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MEDIÇÃO DE TERRAS

domingo, 31 de maio de 2026

74% das empresas já recuaram no uso de agentes de IA após falhas, aponta estudo da Sinch

 

DFreire

sábado, 30 de maio de 2026

 Pode ser uma imagem de texto que diz "Na vida é preciso três coisas: Humildade de não se sentir superior a ninguém; Coragem para enfrentar OS desafios; Sabedoria para ficar quieto diante da estupidez de algumas pessoas."

Fortaleza recebe 3ª edição do evento Comunicação Antirracista com Carla Akotirene e Caio Prado

 


Com o tema "Nordeste em Voz Alta", o projeto ocupa o Centro Dragão do Mar nos dias 30 e 31 de maio, reunindo a  pesquisadora Carla Akotirene, o cantor Caio Prado e vozes de referência local para afirmar a força das narrativas de luta e resistência nordestina.

CAIXA e Governo do Brasil apresentam: COMUNICAÇÃO ANTIRRACISTA – 3ª EDIÇÃO: Nordeste em Voz Alta 

A voz do Nordeste ganha força na capital cearense para afirmar identidades, ocupar territórios e disputar o espaço público. Um encontro entre pensamento e arte para consolidar a comunicação como ferramenta legítima de combate ao racismo. 

 

Fortaleza-CE vira o ponto de encontro entre memória, território e arte com a 3ª edição do evento Comunicação Antirracista. Com o tema "Nordeste em Voz Alta", o projeto ocupa o Centro Dragão do Mar nos dias 30 e 31 de maio, reunindo a  pesquisadora Carla Akotirene, o cantor Caio Prado e vozes de referência local para afirmar a força das narrativas de luta e resistência nordestina.

O evento, que tem o patrocínio master da CAIXA e do Governo do Brasil, além do patrocínio do Banco do Nordeste, chega à sua terceira edição após passar por Brasília e Rio de Janeiro em 2025. O objetivo é reunir quem faz e quem pensa a comunicação para mostrar que o combate ao racismo é uma tarefa de todos e que nossas narrativas precisam de local de fala, escuta, respeito e dignidade. 

Impacto do início ao fim

A programação traz nomes de peso do cenário intelectual e artístico nacional para costurar essa rede de ideias e fortalecimento de conexões antirracistas no Ceará:

  • Abertura com Carla Akotirene (BA): Carla Akotirene é doutora em Estudos Feministas pela Universidade Federal da Bahia, pesquisadora de antirracismo e feminismos negros, consultora em políticas públicas, autora de livros como “O que é interseccionalidade?”, “Ó Paí, Prezada!” e “É fragrante fojado dôtor vossa excelência”, além de idealizadora da Opará Saberes. 
  • Encerramento com Caio Prado (RJ): Para selar o encontro no dia 31, o evento traz Caio Prado (RJ), destaque do cenário atual da música brasileira. Com álbuns como “Incendeia” e “Caio em Ti”, sua obra funde estética e ativismo, utilizando composições como "Não Recomendado" e "Baobá" para pautar a ancestralidade, a liberdade de corpos marginalizados e o enfrentamento ao racismo. 

Nordeste em Voz Alta: Saberes e Territórios em Debate

O conceito 'Nordeste em Voz Alta' afirma a região como sujeito político e intelectual, deslocando-a de cenário para protagonista na produção de políticas públicas e memória. A 3ª edição promove, no Ceará, uma costura entre saberes da Bahia, Rio de Janeiro e outros estados para disputar narrativas nacionais. Os painéis e nomes convidados refletem essa diversidade com pautas estruturantes e urgentes, articuladas por vozes que protagonizam a luta antirracista. Confira os detalhes:"  

  • Painel 1 (Memória): Raquel Kariri e Bruno de Castro articulam jornalismo e pesquisa para reconstruir as presenças negras e originárias silenciadas no Nordeste.
  • Painel 2 (Legitimidade): Vera Rodrigues e Rubens Rodrigues tensionam a universidade e a mídia na disputa por quem tem autoridade para narrar a região.
  • Painel 3 (Território): Juliana Jenipapo e Aurila Quilombola trazem a força das lideranças tradicionais na defesa da palavra, da terra e da vida.
  • Painel 5 (Dignidade): Dediane Souza e Larissa Carvalho conectam literatura, periferia e memória LGBTQIA+ para pensar uma comunicação que respeite a cada história.

Democratização e Comunidade

Entendendo que o conhecimento antirracista deve ser acessível, o evento é totalmente gratuito e terá tradução simultânea em Libras. Durante o final de semana, o público também poderá fortalecer o afroempreendedorismo e a economia criativa local com a presença da Feira Negra de Fortaleza (sábado) e a tradicional Feira do Fuxico (domingo), integrando o ecossistema de circulação do Dragão do Mar.

Programação Ampla

Além dos nomes nacionais, o evento conta com a participação de diversos especialistas cearenses, jornalistas e lideranças negras, quilombolas e indígenas que estão na linha de frente da defesa de seus territórios.

Como prática de democratização de acesso ao evento, desde a sua primeira edição, o Comunicação Antirracista realiza transmissões ao vivo dos painéis do evento pelo YouTube (@ComunicacaoAntirracista). Após o evento, os conteúdos ficarão disponíveis  no canal, formando um acervo digital público de memória, circulação de conhecimento e formação antirracista. 

CRONOGRAMA COMPLETO

29 DE MAIO | PRÉ-EVENTO: IMERSÃO EDUCATIVA (OFICINAS) Local: Hub Cultural Porto Dragão 

  • 10h às 12h: Narrativas que Libertam – com Coletivo Fortaleza Negra (Douglas Souza e Wanessa Brandão).
  • 14h às 16h: Samba Corpo Vivo – vivência prática com o Samba Kanjerê.

30/05 | ABERTURA (DIA 1): MEMÓRIA E LEGITIMIDADE  (Teatro Dragão do Mar)

  • 14h00 – Momento Panorama: Políticas Antirracistas no Ceará. Com Zelma Madeira, Isaac Santos e Sarah Menezes. Mediação Pâmela Carvalho 
  • 15h00 – Conferência de Abertura: Interseccionalidade e Comunicação. Com Carla Akotirene (BA). Mediação: Luizete Vicente.
  • 17h00 – Painel 1: Memória que Resiste. Com Raquel Kariri e Bruno de Castro. Mediação Pâmela Carvalho 
  • 18h30 – Painel 2: Quem pode narrar o Nordeste? Com Vera Rodrigues e Rubens Rodrigues. Mediação Luizete Vicente.
  • 20h00 – Pocket Show: Roberta Kaya (CE).

