MEDIÇÃO DE TERRA

MEDIÇÃO DE TERRA
MEDIÇÃO DE TERRAS

terça-feira, 21 de julho de 2026

Tecnocracia: estamos entregando as decisões às máquinas?

 


Por Alexandre Pierro

Poucas pessoas percebem, mas grande parte das decisões que influenciam o nosso dia a dia já passa, de alguma forma, por algoritmos. Eles definem quais conteúdos aparecem nas redes sociais, quais produtos são sugeridos em plataformas digitais, quais rotas utilizamos em aplicativos de mobilidade, e apoiam análises de risco financeiro e processos de contratação, por exemplo. Nas empresas, esse movimento se intensifica à medida em que tecnologias como a inteligência artificial assumem funções cada vez mais estratégicas – nos levando a uma realidade em que é importante nos questionarmos: até que ponto esses sistemas estão tomando decisões por nós, em uma possível sociedade tecnocrática? 

O conceito descreve modelos de gestão e governança em que as ações e medidas são tomadas através da tecnologia, critérios técnicos, científicos e racionais, conduzidas por especialistas capazes de interpretar dados e evidências de forma objetiva – na intenção de reduzir subjetividades e aumentar a eficiência dos resultados conquistados. Isso não significa que as máquinas estejam substituindo completamente os seres humanos, mas que passamos a confiar cada vez mais em modelos computacionais para recomendar caminhos, prever cenários e, em alguns casos, decidir automaticamente determinadas ações. 

Se existe hoje uma tecnologia que materializa essa transformação, é a inteligência artificial. Diferentemente das ferramentas digitais tradicionais, que apenas executavam comandos previamente definidos, a IA é capaz de analisar grandes volumes de dados, identificar padrões, realizar previsões, recomendar e até automatizar decisões em tempo real. Não à toa, sua adoção cresce em ritmo acelerado, conforme mostra a pesquisa The State of AI 2025, da McKinsey: 88% das organizações já a utilizam em, pelo menos, uma área de negócio, consolidando a tecnologia como parte da rotina corporativa. 

O resultado dessa ascensão? Profissionais dos mais diversos segmentos que já recorrem à IA para apoiar suas decisões diariamente: médicos que a utilizam para auxiliar diagnósticos e interpretar exames; analistas financeiros, na avaliação de riscos de crédito e detecção de fraudes; equipes de Recursos Humanos, na realização da triagem inicial de currículos; indústrias, utilizando algoritmos para prever falhas em equipamentos e otimizar a produção; e áreas de marketing e vendas, analisando o comportamento dos consumidores para personalizar campanhas e antecipar demandas. 

Ao mesmo tempo, esse avanço convida a uma reflexão importante: embora a IA seja extremamente eficiente para processar dados, identificar padrões e gerar recomendações, ela não compreende nuances humanas da mesma forma que as pessoas, como empatia, contexto social, diversidade de perspectivas, dilemas éticos e os impactos de uma decisão sobre grupos minoritários, como exemplo. Quanto maior for a confiança depositada exclusivamente em sistemas automatizados, maior também deve ser o cuidado para que a busca por eficiência não comprometa valores fundamentais, como inclusão, equidade, transparência e a própria capacidade humana de exercer senso crítico.  

Cabe pontuar que boa parte das decisões que hoje estão sendo delegadas às máquinas estão centradas nas mãos de alguns poucos humanos. O Vale do Silício, por exemplo, vem se transformando em um "tecnofeudalismo algorítmico”, em que o debate atual está centrado no controle tecnológico concentrado na mão das grandes corporações de tecnologia. Engenheiros, designers de código e bilionários da região tomam decisões diárias que moldam o fluxo de informações, a moderação de discursos políticos e o comportamento da sociedade por meio de algoritmos. Juristas e cientistas alertam para essa tendência de autoritarismo tecnológico, apontando para o risco de as decisões públicas e privadas passarem a ser guiadas puramente pelo lucro corporativo camuflado de neutralidade algorítmica. 

A discussão sobre os limites da tecnologia na tomada de decisões está longe de ser inédita. Muito antes da popularização da inteligência artificial, a ficção científica já refletia sobre os impactos de uma sociedade governada por sistemas técnicos e pelo excesso de confiança na racionalidade das máquinas. Obras como Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, retratam uma sociedade altamente eficiente, mas construída à custa da liberdade individual e da diversidade de pensamento.  

Em 1984, George Orwell demonstra como a tecnologia pode ser utilizada como instrumento de vigilância e controle social. Já Eu, Robô, de Isaac Asimov, apresenta o paradoxo de máquinas que, ao buscarem proteger a humanidade, passam a limitar sua autonomia. Mais recentemente, Black Mirror atualiza esse debate ao imaginar cenários em que algoritmos influenciam reputações, oportunidades e escolhas cotidianas. Embora pertençam ao universo da ficção, todas essas narrativas convergem para uma mesma reflexão: quando a eficiência passa a prevalecer sobre os valores humanos, o progresso tecnológico pode se transformar em um mecanismo de concentração de poder e redução da liberdade. 

Nesse contexto, a verdadeira questão já não é se a inteligência artificial participará das decisões que moldam empresas, governos e a sociedade, isso já é uma realidade. O desafio consiste em estabelecer limites, mecanismos de governança e princípios éticos que garantam que as decisões mais sensíveis permaneçam sob responsabilidade humana. A inteligência artificial deve ampliar nossa capacidade de analisar informações e apoiar escolhas, jamais substituir o discernimento, a empatia e os valores que caracterizam a condição humana. O futuro será definido não pela tecnologia que desenvolvermos, mas pela forma como decidirmos utilizá-la. 

Alexandre Pierro é doutorando em energia e mestre em gestão e engenharia da inovação, engenheiro mecânico, bacharel em física e especialista de gestão da PALAS, consultoria pioneira na implementação da ISO de inovação na América Latina.      



Imagens relacionadas


baixar em alta resolução



Nathália Bellintani


Tel: +55 (11) 9848-4042
Email: nathalia@informamidia.com.br
www.informamidia.com.br

Inteligência artificial: metade da população no Nordeste teme redução de empregos

 


FEBRABAN

Inteligência artificial: metade da população no Nordeste teme redução de empregos

Pesquisa Observatório Febraban mostra que maioria se preocupa com a falta de oportunidades provocadas pelo avanço da inteligência artificial

Metade das pessoas no Nordeste tem receio de a inteligência artificial reduzir empregos ou oportunidades. De acordo com a última Pesquisa Observatório Febraban, realizada pelo IPESPE no mês passado, 50% da população na região acredita que a IA é uma ameaça no campo profissional. O índice só não é maior do que os registrados nas regiões Sudeste (55%) e Norte (51%); no Centro-Oeste, esse percentual foi de 49%, enquanto no Sul ficou em 37%.

