
sexta-feira, 5 de junho de 2026
Copa do Mundo reforça importância da vacinação contra sarampo; infectologista da Hapvida orienta viajantes

Copa do Mundo reforça importância da vacinação contra sarampo; infectologista da Hapvida orienta viajantes
Com surtos ativos nos EUA, no Canadá e no México, Ministério da Saúde lança campanha de vacinação; especialista ressalta responsabilidade individual e risco de reintrodução da doença no país
O
Brasil é considerado país livre da circulação endêmica do sarampo, mas o
cenário internacional acende um sinal de alerta importante às vésperas
da Copa do Mundo de 2026. Estados Unidos, Canadá e México, países-sede
do torneio, vivem surtos da doença, o que aumenta o risco de
reintrodução em território nacional por meio de casos importados por
viajantes, segundo o Ministério da Saúde.
Diante desse quadro, o
infectologista Álvaro Furtado da Costa, da Hapvida, ressalta que não há
motivo para pânico, mas defende que a preocupação deve existir e
precisa ser levada a sério. A vacinação, incluindo a campanha nacional
lançada pelo governo federal para quem vai ao Mundial, continua sendo a
principal aliada.
“O Brasil está em uma boa situação, mas
precisa se proteger para continuar assim. É uma campanha de
responsabilidade. O sarampo é altamente transmissível, mas totalmente
prevenível”, afirma o especialista.
Os números dos países-sede
da Copa revelam porque a preocupação deve ser real. O México, que
registrou apenas sete casos em 2024, chegou a mais de 10 mil ocorrências
em 2026, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Os Estados Unidos
acumulam quase 1.800 casos neste ano. O Canadá perdeu o status de país
livre da doença após contabilizar 5.062 casos em 2025 e já soma mais 900
em 2026. Juntos, os três concentram hoje cerca de 67% de todos os casos
registrados nas Américas.
“O sarampo não é uma doença do
passado. Ele volta quando encontra bolsões de pessoas não vacinadas.
Mesmo não tendo uma circulação importante no Brasil, existe um risco
real de reintrodução, com casos importados”, explica Furtado da Costa.
O
Brasil somou 38 casos no ano passado, todos por importação. Neste ano,
apenas três casos de sarampo foram confirmados até maio.
Alta transmissibilidade
A
transmissibilidade do sarampo é um dos fatores que mais preocupam os
especialistas. Uma única pessoa infectada pode transmitir a doença a até
20 outras, o que torna ambientes de grande aglomeração cenários de
risco elevado.
“Os sintomas clássicos são febre, coriza,
conjuntivite e manchas avermelhadas pelo corpo. Após uma viagem
internacional, qualquer quadro febril com lesões de pele deve acender
essa possibilidade”, alerta o infectologista.
A principal
recomendação para quem vai viajar é checar e atualizar a carteira de
vacinação antes do embarque. A vacina é ofertada gratuitamente pelo SUS
para crianças, adolescentes e adultos, independentemente de terem viagem
marcada.
Quem não vai à Copa também deve checar sua situação
vacinal. O médico da Hapvida chama atenção especial para trabalhadores
de aeroportos, hotéis, serviços de transporte e saúde, que têm contato
mais direto com fluxo de turistas.
“A recomendação é clara:
manter a vacinação em dia e ter atenção aos sintomas iniciais. O Brasil
mantém hoje um histórico sólido de vigilância epidemiológica. Preservar
esse status depende, em grande medida, da cobertura vacinal da
população”, reforça Furtado da Costa.
Sobre a Hapvida
Com
mais de 80 anos de experiência, a Hapvida é hoje a maior empresa de
saúde integrada da América Latina. A companhia, que possui mais de 75
mil colaboradores, atende quase 16 milhões de beneficiários de saúde e
odontologia espalhados pelas cinco regiões do Brasil.
Todo o
aparato foi construído a partir de uma visão voltada ao cuidado de ponta
a ponta, a partir de 84 hospitais, 75 prontos atendimentos, 367
clínicas médicas e 313 centros de diagnóstico por imagem e coleta
laboratorial, além de unidades especificamente voltadas ao cuidado
preventivo e crônico. Dessa combinação de negócios, apoiada em qualidade
médica e inovação, resulta uma empresa com os melhores recursos humanos
e tecnológicos para os seus clientes.
Visualizar todas as im
CRM de vendas: o que avaliar antes de escolher o melhor para a sua empresa?
Por Renan Cardarello
Escolher um bom CRM de vendas é uma etapa importante para todas as empresas que buscam estruturar sua operação comercial e crescer de forma consistente. Mais do que uma ferramenta, ele passa a ser o ponto central da gestão de leads, oportunidades e relacionamento com clientes – capaz de organizar os processos, melhorar a visibilidade do funil e apoiar decisões mais estratégicas que favoreçam o destaque competitivo.
À medida que a organização começa a expandir suas operações, é natural – e esperado – que a quantidade de dados e interações também aumentem. Quando não há uma ferramenta que permita acompanhar toda essa jornada comercial, trazendo mais clareza sobre cada etapa do processo, os riscos de se perderem ao longo do caminho e se prejudicarem financeiramente são enormes.
Mas, com um CRM eficaz, as informações ficam concentradas em um único ambiente, acessíveis para toda a equipe, o que facilita o acompanhamento das negociações, melhora a gestão do pipeline e contribui para uma rotina mais estruturada, tornando o processo mais consistente para a evolução das estratégias internas. Dados divulgados pelo Teamgate comprovam essa importância: em 2025, 91% das empresas com mais de 11 funcionários já utilizam plataformas de CRM, com uma média de adoção crescente de 12,6% ao ano.
Ainda mais: empresas que implementam seus sistemas de CRM de forma eficaz podem experimentar aumentos no ROI de até 245%, segundo o mesmo estudo. Afinal, ao trazer uma melhor visibilidade para o funil, se torna mais fácil identificar oportunidades de melhoria ao longo da jornada. Com isso, leads passam a ser acompanhados com mais consistência, o que tende a refletir positivamente nas taxas de conversão.
Existem diversos modelos de CRMs disponíveis no mercado, cada um atendendo a objetivos específicos e podendo apoiar diferentes momentos das empresas: o operacional, mais voltado a atividades do dia a dia, como gestão de contatos, tarefas e interações, trazendo mais controle para a rotina comercial; analítico, focado em dados e performance, permitindo analisar o comportamento dos leads, identificar padrões e gerar insights para otimizar estratégias; e o colaborativo, o qual integra diferentes áreas da empresa, como marketing, vendas e atendimento, melhorando o fluxo de informações e contribuindo para uma visão mais completa da jornada do cliente.
Diante de tantas características diferentes, a escolha do CRM ideal deve considerar o contexto da empresa. Isso porque, mais do que buscar a ferramenta mais completa, o objetivo é encontrar uma solução que se adapte ao processo comercial existente, cujo alinhamento facilitará sua implementação e aumentará as chances de adoção pela equipe.
O porte do negócio é um dos primeiros pontos a ser avaliado, uma vez que influencia, diretamente, na escolha. Empresas menores tendem a se beneficiar de soluções mais simples, enquanto as maiores podem demandar ferramentas mais robustas. Funis mais estruturados ou com múltiplas etapas também devem ser levados em consideração, pois precisam de CRMs que permitam uma maior personalização e acompanhamento detalhado. Já operações mais diretas, enquanto isso, podem funcionar melhor com soluções mais enxutas.
Sua capacidade de ser integrado a outras ferramentas é fundamental, justamente para que consiga potencializar os resultados obtidos. Conectar plataformas de marketing, mídia e sistemas internos contribui para uma operação mais fluida, além de reduzir retrabalho e melhorar a consistência dos dados. A implementação é outra etapa estratégica, pois é nesse momento que a ferramenta passa a fazer parte da operação.
