MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Escritor mineiro Bruno Nogueira lança livro em que um personagem expulso da própria história tenta escrever o seu destino

 


Novo livro de Bruno Nogueira mistura humor, melancolia e metalinguagem em histórias que desafiam as fronteiras entre realidade e ficção.

O personagem que dá voz a “Um Fracasso Assim Tão Brando” não veio de uma nota de rodapé nem de uma oficina de criação literária. Foi expulso do livro onde nasceu. Ao chegar ao mundo “extra-capas”, como chama a vida fora das páginas, sua conclusão é imediata: “a vida é bem pior que a ficção”. Incapaz de retornar ao romance de origem, ele decide escrever a própria obra para nela habitar — e o resultado é uma coletânea que o autor Bruno Nogueira lançará em Curitiba (PR), pela editora orlando.

O lançamento será no sábado, 29 de agosto, às 16h30, no primeiro sarau da Casa Kurí, café e restaurante (Rua Barão do Rio Branco, 593), em Curitiba (PR).

A premissa, que poderia soar como um exercício metalinguístico de gabinete, ganha carne e osso nos contos que se sucedem. O narrador-personagem perambula por bares, favelas, praias e apartamentos vazios, anotando o que vê com o estranhamento de quem não cresceu neste mundo. O leitor encontra desde um idoso que percorre uma favela por cinco dias, para pedir uma adolescente em casamento como quem fecha um contrato, até um frequentador de boteco que declama poesia em código próprio antes de sucumbir à cirrose. Há também o herdeiro que comemora a morte do pai com cerveja e churrasco, e o escritor que, para dar realismo a um conto de terror, decide testar facas em carne viva.

A violência, quando aparece, é quase sempre branda; a solidão é cotidiana; o grotesco mora ao lado do afeto. É nesse território incômodo que Nogueira constrói sua narrativa, recusando finais redondos ou lições de moral. A coletânea se apresenta como uma série de fragmentos — alguns curtos, outros mais extensos — intercalados por comentários do narrador sobre a própria escrita, num movimento que aproxima o livro do diário e do ensaio.

A pandemia de covid-19 ocupa um lugar central na segunda parte do livro, com relatos de ruas desertas, toque de recolher e a sensação de que o mundo havia parado — mas não a morte. “Os mortos já estão aqui. Os mortos falam alto o suficiente”, escreve o narrador num dos trechos mais ácidos. É também ali que Nogueira expõe com mais nitidez a matéria bruta de que o livro é feito: a fronteira entre o real e o ficcional se amolece, e o autor-personagem-escritor se confunde num jogo de espelhos que deságua na pergunta central: o que significa “fracassar” para quem faz arte?

A resposta, no livro, não vem como tese, mas como experiência. O narrador, depois de tentar escrever um romance e falhar, decide usar suas anotações sobre o mundo “extra-capas” como matéria-prima. O que poderia ser um atestado de impotência se transforma em método: o fracasso, aqui, não é o oposto do sucesso, mas um estado de criação. “Me tranquiliza saber que o fracasso, se vier, deve ser assim tão brando”, confessa o autor, fantasiado de personagem.

O lançamento acontecerá no primeiro sarau da Casa Kurí, restaurante e café que ocupa um casarão histórico no centro de Curitiba. O sarau também contará com a exposição de artes plásticas de Daacruz, apresentada por Chris Gioppo, e com apresentação da banda Jaguara, entre outras atrações.

Sobre o autor

Bruno Nogueira nasceu em Lagoa da Prata (MG), em 1988, e cresceu em Uberaba. É escritor, tradutor e doutorando em estudos literários pela UFPR, sob orientação de Caetano Galindo. Já foi vendedor, professor, roteirista e tradutor de artigos científicos. É autor da coletânea de contos “A síndrome do impostor” (Kotter, 2019) e do romance “Grito distante” (Kotter, 2024). Atualmente, divide-se entre Uberaba e Curitiba, onde desenvolve pesquisas sobre literatura e fronteiras entre ficção e realidade.

Sobre a orlando


A editora orlando, fundada pelos jornalistas Karol Lopes, Marcela Güther e Vincent Sesering (também sócios da agência de comunicação literária com.tato), nasceu para dar voz a escritores independentes com qualidade e profissionalismo. Com o lema “Histórias que desafiam o tempo”, oferece serviços completos de edição, revisão, design e divulgação, além de catálogos organizados em selos específicos: ziguezague (infantil), dobradura (poesia), espiral (ficção) e brecha (não ficção). Mais que publicar livros, aposta em estratégias de visibilidade para conectar autores e leitores. Saiba mais em editoraorlando.com.br e no Instagram @editoraorlando

Ficha técnica

Título: Um Fracasso Assim Tão Brando
Autor: Bruno Nogueira
Editora: orlando
Gênero: Contos / Ficção
Páginas: 140
ISBN: 978-65-82945-00-7

Agenda –  Sarau de lançamento de “Um Fracasso Assim Tão Brando” na Casa Kurí
Data: 29 de agosto

Horário: 16h30

Local: Casa Kurí, café e restaurante na Rua Barão do Rio Branco, 593, Curitiba.

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Startup criada em Mato Grosso acelera o melhoramento genético da soja

 



BRG Genética

Startup criada em Mato Grosso acelera o melhoramento genético da soja

Pressão de nematoides, escassez ou excesso hídrico reforçam a importância de variedades capazes de preservar o potencial produtivo em condições adversas

A busca por produtividade na soja começa a incorporar um novo componente: a capacidade de uma variedade de manter o desempenho quando a lavoura enfrenta seca, excesso de água e pressão de nematoides. Em Mato Grosso, por exemplo, maior produtor nacional, que registrou uma colheita recorde de 51,6 milhões de toneladas na safra 2025/26, essa combinação de fatores pode provocar perdas expressivas. Nesse cenário, o melhoramento genético ganha espaço não apenas para elevar o teto produtivo, mas também para conferir maior estabilidade à cultura.

Foi exatamente com esse foco, que Antonio Ayrton Morceli Junior, engenheiro agrônomo pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), mestre e doutor em Melhoramento Genético de Plantas pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Jaboticabal, fundou em 2021 a startup BRG Brasil Genética. Pois, segundo ele, o melhoramento genético pode contribuir para preservar o potencial produtivo das variedades tanto em anos favoráveis quanto em condições adversas, dependendo das características selecionadas. “Em ano de estresse de hídrico como em anos influenciados pelo “El niño” variedades resistentes a nematoides tendem a manter seu potencial produtivo e maior estabilidade”, explica.

