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10 filmes para compreender a ciência e se preparar para o Enem Produções indicadas por professores ajudam a compreender conceitos de Física, Química, Biologia e Matemática de forma mais prática e contextualizada Resolver exercícios e memorizar fórmulas fazem parte da preparação para o Enem. Porém, filmes também podem ser aliados importantes na preparação dos estudantes, especialmente quando ajudam a visualizar conceitos científicos e relacioná-los com situações reais. Além de ampliar o repertório cultural, as produções cinematográficas permitem compreender fenômenos físicos, químicos e biológicos de forma mais dinâmica. Segundo o professor de Física do Colégio Positivo – Londrina, em Londrina (PR), Moises Sky, o cinema é uma ferramenta interessante para despertar a curiosidade dos alunos e aproximar conteúdos complexos do cotidiano. “Muitos filmes apresentam conceitos científicos que aparecem nos vestibulares e no Enem. Mesmo quando há elementos de ficção, eles podem servir como ponto de partida para discutir temas relevantes e desenvolver o pensamento crítico”, explica. O professor de Química do Colégio Positivo Master, em Ponta Grossa (PR), Magno Antonichen, destaca que produções que abordam descobertas científicas, exploração espacial e questões ambientais ajudam os estudantes a compreender a aplicação prática dos conteúdos aprendidos em sala de aula. “O mais importante é assistir de forma ativa, identificando os conceitos envolvidos e relacionando-os aos temas cobrados nas provas”, orienta. Já o professor de Física do Santo Ivo International School, em São Paulo, Daniel de Abreu Rossetto, afirma que os filmes têm o potencial de transformar conteúdos considerados difíceis em experiências mais acessíveis e memoráveis. “Quando o estudante associa um conceito científico a uma narrativa marcante, ele passa a compreender melhor o fenômeno e tende a lembrar dele com mais facilidade durante as provas”, explica. Filmes recomendados para quem vai prestar o Enem 1. Alien: O Oitavo Passageiro (1979) O clássico de terror da ficção científica traz conceitos relacionados ao espaço, vácuo e propagação do som. O filme também permite reflexões sobre biologia e adaptação dos seres vivos. Segundo o professor Moises, é uma oportunidade interessante para discutir como a ciência é representada no cinema e identificar o que está de acordo com o conhecimento científico. Onde assistir: Disney+, HBO Max e Prime Video. 2. Matrix (1999) A obra se tornou referência na ficção científica e também em debates filosóficos e tecnológicos. O filme permite discutir realidade virtual, inteligência artificial e percepção da realidade, temas cada vez mais presentes nas discussões contemporâneas. Para Moises, a produção também pode ser relacionada a conteúdos de Filosofia, ampliando as possibilidades de repertório para a redação do Enem. Onde assistir: HBO Max, Prime Video e Netflix. 3. Einstein e Eddington (2008) Este drama retrata a parceria entre Albert Einstein e o astrofísico Arthur Eddington durante o desenvolvimento e a comprovação da Teoria da Relatividade Geral. O professor Daniel explica que o filme auxilia na compreensão de conceitos da Física Moderna, como a curvatura do espaço-tempo e os efeitos da gravidade sobre a luz, além de contextualizar a evolução dos modelos científicos ao longo da história. Onde assistir: HBO Max e Prime Video. 4. Interestelar (2014) Considerado uma das obras mais completas quando o assunto é Física moderna, o filme aborda conceitos como relatividade, dilatação do tempo, buracos de minhoca e exploração espacial. Para Moises, a produção contribui para que os estudantes compreendam temas que aparecem com frequência em vestibulares, especialmente os relacionados à teoria da relatividade e às discussões sobre o universo. Onde assistir: HBO Max e Prime Video. 5. Perdido em Marte (2015) A sobrevivência de um astronauta isolado em Marte depende diretamente da aplicação de conceitos científicos. O filme aborda reações químicas, produção de água, combustão, gases e estequiometria de forma prática e contextualizada. Para o professor Magno, a produção demonstra como a ciência pode ser utilizada para solucionar problemas reais, abordagem bastante comum nas questões do Enem. Onde assistir: Disney+. 6. O Homem que Viu o Infinito (2015) Baseado na história do matemático indiano Srinivasa Ramanujan, o filme retrata sua jornada acadêmica e suas contribuições para a matemática moderna. Para Daniel, a obra ajuda os estudantes a compreender a disciplina para além das fórmulas, ao explorar conceitos como raciocínio lógico, padrões numéricos e análise combinatória. A produção também estimula reflexões sobre xenofobia e diversidade no ambiente científico. Onde assistir: Prime Video. 7. Horizonte Profundo: Desastre no Golfo (2016) O filme retrata o acidente real em uma plataforma de petróleo no Golfo do México. A narrativa permite discutir combustíveis fósseis, química orgânica, combustão e impactos ambientais. Segundo Magno, a obra é especialmente relevante para compreender a relação entre ciência, indústria e sustentabilidade, temas frequentemente explorados em vestibulares e no Enem. Onde assistir: Prime Video. 