Os times precisam ser devidamente treinados para que se familiarizem com o CRM e entendam como utilizá-lo no dia a dia. Isso trará mais segurança no uso, elevará a produtividade, e melhorará a consistência das informações registradas. Indo além do uso técnico em si, é fundamental desenvolver uma cultura orientada a dados, de forma que o CRM passe a ser um apoio para decisões e acompanhamentos, integrando a rotina da equipe.
Considerar todos esses pontos antes de escolher a solução ideal influenciará, diretamente, a organização e a evolução da operação comercial. Uma vez que estiver alinhado à estratégia da empresa, certamente contribuirá para melhorar processos, apoiar as decisões e sustentar o crescimento saudável e próspero da organização.
Renan Cardarello é Fundador e Diretor da iOBEE - Agência de marketing digital e Growth.
Sobre a iOBEE:
Atuando de forma abrangente com serviços de Google Ads & Meta Ads, SEO, Inteligência em Gestão de Redes Sociais, Inbound Marketing e outros mais. A iOBEE é uma agência de marketing digital e tecnologia, com uma abordagem mais estratégica e serviços que atendem todas as áreas que são vitais para alavancar o faturamento das empresas.
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Dia Mundial dos Transplantados (06/06) Biópsia renal: por que tantos pacientes chegam ao transplante sem diagnóstico?
Além da escassez de patologistas especializados na área , o exame é realizado principalmente em grandes centros, limitando o acesso de pacientes que estão em regiões mais remotas do país
São Paulo, junho de 2026 - Silenciosas e frequentemente subdiagnosticadas, muitas doenças renais crônicas evoluem sem sinais evidentes até fases avançadas[3]. Quando os sintomas finalmente aparecem, o comprometimento dos rins já costuma ser significativo, e, em muitos casos, o paciente acaba necessitando de diálise ou transplante renal3. O desafio é que parte desses transplantes pode não ter o desfecho esperado justamente pela ausência do diagnóstico correto da doença de base que levou à falência renal[4].
Esse cenário reforça a importância do diagnóstico precoce e da investigação adequada das doenças glomerulares, especialmente das condições raras, que ainda enfrentam baixa conscientização e importantes barreiras diagnósticas[5],[6]. Entre elas estão a Nefropatia por IgA (IgAN) e a Glomerulopatia por Complemento 3 (C3G), doenças rara e ultrarrara que afetam os glomérulos, estruturas dos rins responsáveis pela filtragem do sangue[7],[8].
“Para doenças glomerulares, o padrão da lesão só pode ser definido com segurança analisando a amostra retirada via biósia renal no microscópio”, explica o Dr. David Campos Wanderley (CRM MG 62513 RQE Nº: 37941), médico patologista renal e membro do Comitê de Patologia Renal de Doenças Raras da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN).
Os impactos da falta de diagnóstico adequado são relevantes. Estudos mostram que a recorrência da IgAN após o transplante renal pode variar entre 20% e 60%, dependendo do tempo de acompanhamento e dos critérios diagnósticos adotados[9]. Já a C3G apresenta evolução ainda mais agressiva: cerca de 50% dos pacientes desenvolvem insuficiência renal em até dez anos e até 90% dos transplantados podem apresentar falha do enxerto renal8.
Nesse contexto, a biópsia renal se consolida como uma ferramenta estratégica da medicina diagnóstica, capaz de identificar com precisão alterações que exames laboratoriais isolados muitas vezes apenas sugerem. O procedimento consiste na retirada de um pequeno fragmento do rim para análise por técnicas especializadas, como microscopia óptica, imunofluorescência e, em alguns casos, microscopia eletrônica[10].
Apesar de sua relevância clínica, o acesso à biópsia renal ainda enfrenta desafios importantes no Brasil, especialmente no sistema público de saúde. O exame permanece concentrado em centros de média e alta complexidade, geralmente localizados em grandes centros urbanos, o que limita o acesso em regiões mais remotas2.
No SUS, o caminho até o procedimento pode ser longo, envolvendo encaminhamento, avaliação especializada e fila para realização do exame. Um dos poucos levantamentos disponíveis sobre o tema aponta que apenas 36% da necessidade estimada de biópsias renais foi efetivamente atendida no SUS no estado de São Paulo em 20192.
Outro gargalo importante é a escassez de patologistas especializados em nefropatologia1. Dados recentes indicam que o Brasil conta com cerca de 4,4 mil patologistas[11] — número equivalente a aproximadamente dois profissionais por 100 mil habitantes, abaixo da recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que sugere entre cinco e seis especialistas para essa proporção populacional11.
“Hoje temos cerca de 30 nefropatologistas1 em todo o país. Além da baixa procura pela especialidade, muitos profissionais precisam complementar sua formação fora do Brasil, já que a residência em anatomia patológica sozinha, na maioria das vezes não é suficiente para exercer a subespecialidade com expertise”, afirma o Dr. Wanderley. O especialista atua no Instituto de Nefropatologia, em Belo Horizonte (MG), parceiro do SUS e um dos maiores centros da especialidade no país, responsável por cerca de 5 mil biópsias renais ao ano.
Atualmente, o rim lidera a lista de espera de transplantes no Brasil. Das cerca de 78 mil pessoas que aguardam um órgão no país, mais de 42 mil esperam por um transplante renal de acordo com dados do Ministério da Saúde[12]. Apesar da realização de cerca de 6 mil transplantes por ano[13], a demanda segue muito superior à capacidade do sistema[14].
Referências
[1] SCHEFFER, M. (coord.). Demografia Médica no Brasil 2025. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2025. ISBN 978-65-5993-754-7. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/
demografia_medica_brasil_2025.pdf. Acesso em 21/05/2026.
[2] Samaan F, Gutierrez M, Kirsztajn GM, Sesso RC. Razão oferta/necessidade de consultas médicas, exames de diagnóstico e acompanhamento da doença renal crônica no Sistema Único de Saúde: estudo descritivo, estado de São Paulo, 2019. Epidemiol Serv Saude. 2022;31(2):e20211050.
[3] YALE MEDICINE. Why Is Chronic Kidney Disease (CKD) on the Rise? 6 Things to Know. Disponível em: https://www.yalemedicine.org/news/why-is-chronic-kidney-disease-ckd-on-the-rise. Acesso em 21/05/2026.
[4] Quaglia M, Musetti C, Ghiggeri GM, Fogazzi GB, Settanni F, Boldorini RL, Lazzarich E, Airoldi A, Izzo C, Giordano M, Stratta P. Unexpectedly high prevalence of rare genetic disorders in kidney transplant recipients with an unknown causal nephropathy. Clin Transplant. 2014 Sep;28(9):995-1003.
[5] Madaio MP, Harrington JT. The diagnosis of glomerular diseases: acute glomerulonephritis and the nephrotic syndrome. Arch Intern Med. 2001 Jan 8;161(1):25-34.
[6] Ramachandran R, Sulaiman S, Chauhan P, Ulasi I, Onu U, Villaneuva R, Alam MR, Akhtar F, Vincent L, Aulakh GS, Sutranto AL, Zakharova E, Jha V. Challenges in Diagnosis and Management of Glomerular Disease in Resource-Limited Settings. Kidney Int Rep. 2022 Jul 16;7(10):2141-2149
[7] IgA Nephropathy Foundation. IgA Nephropathy Facts. Disponível em: https://igan.org/. Acesso em 21/05/2026.
