MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

quinta-feira, 2 de julho de 2026

NÃO É PRECISO SER UM PSICOPATA PARA SER MAU

 

por Dartagnan da Silva Zanela (*)

Seja ou não um ano eleitoral, sempre aparece aqui e acolá aquela turma que franze a testa, aperta bem os olhos para secar os outros com sua visão aquém do alcance e, com o dedo em riste, diz a todo e qualquer desavisado que ele precisa, urgentemente, tomar consciência — a seco, sem nenhum golinho de água.

O engraçado nesse tipo de conversa fiada é que, em regra, as pessoas que mais curtem aparecer em público — nas redes sociais ou num universo botecológico — para cobrar dos outros uma postura mais consciente sobre isso e aquilo são justamente as que, de forma escancarada, apresentam inequívocos sinais de um profundo estado de, como direi, decomposição cognitiva.

E o pior é que, muitas vezes, somos nós mesmos que nos encontramos nesta putrefata condição, onde somos capazes de identificar o cisco e a remela nos olhos de terceiros, mas fazemos uma senhora de uma vista grossa para os entulhos e crostas que estão acumulados em nossa própria vista.

Podemos dizer que, quando agimos assim, estamos nos portando como se fôssemos uma espécie de pretenso descendente de J. J. Rousseau que, tal qual o autor de “O Emílio”, vê-se como se fosse a alma mais cândida, pura e boa de toda a Via Láctea, capaz de amar teatralmente toda a humanidade, mas incapaz de amar genuinamente o seu semelhante de carne e osso.

Sem nos darmos conta, muitas vezes agimos assim: virando as costas para o altar da nossa consciência e voltando o nosso coração para os ditames que são sentenciados, tiranicamente, pela opinião pública, pelas patotinhas, ideologias, partidos, algoritmos e demais trambolhos de que tanto queremos conquistar a aprovação; e, faceiros da vida, sem perceber, vamos amortecendo nossa consciência.

Agora, o jogo muda de figura quando, ao invés de colocarmos esses trens fuçados no centro da nossa consciência, preferimos nos colocar diante do olhar onisciente de Deus. Dito de outro modo, quando deixamos de agir como mascotes de J. J. Rousseau e passamos a nos portar como se fôssemos seguidores esforçados dos ensinamentos de Santo Agostinho.

O Bispo de Hipona, quando escreve as suas “Confissões” — ao contrário do filósofo de Genebra, que também escreveu um livro com o mesmo título —, coloca-se diante de Deus que, segundo suas próprias palavras, é Aquele que é mais eu do que eu mesmo; Deus é Aquele que sabe exatamente quem nós somos e, mesmo assim, nos ama.

Quando nos colocamos, humildemente, diante Daquele que nos ama incondicionalmente — mesmo sabendo que somos o que somos —, nós vamos gradativamente tomando uma medida mais realista a respeito da vida, dos nossos semelhantes, dos nossos atos e das suas possíveis consequências e, por isso mesmo, vamos nos tornando mais nós mesmos; digo, mais quem nós deveríamos ser eternamente, mas nos recusamos a ser, por pura vaidade.

Agora, quando nos portamos — inconscientemente — de forma canina diante das multidões que, por definição, não amam ninguém — nem a si mesmas — para conquistar sua aprovação, seus likes, seu apreço e, por que não, um tapinha nas costas, acabamos mergulhando num pútrido fosso de autoengano e terminamos negando a nós mesmos.

Por isso, não é por acaso que, em muitas ocasiões, tramamos, nas sombras do nosso coração, planos sórdidos; não é à toa que, sem nos darmos conta, nos juntamos aos enxames digitais — de forma pública ou velada — para destruir a vida de pessoas de quem mal sabemos o nome, mas estamos “cônscios” de que merecem nosso desprezo, porque é isso que precisamos sinalizar para conquistar o “afeto” daqueles que, de forma canhestra, tomaram o lugar da nossa consciência.

Enfim, não é preciso ser um psicopata para ser uma pessoa má, não é mesmo?

*
 
(*) professor, escrevinhador e bebedor de café. Autor de “NAS ENTRANHAS DO LEVIATÔ, entre outros livros.

Brasil avança e Pizza Hut anuncia oferta de quatro pizzas pelo preço de uma

 


Em parceria com a 99Food, ação acompanha a trajetória da Seleção Brasileira e pode ganhar novos capítulos, como o 7x1, caso o Brasil siga na competição

A classificação do Brasil para as oitavas de final movimentou não apenas os torcedores, mas também as estratégias de marketing das empresas. Em parceria com a 99Food, a Pizza Hut anuncia uma nova fase de sua campanha inspirada na trajetória da Seleção Brasileira: neste domingo, dia do confronto entre Brasil e Noruega, os consumidores poderão aproveitar a promoção de quatro pizzas pelo preço de uma em lojas participantes, das 12h às 15h.

A ação faz parte de uma campanha criada para acompanhar o desempenho da Seleção ao longo da competição. A cada avanço do Brasil, uma nova oferta é anunciada, incentivando os torcedores a celebrarem cada classificação também à mesa. A iniciativa começou com a promoção de duas pizzas pelo preço de uma e agora evolui para a mecânica 4x1. Caso a equipe avance novamente na Copa, a campanha seguirá com novas ativações, incluindo a já anunciada ação 7x1, mantendo o público engajado durante toda a competição.

Mais do que uma promoção pontual, a estratégia aposta no real-time marketing, modelo em que as marcas acompanham acontecimentos de grande repercussão para criar ações relevantes e conectadas ao momento vivido pelo consumidor. Em vez de apenas comunicar durante os jogos, a Pizza Hut transforma o próprio desempenho da Seleção em um gatilho para novas experiências, incentivando o público a acompanhar cada fase do torneio também pelos canais da marca.

"O maior desafio das marcas durante grandes eventos é criar experiências que realmente façam sentido para o consumidor. Queríamos transformar a emoção de cada classificação em um momento de celebração compartilhada, reunindo amigos e familiares em torno da pizza e fazendo com que os nossos clientes acompanhem a campanha junto com a trajetória da Seleção", afirma Aline Füllgraf, gerente de Marketing da Pizza Hut.

A dinâmica também reforça uma mudança na forma como as marcas se relacionam com grandes eventos esportivos. Em vez de concentrar a comunicação em uma única campanha, cresce a aposta em iniciativas que evoluem ao longo da competição, criando expectativa sobre as próximas ativações e estimulando interações recorrentes com o público. Dessa forma, cada resultado da Seleção passa a representar uma nova oportunidade de relacionamento com os consumidores.

Além de ampliar o alcance, o formato estimula o acompanhamento contínuo da competição e fortalece a conexão emocional com os torcedores, que passam a associar cada conquista da Seleção a uma nova experiência oferecida pela marca. "A Copa desperta um sentimento coletivo que poucas ocasiões conseguem reproduzir. Queremos participar dessa celebração de forma autêntica, oferecendo benefícios que acompanhem a jornada da Seleção e surpreendam nossos consumidores a cada nova fase da competição", completa Aline Füllgraf.

Com a campanha, a Pizza Hut reforça sua estratégia de aproximar a marca dos consumidores em um dos momentos de maior mobilização do calendário esportivo. Ao transformar cada classificação do Brasil em uma nova etapa da ação promocional, a rede mantém a conversa viva durante todo o torneio e convida os torcedores a celebrarem cada vitória dentro e fora de campo.

