MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

segunda-feira, 29 de junho de 2026

 

Milei recebe Flávio Bolsonaro e sinaliza apoio à candidatura do senador ao Planalto

Flávio e Milei discutiram sobre aliança da direita

Luísa Marzullo
O Globo

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reuniu nesta segunda-feira com o presidente da Argentina, Javier Milei, na Quinta de Olivos, residência oficial da Presidência argentina, em Buenos Aires. O encontro durou cerca de uma hora e, segundo integrantes da pré-campanha, foi marcado por manifestações de apoio do presidente argentino à candidatura do senador ao Palácio do Planalto.

Durante a conversa, Milei teria afirmado que tem “certeza de que a onda azul vai chegar ao Brasil neste ano”, em referência ao avanço de governos de direita na América Latina. Milei também teria perguntado sobre a saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro. Interlocutores ouvidos pelo O Globo descreveram o encontro como uma “conversa entre amigos”, sem grandes formalidades.

APROXIMAÇÃO POLÍTICA – Segundo integrantes da pré-campanha, a reunião serviu para aprofundar a aproximação política entre os dois. Entre os assuntos discutidos estiveram o cenário político da América Latina, a cooperação entre governos conservadores, temas ligados à segurança pública, economia, os Acordos de Isaac e a relação bilateral entre Brasil e Argentina. Flávio, por sua vez, afirmou a Milei que a eleição brasileira de outubro representa “a última peça que falta no mapa da direita no continente”.

Após o encontro, Milei publicou em sua conta na rede social X uma foto ao lado do senador acompanhada da mensagem: “Se viene la marea azul para Brasil de la mano de Flávio Bolsonaro” (“Vem aí a maré azul para o Brasil pelas mãos de Flávio Bolsonaro”). Em outra publicação, a Presidência argentina identificou o parlamentar brasileiro como “candidato a presidente da República Federativa do Brasil”. A pré-campanha do senador pretende explorar a reunião como demonstração do alinhamento entre os dois líderes e como mais um capítulo da estratégia de aproximação com nomes da direita internacional.

CONSERVADORISMO – A agenda com Milei ocorreu um dia depois de Flávio participar da Latin America Chairmen’s Conference, evento da comunidade judaica global realizado na capital argentina. Em discurso, o senador defendeu o avanço de governos conservadores na América Latina e afirmou que o Brasil é o próximo país que deve integrar esse movimento.

— Nós, brasileiros, olhamos para esse mapa hoje com um pouco de inveja. Porque enquanto nossos vizinhos, um a um, escolhem a liberdade e a ordem, o Brasil ainda está preso ao passado. Somos a peça que falta nesse mapa. E estou aqui para dizer, sem rodeios: em outubro, isso muda — afirmou, durante evento realizado em um hotel de luxo de Buenos Aires.

Flávio também elogiou as reformas econômicas implementadas por Milei, criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e prometeu estreitar a relação entre os dois países caso seja eleito presidente. O presidente argentino voltará a se encontrar com o senador na noite desta segunda-feira, durante o jantar de encerramento da Latin America Chairmen’s Conference, em Buenos Aires, da qual Flávio é convidado de honra. Milei fará a palestra principal do evento antes de embarcar para o Paraguai, onde participará da cúpula do Mercosul.

ESTRATÉGIA INTERNACIONAL – A agenda na Argentina dá continuidade à estratégia internacional adotada pela pré-campanha. Em maio, Flávio viajou aos Estados Unidos, onde se reuniu com o presidente Donald Trump e integrantes do governo americano. Dias depois, a decisão do governo dos EUA de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas passou a ser explorada por aliados como demonstração da capacidade de articulação internacional do senador. Agora, o encontro com Milei é tratado pela campanha como mais um passo na construção de uma rede de apoio entre lideranças conservadoras no exterior.

A viagem a Buenos Aires ocorreu uma semana após a crise provocada pela divulgação de vídeos em que Michelle Bolsonaro fez críticas públicas ao senador. Na avaliação de aliados, compromissos internacionais ajudam a recolocar a campanha em torno de temas como segurança pública, economia e política externa, reduzindo o espaço dedicado às disputas internas do bolsonarismo e reforçando a imagem de Flávio como interlocutor da direita latino-americana.

Após a passagem pela Argentina, Flávio seguirá para os Estados Unidos no início de julho para participar de uma audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), no âmbito da investigação comercial aberta contra o Brasil. O senador pretende defender que eventuais medidas comerciais adotadas pelos americanos atinjam o governo Lula, mas preservem exportadores brasileiros e setores da economia.

Terremoto na Venezuela: como evitar catástrofes naturais em um mundo cada vez mais imprevisível?

 


Por Alexandre Pierro

Dois terremotos de magnitude 7,5 e 7,2, respectivamente, foram registrados na Venezuela na noite desta última quarta-feira (24), deixando, até o momento, mais de 160 mortos e cerca de mil feridos. O primeiro deles foi o maior sentido na história do país, em mais de um século, deixando toda a região em estado de emergência e movimento equipes de resgate em busca de sobreviventes.

Tremores em larga escala que nem esses, enchentes históricas, secas prolongadas, ondas de calor recordes e incêndios florestais têm se tornado cada vez mais frequentes, e transformado eventos antes considerados excepcionais em uma realidade recorrente – expondo a vulnerabilidade de cidades, empresas e populações inteiras diante de fenômenos naturais cada vez mais intensos. Embora não seja possível controlar o meio ambiente, existem decisões que governos, empresas e a sociedade como um todo podem tomar para minimizar os efeitos desses eventos, além de aumentar a capacidade de adaptação da sociedade, mesmo diante de um mundo cada vez mais imprevisível. 

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) confirmou que os últimos 11 anos (2015–2025) foram os mais quentes já registrados, demonstrando que não se trata de eventos isolados, mas de uma tendência contínua de aquecimento global. Somente no primeiro semestre de 2025, de acordo com outro levantamento da Munich Re, os desastres naturais geraram US$ 131 bilhões em prejuízos globais, valor muito acima da média histórica. 

Se os números deixam claro que o problema está se agravando, a solução, por outro lado, está longe de ser simples. Reduzir a frequência e a intensidade dessas catástrofes naturais exigiria uma mudança coordenada de comportamento em escala global, envolvendo governos, empresas e a população no geral - através de ações como acelerar a transição para fontes de energia renováveis, rever modelos de produção e consumo, e criar incentivos econômicos que favoreçam práticas mais sustentáveis.  

Na teoria, o caminho parece evidente. Na prática, porém, ele esbarra em interesses econômicos e disputas geopolíticas. A própria China ilustra essa complexidade: por mais que o país já tenha reconhecido a importância da agenda climática como algo extremamente estratégico para o futuro, ainda depende, fortemente, de combustíveis fósseis para sustentar seu crescimento econômico e garantir segurança energética durante a transição. Ou seja, mesmo quando existe consciência sobre o problema, a velocidade da mudança é limitada por desafios econômicos e estruturais que não podem ser ignorados. 