31/05 | DIA 2: TERRITÓRIO E TRANSFORMAÇÃO (Teatro Dragão do Mar)

  • 14h00 – Painel 3: Território, Palavra e Defesa da Vida. Com Juliana Jenipapo e Aurila Quilombola. Mediação Pâmela Carvalho.
  • 15h15 – Painel 4: Coletivo Caixa Preta: Transformação Institucional. Com Karina Dória (BA). Mediação Carlos Borges.
  • 16h30 – Painel 5: Vozes que contam o país: Jornalismo e Dignidade. Com Dediane Souza e Larissa Carvalho. Mediação Luizete Vicente.
  • 18h– Painel 6: Diversidade na prática: investimento e oportunidades no Nordeste. Com representante da Caixa e representante do Banco do Nordeste. Mediação: Pâmela Carvalho.
  • 19h00 – Encerramento Cultural: Caio Prado (RJ).

SERVIÇO:

  • Data: 30 e 31 de maio de 2026.
  • Local: Teatro Dragão do Mar, Fortaleza/CE.
  • Gratuito: retirada de pulseiras 1h antes de cada programação na bilheteria do teatro
  • Acessibilidade: Tradução em Libras em todos os painéis.
  • Transmissão dos painéis: YouTube (@ComunicacaoAntirracista).

 

COMUNICAÇÃO ANTIRRACISTA – 3ª EDIÇÃO: Nordeste em Voz Alta 

Apresentação e Patrocínio Master: CAIXA e Governo do Brasil

Patrocínio: Banco do Nordeste

Realização: Terra Livre

Apoio Institucional: Secretaria de Cultura do Governo do Ceará, Secretaria de Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Prefeitura de Fortaleza, Instituto Dragão do Mar e Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura.

Apoio: Área27 e AoQuadrado

 

 



Carla Akotirene, doutora em Estudos Feministas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e autora de obras sobre feminismos negros e interseccionalidade.
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SARA SOUSA
sarasousa.ce@gmail.com
(85) 99640-3721



A delicadeza do feito à mão: Thayná Caiçara marca o tapete vermelho de Cannes com o talento de bordadeiras brasileiras

 




Vestido de linho branco com pássaros exóticos da Mata Atlântica brilhou ao exaltar arte cheia de histórias de vida; projeto social dá protagonismo ao que das raízes culturais do Brasil

A passagem da modelo e empresária Thayná Soares pelo 79º Festival de Cinema de Cannes, no sábado, dia 23, levou ao cenário mais prestigiado do cinema mundial um vestido delicadamente produzido pelo talento de bordadeiras de Paraty, no Rio de Janeiro. A peça de linho belga branco eleva muito mais que um conceito de moda. Destaca, ao mesmo tempo, o simbolismo da força da mulher e a valorização do feito à mão.

O vestido levou meses para ficar pronto. Teve a participação intensiva de 17 bordadeiras do projeto social da marca Thayná Caiçara na terra natal da modelo. Ela fez questão de destacar que o Brasil está em alta no cenário mundial ao dar valor às manualidades, ao artesanal que tem rosto, identidade de quem produz. “O nosso movimento é para que as bordadeiras tenham protagonismo quando o trabalho artístico delas está no holofote, reforçando a cultura e a história delas”, afirma.

Para Thayná até o linho escolhido fala de renovação. “Esse é um tecido pouco usado no tapete vermelho pelas mulheres, mas é o que escolhemos usar na marca desde sempre. Nesse look apostamos numa saia muito rodada para que todas as artesãs pudessem trabalhar juntas, refinando a técnica e trocando experiências. Quero que elas se fortaleçam como mulheres que carregam uma cultura muito forte, sendo capazes de empreender”, comenta.

O projeto nasceu da conexão entre moda, ancestralidade e valorização do trabalho manual brasileiro, levando para diferentes países trajetórias pessoais, pertencimento e transformação social. Segundo Thayná, no exterior esse trabalho é muito bem valorizado. As pessoas querem saber de onde vêm aquela arte que transmite brasilidade. Mas no país de origem ainda enfrenta preconceito e desvalorização.

Depois de conquistar espaço em Paris e Nova York, a marca criada por Thayná Soares reafirma em Cannes que o luxo brasileiro também nasce das mãos simples de artesãs, das raízes da cultura popular e da potência feminina. O vestido desse tapete vermelho será apresentado em exposições internacionais.

 

 

 



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Vestido de linho belga branco trouxe estampado em bordado pintura de agulha pássados exóticos da Mata Atlântica
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Bordadeiras de Paraty foram escolhidas para participar do projeto social em parceria com a Casa da Cultura de Paraty
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Paulo Êutico
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Todos os bordados foram feitos manualmente em 21 dias intensos de trabalho conjunto
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Paulo Êutico
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Juliana Rangel Comunicação 2
assessoria@julianarangelcomunicacao.com.br
(16) ____-____ / (16) 99209-2020

Experiência sensorial em Salvador reúne grupo seleto de mulheres e aposta em arte e mindfulness como antídoto à rotina acelerada

 

Instituto Flow

Experiência sensorial em Salvador reúne grupo seleto de mulheres e aposta em arte e mindfulness como antídoto à rotina acelerada

Idealizado por Camila Raenck, projeto propõe vivências que unem atenção plena, arte e conexões humanas em meio ao ritmo acelerado da vida moderna

Em meio ao excesso de estímulos, às agendas lotadas e à busca cada vez mais urgente por equilíbrio, experiências que incentivam pausas conscientes e conexões genuínas vêm ganhando espaço. É nesse contexto que surge o Entre Taças & Presença, projeto idealizado por Camila Raenck, fundadora do Instituto Flow, instrutora de Mindfulness pelo IPq-USP e mentora HeartMath, que propõe vivências sensoriais voltadas ao cultivo do estado de presença.
 
Realizada em Salvador, no The Latvian, na Bahia Marina, a experiência reuniu um grupo intimista e seleto de mulheres em uma imersão que integrou pintura intuitiva em taças, práticas de mindfulness guiadas por Camila, vinho e elementos cuidadosamente pensados para estimular bem-estar, desaceleração e conexão.
 
Ao longo do encontro, as participantes vivenciaram uma experiência artística livre e intuitiva, conduzida em um ambiente acolhedor e inspirador, pensado para favorecer pausas conscientes, trocas genuínas e uma vivência mais presente.
 
