ano em mobile, web e API, e é a escolha de confiança de mais de 1 milhão de empresas e 300 milhões de pessoas em mais de 180 países.
De vendedores individuais a grandes varejistas e marketplaces como DoorDash e Depop, as empresas usam a Photoroom para transformar primeiras impressões em vendas, criando visuais de produto profissionais em escala, lançando mais rápido, vendendo mais e reduzindo custos de fotografia sem comprometer a qualidade. A Photoroom conta com o apoio de investidores globais, incluindo Y Combinator, Balderton e FJ Labs, com escritórios em Paris e Nova York.
Para obter mais informações sobre a Photoroom, acesse www.photoroom.com e o Instagram @Photoroom.Brasil.
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Edital seleciona cidades do sul da Bahia para projeto que fortalece alimentação escolar agroecológica


Edital seleciona cidades do sul da Bahia para projeto que fortalece alimentação escolar agroecológica
Iniciativa busca impulsionar a produção agroecológica da agricultura familiar por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE); inscrições seguem até 25 de setembro
Prefeituras do sul da Bahia já podem se inscrever para participar do projeto PNAE Agroecológico, iniciativa realizada pelo Instituto Comida do Amanhã, em parceria com o Instituto Fome Zero (IFZ), apoio institucional do Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos (WFP) no Brasil e apoio da Fundação Rockefeller e Porticus.
O edital vai selecionar uma cidade ou um grupo de municípios localizados no sul da Bahia, para desenvolver um modelo que poderá servir de referência para outras regiões do país. Com duração prevista de três anos, o PNAE Agroecológico busca compreender e estruturar mecanismos de incentivo, financiamento e governança capazes de ampliar a produção e a oferta de alimentos agroecológicos da agricultura familiar destinados à alimentação escolar.
Além dos critérios técnicos, como a população do município e o percentual de compra da agricultura familiar,serão considerados aspectos como experiências anteriores de fortalecimento da agroecologia e valorização das mulheres nas cadeias produtivas.
Na
primeira etapa, entre 2026 e 2027, será realizada a fase de seleção e
desenho do projeto. Já entre 2028 e 2029, a cidade escolhida contará com
ações voltadas à implementação das estratégias construídas ao longo do
processo.
Lançado em 2025, o PNAE Agroecológico já está em implementação em 11 municípios brasileiros: Caruaru (PE); São José dos Pinhais (PR); Marituba, Barcarena, Benevides e Abaetetuba (PA); e Porto Alegre, Ipê, Montenegro, Antônio Prado e Caxias do Sul (RS).
“O PNAE é uma política pública reconhecida internacionalmente e um exemplo potente de como a alimentação escolar pode conectar quem produz, quem se alimenta e os territórios. O PNAE Agroecológico parte dessa política já consolidada para explorar novas possibilidades de conexão entre alimentação escolar, agricultura familiar e agroecologia, aproximando famílias agricultoras, gestão pública e escolas e olhando para os impactos dessas escolhas sobre as pessoas, o meio ambiente e o clima. Nos municípios participantes, temos avançado justamente nessa aproximação e na construção de novos arranjos entre esses atores, criando espaço para pensar como a alimentação escolar pode se relacionar cada vez mais com as realidades e potencialidades de cada território", comenta Gabriela Rodrigues, coordenadora de projetos do Instituto Comida do Amanhã.
Benefícios para o município ou consórcio selecionado
A cidade ou o conjunto de municípios baianos escolhidos receberá apoio técnico para aperfeiçoar os processos de compras públicas da alimentação escolar, assessoria técnica de base agroecológica destinado às famílias selecionadas no projeto e auxílio para estruturar e desenvolver políticas públicas voltadas à produção agroecológica.
A proposta também prevê o fortalecimento da governança entre poder público, produtores rurais, assessoria técnica e comunidade escolar, contribuindo para ampliar a oferta de alimentos produzidos de forma mais sustentável, gerar renda para agricultores familiares e promover a conservação da biodiversidade e dos recursos naturais.
Além do apoio técnico, o município ou o conjunto de cidades ganhará projeção nacional e internacional como território pioneiro na implementação de modelos de alimentação escolar agroecológica, podendo servir de referência para futuras políticas públicas e novos programas de desenvolvimento rural e segurança alimentar.
Como participar
As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelas prefeituras municipais até as 23h59 do dia 25 de setembro, pelo link Formulário de Inscrição PNAE Agroecológico. O processo exige o envio de declaração de compromisso da gestão municipal, indicação de representantes técnicos das áreas de educação e agricultura e informações sobre a execução do PNAE e da agricultura familiar no município.
O edital completo pode ser acessado pelo link: https://bit.ly/PNAEBahia
Serviço
Edital: Seleção de cidades para o projeto PNAE Agroecológico
Inscrições: até 25 de setembro de 2026
Quem pode participar: prefeituras do sul da Bahia, individualmente ou em consórcio com municípios, localizadas no bioma da Mata Atlântica
Sobre o Instituto Comida do Amanhã
O Instituto Comida do Amanhã é um think tank que atua para a transição para sistemas alimentares saudáveis para pessoas e para o planeta, a partir das cidades. Mais informações em www.comidadoamanha.org.
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domingo, 13 de setembro de 2026
Para presidente, o "mal menor"?
Dagoberto Lima Godoy
Diante da eleição iminente, é natural que o cidadão procure o candidato que reúna consistência moral, inteligência, honestidade e espírito público. O problema surge quando nenhum parece corresponder ao padrão desejado. Restaria, então, votar no “menos ruim”?
Esse critério, excessivamente simplista, reduziria a política à prevenção do pior. Melhor é perguntar-se: qual alternativa oferece a perspectiva do melhor governo possível?
Sem dúvida, o caráter continua sendo requisito fundamental, embora ainda insuficiente. Honestidade sem competência pode produzir fracasso; inteligência sem consciência moral pode ampliar os danos; convicção sem prudência pode tornar-se fanatismo. Em qualquer caso, a integridade não pode ser compensada por promessas de eficiência.
Nesse ponto, examinar a experiência anterior é fundamental. Não basta saber quais cargos o candidato ocupou, mas como os exerceu. É preciso cotejar sua vida pregressa com os atributos que agora proclama: como tratou os recursos sob sua responsabilidade? Que pessoas escolheu? Como reagiu à crítica e aos limites da lei? Produziu resultados e reconheceu erros? O passado não determina o futuro, mas é a melhor evidência do comportamento provável.
