MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

domingo, 16 de agosto de 2026

“Desvalorização da inteligência”

 


 

Afonso Pires Faria

                  No início do século passado, um empreendedor, mesmo tendo pouco estudo, poderia obter sucesso nos seus empreendimentos. Naquele tempo, isso dependia muito de sua perspicácia. Pessoas que tinham mais estudos e conhecimentos geralmente eram guindadas a cargos mais importantes. Existiam também aqueles que já herdavam fortunas ou cargos e, por isso, não lhes era exigido muito esforço para se manterem bem estabelecidos. Os tempos evoluíram e hoje dificilmente uma pessoa com poucos conhecimentos consegue obter sucesso nos negócios. O conhecimento é imprescindível para que se faça a boa administração de uma empresa.

Na política não era diferente. Os vereadores, prefeitos, deputados e senadores muito dificilmente não tinham conhecimentos bem acima da média da população. Mas estas exigências parecem não fazer mais sentido na nossa realidade. Começamos por ver vereadores sendo eleitos por serem figuras folclóricas e até louvadas por seu pouco conhecimento, mas de "boa paz". Eram elevados ao cargo e conseguiam se manter por terem alguém com mais conhecimentos que os assessorava. Não demorou muito e estes personagens obtiveram cargos mais importantes: prefeitos, deputados e, em estados menos civilizados, até a senadores chegaram.

Um presidente da República, para ser eleito, deveria preencher certos requisitos para se habilitar ao cargo: qualidades e conhecimentos bem acima daqueles que ele vai governar. Um rei não é eleito. Não precisa demonstrar ao povo que tem condições de exercer o cargo. Este é herdado; portanto, independentemente de ter ou não conhecimentos atinentes ao cargo, lá ele estará se for o herdeiro. Não precisa, portanto, se esforçar para isso. D. Pedro II falava vários idiomas, conhecia botânica, física e estudava muito. Traduzia obras clássicas, como a Odisseia, do grego para o português; fazia comparações com outras traduções do francês ou alemão.

E daí eu pergunto: como foi que conseguimos involuir a tal ponto de termos, como governantes, pessoas que não dominam corretamente sequer a língua pátria? E, se a própria ignorância não fosse o suficiente para nos causar constrangimento, temos que ver este fato ser exaltado como virtude. O orgulho que tínhamos dos nossos governantes foi agora substituído pelo culto à ignorância. Ao contrário do magnetismo, em que os opostos se atraem, na política o efeito é o inverso. Sabendo disso, os nossos governantes tratam de multiplicar os que com eles se parecem. Infelizmente para o nosso país, esta é a regra que está sendo seguida. Pior: com estrondoso sucesso. Mário Ferreira dos Santos, em sua obra "Invasão Vertical dos Bárbaros", já alertava. Pena que em vão.

PS. "Desvalorização da inteligência", é o subtítulo da parte II, pag. 91 da obra supracitada.

Saúde: Gasta como rico. Entrega como pobre.

 


 

Claudio Apolinario

                     O Brasil gasta em saúde quase o mesmo que países ricos — mas quem paga a diferença é o cidadão. Quem não tem plano espera 2 anos por uma cirurgia. Isso não é falta de recurso. É escolha.

O Brasil tem uma das maiores redes de saúde pública do mundo. E uma das maiores filas também.

Em 2024, mais de um milhão de brasileiros aguardavam na fila do SUS por cirurgias eletivas. Procedimentos que não são emergência — mas que doem, que limitam, que impedem de trabalhar. Essa fila cresceu 26% em relação a 2023. O tempo médio de espera é de 2 anos e 4 meses.

Dois anos e quatro meses esperando por uma cirurgia.

O Brasil e os países ricos gastam no total percentuais parecidos em saúde — em torno de 9% da economia. A diferença está em quem paga essa conta. Nos países ricos, o Estado banca 70% do total gasto. No Brasil, o estado banca apenas 45%. A diferença é paga pelo cidadão — quem pode paga plano, quem não pode espera na fila. O Estado brasileiro entra com menos e transfere a diferença para o bolso do cidadão.

E o impacto é direto: o Brasil gasta apenas US$ 1.573 por pessoa em saúde por ano. Os países ricos gastam US$ 4.986. Menos de um terço.

Menos de 25% dos brasileiros têm plano de saúde — cerca de 53 milhões de pessoas. Os outros 160 milhões dependem exclusivamente do SUS.

No andar de cima, quem tem plano agenda consulta com especialista em dias, faz exame na semana, é operado em semanas. No andar de baixo, quem depende do SUS espera meses por uma consulta, meses por um exame, anos por uma cirurgia. São os mesmos impostos pagos. São resultados completamente diferentes.

E o custo dessa espera não aparece só na fila. Aparece no trabalhador que perde emprego enquanto aguarda uma cirurgia que poderia tê-lo recuperado em semanas. Aparece na criança que deixa de ir à escola porque a mãe não tem com quem deixá-la durante as consultas intermináveis. Aparece no idoso que piora enquanto espera o diagnóstico. A fila do SUS não é só inconveniente. É um gerador silencioso de pobreza.

Esse não é um problema sem comparação. Um estudo sobre eficiência dos sistemas de saúde na América Latina mostrou que o Brasil figurou de forma consistente entre os países menos eficientes da região — ao lado de países que gastam proporcionalmente menos e entregam mais. Chile e Colômbia, que investem percentuais menores do PIB em saúde pública, aparecem entre os sistemas mais eficientes da região. A diferença não está em quanto se gasta. Está em como se gasta — e em quem responde pelo resultado.

E não é um problema novo. O Estado brasileiro sempre transferiu para o cidadão uma fatia maior da conta do que os países desenvolvidos fazem. Não é de hoje.

ão décadas de escolhas orçamentárias que priorizaram outras despesas e deixaram o sistema público funcionando abaixo do que a população precisa.

Cada vez que um orçamento é aprovado com menos dinheiro para a saúde do que o necessário, alguém decide que a fila pode esperar. Cada vez que um gestor não é cobrado pelo resultado do sistema que administra, a fila cresce.

O Brasil não precisa de mais discurso sobre saúde. Precisa de menos tolerância com a fila. Quem tem voz — quem vota, quem debate, quem influencia — tem uma responsabilidade concreta: parar de aceitar 2 anos e 4 meses como resposta normal.

Quando uma espera absurda vira aceitável, ela vira permanente.

Porque 2 anos e 4 meses esperando por uma cirurgia não é inevitável. É consequência da escolha de quem controla o sistema.

*         O autor, Claudio Apolinario, é articulista e analista político.

De volta ao Caminho para Damasco

 


 

Dartagnan da Silva Zanela

                      O finado Papa Bento XVI, em uma de suas preleções, nos chamava a atenção para a importância de procurarmos cultivar uma admiração particular por um santo, de sermos devotos de uma pessoa que procurou, com todas as forças de sua alma, amar a Deus e tomar o Evangelho como farol de sua vida.

E, ao recomendar isso, ele não estava nos dizendo para termos pôsteres de um santo no quarto e andarmos com camisetas e broches dele como se fôssemos um adolescente fã de uma banda, nada disso. Se somos devotos de um santo, deveríamos, em suas palavras, procurar nos tornar familiares a ele, buscando conhecer a sua vida, as suas obras e o seu pensamento para, desse modo, aprendermos a crescer em espírito e verdade com ele.

Bento XVI, por sua deixa, era devotíssimo de São José e de Santo Agostinho, o rochedo de Hipona. Não apenas isso: deste segundo, além de devoto, era um grande estudioso de sua obra; talvez um dos maiores do século XX.

Quando li isso, há mais ou menos umas duas décadas, meu coração encheu-se de júbilo — hum, que chique —, ao saber que Joseph Ratzinger tinha uma longa história de devoção com o referido Santo Doutor da Igreja, tendo em vista que este intrépido esculhambador da língua portuguesa também tem uma história com o autor das Confissões. Uma história muitíssimo mais modesta, diga-se de passagem, mas, ainda assim, uma história.

