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quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Caju de Leitores abre 5ª edição com língua Patxohã, literatura indígena e participação de escolas

 


Festival Caju de Leitores

Caju de Leitores abre 5ª edição com língua Patxohã, literatura indígena e participação de escolas

Primeiro dia reuniu a homenageada Maria Coruja, lideranças Pataxó, estudantes e as escritoras Geni Nuñez e Auritha Tabajara na Aldeia Xandó

A 5ª edição do Festival Caju de Leitores começou nesta quarta-feira (2), na Oca Tururim, na Aldeia Xandó, Território Indígena Barra Velha, em Porto Seguro (BA). O primeiro dia reuniu a homenageada Maria Coruja, o anfitrião Sairi Pataxó, o cacique Marrudo Pataxó, outras lideranças indígenas, autores convidados, estudantes e educadores.

Participaram das atividades a Escola Municipal de Caraíva, a unidade escolar da Aldeia Bugigão, a Escola Coqueiral e estudantes da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), além do público presente. A programação gratuita segue até sexta-feira (4), com rodas de conversa, contações de histórias, encontros com autores, apresentações culturais e atividades educativas.

O Awê e a oração Pataxó abriram o festival com uma saudação aos bichos, às pessoas e aos encantados. Em seguida, Giovanna Pataxó e Apêtxienã Pataxó conduziram a roda “Como chamamos os bichos em Patxohã: histórias de aldeia”.

Língua Patxohã e identidade

Durante a atividade, imagens de animais foram apresentadas às crianças, que eram convidadas a dizer seus nomes em Patxohã. Mukusuy (peixe), Exna (onça) e Kuké (cachorro) estiveram entre as palavras compartilhadas com o público.

Apêtxienã Pataxó destacou a importância do ensino da língua Patxohã nas escolas e sua relação com a identidade e o território do povo Pataxó.

“A nossa língua ancestral é espírito também. A partir do momento em que a gente valoriza nossa língua e a pratica, estamos afirmando nossa identidade, nossos ensinamentos e nosso legado. A língua também demarca território, conecta-nos com os antepassados e faz com que nossas criancinhas, nossos jovens e nossos adolescentes cresçam aprendendo o que é nosso, por meio do diálogo, das brincadeiras e da ludicidade. O Patxohã é língua sagrada, é uma afirmação para a gente enquanto povo, é língua-espírito do povo Pataxó”, afirmou.

Literatura infantil e outras relações com os bichos

À tarde, o Vozes da Escola abriu espaço para apresentações e produções desenvolvidas por estudantes. A programação continuou com a mesa “Descolonizando afetos na literatura indígena infantil: o que os bichos nos ensinam”, com as escritoras Geni Nuñez e Auritha Tabajara.

Geni Nuñez ressaltou a importância do Caju de Leitores como espaço de fortalecimento da literatura indígena e falou sobre a possibilidade de apresentar outras leituras de mundo às crianças e aos adultos que compartilham essas leituras com elas.

“Tenho chamado de reflorestamento do imaginário, que é apresentar para as crianças, mas também para quem lê com elas, a possibilidade de que há outras leituras de mundo, outras perspectivas. A mesa tem como foco repensar para que não se utilizem mais os bichos como ofensa, mas como parentes, que é o que a gente tem buscado enfatizar”, declarou.

Auritha Tabajara destacou a presença dos animais na ancestralidade e nas narrativas de seu povo. “Na minha aldeia, a onça é o nosso encantado, é de onde descendemos. Muitos dizem que os povos indígenas fazem parte da natureza, mas a verdade é que nós todos somos a natureza e, como natureza, devemos respeitar nossos ancestrais e ouvir os bichos”, afirmou.

O primeiro dia terminou com a apresentação do Grupo Cultural da Aldeia Xandó.

Jornada apresentou pesquisa sobre leitores da região

Na terça-feira (1º), a parceria entre a UFSB e o Caju de Leitores reuniu professores, educadores e estudantes no Centro de Cultura de Porto Seguro durante a III Jornada de Literaturas Indígenas.

Na ocasião, foram apresentados os resultados da I Pesquisa Caju de Leitores, que ouviu 976 estudantes e investigou a relação de crianças e jovens de escolas indígenas de Porto Seguro e do distrito de Caraíva com os livros e a leitura. A pesquisa será apresentada novamente nesta quinta-feira (3), às 14h30, durante a programação do festival.

À noite, a Jornada continuou no Campus Sosígenes Costa da UFSB, com a Varanda Indígena, mesa-redonda sobre ensino e literaturas indígenas com Vanessa Guarani Ratton e Paulo de Tássio Borges da Silva.

Caju de Leitores chega à 5ª edição

Criado em 2022, o Festival Caju de Leitores promove o encontro entre literatura, educação e território, aproximando escritores, artistas, educadores, estudantes, lideranças indígenas e comunidades. Com ações dedicadas à formação de leitores e à ampliação do acesso à literatura indígena, o festival alcançou mais de 12 mil pessoas até 2025.

Em sua 5ª edição, o Caju de Leitores apresenta o tema “Um Manifesto de Bichos”, inspirado na presença dos animais nas histórias, nas memórias e nos conhecimentos transmitidos entre gerações. A proposta aproxima bichos, ancestralidade, língua, natureza e território, destacando diferentes modos indígenas de compreender a existência.

O Festival Caju de Leitores é uma realização do Ministério da Cultura e da Savá Cultural. Conta com patrocínio da Neoenergia e do Itaú, via Lei Rouanet, além da Secretaria Municipal de Educação de Porto Seguro, por meio da Superintendência de Cultura e Patrimônio Histórico. Tem ainda parceria acadêmica da Universidade Federal do Sul da Bahia.

Programação de quinta-feira — 3 de setembro

7h30 — Recepção e acolhimento das escolas e do público em geral

8h — Contação de histórias
Com Maria Coruja e Auritha Tabajara

9h — Povos indígenas de Abya Yala: conexão ancestral por meio do livro literário indígena — quem é o nosso bicho ancestral?
Com Mariela Tulián, Sairi Pataxó e Sebastian Gerlic

10h30 — Apresentação da Cia. de Teatro Livro Aberto
Palco Sabará

14h — Vozes da Escola
Palco Sabará

14h30 — Apresentação da I Pesquisa Caju de Leitores

15h30 — Educação indígena inclusiva: para humanos e não humanos
Com Vanessa Guarani Ratton, Carina Pataxó e Lucia Tucuju

17h — Apresentação do Grupo Cultural do Porto do Boi

Informações para a imprensa

Débora do Carmo
Assessoria de imprensa regional
abcdeboraa@gmail.com

Gabriela Toledo
Assessoria de imprensa nacional
obaramail@gmail.com



Público chega à Oca Tururim, na Aldeia Xandó, para acompanhar a abertura da 5ª edição do Festival Caju de Leitores Apêtxienã Pataxó compartilha com as crianças palavras em Patxohã durante a atividade “Como chamamos os bichos em Patxohã: histórias de aldeia” A III Jornada de Literaturas Indígenas da UFSB apresentou os resultados da I Pesquisa Caju de Leitores
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Savá Cultural
producao@cajuleitores.com.br
(73) 99916-2495