É preciso ter presente, ainda, que um governante não chega sozinho ao poder. Traz consigo uma concepção de sociedade, um partido, uma equipe, alianças, compromissos e uma maneira de exercer a autoridade. Não escolhemos apenas uma pessoa: escolhemos um governo provável.
A análise racional torna-se ainda mais necessária quando o ambiente político está radicalizado. A polarização pode deformar o julgamento: avalia-se o adversário por seus piores atos e o candidato de nossa preferência por suas melhores intenções; aceita-se aquilo que confirma nossa escolha e rejeita-se o que a contraria. Pensar racionalmente é aplicar a todos a mesma medida, distinguindo fatos comprovados de versões tendenciosas — “narrativas” — e propostas consistentes de slogans de campanha. Nesse contexto, a serenidade não elimina a convicção: impede que ela se transforme em cegueira.
É então que se examinam as concepções políticas e econômicas. Aqui entra a ideologia, entendida não como rótulo, mas como uma visão sobre o ser humano, a sociedade e o papel do Estado. Que importância o candidato atribui à liberdade, à igualdade, à responsabilidade e à solidariedade? Como pretende conciliar produção de riqueza, proteção social e equilíbrio das contas públicas?
O desafio é combinar um Estado capaz de assegurar a lei, os direitos e os serviços essenciais, mas limitado para não sufocar a sociedade, com um mercado livre para criar riqueza e inovação, mas sujeito a regras que impeçam privilégios e exploração.
Também a governabilidade precisa ser compreendida corretamente. Governar não é apenas formar maioria parlamentar, que pode ser obtida pela distribuição de cargos, favores e recursos públicos. A verdadeira governabilidade exige legitimidade, programa coerente, equipe competente, capacidade de negociação e respeito às instituições. É transformar objetivos em resultados sem corromper os meios utilizados.
A avaliação deveria, portanto, indagar: o candidato compreende os problemas ou apenas explora ressentimentos? Suas propostas indicam meios, custos e prioridades? Sua equipe e suas alianças são compatíveis com o discurso e com sua história? Aceita a oposição e os limites do poder? Se fracassar, os danos serão corrigíveis ou comprometerão a democracia?
E se nenhum candidato atender a tantos requisitos? Surge, então, a opção pelo “mal menor”. Evitar um dano maior pode ser uma decisão responsável; o perigo está em fazer disso o único critério, resignando-se à degradação da vida pública. O “mal menor” deve ser o recurso final, não o ponto de partida. Somente quando todas as alternativas se mostrarem insatisfatórias devem-se comparar os riscos e escolher aquela que ainda preserve maiores possibilidades de correção.
Talvez seja este o critério mais realista: não procurar o candidato ideal, mas o governo provável que ofereça, em grau minimamente aceitável, integridade e experiência, competência administrativa, compromisso com a liberdade e a justiça, capacidade de promover a prosperidade e respeito aos limites institucionais.
A democracia não garante que escolheremos sempre os melhores. Sua maior virtude é permitir que os erros sejam corrigidos. Quando nenhum candidato inspira confiança suficiente, podemos ao menos preferir aquele que preserve a possibilidade de escolhermos melhor no futuro.
* O autor, Dagoberto Lima Godoy, é engenheiro civil
Tudo contra o crescimento
Afonso Pires Faria
Delfim Netto, quando ministro do governo militar, tinha uma tese de que deveríamos fazer o bolo crescer para depois dividi-lo. Era ridicularizado por isso, mesmo sendo esta a fórmula que deu certo em países que progrediram. Agora, não existe mais nem bolo, e o atual governo insiste em dividir. Divide o que ainda não existe. O resultado disso, em curto prazo, é um povo contentando-se com o pouco. Em um período maior, é a pobreza e a miséria extrema.
Caracterizar o fascismo como sendo uma característica somente de direita é desconhecer totalmente o seu significado. Sendo suas principais características o nacionalismo, o desprezo pela democracia e pelo liberalismo, a crença na hierarquia social, o domínio das elites e o desejo de criar a Volksgemeinschaft (comunidade do povo) — na qual os interesses individuais seriam direcionados ao bem da nação —, todas estas características ficam muito mais próximas de regimes de esquerda do que de direita.
Pagamos caro para manter um deputado federal em Brasília para nos representar. Muitas pessoas pensam que a qualidade do parlamentar é medida pelo número de leis que ele propõe. Na ânsia de agradar ao eleitor, muitos deles criam leis sem a menor precisão. Vejam alguns casos que ouvi na "A Voz do Brasil" somente em um dia: lei que multa veículo utilizado para abandonar animais na rodovia; lei que obriga o sistema de saúde a fornecer exames anuais para prevenir doenças contagiosas em mulheres (esta tramitando desde 2024); criação de um fundo garantidor para financiar empresas prejudicadas pelo tarifaço do governo dos EUA. São dias, meses e até mesmo anos que estas preciosidades ficam em discussão no plenário. Quando da sua promulgação, já não existe real necessidade de sua aplicação. Tempo e dinheiro postos no lixo.
É da natureza humana o indivíduo temer mais aquilo que ele desconhece do que o que não é palpável ou visível. É por isso que elementos sem escrúpulos preferem se utilizar de narrativas totalmente infundadas para amedrontar as pessoas com menor discernimento das coisas. Fica difícil para quem tem alguma cultura tentar argumentar combatendo algo que sabidamente inexiste.
Eu sou obrigado pelo Estado a contribuir para que ele pague um agente que me impõe a forma como devo administrar meus bens. Também é este mesmo ente que diz quem eu posso ou não contratar para trabalhar comigo, impondo condições de seletividade. Também é este agente invisível que me impede de fazer caridades de acordo com as minhas preferências.
O atual candidato da oposição teve muita sorte. Tentaram impugnar a sua candidatura fraudando uma filiação em um outro partido, que não aquele no qual estava inscrito. Outro candidato antissistema levou uma facada.
A poliarquia impossível
Francisco Carneiro Junior
Chama-se democracia àquilo que raramente se pratica e frequentemente se invoca. O termo virou sinônimo de virtude, escudo retórico de regimes que dele se aproximam apenas na embalagem. Robert Dahl, em 1971, recusou-se a essa generosidade semântica. Preferiu um nome mais seco para descrever o que os países ocidentais desenvolvidos haviam de fato alcançado: poliarquia — governo de muitos, nunca de todos, e nunca pleno. A palavra soa a jargão de sala de aula. É, na verdade, um ato de honestidade intelectual que a maioria dos discursos políticos não tem estômago para cometer.
