
quarta-feira, 1 de julho de 2026
Inadimplência atinge 8,5 milhões de pequenos negócios no Brasil
Inadimplência atinge 8,5 milhões de pequenos negócios no Brasil

Especialista da UniCesumar explica que restrição de capital combinada à defasagem em educação financeira acelera o ciclo de endividamento e ameaça a sustentabilidade de empreendedores brasileiros.
O atual cenário macroeconômico brasileiro tornou o acesso ao capital mais caro e restrito para quem possui um pequeno negócio. Com a taxa Selic na faixa dos 13% ao ano e a inflação persistente, o custo de captação das instituições financeiras aumentou, elevando as taxas de juros finais e endurecendo os critérios de concessão. O impacto direto dessa dinâmica reflete-se no caixa das empresas, segundo o Serasa Experian, na virada de 2025 para 2026, foi registrado um recorde de 8,9 milhões de CNPJs inadimplentes no país. Deste total, 8,5 milhões pertencem a micro e pequenas empresas (MPEs), somando mais de R$ 210 bilhões em dívidas negativadas.
Neste cenário, a gestão de fluxo de caixa evidencia sua criticidade. A dificuldade em financiar estoques, pagar fornecedores e manter as operações diárias tem levado muitos empreendedores a tomarem decisões financeiras não planejadas, resultando em um ciclo severo de endividamento. “Sem o domínio de métricas básicas de finanças, empresários costumam cometer erros estruturais no momento de buscar capital no mercado. Muitos empreendedores avaliam apenas o valor da parcela mensal e ignoram o Custo Efetivo Total (CET) da operação. Além disso, é comum utilizarem linhas de crédito de curto prazo para financiar projetos de longo prazo, ou buscarem empréstimos apenas quando a situação do negócio já é crítica. O resultado imediato desse desconhecimento é o superendividamento empresarial. Uma parcela significativa da receita passa a ser destinada ao pagamento de juros, comprometendo a capacidade produtiva e a operação da empresa”, explica Rita de Cassia Carolino, coordenadora da Pós-graduação em Administração Financeira da EAD UniCesumar.
Crédito alavancador versus crédito sufocante
Em termos financeiros, o mercado divide o crédito em duas categorias, definidas exclusivamente pelo retorno gerado pelo recurso captado. Para ser viável, o crédito precisa gerar um valor econômico superior ao seu próprio custo de contratação.
"O crédito atua como alavancador quando financia investimentos produtivos, gera aumento de receita e possui um prazo compatível com o retorno esperado. Ele se paga com os resultados da própria operação. Por outro lado, o crédito torna-se sufocante quando é utilizado para cobrir déficits permanentes da empresa. Quando a taxa de juros do empréstimo supera a rentabilidade do negócio, esse crédito destrói valor e acelera o processo de insolvência”, afirma Carolino
O papel de bancos e fintechs: a transição para o crédito orientado
A responsabilidade de mitigar a inadimplência corporativa também recai sobre os emissores de capital. Contudo, a simples liberação de recursos, seja por fintechs ou grandes bancos, não soluciona o déficit estrutural.
“A oferta de crédito consciente exige que as instituições avaliem a capacidade real de pagamento do cliente, e não apenas o seu próprio volume de capital disponível para empréstimo. Na prática, o mercado precisa adotar diagnósticos financeiros antes da concessão, criar ferramentas digitais de acompanhamento de caixa e emitir alertas automáticos sobre riscos de endividamento. As fintechs têm a vantagem do uso intensivo de dados e agilidade, enquanto os bancos tradicionais possuem capacidade robusta de funding e capilaridade. Ambas as frentes devem atuar em complementaridade”, esclarece a docente da UniCesumar.
Para as micro e pequenas empresas, o acesso ao capital deve operar estritamente como uma ferramenta estratégica de desenvolvimento corporativo. O financiamento bancário não pode ser utilizado como um mecanismo de sobrevivência contínua. A educação financeira, associada à responsabilidade das instituições na orientação do crédito, configura a base operacional necessária para que os pequenos negócios no Brasil consigam sustentar suas margens, evitando o sufocamento financeiro por juros.
Sobre a UniCesumar
Com mais de 35 anos no mercado educacional e desde 2022 como uma das marcas integradas ao grupo Vitru Educação, a UniCesumar conta com uma comunidade de cerca de 500 mil alunos. Atualmente, possui uma robusta estrutura de Educação a Distância (EAD), com mais de 1,3 mil polos espalhados por todas as regiões do país, além de três unidades internacionais, localizadas em Dubai (Emirados Árabes) e Genebra (Suíça). No ensino presencial, destaca-se o curso de Medicina, oferecido nos campus de Maringá (PR) e Corumbá (MS), juntamente a outros três campi, localizados em Curitiba, Londrina e Ponta Grossa (PR). Como um dos dez maiores grupos educacionais privados do Brasil, a UniCesumar oferece portfólio diversificado, com 350 cursos, abrangendo graduação, pós-graduação, técnicos, profissionalizantes, mestrado e doutorado. Sua missão é promover o acesso à educação de qualidade e contribuir para o desenvolvimento pessoal e profissional de seus alunos, preparando-os para os desafios do mercado de trabalho.
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Carta aberta de congresso internacional reconhece Rio Grande do Sul como laboratório para o mundo em gestão de desastres climáticos
Dois anos após enfrentar os efeitos de uma grande inundação, o Rio Grande do Sul está se consolidando como um laboratório internacional de iniciativas de cooperação para gestão de riscos e desastres. Exemplo dessa posição é o fato de o estado ter se antecipado às previsões de eventos extremos nos próximos meses, estimadas devido à chegada de um super El Niño, com preparação em diversos níveis -- incluindo o Plano Estadual de Proteção e Defesa Civil, implementado pelo ICLEI - Governos Locais pela Sustentabilidade.
Essas são as conclusões do recém-terminado Congresso Internacional de Proteção e Defesa Civil, realizado em paralelo com o Encontro Nacional do ICLEI Brasil, em Porto Alegre. Os fóruns tiveram a presença de representantes de vários países, ao lado de especialistas brasileiros.
Em carta aberta divulgada ao final dos eventos, os participantes enaltecem a cooperação entre países e governos para combater os riscos e desastres provocados pelas mudanças climáticas, a partir de iniciativas conjuntas de plataformas compartilhadas, previsão meteorológica, monitoramento de tempestades severas e comunicação de riscos e gerenciamento de voluntariado.