Nesta edição, Camila contou com a participação da empresária e joalheira Nete Viana, proprietária de um ateliê de joias, que atuou como cocuradora da experiência, contribuindo para a construção de uma atmosfera elegante e cuidadosamente pensada em cada detalhe.
 
“O Entre Taças & Presença é um convite ao cuidado de dentro para fora, entendendo que a qualidade da nossa presença impacta diretamente a forma como vivemos, nos relacionamos e sustentamos nossos resultados ao longo do tempo”, afirma Camila Raenck.
 
A experiência também contou com a curadoria de vinhos conduzida por July Lopes, sommelière e especialista em experiências enogastronômicas, responsável por integrar uma seleção de rótulos à proposta sensorial do encontro, acompanhada de uma experiência gastronômica leve e sofisticada.
 
As participantes destacaram o encontro como um momento de desaceleração, reconexão e abertura para interações mais presentes e genuínas. Muitas relataram, inclusive, a importância de vivenciar uma pausa consciente em meio à rotina acelerada.
 
Movimento contemporâneo
 
O Entre Taças & Presença dialoga com um movimento contemporâneo que valoriza experiências capazes de promover presença, qualidade do tempo vivido e profundidade nas relações. Nesse cenário, o chamado novo luxo passa a estar associado menos ao excesso e mais à capacidade de viver o presente com intencionalidade.
 
Ao utilizar a arte como ferramenta para o cultivo da atenção plena, aliada a práticas voltadas à regulação emocional, o projeto se apresenta como um formato adaptável a diferentes contextos — inclusive organizacionais — com foco em presença, bem-estar, equilíbrio emocional e desempenho sustentável.



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Bianca Rocha
Executiva de Atendimento
bianca@textoecia.com.br
(71) 99963-2513 / (71) 98147-4334

Alimentos e bebidas: como o setor está inovando?

 


Por Alexandre Pierro

Para uma indústria construída sobre escala, eficiência operacional e previsibilidade de demanda, lidar com incertezas não é simples. Esse é o caso do setor de alimentos e bebidas que, por décadas, operou sob uma lógica de ciclos de consumo estáveis e portfólios consolidados. Contudo, com a chegada das novas gerações, sobretudo a Z e Alfa, este consumo tem passado por grandes mudanças e novas tendências que vêm exigindo dessas empresas que saiam de uma zona de conforto baseada em escala e eficiência, para um território onde a inovação precisa lidar, acima de tudo, com a imprevisibilidade. 

Durante décadas, este setor foi guiado por padrões relativamente estáveis de consumo. Preferências eram herdadas entre gerações, a lealdade às marcas era consistente e a inovação seguia uma lógica incremental, com novos sabores e melhorias nos produtos que já tinham ampla aderência pela população. Hoje, esse cenário é profundamente diferente: 54% dos consumidores dizem buscar ativamente novos sabores e experiências ao consumir alimentos, segundo o “Food & Drinks Trends 2025”. 

Ao invés de manter padrões repetitivos, o consumidor moderno é mais movido à descoberta de novas opções e tendências, sobretudo se estiverem alinhadas a hábitos mais saudáveis. Dados divulgados no portal Suzy revelam que 65% da Gen Z está disposta a substituir bebidas alcoólicas por alternativas não alcoólicas em ambientes sociais, comprovando essa clara tendência ao consumo consciente.   

Os estudos acima mostram que essa transformação não é pontual, mas estrutural. Se, antes, o setor de alimentos e bebidas operava com base em ciclos relativamente previsíveis, hoje passa a navegar em um ambiente de demandas voláteis, experimentais e altamente influenciadas por hábitos mais saudáveis focados no bem-estar – o que reforça não apenas a importância da inovação como peça-chave para se destacar neste cenário, como, principalmente, a sustentação da incerteza como pilar indispensável desta governança. 

Ao invés de ser encarado como um risco a ser evitado, o cenário de incerteza pode ser utilizado estrategicamente a favor da simulação de diferentes cenários e seus possíveis impactos, mapeamento das novas demandas dos consumidores, assim como da realização de testes de cada decisão capaz de ser tomada, de forma que seja criado um sistema contínuo de inovação baseado na experimentação, no aprendizado acelerado e na adaptação constante aos desejos dos clientes, de forma que possam continuar desenvolvendo produtos aderentes ao que buscam. 

Uma boa governança de inovação analisa e projeta possíveis cenários futuros, fornecendo parâmetros que indiquem os melhores caminhos a serem seguidos que favoreçam com a conquista dos objetivos desejados. Em um mercado onde a previsibilidade já não é mais suficiente para sustentar o crescimento corporativo, a capacidade de governar a incerteza passa a ser, na prática, o novo diferencial competitivo que será determinante para a atração e fidelização de cada vez mais consumidores. 

Diante de gerações cada vez mais exigentes que não apenas consomem de forma diferente, mas redefinem, constantemente, o que esperam das marcas, seus produtos e experiências, insistir em modelos rígidos de inovação se torna um risco grave à própria sobrevivência do negócio. Nesse contexto, a governança de inovação orientada pela incerteza é uma necessidade estratégica para que as empresas respondam, com agilidade, a tais mudanças, mantendo sua relevância em um mercado onde a fidelidade do cliente é cada vez mais complexa de ser sustentada. 

Alexandre Pierro é doutorando em energia e mestre em gestão e engenharia da inovação, engenheiro mecânico, bacharel em física e especialista de gestão da PALAS, consultoria pioneira na implementação da ISO de inovação na América Latina.     



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Nathália Bellintani


Tel: +55 (11) 9848-4042
Email: nathalia@informamidia.com.br
www.informamidia.com.br

AELO lança campanha "Meu Primeiro Lote" e reforça segurança do investimento imobiliário

 

AELO


AELO lança campanha "Meu Primeiro Lote" e reforça segurança do investimento imobiliário


A AELO – Associação das Empresas de Loteamento e Desenvolvimento Urbano acaba de lançar a campanha institucional “Meu Primeiro Lote”, uma iniciativa que pretende transformar a forma como os brasileiros enxergam o investimento imobiliário.

Mais do que adquirir um terreno, a campanha convida o público a descobrir como um lote urbanizado pode representar o início de grandes conquistas: a construção do primeiro patrimônio, a realização de sonhos familiares e até o caminho para novos projetos de vida e negócios.

Com o conceito “Invista em um lote. É mais futuro por m²”, a ação destaca o lote urbanizado como “a porta de entrada”, uma das formas mais acessíveis, inteligentes e promissoras de investir no Brasil atual — unindo planejamento, segurança jurídica e forte potencial de valorização no médio e longo prazo.