 

Sobre a Pizza Hut

Criada em 1958 nos EUA, a Pizza Hut é considerada uma das maiores redes de pizzarias do mundo. A marca teve origem na cidade de Wichita, no Kansas, quando os irmãos Carney pediram à mãe que emprestasse 600 dólares para abrirem uma pizzaria. Atualmente, a Pizza Hut é reconhecida no mundo todo por oferecer a original Pizza Pan, mas seu cardápio conta também com opções pizzas de massa fina e borda recheada, em tamanhos grande, médio e individual. Há ainda opções de acompanhamento como breadsticks (palitos de pão recheados), bebidas e sobremesas. Recentemente, a rede lançou no Brasil o sanduíche Melts e uma variedade de massas, como lasanha e penne. Globalmente, a rede emprega mais de 250 mil pessoas em seus mais de 16 mil restaurantes, distribuídos em 100 países pelos cinco continentes. A marca chegou ao Brasil em 1989, sendo que em 2019 a IMC (International Meal Company / B3: MEAL3) passou a operar a master franquia e as unidades da rede. No país, a Pizza Hut conta com mais de 260 restaurantes em um modelo de negócio que mescla unidades próprias e de lojas de franqueados.

 

Informações para imprensa:  

AMB Com  

Ayla Meireles- ayla@agenciaamb.com.br  

Christiane Rodrigues- imprensa@agenciaamb.com.br  

Emilia Rebelo- atendimento@agenciaamb.com.br 

 

IA na saúde: menos burocracia, mais tempo para cuidar

 


Por Thiago Gomes

Consultas, prontuários, confirmações de agenda, retornos de pacientes e demandas administrativas tornam a rotina de muitos profissionais da saúde cada vez mais complexa. Mas, esse é um setor que qualquer erro de interpretação, orientação fora de contexto ou resposta automatizada mal calibrada pode gerar impactos graves na vida dos pacientes – o que tem impulsionado o investimento em soluções tecnológicas que simplifiquem processos e fortaleçam a comunicação e o relacionamento entre as partes, como a IA, devolvendo aos profissionais aquilo que talvez seja seu recurso mais valioso: o tempo para cuidar de cada paciente. 

Dados divulgados na pesquisa TIC Saúde 2024 mostraram que 17% dos médicos brasileiros já utilizam IA generativa em sua rotina. Não apenas por otimizar diversas tarefas do dia a dia, mas, sobretudo, por ser uma aliada estratégica capaz de agregar valor, principalmente, nos pontos da jornada em que existe alto volume, repetição e necessidade de respostas rápidas, como triagem inicial, orientação administrativa, agendamento, lembretes, acompanhamento de tratamentos e pós-consulta. 

Seu papel é o de atuar como uma camada de apoio: organizando as informações das empresas e dos próprios pacientes, antecipando necessidades, reduzindo fricções e melhorando o acesso aos dados e necessidades da população. Tudo isso, desde que seja aplicada com critério, governança e supervisão profissional, lembrando sempre que qualquer diagnóstico, conduta terapêutica e comunicação sensível precisam continuar sob responsabilidade humana e médica. 

A banalização da inteligência artificial neste setor leva a um caminho direto para a perda de controle sobre informações sensíveis de ambas as partes – as quais, pela LGPD, exigem tratamento com base legal adequada, finalidade clara, segurança e transparência - abrindo margem para riscos relacionados à privacidade, segurança da informação e consentimento. Por isso, ao implantar qualquer projeto com essa tecnologia, a pergunta central que deve guiar todas as tomadas de decisões, deve ser: “Essa automação é segura, auditável, explicável e tem supervisão adequada?”. 

Existem muitos canais altamente vantajosos para contribuir com ganhos de eficiência operacional e uma melhor experiência ao paciente. Deles, o WhatsApp se tornou uma das interfaces mais naturais para aplicar a IA neste setor, principalmente por já fazer parte da rotina do paciente - além de também ser uma realidade no apoio a clínicas, hospitais e operadoras, em casos como triagem inicial de sintomas e direcionamento para o canal adequado; agendamento, confirmação e remarcação de consultas; lembretes de exames, medicação e retorno; orientações pré e pós-consulta; acompanhamento de adesão ao tratamento; e coleta de satisfação e monitoramento da experiência. 

Quando bem implementado, proporciona ganhos de redução de filas, menor sobrecarga das equipes, maior previsibilidade operacional e uma experiência mais simples para o paciente. Com isso, em vez de obrigar o paciente a ligar, esperar ou navegar por sistemas complexos, as empresas conseguem oferecer um atendimento mais contínuo, contextual e acessível. Isso, desde que saibam em quais etapas da jornada essa automação vale mais a pena ser investida, com estratégia e inteligência. 

A melhor forma de ter esse direcionamento é mapeando a jornada do paciente de acordo com risco, complexidade e sensibilidade. A automação faz mais sentido em etapas repetitivas, informativas e operacionais, como cadastro, agendamento, confirmação, lembretes, envio de documentos, preparo para exames, status de solicitação e pesquisas de satisfação. Paralelamente, o atendimento humano continua indispensável quando há urgência, sofrimento emocional, dúvida clínica complexa, comunicação de diagnóstico, decisão terapêutica, exceções ou situações que exigem empatia e julgamento profissional. 

Não se trata de substituir o ser humano, mas de uma jornada híbrida, em que a IA resolve o que é simples e escala, rapidamente, para pessoas quando há risco, ambiguidade ou necessidade de acolhimento. Por esse motivo que a jornada precisa ser desenhada para o paciente real, não ideal – trazendo linguagem simples, menus objetivos, respostas curtas, opção de áudio ou texto, botões claros e possibilidade fácil de falar com um atendente. 

No WhatsApp, essa experiência deve ser inclusiva: evitar termos técnicos, confirmar entendimento, permitir correção de informações e respeitar diferentes níveis de familiaridade digital. Quanto mais for estruturado como um canal seguro e integrado à governança da instituição, maior será a eficiência e benefícios colhidos pelas empresas de saúde, operando sempre com a mesma seriedade de qualquer outra plataforma assistencial ou institucional. 

A discussão sobre inteligência artificial na saúde não deve se concentrar em uma suposta disputa entre tecnologia e profissionais, mas em como utilizar o melhor dos dois mundos. Quando aplicada com responsabilidade, governança e supervisão especializada, reduz a burocracia, agiliza processos e melhora a comunicação com os pacientes, fortalecendo a confiança e relacionamento entre as partes. O maior potencial da tecnologia não está em substituir o cuidado, mas em criar mais espaço para que ele aconteça, com respeito e humanização. 

Thiago Gomes é Diretor de Customer Experience na Pontaltech.   

    

Sobre a Pontaltech:   

Fundada em 2011, a Pontaltech é uma empresa de tecnologia especializada em comunicação omnichannel que ajuda empresas a automatizar e escalar seus atendimentos com um portfólio composto por diversos canais digitais e de voz. Com soluções integradas de SMS, e-mail, chatbot, RCS, agente virtuais, WhatsApp, entre outros, simplifica a comunicação das empresas com seus clientes de forma inteligente e eficiente, sem nunca perder a proximidade humana. 



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Terremoto na Venezuela: como evitar catástrofes naturais em um mundo cada vez mais imprevisível?

 


Por Alexandre Pierro

Dois terremotos de magnitude 7,5 e 7,2, respectivamente, foram registrados na Venezuela na noite desta última quarta-feira (24), deixando, até o momento, mais de 160 mortos e cerca de mil feridos. O primeiro deles foi o maior sentido na história do país, em mais de um século, deixando toda a região em estado de emergência e movimento equipes de resgate em busca de sobreviventes.