“A manutenção de uma rede de cooperação técnica nacional e internacional é importante para que diferentes populações ao redor do mundo possam ser beneficiadas com a prevenção de catástrofes provocadas por eventos extremos, decorrentes da mudança climática”, afirma Rodrigo Perpétuo, diretor-executivo do ICLEI América do Sul.
Rodrigo Perpétuo
Diretor Executivo do ICLEI América do Sul
Divulgação
"O congresso movimentou mais de 2 mil pessoas, com 1.596 participantes presentes, representando 368 municípios, 48 cidades brasileiras, 26 estados e delegações de Equador, Peru, Colômbia, Itália, Países Baixos, Estados Unidos e Argentina", destacou ele.
O Programa Estadual de Preparação para Eventos Extremos - Prepara RS – El Niño é uma iniciativa extraordinária do governo do Rio Grande do Sul para o desenvolvimento de ações de preparação para eventuais efeitos decorrentes da atuação do fenômeno El Niño sobre o território do estado, em mais uma ação que reforça e aperfeiçoa a governança estadual de riscos e desastres.
A carta aberta dos eventos pode ser acessada em: https://americadosul.iclei.org/brasil/material/carta-aberta-do-4o-encontro-nacional-do-iclei-brasil-e-congresso-internacional-de-protecao-e-defesa-civil/
O CIPDC foi uma realização do ICLEI — Governos Locais pela Sustentabilidade, com correalização do BRDE e organização da Capacitá Eventos. O evento contou com patrocínio platina da Casa Militar / Defesa Civil do Rio Grande do Sul e do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, além da MRV como parceiro anual do ICLEI em 2026 e o apoio de Ambipar, CPFL Energia, Grupo Equatorial, ICEYE, Octave, PUCRS, Randoncorp, do Escritório das Nações Unidas para Redução do Risco de Desastres (UNDRR) e do Programa da ONU para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat). O Congresso também integra o Programa Estadual de Preparação para Eventos Extremos (Prepara RS – El Niño).
Informações para Imprensa: Ana Pena, Aurea Figueira 11 98579-2035
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Aurea Figueira
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(11) 98579-2035
delaware anuncia a chegada de mais um reforço na área comercial
Luis Gomes, ex- Rimini Street Brazil, assume como Large Account Executive
Ampliar o vínculo e o relacionamento com os clientes é uma importante estratégia de negócios. Pensando nisso, a delaware Brasil, consultoria especializada em implementação, sustentação e inovação tecnológica, segue investindo no time comercial e acaba de anunciar mais um reforço com a chegada de Luis Gomes, que atuará como Large Account Executive.
Formado em Engenharia de Produção pela Universidade de São Paulo (USP), Gomes já soma uma trajetória de 26 anos de atuação no mercado. Sempre atuando nas áreas de operações e comercial, o profissional possui sólida experiência na gestão de equipes. Ao longo de sua carreira, passou por empresas como SAP, Finity Consultoria, Spread Tecnologia e, por último, a Rimini Street Brazil, na qual ocupava o cargo de Diretor de Serviços Profissionais.
Com uma trajetória consolidada, o convite para firmar a parceria com a delaware veio no momento oportuno, uma vez que o profissional já nutria o desejo de voltar às raízes de vendas. “Ao longo da minha carreira, tive a oportunidade de conhecer e trabalhar com pessoas que hoje fazem parte do time da delaware. Deste modo, dado o atual momento pelo qual o ecossistema SAP está passando, com a proximidade do fim do suporte ao SAP ECC e as migrações para o SAP S/4HANA, não tive dúvidas de que era o momento certo para dar esse importante passo”, destaca Gomes.
O reforço vem ao encontro dos planos de expansão da empresa previstos para 2026, como explica Rodolfo Rezende, sócio da delaware Brasil. “A chegada do Luis Gomes é mais um importante movimento da nossa empresa em prol de levar a melhor qualidade de serviços e atendimento. Tendo em vista os prazos estabelecidos pela SAP, estamos formando uma equipe com profissionais altamente qualificados e prontos para apoiar cada cliente no processo de migração e upgrade”.
A atuação como Large Account Executive tem como objetivo alavancar as receitas com maior impulsionamento de atuação em grandes contas, tendo como meta representar 10% do target da organização ao ano. Entre os principais segmentos que serão atingidos estão logística, construção civil, mineradoras e agronegócio.
Para atingir esse objetivo, Gomes pretende reunir um time com amplo conhecimento e skills para atuar em prol do mesmo objetivo. Além disso, o ele também terá uma atuação pautada em abrir portas, estreitando o relacionamento com o time de Delivery e Vendas para que, juntos, proponham soluções que gerem valor para os clientes.
Com os objetivos alinhados aos da delaware, as expectativas de Gomes são as melhores. “Costumo dizer que a melhor venda sempre é a próxima. No entanto, só é possível atingir esse resultado se todos atuarem em colaboração, olhando para cada cliente desde a proposta até a entrega. A delaware é uma empresa já consolidada no mercado global, com mais de 10 anos de atuação no Brasil, e possui uma equipe de profissionais com ampla expertise nas principais esferas da tecnologia atual. Chego com o objetivode gerar as oportunidades para mostrar o resultado da união do melhor dos dois mundos: experiência sólida e excelentes soluções que nos tornam inovadores e disruptivos”, conclui ele.
Sobre a delaware:
A delaware conta
com mais de 20 anos de experiência em consultorias, implementações,
sustentações e inovações tecnológicas em diversos setores. Com presença
em mais de 20 países e origem na Bélgica, a empresa conta com mais de 5
mil profissionais que atuam na orientação dos clientes, através da
transformação de seus negócios, oferecendo soluções end-to-end focadas
em criar valor e inovar, incluindo desenvolvimento, inovação e
implementação de tecnologias avançadas. Para mais informações, siga
a delaware Brasil nas redes sociais: LinkedIn, Instagram e Facebook.
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Cinthia Guimarães Tel: +55 (11) 95457-3500 Email: cinthia@informamidia.com.br www.informamidia.com.br |
Circo Portugal Internacional estreia temporada em Alagoinhas no dia 3 de julho
Um dos maiores e mais famosos circos do Brasil apresenta atrações exclusivas como Homem-bala direto de Las Vegas e o carro que vira robô
Alagoinhas será a próxima parada do Circo Portugal Internacional. A partir do dia 3 de julho, um dos maiores e mais famosos circos do país inicia sua temporada na cidade baiana, após sucesso absoluto em Lauro de Freitas, levando ao público um espetáculo que reúne tecnologia, grandes atrações e muita emoção.