Nos meus tempos de juventude, como boa parte dos jovens que viveram seus verdes anos entre as décadas de 80 e 90 do século passado, eu era cheio de marra. E, depois que comecei a estudar umas coisinhas com um tantinho mais de profundidade, já comecei a me achar o bichão e, como tal, virei minhas costas para Deus e para a Igreja.

Bah! É incrível como somos capazes de ser presunçosos em nossa juventude. Basta que o nosso ego seja massageado só um tiquinho para que, do nada, a gente se ache "o protagonista". Na verdade, nem precisa massagear muito.

Em tenra idade, somos campeões em nos perder de nós mesmos só para discordar daqueles que são mais velhos do que nós porque — cê sabe — os adultos sempre ousam nos tratar como jovens e, como tal, sempre querem nos advertir, corrigir e ensinar algumas coisas que, sim, é necessário que sejam aprendidas.

Certíssimo estava Oscar Wilde quando dizia, com o seu jeitão, que não era tão jovem para ter, assim, tanta certeza a respeito de tudo; como também está certo por demais Ortega y Gasset que, de forma cirúrgica, analisou os conflitos que sempre se orquestram entre a nova geração e a geração adulta — e destas duas com os idosos —, porque, como ele mesmo nos lembra, essas três gerações têm perspectivas distintas que convivem, juntas e misturadas, na mesma época e no mesmo lugar.

Nesta fase da vida, perdido como estava, muitas foram as pessoas que me ajudaram em meu, como direi, caminho para Damasco; e uma delas foi, sem dúvida alguma, Santo Agostinho. Primeiramente, não pela sua obra, mas por sua vida pregressa; depois, principalmente pela sua obra, que corrigia a vida precedente sem a negar.

Ora, era natural que um sujeito de vida torta como eu, ao conhecer a vida dele, simpatizasse com sua pessoa e se identificasse com seus dramas; e era inevitável que um rapaz curioso e vaidoso se encantasse com sua obra volumosa [lá ele de novo]. Através da sua vida, eu pude, como o filho pródigo que sou, reencontrar o caminho para a casa do Pai.

Por isso, quando vejo adultos adulando jovens, chamando-os de "protagonistas e trelelé", fico pra lá de cabreiro, pois lembro de mim mesmo quando estava nessa idade, e vejo o quão perverso isso pode ser. Afinal, esse tipo de lisonja, ao invés de apontar o caminho para a morada da verdade, apenas envenena - e como envenena! - os corações juvenis.

*       O autor, Dartagnan da Silva Zanela, é professor, escrevinhador e bebedor de café. Autor de "NAS ENTRANHAS DO LEVIATÃ", entre outros livros.

Trabalho de plataforma: proteger sem aprisionar

 


 

Dagoberto Lima Godoy

           A Conferência Internacional do Trabalho adotou, em junho deste ano, a Convenção nº 193, dedicada ao trabalho decente na economia de plataformas, iniciativa que deverá influenciar o debate brasileiro sobre a matéria. Trata-se da primeira norma internacional do trabalho voltada especificamente para esse novo universo de relações econômicas.

A questão que lhe deu origem é real: como disciplinar relações novas, nas quais tecnologia, prestação de serviços e autonomia individual se combinam de modo diferente do emprego tradicional. O ponto decisivo, porém, está em não recair na velha presunção de que o trabalhador é necessariamente a parte hipossuficiente da relação e, por isso, precisa ser tutelado pelo Estado.

Motoristas, entregadores e demais prestadores devem ter informações claras sobre remuneração, funcionamento das plataformas e condições de contratação, além de meios eficazes para exigir o cumprimento do que foi livremente pactuado. Devem também conhecer os critérios algorítmicos que afetem seu acesso ao trabalho e poder contestar decisões relevantes. A própria Convenção avança nessa direção. Isso é muito diferente, porém, de submetê-los, por princípio, ao protecionismo da legislação trabalhista tradicional.

O trabalhador de plataforma não é necessariamente empregado. A própria Convenção nº 193 reconhece essa distinção ao abranger trabalhadores independentemente de sua classificação e ao determinar que se verifique corretamente a existência ou não de relação de emprego conforme os fatos de cada situação.

Muitos escolhem essa atividade precisamente porque podem decidir quando e por quanto tempo trabalhar e, muitas vezes, atuar em mais de uma plataforma. Transformar essa autonomia, por força de lei, em uma relação cercada pelas obrigações do emprego convencional pode significar impor proteção ao preço daquilo que o trabalhador mais procurava: liberdade.

Justiça, nesse campo, deveria significar adequada distribuição de responsabilidades. A plataforma deve responder pela transparência de seus critérios de remuneração, pelas decisões algorítmicas que afetem o trabalhador e pelos riscos que crie ou controle em sua atividade. O trabalhador efetivamente autônomo assume os riscos próprios de sua atividade e deve conservar ampla liberdade para organizá-la e para estruturar sua proteção previdenciária e securitária. O usuário deve pagar o preço real do serviço, sem pretender tarifas artificialmente baixas sustentadas pela precarização de quem o presta. E ao Estado cabe assegurar regras claras, coibir abusos, simplificar a tributação e evitar que sua voracidade fiscal o transforme em mais um sócio da atividade.

Há alternativas melhores do que simplesmente acrescentar encargos trabalhistas a cada corrida ou entrega. Contas individuais de previdência, planos de aposentadoria e saúde e seguros contra acidentes, invalidez e perda temporária de renda podem oferecer proteção sem destruir a flexibilidade. A plataforma pode participar do financiamento de alguns desses instrumentos sem que isso implique, por si só, vínculo empregatício. A proteção social deve acompanhar o trabalhador, e não aprisioná-lo a uma empresa ou a uma forma contratual.

É preciso lembrar uma verdade elementar: nenhum direito criado por lei é gratuito. Um novo encargo imposto à plataforma será absorvido por sua margem, transferido ao usuário, descontado direta ou indiretamente da remuneração do trabalhador ou distribuído entre os três. Além disso, se o preço aumenta, a demanda pode cair. O resultado pode ser paradoxal: maior proteção nominal por corrida e menor renda para quem trabalha.

O verdadeiro desafio é proteger sem aprisionar. O trabalho por plataformas criou novas oportunidades justamente porque rompeu com estruturas rígidas de horário, local e subordinação. Seria um retrocesso fazê-lo caber integralmente no molde do emprego do século XX. Uma legislação sábia deve reconhecer uma categoria de autonomia protegida, fundada em liberdade contratual, transparência, proteção contra abusos, seguros e poupança previdenciária portáteis, tributação simples e adequada distribuição de responsabilidades.

Se o Brasil vier a ratificar e regulamentar a Convenção nº 193, o legislador não deve transformar o autônomo em empregado contra a sua vontade, nem permitir que a simples denominação de autônomo esconda uma verdadeira relação de emprego. Deve preservar ambas as possibilidades: reconhecer como empregado quem efetivamente o seja e permitir que o verdadeiro autônomo continue autônomo sem ficar desprotegido.

Protegido, sim — sem perder a liberdade que o levou a escolher o trabalho autônomo.

*       O autor, Dagoberto Lima Godoy, é ex-conselheiro da Organização Internacional do Trabalho

Por que votarei, sempre, contra o candidato petista

 


 

Percival Puggina

             Ao contrário do que o título deste artigo pode sugerir, não faço restrição a tudo que não seja de direita. Numa democracia, havendo esquerda, é natural que exista direita e vice-versa. Minha severa restrição se volta à esquerda representada pelo grupo político governante no Brasil, polarizado pelo PT e aos seus reflexos na conduta tantas vezes casuísta e imoderada da cúpula do Poder Judiciário.