Com experiência concentrada em soja e nas condições do Cerrado, especialmente em Mato Grosso, Morceli passou por empresas como Syngenta, Monsanto e Bayer, além de ter atuado em projetos de pesquisa e melhoramento genético. Segundo ele, a relação entre nematoides e estresse hídrico ajuda a dimensionar a importância da estabilidade genética.

Os nematoides comprometem o sistema radicular das plantas e, quando a cultura enfrenta também uma condição de seca, os efeitos podem se somar e ampliar as perdas de produtividade. “Variedades com resistência ou tolerância ao problema podem apresentar maior capacidade de manutenção do desempenho em condições adversas”, destaca.

Ainda segundo o especialista, uma planta com sistema radicular mais protegido contra o ataque de nematoides pode apresentar melhores condições para enfrentar períodos de déficit hídrico. “Se você tem o nematoide, que ataca a raiz, e esta consegue se desenvolver melhor em uma planta resistente, quando tem a seca, ela vai potencializar ou pelo menos manter o potencial produtivo dela. Se você não tem essa característica, ela, além de perder para o nematoide, perde para a seca”, afirma Morceli.

A diferença pode ser significativa em um ano de adversidade. Uma cultivar suscetível, por exemplo, poderia sair de um potencial de 80 sacas por hectare para 30 sc em uma situação severa, enquanto uma variedade com resistência a nematoides poderia passar de 80 para 60 sc/ha. “Em ano ruim, ele consegue se sobressair com materiais desse potencial. O produtor não vai quebrar, ele vai se manter”, reforça o engenheiro agrônomo.

Para o melhorista genético, essa característica de estabilidade tende a ganhar espaço nas decisões do agricultor, especialmente em momentos de pressão sobre as margens. “Nisso, o produtor vai ganhar aí 10 a 15 sc de diferença, que vai ser a diferença dele de ter lucro ou não”, destaca.

Nematoides desafiam estabilidade da oleaginosa

Em MT, os nematoides permanecem entre os principais desafios fitossanitários da soja. Morceli aponta o nematoide de cisto como um dos mais disseminados e chama atenção também para Meloidogyne incognita, associado principalmente a áreas que também cultivam algodão.

O especialista destaca ainda o nematoide-das-galhas como um problema que pode passar despercebido visualmente, mas que provoca perdas importantes. Segundo ele, em condições de estresse, a diferença de desempenho entre os materiais pode ficar ainda mais evidente. “Acabamos não vendo o sintoma dela no campo, não sabemos o quanto essa espécie está nos tirando, mas está impactando”, afirma, ao se referir à presença do nematoide-das-galhas.

Nesse contexto, o melhoramento genético passa a buscar além do maior teto produtivo, um conjunto de características que permita à planta responder melhor às diferentes condições encontradas no campo.

Startup acelerando a tecnologia

A trajetória de Morceli na área começou ainda na formação acadêmica e foi direcionada para o melhoramento genético de soja e as condições do Cerrado mato-grossense. Esse percurso contribuiu para uma visão de que o desenvolvimento de novas variedades precisa estar conectado às necessidades concretas do produtor.

Foi a partir dessa perspectiva que surgiu a startup, especialmente voltada ao desenvolvimento de variedades de soja. “O conceito da empresa era criar uma startup brasileira, com profissionais de MT, para fazer pesquisa para o Estado”, resume. Por meio de financiamento de uma associação e com a estrutura e modelo de negócio desenvolvido pela startup, que permite reduzir custos e tornar o processo de pesquisa mais ágil, sem necessariamente reproduzir a estrutura de grandes multinacionais, diz o melhorista.

A proposta também busca encurtar o tempo necessário para o desenvolvimento de novas variedades. Segundo o melhorista, o processo convencional pode levar aproximadamente dez anos, enquanto o projeto da BRG trabalha com uma meta de sete anos.

 

Após quatro anos e meio de desenvolvimento, a empresa já conta com variedades aptas a avançar para o processo de registro, reunindo características de interesse do produtor rural. As cultivares desenvolvidas pertencerão aos próprios produtores associados, por meio da associação, que deterá a titularidade dos materiais gerados pelo programa. “Eu tenho certeza de que a gente vai ter potencial para brigar com grandes empresas que têm uma estrutura muito maior. A vantagem é que você consegue focar, com menos pessoas, e tira um pouco da burocracia de grandes empresas para conseguir fazer melhoramento”, afirma.

Entre as características trabalhadas pela startup estão a resistência a nematoides, incluindo cisto e galha, além do potencial produtivo. A estratégia é concentrar os recursos disponíveis em problemas considerados prioritários para a realidade regional.

O projeto também utiliza ferramentas de biologia molecular e outras tecnologias para acelerar as etapas do melhoramento. Para o profissional, porém, a tecnologia precisa estar associada à aplicação prática e à capacidade técnica das equipes.

Hoje se fala muito em edição genética e em GWS (Seleção Genômica Ampla, do inglês Genome-Wide Selection), tecnologias que apresentam grande potencial para o melhoramento de plantas, mas cuja aplicação no desenvolvimento de cultivares de soja ainda está em processo de consolidação e geração de resultados em escala comercial. Por isso, a empresa prioriza, neste momento, métodos tradicionais de melhoramento genético, amplamente validados e com resultados comprovados, sem deixar de acompanhar e avaliar a incorporação de novas tecnologias à medida que elas demonstrem ganhos consistentes para o programa”, afirma Morceli.

O modelo de negócio desenvolvido foi validado e pode ser escalável, com a ampliação das operações para novas regiões e potencial de replicação em diferentes mercados no Brasil e no exterior”, afirma Morceli.

Quantidade não é qualidade

O mercado de sementes também vive um momento de aumento no número de variedades registradas. O especialista pondera, no entanto, que o crescimento dos registros não significa necessariamente que todos os materiais apresentem diferenças expressivas de desempenho. Parte deles pode ter características semelhantes e ser direcionada a diferentes marcas ou estratégias comerciais.

Para ele, o desafio do melhoramento continua sendo encontrar o equilíbrio entre produtividade, adaptação e resistência. Em um cenário de maior variabilidade climática e pressão sobre os custos, esse equilíbrio pode ganhar ainda mais relevância. “A tendência é que o produtor passe a olhar não apenas para quanto uma variedade produz em condições ideais, mas também para quanto ela consegue preservar quando as condições deixam de ser favoráveis”, finaliza o engenheiro agrônomo.