Ainda segundo o levantamento, no Nordeste, 31% dos entrevistados acham que a IA trará mais oportunidades do que riscos no campo profissional; 28% acreditam em riscos e oportunidades na mesma medida; outros 25% afirmam que ela traz mais riscos do que oportunidades.

Os dados inéditos da 19ª edição da pesquisa trazem um panorama abrangente sobre o grau de conhecimento e familiaridade dos brasileiros com a inteligência artificial.

No recorte referente ao Nordeste, 90% das pessoas disseram já ter ouvido falar de IA, em um nível pouco abaixo da média nacional (92%); os que afirmaram conhecer bem a ferramenta na região somam 35%, enquanto 68% relatam que já tiveram com certeza algum contato com a tecnologia. Os que disseram já ter utilizado a IA chegam a 52%. Os que não a utilizam alegam principalmente o medo de errar ou receber notícias falsas (30%) ou a preocupação com privacidade ou uso de dados (18%).

Entre os principais usos mencionados, o campeão é a busca de informações e esclarecimento de dúvidas (57%), seguida de longe pela ajuda no trabalho (12%) ou nos estudos (10%). A principal vantagem esperada com a IA é o ganho de tempo (42%), seguido do aprendizado de coisas novas (26%).

“A pesquisa traz um cenário compatível com o estágio atual do debate no país. Ainda estamos discutindo um marco legal específico para a inteligência artificial, e órgãos como a ANPD, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados, vêm testando instrumentos regulatórios voltados à IA e à proteção de dados”, ressalta o sociólogo e cientista político Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do IPESPE. 


Antonio Lavareda
Divulgação

A íntegra do 19º levantamento Observatório Febraban, pesquisa Febraban-IPESPE, que também possui um recorte regionais, pode ser acessada neste link

Sobre o OBSERVATÓRIO Febraban

O Observatório Febraban – Pesquisa Febraban IPESPE foi lançado em junho de 2020 com objetivo de se tornar uma fonte de informações sobre as perspectivas da sociedade e o potencial impacto econômico-financeiro, ouvindo a população e estimulando o debate em diversos setores. Com periodicidade trimestral, a iniciativa é parte de uma série de medidas da Febraban para ampliar a aproximação dos bancos com a população e a economia real, de forma cada vez mais transparente.



Antonio Lavareda
Visualizar todas as imagens em alta resolução





Agência Em Foco

Manu Vergamini
manu@agenciaemfoco.com.br
(11) 98772-1162

 Pode ser uma imagem de texto que diz "中 一島 FILHL FOLHA FOLHA FOLIA Drmaurocosta EM 1994, QUANDO o REAL FOI LANÇADO, A MOEDA CHEGOU A VALER MAIS QUE o DÓLAR: 1 DÓLAR CUSTAVA CERCA DE R$ 0,82. UM CARRO POPULAR CUSTAVA 7.300 REAIS, o EQUIVALENTE A CERCA DE 104 SALÁRIOS MÍNIMOS."

Deriva é um desperdício invisível que aumenta o custo da pulverização

 

Sell Agro

Deriva é um desperdício invisível que aumenta o custo da pulverização

Marcelo Hilário*

Na agricultura moderna, muito se fala sobre investimentos em sementes, fertilizantes, defensivos, máquinas, combustível e mão de obra. No entanto, existe um custo silencioso que raramente aparece com clareza na planilha: a deriva. Ela ocorre quando gotas, partículas ou vapores de um produto aplicado se deslocam para fora do alvo pretendido durante ou logo após a pulverização.

Mais do que um problema ambiental, a deriva representa uma falha de eficiência. Quando parte da calda não atinge folhas, colmos, pragas, doenças ou plantas daninhas, o produtor paga por uma aplicação incompleta. O resultado pode ser controle abaixo do esperado, necessidade de reaplicação, aumento da pressão de seleção de resistência e maior risco de resíduos em áreas sensíveis. Em outras palavras, parte do investimento realizado na lavoura simplesmente não gera o retorno esperado.

O desperdício direto de produto é uma das consequências mais evidentes. Em uma aplicação de herbicidas, fungicidas ou inseticidas, cada litro de calda conta para o tratamento da lavoura. Quando gotas são carregadas pelo vento ou evaporam antes de atingir o alvo, parte do ingrediente ativo deixa de exercer seu papel. Essa perda costuma ser agravada por regulagens inadequadas, como escolha incorreta das pontas, pressão excessiva, altura de barra inadequada ou velocidade operacional incompatível com a estabilidade do jato.

Além do desperdício, há redução da eficiência do controle. Muitas vezes, o produtor atribui o problema a um produto de baixa qualidade, à resistência da praga ou à dose utilizada, quando a principal causa pode estar na própria aplicação mal feita. A pergunta mais importante não é apenas qual produto foi utilizado, mas quanto dele realmente chegou ao alvo, com que uniformidade e em quais condições ambientais. Sem essa resposta, qualquer avaliação da eficiência da pulverização fica incompleta.

Os impactos vão além da porteira

As perdas também podem ultrapassar os limites da propriedade. Uma pulverização mal conduzida pode atingir culturas vizinhas sensíveis, áreas de preservação, cursos d'água, apiários, hortas, moradias, animais e trabalhadores. A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) define a deriva como o movimento de gotas ou partículas de pesticidas para qualquer local diferente da área pretendida durante ou logo após a aplicação. Isso demonstra que seus impactos vão muito além da lavoura, alcançando dimensões ambientais, econômicas e jurídicas.

Causas e efeitos

Se a deriva representa desperdício, a pergunta seguinte é inevitável: por que ela acontece? Entre os principais fatores estão o tamanho das gotas, a velocidade do vento, a umidade relativa do ar, a temperatura, a altura da barra e o tipo de equipamento utilizado. Gotas muito finas proporcionam excelente cobertura, mas permanecem mais tempo suspensas no ar e evaporam com maior facilidade. Já gotas mais grossas reduzem o risco de deriva, embora possam comprometer a cobertura em determinados alvos. Por isso, não existe uma “gota perfeita”, e sim a mais adequada para cada situação, considerando o produto, o alvo biológico, o equipamento e as condições ambientais.

O clima também faz parte da regulagem da pulverização. Temperaturas elevadas e baixa umidade relativa aceleram a evaporação das gotas, enquanto ventos mais intensos favorecem seu deslocamento para fora da área de aplicação. A Embrapa destaca que temperatura, umidade e velocidade do vento devem ser avaliadas antes da operação, pois uma aplicação realizada fora da janela climática adequada pode comprometer boa parte da eficiência do tratamento.

Outro aspecto decisivo é a altura da barra de pulverização. Quanto maior a distância entre a ponta e o alvo, maior o tempo de exposição das gotas ao vento e à evaporação. Barras instáveis, excesso de velocidade, terrenos irregulares e falhas no controle de altura aumentam a variabilidade da deposição e reduzem a uniformidade da aplicação. Nesse contexto, tecnologia de aplicação significa integrar máquina, operador, clima, produto e alvo biológico em uma única estratégia.