[8] Martín B, Smith RJH. In: Adam MP, Feldman J, Mirzaa GM, et al., editors. C3 Glomerulopathy. GeneReviews®. Updated 2018. University of Washington, Seattle; 1993-2024. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK1425/. Acesso em 21/05/2026.
[9] Jäger C, Stampf S, Molyneux K, Barratt J, Golshayan D, Hadaya K, Huynh-Do U, Binet FI, Mueller TF, Koller M, Kim MJ. Recurrence of IgA nephropathy after kidney transplantation: experience from the Swiss transplant cohort study. BMC Nephrol. 2022 May 10;23(1):178.
[10] Schnuelle P. Renal Biopsy for Diagnosis in Kidney Disease: Indication, Technique, and Safety. J Clin Med. 2023 Oct 9;12(19):6424.
[11] SOCIEDADE BRASILEIRA DE PATOLOGIA (SBP). Demografia Médica 2025: pesquisa aponta déficit alarmante de médicos patologistas no Brasil. São Paulo, 2025. Disponível em: https://www.sbp.org.br/demografia-medica-2025-pesquisa-aponta-deficit-alarmante-de-medicos-patologistas-no-brasil/. Acesso em 21/05/2026.
[12] Ministério da Saúde. Brasil bate recorde de transplantes e anuncia medidas para modernizar sistema e aumentar doações. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2025/junho/brasil-bate-recorde-de-transplantes-e-anuncia-medidas-para-modernizar-sistema-e-aumentar-doacoes. Acesso em 21/05/2026.
[13] ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS (ABTO). Registro Brasileiro de Transplantes (RBT) – Dados numéricos da doação de órgãos e transplantes realizados por estado e instituição no período: janeiro/março – 2025. São Paulo: ABTO, 2025. Disponível em: https://site.abto.org.br/wp-content/uploads/2025/07/RBT2025-1trimestre-Populacao.pdf. Acesso em 21/05/2026.
[14] Bastos VS, Lima AMSA, Henrique MTT, Maramaldo ICR, Santos JS, Silva SP, et al. Transplantes de órgãos e tecidos: uma análise dos transplantes realizados na região Nordeste em 2024. Braz J Transplant. 2026;29:e0226
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ASCO 2026: nova análise reforça redução de 28% no risco de progressão no câncer de próstata avançado
Dados apresentados no congresso evidenciam consistência do benefício em diferentes perfis de pacientes
São Paulo, junho de 2026 – Novos resultados do estudo de fase 3 PSMAddition, apresentados no Congresso da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO 2026), trazem análises de subgrupos que reforçam o benefício da adição da terapia radioligante vipivotida tetraxetana (¹⁷⁷Lu) ao tratamento padrão no câncer de próstata avançado¹.
O estudo já havia demonstrado anteriormente, em resultados apresentados no congresso da European Society for Medical Oncology (ESMO 2025), que a combinação reduziu em 28% o risco de progressão da doença ou morte em comparação ao tratamento padrão isolado (HR 0,72; IC 95%: 0,58–0,90)¹.
Agora, os dados apresentados na ASCO aprofundam essa análise ao mostrar que esse benefício se mantém de forma consistente entre diferentes perfis de pacientes.
Em todos os grupos avaliados – alto volume, baixo volume (critério CHAARTED), doença recidivada e doença metastática ao diagnóstico – os resultados forma semelhantes: a redução no risco de progressão ou morte variou de 26% a 28%1.
Além da sobrevida livre de progressão, outros desfechos analisados – como tempo até progressão do PSA e evolução para estágios mais avançados – seguiram a mesma tendência favorável. Em conjunto, os dados sugerem o potencial da terapia radioligante para uso em fases mais precoces da jornada do paciente¹. O perfil de segurança foi consistente com estudos anteriores, sendo os eventos adversos mais comuns boca seca, fadiga, náusea, ondas de calor e anemia¹.
“O câncer de próstata é uma doença heterogênea, cuja evolução pode variar conforme a carga tumoral e a forma de apresentação”, afirma Fred Saad, Professor e Presidente do Departamento de Cirurgia da Universidade de Montreal. “A consistência dos resultados com a vipivotida tetraxetana (¹⁷⁷Lu) em diferentes subgrupos reforça seu potencial como uma opção terapêutica relevante para uma ampla população de pacientes.”
“Esses resultados reforçam o potencial da terapia radioligante em beneficiar diferentes perfis de pacientes com câncer de próstata metastático hormônio-sensível. Os achados ampliam a perspectiva de utilização dessa terapia-alvo em estágios anteriores da doença”, afirma Bianca Cormanich, Diretora da Área de Oncologia e Hematologia da Novartis Brasil.
Estudo inicial aponta sinais promissores com nova terapia radioligante à base de actínio
Além dos dados do PSMAddition, foram apresentados resultados do estudo de fase 1 AcTION, que tem por objetivo determinar a melhor dose do radioligante 225Ac-PSMA-617 para ser usada nos estudos subsequentes².
Os resultados iniciais indicaram perfil de segurança aceitável e atividade anti-tumoral promissora², suportando a continuidade do desenvolvimento clínico desse tratamento.
O 225Ac-PSMA-617 é uma terapia radioligante em investigação que utiliza o alvo PSMA – presente em grande parte das células do câncer de próstata – para direcionar radiação de forma mais específica às células tumorais², com o objetivo de aumentar a eficácia e limitar o impacto sobre tecidos saudáveis.
A importância do PSA e da progressão da doença
O aumento do PSA pode ser um dos primeiros sinais de que a doença está deixando de responder ao tratamento. No mundo, cerca de 186 mil homens recebem, a cada ano, o diagnóstico de câncer de próstata metastático hormônio-sensível3. Quando a doença evolui para a fase resistente à castração — o que pode acontecer em cerca de 20 meses após o diagnóstico — o prognóstico tende a piorar de forma importante, com expectativa de vida inferior a dois anos.4,5 Já o PSMA, alvo dessa estratégia terapêutica, está presente em mais de 80% dos casos de câncer de próstata6-10.
Como a Novartis atua em terapia radioligante
A Novartis está reimaginando o tratamento de pacientes com câncer avançado. Ao utilizar radiação direcionada, a terapia radioligante foi desenvolvida para levar o tratamento diretamente às células-alvo em diferentes regiões do corpo.
Como uma das líderes globais nessa área, a companhia desenvolveu capacidades integradas em pesquisa, produção, logística e suporte a pacientes e profissionais de saúde, buscando ampliar o acesso de forma eficiente e confiável. Além do câncer de próstata e dos tumores neuroendócrinos, estudos em andamento avaliam diferentes radoisótopos, ligantes e combinações terapêuticas para expandir o uso da Terapia Radioligante em outros tipos de câncer.
Sobre a Novartis
A Novartis é uma empresa de medicamentos inovadores. Todos os dias, trabalhamos para reimaginar a medicina e melhorar e prolongar a vida das pessoas, para que pacientes, profissionais de saúde e a sociedade estejam mais preparados para enfrentar doenças graves. Nossos medicamentos alcançam 300 milhões de pessoas em todo o mundo.
1. Subgroup Analyses by Disease Volume and De Novo/Recurrent mHSPC in the PSMAddition Study of [177Lu]Lu-PSMA-617. Presented at ASCO 2026.
2. AcTION: Phase 1 Study of [225Ac]Ac-PSMA-617 (225Ac-PSMA-617) in Men With Metastatic Castration-resistant Prostate Cancer (mCRPC) With or Without Prior [177Lu]Lu-PSMA (177Lu-PSMA) Radioligand Therapy (RLT). Presented at ASCO 2026.