8. As Leis da Termodinâmica (2018) A comédia espanhola acompanha um físico que tenta explicar os relacionamentos amorosos por meio da ciência. Organizado em capítulos inspirados na Lei Zero e nas Primeira, Segunda e Terceira Leis da Termodinâmica, o filme transforma conceitos científicos em situações do cotidiano. Segundo Daniel, a obra ajuda os estudantes a compreender temas como equilíbrio térmico, conservação de energia, entropia e zero absoluto de forma leve e memorável. Onde assistir: Netflix. 9. Radioactive (2019) Inspirado na trajetória da cientista francesa Marie Curie, o filme apresenta o processo de construção do conhecimento científico e destaca descobertas fundamentais para a Física e a Química. Magno ressalta que a obra contribui para a compreensão da radioatividade, da estrutura atômica e do impacto das pesquisas científicas na sociedade, além de evidenciar o protagonismo feminino na ciência. Onde assistir: Prime Video. 10. O Menino que Descobriu o Vento (2019) Baseado em uma história real, o filme narra a trajetória de um jovem do Malawi que utiliza conhecimentos de Física para construir um moinho de vento capaz de ajudar sua comunidade a enfrentar uma grave seca. Para Daniel, a produção é uma excelente oportunidade para visualizar conceitos relacionados à transformação de energia e sustentabilidade. A obra também amplia o repertório sobre crise climática, escassez hídrica e o papel da educação na transformação social. Onde assistir: Netflix. Cinema como ferramenta de aprendizagem Para os professores, os filmes devem ser utilizados como complemento aos estudos e não como substitutos do conteúdo teórico. O ideal é que os estudantes assistam às produções com olhar crítico, identificando conceitos científicos, registrando observações e relacionando as narrativas aos temas abordados em sala de aula. “Os filmes ajudam a despertar o interesse pelos conteúdos e facilitam a compreensão de conceitos abstratos. Quando associados ao estudo teórico, tornam a aprendizagem mais significativa e contribuem para a formação de um repertório mais amplo para as provas e a redação”, ressaltam os três professores.
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Com safrinha sob risco, produtor encontrou no sorgo uma solução para rentabilidade e manejo de plantas daninhas
Além de reduzir a exposição aos desafios do calendário da segunda safra, a mudança de estratégia ajudou a controlar o avanço de invasoras de folhas estreitas, um problema recorrente na propriedade
As mudanças no comportamento do clima têm obrigado produtores rurais a rever estratégias que, até pouco tempo atrás, pareciam consolidadas. Com a janela da safrinha cada vez mais apertada em algumas regiões, culturas mais adaptadas às condições de estresse hídrico vêm ganhando espaço no planejamento das propriedades.
Em Mato Grosso, por exemplo, essa realidade levou o produtor, Ernesto Vasques Júnior, sócio proprietário da Fazenda Santa Luzia, em Poxoréu (MT), a reformular o planejamento da propriedade, que possui 500 hectares de área cultivada. Segundo ele, o atraso das chuvas no início da temporada comprometeu o calendário da safra e reduziu significativamente a janela para o plantio do milho safrinha. “Demorou muito para chover e, quando as águas vieram, já era tarde para a semeadura do milho. Até daria para plantar, mas sob risco alto”, relata.
Diante desse cenário, o agricultor buscou orientação técnica para definir uma alternativa mais segura. “Conversando com o consultor da fazenda, ele sugeriu o sorgo por ser uma cultura de ciclo mais curto e mais tolerante ao déficit hídrico. Como já havíamos comprado adubos e defensivos, fomos em busca das sementes. Paralelamente, para reduzir os riscos da operação, firmei contrato para vender parte da produção para um aviário da região”, explica.
A mudança foi cuidadosamente planejada. Além de encontrar uma alternativa rentável para substituir parte da área destinada ao milho, o produtor buscava uma solução para outro desafio da propriedade: o controle de plantas daninhas de folhas estreitas, cada vez mais resistentes aos herbicidas.
Diante desse cenário, a escolha foi pelo sorgo da Advanta Seeds com tecnologia igrowth®, que alia alto potencial produtivo a uma ferramenta eficiente para o manejo dessas invasoras. “Escolhemos esse híbrido pelos bons resultados que já conhecíamos e, principalmente, pela tecnologia embarcada, que permite controlar muito bem as plantas daninhas de folhas estreitas. Esse era um problema que enfrentávamos havia anos, porque elas estão cada vez mais resistentes”, afirma o titular da Fazenda Santa Luzia.
A primeira colheita, em andamento, confirma as expectativas, com bom desenvolvimento da cultura e resultados positivos no campo. “A produtividade está muito boa e tivemos uma excelente resposta no controle das plantas daninhas de folhas estreitas, justamente o que mais chamou nossa atenção na escolha do híbrido”, destaca o produtor.
Tecnologia amplia opções de manejo
A tecnologia Igrowth®, desenvolvida pela Advanta Seeds, é a primeira tecnologia comercial do mundo a conferir ao sorgo tolerância a herbicidas da família das imidazolinonas. Obtida por meio de melhoramento genético convencional, via mutagênese, a tecnologia não é transgênica e amplia significativamente as opções de manejo de plantas daninhas na cultura.
Entre os principais benefícios estão o controle mais eficiente de plantas daninhas de folhas estreitas, maior flexibilidade para a aplicação de herbicidas registrados em pré e pós-emergência, redução da matocompetição por água, luz e nutrientes e maior expressão do potencial produtivo dos híbridos.