Por parte das empresas, adotar e seguir metodologias de gestão que auxiliem na otimização de riscos e estabelecimento de medidas preventivas baseadas em dados é uma das medidas mais importantes de ser seguida nesse sentido. Normas como a ISO 14001, por exemplo, de Sistema de Gestão Ambiental (SGA), ajudam as organizações a identificarem, monitorarem e reduzirem os impactos que suas operações causam ao meio ambiente, criando processos mais sustentáveis e alinhados às exigências de um cenário cada vez mais complexo, além de predizer possíveis cenários de catástrofes que possam impactar seus processos. 

Mais do que uma questão de conformidade ou reputação, trata-se de compreender como as atividades do negócio afetam o ecossistema e quais riscos ambientais podem surgir a partir dessas interações. Com isso, conseguem antecipar ameaças, desenvolver planos de contingência e tomar decisões mais assertivas que contribuam para um modelo de desenvolvimento mais resiliente e sustentável. 

Ter um planejamento urbano mais adequado a esses eventuais desastres também precisa entrar na agenda da sociedade mundial, uma vez que, hoje, muitas grandes cidades estão extremamente vulneráveis a eventos climáticos que já se tornaram recorrentes. São Paulo é um exemplo disso: bastam algumas horas de chuva mais intensa para que ocorram quedas de árvores, interrupções no fornecimento de energia, congestionamentos generalizados e alagamentos em diferentes regiões. 

Em muitos casos, os problemas não decorrem apenas da força da natureza, mas da falta de manutenção preventiva e da ausência de investimentos consistentes em infraestrutura resiliente. Nesse contexto, sistemas de monitoramento climático e alertas antecipados também desempenham um papel fundamental, pois permitem identificar riscos com antecedência, orientar a população e reduzir perdas humanas e materiais. Embora não impeçam a ocorrência dos fenômenos, essas ferramentas ajudam a transformar desastres potenciais em situações mais controláveis e menos devastadoras. 

Por fim, a educação também precisa fazer parte dessa discussão, pois uma sociedade preparada responde melhor aos momentos de crise. Considerando que o acesso à informação ainda seja desigual ao redor do mundo, é fundamental investir em programas de conscientização, campanhas educativas, treinamentos e simulações que ensinem como agir diante de enchentes, deslizamentos, ondas de calor, incêndios e outros eventos extremos desde cedo. 

Países que convivem com terremotos há décadas, como exemplo, incentivam que as crianças aprendam nas escolas protocolos de segurança e participem, regularmente, de exercícios de evacuação e resposta a emergências - o que resulta em uma população mais preparada, capaz de reagir com maior rapidez, reduzir riscos e colaborar de forma mais eficiente nesses cenários.  

Não existe uma solução única para evitar catástrofes naturais, tampouco a expectativa realista de eliminar completamente seus riscos. O que existe é a oportunidade — e a responsabilidade — de reduzir seus impactos por meio de decisões mais conscientes e planejadas. Isso passa pelo compromisso das empresas com práticas sustentáveis e gestão de riscos, por investimentos em infraestrutura e planejamento urbano, e pela formação de uma população mais preparada para enfrentar situações de emergência. 

Alexandre Pierro é doutorando em energia e mestre em gestão e engenharia da inovação, engenheiro mecânico, bacharel em física e especialista de gestão da PALAS, consultoria pioneira na implementação da ISO de inovação na América Latina.    



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Nathália Bellintani


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IA na saúde: menos burocracia, mais tempo para cuidar

 


Por Thiago Gomes

Consultas, prontuários, confirmações de agenda, retornos de pacientes e demandas administrativas tornam a rotina de muitos profissionais da saúde cada vez mais complexa. Mas, esse é um setor que qualquer erro de interpretação, orientação fora de contexto ou resposta automatizada mal calibrada pode gerar impactos graves na vida dos pacientes – o que tem impulsionado o investimento em soluções tecnológicas que simplifiquem processos e fortaleçam a comunicação e o relacionamento entre as partes, como a IA, devolvendo aos profissionais aquilo que talvez seja seu recurso mais valioso: o tempo para cuidar de cada paciente. 

Dados divulgados na pesquisa TIC Saúde 2024 mostraram que 17% dos médicos brasileiros já utilizam IA generativa em sua rotina. Não apenas por otimizar diversas tarefas do dia a dia, mas, sobretudo, por ser uma aliada estratégica capaz de agregar valor, principalmente, nos pontos da jornada em que existe alto volume, repetição e necessidade de respostas rápidas, como triagem inicial, orientação administrativa, agendamento, lembretes, acompanhamento de tratamentos e pós-consulta. 

Seu papel é o de atuar como uma camada de apoio: organizando as informações das empresas e dos próprios pacientes, antecipando necessidades, reduzindo fricções e melhorando o acesso aos dados e necessidades da população. Tudo isso, desde que seja aplicada com critério, governança e supervisão profissional, lembrando sempre que qualquer diagnóstico, conduta terapêutica e comunicação sensível precisam continuar sob responsabilidade humana e médica. 

A banalização da inteligência artificial neste setor leva a um caminho direto para a perda de controle sobre informações sensíveis de ambas as partes – as quais, pela LGPD, exigem tratamento com base legal adequada, finalidade clara, segurança e transparência - abrindo margem para riscos relacionados à privacidade, segurança da informação e consentimento. Por isso, ao implantar qualquer projeto com essa tecnologia, a pergunta central que deve guiar todas as tomadas de decisões, deve ser: “Essa automação é segura, auditável, explicável e tem supervisão adequada?”. 

Existem muitos canais altamente vantajosos para contribuir com ganhos de eficiência operacional e uma melhor experiência ao paciente. Deles, o WhatsApp se tornou uma das interfaces mais naturais para aplicar a IA neste setor, principalmente por já fazer parte da rotina do paciente - além de também ser uma realidade no apoio a clínicas, hospitais e operadoras, em casos como triagem inicial de sintomas e direcionamento para o canal adequado; agendamento, confirmação e remarcação de consultas; lembretes de exames, medicação e retorno; orientações pré e pós-consulta; acompanhamento de adesão ao tratamento; e coleta de satisfação e monitoramento da experiência. 

Quando bem implementado, proporciona ganhos de redução de filas, menor sobrecarga das equipes, maior previsibilidade operacional e uma experiência mais simples para o paciente. Com isso, em vez de obrigar o paciente a ligar, esperar ou navegar por sistemas complexos, as empresas conseguem oferecer um atendimento mais contínuo, contextual e acessível. Isso, desde que saibam em quais etapas da jornada essa automação vale mais a pena ser investida, com estratégia e inteligência. 

A melhor forma de ter esse direcionamento é mapeando a jornada do paciente de acordo com risco, complexidade e sensibilidade. A automação faz mais sentido em etapas repetitivas, informativas e operacionais, como cadastro, agendamento, confirmação, lembretes, envio de documentos, preparo para exames, status de solicitação e pesquisas de satisfação. Paralelamente, o atendimento humano continua indispensável quando há urgência, sofrimento emocional, dúvida clínica complexa, comunicação de diagnóstico, decisão terapêutica, exceções ou situações que exigem empatia e julgamento profissional. 

