MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

domingo, 19 de julho de 2026

A SUTIL E PERIGOSA LINHA DA GALHOFA

 


por Dartagnan da Silva Zanela (*)

O filósofo Cornelius Castoriadis dizia que a crença expressa pelas sociedades democráticas no poder do sufrágio universal seria similar à crença dos católicos na presença real de Nosso Senhor Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento.

Ao lermos essas palavras do referido filósofo, podemos ficar um tanto aturdidos com o seu viés anarquista e um tanto anticlerical; porém, suas observações são, no meu entender, de grande relevância para melhor compreendermos os assim chamados “ataques à democracia”.

Dito isso, vem comigo: como todos nós sabemos, há muitíssimos casos de transubstanciação eucarística que foram cuidadosamente documentados, e o foram porque, antes de qualquer coisa, são submetidos a uma rigorosa série de exames. Aliás, este é o procedimento adotado pela Santa Sé quando o assunto são milagres. Trocando em miúdos, esse babado é levado muitíssimo a sério.

Agora, quando o assunto é a expressão cristalina da vontade popular através do sufrágio universal, nós podemos colocá-lo à prova? Podemos colocar em dúvida o poder dos votos dos cidadãos? Eis aí uma pergunta que há séculos é examinada por inúmeros filósofos, a partir dos mais variados prismas e pontos de vista.

Mas por que cargas d’água tantos filósofos questionaram — e questionam — a segurança da democracia? Ora, meu caro Watson, porque não são poucas as pontas soltas apresentadas pela história dos experimentos democráticos, e muitos são os descaminhos trilhados por tais experimentos; por isso, tais questionamentos não representam uma ameaça ao “Estado Democrático de Direito” — muito pelo contrário, eles são de fundamental importância para o seu aprimoramento.

Lembremo-nos: nenhuma instituição humana se fortalece se for mantida imune ao exame, em uma bolha asséptica.

De mais a mais, todo aquele que tem um conhecimento minimamente razoável sobre a história sabe muitíssimo bem que o questionamento é a principal ferramenta desenvolvida pela humanidade para o aprimoramento dos indivíduos e das instituições edificadas por nossas mãos através dos séculos. Se não houvesse dúvidas (que em sua época eram consideradas indevidas e inapropriadas), talvez não tivéssemos nos tornado uma nação independente - e mais ou menos soberana - não é mesmo? Ou, quem sabe, as ditaduras que assombram a história republicana brasileira poderiam ter durado muito mais tempo.

Enfim, por essas e outras que, como nos lembra Sócrates, uma vida que não se permite ser examinada é uma vida indigna de ser vivida; e isso, caríssimo, vale também para as obras, ações e instituições humanas.

Se não levantarmos dúvidas sobre as nossas instituições e a respeito de nós mesmos, e se virmos a mera possibilidade de crítica como um ataque, uma ameaça ou algo que o valha, é sinal de que algo morreu em nossa alma e que, com o tempo, levará à bancarrota tudo aquilo de mais elevado que foi forjado por mãos humanas através dos séculos.

E, como diria Stanislaw Ponte Preta, é bom ultrapassarmos de tempos em tempos a sutil e perigosa linha da galhofa, porque tudo aquilo que não pode ser satirizado, definitivamente, não merece ser levado a sério — nem um pouco.

*

(*) professor, escrevinhador e bebedor de café. Autor de “NAS ENTRANHAS DO LEVIATÔ, entre outros livros.

Lula pagou para ver

 


 

Gilberto Simões Pires

CONSEQUÊNCIA

Antes que os desinformados, os analfabetos funcionais e petistas em geral acusem o presidente dos EUA, Donald Trump e a USTR - Agência do governo americano que desenvolve e promove a política de comércio exterior e negocia acordos internacionais em nome do país, pela imposição da TARIFA de 25% sobre milhares de produtos brasileiros exportados para aquele país, é importante que -saibam e entendam- que a medida precisa ser vista como -CONSEQUÊNCIA- e não -CAUSA- dos problemas que, inevitavelmente, serão sentidas nas nossas empresas. 

CAUSA

A -CAUSA- deste novo TARIFAÇO, é extraída pelo USTR através de uma profunda INVESTIGAÇÃO sob a -SEÇÃO 301- da -LEI DE COMÉRCIO DOS EUA-, que visa punir o BRASIL por PRÁTICAS QUE A AGÊNCIA AMERICANA CONSIDERA como INJUSTAS, incluindo DECISÕES JUDICIAIS contra PLATAFORMAS DIGITAIS AMERICANAS, RESTRIÇÕES AO PIX, DESMATAMENTO E REGRAS DESLEAIS PARA O ETANOL. 

AUDIÊNCIA PÚBLICA

Mais do que sabido, mas vale lembrar, o tarifaço de 25% imposto pelos EUA foi decidido com base no resultado direto da AUDIÊNCIA PÚBLICA realizada neste mês de julho, da qual foi apurado que o GOVERNO LULA-PETISTA é um PARCEIRO DESLEAL do tipo que além de tudo ainda faz questão de INSULTAR -DIA SIM DIA TAMBÉM-, não apenas o presidente Donald Trump, como seus apoiadores diretos.

PAGAR PARA VER

Mais: o ódio destilado por LULA e PETISTAS EM GERAL contra os EUA é algo simplesmente incontestável. Este sentimento aumentou dramaticamente quando Trump classificou o PCC e o CV como ORGANIZAÇÕES TERRORISTAS. A partir daí, LULA, vestiu o MANTO DA ARROGÂNCIA e resolveu PAGAR PARA VER. O resultado aí está: LULA -CAUSOU- UM PREJUÍZO INCALCULÁVEL para os EXPORTADORES BRASILEIROS atingidos pelo TARIFAÇO.

 

A sutil e perigosa linha da galhofa

 


 

Dartagnan da Silva Zanela

           O filósofo Cornelius Castoriadis dizia que a crença expressa pelas sociedades democráticas no poder do sufrágio universal seria similar à crença dos católicos na presença real de Nosso Senhor Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento.

Ao lermos essas palavras do referido filósofo, podemos ficar um tanto aturdidos com o seu viés anarquista e um tanto anticlerical; porém, suas observações são, no meu entender, de grande relevância para melhor compreendermos os assim chamados "ataques à democracia".

Dito isso, vem comigo: como todos nós sabemos, há muitíssimos casos de transubstanciação eucarística que foram cuidadosamente documentados, e o foram porque, antes de qualquer coisa, são submetidos a uma rigorosa série de exames. Aliás, este é o procedimento adotado pela Santa Sé quando o assunto são milagres. Trocando em miúdos, esse babado é levado muitíssimo a sério.

Agora, quando o assunto é a expressão cristalina da vontade popular através do sufrágio universal, nós podemos colocá-lo à prova? Podemos colocar em dúvida o poder dos votos dos cidadãos? Eis aí uma pergunta que há séculos é examinada por inúmeros filósofos, a partir dos mais variados prismas e pontos de vista.

Mas por que cargas d'água tantos filósofos questionaram — e questionam — a segurança da democracia? Ora, meu caro Watson, porque não são poucas as pontas soltas apresentadas pela história dos experimentos democráticos, e muitos são os descaminhos trilhados por tais experimentos; por isso, tais questionamentos não representam uma ameaça ao "Estado Democrático de Direito" — muito pelo contrário, eles são de fundamental importância para o seu aprimoramento.

Lembremo-nos: nenhuma instituição humana se fortalece se for mantida imune ao exame, em uma bolha asséptica.

De mais a mais, todo aquele que tem um conhecimento minimamente razoável sobre a história sabe muitíssimo bem que o questionamento é a principal ferramenta desenvolvida pela humanidade para o aprimoramento dos indivíduos e das instituições edificadas por nossas mãos através dos séculos. Se não houvesse dúvidas (que em sua época eram consideradas indevidas e inapropriadas), talvez não tivéssemos nos tornado uma nação independente - e mais ou menos soberana - não é mesmo? Ou, quem sabe, as ditaduras que assombram a história republicana brasileira poderiam ter durado muito mais tempo.