Soluções

A boa notícia é que a deriva pode ser reduzida de forma significativa. Pontas com indução de ar, modelos antideriva, ajustes de pressão, altura correta da barra e adoção de faixas de segurança estão entre as práticas mais eficientes para minimizar perdas. A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) reconhece que determinadas pontas redutoras de deriva podem reduzir essas perdas em mais de 95%, dependendo das condições de uso. Além disso, a escolha correta do adjuvante é essencial para garantir que além do equipamento, a calda atinja o alvo minimizando perdas por deriva e evaporação.

Entretanto, reduzir deriva não significa simplesmente produzir gotas maiores. Cada situação exige equilíbrio entre segurança e eficácia. Fungicidas protetores, por exemplo, dependem de boa cobertura da superfície foliar; herbicidas sistêmicos podem trabalhar com gotas mais grossas, desde que haja deposição suficiente; inseticidas destinados a pragas instaladas no interior do dossel exigem maior capacidade de penetração. A escolha da tecnologia deve considerar simultaneamente o alvo biológico, o modo de ação do produto e as condições de aplicação.

Registrar informações como horário da aplicação, condições climáticas, velocidade do vento, pressão, volume de calda, pontas utilizadas e operador responsável deixou de ser apenas um procedimento burocrático e passou a representar uma importante ferramenta de gestão de risco. Isso porque em regiões onde há diferentes culturas que convivem lado a lado, aplicações mal conduzidas podem provocar conflitos entre vizinhos, prejuízos comerciais e questionamentos por parte dos órgãos fiscalizadores.

Nesse processo, a agricultura digital tornou-se uma aliada importante. Estações meteorológicas, sensores embarcados, controladores de seção, telemetria, mapas de aplicação e registros automáticos aumentam a rastreabilidade da operação e oferecem informações valiosas para a tomada de decisão. Ainda assim, nenhuma tecnologia substitui os fundamentos agronômicos. Um pulverizador moderno, mal regulado e operado fora da janela climática, continua sendo uma máquina extremamente eficiente para errar com precisão.

Quando o tanque vazio não conta toda a história

Embora o produtor veja o tanque vazio e o talhão pulverizado, dificilmente consegue medir quanto do produto realmente permaneceu sobre o alvo. Avaliações com papéis hidrossensíveis, inspeções da deposição, calibrações frequentes e treinamento dos operadores tornam essas perdas visíveis e permitem corrigi-las antes que comprometam o desempenho da lavoura.

No fim, a tecnologia de aplicação não representa apenas a etapa final do manejo fitossanitário, mas um dos principais fatores responsáveis por transformar investimento em resultado. Comprar um produto de alta qualidade e aplicá-lo de forma inadequada equivale a investir em uma semente de elevado potencial produtivo sem regular corretamente a profundidade de plantio. Em ambos os casos, dificilmente o retorno será o esperado.

Em um cenário em que a agricultura é cada vez mais cobrada por produtividade, rastreabilidade e responsabilidade ambiental, controlar a deriva deixou de ser apenas uma exigência técnica. É uma estratégia para proteger a rentabilidade da lavoura, reduzir desperdícios, preservar relações de vizinhança e garantir que cada litro aplicado cumpra exatamente a função para a qual foi adquirido. Tornar a deriva visível é, acima de tudo, transformar investimento em resultado. Afinal, na agricultura, cada gota que chega ao alvo representa eficiência, já as são perdidas, representam custo.

 

*Químico industrial, mestre e pesquisador em Agronomia e responsável técnico da Sell Agro.



Imagens relacionadas


Divulgação
baixar em alta resolução


Marcelo Hilário
Marcelo Hilário
baixar em alta resolução



Ruralpress

Kassi Bonissoni
Gerente de atendimento
kassiana.ruralpress@gmail.com
(19) 98320-0286

Maior encontro internacional de agroquímicos das Américas reúne especialistas em São Paulo

 



AgrochemShow

Maior encontro internacional de agroquímicos das Américas reúne especialistas em São Paulo

17º Brasil AgrochemShow acontece nos dias 3 e 4 de agosto com debates sobre desafios regulatórios, tecnológicos e de mercado da cadeia global de insumos agrícolas

Especialistas, autoridades e representantes de empresas internacionais e locais estarão reunidos em São Paulo, nos dias 3 e 4 de agosto, para o 17º Brasil AgrochemShow, o maior evento internacional da cadeia de agroquímicos e bioinsumos das Américas. Promovido pela AllierBrasil, consultoria especializada no registro de pesticidas, em parceria com a CCPIT Chem, da China, o encontro deve reunir mais de 1.000 visitantes e expositores.

A edição ocorre em momento estratégico para o agronegócio mundial. A reconfiguração das cadeias globais de suprimento, o fortalecimento da China no mercado brasileiro, a expansão dos bioinsumos, mudanças regulatórias e a demanda por sustentabilidade colocam o Brasil no centro das discussões internacionais.

Segundo Flavio Hirata, sócio da AllierBrasil e organizador do evento, o Brasil AgrochemShow vai além de uma feira de negócios. “É um ambiente para discutir mercado, regulação, inovação e novas oportunidades de negócios em um setor que tem impacto direto na produtividade agrícola e na segurança alimentar”, destaca.

Regulação, inovação e sustentabilidade no centro dos debates

A programação reunirá especialistas nacionais e internacionais para discutir a cadeia de insumos agrícolas. Entre os destaques está a palestra sobre avaliação de risco de agrotóxicos, ministrada por Adriana Torres de Souza, gerente de Monitoramento e Avaliação do Risco da Gerência-Geral de Toxicologia da Anvisa. O debate ganha relevância diante das novas exigências para comprovação da segurança dos produtos, avaliação de resíduos em alimentos, exposição humana e processos de reavaliação toxicológica.

Sobre pesticidas, Flavio Hirata apresentará desafios regulatórios, técnicos e comerciais relacionados à entrada e permanência de produtos no mercado brasileiro, especialmente em um ambiente de maior concorrência internacional e demanda por previsibilidade regulatória. A advogada Luciana Fabri Mazza, sócia do escritório Mazza e Manente de Almeida Advogados, discutirá aspectos técnicos da judicialização dos processos de registro de pesticidas.

Eliana Maria Gouveia Fontes, pesquisadora da Embrapa e coordenadora científica do projeto Regenera Cerrado, abordará o avanço da agricultura regenerativa e sua importância para a construção de sistemas produtivos resilientes e alinhados às demandas ambientais.

Marcelo da Costa Ferreira, professor da Unesp de Jaboticabal, discutirá os desafios da aplicação de fitossanitários diante da necessidade de maior eficiência, redução de perdas, qualidade operacional e responsabilidade ambiental.