Tremores em larga escala que nem esses, enchentes históricas, secas prolongadas, ondas de calor recordes e incêndios florestais têm se tornado cada vez mais frequentes, e transformado eventos antes considerados excepcionais em uma realidade recorrente – expondo a vulnerabilidade de cidades, empresas e populações inteiras diante de fenômenos naturais cada vez mais intensos. Embora não seja possível controlar o meio ambiente, existem decisões que governos, empresas e a sociedade como um todo podem tomar para minimizar os efeitos desses eventos, além de aumentar a capacidade de adaptação da sociedade, mesmo diante de um mundo cada vez mais imprevisível. 

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) confirmou que os últimos 11 anos (2015–2025) foram os mais quentes já registrados, demonstrando que não se trata de eventos isolados, mas de uma tendência contínua de aquecimento global. Somente no primeiro semestre de 2025, de acordo com outro levantamento da Munich Re, os desastres naturais geraram US$ 131 bilhões em prejuízos globais, valor muito acima da média histórica. 

Se os números deixam claro que o problema está se agravando, a solução, por outro lado, está longe de ser simples. Reduzir a frequência e a intensidade dessas catástrofes naturais exigiria uma mudança coordenada de comportamento em escala global, envolvendo governos, empresas e a população no geral - através de ações como acelerar a transição para fontes de energia renováveis, rever modelos de produção e consumo, e criar incentivos econômicos que favoreçam práticas mais sustentáveis.  

Na teoria, o caminho parece evidente. Na prática, porém, ele esbarra em interesses econômicos e disputas geopolíticas. A própria China ilustra essa complexidade: por mais que o país já tenha reconhecido a importância da agenda climática como algo extremamente estratégico para o futuro, ainda depende, fortemente, de combustíveis fósseis para sustentar seu crescimento econômico e garantir segurança energética durante a transição. Ou seja, mesmo quando existe consciência sobre o problema, a velocidade da mudança é limitada por desafios econômicos e estruturais que não podem ser ignorados. 

Por parte das empresas, adotar e seguir metodologias de gestão que auxiliem na otimização de riscos e estabelecimento de medidas preventivas baseadas em dados é uma das medidas mais importantes de ser seguida nesse sentido. Normas como a ISO 14001, por exemplo, de Sistema de Gestão Ambiental (SGA), ajudam as organizações a identificarem, monitorarem e reduzirem os impactos que suas operações causam ao meio ambiente, criando processos mais sustentáveis e alinhados às exigências de um cenário cada vez mais complexo, além de predizer possíveis cenários de catástrofes que possam impactar seus processos. 

Mais do que uma questão de conformidade ou reputação, trata-se de compreender como as atividades do negócio afetam o ecossistema e quais riscos ambientais podem surgir a partir dessas interações. Com isso, conseguem antecipar ameaças, desenvolver planos de contingência e tomar decisões mais assertivas que contribuam para um modelo de desenvolvimento mais resiliente e sustentável. 

Ter um planejamento urbano mais adequado a esses eventuais desastres também precisa entrar na agenda da sociedade mundial, uma vez que, hoje, muitas grandes cidades estão extremamente vulneráveis a eventos climáticos que já se tornaram recorrentes. São Paulo é um exemplo disso: bastam algumas horas de chuva mais intensa para que ocorram quedas de árvores, interrupções no fornecimento de energia, congestionamentos generalizados e alagamentos em diferentes regiões. 

Em muitos casos, os problemas não decorrem apenas da força da natureza, mas da falta de manutenção preventiva e da ausência de investimentos consistentes em infraestrutura resiliente. Nesse contexto, sistemas de monitoramento climático e alertas antecipados também desempenham um papel fundamental, pois permitem identificar riscos com antecedência, orientar a população e reduzir perdas humanas e materiais. Embora não impeçam a ocorrência dos fenômenos, essas ferramentas ajudam a transformar desastres potenciais em situações mais controláveis e menos devastadoras. 

Por fim, a educação também precisa fazer parte dessa discussão, pois uma sociedade preparada responde melhor aos momentos de crise. Considerando que o acesso à informação ainda seja desigual ao redor do mundo, é fundamental investir em programas de conscientização, campanhas educativas, treinamentos e simulações que ensinem como agir diante de enchentes, deslizamentos, ondas de calor, incêndios e outros eventos extremos desde cedo. 

Países que convivem com terremotos há décadas, como exemplo, incentivam que as crianças aprendam nas escolas protocolos de segurança e participem, regularmente, de exercícios de evacuação e resposta a emergências - o que resulta em uma população mais preparada, capaz de reagir com maior rapidez, reduzir riscos e colaborar de forma mais eficiente nesses cenários.  

Não existe uma solução única para evitar catástrofes naturais, tampouco a expectativa realista de eliminar completamente seus riscos. O que existe é a oportunidade — e a responsabilidade — de reduzir seus impactos por meio de decisões mais conscientes e planejadas. Isso passa pelo compromisso das empresas com práticas sustentáveis e gestão de riscos, por investimentos em infraestrutura e planejamento urbano, e pela formação de uma população mais preparada para enfrentar situações de emergência. 

Alexandre Pierro é doutorando em energia e mestre em gestão e engenharia da inovação, engenheiro mecânico, bacharel em física e especialista de gestão da PALAS, consultoria pioneira na implementação da ISO de inovação na América Latina.    



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Nava adquire CS Global IT e consolida hub de Multicloud para acelerar Inteligência Artificial em escala

 



Nava

Nava adquire CS Global IT e consolida hub de Multicloud para acelerar Inteligência Artificial em escala

Movimento marca a terceira aquisição da companhia em sete meses; plano acelerado de expansão inorgânica visa crescimento de 150% até 2030

São Paulo, junho de 2026  -  A Nava, consultoria brasileira de tecnologia, anuncia a aquisição da CS Global IT, empresa focada em soluções de nuvem, arquitetura de dados e infraestrutura de Data Center. O movimento reforça a estratégia de crescimento e consolidação da companhia, impulsionada pelo investimento da Crescera Capital, realizado em 2024. Esta é a terceira aquisição da Nava em menos de um ano, após as incorporações da GH Brandtech, em novembro de 2025, e da Ventura ERM, em janeiro de 2026, consolidando uma trajetória consistente de crescimento inorgânico e fortalecimento do seu ecossistema de tecnologia e inovação.

Com a terceira peça deste ciclo de M&As consolidada no primeiro semestre de 2026, a Nava avança firmemente em direção à sua meta de atingir R$ 1 bilhão em faturamento, reafirmando o compromisso de garantir que cada real investido por seus clientes em tecnologia se converta em resiliência, eficiência operacional e valor tangível de mercado.

Fundada com o propósito de operar como uma boutique especializada em engenharia de nuvem de missão crítica, a CS Global IT traz para o ecossistema da Nava, além de profundidade técnica e gestão estratégica, um histórico robusto de projetos internacionais na Europa, atendendo grandes marcas globais.

A integração das operações cria uma nova frente de negócios dedicada ao desenvolvimento de soluções multicloud e à modernização de ambientes corporativos complexos. A combinação das capacidades das duas empresas amplia a especialização técnica, fortalece a atuação da Nava em toda a jornada de infraestrutura e posiciona a companhia como um parceiro estratégico para organizações que buscam mais flexibilidade, eficiência e governança em seus ambientes tecnológicos. “Com uma abordagem agnóstica e integrada, passamos a oferecer aos clientes maior liberdade para escolher as tecnologias mais adequadas às suas necessidades, além da capacidade de projetar, migrar, operar e orquestrar infraestruturas híbridas e multicloud em larga escala”, explica André Scatolini, CEO da Nava.

