MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

A peneira, o trigo e o joio

 


 

Percival Puggina

         Durante séculos, as peneiras foram utilizadas para separar o trigo do joio que o acompanhava nas colheitas. Bem mais recentemente, quando a política se tornou sensível ao consentimento das multidões, as velhas peneiras, agitadas em discurso, passaram a ser usadas para obscurecer o sol dos fatos.

Nestes casos, elas funcionam como uma espécie de último recurso, que como bem sabem os advogados, ainda é um recurso. Vá que cole. E muitas vezes cola mesmo, contando com a saliva dos discursos, a credulidade dos ingênuos, o companheirismo dos companheiros, o marketing dos marqueteiros e com aquele jornalismo que divulga a notícia sem sequer espiar os fatos, esses ofuscantes inoportunos, desde a janela da redação.

A semana foi marcada pela vigorosa incidência da luz solar dos feitos, fotos e fatos sobre as instituições nacionais. As 218 páginas do relatório da PF foram suficientes para fazer carne de sol dentro de um frigorífico. Já no horizonte, ele continuou incendiando o cenário quando o presidente do Senado Federal, interpelado, rotulou como anormal haver tantos pedidos de impeachment de ministros do STF. Para Alcolumbre, anormal era isso e não os eventos que motivaram tais arrazoados, nem sua obstinada decisão de não colocar em tramitação unzinho sequer dos 109 documentos de denúncia por crime de responsabilidade apresentados à Casa que, com sua fisionomia lenhosa, ele preside.

O sol ainda ardia no horizonte quando um fotógrafo abelhudo capturou a cena: finda a sessão do pleno do STF sem que o fato mais grave da história do Judiciário brasileiro fosse sequer mencionado – haja peneira! – quatro ministros, às gargalhadas, divertem-se com algo. Não importa o motivo, não era hora de piadas. A cena está menos para o Baile da Ilha Fiscal seis dias antes do golpe contra a Monarquia e mais para Nero dedilhando as cordas de sua cítara ante o incêndio de Roma, pois tampouco aquela era hora de lazer! Desconcerto inqualificável. Síntese perfeita de realidade deplorável.

Ao longo deste século, enquanto se ia consolidando a maioria de indicações petistas para vagas surgidas no Supremo Tribunal Federal, um pingo de discernimento permitia antever que o ativismo e a politização iriam corroer aquele organismo, levando junto a instituição. Isso integra a própria natureza da ideologia que se foi tornando dominante. É como as raízes que entrelaçam o joio ao trigo. Uma instituição, qualquer instituição, merece esse nome se, e enquanto tiver uma chancela de consentimento que vem do passado, concedida a algo virtuoso; se for reconhecida como parte do bem comum e anterior e superior à própria norma que a instituiu.

Para esclarecer melhor: a instituição não está às gargalhadas. Ela deplora e chora. Chora e deplora porque acreditou em leis que nascem da representação política, e assim, ao cumpri-las, o cidadão não reduz sua dignidade pois está obedecendo a si mesmo. Quando os órgãos que operam essas duas instituições se autodestroem ou corrompem, o cidadão vê crescer a própria responsabilidade em separar o trigo do joio na eleição que tem pela frente.

Percival Puggina (81) é arquiteto, escritor, titular do site Liberais e Conservadores (www.puggina.org), colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+. Membro da Academia Rio-Grandense de Letras.

 Pode ser uma imagem de uma ou mais pessoas, estrada e texto que diz "2022 PT PODER >> 360 360 IIN 2026"

Não me venham pedir voto...

 


 

Percival Puggina

Não me venham pedir voto aqueles que aceitaram submeter à tutela de outro poder a representação recebida do eleitor. É sobre nós, eleitores, que tal desprezo converge.

Não me venham pedir voto aqueles que assistiram, impassíveis, a truculência institucional se instalar no país.

Não me venham pedir voto aqueles que, por cargos e emendas parlamentares, arrendaram seus mandatos a um governo que destruiu a economia e proporcionou escândalos em cascata ao voltar para o lugar do crime.

Não me venham pedir voto aqueles com cuja omissão o cala-boca foi ressuscitado, dando origem a uma suposta democracia tão esquisita quanto censurada e silenciosa...

Não me venham pedir voto os que nada viram de ativista, excessivo e truculento nos julgamentos do caso “8 de janeiro”.

Não me venham pedir voto os que jamais abriram a boca para reprovar o silêncio imposto, na campanha eleitoral de 2022, a temas como as más companhias nacionais e internacionais e a vida pregressa do candidato Lula.

Não me venham pedir voto os que, despidos de toda compaixão, não deram qualquer importância aos gravíssimos casos dos cidadãos Filipe Martins, Bárbara Rabelo, Clezão e centenas de outras vítimas de injustiças e ardilosas estratégias.

Não me venham pedir voto os cortesões dos novos donos do poder, que com tudo concordam ou normalizam e a tudo aplaudem até se tornar rotineira a desgraça de tantos.

Não me venham pedir voto os que fogem quando o tema é anistia para os condenados pelo 8 de janeiro ou o encerramento do “Inquérito do fim do mundo”, que há sete anos aponta sempre no mesmo sentido e para o mesmo alvo.

Não me venham pedir voto os que fingem não conhecer causas e consequências das blindagens recíprocas entre senadores e ministros da Suprema Corte.

Não me venham pedir voto aqueles que, com sua submissão, contribuem para o descrédito das instituições.

Não me venham pedir voto os que tremem quando o assunto é eventual impeachment, constitucionalmente previsto, de autoridades da República.

Cuide, como precioso bem, dos seis votos que dará agora nos pleitos de 4 de outubro. Há muitos bons candidatos e as dificuldades nacionais cobram dedicação de muita gente boa. A nação merece viver, em outubro, a alvorada de tempos melhores.

*             Percival Puggina (81) é arquiteto, escritor, titular do site Liberais e Conservadores (www.puggina.org), colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+. Membro da Academia Rio-Grandense de Letras.

 

In memoriam da Lava Jato

 


 

 

Percival Puggina

 

        “Todo poder tende a corromper, e o poder absoluto corrompe absolutamente”. Lord Acton

                     Quando o Ocidente, por bons ou maus modos, pôs fim ao absolutismo monárquico, destacaram-se dois modelos de limitação do poder político: o britânico, construído a partir da Revolução Gloriosa de 1688, e o estadunidense, instituído com a independência de 1776. Os artífices desta última conheciam bem o modelo institucional vigente na Inglaterra. Com bom proveito, haviam estudado O Espírito das Leis, que Montesquieu publicara poucos anos antes. Tempos brutos na América, mas quem sabia ler, lia.

Ali estava, também, a tripartição do poder, pondo a funcionar o sistema de freios e contrapesos, para evitar que qualquer deles saísse de controle. Seria a esse modelo que o Brasil aderiria nas suas constituições democráticas, adotando, com igual intuito (o de fracionar o poder político), o federalismo vigente nos Estados Unidos. Só que não. Em momento algum foram providas, no Brasil, as precondições necessárias para a efetiva autonomia dos entes federados. A experiência republicana associou a palavra “federal” à ideia de governo central, do qual dependem, em proporções variáveis, estados e municípios. No encadeamento dessa tradição, foram ganhando força crescente as expressões “federal”, “nacional”, “central”, “geral”, “único”, entre outras. Tal fenômeno reflete a permanência de práticas que concentram o poder político na capital da República – um hábito intoxicante.

