
sexta-feira, 14 de agosto de 2026
'Por que ela não vai embora?': Agosto Lilás relembra a dura realidade de mulheres em situação de violência
'Por que ela não vai embora?': Agosto Lilás relembra a dura realidade de mulheres em situação de violência

Especialista da UniCesumar explica que no mês de conscientização o enfrentamento à violência contra a mulher depende do apoio psicológico, autonomia financeira e combate às raízes culturais da violência
Conhecido por ser um movimento nacional de conscientização pelo fim da violência contra a mulher, o Agosto Lilás surgiu para reforçar a importância da prevenção, do acolhimento e da garantia de direitos às vítimas. Passados quase 20 anos da promulgação da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), especialistas reconhecem os avanços na proteção legal, mas alertam que romper o ciclo da violência ainda representa um dos maiores desafios para milhares de brasileiras, diante da dependência emocional, econômica e social que muitas enfrentam.
“O enfrentamento da violência doméstica passa pela construção de uma rede de apoio capaz de oferecer segurança, atendimento psicológico, assistência social e condições para que as mulheres reconstruam suas vidas. A pergunta frequentemente dirigida às vítimas ‘Por que ela não vai embora?’, ignora uma realidade muito mais complexa. Os relacionamentos abusivos não são marcados apenas pela violência, já que alternam momentos de tensão, agressão, arrependimento, pedidos de desculpas e uma fase de aparente tranquilidade, conhecida como 'lua de mel'. Esse ciclo confunde a vítima, fragiliza sua autoestima e faz com que muitas se sintam presas à relação”, explica Tânia Gomes, professora do Programa de Pós-Graduação em Promoção da Saúde (PPGPS) e do curso de Medicina da UniCesumar de Maringá (PR).
Segundo a docente, fatores como dependência financeira, filhos pequenos, dificuldade de retorno ao mercado de trabalho e o descumprimento de obrigações por parte de muitos agressores tornam a decisão de romper o relacionamento ainda mais difícil. "Imaginar que sair de uma relação violenta depende apenas de vontade é ignorar obstáculos econômicos, emocionais e sociais que ultrapassam, em muito, a violência física", complementa.
Segundo levantamento do Anuário de Segurança Pública, a violência de gênero no Brasil segue em trajetória crescente, contabilizando 1.571 casos de feminicídio ao longo de 2025. O número representa uma alta de 4% no índice, se comparado ao ano de 2024 (1.504). Os dados são considerados históricos, visto que é a maior quantidade de registros desde a sua criação, em 2015. O indicador ainda apontou alta em outros índices que configuram a violência contra a mulher: violência psicológica, que cresceu 17%; stalking com 30% e descumprimentos de medidas protetivas, com alta de 17%.
A violência começa antes das agressões
Embora os casos de agressão física costumem ganhar maior visibilidade, a violência psicológica geralmente é o primeiro estágio dos relacionamentos abusivos. Ela se manifesta de forma silenciosa, por meio de humilhações, controle e desvalorização constante da vítima. "As agressões costumam começar com 'brincadeiras', piadas humilhantes e comentários que colocam em dúvida a capacidade da mulher como profissional, mãe ou companheira. Aos poucos, esse comportamento se intensifica e provoca sofrimento emocional, tristeza e adoecimento", ressalta a Gomes.
A lei protege, mas a reconstrução depende de uma rede de apoio
Embora a Lei Maria da Penha tenha fortalecido os mecanismos legais de proteção às vítimas, a recuperação emocional exige acompanhamento contínuo. Psicólogos, assistentes sociais, profissionais da saúde e grupos de acolhimento desempenham papel decisivo para evitar que a mulher reviva situações de violência ou abandone o processo de denúncia. “A violência contra a mulher deve ser tratada como uma questão de saúde pública mundial, diante dos impactos físicos e psicológicos que provoca. Depressão, ansiedade, dores crônicas, transtornos emocionais e até ideação suicida figuram entre as consequências mais frequentes. O desafio para combater a violência passa pela construção de uma cultura baseada no respeito, na igualdade de gênero e na educação desde a infância”, afirma Gomes.