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Soja com sintomas de nematoides
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Antonio Ayrton Morceli Junior
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Ruralpress

Kassi Bonissoni
Gerente de atendimento
kassiana.ruralpress@gmail.com
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 Pode ser uma imagem de texto que diz "o petista Rui Costa, candidato ao Senado, diz que a Ponte Salvador-Itaparica ficará pronta em 5 anos; Essa obra é prometida pelo PT há 16 anos na Bahia"

Numen anuncia novo Sales Director de Large Enterprise

 


Tiago Hespanhol chega com a missão de liderar a expansão da empresa com foco em consolidar um crescimento sustentável e rentável 

A Numen, consultoria líder em soluções de tecnologia, acaba de dar mais um passo no fortalecimento de sua estrutura executiva ao anunciar a chegada de Tiago Hespanhol como novo Sales Director de Large Enterprise. A contratação vem ao encontro do objetivo da empresa de consolidar estratégias comerciais e parcerias de longo prazo. 

Graduado em Análise de Sistemas, MBA de Gestão de Tecnologia com ênfase em negócios na Fundação Getúlio Vargas e MBA Executivo na Fundação Dom Cabral. Hespanhol já soma uma trajetória de mais de 25 anos no mercado SAP. Ao longo da carreira, ocupou posições executivas em empresas multinacionais, além de atuar como Partner Director em uma das Big Four consultorias, liderando a expansão de negócios com alianças, estratégia comercial e iniciativas de transformação digital em todas as regiões do Brasil e das Américas. 

Com um background robusto na área de tecnologia, o executivo dá início a um novo desafio. “Uma das coisas que mais me chamou a atenção sobre a Numen é que a empresa é reconhecida no mercado pela sua qualidade de entrega. Esse é um fator primordial, considerando que o ciclo de vendas de Large Accounts só é finalizado quando se alcança o sucesso do projeto. Meu papel agora, à frente dessa área, será traduzir a cultura e os valores da Numen nas vendas e levá-los para os clientes”, afirma o executivo.  

A chegada reforça o investimento de longo prazo da Numen no mercado, no qual segue ampliando sua presença por meio de parcerias estratégicas com grandes líderes do setor, como SAP, AWS e Salesforce. É justamente este o olhar de Andreia Yukie Tsuruhame, CEO da Numen: “Entendemos que, mais do que manter a presença em Large Enterprise, é preciso ampliá-la. Isso, sem dúvidas, só é possível tendo uma estrutura robusta. Com a chegada do Hespanhol, um profissional que detém amplo conhecimento e repertório nesta condução, estamos não apenas fortalecendo a nossa bagagem, mas também dando mais ritmo às nossas operações”, destaca a CEO.  

Hespanhol assume a missão de liderar a expansão e a consolidação de contas Large Enterprise e globais, incluindo a América Latina e demais territórios internacionais de atuação da Numen. 

À frente do cargo, o executivo pretende alavancar o crescimento dentro da própria carteira de clientes da empresa, bem como atingir segmentos estratégicos, como utilities, health, consumer goods, retail, finance service e pharma. Para isso, a estratégia será expandir o time com foco na contratação de especialistas em cada setor. Pautado pela governança, a intenção é consolidar equipes dedicadas exclusivamente a cada conta, aproveitando, assim, uma capacidade consultiva aprofundada nas especificidades de cada segmento.  

Com o planejamento estruturado, a atuação será orientada pela inteligência e conhecimento de mercado. Deste modo, será levado a essas grandes contas o portfólio de modernização da Numen, que prevê não somente o uso de soluções tecnológicas específicas, mas o foco em transformação de negócios e o fortalecimento da aplicação de Inteligência Artificial, promovendo o acompanhamento contínuo de toda a jornada. 

Ainda, as estratégias comerciais buscam trazer novas oportunidades com os clientes e a manutenção desse relacionamento no longo prazo. Entre as ações previstas, estão possibilidades de funding em projetos SAP e AWS, concessão de benefícios comerciais e a realização recorrente de workshops. 

Mais do que uma consultoria de tecnologia, a Numen se posiciona como uma parceira de negócios, acompanhando o cliente em sua jornada contínua de transformação. “A Numen já vem realizando um trabalho promissor em Large Enterprise. Agora, chego para dar continuidade a esse movimento, com o desafio de garantir uma expansão sustentável e promissora”, conclui Hespanhol. 

Sobre a Numen:   
Com presença no Brasil, Europa e América do Norte, a Numen é uma das maiores consultorias brasileiras com forte atuação em projetos SAP e parceira estratégica de grandes players globais como AWS, Salesforce e Celonis. Em 2026, foi premiada A Melhor Parceira SAP do Ano. Reconhecida por sua abordagem inovadora e foco consistente em resultados, a Numen apoia empresas na transformação digital e na geração de valor sustentável. Para mais informações, visite: https://numenit.com/       



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Cinthia Guimarães


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Como assumir o protagonismo da carreira em um mercado de mudanças constantes?

 


Por Thiago Xavier

Durante muito tempo, construir uma carreira de sucesso significava permanecer na mesma empresa por décadas, crescer gradativamente na hierarquia e alcançar cargos de maior responsabilidade. Esse modelo fazia sentido em um mercado mais previsível, no qual as organizações assumiam grande parte do desenvolvimento de seus profissionais. Hoje, esse cenário mudou. 

A velocidade das transformações tecnológicas, a evolução dos modelos de negócio, a ascensão da IA e as novas formas de trabalho tornaram as carreiras muito mais dinâmicas. Apesar disso, nesse contexto, uma certeza permanece: o protagonismo profissional sempre será individual. 

Por um lado, as empresas podem — e devem — investir no desenvolvimento de seus times. Programas de capacitação, universidades corporativas, mentorias e experiências internacionais continuam sendo extremamente valiosos. Entretanto, essas iniciativas devem ser encaradas como aceleradores de desenvolvimento, e não como condição para que ele aconteça, uma vez que a responsabilidade pela evolução profissional continua pertencendo ao indivíduo. 

Nunca foi tão fácil aprender. Talvez, nunca tenhamos vivido um momento em que o acesso ao conhecimento fosse tão democrático, de forma que, hoje, seja possível aprender praticamente qualquer competência técnica por meio de cursos on-line, livros, certificações, comunidades especializadas, podcasts, vídeos e conteúdos produzidos por especialistas do mundo inteiro. Em muitos casos, esse aprendizado está disponível gratuitamente ou por investimentos bastante acessíveis - o que muda, completamente, a lógica da carreira. 