Não se trata de substituir o ser humano, mas de uma jornada híbrida, em que a IA resolve o que é simples e escala, rapidamente, para pessoas quando há risco, ambiguidade ou necessidade de acolhimento. Por esse motivo que a jornada precisa ser desenhada para o paciente real, não ideal – trazendo linguagem simples, menus objetivos, respostas curtas, opção de áudio ou texto, botões claros e possibilidade fácil de falar com um atendente. 

No WhatsApp, essa experiência deve ser inclusiva: evitar termos técnicos, confirmar entendimento, permitir correção de informações e respeitar diferentes níveis de familiaridade digital. Quanto mais for estruturado como um canal seguro e integrado à governança da instituição, maior será a eficiência e benefícios colhidos pelas empresas de saúde, operando sempre com a mesma seriedade de qualquer outra plataforma assistencial ou institucional. 

A discussão sobre inteligência artificial na saúde não deve se concentrar em uma suposta disputa entre tecnologia e profissionais, mas em como utilizar o melhor dos dois mundos. Quando aplicada com responsabilidade, governança e supervisão especializada, reduz a burocracia, agiliza processos e melhora a comunicação com os pacientes, fortalecendo a confiança e relacionamento entre as partes. O maior potencial da tecnologia não está em substituir o cuidado, mas em criar mais espaço para que ele aconteça, com respeito e humanização. 

Thiago Gomes é Diretor de Customer Experience na Pontaltech.   

    

Sobre a Pontaltech:   

Fundada em 2011, a Pontaltech é uma empresa de tecnologia especializada em comunicação omnichannel que ajuda empresas a automatizar e escalar seus atendimentos com um portfólio composto por diversos canais digitais e de voz. Com soluções integradas de SMS, e-mail, chatbot, RCS, agente virtuais, WhatsApp, entre outros, simplifica a comunicação das empresas com seus clientes de forma inteligente e eficiente, sem nunca perder a proximidade humana. 



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 Pode ser uma imagem de texto que diz "@investebr Aplaudido por Alckmin, governo Lula aumenta impostos sobre fertilizantes, sementes e defensivos; agro manda recado: "Vai tudo ficar mais caro" caro""

Produtores avaliam estratégias de mecanização diante do anúncio do Plano Safra 2026/27

 


FertiSystem

Produtores avaliam estratégias de mecanização diante do anúncio do Plano Safra 2026/27

Com margens pressionadas e as condições de crédito ainda em definição, os agricultores precisam analisar cuidadosamente o retorno operacional antes de decidir entre investir em uma máquina nova ou fazer um retrofit nos equipamentos que já fazem parte da frota da propriedade

A expectativa em torno do Plano Safra 2026/27 recoloca no centro das decisões do produtor rural uma pergunta estratégica: é o momento de comprar uma máquina nova ou de melhorar a eficiência da frota já existente com um retrofit? Em um cenário de custos elevados, margens mais apertadas e necessidade de maior racionalidade no uso do crédito, a Fertisystem, especialista em tecnologias para o plantio e adubação, chama atenção para a importância de avaliar, dentro da porteira, quais investimentos podem gerar melhor retorno na implantação da lavoura, especialmente em plantadeiras e sistemas de dosagem, monitoramento e controle de fertilizantes e sementes.

O Plano Safra é tradicionalmente um dos principais instrumentos de estímulo à modernização da produção agropecuária brasileira. No ciclo 2025/26, o Governo Federal destinou R$ 516,2 bilhões para a agricultura empresarial, sendo R$ 101,5 bilhões voltados a investimentos. Para esse tipo de finalidade, as taxas variaram entre 8,5% e 13,5% ao ano, conforme o programa e o perfil do produtor. A expectativa do setor, agora, é que o próximo Plano Safra, prestes a ser divulgado, traga condições mais competitivas, sobretudo em linhas voltadas à aquisição de máquinas, implementos e tecnologias agrícolas.

Mas, mesmo em um ambiente de juros mais favoráveis, a decisão de compra não deve ser automática. Para Rafael Luche, gerente executivo de negócios da empresa, o produtor precisa analisar a operação de forma ampla, considerando não apenas a taxa oferecida, mas também sua capacidade de endividamento, a condição estrutural da máquina atual e o retorno que cada investimento pode trazer à lavoura. “A decisão de comprar uma máquina nova ou melhorar a existente tem muito mais a ver com a capacidade de investir e com o que o agricultor tem disponível hoje. Não é porque o dinheiro está mais acessível que a compra necessariamente faz sentido, tem que fazer conta”, afirma Luche.

A análise ganha relevância porque o produtor chega a este novo ciclo ainda pressionado por fatores que fogem ao seu controle, como oscilação cambial, juros elevados, conflitos internacionais, instabilidade climática e volatilidade das commodities. Internamente, porém, há pontos que podem ser geridos com mais precisão, como manutenção, regulagem, monitoramento, qualidade do plantio e eficiência no uso de fertilizantes e sementes.

Como saber?

Segundo o gerente executivo, a primeira avaliação deve partir da condição da máquina atual. Se a plantadeira ainda apresenta boa estrutura, bom chassi e condições adequadas de operação, pode haver espaço para modernizações pontuais. Em muitos casos, investimentos entre 20% e 30% do valor do equipamento podem ampliar a vida útil da máquina e melhorar a qualidade do plantio por mais dois ou três ciclos.

“Se a máquina está estruturalmente boa e o produtor consegue, pode melhorar a capacidade de plantio, monitorar fertilizante, controlar dosagem e aumentar a assertividade, há uma oportunidade clara de retrofit. Agora, quando o investimento necessário passa de 50% do valor da máquina, já é uma sinalização de que talvez faça mais sentido pensar na substituição”, explica.

Na prática, o processo começa pelo básico, antes de avançar para tecnologias mais complexas, o produtor deve verificar se os dosadores de fertilizante estão em bom estado, se há componentes danificados, se a regulagem está correta e se o fertilizante efetivamente chega à linha de plantio. O mesmo raciocínio vale para a semente: escolha correta dos discos, manutenção dos dosadores, espaçamento adequado e profundidade de deposição são fatores que interferem diretamente na qualidade da implantação da lavoura.

A partir daí, o monitoramento passa a ser uma etapa estratégica. Sensores e sistemas de acompanhamento permitem identificar falhas de fluxo, entupimentos, mangueiras soltas ou interrupções na distribuição de fertilizante e sementes. Esse tipo de tecnologia ajuda o produtor a confirmar se aquilo que foi regulado está realmente acontecendo no campo. “Às vezes, ele tem os dosadores em ordem, fez a regulagem correta, mas precisa garantir que o fertilizante está chegando à linha e que a semente está caindo no espaçamento adequado. O monitoramento é o primeiro passo para saber se a máquina está fazendo o trabalho de forma correta”, afirma o gerente.