Sobre a UniCesumar
Com mais de 35 anos no mercado educacional e desde 2022 como uma das marcas integradas ao grupo Vitru Educação, a UniCesumar conta com uma comunidade de cerca de 500 mil alunos. Atualmente, possui uma robusta estrutura de Educação a Distância (EAD), com mais de 1,3 mil polos espalhados por todas as regiões do país, além de três unidades internacionais, localizadas em Dubai (Emirados Árabes) e Genebra (Suíça). No ensino presencial, destaca-se o curso de Medicina, oferecido nos campi de Maringá (PR) e Corumbá (MS), juntamente a outros três campi, localizados em Curitiba, Londrina e Ponta Grossa (PR). Como um dos dez maiores grupos educacionais privados do Brasil, a UniCesumar oferece portfólio diversificado, com 350 cursos, abrangendo graduação, pós-graduação, técnicos, profissionalizantes, mestrado e doutorado. Sua missão é promover o acesso à educação de qualidade e contribuir para o desenvolvimento pessoal e profissional de seus alunos, preparando-os para os desafios do mercado de trabalho.
Contatos para imprensa:
E-mail: vitru@webershandwick.com
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Webinar aborda a importância da cibersegurança na gestão de condomínios

Webinar aborda a importância da cibersegurança na gestão de condomínios
O evento online e gratuito, promovido pelo CRA-SP, reunirá especialistas para discutir estratégias de segurança digital e proteção de dados, especialmente de moradores
As ferramentas digitais estão cada vez mais presentes nos condomínios. Sistemas de acesso, portarias remotas e aplicativos voltados à gestão financeira, manutenção e organização de espaços coletivos mostram que a cibersegurança é um tema indispensável para a gestão condominial, uma vez que muitas dessas tecnologias armazenam imagens e dados pessoais dos moradores.
Pensando nisso, o Conselho Regional de Administração de São Paulo - CRA-SP irá promover, no próximo dia 13 de agosto (quinta-feira), das 18h às 20h, um webinar para abordar os principais conceitos da cibersegurança e as medidas que devem ser implementadas pela gestão, considerando as exigências da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Com o tema “Gestão Condominial: como usar a cibersegurança na proteção de dados”, o evento gratuito será transmitido ao vivo pelo Canal A Serviço da Administração, no YouTube, e contará com emissão de certificado de participação.
As exposições serão conduzidas pela Admª Viviane Oliveira, diretora de Cybersecurity na Microsoft Brasil; e Cristiano de Souza Oliveira, advogado condominialista, consultor jurídico e membro do Grupo de Excelência em Administração de Condomínios - GEAC, do CRA-SP.
À frente deste encontro estará a moderadora Admª Rosely Schwartz, coordenadora do GEAC e professora dos cursos de Síndico Morador. “O público pode esperar um conteúdo prático e aplicável ao dia a dia condominial. O evento vai esclarecer riscos reais, apresentar soluções acessíveis, mostrar como a LGPD impacta a rotina dos condomínios e orientar síndicos e administradoras a elevar o nível de segurança digital”, comenta Rosely.
Uma gestão preparada para os desafios digitais
Com o avanço das tecnologias, crescem também os riscos de ataques cibernéticos, vazamentos de informações, paralisação de serviços e até impactos no funcionamento e na segurança física dos condomínios. “Discutir cibersegurança hoje é proteger o condomínio não apenas no ambiente digital, mas também no mundo real”, destaca a coordenadora do GEAC.
Além disso, Rosely ressalta a importância e o papel estratégico do profissional de Administração na gestão condominial. “Cabe ao administrador estruturar processos, definir políticas, avaliar fornecedores e garantir que o condomínio opere de forma segura. É ele quem integra tecnologia, pessoas e normas, criando assim uma cultura de proteção de dados”, conclui.
Serviço
Webinar - Gestão Condominial: como usar a cibersegurança na proteção de dados
Data e horário: 13 de agosto de 2026, quinta-feira, das 18h às 20h
Moderadora: Admª Rosely Schwartz, coordenadora do Grupo de Excelência em Administração de Condomínios - GEAC e professora dos cursos de Síndico Morador.