3. Novartis data on file.
4. Verry C, Vincendeau S, Massetti M, et al. Pattern of clinical progression until metastatic castration-resistant prostate cancer: an epidemiological study from the European Prostate Cancer Registry. Target Oncol. 2022;17(4):441-451.
5. Wenzel M, Siech C, Hoeh B, et al. Contemporary treatment patterns and oncological outcomes of metastatic hormone-sensitive prostate cancer and first- to sixth- line metastatic castration-resistant prostate cancer patients. Eur Urol Open Sci. 2024;66:46-54.
6. Hupe MC, Philippi C, Roth D, et al. expression of prostate-specific membrane antigen (PSMA) on biopsies is an independent risk stratifier of prostate cancer patients at time of initial diagnosis. Front Oncol. 2018;8:623.
7. Bostwick DG, Pacelli A, Blute M, et al. Prostate specific membrane antigen expression in prostatic intraepithelial neoplasia and adenocarcinoma: a study of 184 cases. Cancer. 1998;82(11):2256-2261.
8. Minner S, Wittmer C, Graefen M, et al. High level PSMA expression is associated with early PSA recurrence in surgically treated prostate cancer. Prostate. 2011;71(3):281-288.
9. Hope TA, Aggarwal R, Chee B, et al. Impact of 68Ga-PSMA-11 PET on management in patients with biochemically recurrent prostate cancer. J Nucl Med. 2017;58(12):1956-1961.
10.Pomykala KL, Czernin J, Grogan TR, et al. Total-body 68Ga-PSMA-11 PET/CT for bone metastasis detection in prostate cancer patients: potential impact on bone scan guidelines. J Nucl Med. 2020;61(3):405-411.
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Com tecnologia 100% nacional, Titan lança pneu inédito para eixo dianteiro de colheitadeiras Cotton

Com tecnologia 100% nacional, Titan lança pneu inédito para eixo dianteiro de colheitadeiras Cotton
Único modelo produzido no Brasil em sua categoria, a novidade chega ao mercado após validação do departamento técnico da empresa em lavouras de algodão
A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (ABRAPA) revisou para cima as projeções da safra brasileira 2025/2026, refletindo o bom desempenho e a competitividade da fibra nacional no mercado internacional. A produção agora é estimada em 3,95 milhões de toneladas, enquanto as exportações devem superar 3,2 milhões de ton no ano-calendário, impulsionadas principalmente pela entrada da nova safra do Hemisfério Sul. A entidade também elevou as expectativas para a temporada 2026/2027, reforçando a perspectiva positiva para o algodão brasileiro nos próximos anos.
Diante desse cenário favorável, é fundamental que o produtor finalize a safra com uma colheita precisa, e essa eficiência passa pelas colheitadeiras, que agora contam com uma nova opção de pneu de fabricação nacional. A novidade é o Goodyear VF520/85R42CFO 177D OPTITORQUE EFT R1 TL, desenvolvido para aplicação no eixo dianteiro das colheitadeiras cotton.
Segundo Thiago Rodrigues, gerente de produto da Titan, este é um produto que chega ao mercado já validado em lavouras de algodão pelo departamento técnico da empresa. “Com este lançamento focado no eixo dianteiro da colheitadeira Cotton John Deere, somado ao Goodyear PN VF580/80R34CFO Special Sure Grip 178A8 TL R1W, apresentado no ano passado para o eixo traseiro do equipamento, a Titan passa a oferecer uma solução completa em pneus aos produtores”, afirma.
Entre os diferenciais do VF520/85R42CFO 177D OPTITORQUE EFT R1 TL estão duas tecnologias exclusivas. Uma delas é a VF (Very Flexion), que proporciona alta flexibilidade, permitindo menor pressão e maior área de contato com o solo, distribuindo melhor a carga, reduzindo a compactação e aumentando o rendimento. Somada à tecnologia EFT (Extreme Flexion Technology), a solução torna a parede lateral mais flexível, permitindo operar com baixa pressão e suportar cargas maiores e velocidades mais altas. “Esses são diferenciais importantes, proporcionando ao pneu alta deflexão. Ou seja, quanto maior a deflexão, menor será a compactação do solo, reduzindo o consumo de combustível”, explica Rodrigues.
O lançamento também conta com a tecnologia Protech, composta por cordonéis de alta resistência que blindam a banda de rodagem contra cortes e perfurações, aumentando a durabilidade e reduzindo as paradas no campo.
Outra inovação é a Orbitech, uma espécie de esfera revestida que permite a construção do pneu sem emendas, utilizando materiais flexíveis e duráveis que reduzem vibrações, melhoram o desempenho e aumento da vida útil. “As barras mais largas e os ombros arredondados garantem mais proteção, estabilidade, conforto e menor desgaste, protegendo a cultura e minimizando danos ao solo. Somado a isso, o talão inovador com a tecnologia URB (Ultra Reinforced Bead) reforça a estrutura e melhora o assentamento no aro sem perder o efeito antiderrapante, reduzindo vibrações e aumentando a resistência e a vida útil em trabalhos exigentes”, acrescenta o gerente de produto da Titan.
Eficiência também no eixo traseiro
Já o modelo Goodyear PN VF580/80R34CFO Special Sure Grip 178A8 TL R1W, com sua tecnologia VF & CFO que permite o equipamento trabalhar com menores pressões, comprova sua eficiência no campo nas últimas quatro safras com alta performance e durabilidade. O componente possui barras mais largas e excelente capacidade de autolimpeza da banda de rodagem, promovendo maior estabilidade dimensional. Esta característica, proporciona melhor tração do equipamento em solos úmidos, gerando ganho de produtividade, maior economia de combustível e mais conforto ao operador.
De acordo com Rodrigues, é importante destacar que a Titan também é a única fabricante brasileira dessa medida específica de pneu para colheitadeiras cotton para equipamentos John Deere. “Esse modelo foi desenvolvido para o eixo traseiro do equipamento, que possui maior exigência de carga devido à distribuição do peso durante o processo de enfardamento do algodão. Pois muitas vezes a máquina produz um fardo e ao mesmo tempo já tem outro acoplado e pronto, e isso gera uma grande carga no eixo traseiro ”, destaca.
Além de ser único em sua categoria, o produto tem como diferenciais a maior durabilidade aliada ao menor custo por hora trabalhada. Com a distribuição uniforme da carga, o cotonicultor terá menor desgaste do solo, maior vida útil do pneu, economia de combustível e maior produtividade geral.
Conforme explica o Gerente de produto, outro ponto importante são as cintas de aramida localizadas abaixo da área de rodagem, que garantem maior proteção à banda contra cortes. O produto também possui composto de borracha especial para suportar a alta tensão provocada pelo algodão, que agride diretamente o pneu.
Sobre – Líder na produção de pneus agrícolas, a Titan Pneus é uma marca global que atende diferentes terrenos. Seus produtos são reconhecidos pela tecnologia, performance, robustez e durabilidade, além da confiança que só a marca Titan e Goodyear Farm Tires oferecem. Saiba mais em https://www.titanlat.com/site/.
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Kassi Bonissoni
Gerente de atendimento
kassiana.ruralpress@gmail.com
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Pesquisadora apresenta raio-x do agronegócio baiano; uma das regiões mais dinâmicas do setor ainda carece de indústrias de processamento
Modelo de planejamento urbano específico para essas regiões seria a solução. Em um estudo de caso na Bahia, cada real investido pode gerar um retorno até 2,4 vezes maior.
Se indústria acompanhasse plantio no Brasil, qualidade de vida em pequenas cidades aumentaria no mínimo 20%
Dos 5.569 municípios do Brasil, praticamente 70% deles (ou exatos 3.370) têm menos de 20 mil habitantes, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Embora, como se vê, representem maioria, não são contemplados por instrumentos de planejamento urbano adequados à sua realidade. Preencher essa lacuna é o que propõe a urbanista Carlla Brito Furlan Pourre, em sua pesquisa de doutorado em Arquitetura e Urbanismo, pela Universidade de Brasília (UnB).