Se antes a limitação era o acesso à informação, hoje o principal diferencial passa a ser a disposição para aprender continuamente. O upskilling (aprofundar competências já existentes) e reskilling (desenvolver novas competências) deixaram de ser diferenciais competitivos para se tornarem requisitos básicos de empregabilidade. Até porque, segundo informações do World Economic Forum de 2025, cerca de 40% das habilidades atuais deixarão de ser relevantes até 2030. 

A inteligência artificial é prova disso. Ferramentas pautadas na automação e modelos de autosserviço já transformam a forma como trabalhamos, tomamos decisões e entregamos resultados – deixando de ser uma tendência futura para se tornar parte da rotina de, praticamente, todas as profissões. Ao invés, então, de questionarmos se vale a pena ou não investir nessas soluções, é crucial compreendermos se estamos preparados para trabalhar junto com essas novas tecnologias, através de uma capacidade de aprendizagem contínua que torne a IA uma aliada poderosa no dia a dia, ao invés de uma substituta do ser humano. 

Os profissionais mais preparados para o futuro combinam conhecimento técnico com competências humanas difíceis de automatizar, como adaptabilidade, inteligência emocional, empatia, influência, resiliência, leitura de contexto, pensamento crítico e capacidade de lidar com a imprevisibilidade. Essas habilidades permitem navegar em cenários complexos e tomar decisões mesmo quando não existem respostas prontas. 

Outro ponto importante é compreender que o conceito de sucesso profissional mudou, deixando de ter uma definição única. Para algumas pessoas, significa ocupar uma posição executiva. Para outras, representa equilíbrio entre vida pessoal e profissional, flexibilidade, autonomia, empreendedorismo ou impacto social. Não existe certo ou errado, mas coerência entre aquilo que cada profissional deseja construir e as decisões que toma diariamente, visando essa jornada. 

As escolhas feitas hoje são sementes que determinarão as oportunidades de amanhã. Por isso, mais importante do que seguir um modelo pronto, é construir uma carreira com propósito, intenção e consciência. Nesse sentido, uma boa liderança continua sendo essencial, exercendo um papel decisivo na criação de ambientes que favoreçam esse desenvolvimento individual. 

Liderar, hoje, exige compreender pessoas, respeitar diferentes gerações, escutar com atenção, criar segurança psicológica, estimular autonomia e oferecer desafios compatíveis com o potencial de cada profissional. Em um mercado onde profissionais têm cada vez mais opções, ambientes pouco inclusivos ou lideranças pouco preparadas tendem a perder competitividade, enquanto bons líderes acabam elevando a capacidade de atração e retenção de excelentes talentos. 

No fim, ter protagonismo na carreira não significa controlar tudo o que acontece ao longo dessa jornada — isso é impossível. Significa controlar aquilo que depende, exclusivamente, de cada um de nós: a capacidade de aprender, adaptar-se, evoluir e permanecer relevante em um mercado que continuará mudando. É sobre não esperar que alguém tome à frente deste processo, mas identificar os melhores caminhos de crescimento, buscar novos conhecimentos, ampliar nossa rede de relacionamentos, experimentar desafios diferentes e assumir responsabilidade pelo próprio desenvolvimento. 

As oportunidades raramente surgem por acaso. Na maioria das vezes, são consequência de uma postura consistente de aprendizado, preparação e intenção. Esse, talvez, seja o maior diferencial competitivo da próxima década, no qual enquanto aqueles que buscam, constantemente, sua evolução, tendem a ganhar vantagem competitiva, os que demorarem para se adaptar, certamente correrão um maior risco de perder relevância. 

Thiago Xavier é headhunter e sócio da Wide Executive Search, boutique de recrutamento executivo focado em posições de alta e média gestão.   

  

Sobre a Wide:   

https://wide.works/   

Com mais de 50 anos de experiência combinada, a Wide é especialista em recrutamento executivo alinhado às necessidades e objetivos de cada empresa. Seu foco é fortalecer a governança corporativa, com atendimento exclusivo e processos ágeis e assertivos, conduzidos pela expertise de seus sócios. 



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Nathália Bellintani


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quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Pesquisa aponta valorização dos imóveis no Brasil; especialista explica como identificar regiões com maior potencial de crescimento

 


Segundo a especialista em mercado imobiliário Graciete Azevedo, existem sinais que ajudam o comprador a identificar bairros promissores

Os imóveis residenciais seguem em trajetória de valorização no Brasil. De acordo com o Índice FipeZAP, os preços de venda acumularam alta de 6,12% nos 12 meses encerrados em janeiro de 2026, com valorização registrada em todas as 56 cidades monitoradas pelo levantamento. Nesse cenário, identificar regiões com potencial de crescimento antes da alta dos preços pode representar uma oportunidade estratégica tanto para quem deseja investir quanto para quem busca um imóvel para morar.

Segundo a especialista em mercado imobiliário Graciete Azevedo, existem sinais que ajudam o comprador a identificar bairros promissores antes mesmo de os preços refletirem esse movimento.

"Os primeiros sinais costumam aparecer antes mesmo de qualquer aumento de preço perceptível. Um deles é o anúncio de investimentos públicos, como obras de infraestrutura, novos equipamentos urbanos ou mudanças no plano diretor da cidade. Outro é o movimento de empresas e investidores que começam a comprar terrenos ou imóveis antigos para reforma, geralmente antes do público em geral perceber o potencial da área. Também vale observar o aumento do número de lançamentos imobiliários na região, a chegada de comércios de médio e grande porte e a melhoria gradual da percepção de segurança e mobilidade. Quando esses sinais aparecem em conjunto, é um forte indicativo de que a valorização está a caminho", explica.

Entre os principais fatores que impulsionam a valorização de uma região está a infraestrutura urbana. Investimentos em saneamento básico, pavimentação, iluminação pública e melhorias viárias impactam diretamente a qualidade de vida da população e tornam os bairros mais atrativos para novos moradores e investidores.

"Infraestrutura básica é um dos fatores que mais pesam na valorização, porque resolve problemas concretos do dia a dia de quem mora ou investe na região. Saneamento adequado reduz riscos de saúde e desvaloriza menos o imóvel ao longo do tempo; vias bem pavimentadas e conectadas facilitam o deslocamento e ampliam o raio de interesse de compradores; iluminação pública melhora a sensação de segurança, o que tem efeito direto sobre a demanda. Quando esses investimentos chegam a um bairro antes carente desses serviços, o salto de valorização tende a ser mais expressivo do que em áreas que já contavam com boa infraestrutura", destaca.