Na correspondência que trocou em 1887 com o bispo anglicano Mandell Creighton sobre a responsabilidade moral de líderes históricos, Lord Acton nos proporcionou a famosa afirmação transcrita como introdução a este artigo. Ele não aceitava que a importância de um cargo – de qualquer cargo – sublimasse a condição humana de seu ocupante e alertava contra a tolerância ante os abusos de poder. De suas páginas, parece gritar ao Brasil de hoje: “Parem de abraçar a servidão! Não normalizem aberrações institucionais!”

A literatura de ficção científica produziu obras interessantes sobre revolta das máquinas. Autores providos de gênio criativo conceberam a possibilidade de as máquinas ganharem autonomia e construírem razões autônomas ou aspirarem e lutarem por domínio (como acaba de acontecer de modo autônomo com duas IAs). Ora, se nem o poder das máquinas escapa à sentença de Lord Acton, como poderia fazê-lo o imenso aparelho do poder político brasileiro?

A nação, vertente de onde emana o poder, quis a Lava Jato, amou a Lava Jato, aplaudiu-a com empolgação, e a viu ser objeto de uma campanha de descrédito. Assistiu-a ser destroçada pela máquina do poder. Ainda assim, pesquisa de Genial/Quaest de março de 2024 mostrou que apenas 28% dos entrevistados consideravam que ela “fez mais mal do que bem”...

A corrupção colossal que estamos vendo em Brasília é expressão política e apocalíptica de uma brutal concentração de poder. É sintoma visível da servidão a que fica relegada a nação quando artifícios são montados para perenizar autoridades, posições e acesso a meios abundantes, agindo de modo autônomo e... fora de controle. Só que isso não é ficção científica (nem política), é dura realidade sobre a qual não adianta falar. Tudo foi consumido, consumado e a continuidade da Lava Jato teria evitado.

Brasília, nosso mostruário de excessos, é referência sensível da concentração de autoridades gerando autoritarismo, de poder gerando abuso e de arrogância gerando narcisismo.

*       Ilustração ChatGPT

Percival Puggina (81) é arquiteto, escritor, titular do site Liberais e Conservadores (www.puggina.org), colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+. Membro da Academia Rio-Grandense de Letras.

C-Level: como tomar decisões em período eleitoral?

 


Por Thiago Gaudencio

 Tomar decisões estratégicas não se limita a escolher o melhor caminho a ser seguido. Para um C-Level, isso também significa administrar riscos e divergências a partir de uma postura ponderada — ainda mais, em épocas mais propícias a tais ocorrências, como o período eleitoral. Em um cenário em que opiniões podem, rapidamente, se transformar em posicionamentos políticos polarizados, a preservação institucional é um cuidado fundamental de ser garantida por esses executivos, de forma que a organização não se torne protagonista de uma disputa que não faz parte de sua finalidade. 

Embora o debate seja parte natural de uma sociedade democrática, pelo menos, em tese, a polarização pode tornar esse exercício mais difícil, especialmente quando posições políticas passam a ser associadas à própria identidade dos indivíduos e, sobretudo, questões pouco abertas de serem conversadas entre pessoas com visões e opiniões distintas. 

Dados do Ipsos-Ipec, de 2025, comprovam essa delicadeza: apesar de 74% dos brasileiros declararem algum posicionamento político, quando questionados sobre o que sentem a respeito dessa polarização no país, 19% apontaram tristeza, 17% cansaço e 16% medo, como os que melhor representam essa identificação.  

Idealmente, deveria existir um espaço aberto e esclarecido favorável ao debate e diferentes opiniões, mantendo o respeito, gentileza e sobriedade – em que todos pudessem compartilhar suas visões e argumentos, sem receio quanto à contradição negativa. Contudo, o que vemos na realidade, é um mercado em que o encontro entre grupos com visões distintas pode assumir a dinâmica de duas torcidas apaixonadas, como se fosse um clássico de Fla-Flu, em que a intensidade das convicções acaba reduzindo o espaço para a escuta e para a construção de uma conversa pautada pela razão, pelos argumentos e pelo respeito às divergências. 

É justamente nesse contexto que muitas empresas, diante de um grande potencial de conflitos e polêmicas, acabam optando pela neutralidade como o caminho mais seguro para evitar esses riscos – aguardando um cenário político mais definido para tomar determinadas decisões estratégicas, postergando planejamentos e movimentos mais estruturais até que haja maior clareza sobre os possíveis rumos do país e, principalmente, sobre quem estará à frente do governo nos próximos anos. O problema é que, em um ambiente de incerteza, esperar por uma definição também é uma escolha — e pode significar deixar para depois decisões que exigem, justamente, antecipação e preparo. 

Antecipar possíveis cenários e compreender como cada um deles pode impactar o negócio ao longo dos próximos anos é uma medida estratégica nesse sentido, ainda mais considerando que os efeitos de uma eleição não se materializam um dia após a apuração dos votos, mas são construídos ao longo dos quatro anos seguintes, a partir das decisões econômicas e estruturais que serão tomadas pelo governo.  

Embora uma eventual mudança de governo possa alterar direcionamentos e prioridades, questões dessa natureza envolvem reformas estruturais, decisões políticas complexas e um processo burocrático que demanda tempo para produzir efeitos – o que ajudará o C-Level a estar preparado para diferentes possibilidades e compreender quais decisões podem ser tomadas desde já em cada uma delas. 

Quanto aos possíveis conflitos decorrentes de divergências políticas, nem todas as empresas possuem um devido espaço ou tempo de qualidade para promover debates dessa natureza, o que reforça a importância de estarem atentas ao seu público e à finalidade para a qual existe: gerar resultados por meio das pessoas que a compõem. Desviar energia e atenção para disputas que não estão relacionadas ao negócio pode significar, justamente, deixar de concentrar naquilo que realmente demanda os esforços das equipes.   

Aqui, o papel do C-Level também é fundamental: quando o líder demonstra uma defesa apaixonada por determinado lado político, aumenta o risco de que sua posição seja reproduzida internamente e gere conflitos, além de fazer com que pessoas que não se sintam representadas possam questionar o próprio pertencimento à organização. Para garantir a preservação institucional, portanto, cabe à liderança adotar uma postura ponderada, equilibrada e conciliadora, evitando transformar convicções pessoais em orientações para a empresa. Dar o exemplo sobre como lidar com as divergências. 

O cenário ideal, naturalmente, seria aquele em que as pessoas pudessem expressar suas opiniões, defender seus pontos de vista e discordar umas das outras com base em fatos, dados e argumentos críveis, sempre preservando o respeito e a liberdade de pensamento. Contudo, diante de tantas outras prioridades e desafios que fazem parte da rotina empresarial, o mais importante, nessas épocas, é garantir que as divergências não se transformem em conflitos capazes de comprometer o ambiente, a cultura ou os resultados da organização. 

E, quando isso acontecer, caberá ao líder atuar para apaziguar os ânimos, preservar a liberdade de expressão e, sobretudo, manter o respeito entre as diferentes visões. Afinal, não se trata de exigir que as pessoas deixem de lado suas paixões ou convicções, mas de compreender que, dentro de uma organização, elas não podem se sobrepor ao respeito pelo outro e aos objetivos que unem todos em torno de um mesmo propósito. 