Para liderar a nova estrutura, Carlos Sampaio, fundador e CEO da CS Global IT, assume a vertical de Multicloud da Nava, reportando-se à vice-presidência de Cloud, Plataformas e Operações Digitais. "O mercado não precisa de mais integradores de caixas; precisa de orquestração estratégica. Enquanto a CS Global IT traz essa especialização profunda em orquestração agnóstica em nuvens públicas e privadas, a Nava oferece escala, capilaridade e uma forte capacidade de entrega. Juntos, somos o elo definitivo entre a infraestrutura lógica e o valor de negócio para os nossos clientes", explica o executivo. 

A Nava vem executando uma estratégia consistente de expansão e fortalecimento de seu ecossistema de tecnologia. A velocidade dos movimentos recentes reflete a disciplina na execução do seu plano de crescimento busca posicioná-la entre os principais players de tecnologia do Brasil “Nos últimos cinco anos crescemos 400%, e a chegada da CS Global IT corrobora nossa tese de construir uma plataforma end-to-end de alto valor agregado”, diz Scatolini. “A adoção de Inteligência Artificial em escala não acontece no vácuo; ela depende obrigatoriamente de uma fundação robusta de dados e nuvem. Esta aquisição nos permite suportar essa jornada de transformação de ponta a ponta, desde a consultoria e arquitetura lógica até a migração e sustentação de ambientes complexos”, completa.

Sinergia de portfólio e expansão de mercados

Com a incorporação de cerca de 50 engenheiros e arquitetos de nuvem altamente certificados e especializados, a Nava redesenha sua capacidade de atuação em indústrias de alta exigência regulatória e processamento intensivo de dados. O movimento fortalece a presença da companhia nos setores de serviços financeiros (bancos, seguradoras e meios de pagamento) e telecomunicações, além de injetar tração extra em verticais de forte expansão na consultoria, como saúde, indústria, manufatura e varejo. 

A sinergia cultural, a maturidade de governança e o perfil empreendedor do time foram fatores determinantes para a concretização do negócio. A transação preserva a agilidade e a proximidade no atendimento que consagraram a CS Global IT no mercado, ao mesmo tempo em que disponibiliza para sua carteira de clientes o ecossistema completo de Nava, que agora inclui o hub criativo de martech da GH Brandtech e as competências cirúrgicas de resposta a incidentes digitais e perícia forense da Ventura ERM.

"Nossa decisão de nos unirmos à Nava foi baseada na genuína sinergia de cultura e de propósitos de longo prazo. Nós nascemos para entregar uma qualidade técnica superior e sabíamos que, para dar o próximo salto de escala sem perder nossa essência de boutique, precisávamos de um parceiro robusto," afirma Carlos Sampaio, fundador da CS Global IT.

Sobre a Nava

A Nava é uma consultoria brasileira de tecnologia com três décadas de atuação, especializada em transformar complexidade em crescimento. Atuando no core de grandes organizações, a companhia integra estratégia, engenharia e tecnologia de ponta, impulsionadas por GenAI, para desenhar arquiteturas, estruturar governança e gerar resultados concretos de negócio.

Com cerca de 2.000 especialistas, a Nava reúne capacidades em dados, cibersegurança, cloud, observabilidade, infraestrutura e modernização de aplicações, conectando inovação, design e execução em larga escala. Seu ecossistema inclui a GH Brandtech, que amplia sua atuação ao unir tecnologia, experiência, design e produtos digitais para acelerar diferenciação e competitividade, e a Ventura ERM, referência em resposta a incidentes, investigação digital e gestão de crises cibernéticas, fortalecendo sua atuação com soluções avançadas e foco em segurança.

Contatos para a imprensa

RPMA Comunicação

Tel.: (11) 5501-4655

www.rpmacomunicacao.com.br

 

Anna Mattos | (11) 94247-6804

nava@rpmacomunicacao.com.br 



Carlos Sampaio, fundador e CEO da CS Global IT André Scatolini, CEO da Nava
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Anna Mattos
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(11) 9424-7680

Tecnologia avançada, gestão atrasada: como fechar essa conta?

 


Por Simone de Carlos 

Muito se fala que a transformação digital é o futuro das indústrias, mas o mercado mostra que muitas ferramentas potentes acabam virando “elefantes brancos”. Isso acontece, na maioria das vezes, devido à falta de instrução correta, fazendo com que a tecnologia avance, mas a gestão permaneça atrasada. Como fechar essa conta? Com uma ação que já é conhecida: o mapeamento. 

Diante da velocidade das operações, criou-se erroneamente no meio corporativo a ideia de que, ao contratar um sistema de gestão, neste caso, o ERP, todos os problemas organizacionais serão resolvidos. Contudo, é importante salientar que nenhuma solução sozinha é capaz de sanar todos os desafios da empresa, até porque sua eficácia depende de um conjunto de ações. 

É justamente nesse aspecto que o mapeamento ganha relevância. É a partir desse direcionamento que se torna possível compreender todas as áreas da empresa, bem como analisar o que está faltando e, com isso, traçar qual o plano a ser seguido a fim de obter eficiência e controle operacional. 

No entanto, essa ação deve ser feita antes da implementação. É aquela velha história: “às vezes é preciso dar um passo para trás para dar dois para a frente”. Ou seja, antes de aderir a qualquer ferramenta, é necessário olhar o cenário atual e compreender onde estão as raízes dos problemas enfrentados. Sem esse conhecimento, mesmo que a solução seja altamente potente, ela não conseguirá desempenhar o seu papel de forma satisfatória. 

Perceba que o mapeamento preenche a lacuna na hora de encontrar as origens das dores do negócio. Por sua vez, há mais um elo de extrema importância para avançar na gestão: as pessoas. Com certeza, em algum momento você já ouviu a frase “a tecnologia não irá substituir a mão de obra humana”, e é aqui que esse argumento ganha força. 

Segundo a Gartner, cerca de 70% das implementações de ERP falham em atingir seus objetivos originais justamente pela falta de gestão de mudanças e baixa adesão dos usuários. Ainda, de acordo com o relatório 2025 ERP Report da Panorama Consulting, a resistência cultural e a falta de treinamento são citadas por 32% das empresas como os maiores obstáculos para o sucesso do software após a implementação. 

De nada adianta investir em softwares robustos sem que o time esteja alinhado e acompanhando de perto cada etapa dos processos, desde o levantamento das informações até a execução. Quanto a isso, a liderança da alta gestão é fundamental para engajar a equipe, bem como demonstrar a importância da participação e do envolvimento de todos em prol do sucesso do projeto. 

Certamente, essa não é uma jornada que acontece do dia para a noite. Durante esse processo, contar com o apoio de uma consultoria especializada é uma excelente estratégia. Ao fazer um diagnóstico prévio, a equipe de especialistas consegue equilibrar expectativa e realidade, direcionando o trabalho de forma ágil e eficiente. 

Ao mapear a operação, a organização passa a compreender o cenário antes de aderir a qualquer recurso, selecionando a opção que de fato se alinha às características e especificidades do negócio. Ademais, contar com a colaboração da equipe é fundamental para localizar onde estão os gargalos que atrasam a gestão, garantindo que o software atue diretamente no foco do problema. 

No fim, a mensagem que deve ser sempre enfatizada é que a tecnologia é o meio, e não o fim. Como um automóvel: para que ele transporte os passageiros ao destino esperado, é necessário ter um condutor que saiba manusear cada mecanismo com segurança — o que só vem a partir do conhecimento prévio. Do contrário, continuaremos vendo muitas empresas com uma Ferrari guardada na garagem. 