Tenho escrito e reiterado em programas de rádio e TV que essa esquerda, ruinosamente, ataca preciosos bens não materiais, espirituais e os conceitos mais relevantes que integram patrimônio intangível de ampla maioria da sociedade brasileira. Mesmo assim, parcela minoritária, mas expressiva, ainda não percebe ou considera irrelevante a destruição provocada por tais ideias e práticas no convívio social, político e econômico.

Em tal contexto, o “politicamente correto” é, simplesmente, um artifício que usa os meios culturais para implementar, sob pressão, as pautas do partido. Este texto pretende fazer uma síntese dos alvos políticos, econômicos, espirituais e culturais na mira da supostamente revolucionária esquerda nacional. A saber:

Deus. Sim, Deus se tornou alvo. A esquerda brasileira não aceita um Deus divergente do partido e uma lei moral que reprove condutas do Estado.

Pátria. Sim, também o amor à Pátria, porque o patriotismo é uma expressão visível do bem comum que é material, de contorno geográfico, mas não exclui o ensino e a experiência dos que vieram antes; por isso, inclui a tradição, a História e a sabedoria herdada – a “democracia dos mortos”, nas belas palavras de Chesterton.

Família. Sim, a instituição familiar é alvo dessa esquerda porque sintetiza a transmissão de princípios e valores que ela combate nas salas de aula e nos demais meios culturais. A família é considerada um agente patriarcal, contrarrevolucionário.

Liberdade. Esse precioso atributo da natureza humana raramente é mencionado pela militância esquerdista, que faz incidir contra ela todo poder que controla, quando tal lhe convém. Por isso a vimos, ano após ano, contida pelo Congresso Nacional, empenhada em controlar a mídia e regular os meios de comunicação; por isso a vimos mudar de alvo, conquistando apoio da mesma mídia quando surgiram as redes sociais.

Vida. O desapreço esquerdista ao valor da vida se manifesta de modo mais nítido quando o alvo é a vida intrauterina em qualquer de suas formas, mesmo na hora do parto. O combate a tão grave direito natural, se reflete nos conceitos sobre o valor do ser humano e no respeito à dignidade alheia.

Dignidade da pessoa humana. Sim, a esquerda não dá resposta satisfatória ao fundamento dessa dignidade. Fora das estreitas fronteiras delimitadas pelos conceitos de “companheiro” e “camarada”, ela simplesmente não sabe o que é isso.

Propriedade. A relação da esquerda com o direito de propriedade envolve duas situações. Numa, seus adeptos privilegiam os bens próprios e cuidam e ampliá-los; noutra, têm por alvo os bens alheios, estimulando invasões, severas tributações e restrições ao uso.

Bondade, beleza, justiça e verdade. Sob controle da esquerda, construções exitosas de uma civilização, com reflexo na cultura e tradição, precisam ser destruídas para parto de uma nova sociedade que, onde ensaiada, fracassou em todas as suas dimensões. Aprenda sobre isso observando o que acontece nas universidades.

Para essa esquerda, nenhum poder ou influência pode sobreviver fora do Estado ou do partido. Estou plenamente convicto da posição que aqui defendo.

Percival Puggina (81) é arquiteto, escritor, titular do site Liberais e Conservadores (www.puggina.org), colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+. Membro da Academia Rio-Grandense de Letras.

 

sábado, 15 de agosto de 2026

Quem precisa de partidos assim?

 


 

 

Percival Puggina

                O momento histórico, com um exemplo adequado, ilustra o que descrevi no artigo “O jogo e a regra do jogo”. Mais da metade dos deputados federais e senadores (53% nos dois casos) atua em partidos que não terão e não apoiarão qualquer dos candidatos a presidente da República no pleito que se inicia dentro de 60 dias..., mas o que é isso, senhores?

Vejam a lista: MDB, PSDB, PP, União Brasil, Republicanos, Cidadania e Podemos compõem a turma do “tanto faz quem ganhe”. É o Centrão. Esses partidos aprenderam que a regra do jogo permite ganhar sem jogar, sem expor as canelas; depois é só aconchegar-se, sorrateiro, entre as sedosas almofadas proporcionadas pelo vencedor. É mais fácil negociar direto com ele, seja quem for. É claro que tais práticas criam legendas medíocres, nunca partidos úteis à sociedade; não formam eleitores conscientes, menos ainda empolgados por ideias; não preparam líderes, não formam dirigentes e, menos ainda, estadistas. Com tantos ruminantes de interesses, mesmo legendas que nasceram promissoras trouxeram o niilismo para a política: nem no período eleitoral, o futuro do país e o bem do povo suscitam real interesse.

Pouco lhes importa se a Economia foi para o brejo, se os corruptos quebraram até o cofrinho das crianças, se a Educação nacional desqualifica mais e mais a juventude para a improvável condição de  agente de um futuro promissor, se as cirurgias do SUS são agendadas para depois dos velórios, se parte do território nacional está tomado pelo crime, se a liberdade de opinião está cerceada, se a injustiça se torna o cotidiano de tantos e se a blindagem e a desigualdade perante a lei são a sublimação dos culpados em privilégio dos cargos. Para partidos assim, tudo que realmente importa aos cidadãos vale menos do que seus interesses. Insisto: isso não é estratégia, é opção moralmente rasa em qualquer atividade.

Quem precisa disso? Da colheita política, tais partidos buscam apenas a frutose, ou seja, as frutas mais doces da árvore do poder. Se nada custassem ao pagador de impostos, já seriam caríssimas pelo que fazem, mas o brasileiro, do berçário à sepultura, paga para tê-las e mantê-las no mercado dos votos.

No horizonte do meu tempo de vida, não haverá eleição tão decisiva quanto esta. Ela está ali adiante, já visível na noite dos tempos, com as luzes piscando em sinal de alerta para um momento historicamente relevante. Veja lá o que você vai fazer! Creia: votar branco, nulo ou não votar não é um manifesto à nação. É irresponsabilidade. Não sou omisso nem ingênuo e votarei pela mudança possível porque me sinto permanentemente agredido pelo que foi feito com a nossa liberdade, com a democracia, com o Estado de Direito e com as vítimas dos abusos de autoridade. Em outubro, resgatemos, no voto, a Terra de Santa Cruz.

Percival Puggina (81) é arquiteto, escritor, titular do site Liberais e Conservadores (www.puggina.org), colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+. Membro da Academia Rio-Grandense de Letras.

"Ele só faz isso porque me ama": Paula Cassim revela 9 comportamentos que não devem ser confundidos com amor

 



PAULA CASSIM

"Ele só faz isso porque me ama": Paula Cassim revela 9 comportamentos que não devem ser confundidos com amor

Ciúme, cobrança, controle do celular e afastamento de amigos podem começar de forma sutil. Escritora e autora de livros sobre relacionamentos explica como identificar comportamentos que merecem atenção

Nem todo comportamento que parece demonstração de amor é, de fato, saudável. Ciúme, preocupação, cobranças e até algumas atitudes que costumam ser interpretadas como prova de carinho podem, quando ultrapassam determinados limites, transformar a relação em um espaço de controle. Para a escritora Paula Cassim, autora dos livros "Como Reconquistar Seu Ex" e "Conquistar é Fácil, Difícil é Manter", o primeiro passo é aprender a diferenciar cuidado de controle e afeto de comportamento que limita a liberdade do outro.

“Ele só pergunta onde estou toda hora, porque se preocupa comigo.”

“Ele pede minha senha porque para ele, não podemos ter segredos.”

“Ele fica bravo porque quer o meu bem.”

Frases como essas podem fazer com que determinados comportamentos sejam interpretados como demonstrações de amor, quando, em alguns casos, podem esconder uma dinâmica de controle. Paula chama atenção para um ponto que costuma passar despercebido: um relacionamento não precisa começar com uma agressão evidente para apresentar sinais de uma dinâmica abusiva. Segundo a autora, o problema muitas vezes aparece primeiro em pequenas atitudes que vão sendo normalizadas até que a pessoa perceba que deixou de tomar decisões livremente.