Expositores: Admª Viviane Oliveira, diretora de Cybersecurity na Microsoft Brasil; e Cristiano de Souza Oliveira, advogado condominialista, consultor jurídico e membro do GEAC.
Informações e inscrições: https://crasp.gov.br/crasp//site/on-line/gestao-condominial-ciberseguranca-na-protecao-de-dados
Transmissão: Canal A Serviço da Administração, no YouTube
Observações: A emissão do certificado de participação no evento depende de inscrição prévia e marcação de presença durante a transmissão ao vivo. Para o registro de presença, também é necessário ser inscrito (a) no Canal A Serviço da Administração, no YouTube. Assim, será possível visualizar, no chat, o link para preenchimento com o seu CPF. Cumprindo as etapas anteriores, o prazo de envio é de até 2 dias úteis.
Sobre o CRA-SP: O Conselho Regional de Administração de São Paulo – CRA-SP é uma autarquia federal, criada em 1968 (três anos após a regulamentação da profissão de Administrador) que atualmente reúne cerca de 8 mil empresas e 60 mil profissionais registrados. Embora suas principais funções sejam o registro e a fiscalização do exercício profissional nas áreas da Administração, o CRA-SP tornou-se referência na qualificação de profissionais, ao disponibilizar, de forma gratuita, palestras e eventos em um ambiente onde o conhecimento é tratado como uma poderosa ferramenta, capaz de promover profundas mudanças sociais. Atualmente, o CRA-SP é presidido pelo Adm. Alberto Whitaker.
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Informações para a imprensa:
Katia Carmo – katia.silva@crasp.gov.br
Telefone: (11) 3087-3474
Karen Rodrigues – karen.rodrigues@crasp.gov.br
Telefone: (11) 3087-3477
Medos sobre terapia hormonal ainda afastam mulheres do tratamento, apesar de seus benefícios
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Novo ponto de reciclagem da Prolata fortalece logística reversa na Paraíba

Novo ponto de reciclagem da Prolata fortalece logística reversa na Paraíba
Parceria com a cooperativa COOPERCORE amplia a reciclagem de aço no estado
A
Prolata Reciclagem, entidade gestora responsável pela logística reversa
de latas de aço pós-consumo no Brasil, amplia sua atuação nacional com
novas parcerias com cooperativas de catadores e catadoras de materiais
recicláveis e chega à Paraíba. Presente em todas as regiões do país, a
organização estimula a coleta de embalagens de aço, gera estatísticas
confiáveis sobre o setor e valoriza a sucata metálica, promovendo
inclusão social e sustentabilidade.
O primeiro grupo de catadores do estado a integrar o programa é a COOPERCORE – Cooperativa de Trabalho dos Catadores de Materiais Recicláveis de Cabedelo/PB. A iniciativa reforça o compromisso da Prolata com o fortalecimento da cadeia de reciclagem e o desenvolvimento regional.
Criada em 2022, a COOPERCORE reúne oito cooperados e atua em todo o município de Cabedelo. A coleta é realizada de segunda a sexta-feira, com apoio da prefeitura, que também disponibiliza caminhão para o serviço. Entre os materiais recebidos estão papel, papelão, plástico, vidro, metais (aço e alumínio), eletrônicos e óleo de cozinha. A cooperativa oferece coleta agendada e mantém parceria formal com a administração municipal.
Além das atividades de coleta, a COOPERCORE também está estruturando projetos voltados à educação e recreação de crianças, ampliando o impacto social de sua atuação. A parceria com a Prolata abre novas possibilidades para o recebimento e valorização das embalagens de aço, contribuindo para a consolidação da logística reversa e para o desenvolvimento sustentável da região.
Para mais informações sobre a COOPERCORE:
E-mail: coopercorepb@gmail.com
Instagram: @coopercorepb
Sobre a Prolata Reciclagem
Criada em 2012, a Prolata Reciclagem é uma entidade gestora para logística reversa de latas de aço, com programa permanente voltado à reciclagem de latas de aço pós-consumo. A associação sem fins lucrativos é uma iniciativa da Abeaço (Associação Brasileira de Embalagem de Aço), para o cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), Lei no 12.305/10, e demais políticas.