Simone de Carlos é consultoria de TI na ABC71. 

Sobre a ABC71    
Desde 1971, a ABC71 é pioneira em ERPs para indústrias com a missão de melhorar a performance das empresas brasileiras com software e serviços. Atendendo aproximadamente 400 clientes, a organização soma uma trajetória de sucesso com o objetivo de ser reconhecida como a melhor empresa de software de gestão no Brasil.      



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Cinthia Guimarães


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Papel do RH em uma economia desafiadora: de área de suporte a agente de transformação

 


Por Thiago Xavier

Em momentos de instabilidade econômica, aumento da pressão por resultados, transformações tecnológicas e mudanças regulatórias, é comum que as organizações voltem seus olhares para o RH em busca de respostas. No entanto, a verdadeira contribuição da área não deve surgir apenas nos períodos de crise. Pelo contrário: quando o RH é acionado apenas nos momentos mais difíceis, muitas vezes já é tarde para atuar de forma preventiva.  

Seus profissionais precisam estar conectados ao negócio em todas as suas fases — da expansão, a consolidação, transformação ou retração. Ou seja, compreender a estratégia da organização, acompanhar os movimentos do mercado e manter proximidade com as lideranças, o que permite antecipar cenários, identificar riscos e agir de forma proativa. Mais do que apoiar a execução da estratégia, deve contribuir para sua construção, influenciando decisões que impactam, diretamente, a sustentabilidade e a competitividade da empresa.  

Nesse contexto, um dos temas mais relevantes é o engajamento dos colaboradores. Dados do relatório “State of the Global Workplace”, de 2026, mostram uma realidade preocupante: o engajamento global dos times caiu para 20% em 2025, o nível mais baixo desde 2020, custando à economia mundial cerca de US$ 10 trilhões em perda de produtividade. Embora o RH seja o guardião desse pilar, a responsabilidade pelo engajamento não pode ser atribuída exclusivamente à área de Pessoas.  

Um bom líder é quem constrói a experiência diária dos colaboradores, define prioridades, desenvolve talentos e influencia, diretamente, o ambiente de trabalho. Por isso, a construção de equipes engajadas é um trabalho contínuo e compartilhado entre o RH e liderança.  

Outro desafio crescente está relacionado à velocidade das mudanças. Novas tecnologias, inteligência artificial, modelos de trabalho e transformações nos modelos de negócio exigem das empresas uma capacidade de adaptação sem precedentes. Nesse cenário, as competências comportamentais ganham protagonismo. Aprendizagem contínua, adaptabilidade, pensamento crítico, colaboração, gestão de mudanças e liderança de equipes multigeracionais tornam-se diferenciais tão importantes quanto o conhecimento técnico.  

O RH também precisa ampliar sua atuação para além dos limites da organização. Estar conectado a universidades, associações setoriais, órgãos reguladores, sindicatos, comunidades profissionais, startups e demais agentes do ecossistema permite antecipar tendências, compreender movimentos do mercado de trabalho e influenciar, positivamente, a agenda de negócios por meio da atração, desenvolvimento e retenção de talentos.  

Além disso, o futuro exigirá uma área de Recursos Humanos cada vez mais orientada por dados. Decisões relacionadas à produtividade, sucessão, desenvolvimento de lideranças, retenção de profissionais e planejamento da força de trabalho precisam estar fundamentadas em indicadores consistentes. Organizações que conseguem transformar essas informações em ações estratégicas tendem a responder com mais agilidade aos desafios do mercado.  

Em última análise, o papel do RH não muda em momentos de crise. O que muda é a velocidade e a intensidade das decisões necessárias. As empresas que se destacarão nos próximos anos serão aquelas que conseguirem desenvolver uma cultura adaptável, lideranças preparadas e equipes capazes de aprender continuamente.  

Mais do que uma área de suporte, o RH tornou-se um agente estratégico de transformação. Sua missão é garantir que a organização tenha as pessoas certas, com as competências ideais, no melhor momento, para executar sua estratégia e prosperar em qualquer cenário econômico. 

Thiago Xavier é headhunter e sócio da Wide Executive Search, boutique de recrutamento executivo focado em posições de alta e média gestão.   

  

Sobre a Wide:   

https://wide.works/   

Com mais de 50 anos de experiência combinada, a Wide é especialista em recrutamento executivo alinhado às necessidades e objetivos de cada empresa. Seu foco é fortalecer a governança corporativa, com atendimento exclusivo e processos ágeis e assertivos, conduzidos pela expertise de seus sócios.   



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Nathália Bellintani


Tel: +55 (11) 9848-4042
Email: nathalia@informamidia.com.br
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El Niño reforça importância da descompactação do solo antes da safra

 



Piccin Equipamentos

El Niño reforça importância da descompactação do solo antes da safra

Com previsão de intensificação do fenômeno climático, o manejo físico das áreas de plantio ganha relevância para reduzir riscos de erosão, encharcamento e perdas produtivas nas lavouras

O avanço do El Niño em 2026 acende um alerta para os produtores rurais. Segundo boletim do Climate Prediction Center, da NOAA, publicado em 11 de junho, as condições do fenômeno já estão presentes e devem se intensificar ao longo do inverno no Hemisfério Norte, com 63% de chance de forte intensidade entre novembro e janeiro. No Brasil, o Instituto Nacional de Meteorologia aponta que o fenômeno costuma provocar efeitos opostos entre as regiões, com maior risco de seca no Norte e Nordeste e tendência de grandes volumes de chuva no Sul.

Para a agricultura, esse cenário aumenta a necessidade de atenção ao manejo e à conservação do solo. Em regiões sujeitas ao excesso de chuva, áreas compactadas tendem a intensificar problemas de drenagem, erosão e desenvolvimento das lavouras. Já em áreas com possibilidade de veranicos ou estiagens, a compactação reduz a capacidade de armazenamento de água em profundidade, deixando as plantas mais vulneráveis ao estresse hídrico.

De acordo com Henrique Figueiredo Moscatelli, engenheiro agrônomo e analista de inovação do Grupo Piccin, o produtor não consegue controlar o regime de chuvas, mas pode preparar melhor as áreas de plantio para enfrentar os extremos climáticos. “Um solo menos compactado infiltra mais água, drena melhor e favorece o aproveitamento de água e nutrientes pelas plantas. Dessa forma, a descompactação deixa de ser uma operação pontual e passa a integrar a estratégia de redução de risco”, afirma.

A compactação ocorre quando há adensamento das camadas do solo, geralmente provocado pelo tráfego intenso de máquinas, pisoteio animal, manejo inadequado ou operações realizadas em condições de umidade desfavorável. Essa condição limita o crescimento radicular e reduz a capacidade de exploração do perfil do solo. Segundo a Embrapa, em anos com déficit ou excesso hídrico, esses efeitos tendem a ser ainda mais relevantes para a produtividade.

Na prática, quando a chuva é intensa e o solo não consegue absorver o volume recebido, a água passa a escorrer pela superfície. Esse escoamento pode formar corredeiras, evoluir para processos erosivos e carregar a camada mais fértil do solo. “Em áreas planas ou com baixa drenagem, o problema também pode aparecer na forma de alagamento. Quando a água permanece acumulada por vários dias, as raízes sofrem com a falta de oxigênio, o que compromete o desenvolvimento da planta”, explica o especialista.