Duas condições sustentam essa honestidade. A primeira é a contestação: a liberdade de grupos de oposição desafiarem quem governa e de tentarem, em eleições regulares e limpas, tomar-lhe o lugar. A segunda é a participação: a fatia da população autorizada a intervir nas decisões, seja pelo voto, seja pela administração pública. Onde as duas se combinam em grau máximo, tem-se a poliarquia. Onde nenhuma existe, tem-se a hegemonia fechada — o nome técnico para o que o senso comum chama, sem rodeios, de ditadura.
Dahl não parou nas duas condições. Detalhou-as em oito garantias: liberdade de organização, liberdade de expressão, direito ao voto, elegibilidade a cargos, direito de líderes disputarem apoio e votos, fontes alternativas de informação, eleições idôneas, instituições que amarrem as políticas de governo ao resultado das urnas. Retire uma, e o edifício racha. É um projeto de engenharia institucional, não uma declaração de bons sentimentos — e Dahl tinha plena consciência de que a engenharia, ao contrário da retórica, pode falhar.
Essa é a primeira tese, e ela é otimista sem ser ingênua. Dahl argumenta que o caminho para a poliarquia depende menos de riqueza que de cálculo: governos hegemônicos toleram a oposição quando reprimi-la custa mais caro que suportá-la. A repressão consome recursos, corrói legitimidade interna e externa, e cedo ou tarde perde a vantagem sobre a tolerância. A poliarquia, nessa leitura, não nasce de virtude cívica. Nasce de aritmética de poder — o que a torna, paradoxalmente, mais robusta do que qualquer fundação moral, porque sobrevive mesmo quando ninguém acredita nela por convicção.
Mas há quem leia esse otimismo como ingenuidade disfarçada de realismo, e é aqui que o contraponto se instala. Nicos Poulantzas, ao definir poder como a capacidade de uma classe realizar seus interesses objetivos, retira do Estado a roupagem de árbitro neutro que os pluralistas lhe concederam. Para ele, o Estado é a condensação das forças de classe — não um campo aberto onde grupos competem em igualdade, mas um instrumento que, mesmo sob procedimentos democráticos, permanece a serviço de quem controla a vida econômica.
Ellen Wood aprofunda a acusação. A universalidade formal dos direitos políticos, diz ela, deixa intactas as relações de propriedade. O sufrágio universal pode se espalhar por todas as camadas da sociedade sem tocar um centímetro sequer da estrutura que determina quem manda na fábrica, no banco, na terra. É a democracia que se permite ao capitalismo porque não ameaça o que realmente importa — e Wood chama essa invulnerabilidade da esfera econômica de condição, não de acidente, da democracia liberal moderna.
Atílio Boron, com a franqueza que os acadêmicos costumam evitar, chama de “ditadura de fato dos capitalistas sobre os assalariados”, sob a forma social e política de uma democracia que a oculta sem eliminá-la. Não há aqui exagero panfletário — há uma constatação estrutural: quem precisa vender a própria força de trabalho para sobreviver não compete em igualdade de condições com quem pode comprá-la. A poliarquia, para essa linhagem, é o disfarce mais sofisticado que o poder de classe já inventou para si mesmo.
Duas teses, portanto, olhando para o mesmo fenômeno. Uma vê na poliarquia um patamar concreto e mensurável de liberdade política, alcançável por qualquer sociedade que administre bem o custo da repressão. A outra vê nela uma cortina — legítima em sua forma, cúmplice em sua função. Ambas descrevem fatos reais. Nenhuma das duas, isoladamente, descreve o Brasil.
O Brasil formal cumpre os requisitos de Dahl com uma disciplina que surpreenderia o próprio autor. Eleições regulares desde 1985, alternância efetiva de partidos e de poder, sufrágio universal a partir dos dezesseis anos, voto secreto, liberdade — ampla, às vezes turbulenta — de formar agremiações partidárias. Ricson Moreira Coelho da Silva, ao aplicar a grade de Dahl ao país, não hesita: o Brasil é poliarquia, ao menos no aspecto formal, porque as pessoas participam do poder de um modo ou de outro. É difícil discordar do diagnóstico na superfície. A superfície, porém, nunca foi o problema.
Valéria Lobo chega a conclusão oposta a partir dos mesmos fatos. O sistema eleitoral e partidário brasileiro, escreve ela, carrega distorções que mitigam justamente o igualitarismo político que a poliarquia pressupõe. E aqui a tese marxista encontra terreno fértil: um país onde a desigualdade econômica é traço estrutural, não acidente histórico, é exatamente o cenário que Poulantzas, Wood e Boron previram — o voto formalmente igual coexistindo com um acesso brutalmente desigual aos recursos que decidem quem chega a disputá-lo. Financiamento de campanha, controle de mídia, capital social herdado: nenhum desses fatores aparece na cédula eleitoral, e todos eles decidem o resultado antes dela ser impressa.
Há, contudo, uma terceira distorção que nem Dahl, escrevendo sobre democracias consolidadas em 1971, nem seus críticos marxistas, preocupados com a estrutura de classes, anteciparam com a devida gravidade: a contestação e a participação supõem território onde o Estado seja, de fato, a autoridade que garante ambas. Em extensas faixas do território brasileiro — regiões periféricas de grandes centros urbanos, municípios do interior amazônico, corredores de fronteira — essa autoridade é disputada, e por vezes vencida, por organizações criminosas que substituem o Estado como regulador da vida cotidiana. Onde uma facção decide quem entra, quem sai e, cada vez com mais frequência, quem vota em quem, a poliarquia deixa de ser questão de desenho institucional e passa a ser questão de soberania territorial simplesmente ausente.
Esse deslocamento não é acidente de percurso. O Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital, ao expandirem-se para fora das capitais onde nasceram — hoje presentes em múltiplos estados e mesmo além das fronteiras nacionais, na Bolívia, no Paraguai —, não apenas comercializam entorpecentes. Administram territórios. E administração de território, na tradição de Weber que Dahl herdou sem sempre citar, é a definição mesma de soberania. Um Estado que tolera zonas onde não decide quem manda não é hegemonia fechada, tampouco poliarquia plena: é um Estado que abdicou, em parcelas crescentes de seu mapa, da precondição mínima para que qualquer um dos dois conceitos faça sentido.
A leniência institucional diante desse fenômeno — a lentidão em tratar essas organizações com o instrumental de guerra assimétrica que sua capacidade de fogo e sua estrutura hierárquica já justificam, e não apenas com o instrumental ordinário de segurança pública — agrava o quadro em vez de contê-lo. Enquanto isso, o fluxo de combatentes e articuladores de organizações produtoras da região andina, deslocados pela pressão militar que os Estados Unidos vêm exercendo sobre rotas no Caribe e no Pacífico, encontra no território brasileiro pouco mais que porosidade. A poliarquia formal segue funcionando em Brasília. Em parte crescente do país, funciona apenas como ficção jurídica.