Thiago Gaudencio é headhunter e sócio da Wide Executive Search, boutique de recrutamento executivo focado em posições de alta e média gestão.       

        

Sobre a Wide:       

https://wide.works/       
Com mais de 30 anos somados de recrutamento especializado e mais de 20 mil entrevistas realizadas, o propósito da Wide, empresa de recrutamento e seleção de alta gerência, é construir legados, seja o das empresas contratantes, o dos candidatos e o seu próprio. 



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Nathália Bellintani


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Dia da Amazônia: como o agro vai provar a origem dos alimentos e garantir vendas para a Europa?

 

Vitru Educação


Dia da Amazônia: como o agro vai provar a origem dos alimentos e garantir vendas para a Europa?



Com novas regras internacionais, fazendas brasileiras usam tecnologia e auditorias para comprovar desmatamento zero e manter o país como grande exportador mundial.

 

Atualmente, o setor agropecuário brasileiro direciona sua atenção para a validação da origem sustentável de suas commodities. Com a aplicação do Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR), produtos como soja, carne bovina, café, cacau, borracha e madeira precisam comprovar que foram produzidos em áreas sem desmatamento. O bloco europeu responde por cerca de um terço das exportações desses itens do Brasil, totalizando um volume sob exigência de conformidade direta.

 

“Hoje, o produtor brasileiro se encontra em diferentes níveis de preparação para atender às exigências de rastreabilidade, e não podemos tratar o setor agropecuário como homogêneo nesse aspecto. Estudos da Climate Policy Initiative (CPI) apontam que os investimentos em adequação de processos, georreferenciamento e certificação pelo setor produtivo no país podem alcançar US$ 17,5 bilhões por ano”, explica Lucas Sapatini, professor de Agronegócio da EAD UniCesumar.

 

Nesse cenário, o gargalo deixa de ser apenas a adoção de boas práticas no campo e passa a ser a capacidade de comprovação auditável da produção. Para garantir que as exigências internacionais não se convertam em barreiras comerciais ou perda de lucratividade, o setor acelera a implementação de ferramentas capazes de vincular cada lote exportado à exata coordenada de sua lavoura.

 

Tecnologia aplicada e triangulação de dados

A verificação temporal e espacial é realizada por meio de sensoriamento remoto, que utiliza satélites como CBERS-04, CBERS-04A e Amazônia-1 para gerar índices de vegetação (como NDVI) e mapear o histórico de uso do solo. Drones com sensores de alta resolução complementam a checagem em nível de propriedade, integrando a geolocalização ao Cadastro Ambiental Rural (CAR) e a sistemas públicos de rastreabilidade, como a plataforma Agro Brasil + Sustentável.

 

"Grandes produtores, principalmente em cadeias mais estruturadas, como soja, café e pecuária, já apresentam avanços importantes em rastreabilidade e gestão das propriedades. Por outro lado, muitos pequenos e médios produtores ainda precisam se adaptar, principalmente em relação à organização documental, geolocalização das áreas e comprovação da origem da produção”, afirma o docente da UniCesumar.

 

Sapatini complementa que o satélite fornece a evidência espacial e temporal da área de cultivo, enquanto os sistemas comerciais conectam a origem ao lote transportado até o porto. "O CAR é uma base fundamental porque reúne informações georreferenciadas do imóvel rural. O primeiro passo é integrar essas informações com imagens de satélite e dados de sensoriamento remoto. A auditoria independente entra como uma terceira camada de verificação. Essa triangulação aumenta a confiabilidade, permite identificar inconsistências antes que elas cheguem ao mercado internacional e dá maior transparência à origem da commodity.

 

Impacto financeiro e acesso a mercados

Além da conformidade para evitar restrições de embarque e prejuízos operacionais, a comprovação auditável de ausência de desmatamento tem gerado prêmios de valor no mercado internacional. Segundo dados de entidades certificadoras como a RTRS e a Organização Internacional do Café (ICO), a comprovação auditável de ausência de desmatamento tem gerado prêmios financeiros: a soja com certificação ambiental chega a obter acréscimos entre US$ 2 e US$ 5 por tonelada, enquanto lotes de café certificados registram valorização de até 20% em relação às cotações convencionais.

 

"Sustentabilidade não significa necessariamente receber um preço maior pelo produto no primeiro momento, pois atender a essas exigências representa um custo de adequação para o produtor e para a cadeia. Porém, no longo prazo, a rastreabilidade, a certificação e a comprovação de produção livre de desmatamento podem se transformar em vantagem competitiva, reduzindo o risco comercial e garantindo espaço em mercados mais exigentes. O objetivo não deveria ser apenas cumprir uma regulamentação, mas transformar conformidade em valor agregado", conclui Lucas Sapatini.

 

Sobre a UniCesumar

Com mais de 35 anos no mercado educacional e desde 2022 como uma das marcas integradas ao grupo Vitru Educação, a UniCesumar conta com uma comunidade de cerca de 500 mil alunos. Atualmente, possui uma robusta estrutura de Educação a Distância (EAD), com mais de 1,3 mil polos espalhados por todas as regiões do país, além de três unidades internacionais, localizadas em Dubai (Emirados Árabes) e Genebra (Suíça). No ensino presencial, destaca-se o curso de Medicina, oferecido nos campi de Maringá (PR) e Corumbá (MS), juntamente a outros três campi, localizados em Curitiba, Londrina e Ponta Grossa (PR). Como um dos dez maiores grupos educacionais privados do Brasil, a UniCesumar oferece portfólio diversificado, com 350 cursos, abrangendo graduação, pós-graduação, técnicos, profissionalizantes, mestrado e doutorado. Sua missão é promover o acesso à educação de qualidade e contribuir para o desenvolvimento pessoal e profissional de seus alunos, preparando-os para os desafios do mercado de trabalho.

 

Contatos para imprensa:

Weber Shandwick

E-mail: vitru@webershandwick.com

 

Priscilla Poubel – priscilla.moreira@omc.com | Telefone: (21) 9 8351-0185

Paulo Lima – paulo.lima1@omc.com | Telefone: (11) 9 8398-6996

 



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Cooperativa do sul da Bahia amplia carteira de crédito em R$ 120 milhões

 


Com a expansão da operação, Sicoob Costa do Descobrimento automatizou o processamento de balanços, reduzindo o tempo da atividade de cerca de cinco horas para dois minutos e o prazo de concessão de crédito de seis para três dias.

Entre 2023 e 2025, o Sicoob Costa do Descobrimento, cooperativa financeira com atuação no sul da Bahia, ampliou sua carteira anual de crédito de R$154,8 milhões para R$275,2 milhões, crescimento acumulado de 77,79%, equivalente a aproximadamente R$120 milhões. A expansão foi impulsionada pelo crescimento da base de cooperados, pela ampliação da equipe e pelo aprimoramento dos processos da área de crédito. O crescimento, porém, aumentou também o volume de demonstrações financeiras analisadas antes da concessão de crédito, transformando uma atividade operacional em um gargalo para a operação.

À época, a inclusão dos dados de balanço era feita manualmente e consumia cerca de cinco horas, comprometendo a produtividade da equipe, além de dificultar a padronização das análises e aumentar o risco de erros operacionais. “Diante do elevado volume de atendimentos nas agências, dedicar aproximadamente cinco horas ao cadastro de um único balanço representava um desafio operacional significativo, afirma Daniele Scopel, analista de Crédito do Sicoob Costa do Descobrimento.