Atenção aos detalhes

Os sinais de compactação podem ser observados em campo, especialmente em talhões com desenvolvimento desigual das plantas, pontos de acúmulo de água após chuvas ou áreas com histórico de tráfego frequente de máquinas e animais. No entanto, a avaliação técnica deve ser feita com o uso de penetrômetro, equipamento que mede a resistência do solo à penetração e ajuda a identificar a profundidade da camada compactada.

As culturas anuais, como soja e milho, estão entre as mais sensíveis ao problema. Por terem ciclo curto e sistema radicular diretamente afetado pelas condições físicas do solo, elas têm menor capacidade de recuperação quando enfrentam encharcamento prolongado ou falta de água em fases críticas. Em solos compactados, as raízes tendem a crescer de forma superficial e lateralizada, em vez de se aprofundarem em busca de água e nutrientes.

É preciso mexer na terra

A descompactação mecânica atua no rompimento das camadas adensadas. Com o uso correto dos implementos, o solo recupera sua estrutura física, melhora a aeração e favorece o desenvolvimento radicular, além de melhorar o aproveitamento de água e nutrientes. O resultado é uma lavoura mais estável tanto em períodos de excesso de chuva quanto em momentos de menor disponibilidade hídrica, aponta Moscatelli.

Mas a operação exige planejamento, e o principal cuidado está relacionado à umidade do solo. Se realizada em condições muito secas, pode demandar maior potência e gerar torrões. Já em solo excessivamente úmido, a haste pode apenas “riscar” a camada compactada sem rompê-la adequadamente, além de aumentar o risco de novos problemas estruturais. “Por isso, a recomendação é avaliar cada área, identificar a profundidade da compactação e ajustar corretamente a profundidade de trabalho e o espaçamento entre hastes”, pontua o profissional.

No caso da Piccin, a empresa conta com uma linha de descompactadores voltada a diferentes realidades produtivas, incluindo modelos modulares, versões para barra de tração, equipamentos dobráveis e opções com hastes desencontradas para ambientes com maior presença de palhada ou soqueira. Segundo Moscatelli, a escolha correta do implemento deve considerar fatores como tipo de solo, potência do trator, tamanho da área, profundidade necessária de trabalho, robustez e facilidade de regulagem.

Mais do que corrigir problemas físicos do solo, a descompactação contribui para aumentar a estabilidade produtiva das lavouras diante das oscilações climáticas. “O produtor não controla o clima, mas controla o preparo do solo. É aí que se ganha ou se perde antes mesmo de plantar. Uma safra produtiva não começa na semente, começa no perfil das áreas de lavoura”, reforça o especialista.



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Divulgação Piccin
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Ruralpress

Kassi Bonissoni
Gerente de atendimento
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(19) 98320-0286

CNPJ Alfanumérico entra em vigor: entenda o que muda para as empresas

 


Agilize


CNPJ Alfanumérico entra em vigor: entenda o que muda para as empresas

Novo modelo de identificação passa a valer a partir deste mês e mistura letras e números, sem afetar as empresas já existentes

O cenário do empreendedorismo no Brasil tem apresentado crescimento expressivo, com a abertura de mais de 5,1 milhões de empresas no ano passado, um alcance recorde cujo número é 18,6% maior em relação a 2024. Diante dessa expansão, a Receita Federal anunciou que, este mês, entra em vigor o CNPJ Alfanumérico, um novo modelo de identificação que passará a misturar letras e números. A iniciativa visa solucionar a escassez de combinações disponíveis no formato atual, que utiliza apenas números, garantindo que o país possa continuar emitindo identificações únicas para cada novo negócio.

Como será o novo CNPJ Alfanumérico?

O novo formato manterá a estrutura atual de 14 caracteres, mas permitirá que alguns desses dígitos sejam substituídos por letras do alfabeto, de A a Z, excluindo-se as letras I, O, Q e F para evitar confusões visuais com números. Por exemplo, um registro que hoje segue o padrão estritamente numérico poderá apresentar uma composição mista, como 1A.3BC.45D/0001-EF. 

“A transição ocorrerá de forma gradual e não afetará as empresas já existentes. Quem já possui um CNPJ numérico permanecerá com o mesmo número, que continuará válido e sem necessidade de alteração cadastral junto aos órgãos públicos. O modelo alfanumérico será obrigatório apenas para novas inscrições e filiais criadas após a data de implementação”, comenta Rafael Caribé, CEO da Agilize, a primeira contabilidade online do Brasil.

O especialista explica que, apesar de a mudança ser de caráter apenas funcional, o impacto técnico será amplo e exigirá atenção consultiva dos gestores. Sistemas de gestão, plataformas de emissão de notas fiscais eletrônicas e softwares contábeis precisarão ser atualizados para reconhecer e processar o novo padrão. “Bancos, prefeituras e órgãos de proteção ao crédito também deverão adaptar suas bases de dados para garantir a continuidade das operações e integrações entre parceiros e fornecedores, mas tenho dúvidas sobre a capacidade de prontidão desses sistemas”, alerta. 

E, embora a lógica do dígito verificador permaneça a mesma, as letras agora deverão ser convertidas em valores numéricos baseados na tabela ASCII para o cálculo. Rafael recomenda que, para se prepararem, as empresas devem verificar com seus fornecedores de tecnologia se as ferramentas utilizadas já estão aptas a aceitar o novo formato. 

“A Receita Federal não cobra taxas pela implementação da medida, mas os negócios podem enfrentar custos internos relacionados à atualização de sistemas ERP e ao treinamento de equipes das áreas financeira, fiscal e de atendimento. Os empreendedores devem manter contato próximo com seus contadores e acompanhar o cronograma oficial de implantação progressiva para evitar interrupções operacionais”, finaliza o especialista.

Sobre a Agilize: 

A Agilize foi a primeira contabilidade online do Brasil, criada em 2013. E hoje abrange todo o país, já tendo atendido mais de 50 mil empresas de serviço e de comércio. Seu propósito é ser vetor do crescimento econômico e do sucesso dos negócios brasileiros através de tecnologia e agilidade no segmento contábil.

Contato de imprensa: 

agilize@nr7.ag 




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Luiza Lamas
luiza.lamas@nr7.ag
(11) 91567-3718

 ⚠️ VOLKSWAGEN ESTUDA FECHAR FÁBRICAS E CORTAR ATÉ 100 MIL EMPREGOS
 
Atualizado em 26/06/2026
 
A montadora alemã avalia uma das maiores reestruturações de sua história para enfrentar a concorrência e a transição para veículos elétricos.
 
 
 
📌 Principais medidas
 
✅ Fechamento de até 4 fábricas na Alemanha
✅ Redução de até 100 mil postos de trabalho
✅ Foco em cortar custos e aumentar eficiência
 
 
 
📈 Por que a mudança?
 
- Concorrência crescente, especialmente da China
- Altos investimentos em tecnologia elétrica
- Custos elevados na produção europeia
- Queda de demanda em mercados tradicionais
 
 
 
🤝 Negociações e próximos passos
 
O plano será analisado pelo conselho da empresa nas próximas semanas. Ainda não há confirmação oficial de quais unidades serão afetadas; negociações com sindicatos seguem para amenizar impactos.
 
 
 
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#Volkswagen #IndústriaAutomobilística #Reestruturação #VeículosElétricos #Economia Empregos Notícias

Parceria da Hapvida com a Promptly Health transforma dados brasileiros em insumo para pesquisa médica global

 


Hapvida

Parceria da Hapvida com a Promptly Health transforma dados brasileiros em insumo para pesquisa médica global

Em conformidade com a LGPD, acordo conecta os registros da companhia de saúde brasileira a uma rede europeia, ampliando o alcance do ecossistema combinado para mais de 70 milhões de vidas

A Hapvida e a Promptly Health, empresa portuguesa provedora de soluções de Evidências do Mundo Real, anunciaram uma parceria estratégica para tornar dados brasileiros de saúde acessíveis à comunidade global de pesquisa médica, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O acordo conecta a estrutura de pesquisa clínica da maior companhia de saúde do país à infraestrutura de dados da instituição europeia, que já reúne mais de 400 hospitais e clínicas em países como Portugal, Espanha, França, Alemanha e Reino Unido.