Voltada especialmente para quem deseja começar a investir, mas ainda não teve contato com o mercado de loteamentos, a campanha mostra que entrar no universo imobiliário pode ser mais viável do que muitos imaginam.

Entusiasmado com o lançamento da campanha, Caio Portugal, presidente da AELO, ressalta que: “O lote é, muitas vezes, o primeiro grande investimento das famílias brasileiras, a porta de entrada para o mercado imobiliário. Nosso objetivo é mostrar que, quando adquirido de forma regular e com empresas comprometidas com as boas práticas do setor, ele representa segurança, valorização e planejamento para o futuro”.

Ao longo da campanha, o consumidor poderá entender por que o lote urbanizado vem ganhando cada vez mais espaço entre os investimentos imobiliários: entrada mais acessível, condições facilitadas de pagamento, liberdade para construir no próprio ritmo e múltiplas possibilidades de uso — residencial ou comercial.

Como parte da estratégia, a AELO lançou também uma landing page exclusiva com conteúdos educativos, orientações para uma compra segura e informações sobre valorização patrimonial, ajudando o consumidor a tomar decisões mais conscientes e seguras.

Além de estimular novos investidores, a campanha reforça a importância da regularização dos empreendimentos e da escolha de empresas associadas à entidade, promovendo mais transparência, credibilidade e segurança em todas as etapas da aquisição.

 

Conheça a campanha completa — Meu Primeiro Lote - Meu primeiro lote - Aelo

 

A iniciativa integra um conjunto mais amplo de ações conduzidas pela AELO para fortalecer o desenvolvimento urbano responsável e combater irregularidades no setor. Entre elas está a campanha “Lote Legal”, criada para alertar a população sobre os riscos dos loteamentos clandestinos e ampliar o acesso à informação qualificada sobre a compra segura de terrenos.

 

Sobre a AELO — Entidade nacional que há 45 anos, a AELO reúne loteadoras, incorporadoras, construtoras e profissionais do mercado imobiliário em mais de 20 estados brasileiros. A entidade atua institucionalmente buscando diálogo permanente com o poder público e com o setor imobiliário na defesa das melhores práticas, do crescimento ordenado das cidades, da segurança jurídica e do desenvolvimento urbano sustentável.

 

 

Vera Moreira / Assessora de Imprensa

(11) 3253-0729 - (11) 99989-6217 – vera@veramoreira.com.br

 



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Vera Moreira
veramoreira@veramoreira.com.br
(11) 3253-0729 / (11) 99989-6217

Maio Preto denuncia omissão do poder público diante da violência no trânsito

 


Fenive alerta para falhas de fiscalização, envelhecimento da frota e normas que existem no papel, mas não são cumpridas

A morte de uma jovem de 20 anos, atropelada enquanto caminhava na calçada em Ipanema, no Rio de Janeiro, reacendeu o debate sobre segurança viária no Brasil e sinaliza para a importância de uma verdadeira campanha de redução de mortes trânsito no país, envolvendo gestores públicos e toda a sociedade. O Maio Preto é um movimento que propõe um contraponto ao Maio Amarelo, com o objetivo de denunciar a falta de ação efetiva das autoridades diante das mais de 35 mil mortes registradas todos os anos no trânsito brasileiro.

 

O caso da jovem atropelada no Rio de Janeiro chamou a atenção por se tratar de filha de diplomatas brasileiros, o que motivou até mesmo referência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que enviou carta de solidariedade à família. “As mortes no trânsito acontecem todos os dias e todas elas mereceriam esse destaque”, analisa Daniel Bassoli, diretor executivo da Federação Nacional da Inspeção Veicular (Fenive).

 

O diretor destaca, ainda, que o episódio também expõe uma contradição difícil de ignorar: o trânsito brasileiro continua produzindo números de guerra mesmo com leis, resoluções, metas nacionais e campanhas públicas já consolidadas.

 

Entre 2010 e 2019, o Brasil registrou média anual superior a 35 mil mortes no trânsito e mais de 300 mil feridos graves por ano, de acordo com dados do Ministério da Saúde. “Houve uma redução importante nos índices a partir de 2014, mas essa queda perdeu força e não se consolidou como política estrutural de segurança viária”, aponta Bassoli.

 

Problemas históricos como fiscalização insuficiente, envelhecimento da frota, ausência de inspeção técnica periódica e baixo cumprimento das normas de trânsito são alguns dos fatores que impactaram nas estatísticas. Segundo o Anuário Estatístico 2024 da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em 2024 as rodovias federais brasileiras registraram 73.156 sinistros de trânsito, com 6.160 mortes e 84.526 feridos. “O Brasil não sofre por falta de legislação de trânsito. Sofre pela incapacidade de fazer cumprir aquilo que já está regulamentado. O Maio Preto é um alerta para essa omissão estrutural”, reflete Bassoli.

 

De acordo com o diretor da Fenive, o Brasil possui legislação suficiente para reduzir drasticamente as mortes no trânsito. O desafio é superar a incapacidade do poder público de garantir o cumprimento das normas já existentes. “Campanha educativa é importante, mas campanha sem fiscalização, sem inspeção e sem cumprimento das leis não reduz mortes de forma consistente”, afirma.

 

BUROCRACIA

 

A crítica envolve não apenas a demora na publicação de resoluções importantes, mas, principalmente, a ausência de fiscalização contínua, a demora na correção de falhas sistêmicas, a falta de apuração de denúncias e o não cumprimento efetivo de medidas já regulamentadas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

 

Na opinião de Daniel Bassoli, há casos em que o próprio poder público acaba flexibilizando exigências previstas em lei. Um exemplo recente é a Medida Provisória 1.360, que altera regras relacionadas ao transporte por motocicletas e impacta exigências previstas no artigo 139-A do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), na Lei 12.009/2009 – lei federal que regulamenta o exercício das atividades de mototáxi e motofrete no Brasil – e em dispositivos da Resolução Contran 943, que tratam da regulamentação e das condições de segurança para motofrete e mototáxi. Segundo ele, mudanças sem fiscalização adequada e sem fortalecimento dos mecanismos de controle ampliam a sensação de fragilidade regulatória no trânsito brasileiro.

 

O Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans), alinhado às metas da ONU para a Segunda Década de Ação pela Segurança no Trânsito, estabeleceu como objetivo reduzir em pelo menos 50% o índice nacional de mortes no trânsito até 2030, tomando como referência os dados de 2020. “Metas sem cronograma público, fiscalização permanente e responsabilização acabam se transformando apenas em compromissos formais”, critica o diretor.