A cooperativa então passou a buscar uma forma de eliminar esse gargalo sem abrir mão da qualidade da análise técnica das informações.


A decisão de automatizar

Em 2023, a cooperativa adotou o Itera Balanço, solução de inteligência artificial desenvolvida pela Itera para leitura, interpretação e estruturação automática de demonstrações financeiras. Em dois dias, a equipe já utilizava a ferramenta na rotina operacional. Segundo a desenvolvedora, a implementação completa costuma ser concluída em até 15 dias, dependendo do nível de preparação da instituição.

A plataforma passou a estruturar diferentes documentos contábeis, padronizar as informações e integrá-las ao fluxo operacional, preservando a validação técnica dos analistas. O tempo necessário para processar um balanço caiu de cerca de cinco horas para dois minutos, redução próxima de 99%. Entre 2023 e 2026, aproximadamente 200 demonstrações financeiras foram processadas automaticamente.

Analistas voltam para o negócio

Com a automação da etapa de inclusão dos balanços, os analistas passaram a dedicar mais tempo às atividades que exigem avaliação técnica, acompanhamento das operações, relacionamento com cooperados e desenvolvimento de novos negócios.

"Essa evolução trouxe ganhos significativos de eficiência, permitindo que os colaboradores direcionem mais tempo a atividades de relacionamento com os cooperados, comercialização de produtos e serviços e prospecção de novas oportunidades de negócios para a cooperativa.", observa Daniele Scopel.

Efeito sobre a concessão de crédito

Os ganhos se refletiram na qualidade das decisões de crédito. De acordo com a cooperativa, a solução contribuiu para uma evolução positiva em 17 classificações de risco (CRLs), favorecendo a redução das provisões de crédito e aumentando a assertividade das concessões. A iniciativa ainda ampliou a padronização dos processos, elevou a confiabilidade das informações e reduziu erros operacionais, mantendo a validação técnica dos especialistas nas etapas críticas do processo.

Além disso, destaca-se que, em dezembro de 2025, a Cooperativa alcançou o prazo de três dias para a liberação de operações de crédito, representando um avanço significativo em relação ao tempo anteriormente necessário para a conclusão desse processo.

Contribuição para os ODS

Além dos resultados operacionais, o projeto está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas, com destaque para o ODS 8 (Trabalho Decente e Crescimento Econômico) e o ODS 9 (Indústria, Inovação e Infraestrutura), ao combinar inovação tecnológica com maior eficiência nos processos de análise de crédito.

"Essa implementação demonstrou que inovar, no cooperativismo, significa potencializar o trabalho das pessoas e ampliar sua capacidade de gerar valor para os cooperados. Ao liberar tempo para que a equipe se dedique mais à análise, ao relacionamento e ao atendimento, fortalecemos não apenas a eficiência operacional, mas também um modelo de crescimento sustentável, pautado na proximidade, na cooperação e no desenvolvimento conjunto da cooperativa e de seus associados.", finaliza Daniele Scopel.


Sobre a Itera

Fundada em 2008, a Itera é especialista em aceleração e inteligência de análise de crédito com foco no mercado middle PJ. A companhia combina IA proprietária, automação e curadoria humana especializada para apoiar bancos, FIDCs e instituições financeiras na operação e inteligência da concessão de crédito corporativo. Seu portfólio inclui soluções como Itera Balanço, Itera Relatório e Itera Benchmark, plataforma de inteligência financeira comparativa voltada à tomada de decisão em crédito, risco e viabilidade financeira. Saiba mais em: https://www.itera.com.br

Imprensa:
Resultati Com
Maria Emília Farto | 11.99458-9197 | maria.emilia@resultaticom.com.br



Daniele Scopel, analista de Crédito do Sicoob Costa do Descobrimento
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Araguaia conclui migração para SAP S/4HANA Cloud em apenas 4 meses e garante estabilidade operacional antes da safra

 


Migração foi concluída em prazo recorde, assegurando continuidade operacional e suporte ao plano de crescimento da companhia 

A Araguaia, uma das maiores e mais respeitadas distribuidoras de fertilizantes, sementes e insumos agropecuários do Brasil, concluiu com sucesso a migração do seu sistema de gestão para o SAP S/4HANA Cloud. Conduzido pela delaware Brasil, o projeto adotou a abordagem Brownfield e permitiu a realização do go-live dentro de um cronograma considerado altamente desafiador pelo setor. 

Presente no mercado desde 1978, a Araguaia cresceu e se consolidou no coração do Brasil. A companhia conta, atualmente, com mais de 1.600 colaboradores, espalhados em frentes de negócios divididas em: sete fábricas de fertilizantes, uma fábrica de nutrição animal, uma unidade de beneficiamento de sementes de soja e 59 lojas localizadas em pontos estratégicos em sete estados brasileiros mais o Distrito Federal. 

A organização precisava modernizar sua infraestrutura SAP utilizada há 15 anos. O desafio central era atualizar o ambiente tecnológico sem causar qualquer impacto ou interrupção na rotina das unidades de negócio durante a preparação para o período de safra. Iniciado em fevereiro com a exigência mandatória de conclusão antes de julho, o projeto Keishō — batizado a partir do conceito japonês de transformação e evolução contínua — superou as restrições sazonais do agronegócio. 

Para garantir o sucesso da iniciativa dentro do prazo estabelecido, as equipes da Araguaia e da delaware trabalharam em estreita colaboração ao longo de todas as fases do projeto, com foco em planejamento, governança, gestão de riscos e validação dos processos críticos do negócio. 

A estratégia adotada contribuiu para ganhos expressivos de eficiência ao longo da execução do projeto. Entre os resultados observados estão a significativa redução do esforço das equipes durante a fase de exploração, a diminuição do tempo total de execução dos testes integrados, a aceleração da produção de materiais para testes unitários e ganhos relevantes na geração de evidências e documentações de conformidade. 

Esses ganhos permitiram ampliar o tempo dedicado às validações com os usuários-chave, contribuindo para uma transição mais segura e para um volume reduzido de chamados técnicos após o go-live. 

Segundo Jean Braudes, CIO, o projeto foi um marco importante para a organização, destacando-se pela qualidade da entrega, forte alinhamento entre negócio e tecnologia, gestão eficiente dos riscos e geração de valor estratégico para a empresa. A solução entregue proporcionou maior eficiência operacional, governança e sustentação para futuras evoluções. Complementando essa visão, Camila Prestes, gerente de projetos, ressalta que o sucesso do projeto foi resultado do planejamento estruturado, da colaboração entre as equipes, da comunicação transparente com os stakeholders e do elevado comprometimento de todos os envolvidos, garantindo uma entrega robusta, dentro das expectativas e com foco contínuo na excelência e nos resultados para o negócio.” 

Segundo Silvia Canals, gerente de projetos da delaware Brasil, o principal diferencial não foi apenas a tecnologia utilizada, mas a forma como o trabalho foi conduzido. “O sucesso de uma migração com cronograma agressivo no agronegócio depende tanto da tecnologia quanto da governança e proximidade diária entre as equipes. Por isso, a transparência, a rápida mobilização de especialistas e a relação de confiança construída com a Araguaia foram decisivas para superarmos os marcos de entrega mantendo a estabilidade operacional integral.” 