“O problema não é perguntar. É quando você passa a ter medo da reação”

Para Paula, uma das perguntas mais importantes não é apenas “o que ele faz?”, mas “como eu me sinto diante desse comportamento?” Uma pergunta sobre onde você está pode ser completamente normal em um relacionamento. O problema começa quando a pergunta deixa de ser uma demonstração de interesse e passa a funcionar como fiscalização. 

“Existe uma diferença enorme entre alguém querer saber como foi seu dia e você sentir que precisa prestar contas de cada minuto para evitar uma discussão”, explica Paula.

 

A seguir, ela lista 9 atitudes que merecem atenção e que não devem ser confundidas com amor:

 

1. Você começou a pedir permissão para fazer coisas que antes decidia sozinha

Não se trata de combinar planos com o parceiro. Em uma relação saudável, decisões importantes podem ser conversadas. O sinal de alerta aparece quando a pessoa começa a sentir que precisa de autorização para sair, viajar, encontrar amigos, usar determinada roupa ou fazer escolhas pessoais.

2. Você evita determinadas atitudes para não provocar uma reação

Este pode ser um dos sinais mais importantes. Quando alguém começa a modificar constantemente seu comportamento para evitar uma discussão, uma crise de ciúmes, ameaças ou punições emocionais, vale observar o que está acontecendo. Relacionamento não deveria funcionar como um campo minado em que você precisa calcular cada passo. Se você evita contar tudo ou a verdade com medo da reação do outro, o sinal de alerta deve acender.

3. O celular deixou de ser privado e virou objeto de fiscalização

Perguntar sobre uma mensagem é uma coisa. Exigir senha, verificar conversas, monitorar localização, cobrar respostas imediatas ou investigar constantemente quem curtiu uma publicação são comportamentos diferentes. Segundo Paula, confiança não significa ausência de limites individuais.

4. Você está se afastando das pessoas que ama

Um relacionamento não deveria exigir que uma pessoa abandone sua rede de apoio. Se, aos poucos, amigos e familiares começam a desaparecer da sua vida porque o parceiro critica todos, cria conflitos ou faz você se sentir culpada por encontrá-los, é importante observar esse padrão.

5. Seus sentimentos são constantemente desqualificados

“Você está exagerando.”
“Você é muito sensível.”
“Isso é coisa da sua cabeça.”

Quando essas frases se tornam uma resposta constante diante de situações que machucam, a pessoa pode começar a duvidar da própria percepção. Paula ressalta que discordar de alguém é diferente de fazer a pessoa acreditar que seus sentimentos não têm valor.

6. O ciúme é apresentado como prova de amor

Ciúme pode aparecer em diferentes relacionamentos, mas não deve ser usado para justificar controle. “Se ele tem ciúme, é porque me ama” pode parecer romântico em determinadas situações, mas amor não transforma controle em demonstração de afeto.

7. Você sente que precisa provar constantemente que é fiel

Relacionamentos precisam de confiança. Quando uma pessoa precisa apresentar provas constantemente, explicar cada conversa, justificar cada curtida ou demonstrar o tempo todo que não fez nada errado, existe um desgaste emocional que merece atenção.

8. Você começou a acreditar que tudo é culpa sua

Um relacionamento envolve responsabilidade dos dois lados. Se qualquer conflito termina com você acreditando que é sempre a culpada, que nunca faz nada certo ou que precisa mudar completamente para evitar problemas, é importante parar e observar essa dinâmica.

9. Você percebe que está deixando de ser quem era

Para Paula, esse talvez seja o sinal que mais merece reflexão. “Às vezes a pessoa olha para a própria vida e percebe que deixou de fazer coisas que gostava, parou de encontrar determinadas pessoas, mudou sua maneira de se vestir, de falar e até de pensar para evitar conflitos. Nesse momento, ela precisa se perguntar: estou mudando porque quero ou porque tenho medo?”, afirma. Mudar para manter ou salvar um relacionamento é abrir mão de quem você é por algo que talvez não dure o tempo que você espera.

 

Mas afinal, todo ciúme significa que existe abuso? Não. E esse é justamente um dos cuidados que Paula considera importantes ao falar sobre o assunto. Um comportamento isolado não permite diagnosticar uma relação. O que merece atenção é a repetição, a intensidade, o controle, o medo e o impacto que essas atitudes provocam na vida da pessoa. Normalmente quem está de fora percebe primeiro e tenta alertar e é muito importante que você escute esse alerta.

“Não cabe a uma postagem na internet determinar se alguém está ou não vivendo uma relação abusiva. O objetivo é oferecer perguntas para que a própria pessoa consiga olhar para a situação com mais clareza”, explica a escritora.

Mas afinal, qual é a pergunta que pode mudar a forma de enxergar o relacionamento? Paula sugere uma reflexão simples: “Eu me sinto livre para ser quem sou dentro desta relação?”
Se a resposta for constantemente “não”, talvez seja hora de olhar com mais atenção para a dinâmica do relacionamento. A autora também lembra que ninguém deve enfrentar sozinho uma situação de violência ou ameaça. Quando existe medo, ameaça, agressão, perseguição ou risco à integridade física, a prioridade deve ser buscar apoio seguro e ajuda profissional ou especializada.


Sobre a autora

Paula Cassim é escritora, palestrante e criadora de conteúdo sobre relacionamentos, comportamento e inteligência emocional. É autora dos livros "Como Reconquistar Seu Ex" e "Conquistar é fácil, difícil é manter", no qual compartilha reflexões, estratégias e orientações práticas para ajudar pessoas a compreenderem melhor seus relacionamentos, desenvolverem inteligência emocional e tomarem decisões mais conscientes na vida afetiva.



Paula Cassim
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Fraudes financeiras: como o Open Gateway aumenta a segurança das operações?

 


Por Werique Franca

O combate às fraudes financeiras sempre foi uma corrida desigual. Enquanto bancos, fintechs, varejistas e empresas de serviços investem continuamente em novas camadas de proteção, os criminosos evoluem na mesma velocidade, explorando vulnerabilidades tecnológicas e, principalmente, o comportamento humano. O resultado é um cenário em que autenticar um usuário se tornou tão importante quanto oferecer uma boa experiência. 

Os números ajudam a dimensionar esse desafio. Dados divulgados pelo Observatório Febraban, em 2025, mostram que 39% dos brasileiros afirmam já terem sido vítimas de algum golpe ou sofrido alguma tentativa nesse sentido, envolvendo suas contas bancárias, o maior percentual da série histórica. Entre as modalidades mais recorrentes, estão aqueles realizados pelo WhatsApp, falsas centrais de atendimento, clonagem de cartões e fraudes envolvendo Pix. 

Ao mesmo tempo, o relatório Data Breach Investigations Report 2025, da Verizon, que analisou mais de 22 mil incidentes de segurança, mostrou que ataques relacionados à exploração de vulnerabilidades aumentaram 34% em todo o mundo, quantidade que vem crescendo a cada ano. O cenário evidencia que a proteção digital deixou de ser apenas uma preocupação da área de tecnologia, e passou a ser um fator estratégico para qualquer organização. E, nesse contexto, o Open Gateway surge como uma mudança importante na forma de proteger as operações digitais. 

Ele propõe que, ao invés de as empresas dependerem, exclusivamente, dos dados informados pelo usuário ou de mecanismos tradicionais de autenticação, elas passem a consultar as informações diretamente na origem da fonte, na infraestrutura da rede móvel, o que permite validar, em tempo real, sinais que, antes, eram inacessíveis para aplicações de mercado. É justamente essa mudança que fortalece o combate às fraudes. 