 

Bassoli exemplifica que o mesmo ocorre com resoluções técnicas importantes do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), como a Resolução 810, que trata da classificação de danos e regularização de veículos sinistrados, e a Resolução 859, voltada aos sistemas de segurança obrigatórios em caminhões basculantes – e que desde 2015 está sem efetividade. Embora sejam normas criadas justamente para reduzir riscos e evitar acidentes graves, a aplicação prática enfrenta problemas recorrentes, como baixa fiscalização, ausência de integração entre os órgãos responsáveis, dificuldades operacionais e sucessivas tentativas de adiamento ou flexibilização das exigências.

 

“O sistema brasileiro cria resoluções técnicas importantes, mas muitas vezes elas ficam sem fiscalização efetiva, sofrem postergações ou enfrentam pressões para não sair do papel”, afirma Bassoli.

 

Outro ponto de preocupação é o crescimento desordenado dos ciclomotores, bicicletas elétricas e veículos autopropelidos nas cidades brasileiras. Embora existam regras específicas para circulação e exigência de equipamentos obrigatórios, a fiscalização é considerada insuficiente em grande parte dos municípios, permitindo circulação irregular, ausência de equipamentos de segurança e desrespeito frequente às leis de trânsito.

 

Outro fator crítico, destaca o diretor da Fenive, é o envelhecimento acelerado da frota brasileira. Dados da Senatran mostram que o Brasil já ultrapassa 123 milhões de veículos em circulação. Paralelamente, estados ampliam políticas de isenção de IPVA para veículos antigos sem exigir qualquer tipo de inspeção técnica obrigatória. São decisões que contribuem para manter em circulação veículos envelhecidos, frequentemente sem manutenção adequada e sem controle mínimo das condições de segurança. “Toda morte no trânsito deveria gerar indignação pública. São situações evitáveis, porém o País parece ter se acostumado às milhares de mortes todos os anos”, ressalta.

 

Segundo ele, o Maio Preto representa justamente o luto silencioso de milhares de famílias brasileiras e a necessidade urgente de transformar segurança viária em política pública permanente, baseada em fiscalização efetiva, inspeção técnica, cumprimento das resoluções do Contran e responsabilização dos órgãos encarregados de executar essas medidas. “O Maio Preto representa o luto silencioso das famílias brasileiras que perderam alguém no trânsito enquanto o poder público continua tratando segurança viária apenas como campanha sazonal”, conclui Bassoli.

 

 

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A IA vai acabar com os programadores?

 


Codeminer 42

A IA vai acabar com os programadores?

Especialista de boutique brasileira de software, a Codeminer42, avalia os impactos no mercado de trabalho, com o avanço da IA

Os impactos da inteligência artificial (IA) no mercado de trabalho estão entre os pontos mais controversos quando o assunto é inovação, economia e sociedade. De um lado, estimativas como a da Organização para Cooperação do Desenvolvimento Econômico (OCDE) apontam perda de 92 milhões de empregos. O Fórum Econômico Mundial, por sua vez, avalia que o dobro dos postos extintos serão criados.

Uma das atividades econômicas que mais tendem a sentir efeitos é justamente a de tecnologia. Nela, há uma dúvida recorrente: a IA vai substituir programadores?

Em uma boutique brasileira de desenvolvimento de softwares, que inclusive atende clientes do exterior e em 2026 vai expandir sua atuação nos Estados Unidos, a Codeminer42, a avaliação não é fatalista.

“O programador que apenas escreve código, este sim está ameaçado pela inteligência artificial. Mas engenheiros de software, cujas competências vão além da escrita de códigos, esses não só não serão substituídos pela IA como terão ainda maior relevância no novo cenário”, considera o sócio e gerente de desenvolvimento de negócios da empresa, Carlos Lopes.

Carlos Lopes, sócio e gerente de desenvolvimento de negócios da corporação da Codeminer

Ele enfatiza que a engenharia de software tem atribuições estratégicas que demandam justamente o que a IA não alcança: inteligência humana. Além de projetar, desenvolver, testar, aplicar e manter softwares, os engenheiros de software devem ter visão para abordagem de problemas, relevância de soluções e, especialmente, visão de negócio. “São predicados fundamentais, não contemplados pela IA”, sublinha.

Lopes compara: “as linhas de código se tornaram uma espécie de commodity. Para além da escrita de códigos, temos a necessidade de raciocínio lógico e de análise de contexto. Estas são as partes mais importantes da arquitetura de software. Aliás, é nisto que nos focamos”, afirma, fazendo referência ao trabalho desenvolvido pela Codeminer42.

Uma das estratégias da empresa, inclusive para obter crescimento sustentável, está em identificar talentos brasileiros na área de programação, capacitando-os para assumir atribuições relevantes. Atualmente, a Codeminer42 conta com um quadro de 80 desenvolvedores, com meta de ultrapassar os 100, “sem perder a excelência técnica”. A maior parte está alocada em projetos de empresas de fora do Brasil (sobretudo dos Estados Unidos).

“É certo que, em algumas atividades econômicas, empresas têm reduzido equipes de tecnologia devido ao avanço da IA. Porém, na área de desenvolvimento de sistemas, a demanda [por profissionais] tem crescido, especialmente por especialistas que possam integrar e implementar a IA nos produtos dos clientes. Nesse cenário, o padrão de exigência dos clientes, para contratação de programadores e desenvolvedores, está mais elevado”, pontua.

Entender de relações humanas tem sido um requisito essencial. “Um bom profissional de programação deve ter um bom relacionamento com os colegas, saber lidar com pessoas não técnicas e ser capaz de traduzir a parte técnica para essas pessoas, além de entender as demandas e trazê-las para o software”, exemplifica. “Saber lidar com mudanças de rota e descontinuação de projetos é crucial, pois muitos desenvolvedores se apegam ao código que escreveram”, acrescenta.

Logo,  são fundamentais habilidades como comunicação, organização, saber o que priorizar e administrar imprevistos. “O engenheiro de software deve se envolver na parte de produto, trabalhando mais próximo dos product owners e gerentes de produto.”

Para as empresas, o especialista aponta que avaliações periódicas são importantes para acompanhar a evolução técnica dos colaboradores e identificar, de forma objetiva, os pontos em que há estagnação e necessidade de aprimoramento. Iniciativas como mentorias, treinamentos internos, workshops e grupos de estudo contribuem para a capacitação contínua das equipes — um fator essencial para acompanhar o ritmo das inovações e das transformações do mercado.