A Araguaia concluiu com sucesso a implementação do SAP S/4HANA Cloud, consolidando uma plataforma mais moderna, segura e escalável para suportar sua operação e crescimento. Com mais de 50 integrações, 10 módulos migrados e mais de 1.000 usuários capacitados, a iniciativa fortalece a eficiência operacional, a governança dos processos e a preparação da companhia para os próximos desafios da transformação digital, incluindo reforma tributária, analytics e inteligência artificial aplicada ao agronegócio. 

Além do tempo recorde, outro principal marco do projeto foi a realização do go-live com 100% das operações rodando no SAP S/4HANA Cloud desde o primeiro dia, abrangendo sete fábricas e cerca de 60 lojas distribuídas pelo país. 

Sobre a delaware:  
A delaware conta com mais de 20 anos de experiência em consultorias, implementações, sustentações e inovações tecnológicas em diversos setores. Com presença em mais de 20 países e origem na Bélgica, a empresa conta com mais de 5 mil profissionais que atuam na orientação dos clientes, através da transformação de seus negócios, oferecendo soluções end-to-end focadas em criar valor e inovar, incluindo desenvolvimento, inovação e implementação de tecnologias avançadas. Para mais informações, siga a delaware Brasil nas redes sociais: LinkedInInstagram e Facebook.   



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Jean Braudes, CIO da Araguaia
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Cinthia Guimarães


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Como escolher o pneu ideal para SUV, sedã e picape: por que o tipo de veículo faz toda a diferença

 



LVBA Comunicação


Como escolher o pneu ideal para SUV, sedã e picape: por que o tipo de veículo faz toda a diferença

Escolher o pneu certo vai muito além da medida estampada na lateral. Entenda como o tipo de veículo, o peso, o uso e o projeto de engenharia influenciam na segurança, no conforto e no desempenho; e porque não existe um "pneu universal".

Quem está em busca de pneus novos normalmente começa a pesquisa pela medida indicada na lateral do componente. Mas a medida do pneu, embora fundamental, está longe de ser o único fator a considerar. O tipo de veículo, seu peso, a forma como foi projetado e até o uso predominante influenciam diretamente na escolha do pneu mais adequado para garantir segurança, conforto e desempenho.

Essa discussão se torna ainda mais relevante diante das transformações do mercado automotivo brasileiro. Nos últimos anos, os SUVs deixaram de ser um segmento de nicho e passaram a ocupar a liderança nas vendas de veículos no país. Ao mesmo tempo, os sedãs continuam sendo a escolha de quem busca conforto e eficiência para o dia a dia, enquanto as picapes conquistam cada vez mais espaço tanto no trabalho quanto no lazer. Apesar de compartilharem as mesmas ruas e estradas, esses veículos têm características bastante distintas, e isso também se reflete nos pneus.

Por que o pneu não é apenas um componente que "serve" no carro

O pneu faz parte do projeto de engenharia do veículo. Muito antes de um automóvel chegar às concessionárias, montadoras e fabricantes de pneus trabalham em conjunto para definir quais características melhor atendem às necessidades daquele modelo. É nessa etapa que entra a experiência de quem desenvolve pneus há décadas: marcas como a DUNLOP, que faz parte do grupo japonês Sumitomo Rubber Industries, participam ativamente do desenvolvimento de pneus junto às montadoras, aplicando tecnologia de ponta para cada tipo de veículo. A escolha leva em consideração fatores como peso, distribuição de carga, altura do centro de gravidade, potência, torque, comportamento da suspensão e aplicação do veículo. Em outras palavras, o pneu desempenha um papel importante no equilíbrio entre segurança, conforto, estabilidade e eficiência.

O que considerar em cada tipo de veículo

SUVs costumam apresentar maior altura em relação ao solo e um centro de gravidade mais elevado. Essas características exigem pneus capazes de oferecer maior estabilidade, resistência e capacidade de suportar cargas mais elevadas, sem renunciar ao conforto durante a condução. Como muitos desses veículos alternam entre trajetos urbanos, rodovias e, eventualmente, estradas de terra, os pneus também precisam entregar versatilidade para diferentes condições de uso, um requisito que a engenharia japonesa da DUNLOP desenvolve especificamente para o uso no Brasil.

Sedãs normalmente são desenvolvidos para privilegiar conforto, dirigibilidade e eficiência. Nesses veículos, é comum que os pneus priorizem menor resistência ao rolamento, contribuindo para um consumo mais eficiente de combustível, além de níveis reduzidos de ruído e respostas mais precisas em frenagens e curvas, proporcionando uma experiência de condução mais confortável.

Picapes apresentam desafios próprios. Além de suportarem maiores capacidades de carga, muitas são utilizadas em atividades profissionais ou em percursos com pisos irregulares. Por isso, seus pneus precisam oferecer maior robustez, resistência contra impactos e durabilidade, sem comprometer a segurança quando o veículo circula em rodovias.

Não existe "pneu universal"

Essas diferenças mostram que dois veículos podem utilizar exatamente a mesma medida de pneu e, ainda assim, necessitar de modelos com construções diferentes, índices de carga e velocidade específicos ou compostos de borracha desenvolvidos para aplicações distintas. Escolher um pneu apenas pelo tamanho ou pelo preço pode deixar de lado características importantes previstas no projeto original do veículo. Por isso, contar com um fabricante que oferece um portfólio completo e orientação técnica faz toda a diferença na hora de decidir.

Uma boa comparação pode ser feita com os calçados esportivos: ninguém utiliza o mesmo tênis para correr uma maratona, jogar futebol e fazer uma trilha. Embora todos sejam tênis, cada um foi desenvolvido para atender necessidades específicas. Com os pneus acontece exatamente o mesmo, e é por isso que um portfólio amplo, como o da DUNLOP, permite encontrar o modelo certo para cada aplicação.

O perfil de utilização também importa

Outro ponto importante é considerar o perfil de utilização do veículo. Um SUV utilizado exclusivamente em centros urbanos possui necessidades diferentes de outro que percorre frequentemente estradas de terra. Da mesma forma, uma picape empregada para transportar cargas exige características distintas daquela utilizada predominantemente para deslocamentos urbanos. Entender esse contexto ajuda a fazer uma escolha mais assertiva e a aproveitar todo o desempenho que o veículo pode oferecer.

Como escolher o pneu certo na hora da substituição

Na hora da substituição, vale ir além da medida estampada na lateral do pneu. Respeitar as especificações recomendadas pela montadora, observar os índices de carga e velocidade e escolher um modelo compatível com o tipo de veículo e sua utilização são atitudes que contribuem para preservar o desempenho original do automóvel e garantir mais segurança em cada viagem.

"Escolher o pneu certo vai muito além da medida estampada na lateral. Respeitar o projeto do veículo e o perfil de uso de cada motorista é o que garante segurança, conforto e desempenho em qualquer trajeto. Na DUNLOP, unimos a engenharia japonesa à adaptação para as condições brasileiras para oferecer o pneu ideal para cada aplicação", afirma Fábio Torres Klabacher, Gerente de Vendas e Marketing da DUNLOP.

Independentemente do tipo de veículo, utilizar um pneu desenvolvido para sua aplicação é fundamental para preservar o desempenho, o conforto e a segurança. A DUNLOP Pneus oferece um portfólio completo para carros de passeio, SUVs, picapes, vans, caminhões, ônibus e motocicletas, desenvolvido para atender às diferentes necessidades dos motoristas, da engenharia japonesa à adaptação para o uso no Brasil.