A tecnologia também promove maior uniformidade da lavoura, facilita a colheita, reduz perdas operacionais e contribui para uma área mais limpa para a cultura seguinte, diminuindo o banco de sementes de plantas invasoras e os custos com dessecação. Além disso, proporciona melhor aproveitamento da água e dos fertilizantes, favorece o desenvolvimento inicial das plantas e reduz a pressão de infestação nas culturas subsequentes, fortalecendo os sistemas de rotação e sucessão. “Estamos satisfeitos e a intenção é plantar sorgo no próximo ano. A cultura pode se consolidar como uma terceira alternativa importante e acredito que também seja uma boa opção para outros produtores da região”, finaliza Vasques Júnior.
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Kassi Bonissoni
Gerente de atendimento
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Mercado de locação de máquinas cresce no Brasil e Nordeste desponta como fronteira de expansão
Em Pernambuco, proximidade com locadoras reforça atuação da Bamaq Máquinas em um mercado em expansão
O mercado brasileiro de locação de máquinas e equipamentos deve alcançar faturamento de R$ 52,9 bilhões em 2026, crescimento de 7% em relação a 2025, quando somou R$ 49,4 bilhões. Nos últimos cinco anos, o setor vem avançando em ritmo médio de 10% ao ano, segundo o Rental Market Report, elaborado pela KPMG a pedido da Analoc - Associação Brasileira dos Sindicatos e Associações Representantes dos Locadores de Equipamentos, Máquinas e Ferramentas.
Na regional da Bamaq em Pernambuco, o fortalecimento do relacionamento com locadoras tem acompanhado a expansão desse mercado e ampliado a atuação da empresa junto a esse perfil de cliente.
“Conseguimos ampliar parcerias e apoiar a expansão de frotas, o que reforça a importância estratégica desse segmento dentro do nosso ecossistema”, afirma Rafael Baggio, gerente regional da Bamaq Máquinas no Nordeste.
O desempenho do setor reflete a crescente busca das empresas por eficiência financeira e operacional. De acordo com o estudo, o Sudeste concentra 60% do mercado, seguido pelo Nordeste (15%), Sul (13%), Centro-Oeste (7%) e Norte (5%). O levantamento também aponta que o setor reúne cerca de 50 mil empresas e emprega aproximadamente 200 mil pessoas.
“A distribuição regional evidencia um mercado ainda concentrado, mas com forte potencial de crescimento em outras regiões”, avalia Guilherme Nogueira, diretor da Bamaq Máquinas, maior rede de concessionárias New Holland Construction do mundo. Embora não atue diretamente na locação, a empresa mantém relação estratégica com o segmento por meio da venda de equipamentos da linha amarela (máquinas de construção) para locadoras.
Nordeste concentra oportunidades com demanda crescente
No Brasil, a demanda por locação é puxada sobretudo por setores como construção civil, infraestrutura, agronegócio, energia e saneamento — segmentos que sustentam o crescimento do rental e ajudam a explicar sua expansão em diferentes regiões do país.
Nesse contexto, o Nordeste ganha destaque. De acordo com o Rental Market Report, a região já representa o segundo maior mercado do país e reúne condições favoráveis para seguir avançando, especialmente em função do dinamismo dessas atividades econômicas.
Na prática, esse movimento se reflete na operação das empresas. Segundo Baggio, “a locação oferece flexibilidade para acompanhar oscilações da demanda. E isso também tem impulsionado o crescimento do segmento na região”.
Entre os equipamentos mais demandados pelas locadoras atendidas pela unidade da Bamaq em Recife, destacam-se as máquinas versáteis como as retroescavadeiras, que atendem múltiplas aplicações.
“São equipamentos amplamente utilizados em obras de infraestrutura urbana, saneamento e manutenção de estradas. Por serem multifuncionais e fáceis de transportar, acabam sendo muito atrativos para empresas que atuam com locação”, explica Baggio.
Perspectivas positivas e estratégia voltada ao segmento
Para os próximos anos, a expectativa é de continuidade desse movimento, com foco em relacionamento e oferta de soluções completas.
“A estratégia é seguir próximos dos clientes, oferecendo não apenas o equipamento, mas um portfólio completo, com suporte técnico, peças e serviços, como seguros e consórcios. Acreditamos que essa proximidade será determinante para ampliar nossa participação nesse mercado”, complementa Baggio.
Mais sobre a Bamaq Máquinas
Presente em 16 estados brasileiros, a Bamaq Máquinas é a maior rede de concessionárias New Holland Construction do mundo. Com mais de 150 mil clientes atendidos, 51 anos de mercado e mais de 350 colaboradores, conquista a categoria máxima no Dealer Standard Program Award da New Holland Construction desde a criação do selo, que avalia o atendimento ao cliente e a qualidade do serviço em todas as concessionárias da marca. A empresa também representa a FPT Industrial e a Continental Pneus, oferecendo peças genuínas, oficina especializada e soluções completas em serviços.
Sobre o Grupo Bamaq
Fundado em 1974, o Grupo Bamaq é um dos grandes grupos empresariais do Brasil, com atuação nos setores de equipamentos pesados, automóveis e serviços financeiros. Com mais de 1.000 colaboradores e presença em 17 estados, atua em todo o território nacional.