Com uma estrutura moderna e totalmente renovada, o Circo Portugal chega à cidade trazendo sua lona azul com mais de 900 toneladas de equipamentos e uma experiência que combina tradição circense e inovação, com atrações voltadas para públicos de todas as idades.
Entre os destaques do espetáculo estão o Homem-Bala, atração internacional direto de Las Vegas; os Transformers, com a transformação de um carro em robô diante do público; os palhaços, responsáveis por garantir momentos de diversão para toda a família; além do maior espetáculo de mágicas da América Latina. Outro grande destaque é o tradicional Globo da Morte, com cinco motos se apresentando simultaneamente.
De acordo com o gerente de marketing do Circo Portugal Internacional, Diogo Araújo, a expectativa é de que o público de Alagoinhas vivencie uma experiência única. "Cada cidade tem uma energia própria e estamos muito felizes em chegar a Alagoinhas com um espetáculo preparado para surpreender e emocionar. O Circo Portugal é um convite para que famílias e amigos compartilhem momentos especiais e criem memórias inesquecíveis", afirma.
Todas as informações e a venda de ingressos estão disponíveis no site oficial do circo.
Serviço
Circo Portugal Internacional – Temporada Alagoinhas
Estreia: 3 de julho
Local: Avenida Joseph Wagner, próximo à Paraguaçu Chevrolet
Horários das sessões:
- Sexta (estreia): às 20h
• Sábado (04/07): às 15h, 17h30 e 20h - Domingo (05/07): às 11h e 20h
Ingressos:
Lateral
• Meia-entrada: R$ 20
• Inteira: R$ 40
Central
• Meia-entrada: R$ 30
• Inteira: R$ 60
Premium
• Meia-entrada: R$ 45
• Inteira: R$ 90
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Informações para imprensa
Jessica
imprensa3@amazonascomunicacao.com.br
Julio Cerquetane lança “O Caminho de Volta pra Casa” na Flip 2026 e consagra-se no gênero “ficção de cura”
Autor best-seller apresenta um romance inspirado na história de sua mãe. O livro será lançado na Flip em Paraty, no dia 24 de julho, e terá duas sessões de autógrafos.
Em um final de semana em família, Ruth propõe aos filhos um momento de desconexão do mundo digital para uma reconexão entre si. Um breve afastamento da rotina diária, da correria do dia-a-dia: sem internet, sem celular, longe do trabalho e das atividades profissionais. A ideia é se isolar em uma cabana no sul de Minas Gerais, em Gonçalves, para resgatar a conexão com a natureza, com as lembranças da sua infância e fazer uma introspecção consigo mesma.
Essa é a premissa de “O Caminho de Volta pra Casa” (editora Ofício das Palavras, 160 páginas), o livro de Julio Cerquetane é um romance de cura, que será lançado durante a 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) no dia 24 de julho, com duas sessões de autógrafos: às 15h no espaço da com.tato da Casa Escreva, Garota! e às 17h, no espaço Casa Ofício das Palavras.
Na obra, Cerquetane apresenta Ruth e seus filhos adolescentes Lucas e Paulinho, que aprendem várias lições depois de enfrentarem situações inusitadas, após se perderem em uma floresta. A narrativa equilibra humor e introspecção, explorando os medos, as relações familiares e as prioridades de vida.
O autor revela que “apesar de ser uma ficção, toda narrativa do livro foi inspirada em acontecimentos baseados em fatos da sua vida pessoal”. Ruth é inspirada em sua mãe, e os episódios ligados ao seu pai são baseados em fatos reais: o alcoolismo e os vícios em jogos.
O livro aborda temas como o divórcio, a separação de casais, o alcoolismo, o amadurecimento dos adolescentes, os desafios profissionais e alguns medos: a solidão, o abandono, a pobreza, a rejeição, a falência do negócio. O leitor vai se reconhecer em vários momentos, principalmente nas questões existenciais vividas por Ruth e seus filhos.
Cerquetane afirma que a inspiração da escrita nasceu do amor de uma mãe para com seus filhos. “O motivou a escrever o livro foi a história vivida por minha mãe, Ruth Cerquetane”, relembra. Além da homenagem a mãe, ele trouxe sua ligação afetiva com a casa da infância, representada pela cabana e todos os utensílios dela.
Com dez capítulos e mais o posfácio, o romance constrói uma jornada de superação marcada por reflexões, autoconhecimento e autocuidado. Julio reflete que as situações narradas são histórias vividas por milhares de pessoas, e que poderiam leva-las ao sofrimento e as crises existências e até mesmo a uma depressão, como aconteceu com ele. Por isso o processo de cura proposto na ficção permite recriar o desfecho em um final feliz. Cerquetane afirma: “Eu trato no livro uma solução que não aconteceu na minha vida pessoal, mas eu gostaria que tivesse acontecido”. Assim, a narrativa oferece ao leitor a possibilidade de um novo enredo, de uma nova história, de uma nova perspectiva para encarar os desafios da vida, superando os traumas.
A obra também dialoga com o público juvenil, com uma linguagem simples e direta, tratando de temas complexos, mas de forma acessível. O resultado é uma história que cria um “elo” de sentimentos e emoções e propõe reflexão prática sobre o amor, a família, os medos e a superação. Mais do que um romance, o livro propõe um reencontro com você, e se apresenta como um convite à reflexão e a reconexão consigo: ressignificar a própria história, com as raízes da infância e a coragem de transformar a dor e sofrimento em alegria através de um caminho de volta pra casa.
Cura e reconexão
Aos 54 anos, Julio Cerquetane tem uma jornada profissional extensa, com uma trajetória de carreira longa: formado em Ciências Contábeis pela FEA-USP, é empresário do segmento ceramista, palestrante, empreendedor social e fundador do Projeto Eu Posso, voltado para jovens adolescentes. Estudioso do comportamento humano e da mente, tem certificações em coaching, PNL e Eneagrama. Seus estudos diários se concentram na filosofia da mente e na psicologia da cognição, iniciados após um longo período de depressão. Começou a escrever após esse período, como ele diz: “Tenho plena convicção que a escrita foi um dos melhores remédios, quase um processo terapêutico”, explica. Julio relata que a escrita é um momento de conexão consigo mesmo, e a prática diária começa quando acorda, entre três e quatro da manhã. O autor relata que a escrita se tornou um processo de imersão total, que o leva a um estado de presença e atenção plena, onde ele consegue transformar a dor em narrativa.