Mestre e doutora em Planejamento Urbano e Regional Carlla Brito Furlan Pourre
Intitulada “Modelo conceitual de instrumento econômico: desenho e análise de aplicação para a viabilidade de projetos urbanos em pequenas cidades”, a pesquisa elabora, com base em um estudo de caso, mecanismos de planejamento alicerçados no mapeamento econômico do município. A partir desse diagnóstico, o poder público definiria, então, programas, iniciativas, ações, e políticas voltados ao desenvolvimento urbano articulados à dinâmica econômica local.
O modelo foi aplicado a Baianópolis, município do oeste da Bahia com cerca de 14 mil habitantes, situado no Matopiba, acrônimo formado pelas iniciais dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, e uma das regiões mais dinâmicas do agronegócio brasileiro.
O primeiro passo da pesquisa foi traçar um raio-x do perfil econômico de Baianópolis. O diagnóstico constatou que, apesar de dispor de extensas áreas de cultivo de soja e milho, apenas 20% da cadeia produtiva dessas culturas estava estruturada localmente, com ausência de indústrias de processamento e baixa oferta de serviços de apoio.
Ou seja, ainda que situado em uma zona agrícola de grande importância, esse potencial é pouco aproveitado pelo município. A escassez de empregos e a dificuldade de reter riqueza localmente forçam a migração de trabalhadores para centros maiores e ampliam problemas como informalidade, pobreza e desigualdade. É a partir dessa realidade, aponta a tese, que o planejamento urbano deve ser construído.
"A tese propõe um modelo de desenvolvimento baseado em cadeias de negócios, no qual o planejamento urbano deixa de ser pensado apenas como desenho urbano e passa a ser articulado à dinâmica econômica local", explica Carlla Pourre. Nesse sentido, continua a pesquisadora, "propõe-se a articulação entre infraestrutura, serviços e políticas públicas de modo a estimular a circulação de renda com a criação de atividades estratégicas, fortalecendo vocações regionais e garantindo a sustentabilidade financeira de projetos urbanos, sejam eles públicos ou privados".
RESULTADOS OBTIDOS
A pesquisa simulou a implantação de uma indústria de esmagadora de soja, com investimento estimado em R$ 20 milhões. Os resultados indicam potencial para gerar um impacto total de aproximadamente R$ 48 milhões na economia local – isto é, quase duas vezes e meia, ou mais precisamente 2,4 vezes, o montante investido. A simulação aponta ainda a criação de cerca de 285 empregos, entre diretos, indiretos e induzidos, e a geração de aproximadamente R$ 8 milhões em renda anual.
Com a implantação do modelo, a completude da cadeia do agronegócio de soja e milho avançaria de 20% para 41%, com a incorporação de novos serviços e atividades econômicas. “Assim, o município de Baianópolis aproveitaria novos fluxos de capital, pessoas e serviços, aumentando a qualidade de vida da população local”, frisa a pesquisadora.
A defesa de um novo modelo de planejamento urbano específico para pequenos municípios parte da constatação de que os instrumentos hoje disponíveis foram concebidos para grandes centros urbanos. Entre eles estão a Operação Urbana Consorciada, o de Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepac) e políticas de financiamento como as operadas pela Caixa Econômica Federal.
A Operação Urbana Consorciada consiste em um instrumento de parceria entre o poder público e a iniciativa privada voltado à viabilização de intervenções urbanas, como a implantação de unidades de saúde, escolas, praças, parques e outros equipamentos públicos. Já os Cepacs são certificados emitidos mediante contrapartida, que autorizam o mercado imobiliário a construir além dos parâmetros urbanísticos originalmente estabelecidos (como limites de altura e densidade) em áreas específicas da cidade.
Carlla Pourre aponta que essas operações costumam ser definidas com estudos prévios limitados, sem articulação com as reais necessidades da população e sem integração com o planejamento urbano e econômico da cidade. "São decisões pontuais, muitas vezes tomadas de forma unilateral pelo grupo político gestor ou até mesmo pela iniciativa privada".
Além disso, segundo a urbanista, esses instrumentos tendem a ser pouco ou nada atrativos para pequenos municípios, onde as possibilidades de retorno financeiro são reduzidas pela baixa atratividade de mercado. “Há um verdadeiro ‘vácuo’ de políticas de planejamento urbano voltadas às pequenas cidades. Esses municípios demandam modelo híbrido de fomento, que combine recursos públicos, financiamento de desenvolvimento, capital privado e fundos multilaterais”, afirma.
Segundo a urbanista, essa combinação precisa levar em conta as vocações econômicas locais, identificadas por meio de um diagnóstico que deve anteceder as decisões de planejamento urbano. A partir dessas potencialidades, é possível mapear cadeias de negócios alinhadas à realidade de cada município. Desse modo, os investimentos passam a gerar retornos mais efetivos, tanto no campo do desenvolvimento econômico (com geração de emprego e renda) quanto no desenvolvimento urbano, com a implantação de equipamentos públicos mais coerentes com as demandas e características locais.
Por fim, a pesquisadora Carlla Pourre explica que o planejamento urbano e territorial orientado por cadeias de negócios tende a oferecer possibilidades de desenvolvimento mais eficientes do que as atuais para cidades fora dos grandes centros, por alinhar desenvolvimento urbano, vocação econômica e geração de valor local.Segundo ela, o modelo pode servir de referência para municípios que buscam atrair investimentos, reduzir desigualdades e construir estratégias mais sustentáveis de crescimento urbano. Na prática, isso significa criar condições para reter a população local com mais oportunidades de trabalho e renda, ampliar a oferta de serviços urbanos, fortalecer o comércio e dinamizar a economia do município a partir de suas próprias vocações e potencialidades.
MAIS INFORMAÇÕES
Sobre a trajetória acadêmica e científica de Carlla Brito Furlan Pourre: http://lattes.cnpq.br/4762575169347361
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O ciclo de três meses de alta do diesel: como a tensão geopolítica chegou ao caixa do frotista brasileiro

O ciclo de três meses de alta do diesel: como a tensão geopolítica chegou ao caixa do frotista brasileiro
Levantamento da Gestran, sistema de gestão de frota, mostra salto de quase 30% no pico do aumento, que agora dá sinais de desaceleração, ao fechar o quadrimestre do ano com alta de 17,68%

Os impactos econômicos da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, no Oriente Médio, chegaram ao caixa dos frotistas brasileiros. Um levantamento da Gestran, sistema de gestão de frotas, mostra que, em um intervalo de praticamente três meses (89 dias), o preço do diesel adquirido nos postos de combustível chegou a ter alta de 28,99%. Depois desse pico, o aumento desacelerou – mesmo assim, o primeiro quadrimestre do ano encerrou com o diesel custando 17,68% mais caro.
O estudo foi feito a partir do consumo de combustível dos clientes atendidos pela plataforma da Gestran. Leva em conta o diesel S10, que se diferencia do comum ao proporcionar melhor desempenho do veículo. Tem como base o preço médio de R$ 5,80 o litro, apurado em 12 de fevereiro, portanto, duas semanas antes do início dos ataques dos Estados Unidos e Israel sobre o Irã, em 28 de fevereiro.
Menos de uma semana depois, a partir de 4 de março, tem-se início o período denominado pelo estudo como o de “escalada” no valor do combustível. “Em 17 dias, o preço médio saltou de R$ 5,92 para R$ 7,30 – um aumento de R$ 1,38 por litro. Apenas em 7 de março, o preço subiu 3,13% em um único dia”, descreve o levantamento da Gestran.