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Dermeval Milanez Link Comunicação Empresarial dermeval.milanez@linkcomunicacao.com.br / (31) 99433-4654
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Nava aponta 4 técnicas usadas em ataques cibernéticos contra empresas e faz alerta para a segurança da informação
São Paulo, julho de 2026 - Enquanto o mercado corporativo prioriza investimentos em criptografia e sistemas defensivos, o cibercrime desloca sua estratégia para a exploração da conveniência e do erro humano. Com a Inteligência Artificial consolidada como o principal vetor de transformação no setor para este ano, conforme aponta o relatório Global Cybersecurity Outlook 2026, o principal ponto de atenção continua sendo a falha humana. A Nava, empresa líder em tecnologia e estratégia de negócios, revela um diagnóstico estratégico sobre o setor.
Por meio de sua vertical de Cibersegurança, a companhia identifica quatro técnicas recorrentes no modus operandi de grupos criminosos contra setores críticos, como varejo e instituições financeiras. Com apoio de IA, os adversários vêm refinando a engenharia social e ampliando a precisão dessas investidas.
1 - Troca de chip (SIM swap): A troca indevida do chip ou a ativação fraudulenta da linha em outro SIM pode comprometer o acesso com o MFA baseado em SMS. Fragilidades nos processos das operadoras, somadas à manutenção do SMS como fallback tornam esse método um vetor recorrente de comprometimento de contas e sistemas críticos.
2 - Dispositivos desconhecidos (shadow devices): A instalação de dispositivos como MikroTik ou Raspberry Pi em ambientes de acesso público, como lojas, agências e áreas de atendimento ou em espaços corporativos compartilhados por funcionários e visitantes, cria túneis persistentes. Sem controle de acesso à rede (NAC) e inspeção ativa, esses itens operam como pontos de pivoting silenciosos.
3 - Cooptação de colaboradores: O público interno é o vetor mais subestimado pelas empresas quando o assunto é cibersegurança. Por incentivo financeiro ou coação, podem ser levados a instalar softwares ou compartilhar credenciais, facilitando o acesso externo com os privilégios cedidos e permitindo que criminosos contornem barreiras físicas e digitais.
4 - Engenharia social via falso suporte de TI: Criminosos se passam por profissionais de suporte para convencer colaboradores a conceder acesso remoto, explorando a baixa conscientização dos profissionais, fragilidades nas políticas e nos procedimentos de suporte ao usuário.
De acordo com Carlos Afonso, Vice-Presidente de Operações de Cibersegurança da Nava, o cenário atual revela uma inversão perigosa de prioridades. "O atacante não tenta derrubar o muro, mas caminha pela porta da frente, usando a identidade de quem deveria proteger a entrada. A combinação de técnicas conhecidas com fragilidades em processos e autenticação mantém alta taxa de sucesso e continua colocando as pessoas no centro dos ataques", afirma.
Para Afonso, o amadurecimento da ciberdefesa exige uma abordagem de preparação: estabelecer processos robustos de acesso remoto e suporte, com ferramentas previamente definidas e critérios rígidos de segurança; adotar mecanismos de MFA resistentes a phishing, reduzindo a dependência do SMS; e manter controles para identificar ferramentas e dispositivos não autorizados. Quando o suporte remoto não puder ser realizado dentro dessas condições, a manutenção deve ocorrer presencialmente, em ambiente controlado.
Sobre a Nava
A Nava é uma consultoria brasileira de tecnologia com três décadas de atuação, especializada em transformar complexidade em crescimento. Atuando no core de grandes organizações, a companhia integra estratégia, engenharia e tecnologia de ponta, impulsionadas por GenAI, para desenhar arquiteturas, estruturar governança e gerar resultados concretos de negócio. Com cerca de 2.000 especialistas, a Nava reúne capacidades em dados, cibersegurança, cloud, observabilidade, infraestrutura e modernização de aplicações, conectando inovação, design e execução em larga escala.
Seu ecossistema inclui a GH Brandtech, que une a tecnologia à experiência, design e produtos digitais para acelerar diferenciação e competitividade; a Ventura ERM, referência em resposta a incidentes, investigação digital e gestão de crises cibernéticas; e a ®CS Global IT, que fortalece a estratégia de Cloud, Multicloud e Data Center, acelerando a jornada de infraestrutura dos clientes.
Contatos para a imprensa
RPMA Comunicação
Tel.: (11) 5501-4655
Anna Mattos | (11) 94247-6804
Anna Mattos
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Por Alexandre Pierro
Poucas pessoas percebem, mas grande parte das decisões que influenciam o nosso dia a dia já passa, de alguma forma, por algoritmos. Eles definem quais conteúdos aparecem nas redes sociais, quais produtos são sugeridos em plataformas digitais, quais rotas utilizamos em aplicativos de mobilidade, e apoiam análises de risco financeiro e processos de contratação, por exemplo. Nas empresas, esse movimento se intensifica à medida em que tecnologias como a inteligência artificial assumem funções cada vez mais estratégicas – nos levando a uma realidade em que é importante nos questionarmos: até que ponto esses sistemas estão tomando decisões por nós, em uma possível sociedade tecnocrática?