Com a parceria, a Hapvida passa a integrar uma rede presente em dois continentes com um ecossistema combinado que alcança mais de 70 milhões de vidas, formando uma das bases de dados em saúde mais diversificadas geograficamente disponíveis para pesquisa no mundo.

Evidências do Mundo Real referem-se ao uso de dados gerados no dia a dia da operação de saúde para alimentar estudos e aprimorar a qualidade do atendimento. Incluem evidências sobre uso, segurança e eficácia de medicamentos, tratamentos e produtos de saúde, derivadas da análise de informações e históricos de pacientes.

O objetivo central da iniciativa com a Promptly Health é dar visibilidade a um volume expressivo de dados já produzidos pela Hapvida, organizados e padronizados em conjuntos prontos para uso por empresas do setor de saúde, pesquisadores acadêmicos e inovadores da área.

“O Brasil possui uma riqueza extraordinária de dados clínicos que ainda é, em grande parte, invisível para a comunidade global de pesquisa. Esta parceria com a Promptly Health nos dá as ferramentas para estruturar e curar esses dados, criando uma ponte entre a realidade diária dos nossos hospitais e as evidências de que pesquisadores e inovadores precisam”, afirma Rodrigo Sardenberg, diretor de pesquisa clínica da Hapvida.

Compromisso com a inteligência clínica

O modelo resolve um gargalo recorrente nos estudos tradicionais de Evidências do Mundo Real, nos quais grande parte do tempo ainda é consumida na localização, organização e padronização de dados antes do início das análises. Com isso, as equipes de pesquisa podem avançar com mais rapidez da pergunta à evidência, a partir de registros de pacientes, tratamentos e desfechos reais.

“O que a Hapvida construiu ao longo de 80 anos é extraordinário, não apenas em escala, mas em ambição. O investimento da empresa em ciência de dados e o compromisso em usar a inteligência clínica para melhorar o cuidado e apoiar a tomada de decisão médica são exatamente a base que transforma uma parceria de dados em algo realmente significativo. Com 16 milhões de beneficiários e uma rede que continua a se expandir por todas as cinco regiões do Brasil, a Hapvida traz uma profundidade de insight clínico do mundo real à qual a comunidade global de pesquisa nunca teve acesso. Temos muito orgulho de que tenham escolhido a Promptly e nossa Evidence Network como parceiros para destravar esse potencial”, ressalta Pedro Ramos, CEO da Promptly Health.

As prioridades terapêuticas da parceria serão definidas em conjunto entre as companhias, com foco em aproveitar a diversidade e a escala dos dados clínicos brasileiros para preencher lacunas na base global de evidências.

Mais que uma iniciativa bilateral, a parceria oferece um modelo prático de como prestadores de saúde podem transformar dados clínicos em um motor estratégico para pesquisa e inovação, além de um passo concreto em direção a um ecossistema global de evidências no qual a América Latina ocupa lugar de fonte ativa de conhecimento clínico.

Sobre a Hapvida

Com mais de 80 anos de experiência, a Hapvida é hoje a maior empresa de saúde integrada da América Latina. A companhia, que possui mais de 75 mil colaboradores, atende quase 16 milhões de beneficiários de saúde e odontologia espalhados pelas cinco regiões do Brasil.

Todo o aparato foi construído a partir de uma visão voltada ao cuidado de ponta a ponta, a partir de 84 hospitais, 75 prontos atendimentos, 367 clínicas médicas e 313 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial, além de unidades especificamente voltadas ao cuidado preventivo e crônico. Dessa combinação de negócios, apoiada em qualidade médica e inovação, resulta uma empresa com os melhores recursos humanos e tecnológicos para os seus clientes.

Sobre a Promptly Health

Promptly Health é líder europeia em plataformas federadas de dados de saúde, viabilizando o acesso seguro a dados do mundo real e a insights de saúde gerados por pacientes. A tecnologia preservadora de privacidade da empresa permite que organizações de saúde, pesquisadores e empresas farmacêuticas utilizem dados de pacientes em uma rede que abrange 48 milhões de vidas no Reino Unido e na União Europeia, e 370 hospitais em toda a Europa, mantendo a soberania dos dados e a conformidade com o GDPR.

Sobre a Hapvida   
 
Com mais de 80 anos de experiência, a Hapvida é hoje a maior empresa de saúde integrada da América Latina. A companhia, que possui mais de 75 mil colaboradores, atende quase 16 milhões de beneficiários de saúde e odontologia espalhados pelas cinco regiões do Brasil.   
 
Todo o aparato foi construído a partir de uma visão voltada ao cuidado de ponta a ponta, a partir de 84 hospitais, 75 prontos atendimentos, 367 clínicas médicas e 313 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial, além de unidades especificamente voltadas ao cuidado preventivo e crônico. Dessa combinação de negócios, apoiada em qualidade médica e inovação, resulta uma empresa com os melhores recursos humanos e tecnológicos para os seus clientes.



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Bianca Rocha
Executiva de Atendimento
bianca@textoecia.com.br
(71) 99963-2513 / (71) 98147-4334

Qualy inova com inteligência artificial que sugere receitas personalizadas a partir da análise da geladeira do consumidor

 

BRF (Produtos Sadia, Perdigão, Qualy, Deline)


Qualy inova com inteligência artificial que sugere receitas personalizadas a partir da análise da geladeira do consumidor


Nova tecnologia disponível no chatbot da marca identifica ingredientes por foto, áudio ou texto, permitindo otimizar o preparo de refeições de seus usuários


Qualy, a marca de margarinas líder no Brasil e presente em oito de cada dez lares do país, anuncia uma atualização em seu canal de comunicação via WhatsApp, o  Qualy Lovers. A plataforma, que já conta com mais de 17 mil usuários cadastrados, agora incorpora a "Jornada da Geladeira", uma ferramenta que analisa fotos do interior da geladeira, freezer ou despensa do consumidor com auxílio de inteligência artificial para identificar ingredientes e sugerir receitas personalizadas para cada ocasião.

A nova funcionalidade utiliza o modelo de IA Gemini 2.5 Flash, do Google Cloud, que permite a leitura e interpretação de imagens, áudios e textos. Com isso, o consumidor pode enviar uma foto, uma mensagem de voz ou conteúdo por escrito listando os ingredientes que possui. Em seguida, ele deve informar a ocasião de consumo e o número de pessoas que irão participar da refeição para receber, em segundos, uma sugestão de prato que pode ser preparado com alimentos e temperos que já possui em casa. Basta acessar o chatbot pelo número 11 2873-5047 e se cadastrar para iniciar o processo.

"Entender o que tem na geladeira do brasileiro é transformar a interação em uma experiência verdadeiramente centrada no consumidor e cada vez mais assertiva, utilizando a tecnologia como ferramenta estratégica para antecipar suas necessidades e otimizar a sua rotina", explica Marina Secaf, gerente executiva de marketing de Spreads da MBRF.