O “pico” ou “platô”, conforme classifica o estudo, deu-se entre 21 de março e 10 de abril. O estudo detalha: “Por 21 dias consecutivos, o preço se manteve acima de R$ 7,29 – um patamar inédito no ano. A média do platô (R$ 7,36) é 26,9% superior à média da fase 1. O pico de R$ 7,42 foi registrado em 6 de abril”.
A partir de 11 de abril, e nos 30 dias subsequentes, verificou-se uma fase de “correção” ou “movimento de alívio”. “O preço iniciou um movimento descendente, fechando o período [em 11 de maio] em R$ 6,83. Apesar da queda de 7,96% em relação ao pico, o preço final ainda é 17,68% superior ao patamar pré-crise”, sublinha o levantamento.
IMPACTO FINANCEIRO AO FROTISTA
O estudo da Gestran buscou apurar quanto a volatilidade constatada significa, em reais, para uma operação real de frota.
Foi feita, então, uma simulação aplicada sobre uma frota representativa de 50 caminhões (50 cavalos rodoviários, isto é, sem a carreta), com consumo de 6 mil litros por mês cada (portanto, 300 mil/mês, no total da frota).
O custo mensal de abastecimento em fevereiro, sem os efeitos do conflito no Oriente Médio, foi de R$ 1,740 milhão. Em abril, R$ 2,147 milhões. Portanto, um aumento de gasto de R$ 407,1 mil, assinala o levantamento.
Na avaliação do CEO da Gestran, Paulo Raymundi, o encarecimento do diesel na ponta, para o frotista, é resultado da combinação de três fatores. São eles a tensão geopolítica no Oriente Médio, o reajuste de preços promovido pela Petrobras em meados de março (de R$ 0,38 o litro) e o aumento do custo do diesel importado.

Paulo Raymundi, CEO da Gestran
“O conflito pressionou o petróleo Brent acima de US$ 90 o barril em março, com picos próximos a US$ 110, o maior patamar desde 2023. Já o reajuste da Petrobras foi repassado ao consumidor final ao longo das semanas seguintes, exatamente o padrão observado no nosso levantamento. Além disso, de 25% a 30% da demanda nacional é atendida por diesel importado”, argumenta Raymundi.
O CEO ressalta que o comportamento observado na base de dados da Gestran está alinhado com os indicadores nacionais reportados por organizações como Agência Nacional de Petróleo (ANP), Edenred Ticket Log, Veloe/Fipe e Mundo Logística no mesmo período. “Isso reafirma a representatividade de nossa amostra”, sublinha.
O especialista finaliza, sintetizando: “O período capturado pela base Gestran mostra com clareza o ciclo completo: 20 dias de calmaria, 17 dias de escalada, três semanas de pico sustentado e 31 dias de correção parcial. É um retrato fiel da realidade que os gestores de frota brasileiros viveram entre fevereiro e maio”.
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Michelin celebra Dia do Meio Ambiente com nova usina de energia solar na Bahia

Michelin celebra Dia do Meio Ambiente com nova usina de energia solar na Bahia
Iniciativa reforça a estratégia sustentável da companhia, amplia o uso de energia renovável e contribui para a redução das emissões de CO2 na operação

A Michelin anuncia a inauguração de uma usina de energia solar na Bahia, em mais um passo de sua estratégia global de sustentabilidade. O novo sistema deve gerar uma média anual de 102 mil kWh e amplia o uso de energia renovável, reduz as emissões de CO2 e fortalece a diretriz global da companhia de combinar desempenho, responsabilidade ambiental e impacto positivo nos territórios onde atua.
Com 620 metros quadrados de placas, o sistema vai abastecer o Centro de Estudo da Biodiversidade e o Centro de Pesquisa em Heveicultura, além do Espaço Ouro Verde, uma área que recebe visitantes externos.
A Reserva Ecológica Michelin também conta com energia renovável para a área edificada denominada Casa do Pacangê, que dá suporte a biólogos e pesquisadores. Um outro conjunto fotovoltaico autônomo gera e armazena energia em baterias, operando totalmente desconectado da rede pública de eletricidade.
Na área industrial, onde fica localizada a usina de beneficiamento de borracha natural, a eletricidade segue sendo adquirida de fonte 100% renovável, com certificação i-REC.
Desde 2021, todos os sites industriais da Michelin operam com energia elétrica verde, evidenciando o compromisso da companhia com a sustentabilidade e a inovação em cada etapa do ciclo de vida do pneu.
“Essa nova iniciativa vai muito além da redução de custos com energia. O projeto materializa o compromisso da Michelin com a sustentabilidade, reforçando a integração entre desenvolvimento econômico, responsabilidade ambiental e impacto positivo. Ao utilizar uma fonte de energia limpa e renovável, o Espaço Ouro Verde reduz sua pegada de carbono e contribui diretamente para a preservação da Mata Atlântica e para os objetivos globais de transição energética”, afirma Glauce Ferman, Diretora de Comunicação & Marcas, Sustentabilidade e Relações Públicas da Michelin América do Sul.
O uso de energia solar no Espaço Ouro Verde Bahia reforça, na prática, a visão de que o futuro passa por soluções energéticas mais limpas, inteligentes e responsáveis. O novo tipo de geração une preservação ambiental, pesquisa científica, agricultura responsável e valorização das comunidades locais.
A Michelin tem como meta ser carbono neutro até 2050 e reduzir suas emissões em 50% até 2030, considerando toda a cadeia de valor e não apenas as atividades diretamente executadas pela empresa. “Com a usina de energia na Bahia, a Michelin reforça que sua agenda sustentável está baseada em ações concretas, com foco simultâneo em descarbonização, eficiência operacional e geração de valor de longo prazo”, completa Saulo Cardoso, Coordenador de Segurança, Saúde e Meio Ambiente da Michelin-Usina Borracha Natural.
Sobre a Michelin
A Michelin está construindo uma liderança mundial na fabricação de compósitos e experiências que transformam vidas. Pioneira na ciência de materiais há mais de 130 anos, a Michelin utiliza a sua expertise única para contribuir significativamente para o progresso humano e para um mundo mais sustentável. Com base no seu profundo conhecimento em compósitos de polímeros, a Michelin está constantemente inovando para fabricar pneus e componentes de alta qualidade para aplicações em variadas áreas como mobilidade, construção, aeronáutica, energias de baixo carbono e saúde. O cuidado dedicado aos seus produtos e o profundo conhecimento do cliente inspiram a Michelin a oferecer as melhores experiências. Isto abrange desde o fornecimento de soluções conectadas baseadas em dados e IA para frotas profissionais até a recomendação de excelentes restaurantes e hotéis selecionados pelo Guia MICHELIN
Com sede em Clermont-Ferrand, na França, a Michelin está presente em 175 países e emprega 122.600 pessoas.
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Aline Gomes
alinegomes@textual.com.br
(21) 7891-5497
73% dos consumidores preferem mensagens e 64% já compram pelo WhatsApp, aponta pesquisa da plataforma

73% dos consumidores preferem mensagens e 64% já compram pelo WhatsApp, aponta pesquisa da plataforma
Consumidores preferem mensagens a ligações, emails e até sites, enquanto empresas aceleram investimentos em anúncios que levam diretamente para conversas no aplicativo

O WhatsApp deixou de ser apenas um aplicativo de mensagens para assumir um papel cada vez mais central nas vendas digitais.