O programa está presente nas cinco regiões do Brasil e possui o objetivo de estimular a reciclagem de latas de aço no país, gerar estatísticas confiáveis a respeito, abrir um canal direto com os consumidores, fomentar centros de reciclagem e parcerias com cooperativas de catadores, assim como valorizar o preço da sucata de aço para embalagens. Além disso, também investe em plataformas de comunicação e na educação da sociedade sobre o tema.
Saiba mais sobre a Prolata acessando o site https://www.prolata.com.br/.
Mais informações para a imprensa:
Press à Porter Gestão de Imagem
Eulália Vieira – eulalia@pressaporter.com.br
Bruna Weinrebe – bruna@pressaporter.com.br
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Bruna Weinrebe
bruna@pressaporter.com.br
Casa organizada em 15 minutos: o que fazer antes de começar a semana
Casa organizada em 15 minutos: o que fazer antes de começar a semana
Pequenas tarefas realizadas em poucos minutos ajudam a manter a casa em ordem, evitam acúmulo de bagunça e tornam a rotina mais prática
Com a correria do dia a dia, nem sempre é possível dedicar horas à organização da casa. No entanto, reservar apenas 15 minutos antes do início da semana pode fazer toda a diferença para manter os ambientes mais funcionais, reduzir o estresse e evitar que pequenas tarefas se transformem em grandes problemas.
Criar uma rotina rápida de organização também facilita o planejamento da semana, otimiza o tempo e contribui para que cada espaço permaneça limpo e organizado por mais tempo. Pensando nisso, a Multicoisas reuniu algumas ações simples que podem ser feitas em poucos minutos.
- Organize a entrada da casa
Separe chaves, bolsas, mochilas e objetos que costumam ficar espalhados logo na entrada. Ganchos, bandejas organizadoras e caixas ajudam a manter tudo no lugar e evitam a bagunça logo ao chegar em casa.
- Faça uma revisão rápida da cozinha
Guarde a louça, limpe as bancadas e descarte alimentos vencidos da geladeira. Aproveite para organizar a despensa e os armários, deixando os itens mais utilizados sempre à mão. Potes herméticos e organizadores facilitam a visualização dos alimentos e ajudam a evitar desperdícios.
- Coloque a lavanderia em ordem
Separe as roupas por cor, organize os produtos de limpeza e deixe o cesto preparado para as próximas lavagens. Um ambiente organizado torna essa tarefa mais rápida ao longo da semana.
- Resolva pequenos reparos que foram adiados
Um parafuso frouxo, um puxador solto ou uma torneira pingando costumam levar poucos minutos para serem resolvidos quando se tem as ferramentas certas. Fazer esses ajustes antes que se agravem evita gastos maiores no futuro.
- Planeje os ambientes para a semana
Recolha objetos fora do lugar, organize mesas, sofás e superfícies e deixe os espaços livres para facilitar a limpeza diária. Caixas organizadoras, cestos e divisórias ajudam a manter cada item em seu devido lugar.
- Monte um kit para os imprevistos do dia a dia
Ter ferramentas básicas, fitas adesivas, colas multiuso, lanternas e outros acessórios reunidos em uma única caixa facilita a resolução de pequenos problemas domésticos sempre que eles surgirem.
Mais do que manter a casa bonita, criar uma rotina semanal de organização ajuda a economizar tempo, evita o acúmulo de tarefas e proporciona mais praticidade para toda a família. Pequenas ações realizadas regularmente são suficientes para manter o ambiente funcional sem exigir grandes esforços.
A Multicoisas oferece soluções para organização, pequenos reparos e manutenção da casa, com um portfólio de organizadores, caixas, ferramentas e acessórios que ajudam os consumidores a tornar a rotina doméstica mais prática, eficiente e organizada.
Giovanna Rebelo
giovanna.rebelo@mgapress.com.br
(11) 99481-9016
Artigo | Sol, feriado ou um grande show: a IA já ajuda restaurantes a prever o próximo pico de demanda

Artigo | Sol, feriado ou um grande show: a IA já ajuda restaurantes a prever o próximo pico de demanda
Por Carlos R. Drechmer, CEO da ACOM Sistemas

Aplicativos de delivery, cardápios digitais, programas de fidelidade, pedidos online e redes sociais passaram a fazer parte da operação de praticamente todo negócio do setor de food service. Essa foi a primeira grande onda da digitalização, responsável por aproximar restaurantes dos consumidores, ampliar canais de venda e transformar a forma como o setor se relaciona com seus clientes.