Mais do que um item de reposição, o pneu é um componente de engenharia desenvolvido para trabalhar em conjunto com o veículo. Quando essa combinação é respeitada, quem ganha é o motorista, que pode contar com mais conforto, eficiência e segurança em qualquer trajeto..

Agosto de 2026

Sobre a Dunlop - Há mais de um século, John Boyd Dunlop revolucionou o transporte com a invenção do pneu, dando origem à marca DUNLOP. Atualmente, como parte do grupo Sumitomo Rubber Industries, a DUNLOP figura entre os seis maiores fabricantes de pneus do mundo (ranking “Leading tyre manufacturers” de 2024). Sua sede mundial no Japão abriga um moderno centro de P&D e três campos de prova.

No Brasil, a fábrica da DUNLOP em Fazenda Rio Grande (PR) é a mais moderna do país, adaptando a tecnologia às necessidades dos brasileiros. Inaugurada em outubro de 2013, a unidade recebeu um investimento total de R$ 2,45 bilhões, impulsionado por 3 ciclos de expansão de capacidade produtiva. O aporte mais recente, superior a R$ 1 bilhão, foi anunciado em 2021 e concluído no final de 2024, reforçando o compromisso com o desenvolvimento local. Única fábrica no país a produzir pneus com a exclusiva tecnologia TAIYO (Sun) System – processo sem emendas que garante maior precisão e segurança – e fabrica os pneus Falken e Sumitomo.

A DUNLOP comercializa pneus para carros de passeio, vans, SUVs, pick-ups, caminhões, ônibus e motocicletas. O slogan 'Quem Tem, Anda Bem' traduz a promessa da marca de uma experiência de direção segura, tranquila e de alta performance.

Para mais informações, visite e acompanhe a DUNLOP e a Falken nas redes sociais

Dunlop Brasil:

 www.dunloppneus.com.br,   instagram.com/dunloppneusbrasil/,  facebook.com/dunlopbrasil.

Falken Brasil:

 instagram.com/ falkenbrasil/,  facebook.com/falken.brasil/.

Informações à Imprensa:

Para informações adicionais, entrevistas ou materiais de imprensa, por favor, entre em contato com LVBA Comunicação:

Rogério Santana Telefone: (11) 9 6607-7451 E-mail: rogerio.santana@lvba.com.br

Marcus Bernardo: Telefone: (11) 94359-9230 E-mail: marcus.vinicius@lvba.com.br

Recursos para a Mídia:

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Relatórios e Publicações: https://www.dunloppneus.com.br/politica-do-sistema-de-gestao-integrado




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Central de Outdoor leva pesquisa inédita sobre Mídia Regenerativa ao Foro ALOOH Latam 2026, em Lima

 

Central de Outdoor

Central de Outdoor leva pesquisa inédita sobre Mídia Regenerativa ao Foro ALOOH Latam 2026, em Lima

Entidade participa do principal encontro da indústria de Out of Home na América Latina, entre 8 e 10 de setembro, e apresenta os resultados da primeira pesquisa nacional sobre Mídia Regenerativa, realizada em parceria com o Instituto QualiBest

A participação da Central de Outdoor no Foro ALOOH Latam 2026 reforça a presença brasileira nas discussões sobre o futuro da mídia Out of Home na América Latina, com debates sobre mídia regenerativa, associativismo, regulação e os caminhos para o desenvolvimento sustentável do setor — Crédito: Divulgação

A Central de Outdoor, maior associação de mídia Out of Home (OOH) do Brasil e uma das cinco maiores do mundo, participa do Foro ALOOH Latam 2026, principal encontro da indústria de OOH na América Latina. O evento acontece entre os dias 8 e 10 de setembro, no Delfines Hotel & Convention Center, em Lima, no Peru, sob o tema "A la altura de todo", reunindo empresas exibidoras, centrais de mídia, agências, anunciantes e associações de todo o continente.

A delegação brasileira reúne 20 participantes, que acompanham os painéis, keynotes e debates do Foro, além da Assembleia Anual de Membros da ALOOH (Associação Latino-Americana de Out of Home), entidade da qual a Central de Outdoor é co-fundadora.

Durante o Foro, Fabi Soriano, diretora executiva da Central de Outdoor, apresenta os resultados da primeira pesquisa nacional sobre Mídia Regenerativa, realizada em parceria com o Instituto QualiBest e lançada em agosto, em São Paulo. O levantamento ouviu 1.025 moradores da cidade de São Paulo e mostrou ampla aprovação da população ao uso da publicidade como ferramenta de revitalização urbana: 95% dos entrevistados aprovam o restauro de edifícios degradados financiado por anúncios comerciais, número que sobe para 97% quando o tema é a recuperação de espaços públicos.

A programação também contará com a participação de representantes da Central de Outdoor em dois painéis sobre temas estratégicos para o desenvolvimento do OOH na América Latina. Valério Junkes, diretor-secretário da entidade, participa do painel “Associatividade na América Latina: desafios e roteiro de ação”, que discutirá os desafios que exigem respostas coletivas do setor, como informação, mensuração, regulamentação, profissionalização, sustentabilidade e novas tecnologias. Já Halisson Pontarola, presidente da Central de Outdoor, integra o painel “OOH: Regular ou nos autorregular? O desafio de construir uma indústria sustentável antes que outros decidam por ela”, que propõe um debate sobre os limites entre regulação e autorregulação, inovação, sustentabilidade e segurança jurídica para o desenvolvimento da indústria na região.

Para Fabi Soriano, apresentar a pesquisa em um fórum que reúne as principais lideranças do setor na América Latina reforça a relevância dos dados. "O Foro ALOOH concentra quem decide os rumos do OOH na região. Apresentar esses dados em Lima reforça o protagonismo do Brasil nessa discussão e abre espaço para trocar experiências com outros países que também discutem a relação entre publicidade e cidade", diz.

 

Fabi Soriano, diretora executiva da Central de Outdoor, e Halisson Pontarolla, presidente da entidade, representam o Brasil nas discussões sobre o futuro da mídia Out of Home durante o Foro ALOOH Latam 2026, em Lima, no Peru — Crédito: Alê Oliveira

O presidente da Central de Outdoor, Halisson Pontarolla, vê na participação uma forma de ampliar essa discussão para além do Brasil. "Cidades de toda a América Latina enfrentam desafios parecidos de conservação e paisagem urbana. Queremos mostrar que a mídia regenerativa não é uma pauta isolada, e sim uma resposta que pode fazer sentido em diferentes mercados da região", afirma.

Além do Foro, a programação de 2026 inclui, no dia 9 de setembro, a cerimônia de entrega dos Prêmios ALOOH, que reconhece os principais trabalhos, empresas e profissionais do setor de OOH na América Latina.

 

Sobre a Central de Outdoor 

A Central de Outdoor é a maior associação de mídia Out of Home (OOH) do país e uma das cinco maiores do mundo. Reúne 195 associados entre exibidoras, agências de planejamento e fornecedores, que movimentam R$2,9 bilhões por ano (base 2025), disponibilizam cerca de 147 mil faces publicitárias e atuam nos 27 estados brasileiros, formando um dos maiores ecossistemas de mídia exterior da América Latina (Fonte: Pesquisa Panorama Central de Outdoor - Objet Trouvé Soluções). É cofundadora do CENP (Fórum da Autorregulação do Mercado Publicitário), do CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária), da Associação Latino-Americana de Out of Home (ALOOH) e membro da World Out of Home Organization (WOO).