Enfim, por essas e outras que, como nos lembra Sócrates, uma vida que não se permite ser examinada é uma vida indigna de ser vivida; e isso, caríssimo, vale também para as obras, ações e instituições humanas.

Se não levantarmos dúvidas sobre as nossas instituições e a respeito de nós mesmos, e se virmos a mera possibilidade de crítica como um ataque, uma ameaça ou algo que o valha, é sinal de que algo morreu em nossa alma e que, com o tempo, levará à bancarrota tudo aquilo de mais elevado que foi forjado por mãos humanas através dos séculos.

E, como diria Stanislaw Ponte Preta, é bom ultrapassarmos de tempos em tempos a sutil e perigosa linha da galhofa, porque tudo aquilo que não pode ser satirizado, definitivamente, não merece ser levado a sério — nem um pouco.

*         O autor, Dartagnan da Silva Zanela, é professor, escrevinhador e bebedor de café. Autor de "NAS ENTRANHAS DO LEVIATÃ", entre outros livros.

O Brasil no mapa do colapso

 


 

Claudio Apolinario

            Os números dizem onde estamos. A questão é se estamos dispostos a olhar.

Toda criança nasce com 100% do seu potencial. O Banco Mundial mede isso através do Índice de Capital Humano — um indicador que calcula quanto desse potencial será aproveitado quando ela chegar à vida adulta. No Brasil, esse número é 55%. Os outros 45% o sistema consome no decorrer da vida. Quando se acrescenta o desemprego a essa conta, o potencial humano desta criança cai para 33%. Esses dados não são de um instituto de oposição. São do Banco Mundial, publicados em 2024.

Se considerarmos os 33%, isso significa que o Brasil desperdiça dois terços do potencial de cada criança que nasce aqui. Não por falta de dinheiro — o país arrecada como nação rica. Não por falta de lei — a Constituição garante educação e saúde como direitos. Isso acontece por uma razão mais difícil de admitir: falha de caráter institucional — um Estado que cresceu para servir a si mesmo e parou de entregar para quem financia.

Isso tem um nome. Não é crise passageira. Não é uma fase difícil. É colapso institucional em câmera lenta — silencioso o suficiente para ser ignorado, mas visível o suficiente para quem quer enxergar.

Em 2024, o Brasil atingiu a pior nota da sua história no Índice de Percepção da Corrupção da Transparência Internacional: 34 pontos numa escala de 0 a 100 — onde 0 significa o país mais corrupto do mundo e 100 significa o mais íntegro. Em doze anos, o país caiu 38 posições e hoje ocupa a 107ª posição entre 180 países. A Dinamarca, considerada o país mais íntegro do mundo, pontua 90. A média global é 43. O Brasil está abaixo da média do mundo. Com 34 pontos, o país ficou a apenas 1 ponto da média dos países classificados pela Transparência Internacional como regimes autoritários.

Esse índice não mede o quanto se rouba. Mede o que especialistas, empresários e analistas pensam sobre a honestidade de quem governa o país. E o que percebem é um Estado que perdeu o limite entre servir ao cidadão e servir a si mesmo.

A confiança nas instituições segue o mesmo caminho. Uma pesquisa da Genial/Quaest com 12.150 pessoas, realizada em agosto de 2025, mostrou que a desconfiança cresceu nos últimos quatro anos em praticamente tudo: Congresso, partidos, STF, imprensa, polícia, forças armadas.

O Congresso foi o único que perdeu confiança em todos os grupos ao mesmo tempo — tanto entre quem votou no governo quanto entre quem votou na oposição. Ninguém está satisfeito. E esse é talvez o dado mais revelador de todos.

O Brasil está entre as 10 maiores economias do mundo. Tem mais de 200 milhões de habitantes, terra fértil, petróleo, minério e um dos maiores setores agrícolas do planeta.

Mas quando a pergunta muda — quando deixa de ser “quanto o país produz” e passa a ser “o que isso vale na vida do cidadão comum” — o Brasil some da lista dos 10 melhores países e vira um país que tem muito e entrega pouco.

Essa diferença importa. Um país pobre precisa de mais riqueza. Um país que desperdiça o que tem precisa de um choque de realidade. O Brasil é o segundo caso.

Um país que arrecada como rico e entrega como pobre não tem problema de recurso. Tem problema de caráter. De quem decide para onde o dinheiro vai. De quem deveria fiscalizar e não fiscaliza. De quem elege e não cobra.

Esses números não são acusação. São diagnóstico. E diagnóstico preciso é o primeiro passo de qualquer mudança real.

Cada um desses números, isolado, parece grave. Juntos, eles formam o mapa de um colapso. Não o colapso de um governo ou de um partido. O colapso de um país onde o Estado perdeu o limite moral e parou de trabalhar para o cidadão — e começou a trabalhar para quem está no poder.

Porque não se conserta o que não se consegue enxergar. E enxergar começa por admitir que o problema não está só em Brasília — está em cada escolha que fazemos como eleitores, como cidadãos e como pessoas.

*           O autor, Claudio Apolinario, é articulista e analista político.

Lula apostou contra o Brasil

 


 

 

Percival Puggina

         Ei, você! Sim, você mesmo. Você percebeu o que aconteceu no aumento, pelos Estados Unidos, das tarifas aplicadas sobre a importação de produtos brasileiros? Você percebeu o quanto foi falsificada a indignação da torcida lulopetista organizada nas redes sociais e na mídia mercenária, cuidando sempre de responsabilizar a oposição pela conduta irresponsável do embusteiro de Garanhuns? Observou que, no fundo, regozijavam-se, considerando o dano ao Brasil como um empurrãozinho na campanha de Lula?

As dificuldades que estão recaindo sobre nossa economia não podem ser avaliadas em modo desconexo com o que aconteceu na eleição de 2022. Naquele período, a oposição brasileira foi engasgada, esganada e enganada por indescritíveis restrições que a impediram de dizer o óbvio em qualquer pleito, para qualquer candidato: criticar seu adversário, apontando-lhe as más companhias e os males da vida pregressa. Tão logo eleito o atual presidente, seus parceiros retornaram aos banquetes do poder. Quem são? São militantes com contracheque, são empresários na intimidade do caixa, são políticos que abusam do poder sem qualquer aval popular.

Com Lula, o Brasil se integrou às organizações políticas do Foro de São Paulo, das quais, desde 1989, não proveio uma única democracia. De volta ao governo, Lula comprometeu o Brasil com o bloco dos inimigos do Ocidente e, agora, anda a braços dados com Irã, China, Hamas e seus comparsas. Coincidentemente, desde que o lulopetismo formou consistente maioria no STF, embalsamada e silenciosa, a democracia deixou saudades no Brasil. As instituições se descredibilizam e autodestroem. Parece uma rosca sem fim.

Passados quatro anos, empilham-se os escândalos. Todos sabem quem é quem no power point da corrupção, da blindagem, das ameaças, do sigilo e da impunidade.  Por isso, comecei este artigo dizendo “Ei, você!”. Sim, você que trabalha de sol a sol, você que tem uma família para cuidar e deve protegê-la dos bandidos das ruas e dos gabinetes precisa saber que, no jogo político, o mal age, sempre, mediante corpo político próprio. E não deixa dúvidas sobre sua identidade.

Esse é um claro divisor de águas. Agora, pela primeira vez, tal divisor se apresenta nítido em qualquer tema sob debate. Portanto, é a hora da informação e do juízo que foram truculentamente negados ao eleitor em 2022.