O conceito descreve modelos de gestão e governança em que as ações e medidas são tomadas através da tecnologia, critérios técnicos, científicos e racionais, conduzidas por especialistas capazes de interpretar dados e evidências de forma objetiva – na intenção de reduzir subjetividades e aumentar a eficiência dos resultados conquistados. Isso não significa que as máquinas estejam substituindo completamente os seres humanos, mas que passamos a confiar cada vez mais em modelos computacionais para recomendar caminhos, prever cenários e, em alguns casos, decidir automaticamente determinadas ações.
Se existe hoje uma tecnologia que materializa essa transformação, é a inteligência artificial. Diferentemente das ferramentas digitais tradicionais, que apenas executavam comandos previamente definidos, a IA é capaz de analisar grandes volumes de dados, identificar padrões, realizar previsões, recomendar e até automatizar decisões em tempo real. Não à toa, sua adoção cresce em ritmo acelerado, conforme mostra a pesquisa The State of AI 2025, da McKinsey: 88% das organizações já a utilizam em, pelo menos, uma área de negócio, consolidando a tecnologia como parte da rotina corporativa.
O resultado dessa ascensão? Profissionais dos mais diversos segmentos que já recorrem à IA para apoiar suas decisões diariamente: médicos que a utilizam para auxiliar diagnósticos e interpretar exames; analistas financeiros, na avaliação de riscos de crédito e detecção de fraudes; equipes de Recursos Humanos, na realização da triagem inicial de currículos; indústrias, utilizando algoritmos para prever falhas em equipamentos e otimizar a produção; e áreas de marketing e vendas, analisando o comportamento dos consumidores para personalizar campanhas e antecipar demandas.
Ao mesmo tempo, esse avanço convida a uma reflexão importante: embora a IA seja extremamente eficiente para processar dados, identificar padrões e gerar recomendações, ela não compreende nuances humanas da mesma forma que as pessoas, como empatia, contexto social, diversidade de perspectivas, dilemas éticos e os impactos de uma decisão sobre grupos minoritários, como exemplo. Quanto maior for a confiança depositada exclusivamente em sistemas automatizados, maior também deve ser o cuidado para que a busca por eficiência não comprometa valores fundamentais, como inclusão, equidade, transparência e a própria capacidade humana de exercer senso crítico.
Cabe pontuar que boa parte das decisões que hoje estão sendo delegadas às máquinas estão centradas nas mãos de alguns poucos humanos. O Vale do Silício, por exemplo, vem se transformando em um "tecnofeudalismo algorítmico”, em que o debate atual está centrado no controle tecnológico concentrado na mão das grandes corporações de tecnologia. Engenheiros, designers de código e bilionários da região tomam decisões diárias que moldam o fluxo de informações, a moderação de discursos políticos e o comportamento da sociedade por meio de algoritmos. Juristas e cientistas alertam para essa tendência de autoritarismo tecnológico, apontando para o risco de as decisões públicas e privadas passarem a ser guiadas puramente pelo lucro corporativo camuflado de neutralidade algorítmica.
A discussão sobre os limites da tecnologia na tomada de decisões está longe de ser inédita. Muito antes da popularização da inteligência artificial, a ficção científica já refletia sobre os impactos de uma sociedade governada por sistemas técnicos e pelo excesso de confiança na racionalidade das máquinas. Obras como Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, retratam uma sociedade altamente eficiente, mas construída à custa da liberdade individual e da diversidade de pensamento.
Em 1984, George Orwell demonstra como a tecnologia pode ser utilizada como instrumento de vigilância e controle social. Já Eu, Robô, de Isaac Asimov, apresenta o paradoxo de máquinas que, ao buscarem proteger a humanidade, passam a limitar sua autonomia. Mais recentemente, Black Mirror atualiza esse debate ao imaginar cenários em que algoritmos influenciam reputações, oportunidades e escolhas cotidianas. Embora pertençam ao universo da ficção, todas essas narrativas convergem para uma mesma reflexão: quando a eficiência passa a prevalecer sobre os valores humanos, o progresso tecnológico pode se transformar em um mecanismo de concentração de poder e redução da liberdade.
Nesse contexto, a verdadeira questão já não é se a inteligência artificial participará das decisões que moldam empresas, governos e a sociedade, isso já é uma realidade. O desafio consiste em estabelecer limites, mecanismos de governança e princípios éticos que garantam que as decisões mais sensíveis permaneçam sob responsabilidade humana. A inteligência artificial deve ampliar nossa capacidade de analisar informações e apoiar escolhas, jamais substituir o discernimento, a empatia e os valores que caracterizam a condição humana. O futuro será definido não pela tecnologia que desenvolvermos, mas pela forma como decidirmos utilizá-la.
Alexandre Pierro é doutorando em energia e mestre em gestão e engenharia da inovação, engenheiro mecânico, bacharel em física e especialista de gestão da PALAS, consultoria pioneira na implementação da ISO de inovação na América Latina.
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Nathália Bellintani Tel: +55 (11) 9848-4042 Email: nathalia@informamidia.com.br www.informamidia.com.br |
Inteligência artificial: metade da população no Nordeste teme redução de empregos
Pesquisa Observatório Febraban mostra que maioria se preocupa com a falta de oportunidades provocadas pelo avanço da inteligência artificial
Metade das pessoas no Nordeste tem receio de a inteligência artificial reduzir empregos ou oportunidades. De acordo com a última Pesquisa Observatório Febraban, realizada pelo IPESPE no mês passado, 50% da população na região acredita que a IA é uma ameaça no campo profissional. O índice só não é maior do que os registrados nas regiões Sudeste (55%) e Norte (51%); no Centro-Oeste, esse percentual foi de 49%, enquanto no Sul ficou em 37%.