 

Assessoria de Imprensa

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Mariana Cruz - Jornalista Responsável

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Amanda Ávila | Agência ERA®
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Healthtech contrata novo Chief Medical Officer

 


Cardiologista há 26 anos, chegada do Dr. Rafael Munerato na Caren visa aprimorar as linhas de cuidado digitais com os pacientes

Digitalizar a saúde deixou de ser uma questão de futuro. Em 2025, 92% dos estabelecimentos de saúde brasileiros já utilizavam sistemas eletrônicos para registrar informações dos pacientes, segundo o TIC Saúde 2025. O desafio, agora, é fazer com que a tecnologia gere valor real para quem cuida e para quem precisa de cuidado – jornada que acaba de ser reforçada com a contratação do Dr Rafael Munerato como novo Chief Medical Officer (CMO) na Caren, healthtech nacional que utiliza IA e gamificação para monitorar e engajar pacientes, ao mesmo tempo em que aprimora a previsibilidade das companhias do setor. 

Cardiologista formado há 26 anos, com MBA em Gestão em Saúde pela FGV, sua trajetória profissional foi construída combinando, progressivamente, três áreas complementares: assistência médica, gestão em saúde e educação. “Desde 2006, passei a atuar de maneira mais intensa na gestão de organizações de saúde, me dedicando, especialmente, à qualidade assistencial, segurança do paciente e governança clínica, participando de processos relacionados a certificações como ONA, Qmentum e Joint Commission International, além do desenvolvimento de protocolos assistenciais e modelos para maior engajamento do corpo clínico.”, pontua. 

Com experiências como diretor médico em hospitais dos setores privado e público; na medicina diagnóstica, incluindo posições de liderança; conselheiro independente; membro de diferentes comitês de empresas do setor; consultor; assessor e mentor de clínicas, pôde desenvolver uma visão bastante transversal da saúde: do cuidado individual do paciente, à gestão das organizações e à construção de novos modelos de saúde - envolvendo, sobretudo, estratégia, governança clínica, qualidade, modelos de negócio, linhas de cuidado e transformação da jornada do paciente. Bagagem, essa, que se alinhou, perfeitamente, ao propósito da Caren. 

Desde as primeiras conversas com o fundador da empresa, Thiago Bonfim, a possibilidade de contribuir para a construção da ponte entre tecnologia, ciência médica, gestão e experiência do paciente, foi um dos pontos mais atraentes para o cardiologista. “Além de ter uma proposta focada em transformar a maneira como o cuidado é organizado e entregue ao paciente, essa convergência com os temas aos quais tenho dedicado grande parte da minha carreira me chamou muita atenção, desenvolvendo ações capazes de melhorar, efetivamente, este cuidado”, explica. 

Nesse sentido, sua chegada como CMO é um passo estratégico para a healthtech, como destaca Bonfim. “Muito além de fortalecer a estratégia clínica e assistencial da plataforma, estamos confiantes de que a contratação do Dr Munerato contribuirá para o desenvolvimento e aprimoramento das nossas linhas de cuidado e jornadas digitais dos pacientes, incorporando novos protocolos e evidências científicas às soluções, adotando indicadores de qualidade e, acima de tudo, construindo modelos de governança clínica eficazes que estreitem as esferas clínica, tecnológica e estratégica”, compartilha. 

Diante de um histórico em que boa parte dos sistemas de saúde foi estruturado em torno de jornadas de atendimento desconexas, o setor passa, atualmente, por uma oportunidade importante de transformação para um modelo mais longitudinal, conectado e orientado por dados. Afinal, a tecnologia, por mais moderna e robusta que seja, não revoluciona a saúde por si só: o verdadeiro potencial ocorre na combinação desses recursos com conhecimento clínico, dados, engajamento do paciente e processos assistenciais bem desenhados. 

É diante dessa premissa que as expectativas em relação à contratação se tornam grandes. Além de estruturar linhas de cuidado baseadas em evidências e aprimorar os mecanismos de monitoramento e estratificação de risco, a construção de uma camada clínica cada vez mais robusta sobre a plataforma, segundo o cardiologista, será primordial. “Acredito que um dos grandes diferenciais das healthtechs é a capacidade de demonstrar que a tecnologia não apenas aumenta acesso ou conveniência, mas consegue produzir impacto mensurável na jornada, na qualidade assistencial, nos desfechos e na eficiência do cuidado – entregando aquilo que realmente importa: uma melhor experiência, desfechos clínicos e uma maior geração de valor para as empresas do setor”, finaliza Munerato. 

 

Sobre a Caren: 

https://caren.app/ 
A Caren é uma healthtech brasileira que utiliza inteligência artificial e gamificação para transformar dados clínicos em ações práticas, emitindo alertas e recomendações que ajudam o paciente a tomar melhores decisões, além de reduzir custos operacionais para empresas do setor. 



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Nathália Bellintani


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Numen anuncia novo Diretor de Cloud, Data & AI no Brasil

 



André Amorim assume a unidade de negócios com o intuito de fortalecer o posicionamento da empresa em dados, cloud e Inteligência Artificial 

A Numen, empresa referência em soluções de tecnologia, anuncia a chegada de André Amorim como novo Diretor de Cloud, Data & AI. O movimento faz parte de um plano estratégico de ampliação de investimentos em Cloud e Inteligência Artificial, visando o fortalecimento do portfólio, a diversificação de ofertas e a expansão da capacidade técnica da empresa.  

Formado em Ciências Contábeis pela Universidade Católica de Pernambuco, com MBA em Gestão Empresarial e Marketing pela FGV e Inteligência Artificial para Negócios pela Faculdade Exame, Amorim acumula mais de 34 anos de experiência em estratégias comerciais, gestão de equipes e desenvolvimento de mercados. O executivo soma 15 anos de atuação dedicada ao mercado B2B de tecnologia em empresas nacionais e multinacionais, com foco em Cloud e IA Generativa, acumulando passagens por companhias como Embratel, TIM, Oi, Locaweb Corp, Nextios e EPI-USE Valcann. 

Entusiasta de inovações e novos desafios, Amorim destaca o momento de expansão da empresa como um diferencial. “A Numen tem investido de forma consistente na sua arquitetura e estrutura técnica. Minha chegada está alinhada a esse ciclo de maturidade e crescimento, com o propósito de somar para desenvolver novos negócios, ampliar a nossa atuação multicloud e garantir soluções de alta eficiência, com tecnologias verdadeiramente aplicáveis aos desafios dos clientes”. 

A contratação vem ao encontro do movimento de estruturação e ganho de robustez da área de Cloud na Numen, impulsionado também pelo crescimento contínuo do time e pela atração de talentos seniores do mercado. Vale destacar que em 2025, a empresa registrou o crescimento de dois dígitos em faturamento e expansão de 40% no quadro de profissionais, alcançando cerca de 1,3 mil colaboradores. 

Andreia Tsuruhame, CEO da Numen, reforça a relevância da contratação no cenário atual. “O mercado exige dinamismo e, com o avanço acelerado da Inteligência Artificial, trazer um executivo com a bagagem do André reforça a nossa estratégia de manter uma equipe altamente especializada e preparada para entregar um portfólio de IA e Cloud cada vez mais completo, diversificado e robusto para a nossa base”. 