O primeiro livro, “O Fim da Depressão”, lançado em Ribeirão Preto e São Paulo (2024), tornou-se best-seller nas listas da PublishNews e O Globo na categoria de não-ficção. “O Caminho de Volta pra Casa” é sua segunda experiência literária, que ele classifica como “healing fiction” ou ficção de cura – é um gênero literário focado em narrativas reconfortantes com o objetivo de proporcionar reflexão e autoconhecimento, além de uma transformação pessoal através de uma abordagem empática e acolhedora. O estilo explodiu no mercado mundial com diversas obras de autores asiáticos que se popularizou inicialmente no Japão e na Coreia do Sul. Com esse livro, Cerquetane consolida sua transição de não-ficção para a ficção, com esse romance de cura, porém mantém a sua essência de reflexões sobre o comportamento humano, a mente e o processo de cura.
Confira um trecho do livro:
“Ruth observou a reação dos filhos, impressionados com a beleza do local. Pela primeira vez, depois de muito tempo, sentiu-se feliz de verdade. Aquela cena resgatava seu passado, quando o pai a levava até a cachoeira para viver a mesma experiência que estava proporcionando aos filhos agora. Por alguns instantes, fechou os olhos e agradeceu a Deus e ao pai por aquela oportunidade de recomeço em sua vida.”
Sobre o autor:
Julio Cerquetane, 54 anos, é natural de Santa Cruz das Palmeiras (SP), cresceu em Tambaú (SP), e vive em Ribeirão Preto (SP) há 34 anos. Formado em Ciências Contábeis pela FEA-USP, construiu uma sólida carreira como empreendedor no segmento ceramista, atuando há mais de 30 anos no setor, além de ter sido empresário do ramo de entretenimento por 13 anos. Palestrante e empreendedor social, é fundador do Projeto “Eu Posso”. Estudioso do comportamento humano e da mente, dedica parte de seu tempo nos estudos direcionados à filosofia da mente e à psicologia da cognição. Possui certificações em coaching, PNL e Eneagrama. Após superar um longo período de depressão, encontrou na escrita uma forma terapêutica de cura. Desde 2018, escreve diariamente, entre três e quatros horas da manhã. Em 2024, lançou a obra “O Fim da Depressão”, que se tornou best-seller nas listas da PublishNews e O Globo. Agora, lança seu primeiro romance “O Caminho de Volta pra Casa”, uma ficção de cura inspirada em sua própria história familiar.
SERVIÇO – Flip 2026
Lançamento de “O Caminho de Volta pra Casa”, de Julio Cerquetane
Data:- 24 de julho de 2026 (sexta-feira)
Sessão 1:- 15h – estande da com.tato, na Casa Escreva, Garota!
Sessão 2:- 17h – Espaço Casa Ofício das Palavras
Local: Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) – Centro Histórico de Paraty, RJ
com.tato - curadoria de comuni
terça-feira, 30 de junho de 2026
Logística reversa também é inclusão produtiva
Logística reversa também é inclusão produtiva
*Por Thais Fagury
A
logística reversa costuma ser tratada, no debate público, como uma
obrigação ambiental ou regulatória. No entanto, no contexto brasileiro,
seu papel vai muito além do cumprimento de metas: ela se configura como
uma das principais engrenagens de inclusão produtiva do país, conectando
a gestão de resíduos à geração de renda e ao desenvolvimento local.
Os números ajudam a dimensionar esse desafio. Dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento indicam que apenas cerca de 4% dos resíduos sólidos urbanos são reciclados formalmente no Brasil. Trata-se de um índice baixo, especialmente quando comparado ao potencial de recuperação de materiais disponíveis.
Dentro dessa lacuna, há um protagonista muitas vezes invisibilizado: os catadores.
Segundo o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, esses trabalhadores são responsáveis por mais de 90% de tudo o que é reciclado no país. Isso evidencia que a eficiência da logística reversa não depende apenas de sistemas formais, mas está diretamente ligada à estruturação, valorização e integração desses profissionais na cadeia.
Quando há investimento em organização e infraestrutura, os resultados são concretos. Estudos apontam que cooperativas estruturadas podem triplicar sua produtividade com acesso a equipamentos, capacitação e canais estáveis de comercialização. Esse ganho operacional se traduz em aumento de renda, maior previsibilidade e melhores condições de trabalho.
No caso das embalagens de aço, esse ciclo tende a ser ainda mais eficiente. O material possui alto valor de revenda, ampla aceitação pela indústria recicladora e uma vantagem operacional relevante: pode ser separado por magnetismo, o que reduz perdas e aumenta a eficiência da triagem. De acordo com a World Steel Association, o aço é o material mais reciclado do mundo, com mais de 650 milhões de toneladas recicladas anualmente.
É nesse contexto que iniciativas estruturadas fazem diferença.
A atuação da PROLATA Reciclagem ilustra como a logística reversa pode ir além da destinação correta de resíduos. Ao conectar indústria, cooperativas, operadores e siderúrgicas, a entidade contribui para organizar fluxos, qualificar processos e garantir que as embalagens de aço retornem ao ciclo produtivo de forma eficiente.
Na prática, estruturar essa cadeia significa aumentar a produtividade, reduzir perdas e melhorar a qualidade do material reciclado. Mas significa também algo mais amplo: gerar renda de forma mais consistente, fortalecer organizações locais e ampliar as oportunidades para quem já sustenta a reciclagem no Brasil.
Outro aspecto relevante está na retenção de valor na economia. Estudos do Banco Mundial indicam que cadeias de reciclagem mais estruturadas aumentam a circulação de renda em nível local, potencializando os impactos econômicos positivos da gestão de resíduos.
Por isso, limitar a logística reversa a uma pauta ambiental é reduzir seu verdadeiro alcance.
Quando bem estruturada, ela se consolida como uma política prática de desenvolvimento: reduz impactos ambientais, fortalece cadeias produtivas e promove inclusão produtiva em larga escala.
Mais do que uma obrigação, trata-se de uma oportunidade concreta de alinhar eficiência operacional, responsabilidade ambiental e impacto social — e de reconhecer que, no Brasil, a economia circular já nasce, em grande parte, pelas mãos de quem vive dela.