O presidente brasileiro tem tamanha confiança na falta de juízo de uma grossa fatia do eleitorado que se percebe beneficiado pela posição do governo norte-americano. Apostou contra o Brasil. Este perdeu, ele ganhou. E você? Você observa o país indo à bancarrota e a consagração da tolice como vitamina de poderes que saíram de controle. A omissão dos bons cidadãos não está entre as possibilidades do momento.

Percival Puggina (81) é arquiteto, escritor, titular do site Liberais e Conservadores (www.puggina.org), colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+. Membro da Academia Rio-Grandense de Letras.

sábado, 18 de julho de 2026

COLUNA MALHA FINA - JORNAL A REGIÃO - 18/07/2026

 

Vitória eleitoral invertida

"Em 2022, PGP do então candidato Jerônimo Rodrigues, em Itabuna, impulsionou a campanha vitoriosa do atual governador". A frase foi de Augusto Castro, que construiu um PGP enorme em 2022 e ainda maior neste ano. Só esqueceu de dizer que essa "campanha vitoriosa" naufragou em Itabuna, onde Neto deu uma surra em Zerônimo, com 25 mil votos a mais.

A correria nervosinha

O jeito cavalar e a irritação constante de Rui Cannabis, que já é famosa entre seus aspones e aliados, também chama a atenção da oposição. João Roma comentou que “Rui está muito nervosinho. Ele já tem um jeito muito ríspido. Os próprios aliados dele já não têm essa simpatia, porque ele realmente é um cidadão bem áspero na maneira de ser no seu dia a dia”.

Recado do velho ACM

A declaração veio depois que Rui atacou, do nada, a esposa de ACM Neto. Fizemos uma sessão espírito-jornalística e consultamos o velho babalaô da política baiana e avô de Neto, ACM. Com sua ironia costumeira, ele resumiu as razões para a irritação de Rui. "Quem está vencendo não dá xilique. Se Rui está irritado assim é porque sabe que vai perder".

Empatia com o assassino

demonio Nesta semana morreu um dos assassinos do jornalista Manoel Leal, Marcones Sarmento, jagunço do ex-prefeito Cuma e sua ex-secretária Maria Alice. Não foi o único assassinato dele. Nas redes sociais, incrivelmente, gente desejando que "descanse em paz". A mesma paz que as famílias de suas vítimas nunca mais tiveram por causa de seus crimes. O trio já caiu no tridente do demo.

Melhor guardar os baldes

Bombeiro é gente dedicada, esforçada, guerreira. Mas ser bombeiro em Itabuna é se frustrar, porque a cidade, de 200 mil habitantes, pólo de uma região inteira, só tem um caminhão de bombeiro, para atender todo mundo. Ter bombeiro sem equipamentos é como não ter. Eles tentam com todo o esforço, mas o governo do estado despreza o risco.

Acima do 3º andar, morre

Itabuna só tem uma viatura básica dos bombeiros, que teve que ser socorrida pela unidade avançada de Ilhéus e carros da Emasa com água. Não tinha espuma, essencial para este tipo de incêndio. A maior cidade do sul da Bahia não pode ter duas ocorrências de bombeiros ao mesmo tempo. E nenhum incêndio em prédio, porque não tem escada Magirus. Cadê a parceria com o estado?

Só serve para fazer rescaldo

Por causa do desprezo do governo petista do estado, que só investe no Corpo de Bombeiros na propaganda, Itabuna perdeu sua principal loja de motos elétricas, a Top Eletric. A família que investiu dinheiro, tempo e dedicação para construir a empresa viu tudo ser consumido pelas chamas em menos de meia hora. Vítimas de um governo sem empatia.

A resposta está em casa

O Partido dos Terroristas é muito engraçado quando cobra dos outros o que é responsabilidade dele, ou bota nos outros a culpa que pertence só ao PT. Fica ainda mais engraçado quando faz a pergunta errada. Nesta semana o PT perguntou “o Brasil quer saber: onde está o contrato e aonde foi parar o dinheiro do Master?” Fácil, pergunta pro Jaques Master...

Derrota no futebol

A gente finalmente entendeu porque Guinho, presidente do UB, não foi na reunião do UB que selou a volta de Azevedo ao ninho. Em entrevista na Morena FM Guinho usou o futebol como exemplo, dizendo que "o baba estava desarrumado" e por isso preferiu ficar "vendo da arquibancada". Mas ficou mais com cara de ter tomado bola nas costas.

Chateado, mas ainda fiel

A convocação da reunião veio "de cima" e ele não foi avisado antes. Parece que Guinho foi promovido à realeza. Virou "rainha da Inglaterra" no UB. Senta no trono mas não manda em nada. Em certo momento, afirmou que falta atenção de Neto com as lideranças e reclamou de ações do partido. Mas, apesar disso, vai continuar no UB e trabalhar por Neto, garante.

Quando o calo aperta...

Na época da compra fajuta, Rui Cannabis se colocava como o único responsável por "salvar a vida das pessoas" com a compra dos respiradores. Agora que o TCE indicou todas as ilegalidades do negócio, ele alega que a decisão de contratar uma empresa de maconha para fornecer respiradores "foi tomada de forma colegiada pelos governadores". Tá certo...

Respirador ou narguile?

narguile Rui Cannabis liberou todo o pagamento antes de receber um único aparelho. A Hempcare foi aberta pouco tempo antes e não tinha nada a ver com equipamentos médicos. A dona contou à PF que Bruno Dausler, o intermediário de Rui e seu chefe da Casa Civil, pediu para superfaturar o preço e pagar "comissão". Na tradução livre do povâo, propina.

Para enganar os otários

Não terminou a BA-649, entregou inacabada. Mas, para desviar a atenção da estrada capada, agora Rui Cannabis, Jaques Master e Zerônimo anunciam uma extensão dela até o litoral norte de Ilhéus, para encontrar com o Porto Sul... obra abandonada desde que o Ladrão voltou ao poder. Vai ligar o precário com coisa alguma. Tem besta que acredita.

Disfarçados de honestos

No PGP (Plano de Garantia de Propinas) do PT, realizado em Itabuna, nenhum líder do partido usava a cor do partido, o vermelho. Rui Cannabis, Jaques Master e Zerônimo só usam camisas brancas ou azul claro, talvez para ser confundidos com gente de Neto. Quem acabou usando o vermelho foi a prefeita de Uruçuca, Magnólia, que traiu o UB por promessa furada.

A inocente da vez

Magnólia não é a primeira nem será a última inocente a acreditar nas promessas do PT. A dela é o governo estadual asfaltar a estrada da sede até Serra Grande. Nosso vidente interno prevê uma assinatura de ordem de serviço, a montagem de um canteiro de obras, fotos para a campanha, poucos operários e, assim que passar a eleição, o abandono da obra.

Devia consultar os enganados

Magnólia devia ter conversado com Alfredinho, prefeito de Sítio do Mato. Ele estava com Zerônimo, mas rompeu nesta semana. A razão? O petista não fez as obras que prometeu para o município. Ele citou a reforma do hospital da cidade, a construção de casas para vítimas da enchente e até asfalto. A prefeitura teve que bancar o asfalto que Zerônimo prometeu e não deu.

Vários ônibus e mortadela

No tal PGP do PT em Itabuna, um jornalista amigo nosso conversava com dois caras que vieram de fora para participar. Saíram cedo de uma cidade a mais de 100km de Itabuna e, uma hora, entregaram o ouro. Reclamaram que os R$ 100 que receberam para ajudar a encher o evento "não deu pra nada. E nem eleitor desse traste eu sou," disse um deles.

Foi, sem nunca ter ido

Nesta semana tivemos uma informação inusitada. Depois de se anunciar como candidato a deputado federal pelo Psol, o finado Gelado Limões até hoje nem filiado ao partido é. Continua no PT, que também não se deu ao trabalho de expulsar o cara por trair o partido com ACM Neto. Gelado está como um personagem de Walking Dead. Nem vivo, nem morto.