Mas uma nova fase dessa evolução começa a ganhar força ao redor do mundo com o uso da inteligência artificial.
Trata-se de uma segunda onda de transformação, que chega em um momento particularmente oportuno. De um lado, o consumo de alimentação fora do lar segue em expansão. De outro, o consumidor se tornou mais complexo, exigente e diverso em seus hábitos. Diferentes gerações passaram a conviver no mesmo mercado, com expectativas distintas sobre conveniência, experiência, velocidade, atendimento e relacionamento, criando novos desafios para a gestão dos estabelecimentos.
Uma pesquisa apresentada recentemente na ACOMXperience, evento em que reunimos clientes e parceiros da ACOM, mostrou que 64% dos brasileiros consomem alimentos fora do lar ou fazem pedidos entre uma e três vezes por semana. Ao mesmo tempo, apresentam perfis bastante distintos como consumidores. Enquanto parte do público prioriza rapidez, conveniência, aplicativos e autonomia na jornada de compra, outra parcela continua valorizando a experiência, relacionamento, conforto e atendimento presencial.
Para os restaurantes, isso significa lidar com um cenário mais desafiador do que nunca. Não basta apenas atender bem. É preciso compreender o momento, conhecer os diferentes perfis de consumo, responder rapidamente às mudanças de comportamento e operar com eficiência.
É justamente nesse contexto que a inteligência artificial começa a assumir um papel estratégico.
Durante décadas, muitas decisões dentro de restaurantes dependeram da experiência do gestor. Compras, planejamento de produção, reposição de estoque, formação de preços e previsão de demanda eram atividades baseadas principalmente em histórico, percepção e conhecimento acumulado ao longo dos anos.
Agora, a inteligência artificial consegue analisar simultaneamente informações que seriam impossíveis de ser processadas manualmente em tempo hábil. Histórico de vendas, sazonalidade, clima, feriados, datas comemorativas, comportamento de consumo e até eventos programados nas proximidades do estabelecimento passam a fazer parte da tomada de decisão. Na prática, o restaurante deixa de reagir aos acontecimentos para começar a antecipá-los.
Por exemplo, se a previsão meteorológica indica uma sequência de dias quentes, a plataforma consegue identificar padrões históricos e sugerir ajustes de compra e produção. Se um grande show, feira ou evento esportivo está programado para ocorrer nas proximidades, o sistema passa a considerar esse fator na projeção de demanda.
O resultado se traduz em comprar melhor, reduzir desperdícios, evitar rupturas de estoque, ajustar equipes e aumentar a previsibilidade financeira.
Outra grande mudança que a inteligência artificial traz é na forma como os empresários acessam informações. Durante muito tempo, sistemas de gestão exigiam conhecimento técnico para gerar relatórios, interpretar indicadores e transformar dados em decisões. Mas agora essa barreira está sendo reduzida.
Estamos caminhando para um cenário em que o gestor simplesmente conversa com o sistema.
Perguntas como "qual foi meu prato mais vendido?", "qual unidade apresentou melhor desempenho?", "quanto preciso comprar para a próxima semana?" ou "quais produtos apresentam maior margem?" passam a ser respondidas instantaneamente.
Pela primeira vez, não é o gestor que precisa aprender a linguagem da tecnologia. É a tecnologia que começa a falar a linguagem do gestor. E essa talvez seja a principal transformação em curso. A inteligência artificial está democratizando o acesso à gestão, à inteligência de negócios e a decisões mais estratégicas.
Enquanto isso, empresários podem se dedicar mais ao que continua sendo o verdadeiro diferencial do setor: a experiência oferecida ao cliente. Porque o atendimento e o relacionamento continuarão humanos, mas a inteligência que sustenta essa operação será cada vez mais artificial.