Uma pesquisa divulgada pela própria plataforma mostra que 73,3% das pessoas preferem enviar mensagens para uma empresa em vez de utilizar outros canais de comunicação. O dado evidencia uma mudança no comportamento do consumidor, que passa a priorizar interações mais rápidas, diretas e concentradas em um único ambiente.
O levantamento aponta que os canais tradicionais, como telefone e email, estão cada vez mais desalinhados com os hábitos de consumo atuais, gerando baixo engajamento e experiências fragmentadas. Entre os entrevistados, 69% afirmam que esperar na linha para falar com uma empresa é “uma perda de tempo e extremamente frustrante”, enquanto 71% dizem preferir mensagens em vez de ligações.
A percepção de praticidade também aparece de forma consistente. Segundo a pesquisa, 79,8% consideram as mensagens uma maneira rápida e fácil de se comunicar com empresas; 72,9% afirmam que conversar por mensagem é mais simples do que navegar em sites; 72,7% preferem mensagens ao email; e 71% consideram o contato via texto mais fácil do que telefonar. Outro dado chama atenção: 64% dos adultos online afirmam preferir realizar compras por mensagens em vez de ir a lojas físicas.
O movimento acompanha o avanço do chamado comércio conversacional, modelo em que toda a jornada de compra passa a acontecer dentro de aplicativos de mensagens.
“O comércio conversacional consiste na utilização de plataformas de mensagens para interagir com os clientes ao longo de toda a sua jornada de compra. Por meio da comunicação bidirecional em tempo real, as empresas podem conectar-se com os clientes, fornecer informações sobre produtos, responder a perguntas e viabilizar compras em uma única conversa”, afirma Alberto Filho, CEO da Poli Digital, que desenvolve uma plataforma para gestão, automação e rastreamento de conversas comerciais no aplicativo.

Alberto Filho, CEO da Poli Digital
Esse cenário ajuda a explicar a expansão dos anúncios que direcionam usuários diretamente para o WhatsApp, formato que vem ganhando espaço no mercado publicitário brasileiro devido à eficiência na conversão.
Em cenários otimizados, campanhas digitais conseguem operar com custo por mil impressões (CPM) abaixo de R$ 10, especialmente quando há boa segmentação, criativos relevantes e integração com tecnologias como a API de Conversões da Meta. Na prática, isso permite ampliar o alcance mesmo com investimentos reduzidos e levar o consumidor diretamente para uma negociação dentro do aplicativo.
O avanço desse formato acompanha uma mudança estrutural no digital: a migração de parte crescente dos investimentos para estratégias sem etapas intermediárias, como landing pages e formulários. O clique deixa de levar o usuário para um site e passa a abrir imediatamente uma conversa.
“O que muda agora é a capacidade de estruturar o WhatsApp como operação. Não é só conversar com o cliente, é organizar esse volume, distribuir atendimento, medir resultado e tomar decisão com base em dados”, afirma Alberto Filho.
Segundo o executivo, o modelo reduz atritos na jornada de compra. “Trata-se de um modelo de aquisição sem fricção, onde o clique já vira conversa. É a redução do caminho entre o interesse e a ação”, diz.
A mudança também altera a dinâmica tradicional do funil de vendas. Em vez de anúncios que direcionam o usuário para páginas externas, formulários ou cadastros, a conversa passa a acontecer diretamente no chat. “Não existe formulário, não existe página intermediária, a pessoa clica e já está falando com a empresa. Isso reduz o abandono e acelera a tomada de decisão”, afirma o CEO.
Esse encurtamento da jornada, no entanto, aumenta a necessidade de organização operacional. À medida que o volume de mensagens cresce, empresas passam a enfrentar desafios relacionados ao atendimento, rastreamento e mensuração de resultados.
“É nesse ponto que entra a estrutura por trás da operação. Desenvolvemos uma plataforma para organizar esse fluxo. Não é só atender no WhatsApp, é conseguir entender de onde veio cada conversa, qual anúncio gerou aquele contato e qual deles realmente virou venda”, explica Alberto Filho.
A adoção desse modelo acompanha o comportamento do consumidor brasileiro. O WhatsApp está presente em 99% dos smartphones do país e integra a rotina diária da população. Segundo dados da Opinion Box, 97% dos usuários acessam o aplicativo todos os dias.
Além disso, mensagens enviadas pelo aplicativo podem atingir taxas de abertura próximas de 98%, percentual superior ao registrado em emails e outras mídias digitais. Na prática, isso significa que a comunicação não apenas chega ao consumidor, mas efetivamente é visualizada.
“O Brasil já definiu o WhatsApp como canal de comunicação. O que está em transformação é o uso desse canal como estrutura de vendas, onde a conversa passa a ser parte central da conversão”, afirma o executivo.
Como funciona
O modelo que sustenta esse movimento é conhecido como Click-to-WhatsApp, integrado ao ecossistema da Meta. O anúncio aparece em plataformas como Instagram e Facebook com um botão que direciona diretamente para o chat. Ao clicar, o usuário inicia a conversa sem sair do ambiente em que já está navegando.
A estratégia, porém, exige estrutura operacional. Plataformas especializadas, como a da Poli Digital, passaram a atuar na organização desse fluxo, permitindo rastrear a origem de cada conversa, identificar quais campanhas geram mais resultado, automatizar respostas e integrar canais em uma única interface.
“Sem rastreamento, o WhatsApp funciona como um canal reativo. Com dados, ele passa a operar como mídia de performance, onde é possível entender o custo real de cada venda”, afirma Alberto Filho.
Segundo o executivo, a mudança também altera a forma como as métricas passam a ser analisadas. Indicadores como custo por mil impressões, custo por clique, taxa de cliques e custo por venda deixam de ser observados isoladamente e passam a ser conectados ao resultado dentro da conversa.
“Não basta saber quanto custa o clique. O ponto é saber quanto custa transformar esse clique em venda dentro do WhatsApp”, diz.
Apesar do potencial de escala, o canal também apresenta limites. A pesquisa da Opinion Box mostra que 59% dos usuários não gostam de respostas automáticas, indicando que o excesso de padronização pode comprometer a experiência. Ao mesmo tempo, 51% afirmam não se incomodar em receber publicidade, desde que tenham autorizado previamente o contato.
A segurança também aparece como parte importante do comportamento do usuário. Entre os entrevistados, 49% fazem backup das mensagens, 47% utilizam autenticação em dois fatores, 43% limitam a visibilidade da foto de perfil aos contatos e 32% utilizam senha específica ou bloqueio por impressão digital para acessar o aplicativo.
Mesmo com novas funcionalidades sendo incorporadas ao aplicativo, o uso principal do WhatsApp continua concentrado na comunicação direta. Embora 65% afirmem conhecer os canais do WhatsApp, apenas 27% utilizam efetivamente o recurso.
Desse modo, o avanço do comércio conversacional reforça uma mudança mais ampla no ambiente digital: a transformação das conversas em parte central da estratégia de aquisição e conversão.
“A venda passa a acontecer no mesmo ambiente onde a conversa começa. Isso muda a dinâmica da aquisição de clientes. No limite, o que está sendo colocado à prova não é apenas uma nova forma de anunciar, mas uma reorganização do próprio funil de vendas”, conclui o CEO da Poli Digital.
SAIBA MAIS Poli Digital
Referência: https://whatsappbusiness.com/resources/resource-library/state-of-business-messaging/
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quinta-feira, 4 de junho de 2026
Sandbagging: o divisor de águas em operações de M&A
Sandbagging: o divisor de águas em operações de M&A
* por Carolina Barboza da Silva e Emanuela Bombonato de Almeida
Em operações de M&A, a segurança das informações obtidas durante a due diligence é uma das principais preocupações do comprador. Afinal, o valuation da transação está diretamente atrelado à confiança nas declarações e garantias prestadas pelo vendedor. É neste cenário que ganha relevância a chamada cláusula de sandbagging, um mecanismo contratual amplamente utilizado no mercado internacional e que, embora ainda gere debates no Brasil, tem impacto direto na alocação de riscos de qualquer transação.