Vale ampliar o círculo até o cenário internacional, porque a comparação revela por contraste o que a análise interna, sozinha, esconde. Tome-se a China. Nenhum dos critérios que sustentam a poliarquia — igualdade de voto, participação efetiva, compreensão esclarecida, controle plural da agenda, inclusão universal — encontra ali sequer um simulacro de aplicação. A liderança política chinesa não emerge de disputa alguma: escolhe-se a si mesma, elite que se recruta, se filtra e se perpetua por dentro de um único partido, sem rotatividade, sem oposição legal, sem eleições que mereçam o nome. O regime é, na classificação que o próprio Dahl deixou pronta, hegemonia fechada em estado puro — concentração de poder e ausência de participação caminhando juntas, sem disfarce e sem pretensão de disfarce.
A diferença entre o caso chinês e o caso brasileiro não é de grau: é de origem. A China nunca teve poliarquia para perder — o desenho institucional nasceu fechado, e permanece fechado por decisão deliberada de quem o administra. O Brasil teve, tem no papel e ainda pratica em suas instituições centrais os cinco critérios de Dahl quase por inteiro; o que lhe falta não foi planejado por ninguém no topo, foi cedido, território por território, pela omissão de quem deveria disputá-lo de volta. Um regime hegemônico se impõe de cima para baixo, por projeto. Uma poliarquia se esvazia de baixo para cima, por vácuo. É a diferença entre uma casa que nunca teve portas e uma casa cujas portas foram, uma a uma, arrombadas enquanto os moradores discutiam a cor das cortinas.
Chega-se, então, a uma síntese que nenhuma das duas teses originais entrega sozinha. Dahl tem razão ao afirmar que a poliarquia é questão de custo e tolerância, não de virtude — mas esqueceu de perguntar quem, dentro de um mesmo território nacional, está de fato cobrando esse custo, e para quem a tolerância se converte em cumplicidade por omissão. Poulantzas, Wood e Boron têm razão ao apontar que a igualdade formal do voto convive com desigualdades estruturais profundas — mas concentraram o argumento na classe, quando no Brasil contemporâneo a fratura mais visível já não separa apenas capital de trabalho: separa território pacificado de território tomado.
O Brasil não é, portanto, nem a poliarquia apresentada em seu aspecto formal, nem simplesmente a cortina de fumaça que a tradição marxista denuncia em qualquer democracia capitalista. É as duas coisas sobrepostas, com uma terceira camada que a teoria de 1971 não previu: uma poliarquia funcional nas instituições centrais e uma hegemonia fechada, imposta por atores não estatais, em fatias do território que crescem enquanto o debate público se distrai com outras urgências.
Dahl escreveu que a democracia plena talvez seja inalcançável, e que toda sociedade que a persegue está condenada a se transformar continuamente, porque cada patamar alcançado gera novas exigências. É uma observação sóbria, quase resignada. Falta a ela, no caso brasileiro, uma cláusula adicional: não basta perseguir o próximo patamar de participação e contestação se o Estado, entrementes, perde o controle sobre o chão onde essa perseguição deveria ocorrer. Poliarquia não se mede apenas pela abertura das urnas. Mede-se, primeiro, pela pergunta mais elementar de todas — se existe, atrás das urnas, um Estado disposto e capaz de proteger quem vota, e não apenas de (mal) contar quem votou.
Rodada de piadas de Lula
Gilberto Simões Pires
INDIGNAÇÃO EM FORMA DE RISO
Em meio, 1- ÀS INCRÍVEIS E CRIMINOSAS DECISÕES QUE SÃO TOMADAS, SEM RECEIO ALGUM, PELA MAIORIA DOS MINISTROS DA SUPREMA FACÇÃO FEDERAL;
2- ÀS CENTENAS DE DECLARAÇÕES -MENTIROSAS- EXPRESSADAS A TODO MOMENTO PELO -DESCONDENADO- PRESIDENTE DA REPÚBLICA COMUNISTA DO BRASIL;
3- À NOJENTA POSTURA DOS PRESIDENTES DA CÂMARA E DO SENADO, QUE DÃO COBERTURA À SANHA COMUNISTA QUE IMPERA ABERTAMENTE NO PAÍS;
4- AO COMPROMISSO FIRMADO PELA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE IMPRENSA (ABI), QUE NESTA SEMANA, SEM SEQUER SER MINIMAMENTE CONTESTADO POR EMPRESAS DE COMUNICAÇÃO DO PAÍS, DECLAROU APOIO ABERTO, TOTAL E IRRESTRITO À REELEIÇÃO DE LULA; etc. etc...ainda assim muita gente INDIGNADA- reage a tantos ABSURDOS com risos e deboches.
CASO MASTER
Ontem, por exemplo, o ex-condenado Lula, COM A JÁ COSTUMEIRA -CARA DE PAU-, subiu ao palco para mais uma RODADA DE PIADAS. E, de imediato, ao se referir ao CASO MASTER, O PETISTA detalhou o encontro que teve, em 2024, com o banqueiro Daniel Vorcaro, da seguinte forma: -EU DISSE A ELE, CLARAMENTE, QUE O BANCO MASTER SERIA INVESTIGADO COM SERIEDADE E QUE A ENTIDADE FOI FECHADA POR ATUAÇÃO DO GOVERNO DELE. Que tal? É de morrer de rir, não?
PONTO ALTO
Ainda assim, o PONTO ALTO DA RODADA DE PIADAS DO DIA, que resultou em RISOS NO MODO -SEM PARAR-, aconteceu quando Lula afirmou: "É IMPORTANTE A GENTE DEIXAR CLARO PARA A OPINIÃO PÚBLICA, que -O BANCO MASTER FOI CRIADO NO GOVERNO BOLSONARO, O VORCARO FOI PRESO NO MEU GOVERNO E O BANCO FOI FECHADO NO MEU GOVERNO.- Pode?
CONSELHEIROS DO MASTER
Como manda o FIGURINO PETISTA, em nenhum momento Lula fez menção, por exemplo, aos CONSELHEIROS -PETISTAS- DO BANCO MASTER (GUIDO MANTEGA, RICARDO LEWANDOWSKI, JAQUES WAGNER, HENRIQUE MEIRELLES, RUI COSTA E JERÔNIMO RODRIGUES). Lula, suponho, imaginou que o FATO de citar seus diletos amigos, ao invés de risos ouvira CHOROS DE RAIVA.