Um dos exemplos mais relevantes nesse sentido é o SIM Swap, golpe em que criminosos conseguem transferir o número da vítima para outro chip e passam a receber códigos de autenticação enviados por SMS. Com a API de SIM Swap, uma instituição financeira consegue verificar se aquela linha sofreu uma troca recente de chip antes de aprovar uma transação ou permitir o acesso à conta. Desse modo, se houver um comportamento suspeito, a empresa pode exigir uma autenticação adicional ou até bloquear temporariamente a operação. 

Outro recurso importante é o Number Verification, que permite confirmar se o dispositivo conectado realmente está utilizando o número informado, sem depender do envio de códigos por SMS. Além de tornar a autenticação mais transparente para o usuário, esse modelo reduz vulnerabilidades associadas à interceptação de mensagens e elimina parte da fricção existente nas jornadas digitais. 

Por muito tempo, aumentar a proteção das operações corporativas significava adicionar novas etapas ao processo: mais senhas, códigos e confirmações. Contudo, seu efeito colateral era conhecido: quanto maior a segurança, maior o abandono da jornada. Agora, o Open Gateway propõe um caminho diferente: ao invés de pedir mais ações ao usuário, utiliza informações da própria rede para tornar a validação mais inteligente e praticamente invisível. 

Os benefícios vão além do setor financeiro. Empresas de varejo, marketplaces, seguradoras, telecomunicações e qualquer organização que dependa de identidade digital, podem utilizar essas capacidades para reduzir fraudes em cadastro, proteger processos de recuperação de conta e aumentar a confiabilidade de transações de alto valor. 

O Brasil, inclusive, ocupa uma posição de destaque nessa transformação. As três maiores operadoras do país foram pioneiras na implementação comercial das APIs do GSMA Open Gateway voltadas à prevenção de fraudes, como SIM Swap, Number Verification e Device Location. Ao mesmo tempo, certas instituições bancárias já utilizam essas capacidades para fortalecer processos de autenticação e reduzir riscos em operações financeiras. 

Naturalmente, nenhuma tecnologia elimina completamente as fraudes. Os ataques continuarão evoluindo, impulsionados por engenharia social, inteligência artificial e novas técnicas de invasão. A diferença é que o Open Gateway acrescenta uma camada de confiança baseada na própria rede de telecomunicações, oferecendo sinais adicionais para que empresas tomem decisões mais precisas antes de aprovar uma operação. 

Essa, talvez, seja sua maior contribuição: deixar de tratar a segurança como uma barreira imposta ao cliente, e transformá-la em um processo inteligente, contextual e praticamente imperceptível. 

Nos próximos anos, a competitividade das empresas não será medida apenas pela velocidade com que conseguem aprovar uma operação, mas pela capacidade de fazer isso com segurança e sem aumentar a complexidade para o usuário. Nesse cenário, o Open Gateway deixa de ser apenas uma inovação tecnológica, para se tornar um novo padrão de confiança para a economia digital. 

Werique Franca é Product & Business Manager na Pontaltech.  

 

Sobre a Pontaltech:       

Fundada em 2011, a Pontaltech é uma empresa de tecnologia especializada em comunicação omnichannel que ajuda empresas a automatizar e escalar seus atendimentos com um portfólio composto por diversos canais digitais e de voz. Com soluções integradas de SMS, e-mail, chatbot, RCS, agente virtuais, WhatsApp, entre outros, simplifica a comunicação das empresas com seus clientes de forma inteligente e eficiente, sem nunca perder a proximidade humana. 



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Tecnologia no campo protege safra de inverno e evita disparada nos preços de hortifrútis

 

Vitru Educação


Tecnologia no campo protege safra de inverno e evita disparada nos preços de hortifrútis


Ferramentas agrometeorológicas e monitoramento preditivo ajudam agricultores a superar geadas de meados do ano; especialista da UNIASSELVI detalha como a engenharia agronômica assegura o abastecimento no varejo


Ferramentas agrometeorológicas e monitoramento preditivo ajudam agricultores a superar geadas de meados do ano; especialista da UNIASSELVI detalha como a engenharia agronômica assegura o abastecimento

O avanço do segundo semestre traz consigo os reflexos das massas de ar polar que atingem o país, colocando a ocorrência de geadas no centro das atenções de produtores rurais e consumidores. Historicamente responsável por severas quebras de safra e consequentes altas no preço dos alimentos, o frio extremo tem sido mitigado pelo avanço da Engenharia Agronômica. Por meio de sensores, inteligência de dados e técnicas de cultivo protegido, alimentos sensíveis e no ápice da safra conseguem resistir às baixas temperaturas e chegar com regularidade às prateleiras dos supermercados.

 

A tecnologia no campo atua de forma preditiva para transformar informação em decisão antes que o frio chegue. “A agricultura brasileira deixou de ser reativa para se tornar preditiva. O maior avanço da ciência agrícola nunca foi vencer a natureza, mas aprender com ela. A tecnologia mais importante é, muitas vezes, invisível: são os dados meteorológicos, o conhecimento científico e a capacidade de antecipar decisões no manejo para proteger as lavouras e manter o abastecimento”, destaca Maquiel Vidal Nardon, coordenadora do curso de Agronomia da UNIASSELVI.

 

Agronomia preditiva

O combate aos danos causados pelas baixas temperaturas combina estratégias de monitoramento e ação direta nas lavouras. Ferramentas como o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), sistemas preditivos via Internet das Coisas (IoT) e modelos agrometeorológicos permitem prever com precisão o risco de geadas. Com essas informações em mãos, o produtor aciona medidas de mitigação, como a irrigação antigeada, que utiliza a liberação do calor latente da água para proteger os tecidos vegetais, o uso de mantas térmicas, túneis e estufas em culturas de alta sensibilidade, a exemplo de tomate, pimentão, morango e frutos em fase de floração.

 

Mitigação de impactos e preços

A gestão eficiente do risco climático no campo reflete diretamente na economia doméstica. Embora o preço final dos alimentos dependa de fatores como logística, insumos e demanda, a prevenção de perdas drásticas na colheita estabiliza a oferta de hortifrútis no mercado, evitando picos inflacionários causados por choques de oferta.

 

Essas soluções tecnológicas não estão restritas às grandes propriedades rurais. Com a democratização do acesso à informação via aplicativos de alertas meteorológicos, boletins agroclimáticos e tecnologias de cultivo protegido de baixo custo, pequenos produtores e a agricultura familiar também fortalecem sua resiliência diante de eventos climáticos extremos.

 

Sobre a UNIASSELVI

A UNIASSELVI é uma das mais conceituadas instituições de ensino superior do Brasil. Com uma oferta diversificada de mais de 500 cursos, que incluem Graduação, Pós-Graduação, Profissionalizantes e Técnicos, a instituição se destaca pela sua abrangência e qualidade educacional. Presente em todos os estados brasileiros, a UNIASSELVI conta com uma ampla rede de mais de 1,2 polos e mais de 16 campi de ensino presencial. É reconhecida como a única instituição de grande porte nacional a receber nota máxima no Recredenciamento Institucional, concedido pelo Ministério da Educação (MEC). A missão da UNIASSELVI é fornecer os recursos e o suporte necessários para que os alunos construam suas próprias histórias e alcancem o sucesso acadêmico e profissional, promovendo assim o desenvolvimento pessoal e profissional de cada estudante.

 

Contatos para imprensa:

Weber Shandwick

E-mail: vitru@webershandwick.com

 

Luciana Messa lmessa@webershandwick.com | Telefone: (11) 99155-7742

Paulo Limaplima@webershandwick.com | Telefone: (11) 98879-1711

Julia Carvalhaes jcarvalhaes@webershandwick.com

 


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C-Level: quanto custa uma contratação errada desses executivos?