Com foco em companhias de médio e grande porte, a atuação da liderança em Cloud estará pautada em um tripé fundamental: gestão, governança e segurança. Considerando um contexto de mercado com alto volume de dados, ambientes híbridos e multicloud, pressão crescente entre decisores por otimização operacional e redução de custos de TI, a vertical possui uma compreensão clara de que é necessário organizar cloud, dados e IA de forma estruturada e estratégica – considerando migração, governança, operações e modernizações.  

“Mais do que projetar o futuro, o desafio atual das empresas é tornar a tecnologia algo prático, seguro e rentável. Queremos não apenas diversificar e dar mais sustentação às nossas soluções, mas garantir que cada cliente tenha acesso ao que há de mais avançado em infraestrutura de nuvem, análise de dados e ferramentas embarcadas em IA”, conclui Amorim. 

Sobre a Numen:   
Com presença no Brasil, Europa e América do Norte, a Numen é uma consultoria com forte atuação em projetos SAP e premiada como Melhor Parceiro do Ano de 2025 da SAP, além de parceira estratégica de grandes players globais como AWS, Salesforce e Celonis. Reconhecida por sua abordagem inovadora e foco consistente em resultados, a Numen apoia empresas na transformação digital e na geração de valor sustentável. Para mais informações, visite: https://numenit.com/     



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Cinthia Guimarães


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 Pode ser uma imagem de texto que diz "JAPÃO: 80 ANOS DEPOIS DE DUAS BOMBAS ATÓMICAS. CUBA: 70 ANOS SOB O SOCIALISMO. nAЛBAR PORTU PORTUGAL 田 GAL PURO"

Como o setor de TI pode atrair e reter talentos femininos?

 


Por Joceline Lopes 

A presença de mulheres no setor de tecnologia é uma pauta discutida há anos. Embora tenhamos tido avanços significativos com o aumento da representatividade feminina em TI, ainda existe um longo caminho pela frente. Afinal, mais do que trazer esses talentos para um segmento historicamente visto como majoritariamente masculino, é preciso criar estratégias efetivas para retê-los. 

Segundo dados do relatório de 2025 da Brasscom (Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação), as mulheres representam 39,2% da força de trabalho no setor de TIC, com crescimento de 1,1 ponto percentual nos últimos seis anos. Os números são animadores quando lembramos que, anos atrás, essas estatísticas eram praticamente inexistentes. No entanto, mesmo com indicadores que apontam para a expansão da diversidade na área, o fator determinante para manter esse avanço de forma sustentável é a compreensão das diferenças nas jornadas individuais. 

Para além das pautas tradicionais, as empresas precisam aprender a normalizar e endereçar as distintas fases da vida de seus colaboradores, sejam homens ou mulheres. A menopausa, por exemplo, é uma realidade biológica e profissional pouquíssimo discutida no meio corporativo, mas que impacta diretamente a rotina e o bem-estar da mulher madura. 

O desafio é que, muitas vezes, as particularidades da jornada feminina ainda são lidas do ponto de vista de estigmas, sendo o mais comum a presunção da maternidade. Por conta disso, criou-se a ideia preconcebida de que a empresa poderá ficar defasada com sua ausência. Além de ser um pensamento ultrapassado, nem toda mulher deseja a maternidade e, mesmo para as que desejam, isso jamais deveria ser parâmetro para evitar contratações ou promoções. 

Deste modo, investir em políticas de trabalho flexível se torna um recurso indispensável. No entanto, a flexibilidade oferecida pela organização deve ser uma ferramenta de apoio ao desempenho, e não uma justificativa para a invisibilidade profissional. 

Isso porque, na prática, é comum observar profissionais que, ao exercerem o trabalho flexível ou retornarem de licenças, caem em uma espécie de "limbo" institucional, sendo tratadas quase como figurantes na rotina corporativa. Promoções, avaliações de desempenho e a distribuição de projetos estratégicos precisam se basear estritamente em entregas e critérios claros, e não em fatores pessoais. 

Outro obstáculo estrutural frequentemente invisibilizado é o tempo dedicado às conexões profissionais. A dupla jornada das mulheres — o famoso "segundo turno", que envolve o cuidado com a casa e a família — reduz drasticamente a energia e o tempo disponíveis para o networking informal, onde muitas portas se abrem e alianças estratégicas são consolidadas. 

Essas barreiras alimentam um preconceito que hoje se manifesta de forma muito mais sutil do que explícita. Não se trata apenas de episódios diretos de discriminação, mas de microações diárias, como o menor acesso a projetos decisivos, escassez de indicações para posições de liderança e uma cobrança desproporcional por "provas de competência". Esse cenário contribui diretamente para o surgimento da síndrome da impostora, levando a profissional a duvidar de sua capacidade e a aceitar condições desfavoráveis por receio de perder espaço. 

Os impactos dessa dinâmica aparecem logo nos primeiros passos da ascension corporativa. O relatório Women in the Workplace 2025, elaborado pela McKinsey & Company em parceria com a LeanIn.Org, destaca o conceito de "Broken Rung" (degrau quebrado), que mostra que a maior barreira no avanço profissional da mulher não está no topo da pirâmide, mas sim no primeiro degrau de promoção para cargos de gestão. É na transição do nível operacional para a primeira liderança que a equidade se rompe. 

Essa disparidade começa, na verdade, antes mesmo da chegada ao mercado. Um estudo de pesquisadoras da Universidade Federal de Sergipe (UFS) revelou que apenas 17,8% das pessoas matriculadas em cursos de graduação da área de TIC são mulheres, apontando que o ambiente acadêmico e corporativo de tecnologia ainda é percebido por elas como hostil, competitivo e solitário. 

Superar essa realidade exige transformar a inclusão em uma experiência concreta ao longo de toda a carreira. Mais do que investir em programas de atração de talentos femininos, o exemplo deve partir da alta gestão. Líderes, homens e mulheres, não precisam aplicar tratamentos diferenciados por privilégio, mas demonstrar a sensibilidade necessária para reconhecer essas particularidades e entender que elas não são obstáculos para o negócio. 

Contudo, essa construção é uma via de mão dupla. Cabe às organizações acolherem e criarem espaços seguros, e às profissionais reconhecerem o seu próprio valor, ocupando seus lugares de merecimento sem o receio de utilizar os recursos de flexibilidade oferecidos. As diferenças entre gêneros são complementares e indispensáveis para a capacidade de inovação de qualquer ecossistema tecnológico. 

Além do compromisso, é necessário ter a capacidade de transformar inclusão em experiência real de carreira, que vai além da contratação e da representatividade, e chega à cultura do pertencimento. E os números reforçam essa urgência: segundo a McKinsey, empresas com maior diversidade de gênero em seus conselhos têm 27% mais chances de superar financeiramente aquelas menos diversas. Afinal, não se trata apenas de um compromisso ético, mas de uma decisão estratégica de negócio. 

Joceline Lopes é Diretora de Gente da Numen. 

Sobre a Numen:  Com presença no Brasil, Europa e América do Norte, a Numen é uma das maiores consultorias brasileiras com forte atuação em projetos SAP e parceira estratégica de grandes players globais como AWS, Salesforce e Celonis. Em 2025, foi premiada A Melhor Parceira SAP do Ano. Reconhecida por sua abordagem inovadora e foco consistente em resultados, a Numen apoia empresas na transformação digital e na geração de valor sustentável. Para mais informações, visite: https://numenit.com/   



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Cinthia Guimarães


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