MAIS INFORMAÇÕES

Sobre a Codeminer42: https://www.codeminer42.com 



Desenvolvedores Carlos Lopes, sócio e gerente de desenvolvimento de negócios da corporação da Codeminer
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Thais Medina retorna ao Nordeste como palestrante do 3º Seminário de Gestão em Turismo, em Salvador

 




Empresária abordará a importância do planejamento municipal para o desenvolvimento de destinos turísticos

A empresária e especialista em Marketing para o Turismo Thais Medina participa, nesta quarta-feira, 27, do 3º Seminário de Gestão em Turismo, realizado pela Secretaria de Estado de Turismo da Bahia, em Salvador. O encontro acontece das 9h às 18h, no Hotel Fiesta, e reunirá prefeitos, secretários municipais, lideranças e representantes das 13 zonas turísticas baianas, para debater a articulação institucional, troca de experiências e a qualificação da gestão turística nos destinos.

Durante o seminário, Thais Medina ministra, a partir das 11h, a palestra “Importância da Gestão Municipal no Desenvolvimento dos Destinos Turísticos”. A apresentação abordará o papel das administrações municipais na estruturação do turismo, a integração entre setor público e iniciativa privada e os impactos da gestão estratégica na consolidação dos destinos.

Segundo Thais, o fortalecimento do turismo passa pela atuação conjunta entre diferentes áreas e pela construção de políticas públicas alinhadas às características de cada região. “A Bahia tem um potencial turístico reconhecido nacional e internacionalmente, com diversidade cultural, histórica, gastronômica e natural. O desenvolvimento sustentável dos destinos depende de uma gestão integrada, que envolva planejamento, qualificação, infraestrutura, promoção e diálogo entre os diferentes agentes do setor”, afirma.

A palestrante também destaca a importância de os municípios desenvolverem estratégias estruturadas para identificar potencialidades e desafios locais antes da definição de ações voltadas ao Turismo: “Os municípios têm papel central nesse processo, porque é no destino que o Turismo acontece. Para construir um plano de ação consistente, é necessário realizar um diagnóstico estratégico, com análise da demanda, da oferta turística, da infraestrutura e da capacidade de gestão local. Esse mapeamento permite identificar pontos fortes, fragilidades, oportunidades e prioridades, criando condições para que o desenvolvimento do Turismo aconteça de forma organizada, com impacto econômico e fortalecimento da cadeia produtiva local”.

 

A força do Nordeste no turismo

Esta não é a primeira vez que Thais palestra no Nordeste. No ano passado, em abril, ela participou do Fórum de Turismo do Rio Grande do Norte, em Natal, RN. Já em outubro, marcou presença na BTM – Brazil Travel Market, realizada em Fortaleza, CE, considerada uma das principais feiras do setor na região. Em 2024, foi palestrante no Agrotur, em Guarabira, PB, e no JPA Connections, em João Pessoa, PB, além do Festur Alagoas. “Voltar ao Nordeste para participar de eventos focados no Turismo tem sido uma oportunidade importante de acompanhar de perto as discussões do setor na região e contribuir com gestores e profissionais que estão trabalhando o desenvolvimento dos destinos de forma estruturada”, completa.



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Israel Pinheiro estreia na poesia com livro que transforma amor transfronteiriço em experiência lírica

 



Após lançamento em Buenos Aires, autor pernambucano apresenta obra “Todo o resto é poesia” no dia 20 de junho em Olinda (PE), com poemas que misturam humor, crítica social e a descoberta da Argentina


O escritor pernambucano Israel Pinheiro (@pinheiroisrael.silva), até então conhecido por seus livros de contos As histórias que contei, Um deus que não passeia sobre as águas e 3 Natais Recifenses, acaba de lançar seu primeiro livro de poesia: Todo o resto é poesia, pela Editora Litteralux. A obra já teve seu lançamento internacional na Livraria La Libre, em San Telmo, Buenos Aires, e agora chega a Pernambuco com evento marcado para o dia 20 de junho em Olinda. A orelha, assinada pela escritora e artista plástica Débora Lima, evoca John Keats (“Beleza é verdade, verdade é beleza”) e define a obra como “um tratado cosmopolita de amor ao amor”.

Todo o resto é poesia é um livro que transforma a experiência amorosa em travessia geográfica, linguística e existencial. Dividida em Ida e Volta, a obra acompanha um vínculo entre Brasil e Argentina que se constrói entre encontros, distâncias e retornos. Os poemas exploram o portunhol como território afetivo, onde o erro de tradução vira intimidade. 

O amor surge como força que atravessa fronteiras culturais, políticas e emocionais. Há lirismo no cotidiano, nas pequenas cenas, nos gestos e nos desencontros. A escrita alterna leveza, humor e densidade, revelando um eu lírico em constante deslocamento.  A felicidade de um nordestino típico em descobrir a Argentina e ser descoberto por ela”, resume Israel Pinheiro. “O lirismo da vida cotidiana portenha, a beleza do país e o amor correspondido me inspiraram.”


Na primeira metade da obra “Ida”, predominam a expectativa do encontro, o estranhamento afetuoso e a descoberta das pequenas diferenças. No poema “Léxico”, por exemplo, o eu lírico lembra de quando “alegria era encontrar a lavanderia vazia, trânsito livre e cupons de desconto” e a amada respondeu com um “Dale” seco. Em “Hermosas”, há uma trégua improvável: um homem que sempre acreditou em “inimizade milenar” com gatos se vê rendido pelo ventre cálido de Syrah e pela gata Brie que faz da mala uma cama.


Na segunda parte, “Volta”, os poemas ganham um tom mais reflexivo e, por vezes, combativo. “Regresso” acompanha a dor crua de uma jovem paraibana que viaja sozinha para o velório do pai, alternando o luto com as instruções de segurança do avião – “colocar a poltrona na posição vertical” e “saber que seu assento pode ser usado como boia”. Já “Luta” propõe fazer do amor “instrumento de combate, contraponto à barbárie, à divisão internacional do trabalho, aos bombardeios em Gaza”. O livro não se furta a encostar na ferida.


O humor, no entanto, nunca abandona completamente a cena. Em “Binacional”, Israel Pinheiro desfia uma sequência de perguntas sobre o filho de um recifense e uma argentina: “Vai nascer um pirraia ou vai nascer um pibe? / Um torcedor do Náutico ou um torcedor do River?”. Em “Bilateral”, a síntese é quase uma piada de buteco: “Um novo tratado entre Brasil e Argentina / Eu fico com você / eles com Santa Catarina”. A leveza é calculada, e funciona.