*Thais Fagury é presidente executiva da Abeaço – Associação Brasileira de Embalagem de Aço- entidade que representa a cadeia de valor das embalagens de aço no Brasil. Também é presidente executiva da Prolata Reciclagem, entidade gestora para logística reversa de embalagens de aço. Atua há anos na articulação entre indústria, poder público e organizações da sociedade civil para avançar agendas de economia circular, logística reversa, mercado, inovação, educação e gestão sustentável de resíduos. É defensora do fortalecimento da reciclagem como estratégia de desenvolvimento econômico, geração de renda e transição para uma economia de baixo carbono.
Sobre a Prolata Reciclagem
Criada em 2012, a Prolata Reciclagem é uma entidade gestora para logística reversa de latas de aço, com programa permanente voltado à reciclagem de latas de aço pós-consumo. A associação sem fins lucrativos é uma iniciativa da Abeaço (Associação Brasileira de Embalagem de Aço), para o cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), Lei no 12.305/10, e demais políticas.
O programa está presente nas cinco regiões do Brasil e possui o objetivo de estimular a reciclagem de latas de aço no país, gerar estatísticas confiáveis a respeito, abrir um canal direto com os consumidores, fomentar centros de reciclagem e parcerias com cooperativas de catadores, assim como valorizar o preço da sucata de aço para embalagens. Além disso, também investe em plataformas de comunicação e na educação da sociedade sobre o tema.
Saiba mais sobre a Prolata acessando o site https://www.prolata.com.br/.
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segunda-feira, 29 de junho de 2026
Milei recebe Flávio Bolsonaro e sinaliza apoio à candidatura do senador ao Planalto

Flávio e Milei discutiram sobre aliança da direita
Luísa Marzullo
O Globo
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reuniu nesta segunda-feira com o presidente da Argentina, Javier Milei, na Quinta de Olivos, residência oficial da Presidência argentina, em Buenos Aires. O encontro durou cerca de uma hora e, segundo integrantes da pré-campanha, foi marcado por manifestações de apoio do presidente argentino à candidatura do senador ao Palácio do Planalto.
Durante a conversa, Milei teria afirmado que tem “certeza de que a onda azul vai chegar ao Brasil neste ano”, em referência ao avanço de governos de direita na América Latina. Milei também teria perguntado sobre a saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro. Interlocutores ouvidos pelo O Globo descreveram o encontro como uma “conversa entre amigos”, sem grandes formalidades.
APROXIMAÇÃO POLÍTICA – Segundo integrantes da pré-campanha, a reunião serviu para aprofundar a aproximação política entre os dois. Entre os assuntos discutidos estiveram o cenário político da América Latina, a cooperação entre governos conservadores, temas ligados à segurança pública, economia, os Acordos de Isaac e a relação bilateral entre Brasil e Argentina. Flávio, por sua vez, afirmou a Milei que a eleição brasileira de outubro representa “a última peça que falta no mapa da direita no continente”.
Após o encontro, Milei publicou em sua conta na rede social X uma foto ao lado do senador acompanhada da mensagem: “Se viene la marea azul para Brasil de la mano de Flávio Bolsonaro” (“Vem aí a maré azul para o Brasil pelas mãos de Flávio Bolsonaro”). Em outra publicação, a Presidência argentina identificou o parlamentar brasileiro como “candidato a presidente da República Federativa do Brasil”. A pré-campanha do senador pretende explorar a reunião como demonstração do alinhamento entre os dois líderes e como mais um capítulo da estratégia de aproximação com nomes da direita internacional.
CONSERVADORISMO – A agenda com Milei ocorreu um dia depois de Flávio participar da Latin America Chairmen’s Conference, evento da comunidade judaica global realizado na capital argentina. Em discurso, o senador defendeu o avanço de governos conservadores na América Latina e afirmou que o Brasil é o próximo país que deve integrar esse movimento.
— Nós, brasileiros, olhamos para esse mapa hoje com um pouco de inveja. Porque enquanto nossos vizinhos, um a um, escolhem a liberdade e a ordem, o Brasil ainda está preso ao passado. Somos a peça que falta nesse mapa. E estou aqui para dizer, sem rodeios: em outubro, isso muda — afirmou, durante evento realizado em um hotel de luxo de Buenos Aires.
Flávio também elogiou as reformas econômicas implementadas por Milei, criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e prometeu estreitar a relação entre os dois países caso seja eleito presidente. O presidente argentino voltará a se encontrar com o senador na noite desta segunda-feira, durante o jantar de encerramento da Latin America Chairmen’s Conference, em Buenos Aires, da qual Flávio é convidado de honra. Milei fará a palestra principal do evento antes de embarcar para o Paraguai, onde participará da cúpula do Mercosul.
ESTRATÉGIA INTERNACIONAL – A agenda na Argentina dá continuidade à estratégia internacional adotada pela pré-campanha. Em maio, Flávio viajou aos Estados Unidos, onde se reuniu com o presidente Donald Trump e integrantes do governo americano. Dias depois, a decisão do governo dos EUA de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas passou a ser explorada por aliados como demonstração da capacidade de articulação internacional do senador. Agora, o encontro com Milei é tratado pela campanha como mais um passo na construção de uma rede de apoio entre lideranças conservadoras no exterior.
A viagem a Buenos Aires ocorreu uma semana após a crise provocada pela divulgação de vídeos em que Michelle Bolsonaro fez críticas públicas ao senador. Na avaliação de aliados, compromissos internacionais ajudam a recolocar a campanha em torno de temas como segurança pública, economia e política externa, reduzindo o espaço dedicado às disputas internas do bolsonarismo e reforçando a imagem de Flávio como interlocutor da direita latino-americana.
Após a passagem pela Argentina, Flávio seguirá para os Estados Unidos no início de julho para participar de uma audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), no âmbito da investigação comercial aberta contra o Brasil. O senador pretende defender que eventuais medidas comerciais adotadas pelos americanos atinjam o governo Lula, mas preservem exportadores brasileiros e setores da economia.
Terremoto na Venezuela: como evitar catástrofes naturais em um mundo cada vez mais imprevisível?
Por Alexandre Pierro
Dois terremotos de magnitude 7,5 e 7,2, respectivamente, foram registrados na Venezuela na noite desta última quarta-feira (24), deixando, até o momento, mais de 160 mortos e cerca de mil feridos. O primeiro deles foi o maior sentido na história do país, em mais de um século, deixando toda a região em estado de emergência e movimento equipes de resgate em busca de sobreviventes.