Autodestruição
Percival Puggina
Até as crianças, quando chegam à idade da razão, começam a perceber a existência de causas e consequências. Aliás, foi num processo de regressão às origens dessa lógica acessível à percepção infantil, que a genialidade de S. Tomás de Aquino o conduziu pela mão a dar o nome de Deus à primeira causa de tudo – a causa sem causa anterior.
Use de sua própria experiência, estimado leitor, para entender o que exponho neste artigo. O Supremo Tribunal Federal brasileiro se transformou, em analogia gauchesca, num chapéu velho. Pense num órgão caótico! Nem mesmo a rígida formalidade, o simbolismo das vestes e o vocabulário habitualmente refinado que a lei e a justiça exigem são capazes de assegurar base suficiente para sustentar a reputação do poder.
Qual a causa disso? Ali, robusta, realmente robusta, é a maioria de ministros cujas cadeiras foram obtidas com a indicação petista ou com ela se afinaram. E aí, meus caros, de modo inevitável – porque a causa tem consequência inevitável – tudo que entra no círculo de influência desse grupo político, acaba ficando assim. Observe o desastre do Brasil petista. Todo o governo Lula transcorreu na toada do aumento de impostos de mãos dadas com a taxa de juros e o custo de vida. Um não solta a mão do outro. A CELIC, cujo valor era tão mal falado durante o governo Bolsonaro, se manteve no governo Lula sempre acima do patamar em que ela estava quando Lula subiu a rampa. Endividamento da população, empresas em recuperação judicial, falências, crescimento constante do número de cidadãos cuja sobrevivência depende de benefícios sociais. Dados da Educação em decadência; na Saúde, problemas em fila antecedem a fila dos pacientes; a criminalidade ganhou soberania; a corrupção prospera e um certo sistema bancário “meio que” depende dela e do mundo do crime.
A autodestruição do Supremo tem seu equivalente nas duas casas do Congresso quando postas a serviço do baião de dois do STF com o Palácio do Planalto. Essa esquerda destrói tudo onde mete a mão. Seja um país inteiro, um Estado, um município, um clube de futebol, um departamento universitário, um grêmio estudantil, uma simples parede de universidade, um sindicato, uma associação, um corpo de militante jovem e seu dormitório, uma prateleira, uma gaveta, uma caixinha de utilidades! Nada a ela resiste.
A velha imprensa comprou por boa qualquer mistificação, inclusive o maldito tripé dos sigilos, silêncios e censuras. Aceitou, inclusive, que os péssimos fins justificassem os terríveis meios. A democracia mergulhou no silêncio e no relativismo moral! É por isso que certas autoridades aprenderam com Lula e só falam em ambiente controlado. Um deles é o das grandes redações, onde imagino proibido espiar, desde a janela, o que realmente acontece na rua.
O certo é que, por si mesmo, nesse composto político, poder algum fará o que deve. Daí a importância das eleições do mês que vem para que o faça a futura representação política da sociedade.
* Percival Puggina (81) é arquiteto, escritor, titular do site Liberais e Conservadores (www.puggina.org), colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+. Membro da Academia Rio-Grandense de Letras.
El Niño aumenta atenção sobre manejo do café para a safra 2026/27

El Niño aumenta atenção sobre manejo do café para a safra 2026/27
Após chuvas prejudicarem colheita e qualidade dos grãos, especialista alerta para irregularidade hídrica e temperaturas elevadas na próxima temporada
Depois de uma safra marcada por oscilações no mercado e por chuvas que dificultaram a colheita e a secagem dos grãos, a cafeicultura brasileira volta as atenções para a safra 2026/27. A possibilidade de ocorrência de um El Niño de forte intensidade aumenta a preocupação com as condições climáticas, principalmente nas áreas de sequeiro, mais vulneráveis à irregularidade das precipitações e às temperaturas elevadas. Em um cenário de preços ainda atrativos, preservar o potencial produtivo e a qualidade do café ganha importância para o produtor.
Segundo o engenheiro agrônomo, mestre e doutor em fisiologia vegetal, professor, pesquisador e consultor Ricardo Teixeira, os preços do café vêm apresentando volatilidade, alternando períodos de alta e baixa, mas permanecem em níveis considerados atrativos ao cafeicultor. Para a atual temporada, a expectativa é de uma safra superior a 66 milhões de sacas de 60 kg, o que desloca parte da atenção para a capacidade de manter a qualidade do produto diante das condições climáticas que vêm se apresentando.
É o caso, por exemplo, das chuvas registradas em junho e julho, que já prejudicaram a colheita e a secagem, especialmente do café arábica produzido em Minas Gerais e São Paulo, com reflexos também sobre a qualidade da bebida. “Os preços ainda são considerados bons, mas com uma safra que aponta maiores preocupações relacionadas à qualidade do café do que propriamente à quantidade produzida. Para o mercado futuro de longo prazo, no entanto, ainda existem muitas incertezas”, avalia Teixeira.
O especialista reforça ainda que o clima está entre os fatores que mais ameaçam a produtividade do cafeeiro justamente por ser aquele sobre o qual o produtor tem menor capacidade de intervenção. Diferentemente da genética, dos tratos culturais e da nutrição, que podem ser planejados e manejados ao longo do ciclo, as condições climáticas exigem que a planta esteja preparada para enfrentar períodos de estresse durante todo o ano. “Hoje, entre os grandes fatores, as alterações climáticas representam aquele no qual temos a possibilidade de sofrer as maiores perdas e, ao mesmo tempo, temos menor capacidade de intervenção. Dessa forma, é necessário preparar as lavouras não apenas durante a florada, formação dos frutos ou enchimento dos grãos, mas ao longo dos 12 meses do ano”, explica.
El Niño coloca próxima safra no radar
Para a safra 2026/27, o comportamento climático passa a ser um dos principais pontos de atenção. A cafeicultura de sequeiro permanece especialmente vulnerável à má distribuição das chuvas. A irrigação reduz essa exposição, mas não elimina completamente os efeitos de condições climáticas adversas.
Caso se confirme um El Niño de forte intensidade, semelhante ao fenômeno observado entre 2023 e 2024, a expectativa é de maior pressão sobre a produção de café. Atualmente, a produtividade média brasileira está próxima de 30 sacas beneficiadas por hectare. “Se isso realmente acontecer de maneira mais intensa, podemos observar uma queda considerável de produtividade dos grãos em comparação à última safra”, afirma Teixeira.