Lei de Incentivo à Reciclagem ganha espaço como ferramenta para ampliar projetos de economia circular no Brasil

 



SI Comunicação

Lei de Incentivo à Reciclagem ganha espaço como ferramenta para ampliar projetos de economia circular no Brasil

Criada para fortalecer a cadeia da reciclagem, LIR já viabiliza iniciativas como o RODA, projeto da SOLOS que recebeu R$ 1 milhão para ampliar a coleta seletiva em Salvador

A Lei de Incentivo à Reciclagem (LIR) vem ampliando as possibilidades de financiamento para iniciativas que atuam na cadeia da reciclagem e na promoção da economia circular no Brasil. Criada pela Lei nº 14.260/2021 e regulamentada em 2024, a legislação permite que empresas e pessoas físicas destinem parte do Imposto de Renda devido a projetos previamente aprovados pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

O mecanismo busca aproximar poder público, empresas, organizações da sociedade civil, cooperativas e catadores, direcionando recursos para iniciativas que contribuam para o aumento da reciclagem e para o fortalecimento da cadeia de resíduos no país. Entre as ações que podem ser contempladas estão projetos de coleta seletiva, reutilização, reciclagem, beneficiamento de materiais, educação ambiental, capacitação e inclusão socioprodutiva de catadores.

A importância da LIR está também na possibilidade de transformar recursos de incentivo fiscal em investimentos estruturantes para um setor que ainda enfrenta desafios de infraestrutura, escala e financiamento. Ao permitir que projetos sejam apresentados, avaliados e posteriormente levados ao mercado para captação, a legislação cria uma conexão entre iniciativas socioambientais e empresas interessadas em direcionar recursos para projetos de impacto.

Segundo dados recentes do SINIR+, a Lei de Incentivo à Reciclagem (LIR) já conta com 20 projetos em execução, além de 296 propostas em fase de captação, que já tiveram suas Portarias publicadas no Diário Oficial da União e estão aptas a captar recursos.

Entre as iniciativas que já acessaram esse mecanismo está o RODA | A reciclagem na sua porta, desenvolvido pela SOLOS, empresa especializada em soluções para a economia circular, em parceria com a Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-estar e Proteção Animal (SECIS). O projeto foi contemplado pela LIR e recebeu R$1 milhão do Banco do Nordeste para ampliar sua atuação.

Criado para facilitar o acesso da população à coleta seletiva, o RODA oferece coleta porta a porta por meio de agendamento online e veículo elétrico de emissão zero, com os materiais encaminhados à Cooperativa de Reciclagem União (CRUN). Em seu primeiro ano, no formato de piloto, o projeto coletou 91 toneladas de resíduos recicláveis e conta aproximadamente 400 participantes, contribuindo para a geração de renda dos catadores e o fortalecimento da cadeia da reciclagem. 

Os projetos aprovados têm, em geral, sido apresentados por organizações que já possuem histórico de atuação e resultados comprovados. Este foi o caso do RODA, que, com um ano de operação, já conseguiu aumentar em mais de 30% o volume de materiais da cooperativa parceira, com incremento de renda, suporte na requalificação do galpão e valorização do trabalho do catador”, explica Saville Alves, fundadora da SOLOS.

Com o novo aporte, o projeto entra agora em uma fase de expansão. Os R$1 milhão captados permitirão viabilizar doze meses de operação, atuação em 14 bairros e a parceria com duas cooperativas. A SOLOS também busca captar mais R$1 milhão para ampliar a iniciativa e dobrar seu escopo de atuação.

Para Saville, o exemplo do RODA evidencia como a LIR pode contribuir para que projetos estruturados avancem para uma nova etapa. “A Lei de Incentivo à Reciclagem é um instrumento de fomento a soluções estruturantes, que abrangem a participação das cooperativas e dos catadores e viabilizam a criação de infraestrutura e conscientização para promover o descarte e o processamento correto do pós-consumo”, afirma.

Para mais informações acesse o site do SINIR.

Sobre a SOLOS:

A SOLOS é uma startup de impacto que atua junto a territórios e marcas para apoiá-los na superação dos desafios relacionados à economia circular. Por meio de sistemas inteligentes, conteúdos e experiência e reciclagem em grande eventos, a companhia promove o descarte correto de embalagens pós-consumo, melhorando a vida de todos: dos catadores às tartarugas marinhas. Em nove anos, a empresa já realizou parcerias com marcas como Ambev, Braskem, iFood, Nubank e Coca-Cola e coletou mais de 2 mil toneladas de resíduos, gerando R$10 milhões em renda para os catadores.

 

Site

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Instagram

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terça-feira, 1 de setembro de 2026

 Pode ser uma imagem de texto que diz "BRASIL REGISTRA O 4° RECORDE CONSECUTIVO DE FEMINICÍDIOS NO GOVERNO LULA VIOLÊNCIA CRESCE PELA QUARTA VEZ SEGUIDA; DADOS CONTRARIAM DISCURSO DO GOVERNO LULA SOBRE PROTEÇÃO À MULHER GIVAGO VARGAS Mesigaparaacompanhar para acompanhar meu onteúdo PHERJ 54-9392 POLICIA"

Golpes com IA: como a legislação e o mercado respondem às fraudes biométricas

 



Vitru Educação


Golpes com IA: como a legislação e o mercado respondem às fraudes biométricas



Diante da alta de fraudes digitais por inteligência artificial, especialista da UniCesumar explica como a legislação atual pune a clonagem biométrica e orienta vítimas.

 

O uso de ferramentas de inteligência artificial para a clonagem de voz e imagem registra impacto direto no aumento de fraudes biométricas e roubo de dados. Dados da consultoria Peers Consulting + Technology indicam que o setor de cibersegurança no país deve encerrar o ano de 2026 faturando US$ 4,05 bilhões (cerca de R$ 22 bilhões), impulsionado diretamente pelo aumento de 55% nas tentativas de ataques cibernéticos em relação aos períodos anteriores, resultado da proliferação de IAs generativas por parte de criminosos.

 

Diante das perdas financeiras, empresas e instituições governamentais aceleram a criação de barreiras jurídicas e novos protocolos de segurança. “A atuação da Justiça no Brasil baseia-se na adaptação da legislação vigente frente à tecnologia. Não existe hoje um tipo penal autônomo chamado 'deepfake'. A inteligência artificial opera como o meio de execução. Quando o uso de áudio ou vídeo falso visa a obtenção de vantagem financeira, o direito penal enquadra o caso como estelionato qualificado por fraude eletrônica, com pena de quatro a oito anos de reclusão. Se o objetivo do material sintético é o ataque à reputação, configuram-se os crimes contra a honra: calúnia, difamação e injúria", explica Para Felipe de Melo, advogado e professor de Gestão em Segurança Pública da EAD UniCesumar.

