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sexta-feira, 20 de março de 2026

“O Brasil é um laboratório avançado de mensageria conversacional”, afirma VP da Sinch para as Américas

 

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Eventos climáticos extremos ampliam debate sobre gestão das bacias hidrográficas

 

Eventos climáticos extremos ampliam debate sobre gestão das bacias hidrográficas

No Dia Mundial da Água, especialistas destacam como planejamento das bacias ajuda a enfrentar secas e chuvas intensas na Bahia

Em meio ao aumento de eventos climáticos extremos — como períodos prolongados de seca e episódios de chuvas intensas — o planejamento das bacias hidrográficas tem ganhado importância na gestão da água. Estudos do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas indicam que o Nordeste brasileiro está entre as regiões mais vulneráveis à variabilidade climática, o que intensifica os desafios relacionados à disponibilidade e à gestão dos recursos hídricos.

O tema ganha destaque no Dia Mundial da Água, celebrado neste domingo (22), data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) para estimular a reflexão sobre o uso sustentável da água. O debate também se intensifica em um país que concentra uma parcela significativa dos recursos hídricos do planeta. Segundo a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Brasil abriga cerca de 12% da água doce superficial do mundo, distribuída em diferentes bacias hidrográficas. No entanto, sua disponibilidade é desigual entre as regiões, o que exige planejamento estratégico para garantir abastecimento, produção agrícola e preservação ambiental.

Nesse contexto, a gestão territorial das bacias hidrográficas tem papel central na organização do uso da água. No Brasil, os Comitês de Bacias Hidrográficas, previstos na Política Nacional de Recursos Hídricos (Lei nº 9.433/1997), reúnem representantes do poder público, dos usuários da água e da sociedade civil para discutir prioridades de uso e estratégias de gestão.

Na Bahia, atualmente existem 14 Comitês de Bacias Hidrográficas, que atuam em diferentes regiões do estado na construção de soluções para a gestão sustentável dos recursos hídricos.
“A gestão da água exige planejamento, participação social e visão de longo prazo. Os comitês de bacias são espaços fundamentais para construir soluções coletivas para os desafios da segurança hídrica”, explica Ana Odália Sena, coordenadora do Fórum Baiano de Comitês de Bacias (FBCBH).

Entre as iniciativas recentes de planejamento hídrico no estado, destaca-se o trabalho desenvolvido na Bacia do Recôncavo Norte e Inhambupe, que inclui Salvador e sua Região Metropolitana. No final de 2025, foi aprovado o Plano de Bacia e o Enquadramento dos Corpos d’Água, que estabelece metas de qualidade da água e orienta ações de gestão e investimentos voltados à conservação e uso sustentável dos recursos hídricos da região.

Outro processo em andamento ocorre na Bacia do Rio Paraguaçu, que, com a maior quantidade de municípios em sua região de planejamento no estado, exige um plano estratégico robusto. O Plano de Bacia e o Enquadramento dos Corpos d’Água estão sendo elaborados, com previsão de conclusão até o final de 2026. Esta bacia abrange uma significativa porção da Bahia, e a implementação do plano terá um impacto direto na gestão dos recursos hídricos de diversas cidades, considerando suas necessidades de abastecimento, agricultura e preservação ambiental.

“O Plano de Bacia é um instrumento essencial para orientar decisões sobre o uso da água e garantir que diferentes setores possam conviver de forma equilibrada dentro da mesma bacia hidrográfica”, observa Ismael Medeiros, vice-presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paraguaçu.

No oeste da Bahia, região marcada pela forte presença da produção agrícola irrigada, a gestão das bacias hidrográficas também é considerada estratégica para conciliar desenvolvimento econômico e conservação ambiental.
“A água é um recurso fundamental para diferentes atividades econômicas e para o abastecimento das populações. O papel dos comitês é promover o diálogo entre os diferentes usuários e buscar soluções sustentáveis para o seu uso”, comenta Lia Dugnani, presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Grande.

A implementação dos Planos de Bacia não só orienta a gestão dos recursos hídricos, mas também se torna uma ferramenta crucial para garantir a segurança hídrica e o desenvolvimento sustentável das diversas regiões da Bahia, especialmente diante dos desafios impostos pelos eventos climáticos extremos.




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Caroline Veiga
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IA: ela irá afetar empregos dos C-Levels?

 


Por Thiago Xavier

Nos últimos anos, a inteligência artificial deixou de ser um conceito futurista para se tornar uma ferramenta concreta no cotidiano das empresas. Ela escreve textos, analisa dados em segundos, automatiza processos e apoia decisões complexas. Diante desse cenário, muitos se questionam do quanto a IA pode ameaçar certas posições de trabalho, incluindo a dos executivos. Porém, ao invés de questionarem uma possível substituição dos C-Levels por essa tecnologia, por que não enxergá-la como uma ferramenta capaz de potencializar sua atuação, ampliar a performance dos times e gerar impactos diretos no negócio? 

Por um lado, não há como negarmos que a IA já entrega ganhos relevantes em velocidade de processamento, análise de dados e geração de insights. Não à toa, no último ano, um estudo da SAP SE identificou que 74% dos executivos dizem confiar mais nos conselhos dessas soluções do que em opiniões pessoais - número que tende a aumentar cada vez mais. Porém, quando falamos de tomada de decisão, ainda estamos diante de um campo essencialmente humano. 

A interpretação dessas informações, a leitura de contexto, a experiência acumulada e a capacidade de julgamento continuam sendo atributos centrais de quem ocupa posições de liderança. E, muitas vezes, os executivos chegam a tomar decisões considerando variáveis que, nem sempre, estão explícitas em um dashboard, como contexto político, maturidade organizacional, timing de mercado, cultura interna e impacto humano. É nesse ponto que a tecnologia fortalece, mas não substitui a liderança. 