Em uma etapa seguinte, a automação pode ampliar o controle sobre a operação. Sistemas capazes de ajustar a dosagem de fertilizante de acordo com a necessidade de cada área, permitem melhor aproveitamento dos insumos, especialmente em propriedades que já trabalham com análise de solo e mapas de variabilidade. O objetivo é evitar aplicações uniformes em áreas com necessidades diferentes, reduzindo desperdícios e aumentando a eficiência agronômica.

Essa lógica é especialmente importante em um contexto no qual parte expressiva do custo de implantação da lavoura passa pela plantadeira. Fertilizantes, sementes e a qualidade da deposição no solo influenciam diretamente o estabelecimento da cultura e, consequentemente, o potencial produtivo. Por isso, a eficiência do equipamento não está ligada apenas ao desempenho mecânico, mas também à rentabilidade da operação. “Na implantação da lavoura, grande parte do custo passa pela plantadeira. Se o produtor melhora a qualidade do plantio, melhora a distribuição do fertilizante e evita falhas. É um investimento que precisa ser avaliado pelo retorno que pode gerar”, pontua Luche.

Às vezes é melhor trocar

A modernização de equipamentos e a renovação de frota não são estratégias concorrentes. Em muitas propriedades, elas coexistem. Máquinas novas incorporam tecnologias cada vez mais avançadas, enquanto equipamentos em bom estado estrutural podem receber atualizações que ampliem sua eficiência operacional.

Isso não significa que a compra de uma máquina deixe de ser relevante. Pelo contrário. Em casos de frota defasada, alto custo de manutenção, baixa capacidade operacional ou impossibilidade de receber novas tecnologias, a renovação pode ser a melhor alternativa. Algumas já podem sair de fábrica com recursos embarcados, como sistemas elétricos, corte de seção, desligamento linha a linha, monitoramento e maior capacidade de integração tecnológica.

Mesmo com a possibilidade de crédito mais favorável, a compra de uma máquina nova deve ser avaliada com cautela. Para o produtor, o ponto central é entender se o investimento cabe no planejamento financeiro da propriedade e se trará retorno operacional no curto e médio prazo. No ciclo vigente, o BNDES indica prazos de até sete anos para itens novos, com possibilidade de pagamento da primeira prestação em até 14 meses após a contratação, conforme as condições do programa.

Para Luche, o ponto central é que o crédito seja usado de forma consciente. O Plano Safra pode criar uma janela de oportunidade, mas é preciso comparar alternativas. Em alguns casos, comprar uma máquina pode ser justificável, em outros, a modernização do equipamento atual, associada à manutenção preventiva e ao monitoramento, pode entregar ganhos relevantes com menor comprometimento financeiro. “O produtor tem uma capacidade de investimento e precisa escolher onde alocar esse recurso. Pode ser na máquina, no custeio, na correção do solo, na tecnologia ou em outras melhorias da lavoura. A decisão precisa ser racional. O investimento é pago com margem, não apenas com preço de commoditie”, destaca.

Diante desse cenário, o Plano Safra 2026/27 tende a ser mais do que um instrumento de financiamento, ele também abre espaço para uma discussão sobre gestão, eficiência e priorização de recursos. Para a Fertisystem, o caminho está em orientar o produtor a avaliar o momento da propriedade. “Como indústria, é importante que o mercado de máquinas novas avance, mas também precisamos ser transparentes. Se é o momento de investir em uma máquina nova, invista. Se ainda não é, vamos olhar para dentro de casa e ajustar”, conclui o especialista da FertiSystem.

 



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Ruralpress

Kassi Bonissoni
Gerente de atendimento
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CEO: existe prazo de validade para este executivo?

 


Por Thiago Gaudencio

Quando uma empresa encontra um CEO capaz de entregar resultados consistentes, engajar equipes e conduzir o crescimento do negócio com prosperidade, é natural que surja a sensação de que ele deveria permanecer no cargo indefinidamente. Mas, será que existe um momento em que até os melhores líderes precisam dar lugar a novos olhares? Essa resposta não está, necessariamente, no tempo de permanência em si, mas na capacidade desse executivo de continuar gerando valor para a organização ao longo de diferentes ciclos estratégicos. 

Segundo uma pesquisa da PwC, 50% dos CEOs atuais das empresas do S&P 500 assumiram suas funções nos últimos cinco anos. Além disso, houve cerca de 600 trocas de CEOs desde 2016, com pelo menos 10% das empresas promovendo mudanças na liderança a cada ano. Essas movimentações evidenciam quanto que essa é uma das cadeiras mais desafiadoras do mundo corporativo – afinal, ao mesmo tempo em que exige visão de longo prazo, também demanda uma capacidade de adaptação constante com os objetivos corporativos e o desempenho individual de cada profissional.  

Por esse motivo, discutir o tempo ideal de permanência no cargo não é uma questão de idade ou calendário, mas de alinhamento entre o perfil do executivo e os desafios que a organização precisa enfrentar em cada momento de sua trajetória. Esse ciclo estratégico precisa ser combinado logo no momento de sua contratação, para que, em seu término, seja avaliado seu desempenho ao longo do tempo, se entregou o que era esperado, se promoveu possíveis sucessores internamente, se criou projetos interessantes de serem continuados futuramente e, acima de tudo, se o conselho administrativo entende que esse executivo ainda possa continuar conquistando bons resultados, caso continue no cargo. 

O peso dessa capacidade de construção contínua para o futuro deve pesar tanto quanto seu histórico de desempenho até o momento atual, já que grande parte de sua rotina e deveres são orquestrados com base nesta visão à longo prazo de onde a empresa espera chegar. São muitas as variáveis que incidem nessa equação complexa, o que impossibilita que seja criada uma receita que possa ser replicada em todos os negócios. Especialmente, considerando a volatilidade do mercado e complexidade econômica que, inevitavelmente, impactam cada empresa de forma diferente, conforme suas especificidades. 

Grandes entregas costumam nascer, justamente, de momentos de desconforto. São eles que obrigam os executivos a questionarem certezas, revisar estratégias e buscar caminhos diferentes dos já conhecidos. Um CEO que não se desafia dificilmente conseguirá desafiar sua organização. Por isso, uma das perguntas que devem fazer, periodicamente, não é apenas se o executivo continua entregando resultados, mas se ele ainda está disposto a assumir riscos calculados, aprender continuamente e conduzir transformações que o tirem da própria zona de conforto. 

Em um mundo marcado por incertezas permanentes, a governança corporativa precisa estar atenta a um risco silencioso: a acomodação da liderança. Nem sempre ela se manifesta por meio de resultados ruins, mas, muitas vezes, aparece na ausência de ousadia, na repetição de estratégias já conhecidas ou na falta de disposição para promover mudanças mais profundas. É justamente por isso que a avaliação de um CEO deve ir além dos números financeiros e considerar sua capacidade de continuar provocando evolução dentro da organização. 

A questão central não é substituir líderes experientes por novos nomes, mas garantir que a empresa continue sendo conduzida por alguém capaz de enfrentar novos desafios, a todo o momento. Quando o desconforto desaparece da rotina de um CEO, existe o risco de que a inovação, a transformação e o crescimento também percam espaço. 

Thiago Gaudencio é headhunter e sócio da Wide Executive Search, boutique de recrutamento executivo focado em posições de alta e média gestão.     