Tremores em larga escala que nem esses, enchentes históricas, secas prolongadas, ondas de calor recordes e incêndios florestais têm se tornado cada vez mais frequentes, e transformado eventos antes considerados excepcionais em uma realidade recorrente – expondo a vulnerabilidade de cidades, empresas e populações inteiras diante de fenômenos naturais cada vez mais intensos. Embora não seja possível controlar o meio ambiente, existem decisões que governos, empresas e a sociedade como um todo podem tomar para minimizar os efeitos desses eventos, além de aumentar a capacidade de adaptação da sociedade, mesmo diante de um mundo cada vez mais imprevisível.
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) confirmou que os últimos 11 anos (2015–2025) foram os mais quentes já registrados, demonstrando que não se trata de eventos isolados, mas de uma tendência contínua de aquecimento global. Somente no primeiro semestre de 2025, de acordo com outro levantamento da Munich Re, os desastres naturais geraram US$ 131 bilhões em prejuízos globais, valor muito acima da média histórica.
Se os números deixam claro que o problema está se agravando, a solução, por outro lado, está longe de ser simples. Reduzir a frequência e a intensidade dessas catástrofes naturais exigiria uma mudança coordenada de comportamento em escala global, envolvendo governos, empresas e a população no geral - através de ações como acelerar a transição para fontes de energia renováveis, rever modelos de produção e consumo, e criar incentivos econômicos que favoreçam práticas mais sustentáveis.
Na teoria, o caminho parece evidente. Na prática, porém, ele esbarra em interesses econômicos e disputas geopolíticas. A própria China ilustra essa complexidade: por mais que o país já tenha reconhecido a importância da agenda climática como algo extremamente estratégico para o futuro, ainda depende, fortemente, de combustíveis fósseis para sustentar seu crescimento econômico e garantir segurança energética durante a transição. Ou seja, mesmo quando existe consciência sobre o problema, a velocidade da mudança é limitada por desafios econômicos e estruturais que não podem ser ignorados.
Por parte das empresas, adotar e seguir metodologias de gestão que auxiliem na otimização de riscos e estabelecimento de medidas preventivas baseadas em dados é uma das medidas mais importantes de ser seguida nesse sentido. Normas como a ISO 14001, por exemplo, de Sistema de Gestão Ambiental (SGA), ajudam as organizações a identificarem, monitorarem e reduzirem os impactos que suas operações causam ao meio ambiente, criando processos mais sustentáveis e alinhados às exigências de um cenário cada vez mais complexo, além de predizer possíveis cenários de catástrofes que possam impactar seus processos.
Mais do que uma questão de conformidade ou reputação, trata-se de compreender como as atividades do negócio afetam o ecossistema e quais riscos ambientais podem surgir a partir dessas interações. Com isso, conseguem antecipar ameaças, desenvolver planos de contingência e tomar decisões mais assertivas que contribuam para um modelo de desenvolvimento mais resiliente e sustentável.
Ter um planejamento urbano mais adequado a esses eventuais desastres também precisa entrar na agenda da sociedade mundial, uma vez que, hoje, muitas grandes cidades estão extremamente vulneráveis a eventos climáticos que já se tornaram recorrentes. São Paulo é um exemplo disso: bastam algumas horas de chuva mais intensa para que ocorram quedas de árvores, interrupções no fornecimento de energia, congestionamentos generalizados e alagamentos em diferentes regiões.
Em muitos casos, os problemas não decorrem apenas da força da natureza, mas da falta de manutenção preventiva e da ausência de investimentos consistentes em infraestrutura resiliente. Nesse contexto, sistemas de monitoramento climático e alertas antecipados também desempenham um papel fundamental, pois permitem identificar riscos com antecedência, orientar a população e reduzir perdas humanas e materiais. Embora não impeçam a ocorrência dos fenômenos, essas ferramentas ajudam a transformar desastres potenciais em situações mais controláveis e menos devastadoras.
Por fim, a educação também precisa fazer parte dessa discussão, pois uma sociedade preparada responde melhor aos momentos de crise. Considerando que o acesso à informação ainda seja desigual ao redor do mundo, é fundamental investir em programas de conscientização, campanhas educativas, treinamentos e simulações que ensinem como agir diante de enchentes, deslizamentos, ondas de calor, incêndios e outros eventos extremos desde cedo.
Países que convivem com terremotos há décadas, como exemplo, incentivam que as crianças aprendam nas escolas protocolos de segurança e participem, regularmente, de exercícios de evacuação e resposta a emergências - o que resulta em uma população mais preparada, capaz de reagir com maior rapidez, reduzir riscos e colaborar de forma mais eficiente nesses cenários.
Não existe uma solução única para evitar catástrofes naturais, tampouco a expectativa realista de eliminar completamente seus riscos. O que existe é a oportunidade — e a responsabilidade — de reduzir seus impactos por meio de decisões mais conscientes e planejadas. Isso passa pelo compromisso das empresas com práticas sustentáveis e gestão de riscos, por investimentos em infraestrutura e planejamento urbano, e pela formação de uma população mais preparada para enfrentar situações de emergência.
Alexandre Pierro é doutorando em energia e mestre em gestão e engenharia da inovação, engenheiro mecânico, bacharel em física e especialista de gestão da PALAS, consultoria pioneira na implementação da ISO de inovação na América Latina.
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IA na saúde: menos burocracia, mais tempo para cuidar
Por Thiago Gomes
Consultas, prontuários, confirmações de agenda, retornos de pacientes e demandas administrativas tornam a rotina de muitos profissionais da saúde cada vez mais complexa. Mas, esse é um setor que qualquer erro de interpretação, orientação fora de contexto ou resposta automatizada mal calibrada pode gerar impactos graves na vida dos pacientes – o que tem impulsionado o investimento em soluções tecnológicas que simplifiquem processos e fortaleçam a comunicação e o relacionamento entre as partes, como a IA, devolvendo aos profissionais aquilo que talvez seja seu recurso mais valioso: o tempo para cuidar de cada paciente.
Dados divulgados na pesquisa TIC Saúde 2024 mostraram que 17% dos médicos brasileiros já utilizam IA generativa em sua rotina. Não apenas por otimizar diversas tarefas do dia a dia, mas, sobretudo, por ser uma aliada estratégica capaz de agregar valor, principalmente, nos pontos da jornada em que existe alto volume, repetição e necessidade de respostas rápidas, como triagem inicial, orientação administrativa, agendamento, lembretes, acompanhamento de tratamentos e pós-consulta.