Ao mesmo tempo em que é natural que novas tecnologias tragam uma aceleração importante em uma série de atividades corporativas, muitos problemas também acabam surgindo com mais velocidade nesse cenário. Isso exige atenção permanente para projeções futuras, novas perguntas e modelos de respostas necessários aderentes ao que será exigido naquela situação específica. 

O equilíbrio precisa ser encontrado. Hoje, um executivo que ignora o uso de novas tecnologias corre o risco de tomar decisões com menos profundidade em um ambiente cada vez mais complexo. O mercado já não funciona em relações lineares: setores distintos competem pela mesma atenção, o comportamento do cliente muda rapidamente e as fronteiras entre indústrias estão cada vez menos definidas.   

Contudo, mais do que automatizar funções executivas, o que tende a se transformar são os processos de decisão. Áreas como comercial, RH, operações e finanças continuarão existindo com enorme relevância — mas com processos mais robustos apoiados pela IA. E, nesse contexto, um bom C-Level é aquele que sabe utilizar essas ferramentas sem perder sua essência. Não se trata apenas de tecnologia, mas de alfabetização digital aplicada ao negócio, de forma que não corra o risco de perder competitividade.   

Também é importante reconhecer que o investimento em IA precisa respeitar a realidade de cada organização. Nem sempre, o desafio é dar um salto tecnológico imediato; muitas vezes, o mais estratégico é construir uma cultura consistente de inovação, adaptação e aprendizado contínuo, de forma que os impactos gerados por essa solução consigam ir além da ferramenta em si: mobilizando pessoas, ampliando o repertório e fortalecendo a capacidade de evolução do negócio — sendo esse, inclusive, um dos papéis centrais de um executivo de alta liderança.   

No fim, mesmo que a inteligência artificial continue ampliando a capacidade produtiva e operacional das empresas, a capacidade de orquestrar pessoas, tomar decisões difíceis e conduzir mudanças continuará sendo profundamente humana. A liderança, influência, leitura de contexto e mobilização de pessoas seguirão sendo atributos insubstituíveis aos profissionais. 

Thiago Xavier é headhunter e sócio da Wide Executive Search, boutique de recrutamento executivo focado em posições de alta e média gestão.   

    

Sobre a Wide:   

https://wide.works/   

Com mais de 50 anos de experiência combinada, a Wide é especialista em recrutamento executivo alinhado às necessidades e objetivos de cada empresa. Seu foco é fortalecer a governança corporativa, com atendimento exclusivo e processos ágeis e assertivos, conduzidos pela expertise de seus sócios. 



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Nathália Bellintani


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Evento aborda como a pluralidade gera valor e inovação

 


Encontro promovido pela Numen acontece no dia 25 de março, em São Paulo 

Pluralidade não é tendência, mas um fundamento para a inovação real. Partindo dessa premissa, a Numen, líder em soluções tecnológicas, irá realizar, no dia 25 de março, às 9h, durante o SAP House, o evento “Pluralidade que Gera Valor e Inovação”. O encontro acontece presencialmente em São Paulo. As inscrições podem ser feitas pelo link: https://eventos.tmp.br/saphouse2026/evento/formulario.php?code=F37XCC3 

Em um cenário cada vez mais complexo, organizações que crescem de forma consistente são aquelas capazes de integrar perspectivas distintas, experiências complementares e diferentes formas de pensar. Desta forma, o objetivo do evento é promover uma reflexão prática e executiva sobre como transformar pluralidade em vantagem competitiva, bem como fortalecer a cultura, impulsionando a inovação e preparando a organização para os desafios do futuro. 

A programação do evento visa, justamente, apresentar como diferentes visões constroem o amanhã. Abrindo a agenda de temas, estará Andreia Tsuruhame, CEO da Numen, que irá explicar como a empresa estrutura a diversidade de forma prática, não apenas conceitual. “Desde a fundação da Numen, a diversidade faz parte da nossa origem, sendo uma empresa fundada por uma mulher e que, até hoje, mantém a presença feminina na liderança. Ao promovermos este evento, podemos mostrar como a pluralidade também é um pilar importante na geração de valor e se torna vantagem competitiva em um mercado cada vez mais complexo”, destaca. 

O encontro será mediado por Felipe Almeida, Head de Diversidade e Inclusão da Numen que, na ocasião, apresentará, juntamente com os sponsors convidados, o feNUMENalls. O projeto nasceu da visão de Almeida com o propósito de transformar diversidade em ação concreta dentro da Numen, englobando cinco comitês: LGBTQIAPN+, pessoas com deficiência, pessoas pretas, mulheres e profissionais 50+. “Mais do que uma iniciativa interna, o feNUMENalls surge como um movimento que amplia vozes, conecta pessoas e fortalece uma cultura onde a inclusão é prática diária, não simplesmente um discurso pontual”, destaca o Head. 

A agenda contará ainda com dois painéis. O primeiro, com o tema “Pluralidade que Performa: quando a diversidade sai do discurso e entra no resultado”, abordará como grandes marcas e lideranças transformam identidade em vantagem competitiva. A mediação será de Priscila Siqueira, TEDx speaker e Consultora de Fonte Especializada na Globo, com a presença de Lola Edmond, Líder da iniciativa Women in Cloud na AWS; Raul Donadeli, Enterprise Account Director no LinkedIn; e Hóttmar Loch, CEO da Nóhs Somos. 