 


Por Fernando Poziomczyk

Quanto custa contratar o executivo errado para uma posição de C-Level? A resposta mais comum de muitas pessoas acaba envolvendo questões financeiras: dos salários, ao bônus, benefícios e indenizações, por exemplo. Mas, esses são apenas os impactos mais visíveis de uma decisão equivocada. O verdadeiro custo de uma contratação errada na alta liderança pode aparecer em lugares muito mais difíceis de mensurar: na reputação da empresa, na confiança do mercado, no engajamento das equipes e nas decisões estratégicas que deixam de ser tomadas — o que exige um olhar bem mais atento a esse tema. 

Um dos pontos mais importantes a ser esclarecido nesse sentido, é que, nem sempre, este insucesso é decorrente do processo seletivo em si. Muitas vezes, o problema está nas próprias circunstâncias que envolvem a chegada daquele executivo à organização. Esse cenário é bastante comum em empresas familiares, por exemplo, quando a contratação de um líder externo não acontece, necessariamente, por uma decisão genuína de profissionalização, mas pela necessidade de sobrevivência e crescimento do negócio.  

O fundador pode reconhecer que precisa de alguém com competências que não possui para garantir a continuidade das operações, mas, ao mesmo tempo, ter dificuldades para abrir mão do controle ou aceitar mudanças na forma de conduzir a empresa. Nesse contexto, mesmo um executivo altamente qualificado pode encontrar barreiras que tornam sua atuação inviável — e o que parecia ser um erro de contratação pode, na verdade, ser consequência de um desalinhamento muito mais profundo entre as expectativas da organização e o espaço que ela está efetivamente disposta a conceder àquela liderança. 

Na falta de uma compreensão clara do porquê um processo de recrutamento está sendo aberto, a empresa pode ser a primeira a sofrer com um dos custos mais graves: o impacto sobre sua própria imagem e reputação. Quando uma organização anuncia a chegada de um novo CEO como parte de um movimento de profissionalização e, poucos meses depois, decide desligá-lo, por exemplo, transmite ao mercado sinais de instabilidade e falta de clareza sobre os rumos do negócio.  

O mesmo acontece internamente: profissionais que acreditaram na mudança proposta ou que não concordam com a decisão de substituir aquela liderança podem perder a confiança na organização e, em alguns casos, optar por deixar a empresa. A sucessão de gestores, quando conduzida sem transparência e sem uma estratégia clara, também pode ampliar esses riscos, especialmente quando a forma como as transições são realizadas gera insegurança entre os times e demais stakeholders. 

O conceito de “contratação errada”, apesar de bastante relativo, também merece destaque. Afinal, como avaliar se uma escolha foi, de fato, equivocada? Em algumas organizações, um CEO pode permanecer durante anos à frente do negócio sem, necessariamente, possuir as competências necessárias para conduzir a empresa ao próximo estágio de crescimento. Ainda assim, sua permanência é mantida por diferentes razões, seja pela confiança construída ao longo do tempo, pelo histórico de resultados ou pela relação com os acionistas.  

Financeiramente, esse custo acaba sendo consequência de todas essas decisões mal calibradas. Isso, sem falar que uma liderança inadequada pode prolongar perdas de produtividade, atrasar decisões estratégicas e exigir uma nova transição antes mesmo de que os resultados esperados apareçam.  

Todos os pontos destacados ressaltam um grande problema: a falta de clareza do que está impactando essas movimentações. Se a empresa não compreende por que um executivo está sendo desligado, o que espera mudar com sua saída e quais características, competências e habilidades serão realmente necessárias para o próximo ciclo, como poderá saber quem contratar? Ao invés de seguirem uma tendência natural de procurar culpados, é essencial ter uma visão mais crítica sobre as próprias decisões, assim como os prós e contras envolvidos em cada escolha. 

Evitar esses custos, portanto, depende de cuidados anteriores ao início de um processo de recrutamento: tendo clareza do que a empresa espera do novo executivo, quais comportamentos e resultados são inegociáveis, o que está disposta a tolerar e, principalmente, qual é a razão concreta para promover uma troca ou realizar uma nova contratação. A partir desse entendimento, é preciso bancar a decisão e oferecer ao profissional as condições necessárias para cumprir o papel para o qual foi escolhido - e, se o cenário mudar ou os limites previamente estabelecidos forem ultrapassados, a decisão deve ser repensada. 

No geral, a organização precisa conhecer seus próprios limites e expectativas antes de tomar uma decisão de alta liderança, evitando que a falta desse entendimento interno transforme uma escolha estratégica em uma consequência grave para o negócio, para as pessoas e para sua própria reputação. 

Fernando Poziomczyk é sócio da Wide Executive Search, boutique de recrutamento executivo focado em posições de alta e média gestão.  

   

Sobre a Wide:  

https://wide.works/  
Com mais de 30 anos somados de recrutamento especializado e mais de 20 mil entrevistas realizadas, o propósito da Wide, empresa de recrutamento e seleção de alta gerência, é construir legados, seja o das empresas contratantes, o dos candidatos e o seu próprio. 



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Appian e Atlantic Nickel investem mais de R$ 28,7 milhões em ações socioambientais e revegetam o equivalente a 543 campos de futebol da Mata Atlântica

 

Appian Capital Brazil



Appian e Atlantic Nickel investem mais de R$ 28,7 milhões em ações socioambientais e revegetam o equivalente a 543 campos de futebol da Mata Atlântica

 

  • Desde 2018, 388,37 hectares da Mata Atlântica no Sul da Bahia foram reflorestados com o programa de proteção ambiental da Atlantic Nickel (ATN), ativo do grupo produtor de níquel sulfetado;
  • Nos últimos 3 anos o viveiro de mudas da ATN produziu mais de 147 mil mudas de 96 espécies do Bioma Mata Atlântica. Apenas em 2025 foram 70.217;
  • A partir do Projeto de Proteção e Mapeamento das Espécies Florísticas, companhia registra mais de 509 espécies do bioma local como pau-brasil, ipê-amarelo, ingá-de-metro, entre outras;
  • Com o Programa de Proteção e Monitoramento da Fauna, grupo registra 411espécies silvestres locais como gato-do-mato, mico, saruê, entre outras na Zona da Mata baiana.

 

Em um passo importante rumo à preservação ambiental, a Appian Capital Brazil, fundo de investimento privado especializado em mineração, atinge marco histórico de valorização à biodiversidade ao revegetar 388,37 hectares de Mata Atlântica no entorno das operações da Atlantic Nickel, ativo do grupo produtor de níquel sulfetado. Os hectares revitalizados equivalem a aproximadamente 543 campos de futebol e abrangem Áreas de Reserva Legal e Áreas de Preservação Permanente (APPs), no entorno das cidades de Ipiaú e Itagibá, no Sul da Bahia.

 

Para dar suporte a essa crescente demanda, a Appian dispõe de Viveiro de Mudas em Itagibá, área de atuação da Atlantic Nickel, com capacidade total de produção de 120 mil mudas por ano, apenas no últimos quatro anos, após ampliação do viveiro,  foram produzidas mais 147 mil mudas de espécies típicas da Mata Atlântica, como pau-brasil, ipê-amarelo, ingá-de-metro, nativas do bioma local, que são destinadas a projetos de reflorestamento, recuperação de áreas degradadas e iniciativas socioambientais na região. “Seguimos com um sólido propósito com o meio ambiente em nossas operações rumo à sustentabilidade e ao desenvolvimento equilibrado. Para isso, nos últimos quatro anos investimos mais de R$ 28,7 milhões em ações socioambientais, incluindo revegetação monitoramento e proteção da Mata Atlântica, de 2018 a 2024”, ressalta Gilcimar Oliveira, diretor de ESG e Pessoas da Appian Capital Brazil.

 

O espaço do viveiro ocupa uma área de cerca de 1000m², incluindo área interna e de rustificação (processo de adaptação de plantas a condições adversas, como sol intenso, ventos fortes, baixas temperaturas e falta de água, para que as plantas consigam sobreviver e se desenvolver em diversos ambientes e temperaturas). Além da produção de mudas, a ATN / Appian também realiza iniciativas de educação ambiental junto à comunidade local. Escolas e organizações da região podem visitar o viveiro para conhecer de perto as etapas do cultivo e aprender sobre a importância da conservação ambiental, e parte da produção de mudas são doadas para a prefeitura das cidades próximas das operações da companhia, com o propósito de fomentar o incentivo a educação ambiental.