      

Sobre a Wide:     

https://wide.works/     
Com mais de 30 anos somados de recrutamento especializado e mais de 20 mil entrevistas realizadas, o propósito da Wide, empresa de recrutamento e seleção de alta gerência, é construir legados, seja o das empresas contratantes, o dos candidatos e o seu próprio. 



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Nathália Bellintani


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Futebol expõe a misoginia que o brasileiro sabe que existe, mas tolera

 


70% dos brasileiros concordam que narradoras incomodam parte do público por causa de machismo, e 14% assumem que confiam mais em análises feitas por homens

Plataforma “Red é de Sangue”  se une à Hibou Pesquisas e Insights para compartilhar novos dados de comportamento dos brasileiros

 

São Paulo, 19 de junho de 2026 - O futebol é o espelho mais honesto do Brasil. E o que ele reflete, neste momento de campeonato mundial, é um país que já não sustenta o preconceito escancarado, mas ainda carrega muito machismo nas entrelinhas. 

 

Para documentar esse fenômeno e ampliar o alcance de sua atuação, a plataforma "Red é de Sangue" - iniciativa educacional anti-misoginia do braço ESG da agência Fresh PR, que tem o apoio da HeForShe (movimento global da ONU Mulheres que engaja homens e meninos como aliados ativos na luta pela igualdade de gênero), e do Sindilegis (Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União) -  divulga uma nova pesquisa, realizada pela Hibou Pesquisas e Insights com 1.120 brasileiros, que mapeia como a misoginia se manifesta durante e depois dos 90 minutos de jogo.

 

Os dados chegam em boa hora: o campeonato que reúne seleções do mundo todo é um dos maiores eventos de mobilização coletiva do planeta. E é justamente quando o país está mais mobilizado que certas contradições ficam mais visíveis.

 

O apito feminino pesa mais

 

90% dos brasileiros reconhecem que árbitras mulheres sofrem mais pressão e desrespeito do que árbitros homens. Ao mesmo tempo, 85% consideram totalmente inaceitável que um jogador conteste uma árbitra com o argumento de que "futebol é coisa de homem". O Brasil, em tese, já superou esse bordão. Na prática, ainda não superou o que ele representa.

 

A contradição se aprofunda quando o recorte é por gênero: entre os homens, apenas 22% concordam totalmente que árbitras sofrem pressão extra, menos da metade da média geral. E 77% deles consideram inaceitável a ofensa verbal, contra 85% no geral. O discurso evoluiu, mas o comportamento, nem tanto.

 

A voz da mulher ainda incomoda

 

70% dos brasileiros admitem que narradoras esportivas incomodam parte do público, e apontam o machismo como causa. Mas, quando a pergunta vira espelho, o desconforto aparece: 14% assumem que confiam mais em análises esportivas feitas por homens do que por mulheres. Entre os homens, esse número sobe para 25%. Também são 30% os homens que não acreditam que mulheres entendem de futebol tanto quanto os homens.

 

Enquanto isso, 79% reconhecem que o conhecimento de futebol das mulheres é questionado com mais frequência do que o dos homens. E 58% dos brasileiros concordam que a mulher ainda precisa "provar" que entende do jogo para ser levada a sério como torcedora. 

 

Os números revelam uma intenção de conscientização, mas na prática ainda se vê atitudes machistas. 

 

Futebol e violência: quase ninguém se surpreende

 

O dado mais revelador da pesquisa não é sobre futebol, mas sobre o que acontece ao redor dele. Quando questionados se sabiam que estudos apontam aumento de violência contra a mulher em dias de jogo, apenas 19% dos brasileiros disseram que ficaram surpresos. Os outros 81% já contavam com isso, ou já sabiam, este é o tamanho da normalização da violência contra a mulher no cenário do futebol, potencializada pelo consumo de álcool e bets.

 

A nova pesquisa sobre futebol do “Red é de Sangue” e da Hibou, mostra que o machismo não vive apenas nos fóruns obscuros da internet, mas também nas arquibancadas, nas transmissões e nos comentários cotidianos de um país que ama o futebol. 

 

"Red é de Sangue": da consciência à ação

 

Esse é o ponto central que a plataforma "Red é de Sangue" quer transformar em ação: a consciência existe. O que falta é movimento.

 

Lançada para combater a influência misógina nas redes sociais e suas consequências sociais, a plataforma redsangue.com.br reúne conteúdos educativos baseados em pesquisas acadêmicas, tutorial para denúncia de ódio online, abaixo-assinado por legislação contra a misoginia, e acesso a grupos para homens e mulheres, como o MuRA (Mulheres em Relações Abusivas), o Homem Autêntico e o Grupo MEMOH.

 

“Os números retratam um preconceito que se reorganizou para sobreviver. Enquanto o machismo for socialmente reprovável, mas individualmente tolerado, a mulher vai seguir tendo que provar o óbvio dentro de um esporte que também é dela.", diz Ligia Mello, CSO da Hibou.

 

"Construímos um espaço confiável e seguro para concentrar conhecimento e ações possíveis no combate à misoginia. A Copa do Mundo é um momento em que o Brasil inteiro está olhando para o futebol e essa pesquisa mostra que é hora de olhar também para o que acontece ao redor dele.”, diz Ana Beatriz Schauff, CEO da Fresh PR e idealizadora da iniciativa.

 

Sobre a pesquisa

Realizada pela Hibou Pesquisas e Insights com exclusividade para a plataforma "Red é de Sangue", em painel digital com 1.120 respondentes maiores de 18 anos, de todas as classes sociais e regiões do Brasil, entre 10 e 16 de junho de 2026. Margem de erro de 2,9%.

 

Para acessar a pesquisa completa basta entrar no site: www.redsangue.com.br 

 

Sobre o "Red é de Sangue"

Plataforma online desenvolvida pela agência Fresh PR para combater a misoginia nas redes sociais e a influência “Red Pill”, por meio de educação e convite à ação e à reflexão com caminhos claros, ao alcance de um clique. www.redsangue.com.br 

 

Apoiadores

 

A iniciativa “Red é de Sangue” tem o apoio institucional de HeForShe (movimento global da ONU Mulheres que engaja homens e meninos como aliados ativos na luta pela igualdade de gênero), Sindilegis (Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União);Hibou Pesquisas e Insights; Grupo MEMOH e Thaís Ferreira (Vereadora e autora da lei do Dia do Combate à cultura incel); entre outros.

 

A redação da plataforma é baseada em leitura de acadêmicos da área de estudos da violência de gênero, misoginia e masculinidade como Luciano Ramos, consultor de Masculinidades e Paternidades e embaixador da campanha “Homens Positivamente” da UNESCO; Dra. Isabel  Bernardes (PUC-SP); Prof. Dr. Edson Defendi; o sociólogo e criador de conteúdo Sandro Justo; Dr. Filipe e da Psicóloga e educadora Ana Luiza Telles. 