A ferramenta foi desenvolvida pelas áreas de Marketing e CRM da MBRF em parceria com a Marketdata Match e DTI, especialista em soluções digitais e análise de dados, e funciona como um hub preditivo e generativo a partir da coleta de informações comportamentais, gerando interações e conteúdos relevantes e individualizados em tempo real. O chatbot também atua em total conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), garantindo a segurança e a privacidade de seus usuários.

“Mais do que um serviço de assistência virtual, a plataforma funciona como um canal complementar onde podemos fortalecer a conexão emocional com consumidores e aprofundar nosso conhecimento sobre tendências e comportamentos de consumo dos brasileiros, criando um espaço ativo para conversas entre a marca e seu público”, complementa Marina.

Desde o seu lançamento em novembro de 2025, o chatbot Qualy Lovers já entregou mais de 39 mil receitas a consumidores, com destaque para categorias como tortas salgadas (45%) e doces (21%), seguidas de bolos (17%), lanches (6%) e pratos salgados (5%). Já as ocasiões de consumo mais relevantes para o público da plataforma incluem café da manhã (37%), jantar (24%), lanche da tarde (21%) e almoço (18%).

SOBRE QUALY  

Qualy é a margarina preferida dos brasileiros, líder de mercado, TOP OF MIND pelo 20º ano consecutivo, marca icônica e está presente em 8 de cada 10 lares brasileiros, em momentos como o café da manhã, lanche da tarde e em diversas receitas culinárias. A marca, que leva constantemente inovação para a categoria, tem o portfólio mais completo de margarinas, com as versões: Cremosa, Vita (fonte de Ômega 6), Light 0% Lactose (55% menos calorias), Aéra (de textura levinha) e Vegê (100% vegetal e ingredientes naturais). Além de estar presente também nas categorias Requeijão e Pão de Queijo. Para Qualy, sustentabilidade não é só reciclar, é também reutilizar. Qualy incentiva a reutilização de cada pote, através do movimento #ReuseQualy, promovido em seus canais digitais. Além disso, em parceria com a “eureciclo”, a cada pote vendido, outro é reciclado. 

Contato Imprensa – MBRF/Qualy 

Weber Shandwick     

mbrf@webershandwick.com 

 
 


Chatbot Qualy Lovers.
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Inadimplência atinge 8,5 milhões de pequenos negócios no Brasil

 

Vitru Educação


Inadimplência atinge 8,5 milhões de pequenos negócios no Brasil



 

Especialista da UniCesumar explica que restrição de capital combinada à defasagem em educação financeira acelera o ciclo de endividamento e ameaça a sustentabilidade de empreendedores brasileiros.

 

O atual cenário macroeconômico brasileiro tornou o acesso ao capital mais caro e restrito para quem possui um pequeno negócio. Com a taxa Selic na faixa dos 13% ao ano e a inflação persistente, o custo de captação das instituições financeiras aumentou, elevando as taxas de juros finais e endurecendo os critérios de concessão. O impacto direto dessa dinâmica reflete-se no caixa das empresas, segundo o Serasa Experian, na virada de 2025 para 2026, foi registrado um recorde de 8,9 milhões de CNPJs inadimplentes no país. Deste total, 8,5 milhões pertencem a micro e pequenas empresas (MPEs), somando mais de R$ 210 bilhões em dívidas negativadas.

 

Neste cenário, a gestão de fluxo de caixa evidencia sua criticidade. A dificuldade em financiar estoques, pagar fornecedores e manter as operações diárias tem levado muitos empreendedores a tomarem decisões financeiras não planejadas, resultando em um ciclo severo de endividamento. “Sem o domínio de métricas básicas de finanças, empresários costumam cometer erros estruturais no momento de buscar capital no mercado. Muitos empreendedores avaliam apenas o valor da parcela mensal e ignoram o Custo Efetivo Total (CET) da operação. Além disso, é comum utilizarem linhas de crédito de curto prazo para financiar projetos de longo prazo, ou buscarem empréstimos apenas quando a situação do negócio já é crítica. O resultado imediato desse desconhecimento é o superendividamento empresarial. Uma parcela significativa da receita passa a ser destinada ao pagamento de juros, comprometendo a capacidade produtiva e a operação da empresa”, explica Rita de Cassia Carolino, coordenadora da Pós-graduação em Administração Financeira da EAD UniCesumar.

 

Crédito alavancador versus crédito sufocante

Em termos financeiros, o mercado divide o crédito em duas categorias, definidas exclusivamente pelo retorno gerado pelo recurso captado. Para ser viável, o crédito precisa gerar um valor econômico superior ao seu próprio custo de contratação.

 

"O crédito atua como alavancador quando financia investimentos produtivos, gera aumento de receita e possui um prazo compatível com o retorno esperado. Ele se paga com os resultados da própria operação. Por outro lado, o crédito torna-se sufocante quando é utilizado para cobrir déficits permanentes da empresa. Quando a taxa de juros do empréstimo supera a rentabilidade do negócio, esse crédito destrói valor e acelera o processo de insolvência”, afirma Carolino

 

O papel de bancos e fintechs: a transição para o crédito orientado

A responsabilidade de mitigar a inadimplência corporativa também recai sobre os emissores de capital. Contudo, a simples liberação de recursos, seja por fintechs ou grandes bancos, não soluciona o déficit estrutural.

 

“A oferta de crédito consciente exige que as instituições avaliem a capacidade real de pagamento do cliente, e não apenas o seu próprio volume de capital disponível para empréstimo. Na prática, o mercado precisa adotar diagnósticos financeiros antes da concessão, criar ferramentas digitais de acompanhamento de caixa e emitir alertas automáticos sobre riscos de endividamento. As fintechs têm a vantagem do uso intensivo de dados e agilidade, enquanto os bancos tradicionais possuem capacidade robusta de funding e capilaridade. Ambas as frentes devem atuar em complementaridade”, esclarece a docente da UniCesumar.

 

Para as micro e pequenas empresas, o acesso ao capital deve operar estritamente como uma ferramenta estratégica de desenvolvimento corporativo. O financiamento bancário não pode ser utilizado como um mecanismo de sobrevivência contínua. A educação financeira, associada à responsabilidade das instituições na orientação do crédito, configura a base operacional necessária para que os pequenos negócios no Brasil consigam sustentar suas margens, evitando o sufocamento financeiro por juros.

 

Sobre a UniCesumar

Com mais de 35 anos no mercado educacional e desde 2022 como uma das marcas integradas ao grupo Vitru Educação, a UniCesumar conta com uma comunidade de cerca de 500 mil alunos. Atualmente, possui uma robusta estrutura de Educação a Distância (EAD), com mais de 1,3 mil polos espalhados por todas as regiões do país, além de três unidades internacionais, localizadas em Dubai (Emirados Árabes) e Genebra (Suíça). No ensino presencial, destaca-se o curso de Medicina, oferecido nos campus de Maringá (PR) e Corumbá (MS), juntamente a outros três campi, localizados em Curitiba, Londrina e Ponta Grossa (PR). Como um dos dez maiores grupos educacionais privados do Brasil, a UniCesumar oferece portfólio diversificado, com 350 cursos, abrangendo graduação, pós-graduação, técnicos, profissionalizantes, mestrado e doutorado. Sua missão é promover o acesso à educação de qualidade e contribuir para o desenvolvimento pessoal e profissional de seus alunos, preparando-os para os desafios do mercado de trabalho.

 

Contatos para imprensa:

Weber Shandwick

E-mail: vitru@webershandwick.com

 

Priscilla Poubel – ppoubel@webershandwick.com | Telefone: (21) 9 8351-0185

Paulo Lima plima@webershandwick.com | Telefone: (11) 9 8398-6996

 



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