Ainda segundo o levantamento, no Nordeste, 31% dos entrevistados acham que a IA trará mais oportunidades do que riscos no campo profissional; 28% acreditam em riscos e oportunidades na mesma medida; outros 25% afirmam que ela traz mais riscos do que oportunidades.
Os dados inéditos da 19ª edição da pesquisa trazem um panorama abrangente sobre o grau de conhecimento e familiaridade dos brasileiros com a inteligência artificial.
No recorte referente ao Nordeste, 90% das pessoas disseram já ter ouvido falar de IA, em um nível pouco abaixo da média nacional (92%); os que afirmaram conhecer bem a ferramenta na região somam 35%, enquanto 68% relatam que já tiveram com certeza algum contato com a tecnologia. Os que disseram já ter utilizado a IA chegam a 52%. Os que não a utilizam alegam principalmente o medo de errar ou receber notícias falsas (30%) ou a preocupação com privacidade ou uso de dados (18%).
Entre os principais usos mencionados, o campeão é a busca de informações e esclarecimento de dúvidas (57%), seguida de longe pela ajuda no trabalho (12%) ou nos estudos (10%). A principal vantagem esperada com a IA é o ganho de tempo (42%), seguido do aprendizado de coisas novas (26%).
“A pesquisa traz um cenário compatível com o estágio atual do debate no país. Ainda estamos discutindo um marco legal específico para a inteligência artificial, e órgãos como a ANPD, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados, vêm testando instrumentos regulatórios voltados à IA e à proteção de dados”, ressalta o sociólogo e cientista político Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do IPESPE.

Antonio Lavareda
Divulgação
A íntegra do 19º levantamento Observatório Febraban, pesquisa Febraban-IPESPE, que também possui um recorte regionais, pode ser acessada neste link
Sobre o OBSERVATÓRIO Febraban
O Observatório Febraban – Pesquisa Febraban IPESPE foi lançado em junho de 2020 com objetivo de se tornar uma fonte de informações sobre as perspectivas da sociedade e o potencial impacto econômico-financeiro, ouvindo a população e estimulando o debate em diversos setores. Com periodicidade trimestral, a iniciativa é parte de uma série de medidas da Febraban para ampliar a aproximação dos bancos com a população e a economia real, de forma cada vez mais transparente.
Manu Vergamini
manu@agenciaemfoco.com.br
(11) 98772-1162

Deriva é um desperdício invisível que aumenta o custo da pulverização
Marcelo Hilário*
Na agricultura moderna, muito se fala sobre investimentos em sementes, fertilizantes, defensivos, máquinas, combustível e mão de obra. No entanto, existe um custo silencioso que raramente aparece com clareza na planilha: a deriva. Ela ocorre quando gotas, partículas ou vapores de um produto aplicado se deslocam para fora do alvo pretendido durante ou logo após a pulverização.
Mais do que um problema ambiental, a deriva representa uma falha de eficiência. Quando parte da calda não atinge folhas, colmos, pragas, doenças ou plantas daninhas, o produtor paga por uma aplicação incompleta. O resultado pode ser controle abaixo do esperado, necessidade de reaplicação, aumento da pressão de seleção de resistência e maior risco de resíduos em áreas sensíveis. Em outras palavras, parte do investimento realizado na lavoura simplesmente não gera o retorno esperado.
O desperdício direto de produto é uma das consequências mais evidentes. Em uma aplicação de herbicidas, fungicidas ou inseticidas, cada litro de calda conta para o tratamento da lavoura. Quando gotas são carregadas pelo vento ou evaporam antes de atingir o alvo, parte do ingrediente ativo deixa de exercer seu papel. Essa perda costuma ser agravada por regulagens inadequadas, como escolha incorreta das pontas, pressão excessiva, altura de barra inadequada ou velocidade operacional incompatível com a estabilidade do jato.
Além do desperdício, há redução da eficiência do controle. Muitas vezes, o produtor atribui o problema a um produto de baixa qualidade, à resistência da praga ou à dose utilizada, quando a principal causa pode estar na própria aplicação mal feita. A pergunta mais importante não é apenas qual produto foi utilizado, mas quanto dele realmente chegou ao alvo, com que uniformidade e em quais condições ambientais. Sem essa resposta, qualquer avaliação da eficiência da pulverização fica incompleta.
Os impactos vão além da porteira
As perdas também podem ultrapassar os limites da propriedade. Uma pulverização mal conduzida pode atingir culturas vizinhas sensíveis, áreas de preservação, cursos d'água, apiários, hortas, moradias, animais e trabalhadores. A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) define a deriva como o movimento de gotas ou partículas de pesticidas para qualquer local diferente da área pretendida durante ou logo após a aplicação. Isso demonstra que seus impactos vão muito além da lavoura, alcançando dimensões ambientais, econômicas e jurídicas.