A importância da China também estará em evidência. Zhang Jinlong, especialista com mais de 20 anos de experiência, apresentará desafios da cadeia chinesa de suprimentos, tema estratégico para empresas brasileiras que dependem de ingredientes ativos, matérias-primas, produtos formulados e relações comerciais com fornecedores internacionais.

Painéis aproximam indústria, cooperativas e especialistas

A programação contará com debates voltados às demandas práticas do mercado. No dia 3 de agosto, às 14h, Terry Chow, diretor comercial da ALS na China, e Diogo Zoltay, gerente do Laboratório de Toxicologia e Ecotoxicologia da ALS Laboratórios, participam do bate-papo “Além da Conformidade: Potencializando Estratégias Regulatórias e Estudos BPL para Biológicos e Agroquímicos”. O painel discutirá como estudos, boas práticas laboratoriais e conformidade técnica podem fortalecer estratégias regulatórias.

No dia 3 de agosto, às 16h, José Francisco de Paula Neto, superintendente de Negócios da Coplacana, participa do bate-papo “Atuação da Coplacana e Demandas e Desafios na Área de Insumos Agrícolas”, trazendo a visão das cooperativas e dos produtores sobre a comercialização de defensivos, fertilizantes, máquinas, equipamentos e demais insumos.

No dia 3 de agosto, às 17h, Sergio Graff, diretor médico da Toxiclin, conduzirá o bate-papo “DAROC: O que Mudou na Avaliação de Risco dos Agroquímicos”. Graff abordará as mudanças na avaliação da exposição ocupacional e de residentes e transeuntes.

No dia 4 de agosto, às 14h, Alexandre dos Santos, diretor-geral da Plantec Laboratórios, e Luciana Mecatti Elias, gerente de laboratório, participarão do bate-papo “Excelência em Estudos de RT25: A Abordagem da Plantec na Avaliação de Risco para Abelhas”.

O evento contará com espaços de exposição e networking entre fabricantes, formuladores, distribuidores, prestadores de serviços e representantes da cadeia de agroquímicos e bioinsumos. As inscrições podem ser realizadas no portal www.AgrochemShow.com.br. A participação é solidária, mediante a doação de cestas básicas destinadas à ONG Crê-Ser, de São Paulo. Em 2025, foram arrecadadas mais de 25 toneladas de alimentos.

Serviço

17º Brasil AgrochemShow
Data: 3 e 4 de agosto de 2026
Local: Centro de Eventos São Luís
Endereço: Rua Luís Coelho, 323, São Paulo
Pontos de referência: Estação Paulista, 150 m; Estação Consolação, 300 m; Avenida Paulista, 300 m
Contatos: brasil@agrochemshow.com.br | allierbrasil@allierbrasil.com.br



Imagens relacionadas


Divulgação
baixar em alta resolução



Divulgação
baixar em alta resolução



Divulgação
baixar em alta resolução



Ruralpress

Kassi Bonissoni
Gerente de atendimento
kassiana.ruralpress@gmail.com
(19) 98320-0286

Profissionalização impulsiona crescimento das redes de serviços domésticos

 

Profissionalização impulsiona crescimento das redes de serviços domésticos

Com 5,6 milhões de trabalhadores domésticos no Brasil, o setor passa por uma transformação impulsionada pela busca por segurança, qualificação e padronização, fortalecendo a atuação de empresas especializadas

O Brasil reúne cerca de 5,6 milhões de trabalhadores domésticos, de acordo com a PNAD Contínua de março de 2026, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Apesar da importância econômica e social desse mercado, uma parcela significativa da atividade ainda é exercida de forma informal. Nos últimos anos, porém, a mudança no comportamento dos consumidores e a expansão de redes especializadas vêm impulsionando a profissionalização do setor, que passa por um processo de padronização, qualificação e incorporação de tecnologia. 

Esse processo acompanha uma transformação mais ampla do mercado de trabalho brasileiro.  Em 2025, a taxa anual de informalidade caiu para 38,1%, o menor nível dos últimos anos, favorecendo modelos de prestação de serviços que oferecem segurança, qualificação e padronização.

Na avaliação de Felipe Buranello, CEO da Maria Brasileira, maior rede de serviços residenciais e empresariais do país, a mudança no comportamento do consumidor tem sido um dos principais motores da profissionalização do segmento. "Ele já não busca apenas alguém para executar a limpeza. Procura confiança, profissionais treinados, respaldo em caso de imprevistos e um padrão de qualidade. Esses fatores estão impulsionando a profissionalização do setor", afirma. 

Para o executivo, mudanças como a maior participação das mulheres no mercado de trabalho, a rotina cada vez mais intensa das famílias, o envelhecimento da população e a valorização do tempo livre ampliaram a demanda por empresas especializadas. "Contratar um serviço profissional deixou de ser um luxo e passou a ser uma solução para quem busca praticidade, previsibilidade e tranquilidade", avalia.

A qualificação dos profissionais também tem sido um dos pilares dessa transformação. Redes estruturadas investem em treinamento técnico, protocolos operacionais, atendimento e boas práticas de segurança. "Quando existe qualificação contínua, todos ganham: o profissional amplia suas oportunidades, o cliente recebe um serviço de melhor qualidade e o setor se fortalece", afirma Buranello. 

A profissionalização do setor também influencia os planos de expansão da Maria Brasileira. Com mais de 520 unidades distribuídas por todos os estados e mais de 1 milhão de atendimentos anuais, a rede tem fortalecido sua presença no segmento corporativo, impulsionado pela demanda por serviços terceirizados de limpeza, conservação e facilities. A expectativa é que o B2B represente cerca de 60% do faturamento da empresa até o fim de 2026, evidenciando a relevância desse mercado para a estratégia da rede. 

"Assim como aconteceu em outros segmentos, os serviços domésticos também passam por um processo de profissionalização. Empresas que investem em pessoas, tecnologia e gestão ajudam a elevar o padrão da atividade e contribuem para um mercado mais organizado, confiável e preparado para crescer", conclui Buranello. 

Sobre a Maria Brasileira
No franchising desde 2013, a Maria Brasileira é a maior rede de franquias de limpeza residencial e empresarial do país. Com mais de 1 milhão de atendimentos por ano, está presente em todos os estados do Brasil com mais de 520 unidades,  oferecendo serviços de limpeza residencial, empresarial, pós-obra, passadoria, limpeza especializada em vidros, entre outros serviços.