Seu papel é o de atuar como uma camada de apoio: organizando as informações das empresas e dos próprios pacientes, antecipando necessidades, reduzindo fricções e melhorando o acesso aos dados e necessidades da população. Tudo isso, desde que seja aplicada com critério, governança e supervisão profissional, lembrando sempre que qualquer diagnóstico, conduta terapêutica e comunicação sensível precisam continuar sob responsabilidade humana e médica.
A banalização da inteligência artificial neste setor leva a um caminho direto para a perda de controle sobre informações sensíveis de ambas as partes – as quais, pela LGPD, exigem tratamento com base legal adequada, finalidade clara, segurança e transparência - abrindo margem para riscos relacionados à privacidade, segurança da informação e consentimento. Por isso, ao implantar qualquer projeto com essa tecnologia, a pergunta central que deve guiar todas as tomadas de decisões, deve ser: “Essa automação é segura, auditável, explicável e tem supervisão adequada?”.
Existem muitos canais altamente vantajosos para contribuir com ganhos de eficiência operacional e uma melhor experiência ao paciente. Deles, o WhatsApp se tornou uma das interfaces mais naturais para aplicar a IA neste setor, principalmente por já fazer parte da rotina do paciente - além de também ser uma realidade no apoio a clínicas, hospitais e operadoras, em casos como triagem inicial de sintomas e direcionamento para o canal adequado; agendamento, confirmação e remarcação de consultas; lembretes de exames, medicação e retorno; orientações pré e pós-consulta; acompanhamento de adesão ao tratamento; e coleta de satisfação e monitoramento da experiência.
Quando bem implementado, proporciona ganhos de redução de filas, menor sobrecarga das equipes, maior previsibilidade operacional e uma experiência mais simples para o paciente. Com isso, em vez de obrigar o paciente a ligar, esperar ou navegar por sistemas complexos, as empresas conseguem oferecer um atendimento mais contínuo, contextual e acessível. Isso, desde que saibam em quais etapas da jornada essa automação vale mais a pena ser investida, com estratégia e inteligência.
A melhor forma de ter esse direcionamento é mapeando a jornada do paciente de acordo com risco, complexidade e sensibilidade. A automação faz mais sentido em etapas repetitivas, informativas e operacionais, como cadastro, agendamento, confirmação, lembretes, envio de documentos, preparo para exames, status de solicitação e pesquisas de satisfação. Paralelamente, o atendimento humano continua indispensável quando há urgência, sofrimento emocional, dúvida clínica complexa, comunicação de diagnóstico, decisão terapêutica, exceções ou situações que exigem empatia e julgamento profissional.
Não se trata de substituir o ser humano, mas de uma jornada híbrida, em que a IA resolve o que é simples e escala, rapidamente, para pessoas quando há risco, ambiguidade ou necessidade de acolhimento. Por esse motivo que a jornada precisa ser desenhada para o paciente real, não ideal – trazendo linguagem simples, menus objetivos, respostas curtas, opção de áudio ou texto, botões claros e possibilidade fácil de falar com um atendente.
No WhatsApp, essa experiência deve ser inclusiva: evitar termos técnicos, confirmar entendimento, permitir correção de informações e respeitar diferentes níveis de familiaridade digital. Quanto mais for estruturado como um canal seguro e integrado à governança da instituição, maior será a eficiência e benefícios colhidos pelas empresas de saúde, operando sempre com a mesma seriedade de qualquer outra plataforma assistencial ou institucional.
A discussão sobre inteligência artificial na saúde não deve se concentrar em uma suposta disputa entre tecnologia e profissionais, mas em como utilizar o melhor dos dois mundos. Quando aplicada com responsabilidade, governança e supervisão especializada, reduz a burocracia, agiliza processos e melhora a comunicação com os pacientes, fortalecendo a confiança e relacionamento entre as partes. O maior potencial da tecnologia não está em substituir o cuidado, mas em criar mais espaço para que ele aconteça, com respeito e humanização.
Thiago Gomes é Diretor de Customer Experience na Pontaltech.
Fundada em 2011, a Pontaltech é uma empresa de tecnologia especializada em comunicação omnichannel que ajuda empresas a automatizar e escalar seus atendimentos com um portfólio composto por diversos canais digitais e de voz. Com soluções integradas de SMS, e-mail, chatbot, RCS, agente virtuais, WhatsApp, entre outros, simplifica a comunicação das empresas com seus clientes de forma inteligente e eficiente, sem nunca perder a proximidade humana.
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Produtores avaliam estratégias de mecanização diante do anúncio do Plano Safra 2026/27

Produtores avaliam estratégias de mecanização diante do anúncio do Plano Safra 2026/27
Com margens pressionadas e as condições de crédito ainda em definição, os agricultores precisam analisar cuidadosamente o retorno operacional antes de decidir entre investir em uma máquina nova ou fazer um retrofit nos equipamentos que já fazem parte da frota da propriedade
A expectativa em torno do Plano Safra 2026/27 recoloca no centro das decisões do produtor rural uma pergunta estratégica: é o momento de comprar uma máquina nova ou de melhorar a eficiência da frota já existente com um retrofit? Em um cenário de custos elevados, margens mais apertadas e necessidade de maior racionalidade no uso do crédito, a Fertisystem, especialista em tecnologias para o plantio e adubação, chama atenção para a importância de avaliar, dentro da porteira, quais investimentos podem gerar melhor retorno na implantação da lavoura, especialmente em plantadeiras e sistemas de dosagem, monitoramento e controle de fertilizantes e sementes.
O Plano Safra é tradicionalmente um dos principais instrumentos de estímulo à modernização da produção agropecuária brasileira. No ciclo 2025/26, o Governo Federal destinou R$ 516,2 bilhões para a agricultura empresarial, sendo R$ 101,5 bilhões voltados a investimentos. Para esse tipo de finalidade, as taxas variaram entre 8,5% e 13,5% ao ano, conforme o programa e o perfil do produtor. A expectativa do setor, agora, é que o próximo Plano Safra, prestes a ser divulgado, traga condições mais competitivas, sobretudo em linhas voltadas à aquisição de máquinas, implementos e tecnologias agrícolas.