O risco não está restrito à disponibilidade de água. Déficit hídrico, chuvas irregulares, temperaturas elevadas e baixa umidade relativa do ar podem interferir em diferentes etapas do ciclo do cafeeiro, desde a florada e o pegamento das flores até a formação e o enchimento dos grãos. Segundo o especialista, a falta de água compromete a absorção e o transporte de nutrientes e reduz a capacidade da planta de produzir energia por meio da fotossíntese.
Já temperaturas muito elevadas podem levar ao fechamento dos estômatos por períodos mais prolongados, impactando a transpiração e dificultando a termorregulação do cafeeiro. “O fechamento desses estômatos reduz a capacidade da planta de transpirar. A diminuição da transpiração eleva a temperatura interna do cafeeiro, dificultando a formação de diversas substâncias diretamente relacionadas não apenas à produtividade, mas também às características que determinam a qualidade da bebida”, explica.
Manejo fisiológico ganha importância
Diante desse cenário, a preparação da lavoura precisa ocorrer durante todo o ano, e não apenas quando uma condição de estresse já está instalada. Para Teixeira, além da irrigação, quando tecnicamente e economicamente viável, a manutenção da saúde do solo e uma estratégia nutricional adequada são fundamentais para ampliar a capacidade de resposta da planta.
Nesse contexto, tecnologias voltadas ao fortalecimento fisiológico e à redução dos impactos do estresse ambiental passam a integrar as estratégias de manejo. Bioestimulantes e soluções com atuação sobre a termorregulação podem contribuir para que o cafeeiro utilize a água de maneira mais eficiente e atravesse períodos de altas temperaturas, baixa umidade e déficit hídrico com menor impacto sobre seu potencial produtivo. “Entre os principais investimentos que podem ser recomendados aos produtores estão, quando possível, a irrigação e a adoção de um manejo voltado ao fortalecimento da planta diante das adversidades climáticas”, destaca.
É nesse contexto que a Agroallianz posiciona seu portfólio para a cafeicultura, com soluções voltadas ao manejo e à preparação das plantas para enfrentar condições de estresse ao longo do ciclo.. “ O melhor entendimento dos fatores ambientais que podem ser limitantes de produtividade, atesta a necessidade de adoção do uso de tecnologias que permitem as plantas suportar estas influências negativa, durante o ciclo produtivo, preservando parte do seu potencial produtivo e rentabilidade ao produtor” destaca Renato Menezes, engenheiro agrônomo e gerente de Marketing Técnico da Agroallianz.
“A preparação do cafeeiro para um ambiente de maior variabilidade climática exige uma visão integrada do manejo, aonde o Programa de Recomendação Agroallianz para a cultura do café propõe diferentes ferramentas durante as fases fenológicas e a necessidade de manter a planta em condições adequadas para expressar seu potencial.“, reforça o gerente.
Sobre: A Agroallianz atua no desenvolvimento de soluções agrícolas voltadas à proteção de cultivos, nutrição vegetal, bioestimulantes e adjuvantes especiais. A empresa se destaca pela agilidade em identificar as demandas do campo, aliando transferência de tecnologia, competitividade comercial e eficiência logística para ampliar a produtividade e a sustentabilidade das lavouras. Com foco em inovação e geração de valor, a empresa tem como propósito contribuir para que cada hectare cultivado seja fonte de prosperidade para o produtor, o meio ambiente e a sociedade.
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Kassi Bonissoni
Gerente de atendimento
kassiana.ruralpress@gmail.com
(19) 98320-0286
Criança com doença autoimune pode tomar vacina contra o sarampo? Especialista explica quando há restrição

Criança com doença autoimune pode tomar vacina contra o sarampo? Especialista explica quando há restrição
Reumatologista pediátrica da Clínica IBIS, referência em doenças imunomediadas, alerta que decisão depende do tratamento e do grau de imunossupressão
Uma criança com doença autoimune pode tomar a vacina contra o sarampo? A resposta depende de cada caso. Embora a vacinação seja a principal forma de prevenção da doença, crianças com condições imunomediadas precisam ter o calendário vacinal avaliado individualmente, especialmente quando fazem uso de medicamentos que interferem no sistema imunológico.
O tema faz parte da rotina de especialistas que acompanham pacientes com doenças imunomediadas, condições em que o sistema imunológico pode apresentar respostas inadequadas e provocar inflamações em diferentes órgãos. Na Clínica IBIS (Grupo CITA), que atua na assistência a pacientes com doenças imunomediadas, a avaliação individual do tratamento e da condição clínica é fundamental para definir as condutas de imunização.
Segundo a reumatologista pediátrica Dra. Roberta Gomes, da Clínica IBIS, diz que ter uma doença autoimune não significa, por si só, que a criança esteja impedida de receber vacinas. A avaliação deve levar em conta o estado imunológico e o tratamento utilizado.
“O diagnóstico de uma doença autoimune não determina, por si só, se a criança pode ou não ser vacinada. É preciso considerar o estado imunológico e, principalmente, o tratamento que está sendo utilizado”, explica.
A atenção é maior no caso da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola e utiliza vírus vivo atenuado. Em situações de imunossupressão importante, a vacina pode ser contraindicada ou precisar ser adiada. Já algumas vacinas inativadas podem ser administradas mesmo por pacientes que fazem uso de imunossupressores, conforme avaliação médica.
“É importante não transformar ‘imunossupressor’ em sinônimo de ‘proibido vacinar’. O risco depende do medicamento e da intensidade da imunossupressão”, alerta a especialista.
Na prática, isso significa que crianças com a mesma doença podem receber orientações diferentes. Antes de definir a conduta, o médico precisa considerar qual medicamento está sendo utilizado, a dose, o tempo de tratamento, quando foi administrada a última dose, o grau de imunossupressão, a atividade da doença e o histórico de vacinação.
O cuidado também passa por avaliar os riscos de deixar a criança desprotegida. O sarampo é uma doença altamente contagiosa e pode causar complicações como pneumonia, otite, cegueira e encefalite. Crianças menores de cinco anos estão entre os grupos com maior risco de apresentar quadros graves.
“Quando uma criança com doença imunomediada deixa de receber uma vacina sem que exista uma contraindicação real, ela pode ficar vulnerável justamente a uma infecção que pode ser muito mais perigosa para ela”, afirma Dra. Roberta.
Por isso, pais de crianças com doenças autoimunes ou que fazem tratamento com imunossupressores não devem suspender vacinas ou medicamentos por conta própria. A orientação é levar a caderneta de vacinação ao pediatra e ao especialista que acompanha a criança, para que o histórico de imunização e o tratamento sejam avaliados em conjunto. Em situações específicas, também pode ser necessária a avaliação de um Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).