Imagens relacionadas


Divulgação Maria Brasileira
baixar em alta resolução


 

Markable Comunicação Denise Almeida
Assessora de Imprensa
denise@markable.com.br
(11) 99745-9203


Governança e fator humano são prioridade no ESG, apontam painelistas do ESG com Dendê

 


Governança e fator humano são prioridade no ESG, apontam painelistas do ESG com Dendê

4ª edição do evento, realizada no Auditório da FIEB, mostrou que envolver pessoas é condição essencial para que práticas sustentáveis gerem resultados concretos

A 4ª edição do ESG com Dendê, realizada nesta segunda-feira (20), no Auditório da FIEB, evidenciou um consenso entre os painelistas: a agenda ESG só se viabiliza com pessoas no centro. A letra "G" da sigla, que significa governança, foi apontada como prioridade entre as empresas participantes, mas o recado foi claro. De nada adianta a melhor estratégia sem o engajamento de lideranças, colaboradores e comunidades. O encontro, promovido pela Revista Let’s Go Bahia, se consolidou como uma das principais plataformas de debate sobre sustentabilidade, governança, inovação e desenvolvimento econômico na Bahia. 

Líder de Comunicação e Comunidade da Tronox, Natália Leoni foi uma das participantes que defendeu esse princípio. Durante o painel "O Papel das Empresas na Construção de Territórios Mais Sustentáveis e Inclusivos", ela provocou a plateia: "Não existe desenvolvimento empresarial sem desenvolvimento territorial, e um dos grandes desafios dessa área é envolver lideranças e gestores nesse processo, aliando iniciativa privada e poder público". A coordenadora do Polo Sebrae Onshore do Sebrae Bahia, Aline Lobo, complementou a reflexão ao destacar a importância de apoiar empreendedores como caminho para desenvolver regiões inteiras.

Já no painel "Infraestrutura Sustentável e Mobilidade Inteligente", o CEO do Salvador Bahia Airport, Júlio Ribas, destacou iniciativas como treinamentos para atendimento humanizado e salas voltadas para pessoas neurodivergentes, algumas das ações implementadas pela empresa para valorizar os milhões de pessoas que acessam o aeroporto diariamente, tanto a equipe interna quanto o público. O debate contou ainda com a participação do diretor de Comunicação e Branding da BYD Brasil, Pablo Toledo, que apontou o crescimento exponencial da companhia como um desafio direto de governança, e da diretora da CCR Metrô Bahia, Juliana Romão, que apresentou dados que ilustram o impacto social da empresa: 108 mil pessoas impactadas por projetos sociais, 159 toneladas de resíduos reciclados desde 2016 e mais de R$ 1 bilhão previsto para os próximos dez anos em tecnologia e inclusão social. "Infraestrutura é ferramenta de inclusão", resumiu.

O evento, que reuniu empresários, executivos, especialistas e lideranças para discutir os desafios e as oportunidades da agenda ESG, reforçou também que a inovação sustentável exige visão de longo prazo e que pessoas comprometidas com essa visão fazem a diferença entre uma iniciativa isolada e uma transformação duradoura. Participaram do painel "Bioeconomia e Economia Verde – Oportunidades para o Desenvolvimento Sustentável da Bahia" o diretor da Andrade Schimmelpfeng Arquitetura, Walter Schimmelpfeng, e o fundador da Ecoloy, Loyola.

Reputação como maior ativo

Encerrando a programação, o ESG com Dendê recebeu a especialista em reputação corporativa Monique Melo para o bate-papo "O Elo entre Valores, Reputação e Resultado". “Quando falamos em ESG, muitas vezes pensamos em indicadores, relatórios ou certificações. Mas, no fundo, estamos falando de algo muito mais humano. Estamos falando de confiança. Reputação é aquilo que as pessoas concluem a partir das decisões que uma organização toma todos os dias. E é justamente nessa coerência entre valores, práticas e propósito que nasce a confiança. O ESG, acima de tudo, é uma agenda de confiança, e a confiança continua sendo o ativo mais valioso de qualquer organização”, concluiu.

Participaram também a publisher da Let's Go Bahia, Veronica Villas Boas; o advogado, professor, mestre em Direito, Governança e Políticas Públicas e sócio-fundador da AC Consultoria e Treinamento Empresarial, Augusto Cruz; e Juliana Montenegro, que atua há quase 30 anos no mercado da comunicação.




Visualizar todas as imagens em alta resolução





Ana Paula Marques
Executiva de Atendimento
anapaula@textoecia.com.br
(71) 99963-2741

Omnichannel: o excesso de canais está fragmentando a experiência do cliente?

 


Por Karina Coelho

Quanto mais canais de comunicação uma empresa disponibiliza, maiores são as oportunidades de conexão, engajamento e conversão de vendas? Por muito tempo, ampliar esses pontos de contato era entendido como uma estratégia vital para estreitar a relação com o público-alvo.  

Não que essa lógica esteja completamente errada, mas operar sob uma mentalidade meramente técnica, focada na eficiência dos canais e dos processos internos, abre margem para que não se atentem à sua devida estruturação e integração dos dados internos, criando jornadas desconectadas em que o cliente precisa repetir informações, recomeçar interações e, consequentemente, passar por experiências negativas que, pouco provavelmente, farão com que queiram comprar novamente com a marca. 

Nos últimos anos, temos visto investimentos massivos das empresas em expandir sua presença digital, em resposta a uma demanda latente dos clientes: segundo a 4ª edição do State of the Connected Customer, da Salesforce, de 2025, 74% dos consumidores utilizam múltiplos canais para iniciar e concluir uma mesma compra ou solicitação. Ao mesmo tempo, 66% afirmam que, frequentemente, precisam repetir ou explicar novamente suas informações durante um atendimento. O estudo deixa claro que o problema não é a existência de muitos canais, mas a falta de continuidade entre eles. 

Uma boa experiência de atendimento envolve uma série de cuidados que envolvam as emoções de cada cliente, trazendo facilidade e continuidade em sua jornada. Sob a ótica de Customer Centricity, isso é especialmente crítico, uma vez que a jornada é formada por micro momentos emocionais. Cada transferência sem contexto, repetição de informação, inconsistência entre canais, ou dados fragmentados distribuídos entre CRM, e-commerce, atendimento, redes sociais e aplicativos sem integração, faz com que a organização perca contexto e passe a enxergar apenas pontos isolados dessa relação. 

Emoções negativas são convertidas em más lembranças, afetando a retenção, recompra e recomendação - enquanto uma experiência contínua permite que o cliente se mova entre canais sem perceber rupturas, tendo uma experiência relevante, contextualizada e consistente. Tudo isso, resolvendo suas necessidades com sucesso e gerando emoções positivas em cada interação. Quando esses cuidados são assegurados, a empresa deixa de ser apenas eficiente e passa a criar memórias marcantes que a destaquem frente a seus concorrentes. 

Para identificar quais canais realmente fazem sentido para o perfil de cada público-alvo, a lógica por trás do customer centricity exige partir do contexto do cliente, e não da tecnologia disponível. Ou seja, ao invés de questionar "em quais canais devemos estar?", devem se orientar pelo questionamento de: "em quais meios nossos consumidores desejam resolver suas necessidades, com menor esforço e melhor experiência?". Essa análise deve considerar pontos importantes que influenciam essas estratégias, como: comportamento dos clientes, frequência de utilização dos canais, taxa de resolução, esforço percebido e impacto emocional gerado pela interação. 