 

Nesse cenário, a resposta ao avanço das fraudes exige uma transição de medidas puramente reativas para protocolos preventivos. O desafio atual do mercado não se limita a enquadrar o crime, mas a estabelecer barreiras de autenticação que blindem os dados biométricos, exigindo responsabilidade técnica e jurídica compartilhada entre plataformas, instituições financeiras e usuários.

 

Regulação, LGPD e o limite da responsabilidade corporativa

A principal barreira jurídica atual é a ausência de um marco legal específico. O Projeto de Lei 2338/2023, focado na regulação da inteligência artificial, aguarda votação final na Câmara dos Deputados com projeção de desfecho para 2026. No âmbito da responsabilização das plataformas digitais, o Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu, em junho de 2025, a possibilidade de punição independente de ordem judicial caso seja comprovada uma falha sistêmica, recaindo presunção de responsabilidade sobre conteúdos pagos ou impulsionados por algoritmos.

Em relação à restituição de valores por instituições bancárias, a análise depende da dinâmica da fraude. "A Súmula 479 do Superior Tribunal de Justiça (STJ) consolida que os bancos respondem por fraudes ligadas à sua atividade. No entanto, no golpe da voz clonada, muitas vezes a própria vítima efetua a transferência via Pix. Nesses casos, o STJ entende que a responsabilização do banco exige a comprovação de uma falha de segurança concreta, como a não interrupção de uma movimentação atípica ou a permissão para abertura de contas de destino utilizadas por golpistas", afirma Felipe de Melo.

 

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) funciona como principal instrumento de defesa preventiva, pois classifica a biometria facial e vocal como dados sensíveis (art. 5º). As empresas são obrigadas a implementar medidas técnicas para impedir acessos indevidos. O cidadão possui o direito legal de exigir relatórios sobre o tratamento desses dados, revogar consentimentos e acionar a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) frente a vazamentos.

 

Protocolos de prevenção e produção de provas com validade jurídica

Para comunicações corporativas e transações, a adoção de assinaturas digitais com certificado ICP-Brasil garante a autenticidade e o não-repúdio da operação. Já no ambiente doméstico, o especialista recomenda a implementação de mecanismos físicos. "Estabelecer uma 'palavra-passe' entre familiares atua como um filtro eficaz contra a clonagem de voz e demonstra diligência da vítima em caso de litígio bancário", destaca o professor da UniCesumar.

 

Se a fraude ocorrer, a orientação jurídica central é a celeridade. O usuário deve acionar imediatamente o banco via Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Pix para tentar bloquear os valores e registrar o boletim de ocorrência em delegacia especializada. "A prova digital exige garantia de integridade. A recomendação é preservar o arquivo original com seus metadados, gerar o código de verificação (hash) e utilizar a ata notarial, que hoje pode ser feita de forma remota, para registrar os fatos com fé pública e viabilizar a responsabilização civil ou criminal", conclui de Melo.

 

Sobre a UniCesumar

Com mais de 35 anos no mercado educacional e desde 2022 como uma das marcas integradas ao grupo Vitru Educação, a UniCesumar conta com uma comunidade de cerca de 500 mil alunos. Atualmente, possui uma robusta estrutura de Educação a Distância (EAD), com mais de 1,3 mil polos espalhados por todas as regiões do país, além de três unidades internacionais, localizadas em Dubai (Emirados Árabes) e Genebra (Suíça). No ensino presencial, destaca-se o curso de Medicina, oferecido nos campi de Maringá (PR) e Corumbá (MS), juntamente a outros três campi, localizados em Curitiba, Londrina e Ponta Grossa (PR). Como um dos dez maiores grupos educacionais privados do Brasil, a UniCesumar oferece portfólio diversificado, com 350 cursos, abrangendo graduação, pós-graduação, técnicos, profissionalizantes, mestrado e doutorado. Sua missão é promover o acesso à educação de qualidade e contribuir para o desenvolvimento pessoal e profissional de seus alunos, preparando-os para os desafios do mercado de trabalho.

 

Contatos para imprensa:

Weber Shandwick

E-mail: vitru@webershandwick.com

 

Priscilla Poubel – priscilla.moreira@omc.com | Telefone: (21) 9 8351-0185

Paulo Lima – paulo.lima1@omc.com | Telefone: (11) 9 8398-6996

 



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Carreiras não lineares: o mercado mudou ou mudaram as competências que geram valor?

 


Por Thiago Xavier

Por muito tempo, construir uma carreira de sucesso significava seguir um caminho relativamente previsível: estudar, ingressar em uma empresa, crescer gradativamente na hierarquia e, ao final da trajetória, aposentar-se após décadas de dedicação à mesma organização ou ao mesmo setor. Hoje, por mais que esse modelo não esteja errado, deixou de ser a única alternativa para a progressão profissional. 

O ambiente de negócios se torna cada vez mais complexo, especialmente em decorrência dos impactos dos avanços tecnológicos, que transformaram, praticamente, todas as profissões e os desafios que as organizações enfrentam diariamente. O relatório “Future of Jobs 2025”, do Fórum Econômico Mundial, comprova este cenário: segundo seus dados, 59% da força de trabalho mundial precisará passar por requalificação ou aprimoramento de competências até 2030. 

Nesse contexto, a discussão sobre carreiras lineares ou não lineares ganha espaço. Mas, ao invés de questionarmos qual caminho tende a ser mais benéfico, a pergunta central deveria ser: quais competências tornam um profissional relevante em um mundo de mudanças constantes? 

Dentre as respostas essenciais para esse ponto, o conhecimento continua sendo extremamente importante, mas já não é suficiente. Isso porque, durante décadas, as empresas buscavam profissionais que já tivessem enfrentado um determinado desafio, partindo de um raciocínio simples: quem já fez, tende a repetir o sucesso. Hoje, boa parte dos desafios corporativos não possui precedentes. 

Usando o caso da inteligência artificial, como exemplo: qual a melhor forma de incorporá-la aos processos de negócio? Em relação às diferentes gerações trabalhando juntas nos ambientes corporativos, como liderar equipes diversas nesse sentido, mantendo a satisfação e produtividade de todos? Pensando nos constantes avanços tecnológicos, como as empresas podem acelerar uma transformação digital, sem perder eficiência operacional? E, considerando todos esses fatores juntos, como podem desenvolver novos modelos de negócio diante de mudanças tão rápidas? 

Não existe um manual para todas essas perguntas, muito menos uma regra que poderia ser seguida por todas as organizações. Por isso, muitas empresas passaram a valorizar não apenas a experiência acumulada, mas a capacidade de aprender, adaptar-se e construir soluções em ambientes de incerteza – fazendo com que o diferencial competitivo deixasse de ser apenas "o que o profissional sabe", e passasse a incluir "a velocidade com que ele consegue aprender algo novo e transformar esse conhecimento em resultado". 