A recomendação vale também para quem está com a vacinação atrasada. Não é preciso esperar uma campanha ou o surgimento de casos de sarampo para buscar orientação. A caderneta pode ser revisada a qualquer momento, e a equipe de saúde poderá indicar a melhor forma de atualizar a vacinação de acordo com as condições de cada criança.
Sobre a Clínica IBIS
A Clínica IBIS, integrante do Grupo CITA, é um centro especializado no diagnóstico, tratamento e acompanhamento de doenças autoimunes e imunomediadas, com um corpo clínico altamente qualificado e atuação multidisciplinar nas áreas de reumatologia, dermatologia, gastroenterologia, alergologia, imunologia, neurologia e outras especialidades. Localizada em Salvador, a instituição alia atendimento humanizado, equipe especializada e terapias avançadas para oferecer um cuidado integrado e centrado no paciente.
Além da assistência especializada, a IBIS desenvolve pesquisas clínicas nacionais e internacionais que contribuem para o avanço da medicina e a ampliação do acesso a tratamentos inovadores, reforçando seu compromisso com a excelência, a inovação e a qualidade de vida dos pacientes.
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Bianca Rocha
Executiva de Atendimento
bianca@textoecia.com.br
(71) 99963-2513 / (71) 98147-4334
Por que gostar das pessoas com quem trabalhamos pode mudar a experiência profissional?
Por Claudio Santana
Passamos uma parte enorme da nossa vida trabalhando. Em alguns períodos, convivemos mais com colegas, líderes e equipes, do que com muitos amigos e familiares. Ainda assim, quando falamos sobre felicidade no trabalho, pensamos em salário, propósito, carreira, benefícios ou reconhecimento. Tudo isso importa. Mas, talvez exista uma pergunta mais simples: você gosta das pessoas com quem trabalha? Pode parecer uma pergunta simples, mas não é.
As pessoas têm o poder de transformar nossa experiência profissional. Um bom time pode tornar um projeto difícil mais leve, e um dia complicado mais suportável. Da mesma forma, relações ruins podem tornar nossos dias bem cansativos. Todos nós, em algum momento da carreira, já sentimos isso.
Um dos estudos mais longos já realizados sobre desenvolvimento humano há oito décadas, o Harvard Study of Adult Development, chegou a uma conclusão simples e poderosa a este respeito: bons relacionamentos estão profundamente ligados a uma vida mais feliz e saudável.
Outra pesquisa da KPMG, de 2025, também identificou que 57% dos entrevistados escolheriam um emprego com salário 10% abaixo do mercado se pudessem trabalhar com amigos próximos, em vez de um emprego com salário 10% acima do mercado sem essas amizades.
E, o mais interessante é que não estamos falando de quantidade, mas de qualidade. Ter pessoas em quem confiamos e com quem conseguimos construir vínculos genuínos faz uma enorme diferença. No trabalho, isso não é diferente, considerando características que podem ir desde o bom humor, que torna a jornada mais leve; à confiança, a qual permite que as pessoas falem, errem, perguntem e discordem sem medo; e competências profissionais em si, que criam uma sensação essencial dentro de qualquer equipe: saber que cada um pode contar com o outro.
Muitas amizades, inclusive, podem nascer no ambiente de trabalho, entre uma reunião e outra, em um projeto difícil, uma viagem ou, até mesmo, durante uma conversa no café. Pessoas que entram na nossa vida como colegas podem permanecer nela muitos anos depois que cargos e empresas ficaram para trás, às vezes até para sempre.
Mas, seria ingênuo imaginar que boas relações significam ausência de conflitos. Equipes saudáveis também discordam. Pessoas competentes têm opiniões, prioridades e formas diferentes de enxergar o mundo. O problema não é o conflito, mas quando deixamos que ele destrua a confiança, o respeito e a capacidade de continuar trabalhando juntos.
Também não precisamos gostar de todo mundo, isso seria impossível. Mas, devemos aprender a conviver com diferenças, estabelecer limites e construir relações minimamente saudáveis. Algumas pessoas irão nos energizar; outras irão exigir mais da nossa capacidade de acolhimento e resiliência.
Para os líderes, existe uma reflexão importante: a qualidade das relações dentro de uma equipe é crucial. Por um lado, enquanto elas facilitam a comunicação, aumentam a colaboração e ajudam as pessoas a trabalharem melhor juntas, por outro, quando se deteriora, a produtividade quase sempre sente.
No fim, relacionamentos são uma das grandes chaves da felicidade. E, talvez, o trabalho seja um dos lugares onde mais temos a oportunidade e o desafio de praticá-la todos os dias.
Claudio Santana é executivo há mais de 30 anos em multinacionais, e estudioso da ciência da felicidade há mais de 20 anos. Lançou, recentemente, a nova edição de “15 Chaves para Você Ser Mais Feliz- Guru da Felicidade”, disponível na Amazon Brasil (https://www.amazon.com.br/dp/B0HFDSMRR7).
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Nathália Bellintani Tel: +55 (11) 9848-4042 Email: nathalia@informamidia.com.br www.informamidia.com.br |
Por que gostar das pessoas com quem trabalhamos pode mudar a experiência profissional?
Por Claudio Santana
Passamos uma parte enorme da nossa vida trabalhando. Em alguns períodos, convivemos mais com colegas, líderes e equipes, do que com muitos amigos e familiares. Ainda assim, quando falamos sobre felicidade no trabalho, pensamos em salário, propósito, carreira, benefícios ou reconhecimento. Tudo isso importa. Mas, talvez exista uma pergunta mais simples: você gosta das pessoas com quem trabalha? Pode parecer uma pergunta simples, mas não é.
As pessoas têm o poder de transformar nossa experiência profissional. Um bom time pode tornar um projeto difícil mais leve, e um dia complicado mais suportável. Da mesma forma, relações ruins podem tornar nossos dias bem cansativos. Todos nós, em algum momento da carreira, já sentimos isso.
Um dos estudos mais longos já realizados sobre desenvolvimento humano há oito décadas, o Harvard Study of Adult Development, chegou a uma conclusão simples e poderosa a este respeito: bons relacionamentos estão profundamente ligados a uma vida mais feliz e saudável.
Outra pesquisa da KPMG, de 2025, também identificou que 57% dos entrevistados escolheriam um emprego com salário 10% abaixo do mercado se pudessem trabalhar com amigos próximos, em vez de um emprego com salário 10% acima do mercado sem essas amizades.