Muitas empresas confundem presença multicanal com experiência omnicanal, o que apenas resulta em uma operação mais complexa sem, necessariamente, gerar valor para o consumidor. Mas, quando conseguem enxergar o histórico completo da jornada, passam a reconhecer o cliente independentemente do canal utilizado, se baseando neste contexto histórico para delimitar as ações que serão instauradas. 

Tecnologicamente, a automação é parte fundamental nesse sentido, eliminando esforços manuais que podem ser otimizados. O atendimento humano deve resolver necessidades que exigem empatia, interpretação e relacionamento, enquanto ferramentas robustas agilizam demais processos simples e repetitivos. A melhor prática de equilíbrio, aqui, é criar uma transição invisível, em que o bot coleta informações, compartilha o histórico, e permita que o atendente assuma com total contexto, mantendo a humanização e empatia como traços indispensáveis para a construção de vínculo emocional com a marca.    

Para assegurar que essas medidas estão, de fato, sendo convertidas em resultados positivos, o uso das métricas tradicionais do mercado é necessário, mas insuficiente. Indicadores de tempo médio de atendimento e produtividade, por exemplo, mostram eficiência operacional, mas não revelam a qualidade da experiência percebida. Uma abordagem realmente eficaz de customer centricity deve medir questões como Customer Effort Score (CES); NPS; resolução no primeiro contato (FCR); repetição de informações; taxa de abandono e de retenção por canal. 

Perceber a evolução das fases de conexão emocional do cliente também faz total diferença: indo de estar desconectado (o relacionamento é puramente transacional) – para estar satisfeito (quando a empresa atende às expectativas básicas) – seguindo para perceber o diferencial da marca (a partir do momento em que o cliente reconhece valor superior na experiência) e, finalmente, estar completamente conectado (criando vínculo emocional, fidelidade e recomendação espontânea). 

Se, antes, a prioridade era ampliar a presença da marca em diferentes pontos de contato, agora o verdadeiro diferencial está em garantir continuidade entre eles. A medida de uma estratégia omnichannel não é quantos canais a empresa possui, mas quantos clientes conseguem avançar nessas etapas, tendo suas demandas atendidas com facilidade, êxito e experiências enriquecidas.  

Karina Coelho é Head Comercial da Pontaltech, empresa especializada em soluções integradas de VoiceBot, SMS, e-mail, chatbot, WhatsApp e RCS.     

      

Sobre a Pontaltech:     

Fundada em 2011, a Pontaltech é uma empresa de tecnologia especializada em comunicação omnichannel que ajuda empresas a automatizar e escalar seus atendimentos com um portfólio composto por diversos canais digitais e de voz. Com soluções integradas de SMS, e-mail, chatbot, WhatsApp, RCS, VoiceBot, entre outros, simplifica a comunicação das empresas com seus clientes de forma inteligente e eficiente, sem nunca perder a proximidade humana. 



Imagens relacionadas


baixar em alta resolução



Nathália Bellintani


Tel: +55 (11) 9848-4042
Email: nathalia@informamidia.com.br
www.informamidia.com.br

Sobrevivência ou agilidade: como alcançar a maturidade digital nos negócios?

 


Por Regina Francisco 

É aquela velha história: durante muito tempo, a área de TI foi vista como uma frente de suporte, responsável apenas por resolver problemas. No entanto, hoje, cada vez mais, essa linha de pensamento tem sido deixada de lado, uma vez que a vertical tem ocupado um papel que vai além de instalar sistemas. Ela participa ativamente na criação de novos produtos e soluções, estando vinculada diretamente aos resultados conquistados pela empresa e sendo protagonista em tomadas de decisões em tempo real. 

Sabemos que falar sobre tecnologia pode parecer um tema “repetido”, afinal, ela já faz parte do nosso dia a dia. Contudo, quando se trata do ambiente corporativo, presenciamos um cenário dominado pelo uso de Inteligência Artificial e automações, que criam a ideia errônea de que, ao utilizarem esses recursos, as empresas já atingiram a tão falada “maturidade digital”. 

Um exemplo disso pode ser visto com a ascensão do Cloud Computing. De acordo com dados do Gartner, até o final de 2027, projeta-se que 90% das organizações já tenham adotado soluções em nuvem. Ainda, segundo o Statista, o volume desse mercado deve atingir 1 trilhão de dólares até 2028. 

Embora esse crescimento de organizações migrando para a nuvem e digitalizando suas operações seja um excelente indicativo, é fundamental reforçar que esse é apenas o primeiro degrau rumo à maturidade digital. Ela só é, de fato, alcançada quando o dado é transformado em decisão. Ou seja, o que diferencia uma empresa que apenas sobrevive digitalmente daquela que já atingiu um nível satisfatório é a capacidade de atribuir inteligência aos processos, antecipar demandas e sanar gargalos. 

Vivemos uma era marcada pela agilidade. O que é tendência hoje, amanhã já não é mais. Diante dessa realidade marcada pelo imediatismo, ter um ecossistema de negócios eficiente deixou de ser um diferencial e se tornou uma necessidade. E é aqui que a integração de sistemas ganha ainda mais relevância. 

Não adianta buscar por fórmulas mágicas e/ou soluções inovadoras se o básico não é feito: manter a fluidez das informações. Com a velocidade do mercado, levar dias para emitir relatórios ou ter acesso a dados é sinônimo de ineficiência e prejuízo na certa. Afinal, o mercado oferece sistemas de gestão robustos que, quando implementados de acordo com o desenho e as características do negócio, ampliam o poder de decisão, uma vez que entregam registros confiáveis e, sobretudo, agilidade. 

Falar sobre esses benefícios, certamente, brilha os olhos. Até porque, atire a primeira pedra quem não busca ter esses ganhos na gestão. Entretanto, para alcançá-los, é preciso mudar; e toda mudança dói. Estamos falando de deixar de lado hábitos antigos e passar a executar ações de acordo com o contexto atual do negócio. É, justamente por terem esse receio, que muitos líderes optam por manter os processos da mesma forma. 

Em suma, todo projeto de tecnologia é um investimento, mas, quando realizado sem planejamento e sem a consciência de que transformações serão feitas, ele se torna um custo. Na prática, a governança é o fio condutor da consolidação de um novo ecossistema de negócios, uma vez que reforça a importância de manter um acompanhamento e estabelecer métricas que permitam observar o passado, o presente e como a empresa está caminhando rumo ao futuro. 

A transição de cultura é o que ajuda a moldar a resiliência da organização frente a contextos de alta complexidade, considerando que essa característica nasce da habilidade de orientar, prever e reagir de forma assertiva. Contudo, essa transformação não acontece do dia para a noite, já que estamos falando de uma nova forma de executar tarefas. Quanto a isso, ter o apoio de uma consultoria especializada segue sendo um fator primordial para apoiar os usuários e, principalmente, guiá-los para o melhor caminho a ser seguido. 