O cenário instagramável

ponte O milésimo "lançamento" da obra da ponte Salvador a Itaparica continua rendendo. Rui Cannabis jura que a obra começou, mas os engenheiros dizem que nem o canteiro está pronto. Nada foi feito até agora e a estrutura ridícula mostrada pelo PT não faz parte do projeto, nem está soldada, mas apenas apoiada na base. Na prática, é como aqueles móveis que colocam em cena nas novelas para fingir que é uma sala. Cenário.

Sem lenço nem documentos

A cacetada mais forte foi a revelação do prefeito da capital, Bruno Reis, sobre o início da obra: “só se foi em outra prefeitura, porque lá em Salvador não entregaram o projeto. Não tem as licenças nem dos órgãos do próprio Estado. Quero ver licença do IPHAN, SPU, Marinha e licença ambiental. Não têm nem as licenças que eles mesmos têm que dar”, disparou.

A volta do filho insólito

Famoso por sua indecisão e falta de firmeza, Capetão Azêdo reapareceu e confirmou nesta semana que fez as pazes e apoiará Neto para governador. Na verdade, como lembrou Andreyver Lima no Conexão Morena, da Morena FM, "ele sempre foi de direita, nunca ficou do outro lado". Resta saber se voltou por ser de direita ou em troca de alguma coisa.

O candidato inusitado

Enquanto Rui Cannabis e Jaques Master vêem suas candidaturas afundando no pântano do Master e dos respiradores, Coroné Anjo conta com herdar boa parte desses votos e Roma aposta nos eleitores da direita, um personagem quer comer pelas bordas. É Carlos Sodré, que será candidato a Senador pelo Mobiliza. Aposta no bairrismo: é o primeiro do sul da Bahia.

Medo de ventania

Nos palcos do PGP, os candidatos do PT fazem muita festa e pose de sucesso. Mas nos bastidores o clima é de apreensão e muitos só dormem com tarja preta. Quem mais está preocupado são os deputados, que sentem os ventos da mudança pelo interior. Todas as pesquisas internas mostram o PT descendo a ladeira não só com Zerônimo, mas nas intenções para o senado com Jaques Master e Rui Cannabis.

Briga entre irmãos preocupa

Um petista de alto coturno comentava que está preocupado com uma guerra interna. Daqui a pouco Coroné Anjo vai ameaçar a eleição de Master ou Cannabis. Se chegar nisso, o medo dele é de uma guerra de desesperados, com Rui e Jaques se sabotando mutuamente para sobreviver. "A coisa pode ficar tão feia que até Roma pode se aproximar", acredita.

No mato sem cão, nem cargo

A gente tem até pena de Lídice do Mato. Apoiadora antiga do PT, sempre recebe promessas de que será valorizada, se sacrifica acreditando nisso e acaba descartada. A última sacanagem foi ela desistir do Senado para dar lugar a Coroné Anjo com a promessa de ser a candidata agora no lugar de Master. De novo descartada, acenaram com a suplência de Master. Mas, no final, deram a vaga para outro nome indicado por Otto. Ah, Lídice...

Cara de ódio, cheiro de ódio...

Às vezes a oposição não precisa fazer nada, apenas assistir de camarote as intrigas da esquerda. Num desses encontros do PGP, Rui Cannabis usava o microfone para tentar acabar com sua fama de raivoso. "Eu não trabalho com ódio," falou, provocando risinhos irônicos nos aliados. Mas o melhor foi a comunista Olívia Banana gritando lá do fundo "então, porque tá com esta cara de ódio?" A platéia veio abaixo, enquanto Rui... espumava de raiva.

Esta coluna é dedicada às futricas, intrigas e críticas à política baiana, e de Itabuna e Ilhéus. Não inventamos nada, mas desnudamos o que tentam esconder...

Quadrilha aplicava golpe em locadoras

 

JORNAL A REGIÃO

Nesta quinta-feira, uma quadrilha investigada por golpes contra locadoras de veículos foi alvo da Operação Protetor das Divisas, da Polícia Civil. A ação cumpriu seis mandados de prisão preventiva e 21 de busca e apreensão em Itabuna, Ilhéus, Jequié e nos estados do Espírito Santo e São Paulo.

Segundo as investigações, o grupo alugava veículos e, em seguida, simulava defeitos mecânicos para pedir carros reservas. Durante a substituição, desativavam os sistemas de rastreamento e telemetria dos veículos locados, dificultando o monitoramento e permitindo o desvio dos automóveis.

A Polícia Civil apurou que os veículos eram destinados à comercialização clandestina, com adulteração de sinais identificadores e a outras práticas criminosas. A investigação começou após empresas do setor de locação registrarem prejuízos causados pelo esquema.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam celulares, eletrônicos e documentos. A operação foi coordenada pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais, com apoio de unidades especializadas das polícias civís da Bahia, Espírito Santo e São Paulo. Ao todo, 32 equipes participaram da ação.

 Pode ser uma imagem de texto que diz "o ex-jogador e cronista Tostão fez uma alerta severo: "O Brasil corre o risco de de perder sua identidade e se tornar apenas mais uma seleção mediana.""

Salvador apoia os negócios dos jovens

 

JORNAL A REGIÃO

O Programa Municipal de Estímulo ao Empreendedorismo do Jovem foi lançado nesta sexta-feira, na Casa do Comércio, em Salvador. Iniciativa da Fecomércio Bahia com a Prefeitura de Salvador, ele tem como objetivo criar oportunidades para que jovens de 15 a 29 anos transformem ideias em negócios.

A ação prevê ampliar o acesso à qualificação profissional, a crédito, tecnologia e orientação técnica. A cerimônia de lançamento contou com o prefeito Bruno Reis, o presidente do Sistema Comércio Bahia, Kelsor Fernandes, além de secretários municipais e representantes do setor produtivo.

O Meu Primeiro Negócio está estruturado em quatro eixos: educação empreendedora, capacitação técnica, acesso ao crédito e difusão da tecnologia. O programa prevê formação em áreas como gestão financeira, comércio, serviços, indústria, inovação, sustentabilidade e tributação.

A ideia é celebrar parcerias entre o poder público, universidades, instituições de ensino, Sistema S e organizações civis para ampliar a oferta de cursos e capacitações. Bruno Reis destacou a importância da parceria entre Prefeitura e Fecomércio.

“Salvador possui um ambiente favorável ao empreendedorismo graças ao potencial criativo e inovador da população. Nossa missão é possibilitar a transformação das boas ideias em negócios sustentáveis. Por isso, temos investido em capacitação, planejamento e orientação técnica," afirmou o prefeito.

Bruno citou ainda a criação do programa Primeiro Emprego, em parceria com a Fecomércio e o Senac, que alia experiência profissional à qualificação técnica para ampliar as oportunidades de inserção dos jovens no mercado de trabalho. "O perfil da juventude mudou e, além da busca pelo primeiro emprego, cresce o interesse em empreender e criar o próprio negócio".

Um diferencial da política pública foi a destinação de 20% dos recursos do Fundo Municipal de Desenvolvimento Econômico para jovens de 18 a 29 anos que concluíram as capacitações oferecidas pelo programa, ampliando as possibilidades de financiamento para novos empreendimentos.

Nazareth fez show inesquecível no ES

 

JORNAL A REGIÃO

Pouco tempo após o sol se despedir da Baía de Vitória, o ronco dos motores já anunciava que aquela não seria uma quinta-feira qualquer. As primeiras motocicletas surgiam em comboio pelas avenidas da capital, o som das guitarras ganhava vida entre os equipamentos do palco e milhares de pessoas ocupavam cada espaço da Praça do Papa.