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Jessica Barreto
jessica@freshpr.com.br
(11) 95287-6698

Brasil bate recorde de aprovação de pesticidas, mas crescem casos de desistência, suspensão e cancelamento de registros

 



AgrochemShow

Brasil bate recorde de aprovação de pesticidas, mas crescem casos de desistência, suspensão e cancelamento de registros

Por Flavio Hirata

O mercado brasileiro de pesticidas vive um paradoxo que começa a chamar atenção. Enquanto o país registra recordes sucessivos na aprovação de novos produtos, aumenta também o número de cancelamentos e desistências de registros por parte das empresas. O movimento sugere que o debate regulatório deixou de ser apenas uma discussão técnica e passou a ter impacto direto sobre dinâmica concorrencial, custos e acesso ao mercado.

Em 2025, o Ministério da Agricultura aprovou 912 registros de pesticidas, número recorde e 38% superior ao registrado no ano anterior. Até meados de junho de 2026, já haviam sido aprovados outros 338 registros. Nos últimos cinco anos, foram 3.344 aprovações. Os números poderiam indicar um ambiente em expansão, com aumento da concorrência e maior disponibilidade de soluções para o produtor rural. Mas uma análise mais detalhada mostra uma realidade menos óbvia.

No mesmo período em que as aprovações aceleraram, os cancelamentos também cresceram. Em 2025, foram publicados 158 cancelamentos de registros, aumento de quase 45% em relação ao ano anterior. Em 2026, o movimento continua. Aparentemente contraditório, o fenômeno pode ser explicado pela crescente complexidade do ambiente regulatório brasileiro.

Embora o país tenha avançado na velocidade de análises e digitalização de processos, novas exigências técnicas, revisões normativas, atualizações documentais e reavaliações de risco passaram a aumentar significativamente os custos de manutenção e obtenção de registros.

Hoje, o processo regulatório envolve simultaneamente diferentes órgãos governamentais, cada qual com critérios próprios, procedimentos específicos e exigências complementares. Além do desafio operacional, o tempo de tramitação acaba se tornando um fator econômico relevante. Como consequência, tornou-se cada vez mais frequente a judicialização dos processos para acelerar análises.

Entre 2019 e 2025, as avaliações toxicológicas aprovadas pela Anvisa mediante ações judiciais cresceram quase 400%, passando de 21 para 104 casos entre produtos formulados químicos. No caso das avaliações ambientais conduzidas pelo Ibama, o crescimento foi ainda mais expressivo: os deferimentos relacionados a decisões judiciais aumentaram mais de 2.600%, passando de três para 83.

Os dados mais recentes indicam que a tendência permanece. Até meados de junho deste ano, aproximadamente 11% das avaliações deferidas pela Anvisa ocorreram mediante ação judicial. O aumento da judicialização sugere que empresas passaram a considerar o tempo de espera não apenas uma questão burocrática, mas uma variável financeira.

No setor de defensivos agrícolas, o valor de um registro está diretamente associado à sua capacidade de gerar receita futura. Quando processos permanecem anos em análise, mudanças regulatórias podem ocorrer durante o próprio ciclo de aprovação, exigindo adequações sucessivas, novos estudos e custos adicionais.

Em alguns casos, reavaliações ambientais e toxicológicas podem demandar investimentos de milhões de dólares e mais de uma década para serem concluídas.Diante desse cenário, algumas empresas passaram a questionar a viabilidade econômica de determinados ativos.

Parte dos cancelamentos ocorre por fatores tradicionais, como banimento de moléculas ou descontinuidade estratégica de portfólio. No entanto, cresce a participação de casos associados a custos regulatórios, exigências documentais e manutenção da conformidade. Há exemplos recentes que ajudam a ilustrar essa tendência.

Ferramentas de automação regulatória introduzidas pela Anvisa já resultaram no indeferimento de dezenas de pleitos por descumprimento de exigências e prazos. O Ministério da Agricultura ampliou programas de revisão documental e atualização cadastral envolvendo moléculas amplamente utilizadas, resultando em suspensões temporárias de registros.

Além disso, novas plataformas digitais passaram a exigir grande volume de documentação técnica e informações adicionais, muitas vezes dependentes de dados e fornecedores internacionais. Empresas do setor têm ampliado equipes internas e recorrido à terceirização de serviços, inclusive no exterior, para cumprir os novos requisitos regulatórios. O desafio é encontrar equilíbrio.

Exigências mais robustas podem elevar padrões de segurança, rastreabilidade e qualidade regulatória. O problema surge quando o aumento de complexidade cria barreiras capazes de restringir a entrada ou permanência de participantes no mercado. Menor número de fornecedores significa menos alternativas comerciais, redução da pressão competitiva e potencial impacto sobre preços e condições de fornecimento ao produtor rural.

O tema ganha importância adicional porque a nova legislação também estabelece que produtos registrados deverão efetivamente iniciar produção e comercialização dentro de prazos específicos, sob risco de cancelamento do registro concedido. Isso pode gerar uma nova onda de cancelamentos nos próximos anos.

O resultado é um cenário que vai além do debate regulatório tradicional. O que está em discussão não é apenas a velocidade das aprovações, mas a estrutura econômica de um mercado estratégico para a competitividade do agronegócio brasileiro.

A questão que surge é se o sistema regulatório atual conseguirá avançar em segurança e controle sem reduzir diversidade, concorrência e acesso ao mercado. A resposta terá impacto direto sobre toda a cadeia produtiva agrícola.

O uso de pesticidas é uma ferramenta indispensável para o aumento da produtividade no campo. A obtenção do registro; porém, é o maior gargalho para o acesso ao mercado brasileiro. Quanto mais fornecedores, condições de preços e prazos para pagamento, são mais opções que podem beneficiar o agricultor. Quanto menos opções, certamente maior o preço a ser pago. A concorrência é fundamental.

Dada a importância para a cadeia de produção e fornecimento de agroquímicos, tópicos como registro, avaliação de risco ocupacional, ação judicial, fornecimento da China, serão pautas de palestras no 17° Brasil AgrochemShow, nos dias 3 e 4 de agosto, no Centro de Eventos São Luís, em São Paulo. Este é um evento com palestras e exposição, organizado pela AllierBrasil e a CCPIT CHEM da China, com o objetivo de promover o agro, compartilhar conhecimento e desenvolver parcerias técnico-comerciais entre empresas locais e estrangeira.

O ingresso deve ser feito através de doação de cestas básicas, que são doadas à instituição de caridade Crê-Ser. Em 2025 foram doados 14 mil kg de alimentos, equivalente a R$ 250.000.

Inscrições através do site www.agrochemshow.com.br

Informações: brasil@agrochemshow.com.br

 

*Sócio da AllierBrasil e fundador do look2agro™, engenheiro agrônomo pela Esalq/USP, MBA, e especialista em registro de pesticidas.

 

Normas recentes em relação ao registro de agrotóxicos

Tipo

Instituição

Descrição

Impacto

Normativa

(1) Flora

Anvisa

Ferramenta que automatiza e agiliza a avaliação e classificação toxicológica, e indeferimento dos pleitos de registros no caso de não cumprimento no prazo.