A adaptabilidade também se tornou um ativo estratégico do mercado atual. Por mais que a experiência anterior continue sendo importante, competências como aprendizagem contínua, pensamento crítico, influência, inteligência emocional, resiliência e leitura de contexto passaram a exercer um papel decisivo, de forma que tenham times capazes de navegar diante de cenários imprevisíveis, que não possuem um caminho claramente definido. Unir profundidade técnica com visão ampla de negócios é o que tende a ser cada vez mais valorizado. 

Neste cenário, profissionais que atuaram em diferentes setores, lideraram projetos distintos, viveram culturas organizacionais variadas ou assumiram desafios fora da zona de conforto, costumam desenvolver um repertório mais amplo para resolver problemas complexos. Não porque mudaram mais de empresa, mas porque aprenderam a se adaptar a novos contextos – o que facilita a compreensão do porquê trajetórias diversas passaram a ser mais valorizadas. 

Essa transformação também altera a forma como enxergamos a liderança. Enquanto, no passado, esperava-se que o líder tivesse as respostas prontas para todas as ocasiões, hoje, é desejado que tenha a capacidade de desenvolver pessoas que encontrem respostas para problemas que ainda nem existem. Isso, na prática, exige criar ambientes de aprendizagem contínua, incentivar a experimentação responsável, promover a colaboração entre áreas e estimular a autonomia. Mais do que gerir equipes, liderar passa a significar desenvolver a capacidade adaptativa da organização. 

Nesse cenário, o RH assume um papel ainda mais estratégico. Sua responsabilidade vai além de preencher vagas ou estruturar programas de treinamento, devendo criar mecanismos que acelerem o desenvolvimento organizacional por meio de mobilidade interna, job rotation, projetos multidisciplinares, mentorias, comunidades de prática e iniciativas que ampliem a troca de conhecimento entre diferentes áreas. 

No fim, o mercado não recompensa quem muda mais de empresa, nem quem permanece mais tempo em uma única organização. Da mesma forma que profissionais que permanecem muitos anos em uma organização continuam construindo trajetórias extraordinárias quando mantêm curiosidade, ampliam responsabilidades e seguem aprendendo; carreiras não lineares podem gerar vantagem competitiva quando cada mudança representa evolução, desenvolvimento e ampliação de repertório. 

Em um mundo marcado pela transformação tecnológica e pela imprevisibilidade dos negócios, talvez a principal competência profissional não seja dominar todas as respostas, mas a capacidade de aprender continuamente, adaptar-se rapidamente e liderar com confiança, mesmo quando o caminho ainda está sendo construído. 

Thiago Xavier é headhunter e sócio da Wide Executive Search, boutique de recrutamento executivo focado em posições de alta e média gestão.   

  

Sobre a Wide:   

https://wide.works/   

Com mais de 50 anos de experiência combinada, a Wide é especialista em recrutamento executivo alinhado às necessidades e objetivos de cada empresa. Seu foco é fortalecer a governança corporativa, com atendimento exclusivo e processos ágeis e assertivos, conduzidos pela expertise de seus sócios. 



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Nathália Bellintani


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Em meio ao recorde de afastamentos por saúde mental, livro propõe 15 caminhos práticos para uma vida mais feliz

 


Nova edição de "Guru da Felicidade", de Claudio Santana, une psicologia positiva, neurociência, filosofia e desenvolvimento humano para transformar conhecimento em ação

Nunca se falou tanto sobre saúde mental no trabalho – e não faltam números mostrando o porquê. Em 2025, mais de 546 mil benefícios por incapacidade temporária foram concedidos no Brasil em razão de transtornos mentais e comportamentais, cerca de 15% a mais do que em 2024. O dado reforça uma pergunta que ultrapassa o ambiente corporativo: como continuar trabalhando, produzindo, liderando e tomando decisões sem deixar a própria felicidade em segundo plano? 

É justamente na relação entre desempenho, bem-estar e escolhas pessoais que Claudio Santana constrói a nova edição de “15 Chaves para Você Ser Mais Feliz- Guru da Felicidade”. A obra, originalmente lançada em 2024, foi ampliada com novos conteúdos, estudos e reflexões, além do uso da inteligência artificial como ferramenta de pesquisa e cocriação. O e-book está disponível na Amazon Brasil (https://www.amazon.com.br/dp/B0HFDSMRR7). 

Executivo com mais de três décadas de experiência no mundo corporativo, escritor e estudioso de filosofia, inovação, produtividade e desenvolvimento humano, Santana parte de uma premissa simples: felicidade não é uma fórmula pronta, nem um estado permanente. É uma construção que envolve diferentes dimensões da vida e sobre as quais podemos agir. “Não quero que alguém termine a leitura apenas sabendo mais sobre felicidade. Quero que feche uma página e faça alguma coisa diferente. Afinal, o conhecimento só transforma quando gera ação”, enfatiza. 

Muito além de um discurso motivacional, as 15 chaves foram estruturadas a partir de referências científicas e filosóficas e pensadas para funcionar tanto para quem lê o livro do início ao fim, quanto para quem prefere ir diretamente ao capítulo que mais precisa naquele momento. São elas: saúde e bem-estar, autoconhecimento, acolhimento, resiliência, gestão financeira, generosidade, apreciação, desenvolvimento pessoal, prazer, metas, relacionamentos, otimismo, gratidão, espiritualidade e propósito. 

Cada chave combina reflexão com aplicação prática, por meio de estratégias, exercícios guiados e propostas de ação. A obra inclui, ainda, um desafio estruturado de 21 dias, criado para estimular o leitor a transformar reflexão em prática e incorporar novas escolhas ao cotidiano. 

A discussão ganha ainda mais relevância diante da crescente atenção das empresas brasileiras aos riscos psicossociais relacionados ao trabalho e às exigências de gestão desses fatores no ambiente corporativo. Para Santana, porém, o tema vai além das políticas empresariais: felicidade, equilíbrio e saúde emocional também precisam fazer parte da forma como cada pessoa conduz a própria vida. “Nenhuma empresa prospera de forma sustentável com times esgotados. Felicidade não é sinônimo de acomodação. Ao longo da minha trajetória corporativa, vi que equipes mais equilibradas emocionalmente conseguem sustentar melhores resultados, tomar decisões com mais clareza e construir relações mais saudáveis”. 

Em uma sociedade em que algoritmos disputam nossa atenção e inteligências artificiais respondem perguntas em segundos, o autor defende que continuamos responsáveis pelas escolhas que fazemos com aquilo que aprendemos. A tecnologia pode ampliar o acesso ao conhecimento, mas não substitui a experiência humana de decidir como viver. “A ciência pode indicar caminhos. A filosofia pode fazer as perguntas. A IA pode ampliar o conhecimento. O livro pode oferecer as chaves. Mas o verdadeiro Guru da Felicidade sempre será você. Cada um de nós precisa encontrar o próprio caminho para uma vida mais feliz”, finaliza o autor. 