O título Todo o resto é poesia não é uma promessa vazia. O autor, que se define como alguém que escreve “com liberdade, livre de tutelas ideológicas, identitárias e de formas”, encontrou na poesia um gênero que há tempos o esperava. “Eu sabia que chegaria o momento de escrever poesia”, afirma. “Esteticamente me sinto maduro para experimentar um novo gênero.” O livro foi escrito ao longo de um ano, em intenso diálogo com a literatura, o cinema, a música e a história argentinas, com destaque para as influências de María Elena Walsh, Ernesto Sabato e Claudio Conti.


Sobre o autor


Israel Pinheiro nasceu em 1984, é pernambucano e vive atualmente em Vitória de Santo Antão, na zona da mata de Pernambuco. Cresceu em Recife e ingressou no curso de Letras da Universidade Federal de Pernambuco em 2004. Foi premiado em concursos literários como o Luís Jardim (Prefeitura do Recife, 2007) e o do Sesc Santo Amaro (SP, 2003). Antes deste livro de estreia na poesia, publicou As histórias que contei (contos), Um deus que não passeia sobre as águas (novelas) e 3 Natais Recifenses (contos). Entre seus autores de cabeceira estão Lima Barreto, Anton Tchekhov, Jorge Luis Borges, Eliane Brum e Woody Allen.


Ficha catalográfica


Título: Todo o resto é poesia  

Autor: Israel Pinheiro  

Editora: Litteralux (Guaratinguetá)  

Ano: 2026  

Páginas: 112  

Gênero: Poesia   

ISBN: 978-65-5322-122-2

Adquira em: https://bit.ly/4nvaO8F

COLUNA MALHA FINA - JORNAL A REGIÃO - 29/05/2026

 

Não é quantidade, é qualidade

O Tribunal de Justiça da Bahia, que já custa uma fortuna aos baianos que pagam impostos para manter a casa, enviou à ALBA um Projeto de Lei para criar mais 5 vagas de desembargador, subindo para 75 privilegiados. Com nada menos que 11 denunciados por corrupção, o que o TJ da Bahia precisa não é de mais desembargadores, mas de decência dos atuais.

Miopia politico-econômica

No sábado passado, na estreria do programa Frequência News na Morena FM, o prefeito Augusto Castro mostrou coragem, ao dizer que no Brasil "a economia vai muito bem". Tão bem que Mercedes, Nissan, Nike, Umbro, Lupo, entre 230 outras, fecharam suas fábricas no Brasil e mudaram para o Paraguai. A fila de gente querendo mudar para lá dobra o quarteirão.

Briga na rinha de Ilhéus

Na rinha de Ilhéus, a briga está feia entre o galo Marão e o frango Mexerico II. O primeiro diz que a prestação de contas do canal do Malhado foi aprovada pela Conder na gestão dele. O atual prefeito diz que elas foram desaprovadas e a prefeitura teve que fazer nova prestação, esta sim aprovada em 2025. A diferença é que Mexerico II mostrou o documento da Conder.

Vale por quatro estados

genocidio O Atlas da Violência parecia repeteco dos relatórios dos últimos 20 anos. Mais uma vez a Bahia é o estado mais perigoso, com 6.061 assassinatos, 71% mais que o segundo colocado, Pernambuco, que ficou em 3.534. A Bahia sozinha tem mais homicídios que todos os estados da região Sul ou todos do Centro-Oeste somados. É uma verdadeira carnificina petista.

Tô com Jero? Sério?:

Quem viveu a era pré-PT lembra de um estado tranquilo. Quem mandava na segurança era o governo e não as facções criminosas. Em 2006, antes dos desgovernos do PT, a Bahia tinha 3.311 homicídios e uma taxa de 23,7 por 100 mil habitantes. Hoje é o dobro de mortes e uma taxa de 40,9. Obra de Waguinho, Rui Bosta e Zerônimo. E voce ainda vai votar neles de novo?

Não vai pular a fogueira

Ilhéus vai ter São João. Vai ter Amado Batista. Vai ter Joelma. Vai ter Magníficos... Só que não. O prefeito Mexerico II cancelou a festa. Primeiro alegou, num video de conversa evasiva, que foi "por causa das normativas do MP". Não foi. A prefeitura já seguia as regras e elas não tinham impedido a contratação dos shows e da estrutura.

Levaram os computadores

O povo que só se "informa" pelas redes sociais não leu a nota oficial publicada no site da prefeitura de Ilhéus. Não foi por causa do MP e sim porque todos os processos, licitações e documentos da festa estavam nos computadores que a PF apreendeu. Não dá tempo de refazer tudo do zero. Resta saber como fica a metade dos cachês já pagos para garantir os shows.

Tirando comida de criança

Para quem não lembra, a Polícia Federal apreendeu os computadores durante uma operação que investiga uma fraude na licitação da merenda escolar. Por enquanto, a suspeita cai em servidores e empresários, que direcionaram a licitação e superfaturaram os alimentos. Teve pacote de macarrão 'peba' cotado a R$ 32. Mexerico II pode não saber. Ou não.

Caiu na rede, já era

Um deputado estadual do lado escuro da força, do desgoverno Zeronimo, deu mole e postou uma foto de sua piroca numa rede social, surpreendendo os seguidores. Ele até tirou rápido, mas a internet, e os prints, são eternos. Até o bisneto dele ainda vai ver. Pior foram as piadinhas, a maioria dos amigos dele, apelidando de "mindinho", "morador do pau caído"...

Osgasmos de felicidade

Verdadeira tara do secretário Saulo Pontes, o desgovernador Zerônimo anunciou que a BR-415 "passará a ser usada apenas no sentido Ilhéus-Itabuna, enquanto a rodovia na margem oposta do Rio Cachoeira servirá exclusivamente ao trajeto contrário". A gente imagina Saulo no banheiro, tendo orgasmos com a decisão do desgoverno baiano.

Mania de atrapalhar

A mão única na BR-415 é ideia fixa de Saulo Pontes, que não consultou quem usa a estrada. Como todo bom petista, prefere ignorar o inferno que vai virar a vida de estudantes da UFSB e UESC, dos servidores da Ceplac e de todo mundo que mora ou tem negócios na Rodovia Jorge Amado. O detalhe é que o Dnit diz que não há planos para mudar a BR-415.

Enxotando o penetra

xamego Itabuna inteira sabe que no dia 6 de junho tem a corrida Xamêgo Night Run saindo da Câmara. Parece que só o deputinho Pancadão da AFI não sabia, até porque não aparece na cidade faz tempo. Ele anunciou um evento no mesmo dia e no mesmo local. A organização da Xamego tem todas as autorizações (e não são poucas) há meses. Ele não. Teve que mudar...