Na noite desta quinta-feira, a Prefeitura de Vitória celebrou o Dia Mundial do Rock com uma programação gratuita que reuniu a histórica banda escocesa Nazareth, o rock genuinamente capixaba da Lordose pra Leão, exposição de carros antigos, Giro do Vinil, praça de alimentação, motoclubes e um público que cantou cada clássico como se o tempo tivesse parado por algumas horas.

Não era apenas um show. Era uma cidade inteira afinada na mesma frequência. A abertura ficou por conta da Lordose pra Leão, que subiu ao palco por volta das 20 horas e emocionou o público ao revisitar o espírito do lendário Festival Dia D, reacendendo uma memória afetiva.

Depois, Nazareth. Bastaram os primeiros acordes para que milhares de vozes transformassem a Praça do Papa em um imenso coral a céu aberto. Clássicos que atravessam gerações como "Love Hurts", "Hair of the Dog", "Dream On" e "Razamanaz" fizeram com que jovens, adultos e veteranos dividissem o mesmo entusiasmo, embalados por guitarras marcantes, refrões eternos e uma atmosfera única.

Entre luzes, celulares erguidos e braços apontando para o céu, o rock mostrou, mais uma vez, sua capacidade de unir pessoas que talvez nunca tenham se encontrado, mas que pareciam cantar a mesma história.

A prefeita Cris Samorini destacou que a noite simbolizou exatamente o papel da cultura na construção da cidade. "Ver a Praça do Papa completamente tomada por famílias, jovens, visitantes, motociclistas e apaixonados pela música confirma que investir em cultura é investir nas pessoas".

Quem chegou cedo encontrou uma programação que transformou o evento em uma verdadeira experiência cultural. Enquanto alguns procuravam discos raros no Giro do Vinil, outros percorriam a exposição de carros antigos, admirando modelos que atravessaram décadas.

Os food trucks permaneceram movimentados durante toda a noite, atendendo um público que preferiu permanecer na Praça antes, durante e depois das apresentações. O grande comboio, com centenas de motos percorreu as avenidas da Capital até chegar à Praça do Papa sob aplausos.

Deputado questiona tarifaço chinês

 

JORNAL A REGIÃO

O líder da Minoria na Câmara, deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), acionou três ministérios e cobrou informações sobre a estratégia do governo Lula (PT) diante de um cenário que pode afetar um dos principais produtos da pauta de exportações do agronegócio, a carne bovina.

Pelas regras estabelecidas pela China, o Brasil possui uma cota anual de 1,106 milhão de toneladas de carne bovina. Até esse limite, permanece em vigor uma tarifa de importação de 12%.

No entanto, caso o volume exportado ultrapasse essa quantidade, passa a incidir uma sobretaxa adicional de 55%, elevando a tributação total para 67% e reduzindo a competitividade do produto brasileiro no principal mercado comprador da carne nacional.

Diante desse cenário, Gayer encaminhou requerimentos de informação aos ministérios da Agricultura e Pecuária, das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços para verificar quais medidas estão sendo adotadas pelo governo.

O parlamentar solicita esclarecimentos sobre as notícias envolvendo o possível esgotamento da cota destinada ao Brasil, além de informações sobre estudos de impacto para produtores e frigoríficos, ações para minimizar prejuízos ao setor e planos para ampliar mercados consumidores caso haja restrições às exportações para a China.

Ao Ministério das Relações Exteriores, Gayer pede detalhes sobre as negociações diplomáticas com o governo chinês.

O requerimento busca informações sobre reuniões bilaterais, comunicações oficiais, pedidos apresentados às autoridades chinesas e o estágio das tratativas para preservar o acesso da carne bovina brasileira ao mercado asiático. Também questiona quais estratégias estão sendo adotadas para diversificar os destinos das exportações brasileiras.

Já ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o deputado solicita as avaliações técnicas sobre os impactos da medida para as exportações nacionais, as ações para manter a competitividade da carne bovina no mercado internacional, as negociações comerciais em andamento, os países considerados prioritários para absorver parte da produção brasileira e a existência de planos de contingência caso as restrições comerciais sejam efetivadas. Com Diário do Poder

20:36  |  

Celulose é mais afetada pelo tarifaço

 

JORNAL A REGIÃO

A tarifa extra de 25% aplicada pelo governo dos Estados Unidos a produtos brasileiros, decidida depois de estudos que não foram contestados pelo presidente Luis da Silva (PT), pode prejudicar 245 produtos produzidos na Bahia, todos exportados para lá. A Fieb alerta para o tamanho do rombo.

Segundo a Federação das Indústrias do Estado da Bahia, 33,2% dos produtos exportados para os EUA vão ter o tarifaço aplicado. "Isso corresponde a US$ 273,1 milhões dos US$ 821,4 milhões exportados no ano passado (157 produtos isentos)," informa o superintendente da Fieb, Vladson Menezes.

Apesar de negativo, o impacto não atinge todos os produtos baianos. “De modo geral, a definição final incluiu menos exportações brasileiras do que se esperava, mas, no caso da Bahia, foi um pouco mais, porque incluiu a celulose solúvel, que não estava na previsão inicial”, conta Vladson.

“Mesmo assim, se colocarmos um ano para frente, vai dar 0,3% do PIB, então é um impacto pequeno. Mas é um impacto sobre empresas relevantes e sobre setores relevantes da economia. Portanto, é negativo e não representa nenhum ganho significativo para a economia americana”, afirma.

Segundo a Fieb, em 2021 os EUA eram o destino de 35% das exportações da Bahia, mas esta fatia caiu muito no ano passado, para 7,1%, e deve cair ainda mais em 2026, para algo em torno de 6,1%. “Esse total de 821 milhões de dólares já tinha tido o impacto das tarifas do ano passado".

"Começou em abril; depois, em junho, teve sobretaxa para aço e alumínio; depois outra em julho. Em novembro, os EUA tiraram alguns produtos. Já em fevereiro, houve uma decisão judicial que entendeu que a norma em que eles se apoiavam estava equivocada, então tiraram todas as taxas. Anunciaram uma tarifa de 10% por 150 dias, que está acabando na semana que vem”, conta Vladson.

Os segmentos mais impactados na Bahia serão o de papel e celulose, borracha e plástico, e a indústria química, principalmente petroquímicos básicos. Para a Fieb, o maior prejuízo será da celulose solúvel, porque é o principal produto exportado pela Bahia para os Estados Unidos.

No ano passado, o ganhou com ela foi de US$ 96,2 milhões, quando estava na lista provisória da sobretaxa. “A celulose solúvel é um produto especial, digamos assim. Não é aquela utilizada para papel, mas uma forma mais purificada, que tem mais valor agregado".

"Ela é usada em algumas fibras da indústria têxtil, farmacêutica e cosmética. Por ser tarifada, esse setor será afetado”, explica Vladson. "Outros produtos representam apenas 10% do valor que foi importado no ano passado, como sucos de fruta, calçados específicos, nozes sem casca e frutas como a uva fresca. Todos são produtos que não chegaram a US$1 milhão, em exportações", explica.

“Em 2026, por exemplo, exportamos US$264 mil. Não é pouco para a gente, mas, para a economia, é. É um produto afetado importante para a região do Vale do São Francisco, mas eles exportam muito mais para a Europa”, exemplifica.

Prêmio de um milhão saiu para Ilhéus

 

JORNAL A REGIÃO

Uma moradora de Ilhéus ganhou o prêmio especial de R$ 1 milhão da campanha Nota Premiada Bahia no sorteio de julho. O resultado foi divulgado nesta quinta-feira pela Secretaria da Fazenda do Estado. Este foi o oitavo prêmio milionário distribuído desde a criação da campanha, em 2018.

Com a nova ganhadora, o interior da Bahia passou a ter quatro vencedores do prêmio de R$ 1 milhão, o mesmo número de Salvador. O sorteio considerou mais de 219 milhões de bilhetes eletrônicos gerados a partir de compras com CPF na nota fiscal entre junho de 2025 e maio deste ano.