 

SERVIÇO 

15 Chaves para Você Ser Mais Feliz - Guru da Felicidade 

Autor: Claudio Santana 

Formato: e-book 

Amazon Brasil: https://www.amazon.com.br/dp/B0HFDSMRR7 



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Nathália Bellintani


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No-code: é o fim do CRM tradicional?

 


Por Luis Peixoto

Entre as decisões que mais pesam no crescimento sustentável de uma empresa, a forma como ela gerencia o relacionamento com o cliente ocupa um lugar central. Para dar conta desse desafio, o mercado consolidou as soluções tradicionais de CRM. O problema é que, na maioria dos casos, elas exigem projetos de implementação longos e caros, algo cada vez mais incompatível com o ritmo de decisão que o negócio exige hoje. É nesse vácuo que cresce um modelo que une dois conceitos disruptivos: o no-code e a IA agêntica. 

Para entender onde essa mudança pode chegar, vale olhar para onde tudo começou. As soluções de CRM surgiram ainda na década de 1990, pensadas para organizar dados e históricos de interação que antes viviam espalhados. Deram tão certo que se tornaram uma indústria bilionária: segundo a Mordor Intelligence, a expectativa é que esse mercado movimente quase USD 129 bilhões até 2031, crescendo a uma taxa anual composta de cerca de 8%. 

O CRM tradicional foi, para sua época, um avanço real. Mas a velocidade que o mercado exige hoje é outra, e é justamente aí que a combinação de no-code com IA agêntica encontra espaço. A proposta é simples de entender e difícil de ignorar: o sistema deixa de ser um repositório passivo de informação e passa a participar ativamente das decisões do dia a dia, seja em vendas, suporte, finanças ou qualquer outra área que dependa de dados para agir rápido. 

Na prática, isso muda a relação da empresa com a área de TI. Em vez de depender de projetos e consultorias para qualquer ajuste, as áreas de negócio ganham autonomia para adaptar o sistema conforme a operação pede. É uma mudança real de poder de decisão, e como toda mudança desse tipo, esbarra em barreiras culturais antes de esbarrar em qualquer limitação técnica. 

Essa autonomia costuma esbarrar num medo antigo: o de que a tecnologia substitua as pessoas. Não é isso que acontece. O papel da IA agêntica é assumir tarefas repetitivas e operacionais, aquelas que consomem tempo sem exigir julgamento humano. O espaço que sobra é justamente onde as pessoas fazem diferença: negociação, relacionamento, leitura de contexto, decisão estratégica. 

Existe ainda um problema mais silencioso nos CRMs tradicionais, e talvez o mais caro de todos: a tendência de virarem repositórios estáticos que ninguém mais confia de verdade. Quando o sistema não acompanha o ritmo da operação, a equipe cria suas próprias planilhas paralelas por fora, e a empresa passa a operar com uma sensação de controle que não existe na prática. 

O no-code enfrenta esse problema de frente. Ao entregar aos gestores ferramentas para desenhar e ajustar processos sem depender de terceiros, ele elimina o motivo que levava a essas planilhas paralelas a existir. Com o apoio da IA agêntica, o resultado é uma operação híbrida, em que pessoas e agentes automatizados dividem o trabalho de forma complementar, e não concorrente. 

Dito isso, seria ingênuo tratar o no-code como uma fórmula mágica. Nenhuma plataforma resolve sozinha um processo mal desenhado ou uma cultura resistente a mudar. O fator que separa um projeto bem-sucedido de um investimento desperdiçado continua sendo o mesmo de sempre: a disposição real da organização para transformar como ela trabalha. 

Por isso, o primeiro passo estratégico não é técnico, é de alinhamento. Antes de qualquer implementação, as áreas envolvidas precisam entender o que muda na prática e enxergar o ganho concreto que essa transição traz para o próprio trabalho delas. Contar com quem já passou por essa jornada em outras empresas ajuda a evitar os erros mais comuns e a acelerar o retorno sobre o investimento. 

Toda tecnologia nova provoca um certo desconforto quando chega. Com o no-code, o movimento não é diferente. Mas vale lembrar que inovações como a energia elétrica e a própria internet também representaram, em seu tempo, uma simplificação radical de processos que antes eram complexos e restritos a especialistas. O CRM está passando por um movimento parecido agora. 

No fim, o que está em jogo é um modelo de gestão que entrega mais governança, mais rastreabilidade e mais liberdade para as áreas de negócio decidirem no seu próprio ritmo. Para a liderança em dúvida entre manter o modelo convencional ou migrar para esse novo ecossistema, a pergunta certa não é se a mudança vai acontecer, e sim quanto tempo ela ainda está disposta a esperar pelo retorno. 

Manter o modelo convencional significa continuar tendo mais do mesmo. Migrar para uma solução agêntica significa ganhar uma equipe híbrida e resultados que chegam mais rápido. No fim, a questão não é decretar o fim do CRM tradicional, e sim reconhecer que o caminho já está traçado. 

Luis Peixoto é Sales Manager e VP de Tecnologia focada em Creatio da H&CO Brasil. 

Sobre a H&CO: 
https://www.hco.com/    
A H&CO é uma das principais empresas internacionais de consultoria em tecnologia e terceirização de serviços profissionais. Com 30 anos de história, a empresa está presente em 30 países com mais de mil pessoas comprometidas em prestar serviços de qualidade em contabilidade, impostos internacionais, implantação de soluções SAP, gestão de entidade global, entre outros.  A consultoria é a maior e parceira na América Latina da Creatio, plataforma global no-code agente-cêntrica que integra CRM e automação ilimitada para transformar a produtividade empresarial. 



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Cinthia Guimarães


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Caju de Leitores começa nesta quarta-feira na Aldeia Xandó, em Porto Seguro

 


Festival Caju de Leitores

Caju de Leitores começa nesta quarta-feira na Aldeia Xandó, em Porto Seguro

Festival reúne 16 autores e convidados em três dias de programação gratuita no Território Indígena Barra Velha

A 5ª edição do Festival Caju de Leitores começa nesta quarta-feira, dia 2 de setembro, às 8h, na Oca Tururim, na Aldeia Xandó, Território Indígena Barra Velha, em Porto Seguro (BA). A abertura terá a participação do cacique Marrudo Pataxó, da Aldeia Xandó, e de Maria Coruja, homenageada desta edição. Até sexta-feira (4), o festival reúne 16 autores e convidados em rodas de conversa, contações de histórias, apresentações culturais e atividades educativas. A programação é gratuita.

Com o tema “Um Manifesto de Bichos”, o Caju de Leitores 2026 propõe olhar para os bichos a partir de diferentes narrativas, saberes e formas de relação com o território. Entre os convidados estão Geni Nuñez, escritora, psicóloga e ativista indígena Guarani; Auritha Tabajara, escritora e cordelista; e Mariela Tulián, escritora, educadora e liderança indígena do povo Comechingón, da Argentina.