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DE VOLTA PARA O CAMINHO PARA DAMASCO
por Dartagnan da Silva Zanela (*)
O finado Papa Bento XVI, em uma de suas preleções, nos chamava a atenção para a importância de procurarmos cultivar uma admiração particular por um santo, de sermos devotos de uma pessoa que procurou, com todas as forças de sua alma, amar a Deus e tomar o Evangelho como farol de sua vida.
E, ao recomendar isso, ele não estava nos dizendo para termos pôsteres de um santo no quarto e andarmos com camisetas e broches dele como se fôssemos um adolescente fã de uma banda, nada disso. Se somos devotos de um santo, deveríamos, em suas palavras, procurar nos tornar familiares a ele, buscando conhecer a sua vida, as suas obras e o seu pensamento para, desse modo, aprendermos a crescer em espírito e verdade com ele.
Bento XVI, por sua deixa, era devotíssimo de São José e de Santo Agostinho, o rochedo de Hipona. Não apenas isso: deste segundo, além de devoto, era um grande estudioso de sua obra; talvez um dos maiores do século XX.
Quando li isso, há mais ou menos umas duas décadas, meu coração encheu-se de júbilo — hum, que chique —, ao saber que Joseph Ratzinger tinha uma longa história de devoção com o referido Santo Doutor da Igreja, tendo em vista que esse intrépido esculhambador da língua portuguesa também tem uma história com o autor das Confissões. Uma história muitississíssimo mais modesta, diga-se de passagem, mas, ainda assim, uma história.
Nos meus tempos de juventude, como boa parte dos jovens que viveram seus verdes anos entre as décadas de 80 e 90 do século passado, eu era cheio de marra. E, depois que comecei a estudar umas coisinhas com um tantinho mais de profundidade, já comecei a me achar o bichão e, como tal, virei minhas costas para Deus e para a Igreja.
Bah! É incrível como somos capazes de ser presunçosos em nossa juventude. Basta que o nosso ego seja massageado só um tiquinho para que, do nada, a gente se ache "o protagonista". Na verdade, nem precisa massagear muito.
Em tenra idade, somos campeões em nos perder de nós mesmos só para discordar daqueles que são mais velhos do que nós porque — cê sabe — os adultos sempre ousam nos tratar como jovens e, como tal, sempre querem nos advertir, corrigir e ensinar algumas coisas que, sim, é necessário que sejam aprendidas.
Certíssimo estava Oscar Wilde quando dizia, com o seu jeitão, que não era tão jovem para ter, assim, tanta certeza a respeito de tudo; como também está certo por demais Ortega y Gasset que, de forma cirúrgica, analisou os conflitos que sempre se orquestram entre a nova geração e a geração adulta — e destas duas com os idosos —, porque, como ele mesmo nos lembra, essas três gerações têm perspectivas distintas que convivem, juntas e misturadas, na mesma época e no mesmo lugar.
Nesta fase da vida, perdido como estava, muitas foram as pessoas que me ajudaram em meu, como direi, caminho para Damasco; e uma delas foi, sem dúvida alguma, Santo Agostinho. Primeiramente, não pela sua obra, mas por sua vida pregressa; depois, principalmente pela sua obra, que corrigia a vida precedente sem negá-la.
Ora, era natural que um sujeito de vida torta como eu, ao conhecer a vida dele, simpatizasse com sua pessoa e se identificasse com seus dramas; e era inevitável que um rapaz curioso e vaidoso se encantasse com sua obra volumosa [lá ele de novo]. Através da sua vida, eu pude, como o filho pródigo que sou, reencontrar o caminho para a casa do Pai.
Por isso, quando vejo adultos adulando jovens, chamando-os de "protagonistas e trelelé”, fico pra lá de cabreiro, pois lembro de mim mesmo quando estava nessa idade, e vejo o quão perverso isso pode ser. Afinal, esse tipo de lisonja, ao invés de apontar o caminho para a morada da verdade, apenas envenena - e como envenena - os corações juvenis.
*
(*) professor, escrevinhador e bebedor de café. Autor de “NAS ENTRANHAS DO LEVIATÔ, entre outros livros.