92 indeferimentos de pleitos de registros de 31 empresas

RDC 950/2024, de 13/12/2024

RDC 1.005/2025, de 17/12/2025

(2) Aviso

Mapa

Atualização e verificação documental dos registros à base glifosato e 2,4-D, e apresentação de amostras

97 suspensões

de registros

33 foram reabilitados

64 continuam suspensos

n° 1, de 23/06/2025

Aviso

Mapa

Atualização e verificação documental dos registros à base de glufosinato, atrazina, clorfenapir, acefato, metomil   e epoxiconazol, e apresentação de amostras

Em vigência

n° 2, de 7/11/2025

n° 3, de 6/11/2025

n° 4, de 6/11/2025

n° 5, de 7/11/2025

n° 6, de 11/11/2025

n° 7, de 11/11/2025

Avaliação de Risco Ocupacional a Agrotóxicos

Anvisa

Diretrizes e métodos para estimar e prevenir a exposição de operadores, trabalhadores rurais, residentes e transeuntes a agrotóxicos (glifosato e 2,4-D)

Em vigência

RDC 998/2025, de 21/11/2025

(3) Sispa

Mapa

Sistema Unificado de Informação, Petição e Avaliação Eletrônica –  plataforma digital

Em vigência

Portaria SDA/MAPA 1.631, de 26/05/2026

Reavaliações

ambiental e toxicológica

Ibama

Anvisa

Processo que reanalisa um ingrediente ativo já registrado para verificar riscos ao meio ambiente e/ou à saúde humana

Em vigência

Vários

(4) Lei dos Agrotóxicos

Mapa Anvisa Ibama

Dispõe sobre pesquisa, experimentação, produção, embalagem, rotulagem, transporte, armazenamento, comercialização, utilização, importação, exportação, destino dos resíduos e das embalagens, registro, classificação, controle, inspeção, fiscalização

Em vigência

Lei 14.785/2023, de 27/12/2023

 

Fontes: Anvisa, Ibama, Mapa; adaptado por AllierBrasil.

(1) Flora – Indeferimentos de pleitos de registros relacionados ao Flora – Anvisa

Data de protocolo do pleito de registro (ano)

Processos indeferidos

%

2021 a 2025

53

57,6

2010 a 2020

39

42,4

Total

92

100

 

Fonte: Anvisa, Resolução n° 176 – publicado em 19/01/26; adaptado por AllierBrasil.

(2) Aviso – Suspensão de registros relacionados ao Aviso n° 1 – Mapa

 

Categoria

Data do registro (ano)

Registros suspensos

%

Produto formulado

Produto técnico

2021 a 2025

2

13

15,46

Produto formulado

Produto técnico

2010 a 2020

4

78

84,54

Total

97

100

 

Fontes: Mapa, Ato n° 61 publicado em 23/12/25, Ato n° 15 – publicado em 17/03/26, Ato n°  38 – publicado em 22/06/2026; adaptado por AllierBrasil.

(3) Sispa

Os prazos para adequação ao SISPA são escalonados de acordo com o tipo de produto: componentes, produto técnico novo, produto técnico equivalente, produto formulado e pré-mistura. O primeiro prazo vence em 90 dias após a publicação da Portaria, 24 de agosto de 2026. Dada a complexidade para o preenchimento da planilha, que inclui obtenção de documentos restritos no exterior, o cumprimento da exigência é praticamente impossível num prazo tão exíguo. As empresas estão aumentando as equipes, terceirizando serviços também no exterior, para poder cumprir os prazos estabelecidos.

(4) Lei dos Agrotóxicos

A Lei 14.785/2023 prevê que “emitido o registro para o agrotóxico, o produto de controle ambiental ou afim, o titular do registro terá até 2 (dois) anos para iniciar a produção e a comercialização do produto, sob pena de cancelamento do registro concedido”. Desta forma, a partir da regulamentação da Lei, estima-se que vários registros devem ser cancelados.

 



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Flavio Hirata
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Ruralpress

Kassi Bonissoni
Gerente de atendimento
kassiana.ruralpress@gmail.com
(19) 98320-0286



Copa do Mundo 2026: como transformar torcida em venda?

 


Por Márcia Assis

A cada quatro anos, a Copa do Mundo transforma não apenas estádios e transmissões esportivas, mas também o comportamento de milhões de consumidores. O entusiasmo, expectativa e pertencimento ao time nacional passam a influenciar as decisões de compra – agora guiadas pela celebração e pelo desejo de participar daquele momento cultural.  Nesse cenário, marcas que conseguem traduzir essa torcida em engajamento com autenticidade tendem a capturar não apenas mais vendas, mas também um maior relacionamento e lembranças positivas da experiência vivida. 

Por mais que o mundial seja um palco extremamente atrativo para que os consumidores estejam mais dispostos a comprar produtos e serviços relacionados ao evento, como itens temáticos (camisetas, pelúcias e objetos colecionáveis, por exemplo) e experiências que ampliem a vivência da torcida (Fan Zone), é importante compreender que vender durante a Copa não depende apenas de oferecer promoções relacionadas ao esporte em si, mas de participar, genuinamente, da conversa e da experiência que mobiliza o país. 

Para o marketing, esse tipo de sazonalidade é uma oportunidade valiosa por reduzir a barreira racional da compra e aumentar a relevância de campanhas criativas, contextuais e oportunas. Como prova disso, na última edição do campeonato, em 2022, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo projetou uma movimentação de cerca de R$ 1,48 bilhão em vendas no comércio e serviços no Brasil, um crescimento de 7,9% em relação à Copa de 2018. 

Dentre as estratégias que mais podem beneficiar as empresas nesse sentido, o marketing conversacional é um dos mais relevantes, capaz de transformar a comunicação entre as partes em um diálogo contínuo, ao invés de mensagens unilaterais – o que ganha ainda mais força no mundial pelo fato de o consumidor estar mais engajado e aberto a interações rápidas, dinâmicas e contextuais. 

Os canais mais eficientes para trazer esses resultados são aqueles que combinam alto nível de abertura com potencial de interação, de forma que as empresas consigam conversar em tempo real com seus clientes, responder dúvidas, recomendar produtos e criar experiências gamificadas relacionadas aos jogos e ao momento da partida. Essa proximidade aumenta a percepção de personalização e fortalece o relacionamento, criando uma jornada mais fluida e menos invasiva. 

O WhatsApp se destaca como um dos principais, justamente por ser amplamente utilizado no Brasil e permitir uma comunicação direta, rápida e altamente personalizada. Outro formato que ganhou espaço nos últimos anos é o RCS (Rich Communication Services), que leva a experiência de mensagens a um novo nível ao permitir conteúdos interativos e ricos, com imagens, botões de ação e jornadas mais dinâmicas, aproximando a comunicação dentro do próprio canal de mensagens nativo do celular.  

Além desses, o SMS continua sendo um canal estratégico para mensagens objetivas e com alta taxa de leitura, especialmente em ações pontuais e urgentes. Por fim, não poderíamos deixar de falar do e-mail marketing, que, quando bem segmentado, contribui para nutrir o relacionamento ao longo do torneio com conteúdos mais completos e ofertas direcionadas.    