A homenageada desta 5ª edição é Maria Coruja, anciã e mestra dos saberes Pataxó, cuja trajetória está ligada à comunidade, à memória e aos conhecimentos do território.

Destaques da programação

No primeiro dia, um dos destaques é a roda “Como chamamos os bichos em Patxohã: histórias de aldeia”, com Giovanna Pataxó e Apêtxienã Pataxó. Geni Nuñez e Auritha Tabajara participam da conversa “Descolonizando afetos na literatura indígena infantil: o que os bichos nos ensinam”.

Na quinta-feira (3), Maria Coruja e Auritha Tabajara participam de uma contação de histórias. Mariela Tulián, Sairi Pataxó e Sebastian Gerlic integram a roda “Povos indígenas de Abya Yala: conexão ancestral por meio do livro literário indígena — quem é o nosso bicho ancestral?”. O dia terá ainda a apresentação da I Pesquisa Caju de Leitores.

Na sexta-feira (4), Maurício Negro, Sol Itaputyr e Tucunã Pataxó participam da mesa “Quando as imagens também contam as histórias dos bichos”. A programação inclui ainda apresentação de danças e cânticos dos Marujos Pataxó.

Jornada antecede abertura do festival

Nesta terça-feira, 1º de setembro, a III Jornada de Literaturas Indígenas da UFSB antecede a programação principal do Caju de Leitores. Entre as atividades está a apresentação dos resultados da I Pesquisa Caju de Leitores, que investiga a relação de crianças e jovens de escolas indígenas de Porto Seguro e do distrito de Caraíva com os livros e a leitura em diferentes contextos escolares.

Às 19h, no Campus Sosígenes Costa da UFSB, em Porto Seguro, acontece a Varanda Indígena, mesa-redonda sobre ensino e literaturas indígenas, com Vanessa Guarani Ratton e Paulo de Tássio Borges da Silva.

As inscrições para a Jornada podem ser feitas pelo formulário: https://forms.gle/izy9KhWWxbNH2frx5.

Cobertura de imprensa

A programação do Caju de Leitores é gratuita e acontece de 2 a 4 de setembro, das 8h às 17h, na Oca Tururim, na Aldeia Xandó. A equipe de assessoria de imprensa estará no local durante o festival para apoiar a cobertura e intermediar entrevistas com convidados e representantes da organização.

Serviço — Caju de Leitores 2026

Tema: Um Manifesto de Bichos
Data: 2, 3 e 4 de setembro de 2026
Horário: das 8h às 17h
Local: Oca Tururim, Aldeia Xandó, Território Indígena Barra Velha, Porto Seguro (BA)
Acesso: gratuito

Informações para a imprensa

Débora do Carmo
Assessoria de imprensa regional
abcdeboraa@gmail.com

Gabriela Toledo
Assessoria de imprensa nacional
obaramail@gmail.com


Legenda: Contações de histórias e apresentações teatrais estão entre as atividades do Caju de Leitores, realizado na Aldeia Xandó, em Porto Seguro (BA).
Crédito: Festival Caju de Leitores

Foto 2:
Legenda: Caju de Leitores reúne escritores, artistas, educadores, estudantes e comunidades no Território Indígena Barra Velha, em Porto Seguro (BA).
Crédito: Festival Caju de Leitores

Foto 3:
Legenda: “Um Manifesto de Bichos” é o tema da 5ª edição do Caju de Leitores, que acontece de 2 a 4 de setembro, na Aldeia Xandó.
Crédito: Festival Caju de Leitores

 



Contações de histórias e apresentações teatrais estão entre as atividades do Caju de Leitores, realizado na Aldeia Xandó, em Porto Seguro (BA) Caju de Leitores reúne escritores, artistas, educadores, estudantes e comunidades no Território Indígena Barra Velha, em Porto Seguro (BA) “Um Manifesto de Bichos” é o tema da 5ª edição do Caju de Leitores, que acontece de 2 a 4 de setembro, na Aldeia Xandó
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Na Bienal de São Paulo, “Helena Catarina, não faz cocô e tem dor de barriga” transforma constipação em terror e acerto de contas com a ditadura

 



Romance de estreia de Lucas Limão combina humor escatológico, sobrenatural e luto para investigar a herança de uma família marcada pela violência da ditadura militar

Com um título que já provoca estranhamento e curiosidade, Helena Catarina, não faz cocô e tem dor de barriga chega à Bienal do Livro de São Paulo como uma das apostas mais ousadas da editora orlando para 2026. O romance de Lucas Limão — que o autor define como “escatológico, comovente e profundamente humano” — acompanha a jornada de Helena Catarina, filha de um militar de alta patente, que, ao se mudar para uma casa próxima ao hospital onde o pai agoniza, descobre que o imóvel é assombrado por espíritos perversos. O castigo deles, no entanto, não é matá-la, mas algo muito mais cruel: impedi-la de fazer cocô.

Lucas Limão fará uma sessão de autógrafos no dia 12 de setembro, sábado, às 10h, no espaço da editora orlando, no estande Escreva, Garota!.

O que começa como uma tortura intestinal se transforma em uma investigação sobre o passado do pai e os porões mais sombrios da ditadura militar. À medida que os dias passam e a constipação se torna uma tortura insuportável, Helena busca ajuda em uma pombagira. O que começa como uma luta contra os fantasmas da casa logo se transforma em uma investigação sobre o passado do pai. As responsabilidades que ele tentou transmitir à filha e aqueles seres que a atormentam têm uma origem comum. E ela está enterrada nos porões mais sombrios da ditadura militar.

Escrito ao longo de dois anos, o livro nasceu do primeiro processo de luto vivido por Limão na vida adulta — a morte do avô. O autor explica a metáfora que estrutura toda a narrativa: “A dor de estar perdendo um ente querido em uma cama de hospital, vê-lo definhar, é tão solitário quanto um infindável prisão de ventre, as pessoas até entendem o que você está passando, e podem até estar ao seu lado, mas isso não faz você se sentir menos só.” A escatologia, para ele, não é gratuita: é a tradução visceral da desumanização vivida por quem acompanha um familiar em estado terminal.

A obra transita entre o terror sobrenatural e o horror real da história brasileira. Ao investigar a casa assombrada, Helena descobre que, durante a ditadura de 64, ali ocorreu um massacre em um terreiro de candomblé — e que seu próprio pai, o Major Tenente Coronel Afonso Catarina, foi o líder da operação. A trama expõe as engrenagens de uma organização golpista dentro das Forças Armadas, os Amarelistas, e coloca a protagonista diante de um dilema cruel: como amar alguém que cometeu atrocidades?

“Odiar não te proíbe de amar. E amar não te proíbe de odiar”, diz a pombagira que orienta Helena. “Você deve aceitar isso. E deve aceitar que não importa o certo e nem o errado quando se trata de amor e ódio.”