Quem julga é o povo sim

Para Solon Dinheiro, se o STF liberta um ladrão para concorrer, "não cabe ao eleitor" julgar o político corrupto. Tudo isso para justificar o voto no falecido Aécio das Neves, que foi condenado e depois liberado dentro do "solta tudo" que o STF promoveu cancelando a Lava Jato. Recebeu R$ 65 milhões de propina da Odebrecht e R$ 2 milhão dos irmãos metralha... ops, Batista.

Mandando superar...

A declaração alucinada de Solon foi no Conexão Morena, da Morena FM, que está ouvindo todos os presidentes de partido em Itabuna. Mas também pegou fogo entrevistando o vereador Vinicius Alcântara, que virou calo no sapato de Mexerico II. Criticou por ele "ficar falando que a culpa é de Mário Alexandre. Pô, já passou um ano".

Sem terceira via por aqui

O colunista político Marco Wense sempre foi um crítico da polarização e voltou a falar disso nesta semana. Mas ele precisa entender que o brasileiro gosta e tem no DNA a polarização. Seja Ba-Vi, carnívoros x veganos, Cuma x Gelado, Pancadão da AFI x Augusto, ACM Neto x Zerônimo, Ladrão (segundo a PF) x FHC ou Bolsonaro. "Terceira via", no Brasil, é coisa de boiola...

Nunca anda nas estradas

Aumentou a quantidade de amigos e aliados preocupados com a sanidade mental do senador Jaques Waguinho. Acham que ele está "variando" depois da última declaração. Waguinho disse que "as estradas do estado são um tapete" e que as pessoas sabem que entraram na Bahia "pela qualidade das vias". Agora temos certeza de que Wagner só anda de avião...

Sem 'lugar de fala'

Foi só Donald Trump atender o pedido de Flávio Bolsonaro para considerar PCC e CV como organizações terroristas, para o Ladrão (segundo a PF), Waguinho, Rui Bosta e Zerônimo atacar o candidato a presidente. O 'especialista em segurança' Zerônimo disse que isso "não adianta nada". Com certeza o que resolve é sua gestão leniente...

Libertas quae sera tamen

O irmão de Flávio, Eduardo Bolsonaro, destacou que no governo do pai a criminalidade caiu 20% no país - menos aqui na Bahia, onde continuou absurda. “A Bahia só está do jeito que está porque tem um governador como Jerônimo. Só está assim porque tem governos sucessivos do PT. Quando vocês viverem uma gestão que não seja do PT, vão ver como é libertador”.

Master começou na Bahia

Já o candidato a presidente Flávio Bolsonaro aproveitou para informar Trump sobre a corrupção petista no Brasil. Na coletiva depois do encontro na Casa Branca, lembrou a Bahia. "O escândalo do Banco Master começou na Bahia com Jaques Wagner e Rui Costa". Ele se referia à venda do CrediCesta, que foi a origem do esquema de fraude de Vorcaro.

Muita festa por nada

ponte Virou piada o circo montado pelo desgovernador Zerônimo para receber "o navio com equipamentos para a ponte Salvador-Itaparica", uma enorme enganação. No navio, que carregava 8 mil conteiners, só 48 eram para a obra, algo como meia dúzia de tijolos para construir um prédio. Além disso, até hoje a obra fantasma não tem a licença ambiental. É só um factoide.

135 anos... pra isso

A gente tinha avisado que ia dar ruim. No aniversário de Canavielas, teve muito protesto e nenhuma festa. A missa estava vazia, o palanque só tinha o prefeito Paulo Pamonha e meia dúzia de secretários. Nenhuma obra para inaugurar, nenhum político importante, a não ser Jonga Beiçolá. Que só errou em escolher Nizão Falecimento para coordenar sua campanha. Vai se arrepender...

Até caraguejo ri do cara

Povo mesmo, só no desfile da revolta, dos professores e servidores que tiveram direitos cortados. Paulo Pamonha disse que sonhava em ser prefeito para encerrar a carreira política. Conseguiu. Não se elege mais nem para vereador e virou piada. Ao ver uma ambulância na cidade, o povo não aliviou: "veio pegar Pamonha pra botar na camisa de força. E o médico é Doutor Almeida!"

Cobrando os malandros

Com cara de porteiro de parquinho, quem subiu nas tamancas foi Rôny Rôla, que 'sentou o pau' nos deputados que receberam voto em Canavielas, apoiados por vereadores, mas não levaram nem uma unha cortada para a cidade. Fez questão de citar Sofrência Gavião, Pancadão da AFI, Rosenberg e Marcone Amaral. "Nenhum deles trouxe nada nem lembrou de Canavieiras".

O vingativo sonso

O desgovernador Zerônimo passou por Ilhéus, tentando reverter sua péssima imagem na cidade, depois de se vingar nos eleitores pela surra que levou de ACM Neto na cidade em 2022. Desde aquela derrota, ele suspendeu todas as obras e deu calote de R$ 8 milhões em repasses que deveriam ter feito para a Saúde ilheense. Mas agora quer o voto dos ilheenses.

Boi em sala de cristais

Além de ver Zerônimo despencando em cada nova pesquisa, o PT precisa lidar com a guerra interna provocada por Rui Bosta. Sedento de poder e com saudade da época em que mandava no curral, ele sequestrou o governo baiano e vem dando ordens a secretários e servidores. A "ocupação" irritou Adolf Boyola, que teve suas funções usurpadas pelo petista.

Solução tem, falta decisão

A Emasa convive com o problema dos apagões da Coelba na captação de Rio do Braço, conhece a solução para isso, mas não quer usar. As bombas de captação poderiam facilmente ser alimentadas por energia solar no sistema off-grid, com baterias. É caro para implantar, mas se paga rápido com a energia que deixa de pagar. E nunca mais terá apagão.

A cor dos esquerdas

O pessoal que odeia o Brasil não sabe como se vestir durante a Copa do Mundo. Sem querer as cores da nossa bandeira, porque detestam o verde e amarelo, alguns pensaram em vestir o vermelho do PT, mas aí é torcer pela Turquia. Pensaram no branco, mas é a cor da seleção da Inglaterra. A gente dá a dica: marrom, para não mostrar o medo das eleições deste ano.

Esta coluna é dedicada às futricas, intrigas e críticas à política baiana, e de Itabuna e Ilhéus. Não inventamos nada, mas desnudamos o que tentam esconder...