O segundo painel abordará “Narrativas que Transformam Estruturas: diversidade, ESG e poder de decisão. Quem conta a história define o impacto no negócio”. A mediação ficará por conta de Niodara Faria, especialista e palestrante em DE&I, com as participações de Denis Tassitano, CRO do SAP Concur na América Latina e Caribe; Jackeline Camillo, fundadora da Dispertamente; e Marina Dayrell, Especialista em Diversidade, Equidade e Inclusão.  

Além disso, os participantes poderão conferir o lançamento do projeto Patrícia Terue, destinado à formação em tecnologia para jovens estudantes, com cursos presenciais e on-line, oficinas, mentorias e capacitação pré-emprego, com foco em competências alinhadas às demandas atuais do mercado. O projeto utiliza a educação como ferramenta estratégica para ampliar oportunidades e promover a inclusão social. “Acreditamos que o futuro do trabalho é construído através da educação prática e do desenvolvimento humano. Nosso compromisso é transformar o potencial de jovens talentos em oportunidades reais, unindo nossa expertise em tecnologia às demandas atuais para reduzir as desigualdades no mundo corporativo”, pontua Andreia. 

O evento reforça o posicionamento da Numen de que não existe inovação sem diversidade. “Desde o início, queríamos levar para a nossa participação no SAP House uma programação que mostrasse o DNA da Numen. Ao realizarmos este evento sobre pluralidade, teremos a oportunidade de mostrar aos participantes que não defendemos a diversidade como obrigação reputacional, mas como inteligência aplicada ao nosso crescimento”, conclui Almeida. 

Sobre a Numen: 
Com presença no Brasil, Europa e América do Norte, a Numen é uma consultoria com forte atuação em projetos SAP e parceira estratégica de grandes players globais como AWS, Salesforce e Celonis. Reconhecida por sua abordagem inovadora e foco consistente em resultados, a Numen apoia empresas na transformação digital e na geração de valor sustentável. Para mais informações, visite: https://numenit.com/ 



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Cinthia Guimarães


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Políticas de saúde e educação sexual podem reduzir gastos públicos com gestações indesejadas

 


Políticas de saúde e educação sexual podem reduzir gastos públicos com gestações indesejadas 

Prefeituras derrubam taxas de partos entre meninas e adolescentes com adoção de implante subdérmico de etonogestrel, a 10% do custo com despesas hospitalares; em São Paulo, queda passa de 50% e Ministério da Saúde prepara mutirão para implantação gratuita do dispositivo 

 

A adoção de políticas públicas de saúde e educação sexual pode render uma economia ao poder público em despesas com partos e exames pré-natais em gestações não planejadas, sobretudo de meninas e adolescentes. Medidas como a oferta do implante subdérmico de etonogestrel pelas redes municipais de saúde têm colaborado para a redução de 52% nos casos de gravidez entre mães de 10 a 19 anos, caso da cidade de São Paulo, com um custo equivalente a 10% daqueles gastos. A importância do método é tanta que o Ministério da Saúde promoverá um mutirão para implantação gratuita do dispositivo neste sábado (21). 

Tal preocupação se justifica. Um estudo envolvendo pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade de Groningen (Holanda), em 2014, estima em R$ 4,1 bilhões os custos de 1,8 milhão de gestações não planejadas para o sistema público brasileiro com base em dados do DataSUS, de 2010. A pesquisa, publicada no International Journal of Women's Health e citada em relatório do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), de 2022, mostra que aqueles partos consumiram R$ 1,22 bilhão, ou 30% do total de gastos. Já as complicações infantis posteriores, envolvendo despesas neonatais e internações hospitalares, consumiram os outros 70%, ou R$ 2,8 bilhões. 

Nos EUA, os pesquisadores relatam que a redução de gravidezes indesejadas geraria uma economia anual de até US$ 6,2 bilhões. Citando parecer do Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas, eles afirmam que "a abordagem mais eficaz para a prevenção da gravidez não planejada é por meio da educação e do uso de contraceptivos, sendo os métodos contraceptivos de longa duração (LARCs) a intervenção mais eficaz", considerando-se a economia para os cofres públicos. O mesmo quadro se observou no Reino Unido.  

Hoje, no Brasil, 55,4% das gestações não são planejadas, segundo relatório da ONU, de 2022. Mas essa taxa pode ser ainda maior. Outro estudo, da Unicamp, divulgado no ano passado aponta que no estado de São Paulo essa taxa é de 65,7%. O quadro se torna ainda mais dramático diante dos dados do DataSUS, que revelaram que 12% dos partos feitos em 2023 foram de jovens de até 19 anos. Correndo contra o relógio, o país vê nascer 35 bebês de mães adolescentes a cada hora. Mais grave ainda: meninas de 10 a 14 anos dão à luz a cada 30 minutos no Brasil.  

"O poder público gasta somas bilionárias com essas gestações, sendo que as prefeituras arcam com as despesas relacionadas a exames pré-natais e partos, que custam, em média, R$ 5 mil. Mas essa conta é ainda maior porque não leva em consideração outros gastos, como UTI neonatal, alimentação e fraldas”, explica André Mestriner, diretor-associado de acesso público da Organon. “Já o investimento em políticas públicas de saúde e educação sexual e reprodutiva, com adoção do implante subdérmico de etonogestrel na rede pública de saúde, corresponde a 10% desses gastos. A economia pode ser gigantesca e o retorno em bem-estar é tão grande que o Ministério da Saúde fará um mutirão para implantação do dispositivo neste sábado". 