Causas e efeitos
Se a deriva representa desperdício, a pergunta seguinte é inevitável: por que ela acontece? Entre os principais fatores estão o tamanho das gotas, a velocidade do vento, a umidade relativa do ar, a temperatura, a altura da barra e o tipo de equipamento utilizado. Gotas muito finas proporcionam excelente cobertura, mas permanecem mais tempo suspensas no ar e evaporam com maior facilidade. Já gotas mais grossas reduzem o risco de deriva, embora possam comprometer a cobertura em determinados alvos. Por isso, não existe uma “gota perfeita”, e sim a mais adequada para cada situação, considerando o produto, o alvo biológico, o equipamento e as condições ambientais.
O clima também faz parte da regulagem da pulverização. Temperaturas elevadas e baixa umidade relativa aceleram a evaporação das gotas, enquanto ventos mais intensos favorecem seu deslocamento para fora da área de aplicação. A Embrapa destaca que temperatura, umidade e velocidade do vento devem ser avaliadas antes da operação, pois uma aplicação realizada fora da janela climática adequada pode comprometer boa parte da eficiência do tratamento.
Outro aspecto decisivo é a altura da barra de pulverização. Quanto maior a distância entre a ponta e o alvo, maior o tempo de exposição das gotas ao vento e à evaporação. Barras instáveis, excesso de velocidade, terrenos irregulares e falhas no controle de altura aumentam a variabilidade da deposição e reduzem a uniformidade da aplicação. Nesse contexto, tecnologia de aplicação significa integrar máquina, operador, clima, produto e alvo biológico em uma única estratégia.
Soluções
A boa notícia é que a deriva pode ser reduzida de forma significativa. Pontas com indução de ar, modelos antideriva, ajustes de pressão, altura correta da barra e adoção de faixas de segurança estão entre as práticas mais eficientes para minimizar perdas. A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) reconhece que determinadas pontas redutoras de deriva podem reduzir essas perdas em mais de 95%, dependendo das condições de uso. Além disso, a escolha correta do adjuvante é essencial para garantir que além do equipamento, a calda atinja o alvo minimizando perdas por deriva e evaporação.
Entretanto, reduzir deriva não significa simplesmente produzir gotas maiores. Cada situação exige equilíbrio entre segurança e eficácia. Fungicidas protetores, por exemplo, dependem de boa cobertura da superfície foliar; herbicidas sistêmicos podem trabalhar com gotas mais grossas, desde que haja deposição suficiente; inseticidas destinados a pragas instaladas no interior do dossel exigem maior capacidade de penetração. A escolha da tecnologia deve considerar simultaneamente o alvo biológico, o modo de ação do produto e as condições de aplicação.
Registrar informações como horário da aplicação, condições climáticas, velocidade do vento, pressão, volume de calda, pontas utilizadas e operador responsável deixou de ser apenas um procedimento burocrático e passou a representar uma importante ferramenta de gestão de risco. Isso porque em regiões onde há diferentes culturas que convivem lado a lado, aplicações mal conduzidas podem provocar conflitos entre vizinhos, prejuízos comerciais e questionamentos por parte dos órgãos fiscalizadores.
Nesse processo, a agricultura digital tornou-se uma aliada importante. Estações meteorológicas, sensores embarcados, controladores de seção, telemetria, mapas de aplicação e registros automáticos aumentam a rastreabilidade da operação e oferecem informações valiosas para a tomada de decisão. Ainda assim, nenhuma tecnologia substitui os fundamentos agronômicos. Um pulverizador moderno, mal regulado e operado fora da janela climática, continua sendo uma máquina extremamente eficiente para errar com precisão.
Quando o tanque vazio não conta toda a história
Embora o produtor veja o tanque vazio e o talhão pulverizado, dificilmente consegue medir quanto do produto realmente permaneceu sobre o alvo. Avaliações com papéis hidrossensíveis, inspeções da deposição, calibrações frequentes e treinamento dos operadores tornam essas perdas visíveis e permitem corrigi-las antes que comprometam o desempenho da lavoura.
No fim, a tecnologia de aplicação não representa apenas a etapa final do manejo fitossanitário, mas um dos principais fatores responsáveis por transformar investimento em resultado. Comprar um produto de alta qualidade e aplicá-lo de forma inadequada equivale a investir em uma semente de elevado potencial produtivo sem regular corretamente a profundidade de plantio. Em ambos os casos, dificilmente o retorno será o esperado.
Em um cenário em que a agricultura é cada vez mais cobrada por produtividade, rastreabilidade e responsabilidade ambiental, controlar a deriva deixou de ser apenas uma exigência técnica. É uma estratégia para proteger a rentabilidade da lavoura, reduzir desperdícios, preservar relações de vizinhança e garantir que cada litro aplicado cumpra exatamente a função para a qual foi adquirido. Tornar a deriva visível é, acima de tudo, transformar investimento em resultado. Afinal, na agricultura, cada gota que chega ao alvo representa eficiência, já as são perdidas, representam custo.
*Químico industrial, mestre e pesquisador em Agronomia e responsável técnico da Sell Agro.