Outro aspecto decisivo é a mobilidade urbana. A criação de novas avenidas, corredores de ônibus, ciclovias e outros investimentos em transporte reduzem o tempo de deslocamento e ampliam o interesse de compradores por determinadas regiões.

"Mobilidade é tempo, e tempo é um dos ativos mais valorizados por quem compra imóvel hoje. Bairros que ganham novas avenidas, corredores de ônibus, ciclovias ou estações de transporte se tornam mais acessíveis, o que amplia o número de pessoas dispostas a morar ali — inclusive quem antes descartava a região por causa do deslocamento. Esse efeito costuma ser sentido de forma mais rápida do que outros tipos de investimento, porque a melhoria na mobilidade muda imediatamente a rotina de quem já mora no local e a percepção de quem está buscando comprar", afirma.

A chegada de grandes empreendimentos comerciais também costuma acelerar esse processo de valorização. Supermercados, shoppings, centros empresariais e outros investimentos privados fortalecem a economia local, ampliam a oferta de serviços e tornam os bairros mais atrativos.

"Empreendimentos comerciais de grande porte trazem empregos, movimento e serviços para perto de casa, o que aumenta a conveniência e, consequentemente, o interesse por morar na região. Além disso, empresas costumam fazer estudos de viabilidade robustos antes de se instalar em um bairro. Quando um shopping ou um centro empresarial decide investir ali, é porque identificou potencial de crescimento populacional e de renda na área. Por isso, a chegada desses empreendimentos costuma funcionar como um sinal validado por quem já fez a análise de mercado", ressalta.

Além da infraestrutura e do comércio, a especialista destaca que a oferta de serviços públicos e privados é outro elemento essencial para sustentar a valorização ao longo dos anos.

"Escolas de qualidade, unidades de saúde, segurança pública e transporte coletivo eficiente estão entre os serviços públicos mais determinantes. Do lado privado, comércio de bairro, academias, opções de lazer e boa cobertura de internet e serviços bancários fazem grande diferença na experiência de quem mora na região. A combinação entre presença pública consistente e diversidade de serviços privados é o que costuma sustentar uma valorização de longo prazo, e não apenas um pico temporário de interesse."

Outro indicador importante é o crescimento populacional aliado à expansão urbana. Segundo Graciete, quando uma região começa a atrair novos moradores e novos polos de desenvolvimento, a tendência é que a demanda por imóveis cresça antes da oferta, favorecendo a valorização.

"Quando uma região começa a receber mais moradores, seja por migração interna, expansão de bairros vizinhos já valorizados ou surgimento de novos polos de emprego, a demanda por moradia cresce antes da oferta conseguir acompanhar. Esse descompasso é o que costuma gerar valorização. Observar dados de censo, licenciamento de novas construções e expansão de perímetro urbano ajuda a identificar regiões em fase de crescimento, geralmente com preços ainda mais acessíveis do que em áreas já consolidadas."

Para quem deseja investir de forma mais segura, a especialista recomenda consultar documentos e indicadores oficiais antes de fechar negócio.

"O plano diretor do município e a lei de zoneamento mostram o que está previsto para cada região, incluindo mudanças de uso do solo e obras planejadas. Editais e notícias sobre investimentos públicos, dados do IBGE sobre crescimento populacional e renda, relatórios de sindicatos e associações do setor imobiliário, como Secovi e CBIC, e o histórico de preços por metro quadrado divulgado pelo Índice FipeZAP também são referências úteis. Consultar a prefeitura sobre obras previstas e conversar com corretores que atuam na região há tempo complementa essa análise com informações que nem sempre estão documentadas."

Graciete afirma que também é possível identificar oportunidades antes da valorização acontecer.

"Os fatores que mais merecem atenção nessa fase inicial são anúncios de obras estruturantes ainda não iniciadas, mudanças recentes no plano diretor, movimentação de incorporadoras comprando terrenos e o início de melhorias pontuais de infraestrutura. Regiões próximas a áreas já valorizadas, mas ainda com preços defasados, também costumam ser boas candidatas, já que tendem a se beneficiar do transbordamento de demanda dos bairros vizinhos."

Apesar das oportunidades, a especialista alerta para erros frequentes cometidos por compradores que analisam apenas o preço do imóvel.

"Um erro comum é priorizar exclusivamente o valor de entrada, ignorando se a região tem infraestrutura, mobilidade e serviços que sustentem o valor do imóvel no médio e longo prazo. Outro é não verificar o plano diretor e acabar comprando perto de áreas destinadas a usos que podem desvalorizar o entorno, como zonas industriais. Também é comum comprar guiado apenas por promessas de valorização futura sem checar se há investimentos de fato previstos e financiados, o que pode levar a expectativas frustradas quando a obra não sai do papel."

Ela recomenda que o comprador confirme a documentação do imóvel e verifique se os investimentos anunciados realmente possuem cronograma e recursos garantidos.

"O comprador deve sempre verificar a documentação do imóvel e da região, confirmar se as obras e investimentos anunciados têm cronograma e fonte de recursos definidos, e evitar decisões baseadas apenas em expectativa ou especulação. Uma imobiliária com conhecimento local ajuda justamente nesse ponto: acompanha de perto o histórico de preços, sabe quais projetos de infraestrutura têm real chance de sair do papel e consegue orientar o comprador sobre o momento mais adequado para investir, além de auxiliar na análise documental e na negociação."

Mesmo quem pretende adquirir um imóvel apenas para morar deve considerar o potencial de valorização da localização.

"Mesmo quem compra para morar se beneficia da valorização da região, seja porque isso preserva o patrimônio ao longo do tempo, seja porque facilita uma eventual revenda ou uso do imóvel como garantia em outras operações financeiras no futuro. Além disso, uma região em valorização normalmente também está em processo de melhoria de infraestrutura e serviços, o que significa mais qualidade de vida para quem mora ali. Não é uma decisão puramente financeira, mas também prática, no dia a dia da família."

Na avaliação da especialista, as regiões que conseguem manter uma valorização consistente ao longo dos anos apresentam características semelhantes.

"Regiões que sustentam valorização mesmo em momentos de instabilidade costumam ter diversidade de funções, misturando moradia, comércio, serviços e emprego, em vez de depender de um único fator de atratividade. Isso reduz a dependência de um só motor econômico e mantém a demanda por moradia mais estável. Também pesa a qualidade contínua da gestão pública local, que garante manutenção da infraestrutura ao longo do tempo, e o equilíbrio entre oferta e demanda, sem excesso de lançamentos. Assim, a valorização tende a ser mais gradual, mas também mais resistente aos ciclos de retração do mercado imobiliário", conclui.