 

Prefeituras derrubam taxas de parto entre meninas em SP 

O implante subdérmico de etonogestrel é considerado o contraceptivo com maior taxa de eficácia (99,95%), superior até a da laqueadura. Em São Paulo, a prefeitura adotou o método em 2019 e, com políticas públicas de contracepção na rede de saúde e de educação sexual nas escolas, baixou o índice de meninas-mães de 10 a 14 anos em 52% entre 2016 e 2021. Já o de gravidez entre adolescentes de 15 a 19 caiu 43%. 

No Guarujá (SP), que utiliza o implante desde 2016, a redução no índice de adolescentes grávidas, de 12 a 19 anos, foi de 40% entre 2017 e 2020. A mesma cartilha passou a ser seguida por Ribeirão Preto (SP) a partir de 2018. No fim daquele ano, a prefeitura constatou uma queda de 42% nos partos entre meninas em relação a 2008. 

"Há prefeituras que incluíram o implante em suas políticas públicas e perceberam redução de índices de gravidez em até mais de 50%. Isso sem falar no maior benefício, que é evitar a exclusão socioeconômica dessas meninas, que têm maior propensão a deixar a escola e muito mais dificuldades de carreira”, conta André Mestriner. 

A expansão do método já produz outro fenômeno. Se, até 20 anos atrás, era comum que mulheres optassem pela ligação de trompas logo após o parto, hoje elas já saem da maternidade com o implante subdérmico de etonogestrel, que dura até três anos, permitindo que se faça um planejamento familiar mais seguro e dando tempo para a mãe realmente analisar se não quer mais ter filhos.  

"Estamos vendo uma quebra de paradigma. Antigamente, muitas mulheres pediam para ligar as trompas e, se se arrependessem dessa decisão, era necessário passar por uma cirurgia para reverter o quadro. Em Rondônia, há maternidades em que as mulheres já recebem o implante logo após o parto", completa o executivo. 

 


quinta-feira, 19 de março de 2026

 Pode ser uma imagem de jipe e texto que diz "AA BKL0077 BKL 0077"

Agentic Commerce: por que o varejo deve se preparar para essa tendência?

 


Por Tailan Oliveira 

O varejo sempre foi uma indústria de etapas. Do momento em que um consumidor sente uma necessidade até o clique final no botão "comprar", existe uma jornada repleta de filtros, comparações de preço, dúvidas sobre frete e, muitas vezes, desistências causadas por fricções desnecessárias. Quanto a isso, a NRF 2026 deixou um recado: descoberta, transação e relacionamento estão virando processos mediados por Agentic Commerce. 

O conceito trata-se da evolução da jornada de compras no e-commerce mediada pela Inteligência Artificial. Isso significa que, atualmente, a tecnologia sai do papel de uma simples assistente que responde e passa a ser a agente que executa. Durante o encontro em Nova York, essa tendência foi descrita como uma mudança da compra que era, até então, guiada por filtros, para interações orientadas por intenção, tendo o agente de IA como auxiliador direto. 

E, quanto a isso, o Agentic Commerce traz uma grande provocação: como a marca irá se posicionar quando o cliente não for um humano navegando por um layout atrativo, mas um algoritmo buscando dados estruturados? 

Para o varejista, o desafio deixa de ser puramente estético e passa a ser, mais do que nunca, operacional e de dados. Se o catálogo de produtos tem atributos inconsistentes, o agente de IA simplesmente ignorará aquela opção. Ou seja, no mundo agêntico, a "verdade do dado" é a única moeda de troca. 

Entretanto, mesmo sendo esta a próxima grande revolução para o varejo digital, o mercado ainda não trata essa autonomia total como consenso. Há, naturalmente, uma resistência cultural, marcada pelo fato de que muitos gestores temem perder o controle sobre a jornada da marca ou o contato direto com o consumidor. 

Contudo, é preciso enfatizar que o foco do setor deve ser a redução da fricção. O consumidor moderno está exausto de microdecisões. Sendo assim, delegar compras recorrentes ou a busca por itens específicos para um agente de IA não é perder o cliente, mas ganhar a sua lealdade pela conveniência. 

Para que isso funcione, as etapas devem atender a um cronograma rigoroso. Afinal, não há como implementar o Agentic Commerce sobre uma base de dados desorganizada. Deste modo, é necessário que o sistema de gestão esteja integrado com as regras de negócio e com informações de estoque em tempo real, bem como as demais áreas como, por exemplo, contas a pagar e receber, precisam conversar entre si sem ruídos. 

Embora falar sobre uma tendência tenha um tom futurístico, o Agentic Commerce não se trata de previsão, mas de uma realidade. Na NRF 2026, o Google apresentou o Universal Commerce Protocol (UCP) como um padrão aberto para viabilizar compras de ponta a ponta a partir de superfícies de IA (como o AI Mode na Busca e o app Gemini). Além disso, a empresa também mostrou o Agent Payments Protocol (AP2), que permite que agentes de IA façam pagamentos seguros pelos usuários. 

A pergunta que fica para os líderes do varejo não é se essa tecnologia será adotada, mas se a infraestrutura atual é capaz de suportar uma transação que acontece em segundos, sem intervenção humana. Hoje, o futuro do e-commerce é menos sobre navegação e mais sobre intenção. Por isso, aqueles que tratarem seus dados com o mesmo zelo que tratam suas vitrines serão os novos líderes desse mercado invisível, mas onipresente. 

Tailan Oliveira é CRO da ALFA. 

Sobre a ALFA Consultoria – SAP Gold Partner    
A ALFA é a única consultoria SAP com expertise no varejo e que mais cresce no Middle Market nos últimos 6 anos. Com mais de 180 clientes ativos no Brasil e no exterior, uma equipe de 150 especialistas e 38 prêmios de excelência da SAP, a empresa se consolidou como parceira estratégica para organizações em expansão.       