Como mencionamos, a tecnologia tem se tornado cada vez mais intrínseca no ambiente empresarial. Hoje, não é mais a falta de opções de recursos no mercado que é um problema, mas a ausência da compreensão de que os sistemas não devem operar de forma isolada, mas conectados para conseguirem extrair valor. Afinal, a escolha não deve ser feita entre sobreviver ou ser ágil, mas em encontrar formas de atingir e aplicar a maturidade digital. 

Regina Francisco é consultora de implementação na ABC71. 

Sobre a ABC71  
Desde 1971, a ABC71 é pioneira em ERPs para indústrias com a missão de melhorar a performance das empresas brasileiras com software e serviços. Atendendo aproximadamente 400 clientes, a organização soma uma trajetória de sucesso com o objetivo de ser reconhecida como a melhor empresa de software de gestão no Brasil.   



Imagens relacionadas


baixar em alta resolução



Cinthia Guimarães


Tel: +55 (11) 95457-3500
Email: cinthia@informamidia.com.br
www.informamidia.com.br

Pós-pandemia: o que nos ensinou sobre as tendências de mercado?

 


Por Fernando Poziomczyk

Poucos períodos exigiram tanta capacidade de adaptação das empresas quanto a pandemia. Diante de um cenário imprevisível, organizações de todos os setores precisaram abandonar modelos consolidados e implementar mudanças em um ritmo acelerado para garantir sua sobrevivência. Muitas delas foram tratadas como ensinamentos valiosos capazes de redefinir o futuro dos negócios. Outras, com o retorno à normalidade, mostraram que nem toda tendência se sustenta quando as circunstâncias mudam. 

Ainda assim, o legado desse período vai muito além das práticas que continuaram ou que desapareceram, mas na compreensão de que a adaptação deixou de ser uma reação emergencial para se tornar uma competência estratégica. Afinal, se a Covid-19 ensinou algo ao mercado, foi que previsibilidade não pode ser tratada como garantia, reforçando a essencialidade dos planos de contingência e gerenciamento de riscos para que as empresas estejam mais preparadas para se ajustarem a variáveis mais amplas que possam nunca acontecido, até o momento. 

Pesquisas recentes mostram que essa necessidade não é apenas uma impressão do mercado. Dados divulgados no Global CEO Survey 2025, da PwC, por exemplo, relataram que 42% dos CEOs acreditam que suas empresas não serão viáveis na próxima década, caso mantenham seus modelos atuais de operação. Ainda, o Future of Jobs Report 2025, do World Economic Forum, aponta que 59% da força de trabalho global precisará passar por processos de qualificação ou requalificação até 2030, destacando a resiliência, flexibilidade e agilidade como as competências mais valorizadas pelos empregadores. 

A pandemia, por mais que tenha exigido mudanças urgentes e complexas, provocou uma criatividade interessante por parte das empresas, de transformarem suas operações - da intensificação do modelo de trabalho online, a transformações mais intensas de negócios. Cada uma, com a mesma chance de serem uma oportunidade ou fatalidade, dependendo de como enxergariam esse movimento como algo a ser explorado positivamente no futuro. 

Porém, com a volta à normalidade, muitos desses movimentos “justificados” pelo isolamento social, começaram a cair por terra, perdendo espaço e popularidade. Os formatos de relações de trabalho foram alguns dos mais notáveis nesse sentido, saindo das inúmeras vagas home-office impulsionadas naquele período, para rotinas presenciais nos escritórios. A oferta e demanda de um modelo que foi visto como altamente positivo e necessário para sobrevivência, se tornou desbalanceada. 

O plano de contingência empresarial foi outro ensinamento valioso. Se, antes, ninguém esperava um lockdown, hoje passou a se tornar uma variável a ser considerada por qualquer organização. Esses efeitos deixaram claro que todo o processo de gestão e avaliação de riscos precisa ser o mais amplo possível, expandindo as possibilidades para muitos outros cenários - mesmo que, aparentemente, improváveis - de forma que as empresas estejam preparadas para lidar com quaisquer imprevistos, minimizando seus impactos. 

Por fim, o processo de digitalização em alta velocidade impulsionada neste período foi um dos pontos mais significativos. Empresas que, por exemplo, nunca haviam vendido pela internet, passaram a operar nos canais digitais, a adotar meios de pagamento online, implementar atendimento remoto e recorrer a aplicativos de entrega para manter suas operações funcionando. Segundo uma pesquisa encomendada pela Microsoft, como prova disso, 93% das pequenas e médias empresas brasileiras aceleraram seus processos de transformação digital durante a pandemia, ocupando parte essencial de seus investimentos. 

Muitos cargos e cadeiras focados na gestão digital também foram criados, passando a olhar as estratégias de negócio sob uma ótica digital que demanda pessoas capacitadas para isso – viabilizando resultados e geração de valor extremamente positivos que, dificilmente, farão com que deixem de investir em recursos e soluções que continuem proporcionando tais benefícios para o crescimento próspero. 

Ao olharmos para as tendências que surgiram, se fortaleceram ou perderam espaço após a pandemia, talvez a principal conclusão seja que a transformação dos negócios deixou de ser uma escolha estratégica, para se tornar uma necessidade permanente. Mudanças profundas podem surgir de forma repentina, alterando não apenas hábitos de consumo, mas também modelos operacionais, relações de trabalho e dinâmicas de mercado. 

Então, mais do que tentar prever, exatamente, qual será a próxima grande transformação, as empresas precisam se preparar para responder, rapidamente, a cenários que fogem completamente dos padrões conhecidos – o que exige planejamento, gestão de riscos, planos de contingência e uma cultura organizacional aberta à mudança. Afinal, a pandemia provou que nem todas as variáveis podem ser antecipadas, mas as organizações mais preparadas tendem a reagir com mais segurança, agilidade e capacidade de preservar sua competitividade diante do inesperado. 

Fernando Poziomczyk é sócio da Wide Executive Search, boutique de recrutamento executivo focado em posições de alta e média gestão. 

  

Sobre a Wide: 

https://wide.works/ 
Com mais de 30 anos somados de recrutamento especializado e mais de 20 mil entrevistas realizadas, o propósito da Wide, empresa de recrutamento e seleção de alta gerência, é construir legados, seja o das empresas contratantes, o dos candidatos e o seu próprio. 