Mas, mesmo em um ambiente de juros mais favoráveis, a decisão de compra não deve ser automática. Para Rafael Luche, gerente executivo de negócios da empresa, o produtor precisa analisar a operação de forma ampla, considerando não apenas a taxa oferecida, mas também sua capacidade de endividamento, a condição estrutural da máquina atual e o retorno que cada investimento pode trazer à lavoura. “A decisão de comprar uma máquina nova ou melhorar a existente tem muito mais a ver com a capacidade de investir e com o que o agricultor tem disponível hoje. Não é porque o dinheiro está mais acessível que a compra necessariamente faz sentido, tem que fazer conta”, afirma Luche.
A análise ganha relevância porque o produtor chega a este novo ciclo ainda pressionado por fatores que fogem ao seu controle, como oscilação cambial, juros elevados, conflitos internacionais, instabilidade climática e volatilidade das commodities. Internamente, porém, há pontos que podem ser geridos com mais precisão, como manutenção, regulagem, monitoramento, qualidade do plantio e eficiência no uso de fertilizantes e sementes.
Como saber?
Segundo o gerente executivo, a primeira avaliação deve partir da condição da máquina atual. Se a plantadeira ainda apresenta boa estrutura, bom chassi e condições adequadas de operação, pode haver espaço para modernizações pontuais. Em muitos casos, investimentos entre 20% e 30% do valor do equipamento podem ampliar a vida útil da máquina e melhorar a qualidade do plantio por mais dois ou três ciclos.
“Se a máquina está estruturalmente boa e o produtor consegue, pode melhorar a capacidade de plantio, monitorar fertilizante, controlar dosagem e aumentar a assertividade, há uma oportunidade clara de retrofit. Agora, quando o investimento necessário passa de 50% do valor da máquina, já é uma sinalização de que talvez faça mais sentido pensar na substituição”, explica.
Na prática, o processo começa pelo básico, antes de avançar para tecnologias mais complexas, o produtor deve verificar se os dosadores de fertilizante estão em bom estado, se há componentes danificados, se a regulagem está correta e se o fertilizante efetivamente chega à linha de plantio. O mesmo raciocínio vale para a semente: escolha correta dos discos, manutenção dos dosadores, espaçamento adequado e profundidade de deposição são fatores que interferem diretamente na qualidade da implantação da lavoura.
A partir daí, o monitoramento passa a ser uma etapa estratégica. Sensores e sistemas de acompanhamento permitem identificar falhas de fluxo, entupimentos, mangueiras soltas ou interrupções na distribuição de fertilizante e sementes. Esse tipo de tecnologia ajuda o produtor a confirmar se aquilo que foi regulado está realmente acontecendo no campo. “Às vezes, ele tem os dosadores em ordem, fez a regulagem correta, mas precisa garantir que o fertilizante está chegando à linha e que a semente está caindo no espaçamento adequado. O monitoramento é o primeiro passo para saber se a máquina está fazendo o trabalho de forma correta”, afirma o gerente.
Em uma etapa seguinte, a automação pode ampliar o controle sobre a operação. Sistemas capazes de ajustar a dosagem de fertilizante de acordo com a necessidade de cada área, permitem melhor aproveitamento dos insumos, especialmente em propriedades que já trabalham com análise de solo e mapas de variabilidade. O objetivo é evitar aplicações uniformes em áreas com necessidades diferentes, reduzindo desperdícios e aumentando a eficiência agronômica.
Essa lógica é especialmente importante em um contexto no qual parte expressiva do custo de implantação da lavoura passa pela plantadeira. Fertilizantes, sementes e a qualidade da deposição no solo influenciam diretamente o estabelecimento da cultura e, consequentemente, o potencial produtivo. Por isso, a eficiência do equipamento não está ligada apenas ao desempenho mecânico, mas também à rentabilidade da operação. “Na implantação da lavoura, grande parte do custo passa pela plantadeira. Se o produtor melhora a qualidade do plantio, melhora a distribuição do fertilizante e evita falhas. É um investimento que precisa ser avaliado pelo retorno que pode gerar”, pontua Luche.
Às vezes é melhor trocar
A modernização de equipamentos e a renovação de frota não são estratégias concorrentes. Em muitas propriedades, elas coexistem. Máquinas novas incorporam tecnologias cada vez mais avançadas, enquanto equipamentos em bom estado estrutural podem receber atualizações que ampliem sua eficiência operacional.
Isso não significa que a compra de uma máquina deixe de ser relevante. Pelo contrário. Em casos de frota defasada, alto custo de manutenção, baixa capacidade operacional ou impossibilidade de receber novas tecnologias, a renovação pode ser a melhor alternativa. Algumas já podem sair de fábrica com recursos embarcados, como sistemas elétricos, corte de seção, desligamento linha a linha, monitoramento e maior capacidade de integração tecnológica.
Mesmo com a possibilidade de crédito mais favorável, a compra de uma máquina nova deve ser avaliada com cautela. Para o produtor, o ponto central é entender se o investimento cabe no planejamento financeiro da propriedade e se trará retorno operacional no curto e médio prazo. No ciclo vigente, o BNDES indica prazos de até sete anos para itens novos, com possibilidade de pagamento da primeira prestação em até 14 meses após a contratação, conforme as condições do programa.
Para Luche, o ponto central é que o crédito seja usado de forma consciente. O Plano Safra pode criar uma janela de oportunidade, mas é preciso comparar alternativas. Em alguns casos, comprar uma máquina pode ser justificável, em outros, a modernização do equipamento atual, associada à manutenção preventiva e ao monitoramento, pode entregar ganhos relevantes com menor comprometimento financeiro. “O produtor tem uma capacidade de investimento e precisa escolher onde alocar esse recurso. Pode ser na máquina, no custeio, na correção do solo, na tecnologia ou em outras melhorias da lavoura. A decisão precisa ser racional. O investimento é pago com margem, não apenas com preço de commoditie”, destaca.
Diante desse cenário, o Plano Safra 2026/27 tende a ser mais do que um instrumento de financiamento, ele também abre espaço para uma discussão sobre gestão, eficiência e priorização de recursos. Para a Fertisystem, o caminho está em orientar o produtor a avaliar o momento da propriedade. “Como indústria, é importante que o mercado de máquinas novas avance, mas também precisamos ser transparentes. Se é o momento de investir em uma máquina nova, invista. Se ainda não é, vamos olhar para dentro de casa e ajustar”, conclui o especialista da FertiSystem.
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Kassi Bonissoni
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