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Cinthia Guimarães


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Na FEICON 2026, DEWALT destaca ferramentas desenvolvidas em parceria com a McLaren

 



Durante a feira, marca apresenta portfólio renovado, com foco em alta performance, segurança e robustez

São Paulo, março de 2026 - A DEWALT, líder mundial no segmento de ferramentas elétricas e manuais para a indústria, chega repleta de novidades à FEICON 2026, que ocorre de 7 a 10 de abril no São Paulo Expo, em São Paulo (SP). Durante o evento, a marca apresenta portfólio robusto e soluções voltadas aos segmentos industriais, de construção civil, metalmecânica, marcenaria, jardinagem entre outros.

Caminhão de lixo

Descrição gerada automaticamente com confiança baixa

Dentre os principais destaques está a linha de ferramentas desenvolvida em parceria com a McLaren Mastercard Formula 1 Team, uma colaboração que resultou na expansão de itens e renovação completa do design, além de aprimoramentos técnicos que elevam o desempenho em relação às versões anteriores, com reforço ao posicionamento da marca em performance e durabilidade para o mercado profissional.

Outras novidades apresentadas na feira incluem soluções únicas da Linha XR como o Cortador de Tubos de Cobre 1-1/4” (32mm) 20V MAX* XR - DCE154B, a Plataforma Extensora Construction Jack ToughSeries™ - DWHT83554 e o Compactador de Solo DEWALT POWERSHIFT™ - DCPS660; todas inovadoras e desenvolvidas para ampliar produtividade, segurança, autonomia e eficiência em aplicações intensivas.

“Seguiremos com o ritmo do ano passado, trazendo um número ainda maior de novidades para a indústria, com ferramentas que estabelecem novos parâmetros de performance para o mercado nacional, dentro de um portfólio amplo e diversificado, capaz de atender às mais variadas exigências dos usuários industriais e profissionais”, afirma Daniel Romano, Diretor de Marketing da DEWALT.

Sobre a parceria com a McLaren, o executivo comenta: “Trata-se de uma colaboração estratégica de grande relevância para nós. Além do novo design, conseguimos expandir a linha de produtos e elevar o desempenho técnico da linha, oferecendo ainda mais eficiência e robustez aos profissionais de diversos segmentos.

Assim como na edição anterior, o estande da marca conta com espaços para demonstração de soluções em tempo real, com um balcão de demonstração, a fim de exibir as mais diversas soluções da linha XR, que oferece rendimento superior com ampla diversificação de aplicações por ferramentas como furadeiras, serra circular para cortes de metais e entre outras, todas sem fio, além de espaços dedicados para os setores de metalmecânica, madeira e construção civil.

“Além disso, os visitantes também podem conferir a linha completa de ferramentas a bateria para manutenção de áreas verdes, e as já consagradas soluções de armazenagem com os sistemas modulares completos como a TOUGHSYSTEM, além de muitas novidades como cintos de ferramentas, cinturões, joelheiras, entre muitas novidades em ferramentas manuais da marca. Tudo isso reforça o compromisso da DEWALT em trazer para nosso mercado o que há de melhor, com inovação e foco em produtividade para o profissional e indústrias”, diz Daniel Romano.

“Também vamos apresentar uma grande novidade, recém anunciada nos Estados Unidos, que muda o jogo na hora de instalar móveis ou equipamentos, que são os acessórios extensores para o Levantador Construction Jack. Queremos mostrar ao mercado que estamos sempre em busca por novas tecnologias e inovações”, finaliza o Gerente de Marketing da DEWALT.

Serviço – FEICON 2026

Onde: São Paulo Expo – São Paulo (SP)

Quando: 7 a 10 de abril, das 10h às 20h

Estande da DEWALT: F180

Assessoria de Imprensa - DEWALT

Mateus Martins

(11) 98610-1062/mateus@image360.com.br

Sobre a DEWALT

Líder mundial na fabricação e comercialização de ferramentas elétricas, ferramentas a bateria e acessórios voltados a usuários profissionais e industriais, a DEWALT é sinônimo de produtividade. As soluções da marca são desenvolvidas com materiais de tecnologia avançada, o que confere a elas alta performance, inovação e segurança. Com mais de 100 anos de história, a DEWALT oferece ao mercado equipamentos de extrema qualidade e robustez, capazes de garantir a eficiência necessária mesmo nos serviços mais pesados. Para mais informações, acesse www.dewalt.com.br.


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Regulamentação da pesquisa clínica no Brasil deve aquecer economia no país e movimentar R$6,3 bilhões por ano

 


De acordo com a IQVIA, a lei e sua regulamentação podem atrair R$ 2,1 bilhões por ano em investimentos diretos

Os testes realizados com seres humanos para saber se uma nova vacina, um novo medicamento ou tratamento é seguro e eficaz são chamados de estudos clínicos. O Brasil, apesar da diversidade étnica e grande população, ocupa a 19ª posição no ranking mundial de pesquisa clínica segundo estudo da empresa IQVIA, mas esse cenário está prestes a mudar, graças ao Decreto nº 12.651/2025, que regulamentou a Lei da Pesquisa Clínica com Seres Humanos (Lei nº 14.874/2024) em outubro do ano passado.

Com regras claras e mais agilidade, a expectativa é que os estudos clínicos consigam colocar o Brasil em lugar de destaque no cenário mundial. Outra expectativa em torno dessa regulamentação é que os investimentos aumentem e a economia brasileira seja beneficiada, já que a indústria farmacêutica tem se mostrado uma área rentável no Brasil. De acordo com um relatório da Alvarez & Marsal, só em 2024, a indústria farmacêutica movimentou 162 bilhões de reais, um crescimento de 13% nos últimos seis anos.