O grande diferencial, no entanto, está na integração desses canais em uma estratégia omnichannel. Ao conectá-los de forma inteligente, as empresas conseguem garantir consistência na comunicação e acompanhar o consumidor ao longo de toda a jornada, do primeiro contato ao momento da conversão, com mais fluidez e relevância. 

Para isso, o uso estratégico de dados de CRM é crucial, permitindo que as marcas saiam de campanhas massivas e avancem para comunicações altamente segmentadas. Durante a Copa, isso é ainda mais relevante, pois é possível cruzar informações comportamentais (como histórico de compra, preferências, localização e interações anteriores) com momentos específicos do torneio, como jogos do Brasil, gols ou fases decisivas.    

Quando bem implementado, o marketing conversacional mantém o equilíbrio entre automação e toque humano, um diferencial importante para empresas que buscam escalar sem perder qualidade no atendimento. Nesse contexto, o consumidor busca, antes de tudo, entretenimento e conexão emocional, o que faz com que campanhas muito agressivas ou excessivamente promocionais tendam a gerar rejeição.  

O ideal é apostar em conteúdos que agreguem valor (curiosidades, interações, quizzes, ações temáticas e storytelling). A partir disso, insira, de forma natural, oportunidades comerciais ao contexto, tornando a venda em si uma consequência de uma boa experiência, e não o contrário. Favorecendo essa construção, soluções que combinem dados, automação e múltiplos canais de comunicação serão fundamentais para transformar esse alto nível de expectativa em vivências positivas e, consequentemente, em resultados de negócio. 

O consumidor desta Copa de 2026 será ainda mais exigente, imediatista e acostumado a experiências personalizadas. A expectativa será por comunicações relevantes, em tempo real e adaptadas ao seu contexto, que possam ser conduzidas durante um jogo ou em momentos de alta emoção. No final, as marcas que conseguirem se posicionar como parte da celebração, e não apenas como vendedoras, certamente terão vantagem competitiva e, quem sabe, darão uma bela goleada em seus concorrentes. 

Márcia Assis é Gerente de Marketing da Pontaltech, empresa especializada em soluções integradas de VoiceBot, SMS, e-mail, chatbot, WhatsApp e RCS.   

    

Sobre a Pontaltech:   

Fundada em 2011, a Pontaltech é uma empresa de tecnologia especializada em comunicação omnichannel que ajuda empresas a automatizar e escalar seus atendimentos com um portfólio composto por diversos canais digitais e de voz. Com soluções integradas de SMS, e-mail, chatbot, WhatsApp, RCS, VoiceBot, entre outros, simplifica a comunicação das empresas com seus clientes de forma inteligente e eficiente, sem nunca perder a proximidade humana. 



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Nathália Bellintani


Tel: +55 (11) 9848-4042
Email: nathalia@informamidia.com.br
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Dexco expande serviços de AMS com a Numen

 


Projeto teve como foco obter a melhoria contínua do negócio 

Oferecer soluções para melhor viver. Esse é o propósito da Dexco, maior casa de marcas do Brasil para materiais de construção, reforma e decoração. A fim de aprimorar e transformar a experiência dos usuários com a TI, a companhia investiu na expansão do serviço de AMS (Application Management Services) prestado pela Numen, maior consultoria brasileira em serviços SAP. 

Fundada em 1941, a Dexco é detentora das marcas Deca, Portinari, Hydra, Duratex, Castelatto, Ceusa e Durafloor. Além disso, a organização detém 49% de participação na LD Celulose, joint venture de fabricação de celulose solúvel com a austríaca Lenzing. Sediada em São Paulo, a holding, que possui o maior portfólio de soluções do setor industrial, conta com mais de 12 mil colaboradores, divididos em 22 unidades espalhadas por Brasil e Colômbia. 

Mediante a expansão dos negócios, a organização vinha executando um movimento para reformular o atendimento de chamados, com o intuito de transformar o AMS em uma área que atuasse diretamente na evolução da experiência dos usuários com o setor de TI. 

Deste modo, a empresa decidiu reestruturar o contrato para alcançar as melhorias buscadas, como explica Bruno Leão, Gerente de Infraestrutura, Operações e Cibersegurança da Dexco. “Não queríamos o AMS apenas como uma área de atendimentos para cumprir SLAs, mas que mudasse a jornada do usuário. Decidimos mudar o contrato para trazer melhorias nos processos, além de fomentar a transformação digital com a IA”. 

Ao sair de um modelo voltado especificamente para a abertura de chamados, a organização passou a focar na melhoria contínua, o que possibilitou identificar ineficiências que impediam o melhor desempenho operacional. À frente de toda essa jornada esteve a Numen. “A Numen vem nos acompanhando em toda essa caminhada de expansão. A partir desse aprimoramento nos serviços de AMS, passamos a ter uma maior atenção em criar soluções na causa raiz. Ou seja, esse conhecimento nos permitiu estudar as razões dos chamados repetitivos e resolver cada um dos problemas utilizando as melhorias já implementadas”, destaca Leão. 

O resultado do projeto é celebrado por Gustavo Ribeiro, Head da área de Smart Services na Numen. “Para nós é gratificante acompanhar de perto a evolução da Dexco e participar de mais um momento de virada de chave da companhia. Ao compreendermos os ganhos que a empresa buscava obter com o AMS, desempenhamos um trabalho que trouxesse as respostas que procuravam e todos os mecanismos que contribuíssem para a continuidade do projeto. Ficamos honrados pela confiança do cliente, na certeza de que a nossa parceria ainda irá muito longe”. 

Como benefícios após a expansão da área, destacam-se a redução do tempo médio na resolução dos tickets, que passaram a ser resolvidos entre cinco e quinze dias no máximo; a evolução contínua do sistema; maior integração entre a sustentação e as demais áreas de negócio; e clareza no backlog de chamados. Além disso, o novo modelo trouxe mais confiança para as operações, que deixaram de apenas discutir urgências para avaliar evoluções. 

Após ganhos significativos, os próximos passos da Dexco estão orientados a impulsionar o uso da IA para facilitar o dia a dia dos usuários e aumentar a produtividade, bem como implementar automações para promover um atendimento mais rápido. “Agora, junto com a Numen, estamos estruturando um novo modelo embarcado em Inteligência Artificial para trazer a evolução da nossa base de conhecimento e agilizar os processos. Todos esses passos contribuem para a visão que temos de não designar o AMS apenas como um solucionador, mas como um parceiro de negócio”, conclui o Gerente. 

Sobre a Numen:   
Com presença no Brasil, Europa e América do Norte, a Numen é uma consultoria com forte atuação em projetos SAP e parceira estratégica de grandes players globais como AWS, Salesforce e Celonis. Reconhecida por sua abordagem inovadora e foco consistente em resultados, a Numen apoia empresas na transformação digital e na geração de valor sustentável. Para mais informações, visite: https://numenit.com/   



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Bruno Leão, Gerente de Infraestrutura, Operações e Cibersegurança da Dexco
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Cinthia Guimarães


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