 

Texto: LD Comunicação 



Graciete Azevedo Graciete Azevedo Graciete Azevedo
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Outlet Premium Salvador anuncia programação para o final de agosto com apresentações de Guto Lopes e Tukano Sax

 





Com shows ao vivo aos sábados e parque interativo para as crianças, o empreendimento une lazer, gastronomia e oportunidades de compras


Em agosto, o Outlet Premium Salvador se consolida como o roteiro perfeito para quem busca aliar o consumo inteligente a momentos de lazer. O empreendimento acaba de divulgar sua programação cultural para o mês, trazendo uma agenda repleta de música ao vivo, opções gastronômicas e entretenimento infantil.

Para embalar os finais de semana das famílias, o projeto Fim de Tarde Musical promove apresentações abertas ao público sempre aos sábados, às 17h, na Praça de Eventos. Além de garantir um ambiente descontraído, a iniciativa atua como uma importante vitrine para a valorização dos talentos regionais. Após receber o talento de artistas baianos como o Duo Versatti e Guto Lopes ao longo do mês, o palco do outlet prepara sua despedida de agosto. A programação musical será encerrada com as apresentações de Guto Lopes, no dia 22, e de Tukano Sax, no dia 29.

Para enriquecer a experiência das famílias que visitam o complexo, as crianças têm à disposição o Little Club Park. Localizado na praça de alimentação, o espaço apresenta um olhar contemporâneo sobre o brincar, unindo ludicidade, segurança e acolhimento em um ambiente altamente "instagramável".

O parque foi concebido como uma minicidade interativa que estimula a criatividade e a autonomia infantil por meio de cenários temáticos, como mercadinho, pet shop, camarim, oficina e cafeteria. A infraestrutura ainda conta com uma piscina de bolinhas de 2,5 metros com escorregador, castelo inflável (pula-pula), área baby com soft play e espaço sensorial. Os preços para a atração devem ser consultados diretamente com o operador do espaço.

Terça do Calçado

Para além da cultura e do entretenimento, os consumidores também podem aproveitar a próxima (25) para renovar seus calçados com descontos sobre descontos na 6ª edição da Terça do Calçado. A campanha promocional, que ocorre durante todas as terças-feiras de agosto, apresenta uma variedade de modelos esportivos, executivos, casuais, femininos, masculinos e infantis. Além de ser a oportunidade ideal para renovar os sapatos de toda a família. As ofertas desta edição contemplam grandes marcas como Puma, Shoulder, Nike, Asics, FILA, Adidas e Usaflex.

Na FILA, os consumidores encontram 30% de desconto adicional sobre os valores de outlet. O destaque fica para o Fila Racer Speedzone (de R$ 599,99 por R$ 339,99), um supertrainer com espuma Speed Tech focado em retorno de energia. Na vitrine da Asics, o modelo Gel Pulse 16 (com tecnologias Flytefoam e Gel) passa de R$ 559,99 para R$ 309,99. A Nike também integra a ação aplicando 40% OFF nos últimos pares de sua linha de calçados — com destaque para o ágil Nike Winflo 11 —, enquanto a Adidas oferece 40% de desconto em quase todos os modelos da loja, como os equipados com amortecimento responsivo Lightstrike.

A Terça do Calçado também contempla toda a família com modelos casuais e executivos de marcas conceituadas como Constance, Shoulder (com itens com até 70% OFF), Highstil (com 50% de desconto na compra do segundo par) e Usaflex (com 10% adicionais na linha de extremo conforto).

Os visitantes também podem aproveitar as opções de gastronomia ao redor da Praça de Eventos e a comodidade de um espaço pet friendly, perfeito para acolher os animais de estimação da família. Com localização estratégica na Estrada do Coco, o empreendimento funciona diariamente das 9h às 21h.

 

Programação Fim de Tarde Musical

22/08 (Sábado): Guto Lopes

29/08 (Sábado): Tukano Sax

Horário: 17h

Local: Praça de Eventos.

Endereço: Estrada do Coco, KM 12,5 - BA

Horário de funcionamento do Outlet: Diariamente, das 9h às 21h

 

Outlet Premium Salvador

O Outlet Premium Salvador está situado no município de Camaçari, na Estrada do Coco (BA-099), km 12,5, importante rodovia de ligação ao litoral norte da Bahia, onde estão localizados os principais resorts do estado. Primeiro Outlet da Região Nordeste do Brasil, o empreendimento está localizado a apenas 25 minutos de Salvador, 40 minutos da Praia do Forte e 55 minutos da Costa do Sauipe, região de maior potencial turístico do estado da Bahia. Possui mais de 120 marcas em operação, que vendem produtos com desconto o ano inteiro. Entre as marcas presentes no empreendimento estão: Adidas, Nike, Puma, Asics, Animale, Aramis, Calvin Klein, Track&Field, Ellus, Lacoste, Levi’s, Nike, OSKLEN, entre outras.

Serviços: Wifi grátis.

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terça-feira, 18 de agosto de 2026

Entenda o que muda na conta de luz com a chegada do Mercado Livre de Energia a partir de 2027

 



Vitru Educação


Entenda o que muda na conta de luz com a chegada do Mercado Livre de Energia a partir de 2027



Especialista da UniCesumar explica que mudança trará liberdade de escolha do fornecedor e separação de tarifas na fatura, mas exige atenção a cláusulas contratuais e taxas fixas que permanecem

 

A regulamentação da Lei nº 15.269 trará uma transformação estrutural no setor elétrico brasileiro ao permitir que consumidores conectados em baixa tensão escolham a empresa que fornecerá sua energia elétrica. Pelo cronograma oficial, pequenos comércios e empresas industriais poderão negociar a compra de energia em até 24 meses após a vigência do dispositivo (novembro de 2027). Já os consumidores residenciais passarão a ter acesso ao modelo em até 36 meses (novembro de 2028).

 

A principal mudança é o fim da compra compulsória de energia da concessionária regional. O modelo passa a funcionar de forma semelhante ao setor de telecomunicações: a infraestrutura física de fios e postes continua sendo um monopólio regulado da distribuidora local, enquanto a venda comercial do insumo passa a ser aberta à concorrência entre comercializadores.