O livro também é uma reflexão sobre herança e culpa. Criada dentro dos rigores da caserna, Helena carrega no sangue um passado que não escolheu e que a transformou em algo que ela mesma tem dificuldade de reconhecer. Em uma das cenas mais impactantes, ela confessa aos amigos ter cometido um crime, sob a orientação do pai. “Fico pensando o que teria acontecido se ele tivesse me pedido para não fazer aquilo, o que teria acontecido com a minha vida.”

A religiosidade de matriz africana e indígena ocupa um lugar central na narrativa. Helena encontra acolhimento e respostas em uma casa de timbanda, onde uma pombagira a ajuda a expelir não apenas o que seu intestino retém, mas também o peso de uma herança feita de violência. O autor, que se identifica como umbandista, afirma que a obra “traz elementos das religiões de matriz africana e indígena brasileira, e coloca Helena para confrontar os paradigmas militares com os destas religiões”. A música também é personagem: canções de Gal Costa, Rita Lee, Belchior, Ave Sangria e Tião Carvalho pontuam a trama e ajudam a construir o estado emocional da protagonista.

“Por trás desse título que é, no mínimo, ‘peculiar’, há uma história que é, sim, em partes engraçada, mas também comovente, sobre esses sentimentos conflituosos nas relações humanas”, escreve Ramon Guilherme Gomes no prefácio. “Lucas tem esse dom de observar e encontrar beleza tanto no banal do cotidiano quanto no fantástico. Além disso, ele possui uma das habilidades que mais anseio: a de ressignificar sentimentos em momentos difíceis para criar algo belo.”

Com uma protagonista complexa, o romance se dirige a leitores entre 25 e 35 anos, mas sua potência ultrapassa qualquer recorte etário. É uma história sobre o que herdamos, o que escolhemos carregar e o que, finalmente, conseguimos expelir.

Sobre o autor

Lucas Limão nasceu em São Paulo, capital, e aos 27 anos acumula uma trajetória tão diversa quanto sua escrita. Já foi motorista de uma oficina de tratores, repórter televisivo de um programa sobre a vida no campo, jornalista de economia e assistente de reportagem em um blog de economia. Aos 19 anos publicou seu primeiro livro, infantil, e atualmente trabalha como assessor de imprensa e repórter.

Formado em Comunicação Visual pela Etec Tiquatira, ele se define como alguém que “gosta de dar corda para os doidinhos que vêm puxar papo na rua”, hábito que alimenta sua observação do mundo e sua escrita. Não é cristão, mas seu personagem bíblico preferido é Jonas, “pois ele morou dentro de uma baleia”.

Sobre a orlando

A editora orlando, fundada pelos jornalistas Karol Lopes, Marcela Güther e Vincent Sesering (também sócios da agência de comunicação literária com.tato), nasceu para dar voz a escritores independentes com qualidade e profissionalismo. Com o lema “Histórias que desafiam o tempo”, oferece serviços completos de edição, revisão, design e divulgação, além de catálogos organizados em selos específicos: ziguezague (infantil), dobradura (poesia), espiral (ficção) e brecha (não ficção). Mais que publicar livros, aposta em estratégias de visibilidade para conectar autores e leitores.

Adquira no site da editora orlando:
https://editoraorlando.com.br/produto/helena-catarina/


com.tato – curadoria de comunicação
Jornalistas responsáveis: Karoline Lopes e Marcela Güther
Contato para atendimento: laura@comtato.co ou (11) 9 9900-1682

Healthtech contrata novo Chief Medical Officer

 


Cardiologista há 26 anos, chegada do Dr. Rafael Munerato na Caren visa aprimorar as linhas de cuidado digitais com os pacientes

Digitalizar a saúde deixou de ser uma questão de futuro. Em 2025, 92% dos estabelecimentos de saúde brasileiros já utilizavam sistemas eletrônicos para registrar informações dos pacientes, segundo o TIC Saúde 2025. O desafio, agora, é fazer com que a tecnologia gere valor real para quem cuida e para quem precisa de cuidado – jornada que acaba de ser reforçada com a contratação do Dr Rafael Munerato como novo Chief Medical Officer (CMO) na Caren, healthtech nacional que utiliza IA e gamificação para monitorar e engajar pacientes, ao mesmo tempo em que aprimora a previsibilidade das companhias do setor. 

Cardiologista formado há 26 anos, com MBA em Gestão em Saúde pela FGV, sua trajetória profissional foi construída combinando, progressivamente, três áreas complementares: assistência médica, gestão em saúde e educação. “Desde 2006, passei a atuar de maneira mais intensa na gestão de organizações de saúde, me dedicando, especialmente, à qualidade assistencial, segurança do paciente e governança clínica, participando de processos relacionados a certificações como ONA, Qmentum e Joint Commission International, além do desenvolvimento de protocolos assistenciais e modelos para maior engajamento do corpo clínico.”, pontua. 

Com experiências como diretor médico em hospitais dos setores privado e público; na medicina diagnóstica, incluindo posições de liderança; conselheiro independente; membro de diferentes comitês de empresas do setor; consultor; assessor e mentor de clínicas, pôde desenvolver uma visão bastante transversal da saúde: do cuidado individual do paciente, à gestão das organizações e à construção de novos modelos de saúde - envolvendo, sobretudo, estratégia, governança clínica, qualidade, modelos de negócio, linhas de cuidado e transformação da jornada do paciente. Bagagem, essa, que se alinhou, perfeitamente, ao propósito da Caren. 

Desde as primeiras conversas com o fundador da empresa, Thiago Bonfim, a possibilidade de contribuir para a construção da ponte entre tecnologia, ciência médica, gestão e experiência do paciente, foi um dos pontos mais atraentes para o cardiologista. “Além de ter uma proposta focada em transformar a maneira como o cuidado é organizado e entregue ao paciente, essa convergência com os temas aos quais tenho dedicado grande parte da minha carreira me chamou muita atenção, desenvolvendo ações capazes de melhorar, efetivamente, este cuidado”, explica. 

Nesse sentido, sua chegada como CMO é um passo estratégico para a healthtech, como destaca Bonfim. “Muito além de fortalecer a estratégia clínica e assistencial da plataforma, estamos confiantes de que a contratação do Dr Munerato contribuirá para o desenvolvimento e aprimoramento das nossas linhas de cuidado e jornadas digitais dos pacientes, incorporando novos protocolos e evidências científicas às soluções, adotando indicadores de qualidade e, acima de tudo, construindo modelos de governança clínica eficazes que estreitem as esferas clínica, tecnológica e estratégica”, compartilha. 

Diante de um histórico em que boa parte dos sistemas de saúde foi estruturado em torno de jornadas de atendimento desconexas, o setor passa, atualmente, por uma oportunidade importante de transformação para um modelo mais longitudinal, conectado e orientado por dados. Afinal, a tecnologia, por mais moderna e robusta que seja, não revoluciona a saúde por si só: o verdadeiro potencial ocorre na combinação desses recursos com conhecimento clínico, dados, engajamento do paciente e processos assistenciais bem desenhados. 