Imagens relacionadas


baixar em alta resolução



Nathália Bellintani


Tel: +55 (11) 9848-4042
Email: nathalia@informamidia.com.br
www.informamidia.com.br

Bookshare lança recurso com IA para debater livros e combater déficit de mediação de leitura no Brasil

 


Dcom

Bookshare lança recurso com IA para debater livros e combater déficit de mediação de leitura no Brasil

Ferramenta permite que leitores façam perguntas, discutam interpretações e aprofundem a compreensão de obras em um país marcado pela redução de bibliotecas públicas

Observando o cenário de um país onde quase 800 bibliotecas públicas foram fechadas entre 2015 e 2020 e oito em cada dez municípios não possuem biblioteca pública com gestão municipal efetiva, segundo dados do IBGE, o Bookshare, plataforma gratuita de compartilhamento físico de livros, lançou o recurso "Conversar sobre o Livro", uma ferramenta de inteligência artificial que permite aos leitores fazer perguntas, discutir interpretações e aprofundar a compreensão de obras disponíveis na plataforma. A novidade busca suprir a falta de mediação na leitura no país.

A funcionalidade cria uma interface de conversa específica para cada obra participante. Após selecionar um livro na plataforma, o leitor pode acessar o chat e fazer perguntas sobre personagens, conceitos, argumentos e capítulos, além de solicitar resumos, identificar os principais ensinamentos da obra e discutir aplicações práticas dos conteúdos.

Segundo Ismael Duarte Pereira, cofundador do Bookshare, o recurso foi desenvolvido para estimular uma leitura mais ativa. "Ler sem interlocução é cognitivamente ineficiente. Décadas de pesquisa em ciências da aprendizagem demonstram que o aprendizado ativo, que exige elaboração, síntese e questionamento, gera retenção significativamente superior à leitura passiva e silenciosa. O 'Conversar sobre o Livro' nasce para preencher exatamente esse vácuo", explica.

O especialista afirma que a Inteligência Artificial responde considerando o contexto específico da obra consultada. "A proposta é permitir que o leitor explore diferentes interpretações, esclareça dúvidas, estabeleça relações entre capítulos e organize os principais conceitos apresentados pelo autor", reflete. Para Ismael, além de auxiliar na compreensão do conteúdo, a ferramenta pode ser utilizada para preparar debates, clubes de leitura, estudos ou aplicar os conhecimentos apresentados nos livros em diferentes contextos.

O recurso está disponível para obras de autores parceiros do Bookshare, entre eles James Marins, Cesar Pires, Nivaldo Nassiff e Adriana de Araújo. O catálogo reúne títulos nas áreas de gestão, liderança, estratégia, desenvolvimento humano e prática profissional, com previsão de ampliação à medida que novas parcerias forem firmadas.

Sobre o Bookshare: plataforma brasileira gratuita de compartilhamento físico de livros que conecta leitores para troca e doação de exemplares. Com o novo recurso, a iniciativa passa a oferecer também uma ferramenta de apoio à compreensão e discussão das obras disponíveis no acervo.

 



Ismael Duarte Pereira idealizador do projeto
Visualizar todas as imagens em alta resolução





Damaris Pedro
damarispedro7@gmail.com
(41) 99505-2080

Numen nomeia novo CFO para consolidar governança e crescimento sustentável

 


Alexandre Araújo assume a área financeira em meio à meta de manutenção do crescimento acima de dois dígitos em 2026

A Numen, consultoria líder em soluções de tecnologia, encerrou 2025 com crescimento de 23% em faturamento e expansão de 40% no quadro de profissionais, alcançando cerca de 1,3 mil colaboradores, um ritmo que poucas empresas de serviços conseguem sustentar por muito tempo. Para transformar essa expansão acelerada em crescimento sustentável, a companhia anuncia a chegada de Alexandre Araújo como novo Chief Financial Officer (CFO), reforço estratégico para a área financeira e para as estruturas de governança da empresa. 

Formado em Economia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC) e com MBA em Finanças pelo New York Institute of Finance, Araújo construiu uma sólida trajetória no mercado financeiro, atuando principalmente em fundos de investimento. Ao longo da carreira, passou pelos setores de educação, saúde, alimentação e varejo, um repertório que deve embasar diretamente as prioridades da Numen para 2026, da maior segmentação por linhas de negócio ao apoio à estratégia de fusões e aquisições da consultoria. 

“Tive a oportunidade de conhecer a Numen enquanto cliente e pude ver de perto o comprometimento e empenho da consultoria na entrega de projetos. Não tive dúvidas em aceitar a oportunidade, uma vez que a empresa, além de ser renomada no mercado, vem registrando um crescimento rápido que precisa ser sustentado por estruturas de governança mais robustas, sendo essas as frentes em que tenho sólida experiência de coordenação”, afirma o executivo. 

O anúncio é celebrado por Andreia Yukie Tsuruhame, CEO da Numen Brasil, que vem consolidando um modelo de gestão mais estruturado, com planejamento estratégico, definição de metas e ritos de acompanhamento. Para 2026, a projeção é crescer acima de 2 dígitos, assim como em 2025, mas agora com foco menos em velocidade e mais em governança, organização e execução disciplinada. “Crescer não é infinito quando o negócio depende de pessoas. É preciso formar, estruturar e dar ritmo”, afirma a C-level. 

O movimento se soma a um ponto de inflexão iniciado em 2025, quando a Numen contratou quatro executivos de mercado para áreas-chave de operações, vendas, marketing e pessoas, fortalecendo o back-office da companhia. “Não adianta empilhar crescimento sem base. A estrutura precisa vir antes do resultado”, diz Andreia. Como CFO, Araújo assume a missão de apoiar os planos de expansão da Numen e, sobretudo, fortalecer a governança da companhia: garantir a segurança da informação, estabelecer ritos de acompanhamento e fomentar indicadores. Em suma, o objetivo é consolidar a área financeira como guardiã do compliance e da governança corporativa. 

Para atingir as metas estabelecidas — que incluem o crescimento acima de dois dígitos em 2026 e triplicar o faturamento até 2030 —, o CFO, que já conta com uma equipe experiente, planeja trazer ainda mais senioridade ao time, favorecendo o acompanhamento de resultados e análises. 

Com a governança como base, o executivo também pretende contribuir com o crescimento da Numen tanto de forma orgânica quanto por meio de fusões e aquisições, estratégia recente da consultoria, que anunciou a aquisição de 25% das operações da Backlgrs, parceira para soluções Salesforce. “A Numen tem ótimas margens, o que mostra que temos um futuro promissor pela frente. Meu papel, ao lado do time, será dar continuidade a esse ciclo de crescimento, com mais estrutura e governança para os próximos anos”, conclui Araújo. 

Sobre a Numen: 
Com presença no Brasil, Europa e América do Norte, a Numen é uma consultoria com forte atuação em projetos SAP e parceira estratégica de grandes players globais como AWS, Salesforce e Celonis. Reconhecida por sua abordagem inovadora e foco consistente em resultados, a Numen apoia empresas na transformação digital e na geração de valor sustentável. Para mais informações, visite: https://numenit.com/ 



Imagens relacionadas


baixar em alta resolução



Cinthia Guimarães


Tel: +55 (11) 95457-3500
Email: cinthia@informamidia.com.br
www.informamidia.com.br