 

"A abertura separa progressivamente a infraestrutura física de distribuição, que continua sendo um monopólio regulado, da comercialização da energia, que passa a ser concorrencial. É uma mudança fundamentalmente comercial e contratual. A eletricidade continuará chegando pela mesma rede da concessionária local, que responde pela conexão e manutenção do serviço”, diz Roberto Uebel, economista e professor de Geografia da EAD UniCesumar.

 

Como funcionará na prática

Para migrar ao mercado livre, o consumidor não precisará realizar obras ou trocar a fiação elétrica de seu imóvel. A distribuidora de sua cidade continuará responsável técnica e operacionalmente pela entrega física do serviço, manutenção da rede e atendimento a interrupções de fornecimento. "Com a migração, a fatura de energia passará a deixar explícita a divisão de custos. O consumidor pagará um valor fixo regulado pela Aneel à distribuidora local pelo uso da rede física, o chamado 'fio', enquanto o valor da energia propriamente dita passa a ser um componente negociável diretamente com a comercializadora varejista”, explica Uebel

 

A contratação por pequenas empresas e residências será intermediada principalmente por comercializadoras varejistas, que representam o cliente final e administram as obrigações operacionais perante a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

 

Custos, riscos e o que avaliar antes de assinar

Como o consumidor continuará pagando pelos custos do uso da rede, transmissões e encargos setoriais obrigatórios, apenas a parcela correspondente à energia bruta é sujeita à negociação comercial. "A abertura de mercado não significa automaticamente redução de preços. O resultado dependerá do grau de concorrência, da regulamentação e da capacidade de comparação das ofertas. Como apenas parte da conta se torna efetivamente negociável, uma redução expressiva no preço da energia não corresponde necessariamente à mesma redução percentual na conta final", alerta o professor da UniCesumar.

 

Para minimizar os riscos, o economista ressalta que o consumidor deve analisar criteriosamente as cláusulas contratuais antes da assinatura. A avaliação precisa considerar o preço efetivo do kilowatt-hora (kWh), prazos de vigência, índices e periodicidade de reajustes, limites para oscilação de consumo, regras de renovação automática, multas por rescisão antecipada, além de eventuais taxas de gestão e garantias financeiras exigidas. "O consumidor pode aceitar ofertas aparentemente baratas no primeiro mês, mas sujeitas a indexadores desfavoráveis, taxas administrativas ocultas ou multas elevadas em caso de rescisão. A concorrência precisa vir acompanhada de transparência, criação de preços de referência e fiscalização rigorosa".

 

Transição setorial e fiscalização

A migração de consumidores do mercado regulado para o livre pode gerar custos de transição associados à sobre contratação involuntária das distribuidoras regionais. A legislação determina que esses custos residuais de transição sejam rateados proporcionalmente entre os consumidores de ambos os mercados (livre e regulado), evitando que o impacto recaia exclusivamente sobre quem permanecer na distribuidora.

“A fiscalização das operações será integrada: a Aneel atuará na regulação setorial e sanções administrativas aos agentes; a CCEE responderá pelo monitoramento operacional e liquidação financeira do mercado; e os órgãos de defesa do consumidor (Procons e Senacon) atuarão na coibição de abusos contratuais e práticas comerciais enganosas”, conclui Roberto Uebel.

 

Sobre a UniCesumar

Com mais de 35 anos no mercado educacional e desde 2022 como uma das marcas integradas ao grupo Vitru Educação, a UniCesumar conta com uma comunidade de cerca de 500 mil alunos. Atualmente, possui uma robusta estrutura de Educação a Distância (EAD), com mais de 1,3 mil polos espalhados por todas as regiões do país, além de três unidades internacionais, localizadas em Dubai (Emirados Árabes) e Genebra (Suíça). No ensino presencial, destaca-se o curso de Medicina, oferecido nos campi de Maringá (PR) e Corumbá (MS), juntamente a outros três campi, localizados em Curitiba, Londrina e Ponta Grossa (PR). Como um dos dez maiores grupos educacionais privados do Brasil, a UniCesumar oferece portfólio diversificado, com 350 cursos, abrangendo graduação, pós-graduação, técnicos, profissionalizantes, mestrado e doutorado. Sua missão é promover o acesso à educação de qualidade e contribuir para o desenvolvimento pessoal e profissional de seus alunos, preparando-os para os desafios do mercado de trabalho.

 

Contatos para imprensa:

Weber Shandwick

E-mail: vitru@webershandwick.com

 

Priscilla Poubel – priscilla.moreira@omc.com | Telefone: (21) 9 8351-0185

Paulo Lima – paulo.lima1@omc.com | Telefone: (11) 9 8398-6996

 

 



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O fim da confiança e a identidade como novo perímetro de segurança

 



Nava

O fim da confiança e a identidade como novo perímetro de segurança

*por Domingo Montanaro

No cenário atual de cibersegurança, ostentar infraestrutura robusta deixou de ser diferencial competitivo para ser um pré-requisito muito básico de sobrevivência. Enquanto o Brasil enfrenta mais de 753,8 bilhões de tentativas de ataques registrados em 2025, o mercado começa a entender que o investimento em tecnologia, isoladamente, não resolve a equação. De acordo com o Gartner, até 2026, organizações que priorizarem seus investimentos em segurança com base em gestão contínua de exposição terão três vezes menos probabilidade de sofrer uma violação, 

O dado mais inquietante, contudo, não reside nos firewalls. Está no comportamento! A principal porta de entrada para a imensa maioria dessas invasões não explora falhas complexas de código, mas a confiança humana.

Historicamente, as empresas investiram em muros digitais. Mas, em um mundo de nuvem e trabalho híbrido, o perímetro sumiu. Segundo a McKinsey, a convergência de tecnologias como IA generativa e cloud computing exige que a cibersegurança seja tratada como uma capacidade organizacional estratégica. Hoje o perímetro é a identidade. Incidentes de segurança começam com ações cotidianas dos usuários, o que torna as pessoas o principal vetor de risco nas organizações. Erros simples expõe sessões e a desatenção - mais do que o investimento em treinamentos - é um problema persistente. 

Nesse contexto, o conceito de Zero Trust se posiciona como uma necessidade vital. A filosofia é radical e define que cada solicitação de acesso deve ser autenticada, autorizada e criptografada continuamente, não importa a origem.  A adoção dessa filosofia não é uma escolha técnica, mas uma decisão de negócios. Segundo o ISC, empresas que implementam arquiteturas de confiança zero conseguem reduzir o impacto financeiro de violações de dados em cerca de 40%, pois limitam o raio de explosão de ataques. Se os atacantes conseguem operar dentro dos sistemas, como se fossem usuários legítimos, reduzem a eficácia dos mecanismos tradicionais. 