De forma objetiva, a cláusula define se o comprador pode ou não exigir indenização por violação de declarações e garantias, mesmo quando já tinha conhecimento prévio de uma inconsistência antes do fechamento do negócio. Em termos práticos, ela responde a uma pergunta fundamental: o comprador pode reclamar, após o fechamento, de uma contingência que ele já conhecia no momento da compra?
A resposta depende da estratégia desenhada no contrato. Na abordagem pró-sandbagging, garante-se o direito à indenização independentemente de o comprador já ter conhecimento do risco ou de tê-lo identificado durante a due diligence. Já na cláusula anti-sandbagging, impede-se o comprador de pleitear reparação caso o problema já fosse de seu conhecimento antes do closing.
A discussão é, essencialmente, sobre alocação de risco. Para o comprador, a versão pró-sandbagging reforça a confiança nas declarações recebidas e evita que ele sofra prejuízos por falhas já existentes. Para o vendedor, a versão anti-sandbagging funciona como um escudo contra posturas oportunistas, incentivando a transparência na disponibilização das informações e a diligência total do comprador durante a auditoria.
Na prática, essa negociação é indissociável de outros pontos sensíveis, como o escopo das declarações e garantias, limites de responsabilidade (caps), prazos de sobrevivência e os documentos de divulgação (disclosure schedules).
No Brasil, como não existe uma regra legal específica sobre o tema, a interpretação jurídica se apoia em princípios contratuais gerais, como a boa-fé objetiva e a vedação ao comportamento contraditório. Na ausência de uma cláusula expressa, abre-se uma perigosa margem para litígios: o vendedor pode argumentar que o comprador agiu de má-fé ao "guardar" um problema para reclamar posteriormente; o comprador, por sua vez, pode sustentar que as garantias contratuais são independentes de sua própria investigação.
A ausência de clareza sobre o sandbagging gera insegurança jurídica e eleva o risco de disputas no pós-closing. É comum, inclusive, que a limitação à indenização recaia sobre o que foi efetivamente divulgado pelo vendedor, e não sobre todo o conhecimento do comprador. Por isso, a previsão expressa é essencial para garantir previsibilidade e alinhar expectativas entre as partes.
Atualmente, operações com maior influência internacional ou participação de investidores institucionais têm adotado ou a cláusula pró-sandbagging ou soluções intermediárias, limitando a vedação ao "conhecimento efetivo e comprovado".
O sandbagging pode parecer um detalhe técnico, mas impacta diretamente o equilíbrio econômico do negócio. Ignorar esse ponto, ou tratá-lo de forma genérica, é abrir espaço para conflitos evitáveis. Em um mercado onde as transações são cada vez mais sofisticadas, definir claramente essa regra deixou de ser uma opção. É parte fundamental da boa engenharia contratual.
* Carolina Barboza da Silva e Emanuela Bombonato de Almeida são advogadas da área Societária no Marcos Martins Advogados
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Anna Mattos
anna.mattos@rpmacomunicacao.com.br
(11) 9424-7680
Bamaq Máquinas projeta 10% de participação no mercado da Bahia impulsionada pelo crescimento do Matopiba

Bamaq Máquinas projeta 10% de participação no mercado da Bahia impulsionada pelo crescimento do Matopiba
Empresa reforça estratégia de expansão na Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães, ao lado da parceira PME Máquinas e da New Holland
De olho no avanço acelerado do Matopiba, a Bamaq Máquinas projeta alcançar 10% de participação no mercado da Bahia. Para reforçar sua estratégia de expansão, a companhia participa da Bahia Farm Show, entre os dias 08 e 13 de junho, em Luís Eduardo Magalhães, no oeste baiano, ao lado da parceira agrícola PME Máquinas.
A presença na principal feira agropecuária do Norte e Nordeste acompanha o crescimento da região, que se consolidou como uma das mais importantes fronteiras agrícolas do país. Formado por áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, Matopiba reúne 337 municípios e responde hoje por aproximadamente 12% da produção nacional de soja, com cerca de 18,5 milhões de toneladas produzidas. Na Bahia, Luís Eduardo Magalhães concentra cerca de 60% da produção estadual de grãos e se tornou um dos principais polos do agronegócio brasileiro.
“A cidade acompanha uma transformação acelerada do agronegócio e exige operações cada vez mais eficientes. O produtor busca produtividade, disponibilidade das máquinas e suporte técnico ágil para manter o ritmo de crescimento da região”, afirma Leandro Souto, gerente regional da Bamaq Máquinas na Bahia.
A participação na Bahia Farm Show também reforça a estratégia de expansão da empresa no estado. Segundo o diretor da Bamaq Máquinas, Guilherme Nogueira, a companhia possui oito operações na região do Matopiba, sendo quatro delas na Bahia: Salvador, Vitória da Conquista, Teixeira de Freitas e a unidade mais recente, em Luís Eduardo Magalhães, cidade que sedia a feira.
“Na Bahia, nossa meta é alcançar 10% de participação de mercado. Estamos estruturados para isso, com equipe local, consultoria técnica, assistência ágil e a força da marca New Holland”, destaca Nogueira.
A New Holland Construction reforça a parceria estratégica entre as marcas e apresenta soluções da linha amarela voltadas também às necessidades do agronegócio, como a pá carregadeira W130B e a retroescavadeira B95C.
“Estar na Bahia Farm Show reforça a importância estratégica da região para a New Holland Construction e nossa proximidade com o produtor rural. Levamos soluções da linha amarela que apoiam desde grandes operações agrícolas até nichos específicos, como a avicultura, com mais eficiência e versatilidade no campo”, afirma Rogério Toneto, gerente comercial da New Holland Construction para o Brasil.
Logística, produtividade e eficiência
Com o crescimento contínuo da produção agrícola, desafios ligados ao escoamento da safra e à logística ganham cada vez mais relevância. O aumento do fluxo operacional exige mais eficiência no transporte, disponibilidade de equipamentos e soluções capazes de reduzir custos e ampliar a produtividade no campo.
Nesse cenário, a tecnologia passou a ter papel estratégico. Todos os equipamentos da New Holland Construction já saem de fábrica com telemetria integrada à plataforma MyNewHolland e sete anos de assinatura inclusos. Além disso, os modelos fabricados no Brasil contam com garantia de três anos ou 4.500 horas de uso.
“A conectividade embarcada permite monitorar o desempenho das máquinas em tempo real, otimizar operações e aumentar a disponibilidade dos equipamentos. São recursos que contribuem diretamente para a eficiência e a produtividade das operações agrícolas”, afirma Toneto.
Sobre a Bamaq Máquinas – www.bamaqmaquinas.com - @bamaqmaquinas
Presente em 16 estados brasileiros, a Bamaq Máquinas é a maior rede de concessionárias New Holland Construction do mundo. Com mais de 150 mil clientes atendidos, 51 anos de mercado e mais de 350 colaboradores, conquista a categoria máxima no Dealer Standard Program Award da New Holland Construction desde a criação do selo, que avalia o atendimento ao cliente e a qualidade do serviço em todas as concessionárias da marca. A empresa também representa a FPT Industrial e a Continental Pneus, oferecendo peças genuínas, oficina especializada e soluções completas em serviços.
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Michele de Melo Borges Link Comunicação Empresarial Analista de Comunicação michele.borges@linkcomunicacao.com.br / (34) 99630-8242
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