E, o mais interessante é que não estamos falando de quantidade, mas de qualidade. Ter pessoas em quem confiamos e com quem conseguimos construir vínculos genuínos faz uma enorme diferença. No trabalho, isso não é diferente, considerando características que podem ir desde o bom humor, que torna a jornada mais leve; à confiança, a qual permite que as pessoas falem, errem, perguntem e discordem sem medo; e competências profissionais em si, que criam uma sensação essencial dentro de qualquer equipe: saber que cada um pode contar com o outro.
Muitas amizades, inclusive, podem nascer no ambiente de trabalho, entre uma reunião e outra, em um projeto difícil, uma viagem ou, até mesmo, durante uma conversa no café. Pessoas que entram na nossa vida como colegas podem permanecer nela muitos anos depois que cargos e empresas ficaram para trás, às vezes até para sempre.
Mas, seria ingênuo imaginar que boas relações significam ausência de conflitos. Equipes saudáveis também discordam. Pessoas competentes têm opiniões, prioridades e formas diferentes de enxergar o mundo. O problema não é o conflito, mas quando deixamos que ele destrua a confiança, o respeito e a capacidade de continuar trabalhando juntos.
Também não precisamos gostar de todo mundo, isso seria impossível. Mas, devemos aprender a conviver com diferenças, estabelecer limites e construir relações minimamente saudáveis. Algumas pessoas irão nos energizar; outras irão exigir mais da nossa capacidade de acolhimento e resiliência.
Para os líderes, existe uma reflexão importante: a qualidade das relações dentro de uma equipe é crucial. Por um lado, enquanto elas facilitam a comunicação, aumentam a colaboração e ajudam as pessoas a trabalharem melhor juntas, por outro, quando se deteriora, a produtividade quase sempre sente.
No fim, relacionamentos são uma das grandes chaves da felicidade. E, talvez, o trabalho seja um dos lugares onde mais temos a oportunidade e o desafio de praticá-la todos os dias.
Claudio Santana é executivo há mais de 30 anos em multinacionais, e estudioso da ciência da felicidade há mais de 20 anos. Lançou, recentemente, a nova edição de “15 Chaves para Você Ser Mais Feliz- Guru da Felicidade”, disponível na Amazon Brasil (https://www.amazon.com.br/dp/B0HFDSMRR7).
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Nava lança IA para acelerar desenvolvimento de software e controlar custos corporativos
Nava lança IA para acelerar desenvolvimento de software e controlar custos corporativos
Soluções Sphere e Nava IA Foundation & Governance orquestram squads virtuais para modernizar sistemas legados, acelerar na criação de produtos digitais e a adoção inteligente de IA, com visão orientada principalmente ao Negócio, Custos, Segurança e Escala
São Paulo, setembro de 2026 – A Nava, consultoria brasileira de tecnologia, anuncia duas novas soluções baseadas em Inteligência Artificial: o Sphere e o Nava IA Foundation & Governance. As plataformas resolvem dois dos principais entraves na adoção de IA no mercado corporativo, que são a modernização de sistemas legados em ambientes regulados, a criação mais rápida de novos produtos digitais e o descontrole de custos e segurança na utilização da tecnologia.
Evolução da plataforma Sphere AI, lançada em 2025 para
diagnóstico e análise de código, expande a automação para todo o ciclo
de vida do desenvolvimento de software. A ferramenta orquestra com
framework inteligente squads agênticas, formadas por robôs e avatares
virtuais pré-treinados para atuar em engenharia, arquitetura, design,
codificação, segurança e testes. O fluxo de trabalho integra portões de
aprovação humana e regras de proteção contínuas para impedir falhas de
segurança e alucinações da IA.
O foco da solução está na evolução
de sistemas existentes em setores de alta complexidade, como bancos,
seguradoras e meios de pagamentos, nos quais a reescrita total do código
é inviável. Com a aplicação da Sphere, a Nava estima uma aceleração
média superior a 50% no tempo total do ciclo de desenvolvimento, com
reduções de até 60% na etapa de imersão e cerca de 90% na fase de
testes.
"Criar produtos do zero com IA é simples, mas em ambientes
complexos e com grandes legados, as empresas precisam evoluir bases de
código complexas e repositórios existentes com controle. A tecnologia,
de maneira isolada não vira o jogo. O que muda o cenário é a
especialização humana. A Sphere guia todo o ciclo de engenharia,
integrando agentes virtuais à supervisão humana para entregar projetos e
produtos digitais com muito mais agilidade e precisão", afirma Emanuela
Ramos, Chief Business Officer da Nava.
Essa eficiência
operacional se reflete no ganho de escala das equipes e na entrega de
produtos digitais e modernizações sistêmicas até três vezes mais rápido e
com 80% menos erros.
Para estruturar a gestão da tecnologia nas
empresas, a consultoria também lança o Nava IA Foundation &
Governance. A solução combina consultoria de governança com um portal em
formato SaaS para centralizar o uso de IA generativa nas organizações.
O sistema monitora o consumo de infraestrutura em nuvem, controla o uso
de tokens, estabelece políticas de privacidade alinhadas à LGPD e
permite o reuso de agentes virtuais entre diferentes áreas da companhia.
“Existe
um risco financeiro relevante em acelerar iniciativas de tecnologia sem
gerenciar o consumo de tokens e infraestrutura. O Nava Governance foi
desenvolvido para alinhar arquitetura, segurança e previsibilidade
orçamentária, garantindo um retorno mensurável sobre o investimento em
inteligência artificial, com foco principal no negócio", complementa
Ramos.
Sobre a Nava
A Nava é uma consultoria brasileira de tecnologia com três décadas de atuação, especializada em transformar complexidade em crescimento. Atuando no core de grandes organizações, a companhia integra estratégia, engenharia e tecnologia de ponta, impulsionadas por GenAI, para desenhar arquiteturas, estruturar governança e gerar resultados concretos de negócio. Com cerca de 2.000 especialistas, a Nava reúne capacidades em dados, Agile development, cibersegurança, cloud, observabilidade, infraestrutura e modernização de aplicações, conectando inovação, design e execução em larga escala.
Seu ecossistema inclui a GH Brandtech, que une a tecnologia à experiência, design e produtos digitais para acelerar diferenciação e competitividade; a Ventura ERM, referência em resposta a incidentes, investigação digital e gestão de crises cibernéticas; e a ®CS Global IT, que fortalece a estratégia de Cloud, Multicloud e Data Center, acelerando a jornada de infraestrutura dos clientes.
Contatos para a imprensa
RPMA Comunicação
Tel.: (11) 5501-4655
Anna Mattos | (11) 94247-6804
Anna Mattos
anna.mattos@rpmacomunicacao.com.br
(11) 9424-7680