A expectativa é que o mercado de saúde cresça 9% até 2028 e alcance uma receita de R$ 1,898 trilhão. “Além de possibilitar novas opções de tratamentos e qualidade de vida para os pacientes, a pesquisa clínica também pode alavancar a economia brasileira, já que ano após ano, a gente tem visto o avanço do setor farmacêutico no país, por isso foi tão importante ter dado início no final do ano passado no processo de regulamentação da lei”, explica Fernando de Rezende Francisco, Diretor Executivo da Associação Brasileira de Organizações Representativas de Pesquisa Clínica (ABRACRO).

De acordo com a IQVIA, a lei e sua regulamentação podem atrair R$ 2,1 bilhões por ano em investimentos diretos e movimentar R$ 6,3 bilhões anuais na economia. A estimativa é de que aproximadamente 286 mil pacientes sejam beneficiados. O mercado de trabalho também será contemplado com a lei, já que serão criadas 56 mil vagas de empregos qualificados

Além disso, a cadeia produtiva da saúde será fortalecida, já que empresas que atuam em diferentes frentes podem ter um aumento significativo na demanda, como por exemplo, marcas responsáveis pela fabricação de equipamentos, que oferecem serviços de TI, insumos e suporte para os estudos, além de laboratórios e companhias de logística.

“Nós temos diversas empresas associadas que atuam em diferentes frentes da pesquisa clínica, como por exemplo, logística de amostras biológicas e medicamentos, monitoramento de dados e aspectos regulatórios, e muitas se surpreenderam, pois o crescimento em 2025  foi duas ou até três vezes maior do que elas haviam projetado, então por mais que ainda seja cedo avaliar de fato as consequências da lei e da regulamentação, o setor está otimista e se movimentando”, ressalta Francisco.

Sobre a ABRACRO

A Associação Brasileira de Organizações Representativas de Pesquisa Clínica é responsável pela grande mudança na reputação dessa área tão importante para a saúde no Brasil. Há 20 anos, ela representa as ORPCs (Organizações Representativas de Pesquisa Clínica), reúne diversas outras empresas que atuam em Pesquisa Clínica, e contribui para a melhoria dos processos e atividades do setor. Hoje, são fonte para os órgãos reguladores do setor que, pela rigidez dos processos e questões éticas, muitas vezes a consulta antes da publicação de uma nova norma. A ABRACRO também realiza eventos e workshops para aproximar o paciente e o público leigo dos profissionais da área.

Informações à Imprensa

Renato Lopes Aranha: jornalismo@noticiaexpressa.com.br

Miriam Lago: miriam@noticiaexpressa.com.br

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Aero Service amplia atuação e inaugura base operacional própria em Salvador

 

Aero Service amplia atuação e inaugura base operacional própria em Salvador

A Aero Service está ampliando sua atuação no Brasil com a abertura de uma base própria em Salvador (BA), fortalecendo sua presença em aeroportos estratégicos do país. A operação passa a funcionar no Aeroporto Internacional de Salvador, ampliando a capacidade de atendimento da empresa a diferentes perfis de clientes.

A unidade será liderada por Renato Carneiro, profissional com mais de 30 anos de experiência no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. A empresa aposta na trajetória do colaborador para manter o padrão operacional adotado em outras bases, com foco em organização, agilidade e acompanhamento próximo ao passageiro.

Com a expansão, a Aero Service amplia sua estrutura para atender desde passageiros individuais até grupos corporativos, eventos, intercâmbios e operações logísticas. A presença local permite maior proximidade com o cliente e respostas mais rápidas às demandas, especialmente em um dos principais destinos turísticos e corporativos do país. A chegada a Salvador integra a estratégia de crescimento da empresa, que busca consolidar sua atuação nacional mantendo um modelo padronizado de atendimento.

Especializada em assistência aeroportuária, a empresa oferece serviços como Meet & Assist, transfer executivo e suporte completo em embarques, conexões e desembarques. A proposta é garantir fluidez nos processos aeroportuários, reduzindo o tempo de espera e oferecendo orientação em todas as etapas da viagem.

Mais informações: www.aeroservice.tur.br ou entre em contato pelos canais agendamento@aeroservice.tur.br e (11) 2382-6089



Renato Carneiro Matheus Santos, diretor executivo da Aero Service, e Renato Carneiro
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Assimptur

Cláudia Costa
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Um em cada cinco carros seminovos ou usados apresenta irregularidades, aponta pesquisa

 

Super Visão

Um em cada cinco carros seminovos ou usados apresenta irregularidades, aponta pesquisa

Problemas como indícios de adulteração na numeração do chassi ou do motor avarias estruturais e inconsistências na documentação estão entre as irregularidades mais comuns identificadas nas vistorias

Um em cada cinco veículos seminovos ou usados pode apresentar algum tipo de irregularidade no Brasil. O dado é de um levantamento interno da rede Super Visão, especializada em vistoria automotiva. Beto Reis, sócio-diretor da Super Visão, diz que entre as irregularidades mais comuns estão a adulteração dos números do chassi e motor, danos na estrutura do veículo. Sem contar a veracidade da documentação.

Considerando que a rede produz mais de 97 mil laudos por mês, desses, cerca de 19 mil veículos possuem algum tipo de apontamento ou não conformidade que precisa de atenção. Reis afirma que esse é um alerta para os consumidores e mostra a importância da vistoria automotiva, que evita surpresas desagradáveis depois da compra.