É diante dessa premissa que as expectativas em relação à contratação se tornam grandes. Além de estruturar linhas de cuidado baseadas em evidências e aprimorar os mecanismos de monitoramento e estratificação de risco, a construção de uma camada clínica cada vez mais robusta sobre a plataforma, segundo o cardiologista, será primordial. “Acredito que um dos grandes diferenciais das healthtechs é a capacidade de demonstrar que a tecnologia não apenas aumenta acesso ou conveniência, mas consegue produzir impacto mensurável na jornada, na qualidade assistencial, nos desfechos e na eficiência do cuidado – entregando aquilo que realmente importa: uma melhor experiência, desfechos clínicos e uma maior geração de valor para as empresas do setor”, finaliza Munerato. 

 

Sobre a Caren: 

https://caren.app/ 
A Caren é uma healthtech brasileira que utiliza inteligência artificial e gamificação para transformar dados clínicos em ações práticas, emitindo alertas e recomendações que ajudam o paciente a tomar melhores decisões, além de reduzir custos operacionais para empresas do setor. 



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Nathália Bellintani


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Por que alguns seminovos vendem muito mais rápido que outros? 5 fatores que explicam a liquidez

 

Por que alguns seminovos vendem muito mais rápido que outros? 5 fatores que explicam a liquidez

Seminovos movimentaram mais de 10,8 milhões de veículos em 2026; procura, preço e conservação influenciam para fechar negócio

Nem todo seminovo disponível no mercado tem a mesma facilidade para encontrar comprador. Mesmo quando dois veículos têm características semelhantes, um pode receber propostas em poucos dias enquanto o outro pode levar meses até aparecer algum interessado. A diferença está na chamada liquidez, conceito que mede a facilidade e a velocidade com que um carro consegue ser negociado.

O cenário atual favorece esse movimento, já que 1,75 milhão de veículos trocaram de proprietário em julho, alta de 10,7% em relação a junho e de 2,6% na comparação com o mesmo período de 2025. No acumulado de janeiro a julho, foram 10,83 milhões de transferências, um crescimento de 7,7% sobre o mesmo período do ano passado, segundo a Fenauto (Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores). 

A velocidade de negociação varia de acordo com o perfil do veículo e a demanda existente em cada segmento. Miguel Henrique Souza, CEO da Vaapty, líder do franchising no segmento de intermediação de venda de veículos no Brasil, explica que entender os fatores que determinam a liquidez é importante tanto para quem pretende vender quanto para quem está escolhendo um carro para comprar.

“Liquidez é resultado de uma combinação de fatores. Não basta o veículo ser bom, ele precisa estar dentro de uma faixa de preço que tenha demanda, ter características valorizadas pelo consumidor e transmitir segurança na negociação. É essa combinação que faz alguns carros terem uma procura muito maior do que outros”, afirma.

SUVs entre os preferidos

A preferência do consumidor é um dos primeiros fatores que determinam a velocidade de venda. Dependendo do momento do mercado, determinados segmentos podem concentrar maior procura.

SUVs, por exemplo, ganharam espaço no mercado brasileiro nos últimos anos, enquanto hatches e sedãs continuam atendendo consumidores com necessidades diferentes, como economia, espaço interno e custo de manutenção. Para quem vende, entender qual é o nível de procura pelo tipo de veículo pode ajudar a estabelecer uma estratégia de preço e divulgação mais eficiente.

“Um veículo que atende a uma necessidade muito comum do consumidor tende a ter um público maior. Mas mesmo dentro de uma categoria com bastante procura, é preciso considerar preço, conservação, versão e histórico. São esses elementos que vão definir a atratividade daquele carro específico”, explica o CEO de Vaapty.

Preço alinhado ao mercado

O preço é um dos principais fatores de liquidez. Um veículo pode ter boa procura, mas se estiver anunciado muito acima dos concorrentes, a tendência é que permaneça mais tempo disponível.

Por isso, antes de definir o valor, o proprietário deve comparar veículos semelhantes considerando ano, versão, quilometragem, equipamentos, estado de conservação e localização. Mas para quem tem urgência, Miguel explica que recorrer à intermediação pode ser uma alternativa para quem busca mais segurança e eficiência na venda.

“A intermediação profissional reduz uma série de obstáculos que podem atrasar uma negociação. Existe um trabalho de vistoria cautelar veicular, precificação, divulgação, conexão com potenciais compradores e suporte durante o processo. Para quem não tem experiência nesse mercado, contar com uma empresa especializada pode tornar a venda mais rápida, segura e previsível”, afirma.

Idade, quilometragem e conservação

A idade do veículo também influencia sua procura. Os chamados seminovos, geralmente mais novos e com menor uso, costumam atrair consumidores que querem características de um carro recente, mas sem pagar o preço de um zero-quilômetro.

A quilometragem, porém, não deve ser analisada isoladamente. Um carro com mais quilômetros rodados, mas com histórico de manutenção comprovado e boa conservação, pode ser mais interessante do que outro com baixa quilometragem e histórico desconhecido.

“Hoje o consumidor consegue pesquisar muito antes de visitar um veículo. Por isso, conservação, histórico e transparência passaram a ter um peso ainda maior. Quanto mais informações o comprador tiver, maior a segurança para avançar”, afirma Souza.

Manutenção e facilidade de encontrar peças

Outro fator que pode acelerar ou dificultar a venda é o custo de manter o veículo depois da compra. Carros com manutenção conhecida, ampla disponibilidade de peças e maior oferta de profissionais especializados tendem a gerar menos insegurança para o consumidor.

Segurança e facilidade da negociação

Mesmo quando existe demanda pelo veículo e o preço está adequado, a forma como a negociação é conduzida pode interferir diretamente no tempo necessário para fechar negócio. É nesse ponto que a intermediação pode ganhar espaço. Em vez de o proprietário lidar sozinho com anúncios, contatos, negociações, avaliação do veículo e documentação, empresas especializadas podem assumir parte dessas etapas.

“Não se trata apenas de colocar o carro à venda. É preciso encontrar o comprador certo, no momento certo e com uma condição que faça sentido para os dois lados. A intermediação ajuda justamente a conectar essas duas pontas e pode aumentar a eficiência de todo o processo”, explica o CEO de Vaapty.

Sobre a Vaapty

Fundada em 2020, a Vaapty atua no segmento de intermediação de venda de veículos, tornando a negociação de carros mais segura, sem burocracia e em 40 minutos. Mais do que isso, o objetivo da rede é liderar a transformação digital do setor automotivo com o uso da IA e tecnologias próprias. Em 2021 virou a chave com franquias e encerrou 2025 com 189 unidades em funcionamento em todo o país. Para 2026, o objetivo é fechar o ano com 300 franquias em operação e se consolidar como a franqueadora mais tecnológica do segmento.






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