A campanha reúne atualmente cerca de 898 mil participantes cadastrados. Desde o lançamento, mais de sete mil pessoas já foram premiadas, entre moradores da capital, do interior e de outros estados.

Além de concorrer aos sorteios em dinheiro, quem participa da Nota Premiada Bahia ajuda instituições cadastradas no programa Sua Nota é um Show de Solidariedade. Elas recebem recursos do Governo do Estado conforme a pontuação obtida pelos consumidores que indicam o CPF nas notas fiscais.

Operação prende PMs por homicídos

 

JORNAL A REGIÃO

Seis policiais militares são alvo da Operação Vinculum, deflagrada nesta sexta pelo Ministério Público, com a Secretaria da Segurança e a Polícia Militar. A investigação apura as mortes de um adolescente de 16 anos e de um jovem de 21 durante uma ação policial no bairro de São Marcos, em Salvador.

Até o fechamento desta edição, três policiais haviam sido presos em Salvador e Lauro de Freitas. Os outros continuam foragidos. As equipes também cumpriram mandados de busca e apreensão em imóveis e locais de trabalho dos investigados.

Segundo o Ministério Público, os policiais são investigados por homicídio qualificado e fraude processual. A investigação aponta indícios de que as vítimas foram executadas e que a cena do crime teria sido alterada.

As mortes ocorreram em setembro do ano passado. Na ocasião, a versão oficial apontou troca de tiros durante uma ronda policial. Moradores, porém, contestaram essa narrativa, e imagens divulgadas nas redes sociais mostraram os dois jovens desacordados sendo retirados do local por policiais.

Juri condena taxista por quatro mortes

 

JORNAL A REGIÃO

O Tribunal do Júri condenou o taxista Agnelo Brito Leal a 5 anos e dois meses de prisão por quatro tentativas de homicídio praticadas em fevereiro de 2019, no bairro Pontal, em Ilhéus. Os jurados acolheram a tese do Ministério Público de que o réu assumiu o risco de provocar a morte das vítimas ao avançar com o carro sobre uma faixa de pedestres.

Segundo a denúncia, o motorista dirigia em velocidade acima do permitido quando atingiu duas crianças, de 4 e 5 anos, e duas mulheres que atravessavam a via na noite de 23 de fevereiro de 2019. A acusação no julgamento foi sustentada pelo promotor Audo Rodrigues.

O Conselho de Sentença reconheceu a existência de dolo eventual, quando o autor assume o risco de produzir o resultado de sua conduta. Para o Ministério Público, uma única ação criminosa resultou em quatro vítimas, o que levou à aplicação da pena prevista no Código Penal para esse tipo de situação.

O condenado cumprirá a pena inicialmente em regime semiaberto. Conforme destacou o promotor, a pena levou em consideração o fato de o réu ser primário e a decisão dos jurados de reconhecer a prática de quatro tentativas de homicídio.

Deputado acionou a PRF contra Wagner

 

JORNAL A REGIÃO

O deputado estadual Leandro de Jesus (PL) entrou com uma notícia de fato na Procuradoria Regional Eleitoral da Bahia. Ele denunciou uma propaganda eleitoral antecipada cometida pelo senador Jaques Wagner, candidato à reeleição num evento do PT em Itabuna, realizado na quinta-feira.

Leandro também acionou o Ministério Público Eleitoral para investigar a responsabilidade do ex-ministro da Casa Civil Rui Santos (PT) e do governador Jerônimo Souza (PT), que se beneficiariam do pedido explícito de votos feito por Wagner, o que é proibido pela legislação.

O deputado conta que, o senador afirmou que "nós precisamos eleger Rui Costa, senador", assim como também precisava de "um votinho" e incentivou o público a escolher "um candidato ou uma candidata a deputado estadual" e o governador Jerônimo Rodrigues para a reeleição.

"As declarações extrapolam os atos de pré-campanha autorizados pela Lei das Eleições. A legislação permite a apresentação de pré-candidaturas, projetos e propostas, mas proíbe pedidos explícitos de voto antes do período oficial da propaganda eleitoral," destacou Leandro.

Entre os pedidos à PRE estão a remoção do vídeo publicado no YouTube e em outras plataformas, caso a Justiça Eleitoral reconheça que o conteúdo configura propaganda eleitoral antecipada.

Um dos assassinos de Leal morre no HBlem

 

jornal a região

Um dos criminosos que participaram da execução do jornalista Manoel Leal morreu nesta sexta-feira (17). Marcones Rodrigues Sarmento (foto) estava internado no Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, em Itabuna, para tratar de problemas cardíacos e faleceu na madrugada de hoje.

Ligado ao grupo político do ex-prefeito Fernando Gomes e da empresária e ex-presidente do Democratas (União Brasil) Maria Alice Pereira, Marcones tornou-se um rosto conhecido nacionalmente, no final dos anos 1990, por sua participação no homicídio do jornalista e dono do jornal A Região.

Manoel Leal foi assassinado a tiros, pelas costas, quando chevaga em sua residência, no Jardim Primavera, em Itabuna, na noite de 14 de janeiro de 1998. Criminosos em uma caminhonete, Marcones entre eles, armaram uma emboscada para matar o jornalista.

Marcones acabou sendo condenado pelo crime mais de 20 anos depois. Num julgamento em Salvador, em 2019, restou-lhe a pena de somente seis anos por dirigir o veículo usado na execução de Leal, que sofreu vários tiros ao descer do carro para abrir o portão do sítio onde residia.

Apesar de apelos da Anistia Internacional, a polícia nunca investigou os mandantes do assassinato, mesmo com inúmeros indícios levando a três nomes bem conhecidos.

À época do crime, Manoel Leal (foto) havia acabado de denunciar um delegado da Polícia Civil – Gilson Prata. Com ares de xerifão e como delegado especial, chegou a Itabuna em momento em que estava cotado para assumir a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA).

Do gabinete do então prefeito Fernando Gomes e sob a assessoria da então secretária Maria Alice, Prata comandou uma caçada contra membros do primeiro governo do prefeito Geraldo Simões (1993-1996). As movimentações do grupo fernandista e do delegado eram noticiadas por Leal.

O jornal A Região publicou documentos provando que a caçada de Prata tinha sido paga por Gomes. O recebimento de dinheiro para fazer o trabalho policial é ilegal. Um mês depois da publicação Leal era emboscado e morto, num local que fica entre o 15º BPM e o Complexo Policial.

A Polícia Civil não isolou a cena do crime, não buscou a lista de ligações feitas naquele dia, onde estaria uma do executor avisando o mandante. Não interrogou os possíveis mandantes. Tomou depoimento de testemunha sem a presença do MP, entre muitas outras irregularidades. Com o jornalista Davidson Samuel.

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Mês do Amigo Cobasi: clientes podem ter benefícios exclusivos na modalidade Plus

 


Tutores de pets que fizerem a assinatura até o final de julho, terão acesso a ainda mais pontos e descontos

Crédito: Divulgação Cobasi

Até o dia 31 de julho acontece a campanha Mês do Amigo Cobasi 2026, que incentiva os clientes da Cobasi, empresa pioneira no Brasil no conceito de megaloja com produtos para pets, casa e jardim, a aderirem o programa Amigo Cobasi Plus. Tutores de pets que fizerem a assinatura durante o período, além dos benefícios que já fazem parte do programa, terão acesso a R$ 10 de desconto imediato e 900 pontos por mês durante um ano, equivalente a R$ 10 em desconto.

Além disso, até o final da campanha, clientes que fizeram o cadastro anual no Amigo Cobasi Plus ganharão 1 mês grátis. Isso sem contar o acesso a uma missão exclusiva: a oportunidade de ganhar 1.800 pontos extras em compras acima de R$ 199,00.