 

Recuperação e preservação da Mata baiana

Composto por três iniciativas: Programa de Proteção e Monitoramento da Fauna, voltado à recuperação de habitats favorecendo espécies ameaçadas de extinção, Projeto de Proteção e Mapeamento das espécies florísticas, que reintegra espécies vegetais nativas da localidade e o Programa de Reflorestamento da Mata Atlântica. Este último visa o aumento da área de Mata Atlântica, em Itagibá (BA), por meio da revitalização e preservação do ecossistema / bioma da região, ao estimular retorno e desenvolvimento de espécies nativas locais.

 

“Investimos em um legado ambiental que beneficia as futuras gerações. Essas espécies contribuem para a recuperação de áreas desmatadas, auxiliam na manutenção da fauna local e na proteção do solo contra erosão. Além disso, o cultivo de exemplares nativos em viveiros torna-se uma forma eficaz de envolver a comunidade local em ações de preservação e conservação ambiental, conscientizando-os sobre boas práticas sustentáveis. Esse espaço é uma parte fundamental de nossa estratégia de responsabilidade ambiental e social”, complementa Oliveira.

 

Projeto de Proteção e Monitoramento da Fauna

O programa tem como proposta o monitoramento de animais nativos da região. Com auxílio de empresas de consultoria ambiental, as espécies locais são acompanhadas por meio de câmeras trap, que mapeiam ocorrências, atividades e costumes, além de auxiliar no desenvolvimento. No Sul da Bahia, o ativo já registrou cerca de 411 espécies da fauna silvestre local preservada na Zona da Mata baiana. Entre as espécies já identificadas, estão: a raposa “Cerdocyon thous”, tamanduá “Tamandua tetradactyla”, saruê “Didelphis albiventris”, mico “Callithrix kuhlii”, saruê “Didelphis aurita”, o tatu-peba “Euphractus sexcintus”, gato-do-mato-pequeno “Leopardus tigrinus”, papa-mel “Eira barbara”, quati “Nasua nasua”, mão-pelada “Procyon cancrivorus”, dentre outras espécies. A ação conta com a ajuda dos empregados da mina Santa Rita, que através de uma linha direta com a equipe do projeto, informam o local e quais espécies foram vistas nas proximidades da unidade. Em seis anos de atuação do programa, a Atlantic Nickel registrou o crescimento de 164 espécies locais preservadas na região.

 

Projeto de Proteção e Mapeamento das Espécies Florísticas

A Atlantic Nickel preserva e monitora 509 espécies do bioma local, incluindo espécies da Mata Atlântica, através de monitoramento trimestral, com uso de câmeras e acompanhamento in loco de equipe composta por três pessoas do seu Núcleo de Preservação da Fauna e Flora. Desde 2018, quando a Appian Capital Brazil assumiu a gestão do ativo, o projeto monitorou mais de 5.000 indivíduos arbóreos floresceram na região, com destaque para: pau-brasil “Paubrasilia echinata”, jacarandá-da-bahia “Dalbergia nigra”, jequitibá-rosa “Cariniana legalis”, embaúba-branca “Cecropia hololeuca”, ipê-amarelo “Handroanthus chrysotrichus”, ingá-de-metro “Inga edulis”, casqueiro “Samanea tubulosa”, cedro “Cedrela odorata”, vinhático “Plathymenia reticulata”, pau-ferro “Libidibia ferrea”, pau-d'alho “Gallesia integrifolia”. Por meio da iniciativa, o programa é capaz de mapear o local de nascimento das plantas, além do cuidado e preservação de diversas espécies arbóreas de grande valor ecológico para o bioma local, evitando seu desaparecimento.

 

O programa protege e monitora o desenvolvimento de espécies de plantas originárias das regiões onde opera a Atlantic Nickel, que são acompanhados por meio de câmeras e integrantes da equipe, mapeando ocorrências, atividades e costumes.

 

Reflorestamento da Mata Atlântica

No entorno das cidades de Ipiaú e Itagibá, no Sul da Bahia, a Atlantic Nickel, ativo do grupo Appian, já revegetou, de 2018 até abril de 2026, mais de 388 hectares do bioma da Mata Atlântica, o que equivale a aproximadamente 584 campos de futebol, com seu programa de reflorestamento. São cultivadas mudas de 96 espécies locais, como angico-vermelho “Anadenanthera peregrina”, mutamba “Guazuma ulmifolia”, dandá “Joannesia princeps”, braúna “Melanoxylon braúna, pau-ferro "Libidibia férrea", jequitibá-rosa "Cariniana legalis", ingá-de-metro "Inga edulis", aroeira "Schinus terebinthifolius", pau brasil "Paubrasilia echinata", jacarandá-da- bahia "Dalbergia nigra", cedro "Cedrela odorata", gonçalo-alves "Astronium fraxinifolium" e outras. Somente em 2025, foram produzidos mais de 70 mil mudas de 38 espécies da Mata Atlântica.

 

O programa tem como objetivo a recuperação de flora nas regiões onde a Appian Capital Brazil, por meio da gestão de seu ativo Atlantic Nickel, atua. A partir de boas práticas ambientais como plantio de mudas de espécies originárias da região de Mata Atlântica na Bahia, realiza-se a revitalização de áreas locais com o reflorestamento.

 

Para saber mais sobre as iniciativas socioambientais realizadas pelo fundo e seus ativos, acesse os sites Appian Capital Brazil e Atlantic Nickel.

 

Sobre a Appian Capital Brazil

A Appian Capital Brazil, fundo de investimentos privados especializado em mineração e metalurgia, é a representante no país do grupo Appian Capital Advisory.  Fundada em 2011 em Londres com investimentos em diversos países, a empresa é referência no setor, com seu modelo diferenciado de mineração inteligente, respeitando o meio ambiente, trabalhando de forma integrada com as comunidades onde atua e apoiando o desenvolvimento destas regiões.  Com seis anos de atuação no mercado brasileiro e, atualmente presente em dois estados (Minas Gerais e Bahia), o fundo se estabeleceu no país em 2018. O grupo possui dois ativos de mineração no país: Atlantic Nickel e Graphcoa, além da subsidiária Omnigen Energy.

Com sólido compromisso e missão de transformar recursos naturais em prosperidade e desenvolvimento sustentável, o grupo trabalha alinhada às melhores práticas ESG. Transformando regiões onde atua, aliado à Integração Social, o grupo Appian tem como prioridade o profundo respeito com as pessoas e com a segurança nas operações.

 

Contatos para imprensa:

Weber Shandwick

E-mail: appianpr@webershandwick.com

 

Paulo Limaplima@webershandwick.com | Telefone: (11) 9 8398-699

 
 


Nos últimos 3 anos o viveiro de mudas da ATN produziu mais de 147 mil mudas de 96 espécies do Bioma Mata Atlântica.
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Gincana do Caminhoneiro chega ao maior entroncamento rodoviário do Norte e Nordeste

 


Gincana do Caminhoneiro

Gincana do Caminhoneiro chega ao maior entroncamento rodoviário do Norte e Nordeste

Feira de Santana (BA) recebe, entre os dias 21 e 23 de agosto, a quarta etapa da temporada 2026 da competição mais tradicional das estradas brasileiras

Depois de passar por Paraná, Mato Grosso e Maranhão, a Gincana do Caminhoneiro 2026 segue sua trajetória pelo Nordeste brasileiro e desembarca agora em Feira de Santana (BA). A quarta etapa da competição acontece entre os dias 21 e 23 de agosto, no Posto São Gonçalo 4, localizado na BR-324, km 531,1, um dos principais corredores do transporte rodoviário de cargas do país.