“Ainda existe um mito de que esse tipo de serviço é caro, o que não é verdade. A Certicar®, nossa vistoria veicular mais completa analisa mais de 200 itens e gera um laudo de confiabilidade, deixando a negociação mais segura”, diz Reis. Para a realização de uma vistoria Certicar®, o consumidor encontra opções a partir de R$ 450,00.

Mercado aquecido pede atenção na compra

O mercado de carros seminovos e usados continua muito aquecido no Brasil. Em fevereiro deste ano, o setor registrou a venda de 1.363.383 unidades, uma alta de 1,7% em relação a janeiro de 2026. No acumulado do primeiro bimestre, o setor já soma 2.703.716 trocas de propriedade, o que representa um salto de 16,1% na comparação com o mesmo período de 2025 – dados da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotivos (Fenauto).

Esses números mostram um setor aquecido e confirmam que os consumidores continuam buscando carros seminovos e usados. Por isso, é necessário redobrar os cuidados. “Muitas vezes não há má fé do vendedor, ele apenas pode estar revendendo um veículo que já foi comprado com algum tipo de problema e nem sabia. São situações que podem passar despercebidas em uma avaliação superficial, o que  torna a vistoria um processo indispensável durante a pré-compra do veículo”, explica Reis.

Ele ainda diz que vistoriar um automóvel é um cuidado que serve tanto para os carros mais baratos quanto para os de maior valor agregado. “Muitas vezes a aquisição do automóvel é a realização de um sonho e a compra significa a economia de uma vida. Por isso, ela precisa ser feita com cuidado para minimizar os riscos”, analisa.

Modelos mais procurados no mês de fevereiro de 2026

AUTOS
VW – GOL 56.077
HYUNDAI – HB20 35.507
GM – ONIX 35.485

COMERCIAIS LEVES
FIAT – STRADA 31.516
VW – SAVEIRO 18.838
TOYOTA – HILUX 14.948

MOTOS
HONDA – CG150 71.205
HONDA – BIZ 35.038
HONDA – CG 125 24.779

PESADOS
VOLVO – FH 2.504
FORD – CARGO 2.002
FORD – F4000 1.217

Sobre a Super Visão

A Super Visão Vistorias Automotivas é uma rede de franquias com mais de 20 anos de experiência, que oferece ao mercado corporativo e ao cliente final soluções para garantir segurança nas negociações de compra e venda de automóveis. Com cerca de 200 unidades espalhadas em 23 estados e no Distrito Federal (marcando presença em 140 cidades ao todo), a marca está em plena expansão e é responsável por produzir mais de 97.000 laudos mensalmente. A empresa oferece mais de sete soluções ao mercado, entre as principais estão: a Vistoria Certicar®, Vistoria Cautelar, a Vistoria de Moto e o Laudo para transferência, sendo a primeira um serviço exclusivo da Super Visão, além de ser a vistoria veicular mais completa do mercado.



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Vistoria automotiva, na Super Visão
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Passo Avanti     Ana Marçal


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Prescrição digital no Brasil: maturidade regulatória, potencial de mercado e os próximos passos

 


Memed

Prescrição digital no Brasil: maturidade regulatória, potencial de mercado e os próximos passos 

A prescrição digital tornou-se um exemplo evidente da transformação estrutural pela qual a saúde vem passando. Não se trata apenas de substituir o papel pelo digital, mas de redefinir fluxos, responsabilidades, rastreabilidade e governança em um dos momentos mais críticos da tomada de decisão - a conduta médica -, e um dos elos mais sensíveis do cuidado - o acesso ao tratamento. Sob essa ótica, o Brasil traz um case interessante a ser observado, uma vez que o país consolidou em tempo relativamente curto um ecossistema regulado e escalável que já serve de alicerce para essa nova economia da saúde e tem demonstrado avanços importantes. 

É importante reconhecer que não somos um caso isolado, tampouco o mais radicalmente digitalizado. Países como Estônia e Finlândia operam sistemas praticamente universais de prescrição digital, com eliminação quase total do papel e forte integração nacional desde 2019, segundo dados da Comissão Europeia. O Brasil, por sua vez, já dispõe de infraestrutura de certificação, segurança e regulamentação claras desde 2020, mas ainda mantém um modelo híbrido: a receita em papel continua válida e a adoção digital não é obrigatória e a maturidade tecnológica varia entre regiões. 

Os números ajudam a dimensionar o momento atual. Segundo estimativa interna da Memed, apenas cerca de 15% das prescrições médicas no país são realizadas de forma digital. Trata-se, portanto, de um mercado ainda em construção. Ao mesmo tempo, estima-se que a prescrição digital cresce entre 30% e 35% ao ano, em um ritmo consistente que sinaliza mudança estrutural em curso.  

A tendência é de adoção gradual e a principal barreira não parece ser estritamente tecnológica, afinal, os requisitos já foram cumpridos. A resistência é, em parte, cultural, especialmente entre profissionais habituados ao modelo tradicional em papel, mas também social e estrutural. O acesso à conectividade, a dispositivos adequados e à capacitação digital ainda não é homogêneo no país. Não por acaso a pesquisa TIC 2025 aponta que enquanto 85% da população brasileira já está conectada à internet, apenas 20% estão na faixa mais alta com qualidade de acesso da conectividade significativa. 

O potencial de mercado decorrente dessa infraestrutura é expressivo. Segundo dados da Associação Brasileira de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), o varejo farmacêutico brasileiro alcançou R$ 240,97 bilhões em faturamento nos últimos 12 meses, com crescimento de 10,88% na comparação anual. Em um ambiente dessa magnitude, a digitalização da receita impacta diretamente a redução de fraudes, o controle de medicamentos sujeitos a vigilância especial e a eficiência logística.  