“Queremos sempre oferecer vantagens relevantes para os nossos clientes, inclusive, dentro destes programas que já trazem economia constantemente. É uma forma de contribuir com a rotina de milhares de tutores e pets, oferecendo conveniência e menos gastos”, afirma Caio Bernardo, Diretor Comercial e de Marketing da Cobasi.

Mais economia

O Amigo Cobasi Plus foi lançado em abril deste ano como uma evolução do programa de fidelidade gratuito Amigo Cobasi. Na versão comum, os clientes acumulam pontos a cada compra e podem trocá-los por descontos e brindes, além de terem acesso a ofertas especiais.

Com a nova modalidade, que se somou ao programa já existente, os clientes passaram a contar com benefícios adicionais mediante uma assinatura. Além de créditos mensais em pontos, tutores que possuem o Amigo Cobasi Plus têm 15% de desconto em serviços de banho e tosa nas unidades participantes da Pet Anjo, frete reduzido no site e aplicativo da Cobasi e pontos em dobro em itens selecionados.

Para adquirirem o Amigo Cobasi Plus, basta que clientes acessem suas contas no site ou aplicativo da Cobasi e preencham os dados de pagamento para terem os benefícios ativados na hora. A assinatura é válida apenas para pessoas já cadastrados no programa gratuito Amigo Cobasi.

 Pode ser uma imagem de texto que diz ".CHA9E59 ESPECIALISTA AUTOMOTIVO CHAMA LULA DE MENTIROSO POR AUMENTO DE ETANOL NA GASOLINA "NÃO É POSSÍVEL UM PRESIDENTE SE VALER DE TANTAS MENTIRAS"."

Meta lança AI Mode: quais os impactos ao marketing corporativo?

 


Por Renato Sobrinho

A forma como as pessoas encontram informações na internet está passando por uma nova transformação. Depois de décadas em que os mecanismos de busca tradicionais dominaram a descoberta de conteúdo, a inteligência artificial começa a ocupar um espaço cada vez mais relevante nessa jornada – ainda mais agora, com um novo capítulo inaugurado pelo lançamento do AI Mode pela Meta, recurso que incorpora respostas geradas pela IA à experiência de busca dentro de suas plataformas.  

Mais do que uma novidade tecnológica, a iniciativa reforça uma mudança mais ampla no comportamento dos usuários e na forma como marcas serão encontradas no ambiente digital. Afinal, a evolução das ferramentas de IA mostra que as pessoas estão cada vez mais interessadas em obter respostas prontas, contextualizadas e conversacionais, sem a necessidade de navegar por múltiplos links para encontrar uma informação.  

Dados divulgados no “Relatório de Difusão da IA 2025” comprovam essa realidade: cerca de uma em cada seis pessoas no mundo já utiliza a IA generativa regularmente, seja para aprender, trabalhar ou resolver problemas. Apenas o ChatGPT, como exemplo, já processa, aproximadamente, 2,5 bilhões de prompts por dia, segundo um levantamento da Ahrefs, volume que representa cerca de 18% das buscas realizadas diariamente no Google. 

As informações ajudam a demonstrar que a inteligência artificial está deixando de ser apenas uma ferramenta complementar, para se tornar um importante canal de descoberta de conteúdo, produtos e serviços presente nas mais diferentes plataformas, tendendo a impactar, diretamente, as estratégias de marketing digital nos próximos anos. 

Nesse cenário, a disputa pela atenção dos usuários se torna ainda mais acirrada. Se antes, o objetivo era conquistar posições nos mecanismos de busca, agora, as empresas também precisam pensar em como se tornar referências para sistemas de inteligência artificial que selecionam, interpretam e apresentam informações aos usuários. 

Isso não significa o fim do SEO tradicional. Pelo contrário. A construção de autoridade digital continua sendo um dos principais fatores que influenciam a visibilidade de marcas tanto nos buscadores quanto nas plataformas baseadas em IA. Conteúdos relevantes, consistência editorial e credibilidade permanecem como elementos fundamentais para aumentar a presença digital. O que muda é a forma como essas informações são consumidas.  

Em vez de acessar diversos sites para encontrar respostas, o usuário passa a confiar cada vez mais em interfaces que sintetizam conteúdos e entregam recomendações prontas, como está sendo viabilizado nesta mais recente novidade da Meta. Isso amplia a importância de estratégias focadas em autoridade, branding e produção de conteúdo de qualidade. 

A tendência também reforça a necessidade de uma presença digital integrada. Marcas que conseguem construir relevância em diferentes canais, como sites, blogs, redes sociais e plataformas profissionais, aumentam suas chances de serem reconhecidas e referenciadas por sistemas de inteligência artificial. 

O lançamento do AI Mode pela Meta é mais um sinal de que a busca digital está evoluindo para um modelo cada vez mais conversacional. Para as empresas, o desafio não será apenas aparecer nos resultados de pesquisa, mas conquistar espaço nas respostas geradas pelas tecnologias que estão redefinindo a forma como as pessoas descobrem informações. 

Mais do que uma mudança tecnológica, trata-se de uma transformação no comportamento digital. E, como aconteceu em outras grandes mudanças da internet, as empresas que compreenderem esse movimento mais cedo tendem a conquistar vantagens competitivas importantes nos próximos anos. 

Renato Sobrinho é Sócio da iOBEE - Agência de marketing digital e Growth. 

 

Sobre a iOBEE:  

https://iobee.com.br/ 

Atuando de forma abrangente com serviços de Google Ads & Meta Ads, SEO, Inteligência em Gestão de Redes Sociais, Inbound Marketing e outros mais. A iOBEE é uma agência de marketing digital e tecnologia, com uma abordagem mais estratégica e serviços que atendem todas as áreas que são vitais para alavancar o faturamento das empresas. 



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Engajamento no trabalho diminui: como o RH pode reverter essa realidade?

 


Por Jordano Rischter

Apenas um em cada cinco profissionais ao redor do mundo afirma estar verdadeiramente engajado no trabalho. O índice, divulgado no relatório “State of the Global Workplace 2026”, da Gallup, representa a segunda queda consecutiva desse indicador, evidenciando uma realidade preocupante: em um cenário marcado por transformações aceleradas, novas formas de trabalho e mudanças nas expectativas dos profissionais, insistir que o engajamento depende apenas de ações do RH significa atacar os sintomas, e não as causas do problema. 

Um dos pontos mais cruciais de ser esclarecido nesse sentido, é que o engajamento é uma consequência direta da percepção de pertencimento, propósito, desenvolvimento e confiança — elementos que se constroem, diariamente, nas relações entre líderes, equipes e cultura organizacional. O mesmo estudo da Gallup, inclusive, comprova isso, ao compartilhar que 70% da variação desse sentimento nas equipes está diretamente associada à qualidade da liderança local. 

Por que, então, essa realidade está longe de ser alcançada em muitas empresas? Principalmente, pelas mudanças na forma como cada um se relaciona com seu trabalho. Hoje, os profissionais buscam muito mais do que uma boa remuneração e estabilidade: esperam encontrar propósito, oportunidades contínuas de desenvolvimento, autonomia para desempenhar suas funções e um ambiente onde sintam que suas contribuições são valorizadas.  

Apesar disso, ainda é comum ver organizações tentarem responder a essas expectativas por meio de ações isoladas — como campanhas de engajamento, benefícios pontuais ou eventos internos — quando o principal fator que molda essa percepção está na experiência cotidiana de cada um, especialmente com seus líderes. É na interação diária com os gestores, a dinâmica dos times e a coerência da cultura organizacional que o engajamento é fortalecido ou perdido. Más experiências nesse sentido, naturalmente, acabam por desconectar as partes e prejudicar a satisfação e realização no exercício diário no ambiente corporativo. 