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Maior encontro internacional de agroquímicos das Américas reúne especialistas em São Paulo
17º Brasil AgrochemShow acontece nos dias 3 e 4 de agosto com debates sobre desafios regulatórios, tecnológicos e de mercado da cadeia global de insumos agrícolas
Especialistas, autoridades e representantes de empresas internacionais e locais estarão reunidos em São Paulo, nos dias 3 e 4 de agosto, para o 17º Brasil AgrochemShow, o maior evento internacional da cadeia de agroquímicos e bioinsumos das Américas. Promovido pela AllierBrasil, consultoria especializada no registro de pesticidas, em parceria com a CCPIT Chem, da China, o encontro deve reunir mais de 1.000 visitantes e expositores.
A edição ocorre em momento estratégico para o agronegócio mundial. A reconfiguração das cadeias globais de suprimento, o fortalecimento da China no mercado brasileiro, a expansão dos bioinsumos, mudanças regulatórias e a demanda por sustentabilidade colocam o Brasil no centro das discussões internacionais.
Segundo Flavio Hirata, sócio da AllierBrasil e organizador do evento, o Brasil AgrochemShow vai além de uma feira de negócios. “É um ambiente para discutir mercado, regulação, inovação e novas oportunidades de negócios em um setor que tem impacto direto na produtividade agrícola e na segurança alimentar”, destaca.
Regulação, inovação e sustentabilidade no centro dos debates
A programação reunirá especialistas nacionais e internacionais para discutir a cadeia de insumos agrícolas. Entre os destaques está a palestra sobre avaliação de risco de agrotóxicos, ministrada por Adriana Torres de Souza, gerente de Monitoramento e Avaliação do Risco da Gerência-Geral de Toxicologia da Anvisa. O debate ganha relevância diante das novas exigências para comprovação da segurança dos produtos, avaliação de resíduos em alimentos, exposição humana e processos de reavaliação toxicológica.
Sobre pesticidas, Flavio Hirata apresentará desafios regulatórios, técnicos e comerciais relacionados à entrada e permanência de produtos no mercado brasileiro, especialmente em um ambiente de maior concorrência internacional e demanda por previsibilidade regulatória. A advogada Luciana Fabri Mazza, sócia do escritório Mazza e Manente de Almeida Advogados, discutirá aspectos técnicos da judicialização dos processos de registro de pesticidas.
Eliana Maria Gouveia Fontes, pesquisadora da Embrapa e coordenadora científica do projeto Regenera Cerrado, abordará o avanço da agricultura regenerativa e sua importância para a construção de sistemas produtivos resilientes e alinhados às demandas ambientais.
Marcelo da Costa Ferreira, professor da Unesp de Jaboticabal, discutirá os desafios da aplicação de fitossanitários diante da necessidade de maior eficiência, redução de perdas, qualidade operacional e responsabilidade ambiental.
A importância da China também estará em evidência. Zhang Jinlong, especialista com mais de 20 anos de experiência, apresentará desafios da cadeia chinesa de suprimentos, tema estratégico para empresas brasileiras que dependem de ingredientes ativos, matérias-primas, produtos formulados e relações comerciais com fornecedores internacionais.
Painéis aproximam indústria, cooperativas e especialistas
A programação contará com debates voltados às demandas práticas do mercado. No dia 3 de agosto, às 14h, Terry Chow, diretor comercial da ALS na China, e Diogo Zoltay, gerente do Laboratório de Toxicologia e Ecotoxicologia da ALS Laboratórios, participam do bate-papo “Além da Conformidade: Potencializando Estratégias Regulatórias e Estudos BPL para Biológicos e Agroquímicos”. O painel discutirá como estudos, boas práticas laboratoriais e conformidade técnica podem fortalecer estratégias regulatórias.
No dia 3 de agosto, às 16h, José Francisco de Paula Neto, superintendente de Negócios da Coplacana, participa do bate-papo “Atuação da Coplacana e Demandas e Desafios na Área de Insumos Agrícolas”, trazendo a visão das cooperativas e dos produtores sobre a comercialização de defensivos, fertilizantes, máquinas, equipamentos e demais insumos.
No dia 3 de agosto, às 17h, Sergio Graff, diretor médico da Toxiclin, conduzirá o bate-papo “DAROC: O que Mudou na Avaliação de Risco dos Agroquímicos”. Graff abordará as mudanças na avaliação da exposição ocupacional e de residentes e transeuntes.
No dia 4 de agosto, às 14h, Alexandre dos Santos, diretor-geral da Plantec Laboratórios, e Luciana Mecatti Elias, gerente de laboratório, participarão do bate-papo “Excelência em Estudos de RT25: A Abordagem da Plantec na Avaliação de Risco para Abelhas”.
O evento contará com espaços de exposição e networking entre fabricantes, formuladores, distribuidores, prestadores de serviços e representantes da cadeia de agroquímicos e bioinsumos. As inscrições podem ser realizadas no portal www.AgrochemShow.com.br. A participação é solidária, mediante a doação de cestas básicas destinadas à ONG Crê-Ser, de São Paulo. Em 2025, foram arrecadadas mais de 25 toneladas de alimentos.
Serviço
17º Brasil AgrochemShow
Data: 3 e 4 de agosto de 2026
Local: Centro de Eventos São Luís
Endereço: Rua Luís Coelho, 323, São Paulo
Pontos de referência: Estação Paulista, 150 m; Estação Consolação, 300 m; Avenida Paulista, 300 m
Contatos: brasil@agrochemshow.com.br | allierbrasil@allierbrasil.com.br
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