Considerada o maior entroncamento rodoviário das regiões Norte e Nordeste e o segundo maior de todo o Brasil, atrás apenas de São Paulo, Feira de Santana ocupa posição estratégica na malha viária nacional. A cidade conecta importantes rodovias federais e recebe diariamente milhares de caminhões que transportam cargas para diferentes estados brasileiros, tornando-se um ponto de passagem obrigatório para quem vive a rotina das estradas.

Ao longo de três dias, caminhoneiros terão a oportunidade de demonstrar suas habilidades ao volante na tradicional prova de slalom, que exige precisão, técnica e controle. Todos competem em condições iguais, utilizando o mesmo caminhão, o extrapesado Volkswagen Meteor Highline 28.480 6x2. Os três melhores colocados garantem vaga na grande final da temporada, marcada para o dia 1º de novembro, em Campo Largo (PR).

Mais do que uma competição, a GDC consolidou-se, ao longo de mais de três décadas, como uma iniciativa de valorização do motorista profissional, incentivando a condução segura, a qualificação e o aperfeiçoamento técnico. Além das provas, cada etapa oferece uma estrutura de serviços gratuitos voltados aos caminhoneiros, incluindo orientações de saúde e bem-estar, espaços de convivência e ações realizadas em parceria com instituições do setor.

"Feira de Santana é uma cidade que representa muito bem a realidade do transporte rodoviário brasileiro. Por ser um grande entroncamento rodoviário, reúne diariamente caminhoneiros de diferentes regiões do país, o que torna essa etapa extremamente representativa para a Gincana. Temos a expectativa de receber participantes de diversos estados e viver mais uma grande festa de valorização dos profissionais da estrada", destaca Patryck Furtado, coordenador da GDC.

A temporada 2026 já definiu nove finalistas, classificados nas etapas de São José dos Pinhais (PR), Rondonópolis (MT) e São Luís (MA). Agora, Feira de Santana será responsável por indicar mais três caminhoneiros para a grande decisão, na qual estarão em disputa um caminhão Volkswagen Delivery Express zero km para o campeão da temporada e uma assinatura anual do extrapesado Meteor 29.530 para o vice-campeão.

4ª etapa da Gincana do Caminhoneiro 2026

Local: Posto São Gonçalo 4 - BR-324, km 531,1 - Feira de Santana (BA)

Data: 21, 22 e 23 de agosto

Horário: Das 8h às 18h

*As inscrições são gratuitas e feitas no local



Gincana do Caminhoneiro 2026 Gincana do Caminhoneiro 2026
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Fernando Fischer
Diretor de Conteúdo
fernando@fischercomunicacao.com.br
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'Por que ela não vai embora?': Agosto Lilás relembra a dura realidade de mulheres em situação de violência

 




Vitru Educação


'Por que ela não vai embora?': Agosto Lilás relembra a dura realidade de mulheres em situação de violência



Especialista da UniCesumar explica que no mês de conscientização o enfrentamento à violência contra a mulher depende do apoio psicológico, autonomia financeira e combate às raízes culturais da violência

 

Conhecido por ser um movimento nacional de conscientização pelo fim da violência contra a mulher, o Agosto Lilás surgiu para reforçar a importância da prevenção, do acolhimento e da garantia de direitos às vítimas. Passados quase 20 anos da promulgação da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), especialistas reconhecem os avanços na proteção legal, mas alertam que romper o ciclo da violência ainda representa um dos maiores desafios para milhares de brasileiras, diante da dependência emocional, econômica e social que muitas enfrentam.

 

“O enfrentamento da violência doméstica passa pela construção de uma rede de apoio capaz de oferecer segurança, atendimento psicológico, assistência social e condições para que as mulheres reconstruam suas vidas. A pergunta frequentemente dirigida às vítimas ‘Por que ela não vai embora?’, ignora uma realidade muito mais complexa. Os relacionamentos abusivos não são marcados apenas pela violência, já que alternam momentos de tensão, agressão, arrependimento, pedidos de desculpas e uma fase de aparente tranquilidade, conhecida como 'lua de mel'. Esse ciclo confunde a vítima, fragiliza sua autoestima e faz com que muitas se sintam presas à relação”, explica Tânia Gomes, professora do Programa de Pós-Graduação em Promoção da Saúde (PPGPS) e do curso de Medicina da UniCesumar de Maringá (PR).

 

Segundo a docente, fatores como dependência financeira, filhos pequenos, dificuldade de retorno ao mercado de trabalho e o descumprimento de obrigações por parte de muitos agressores tornam a decisão de romper o relacionamento ainda mais difícil. "Imaginar que sair de uma relação violenta depende apenas de vontade é ignorar obstáculos econômicos, emocionais e sociais que ultrapassam, em muito, a violência física", complementa.

 

Segundo levantamento do Anuário de Segurança Pública, a violência de gênero no Brasil segue em trajetória crescente, contabilizando 1.571 casos de feminicídio ao longo de 2025. O número representa uma alta de 4% no índice, se comparado ao ano de 2024 (1.504). Os dados são considerados históricos, visto que é a maior quantidade de registros desde a sua criação, em 2015. O indicador ainda apontou alta em outros índices que configuram a violência contra a mulher: violência psicológica, que cresceu 17%; stalking com 30% e descumprimentos de medidas protetivas, com alta de 17%.

 

A violência começa antes das agressões

Embora os casos de agressão física costumem ganhar maior visibilidade, a violência psicológica geralmente é o primeiro estágio dos relacionamentos abusivos. Ela se manifesta de forma silenciosa, por meio de humilhações, controle e desvalorização constante da vítima. "As agressões costumam começar com 'brincadeiras', piadas humilhantes e comentários que colocam em dúvida a capacidade da mulher como profissional, mãe ou companheira. Aos poucos, esse comportamento se intensifica e provoca sofrimento emocional, tristeza e adoecimento", ressalta a Gomes.

 

A lei protege, mas a reconstrução depende de uma rede de apoio

Embora a Lei Maria da Penha tenha fortalecido os mecanismos legais de proteção às vítimas, a recuperação emocional exige acompanhamento contínuo. Psicólogos, assistentes sociais, profissionais da saúde e grupos de acolhimento desempenham papel decisivo para evitar que a mulher reviva situações de violência ou abandone o processo de denúncia. “A violência contra a mulher deve ser tratada como uma questão de saúde pública mundial, diante dos impactos físicos e psicológicos que provoca. Depressão, ansiedade, dores crônicas, transtornos emocionais e até ideação suicida figuram entre as consequências mais frequentes. O desafio para combater a violência passa pela construção de uma cultura baseada no respeito, na igualdade de gênero e na educação desde a infância”, afirma Gomes.

 

Sobre a UniCesumar

Com mais de 35 anos no mercado educacional e desde 2022 como uma das marcas integradas ao grupo Vitru Educação, a UniCesumar conta com uma comunidade de cerca de 500 mil alunos. Atualmente, possui uma robusta estrutura de Educação a Distância (EAD), com mais de 1,3 mil polos espalhados por todas as regiões do país, além de três unidades internacionais, localizadas em Dubai (Emirados Árabes) e Genebra (Suíça). No ensino presencial, destaca-se o curso de Medicina, oferecido nos campi de Maringá (PR) e Corumbá (MS), juntamente a outros três campi, localizados em Curitiba, Londrina e Ponta Grossa (PR). Como um dos dez maiores grupos educacionais privados do Brasil, a UniCesumar oferece portfólio diversificado, com 350 cursos, abrangendo graduação, pós-graduação, técnicos, profissionalizantes, mestrado e doutorado. Sua missão é promover o acesso à educação de qualidade e contribuir para o desenvolvimento pessoal e profissional de seus alunos, preparando-os para os desafios do mercado de trabalho.

 

Contatos para imprensa:

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