Antes de tudo, os profissionais querem clareza a respeito de para onde a empresa está caminhando e qual é o seu papel nessa trajetória. É difícil manter alguém engajado quando os objetivos do negócio são difusos ou quando cada colaborador não consegue enxergar como seu trabalho contribui para os resultados coletivos. Da mesma forma, existe uma expectativa crescente por desenvolvimento contínuo - mais do que promoções, as pessoas buscam perceber que estão evoluindo, adquirindo novas competências e construindo uma carreira com perspectivas concretas de crescimento. 

Há, ainda, um fator extremamente delicado: a conexão com a cultura organizacional. O engajamento se fortalece quando existe coerência entre o discurso e a prática, fazendo com que os valores propagados pela empresa sejam percebidos no comportamento das lideranças, nas decisões tomadas e na forma como as pessoas são tratadas. Quando essa consistência dá lugar à dissonância entre o que se comunica e o que efetivamente se vivencia no dia a dia, a confiança se perde. 

É justamente nesse ponto que a liderança assume um papel decisivo. Afinal, são os líderes que transformam a estratégia em realidade no dia a dia, dando contexto às decisões, traduzindo os objetivos do negócio, reconhecendo conquistas, desenvolvendo talentos, promovendo um ambiente de segurança psicológica e ajudando cada profissional a compreender como sua atuação contribui para um propósito maior. 

Reverter esse cenário exige que as empresas compreendam que esse não é um índice  que nasce de iniciativas isoladas, mas das decisões que tomam, diariamente, sobre como gerir pessoas – indo desde escolher quem ocupará as posições de liderança, a como preparar esses profissionais para desenvolver talentos, oferecer feedbacks consistentes, reconhecer resultados e cultivar relações baseadas na confiança, garantindo que a cultura organizacional deixe de existir apenas nos discursos e se manifeste na prática. 

Quando existe clareza de propósito, oportunidades reais de crescimento, coerência entre discurso e prática, e lideranças capazes de transformar esses elementos em experiências positivas, o engajamento deixa de ser uma meta perseguida pelo RH e passa a ser uma consequência natural de um ambiente onde as pessoas encontram motivos genuínos para permanecer, contribuir e crescer. 

Jordano Rischter é headhunter e sócio da Wide Executive Search, boutique de recrutamento executivo focado em posições de alta e média gestão.     

    

Sobre a Wide:     

https://wide.works/     

Com mais de 50 anos de experiência combinada, a Wide é especialista em recrutamento executivo alinhado às necessidades e objetivos de cada empresa. Seu foco é fortalecer a governança corporativa, com atendimento exclusivo e processos ágeis e assertivos, conduzidos pela expertise de seus sócios. 



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Do Back Office ao Marketplace: como essa vantagem competitiva nasce dentro das PMEs?

 


Por Tânia Alves 

Durante décadas, o crescimento das pequenas e médias empresas foi impulsionado pela força comercial, pela qualidade dos produtos e pelo relacionamento com os clientes. Hoje, esses pilares continuam essenciais, mas já não garantem competitividade em um mercado cada vez mais digital, integrado e orientado por dados. 

Vivemos uma nova realidade. A facilidade de vender em marketplaces, operar um e-commerce ou alcançar consumidores em qualquer região do país democratizou o acesso ao mercado. Em contrapartida, também elevou significativamente o nível de exigência. Afinal, o cliente espera disponibilidade imediata, entregas rápidas, informações precisas e uma experiência sem falhas. 

Nesse cenário, a verdadeira vantagem competitiva deixou de estar apenas na vitrine digital, migrando para a eficiência operacional que sustenta cada venda realizada. Entretanto, um paradoxo ainda é evidente: muitas empresas investem fortemente em marketing, canais digitais e expansão comercial, enquanto convivem com processos internos fragmentados, controles paralelos em planilhas, retrabalho e decisões baseadas em percepções, e não em dados. 

O resultado disso é conhecido: o volume de vendas cresce, mas a rentabilidade não acompanha o mesmo ritmo. Custos operacionais aumentam, erros se multiplicam e a gestão perde velocidade justamente quando a empresa mais precisa dela. É nesse momento que o back office assume um papel estratégico. 

Durante muito tempo, o back office foi tratado apenas como uma área administrativa; no entanto, atualmente, ele se tornou o centro nervoso da organização. Financeiro, fiscal, contabilidade, compras, estoque, produção, logística e atendimento precisam atuar como um único ecossistema, compartilhando informações em tempo real e sustentando decisões cada vez mais rápidas. 

A transformação digital, portanto, não começa pela tecnologia, mas pela revisão dos processos. Implantar um ERP não significa, necessariamente, transformar uma empresa. Afinal, mesmo tendo essa ferramenta, muitas organizações utilizam apenas uma pequena parcela do potencial de seus sistemas de gestão. Com isso, os dados existem, porém permanecem dispersos, e os indicadores são produzidos manualmente.  

Dessa forma, análises chegam atrasadas e decisões estratégicas continuam sendo tomadas sem uma visão integrada da operação. Em se tratando das PMEs, um estudo da Microsoft revelou que, embora 74% dos gestores utilizem dados automatizados com frequência, apenas 33% transformam essas informações em decisões estratégicas 

Portanto, a próxima etapa dessa evolução é transformar dados em inteligência. Dashboards operacionais, indicadores em tempo real e análises preditivas deixam de ser ferramentas exclusivas das grandes corporações e passam a fazer parte da rotina das PMEs mais competitivas. A empresa para de simplesmente registrar acontecimentos para antecipar tendências, identificar gargalos e agir antes que pequenos desvios se transformem em grandes problemas. 

A chegada da Inteligência Artificial acelera ainda mais essa transformação. Integrada aos dados do ERP, ela amplia a capacidade analítica das organizações, identifica padrões invisíveis aos gestores, prevê demandas, sugere ações corretivas e automatiza atividades operacionais, liberando as equipes para decisões de maior valor agregado. 

No ambiente dos marketplaces, essa maturidade operacional torna-se decisiva. Algoritmos favorecem empresas que mantêm estoques atualizados, entregam dentro do prazo, apresentam baixos índices de cancelamento e proporcionam uma experiência consistente ao consumidor. Cada falha operacional impacta diretamente a reputação da empresa e sua capacidade de competir. 

Mais do que vender em múltiplos canais, é necessário operar com inteligência em todos eles. As empresas que liderarão esse novo ciclo não serão, necessariamente, as maiores ou as que possuem mais recursos financeiros, mas aquelas capazes de integrar tecnologia, processos, pessoas e dados em uma estratégia única de gestão. 

O futuro pertence às organizações que compreenderem que crescimento sustentável não é consequência apenas de vender mais, mas sim de operar melhor. O marketplace representa a vitrine da economia digital; o back office, entretanto, continua sendo o alicerce que sustenta cada promessa feita ao cliente. 

Em um ambiente onde velocidade, precisão e inteligência definem a competitividade, investir na excelência operacional deixou de ser um diferencial: tornou-se uma condição indispensável para crescer, inovar e prosperar. 

A pergunta que todo líder deve fazer não é "como vender mais?", mas "nossa operação está preparada para sustentar o próximo nível de crescimento?". A resposta para essa pergunta definirá quais PMEs serão protagonistas da economia digital brasileira e quais continuarão apenas reagindo às mudanças do mercado. 

Tânia Alves é CEE da Okser. 

Sobre a Okser    

A Okser é uma consultoria especializada na implementação do SAP Business One. Com 17 anos de expertise, atendendo empresas em todo o território nacional, a empresa já soma mais de 2 mil projetos realizados e mais de 3 mil usuários. A organização vai além, criando soluções tecnológicas personalizadas para lidar com qualquer desafio, simplificando processos e garantindo maior segurança e eficiência operacional.     



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Cinthia Guimarães


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