Já atuei em casos em que invasores permaneceram por 190 dias no ambiente corporativo sem serem identificados, esperando o momento certo para agir. A entrada foi viabilizada por uma falha humana aparentemente simples, mas a consequência foi grave. O custo médio de um ataque cibernético é de cerca de 5 milhões de dólares, sem considerar os impactos indiretos, a exemplo de interrupção operacional e danos à reputação. Em ambientes industriais e infraestruturas críticas, os efeitos podem ser ainda mais severos. A manipulação de sistemas que afetam operações energéticas já causou apagões e alteraram processos produtivos, com potencial de colocar vidas em risco.

Para mudar o jogo, a chave está na cultura organizacional. A cyber-resiliência, capacidade de antecipar, resistir e se recuperar de ataques é um impulsionador de valor para os acionistas. Isso exige três pilares:

  1. A segurança deve ser integrada ao fluxo de trabalho, onde cada usuário entende que é um sensor ativo na rede. Somente a higiene digital será capaz de mudar o jogo em que o erro humano viabiliza quase 70% das violações.

  2. Implementar gestão de acessos privilegiados e autenticação multifatorial como proteção da própria autonomia do colaborador

  3. A liderança precisa ser testada em cenários de war gaming, de modo que possam mostrar como decidiria em ambientes sob pressão que separa as empresas que sobrevivem das que colapsam.

A cibersegurança moderna é um esporte em equipe. Enquanto a gestão de identidades e o comportamento humano não forem tratados como pilares estratégicos de negócio, continuaremos oferecendo aos criminosos o caminho de menor resistência. A tecnologia é o meio, mas a resiliência é, e sempre será feita por pessoas.

* Domingo Montanaro, Fundador da Ventura e Vice-presidente de Cibersegurança da Nava




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Anna Mattos
anna.mattos@rpmacomunicacao.com.br
(11) 9424-7680

Maria Coruja é a homenageada do Caju de Leitores 2026

 


Festival Caju de Leitores

Maria Coruja é a homenageada do Caju de Leitores 2026

Aos 87 anos, anciã e mestra dos saberes ancestrais Pataxó será celebrada durante a 5ª edição do festival, realizada de 2 a 4 de setembro, na Aldeia Xandó, em Porto Seguro

A 5ª edição do Festival Caju de Leitores, que acontece nos dias 2, 3 e 4 de setembro de 2026, na Oca Tururim, na Aldeia Xandó, Território Indígena Barra Velha, em Porto Seguro (BA), terá como homenageada a anciã e mestra dos saberes ancestrais Maria Coruja.

Liderança Pataxó, Maria Coruja, de 87 anos, mantém uma atuação ativa em sua comunidade. Entre suas atividades está o trabalho desenvolvido com crianças e jovens do grupo Marujinhos Pataxó, por meio do qual contribui para a transmissão de conhecimentos entre gerações e para a preservação da memória e da cultura Pataxó, ensinando cantigas antigas e recuperando brincadeiras tradicionais.

Memória e resistência

Nascida sob o nome de Maria Bernarda da Conceição, a mestra é também símbolo de resistência. Maria Coruja é uma das sobreviventes do Fogo de 51, episódio de violência que marcou profundamente a história do povo Pataxó e provocou a dispersão de muitas famílias indígenas de seu território.

Reconhecida como grande conhecedora das medicinas tradicionais, Maria Coruja conta que aprendeu seu ofício com os encantados, seres espirituais ligados à proteção das florestas, dos rios, dos animais e dos mares. É conhecida por suas rezas e seus banhos, assim como por sua atuação como benzedeira e parteira.

A música também faz parte de sua trajetória. Ao lado do marido, Maria Coruja compôs diversas canções. Ela também participa ativamente do movimento indígena e de encontros realizados em diferentes regiões do Brasil, contribuindo para a defesa dos direitos, da cultura e da memória do povo Pataxó.

Contadora de histórias, Maria Coruja estará no Caju de Leitores para compartilhar parte de suas vivências e memórias relacionadas aos encantados, aos bichos e à Mãe Terra. Sua participação dialoga diretamente com o tema desta edição e com a proposta do festival de promover a circulação dos saberes transmitidos entre gerações.

Sobre o festival

O Festival Caju de Leitores chega à sua 5ª edição com o tema “Um Manifesto de Bichos”, que propõe reconhecer os animais como seres presentes nas histórias, nas memórias e nos conhecimentos compartilhados entre gerações. A proposta estabelece relações entre bichos, ancestralidade, território, língua, natureza e os modos indígenas de compreender a existência.

Com foco na formação de leitores, na ampliação do acesso à literatura indígena e no encontro entre escritores, artistas, educadores, estudantes, lideranças e comunidades, o festival contará com uma programação gratuita composta por rodas de conversa, encontros com autores, contações de histórias, apresentações culturais, atividades educativas e ações relacionadas à literatura, à oralidade, à língua, ao território e à natureza.

O Festival Caju de Leitores é uma realização do Ministério da Cultura e da Savá Cultural. Conta com patrocínio da Neoenergia e do Itaú, via Lei Rouanet, além da Secretaria Municipal de Educação de Porto Seguro, por meio da Superintendência de Cultura e Patrimônio Histórico. Tem ainda parceria acadêmica da Universidade Federal do Sul da Bahia.

Serviço

5ª edição do Festival Caju de Leitores
Tema: Um Manifesto de Bichos
Data: 2, 3 e 4 de setembro de 2026
Local: Oca Tururim, Aldeia Xandó, Território Indígena Barra Velha, Porto Seguro (BA)
Acesso: gratuito

Informações para a imprensa

Débora do Carmo
Assessoria de imprensa regional
abcdeboraa@gmail.com

Gabriela Toledo
Assessoria de imprensa nacional
obaramail@gmail.com

 



Anciã da Aldeia Pará e mestra dos saberes ancestrais Pataxó, Maria Coruja é a homenageada da 5ª edição do Festival Caju de Leitores Aos 87 anos, Maria Coruja mantém uma atuação ativa na transmissão de cantigas, histórias, brincadeiras e outros conhecimentos tradicionais às novas gerações Rodas de conversa, contações de histórias, encontros com autores e atividades educativas integram a programação gratuita da 5ª edição do Festival Caju de Leitores
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Savá Cultural
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(73) 99916-2495