Além disso, a prescrição digital é o alicerce para a adoção de evidências de mundo real. Ao gerar dados estruturados em tempo real, a digitalização permite uma análise granular da jornada do paciente que as pesquisas clínicas tradicionais não conseguem capturar. Esse fluxo contínuo de informações fomenta uma colaboração sem precedentes entre governos, academia e indústria farmacêutica, otimizando desde a gestão de estoques públicos até o desenvolvimento de terapias personalizadas e políticas de farmacovigilância mais ágeis. Um caso emblemático dessa agilidade é o Estudo RECOVERY, liderado pela Universidade de Oxford. Utilizando a infraestrutura de dados digitais do sistema de saúde britânico (NHS), os pesquisadores conseguiram identificar que a Dexametasona reduz a mortalidade por COVID-19 em apenas 100 dias após o início dos testes — um feito que, em moldes analógicos e fragmentados, levaria anos. 

Outro aspecto central é o impacto potencial na equidade. A tecnologia contribui para reduzir as desigualdades já existentes no sistema de saúde. Quando bem utilizada, a prescrição digital permite que o médico amplie seu alcance, multiplicando o cuidado sem necessariamente aumentar sua carga de trabalho. Em um país marcado pela distribuição desigual de profissionais e por dificuldades de acesso em regiões remotas, essa capacidade de escala torna-se particularmente relevante.  

Esses avanços todos não significam que o trabalho esteja concluído, pelo contrário. Se o primeiro ciclo foi de estruturação regulatória, o próximo será de maturidade sistêmica. Interoperabilidade plena entre sistemas, integração estruturada com prontuários eletrônicos, padronização de dados clínicos e fortalecimento da governança à luz da legislação de proteção de dados serão determinantes para que o potencial econômico e assistencial se concretize. Também será fundamental enfrentar a barreira cultural de adoção, com capacitação, incentivo e demonstração clara de ganhos clínicos e operacionais. 

O Brasil ainda não universalizou o modelo, mas já construiu bases regulatórias e de mercado suficientes para dar o próximo salto. O que determinará nossa posição nos próximos anos não será apenas o avanço da tecnologia, mas a capacidade de integrar dados, ampliar o acesso e transformar digitalização em inteligência sistêmica. É nesse ponto que se definirá se a prescrição digital será apenas uma modernização de processo ou um verdadeiro vetor de transformação da saúde brasileira. 

*Fábio Tabalipa, Diretor Médico e Head de dados da Memed 



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Sing Comunicação
Marina Dias - Sing Comunicação de Resultados
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No mês das Mulheres, SBCD reforça a atenção às mudanças da pele nas 40+

 




Especialista explica como alterações hormonais impactam a saúde da pele e dá dicas práticas de autocuidado


São Paulo, março de 2026 – A partir dos 40 anos, o corpo passa por mudanças que afetam diretamente a saúde da pele. Alterações hormonais comuns na pré-menopausa e menopausa podem causar ressecamento, perda de elasticidade e surgimento de linhas finas, tornando os cuidados diários ainda mais importantes. 

Durante a pré-menopausa e menopausa, a queda dos hormônios, como o estrogênio, interfere na produção de colágeno e na hidratação natural da pele, além de impactar cabelos e unhas. 

Créditos: Freepik

“É comum que a pele fique mais seca, sensível e com menor firmeza. Mas cuidar dela vai muito além da estética: significa preservar a saúde, prevenir desconfortos e envelhecer com qualidade de vida”, explica Sylvia Ypiranga, dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD).

A especialista alerta que hábitos simples podem fazer grande diferença: hidratar a pele diariamente, usar proteção solar mesmo em dias nublados, manter uma alimentação equilibrada e ingestão de líquidos, além de realizar consultas periódicas com dermatologista. Esses cuidados ajudam não apenas a preservar a saúde, mas também a confiança e a autoestima da mulher nesse novo momento da vida. 

A dermatologista lembra que observar a pele regularmente faz parte da rotina de autocuidado e é essencial, especialmente nessa fase da vida. “Ao perceber mudanças persistentes, como ressecamento intenso, perda de elasticidade, manchas ou queda de cabelo, é importante buscar avaliação com um dermatologista. Em alguns casos, essas alterações podem sinalizar a necessidade de investigar questões hormonais. O dermatologista pode atuar de forma integrada, orientando um cuidado multiprofissional, em conjunto com outros especialistas, como o ginecologista”, acrescenta. 

“Autocuidado é um gesto de amor-próprio. Com hábitos simples e orientação profissional, é possível enfrentar as mudanças hormonais e manter a pele saudável, protegida e bonita em qualquer fase da vida”, finaliza Sylvia Ypiranga.

Como escolher um médico habilitado

A SBCD ressalta a importância de a população buscar um profissional habilitado para acompanhamento, diagnóstico e tratamento. Para isso, é fundamental verificar se o médico possui o Registro de Qualificação de Especialista (RQE), qualificação atestada pelo Conselho Regional de Medicina (CRM). 

A consulta é simples e pode ser feita a partir do nome do profissional no site do Conselho Federal de Medicina (CFM). Clique aqui!

Esse cuidado na escolha ajuda a evitar atendimentos inadequados por profissionais não habilitados e garante mais segurança ao paciente.


Sobre a SBCD

Fundada em 1988, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) é referência nacional na formação, aperfeiçoamento e atualização de especialistas em cirurgia dermatológica. A entidade promove educação médica continuada, incentiva a pesquisa científica e desenvolve ações voltadas à segurança do paciente e à prática ética na especialidade.