Geopolítica da inovação: quando tecnologia vira poder
Por Alexandre Pierro
Por muito tempo, falar em inovação era, quase automaticamente, olhar para o Ocidente. Das universidades europeias ao Vale do Silício, foram décadas em que nações como os Estados Unidos e Europa ocuparam posição central na criação de tecnologias e na definição dos rumos da economia global. Mas, essa lógica já não é a mesma. O crescimento acelerado desses ecossistemas no Oriente, sobretudo na China, levanta uma questão fundamental: quanto que a inovação deixou de ser apenas uma ferramenta de desenvolvimento econômico, para se tornar um instrumento geopolítico poderoso.
A relação entre inovação e poder não é recente. Durante as duas guerras mundiais e, posteriormente, ao longo da Guerra Fria, os Estados Unidos consolidaram uma posição de liderança tecnológica altamente estratégica. A corrida espacial, a evolução da indústria bélica, a criação da internet e os investimentos em pesquisa e desenvolvimento ajudaram a transformar sua capacidade de inovar em uma das principais bases da influência. O domínio tecnológico também passou a significar capacidade militar, autonomia estratégica e poder de influência sobre outras nações.
Muito desse protagonismo se deveu, sobretudo, à construção de um ecossistema de inovação sustentado pela combinação entre universidades, empresas privadas, investimentos públicos e pesquisa científica. Por décadas, para muitos países, olhar para o futuro significava acompanhar os movimentos estadunidenses, de empresas do Vale do Silício e das instituições europeias que definiam boa parte dos padrões tecnológicos globais.
Contudo, assim como nada na história permanece estático, o mesmo ocorreu nesse sentido. Muito antes da revolução industrial e da ascensão das potências ocidentais, a China já era responsável por inovações que transformaram a humanidade, como a pólvora, o papel, a bússola e a impressão. Hoje, expandiu suas inovações para além da criação de tecnologias: se inserindo em uma estratégia mais ampla de expansão econômica, fortalecimento de cadeias produtivas e aumento da influência internacional.
Dados recentes ajudam a dimensionar essa transformação. Em 2024, a China investiu mais de 3,6 trilhões de yuans em pesquisa e desenvolvimento, o equivalente a 2,68% de seu PIB, segundo a WIPO em 2025. Já no Global Innovation Index 2025, o país também aparece como líder mundial em produção de conhecimento e tecnologia, ocupando a segunda posição em patentes por origem - além de ter alcançado, pela primeira vez, o top 10 global de inovação.
A própria retomada da Rota da Seda pela China evidencia esse cenário, a partir da qual ampliou sua presença em diferentes regiões do mundo com investimentos em infraestrutura, energia, logística, telecomunicações e tecnologia. O movimento cria conexões econômicas que também podem se transformar em influência política e estratégica, fazendo com que a inovação e infraestrutura deixem de ser apenas instrumentos de crescimento interno, e passem a funcionar como mecanismos de aproximação com diferentes mercados e governos.
Esse avanço é especialmente relevante considerando seu impacto em regiões que, durante décadas, tiveram os Estados Unidos e a Europa como principais referências de desenvolvimento nesse sentido, como a América Latina e a África, onde a presença chinesa vem ganhando cada vez mais espaço. Essa expansão de empresas chinesas e de soluções desenvolvidas no país ajuda a construir uma relação que vai além da venda de produtos em si: envolvendo a criação de ecossistemas digitais, energéticos e industriais extremamente relevantes para sua expansão.
Estamos diante de uma mudança importante na dinâmica global, em que a disputa pela liderança da inovação já não acontece apenas dentro de laboratórios ou entre empresas de tecnologia. Ela se manifesta na definição de padrões tecnológicos, no controle de cadeias produtivas, na infraestrutura digital, na transição energética e na capacidade de estabelecer parcerias com países em desenvolvimento. Nesse novo cenário, inovar também significa conquistar espaço, criar dependências, estabelecer alianças e ampliar a capacidade de influência - o que fez com que a geopolítica da inovação se tornasse uma das principais disputas do século XXI.
Alexandre Pierro é doutorando em energia e mestre em gestão e engenharia da inovação, engenheiro mecânico, bacharel em física e especialista de gestão da PALAS, consultoria pioneira na implementação da ISO de inovação na América Latina.
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Nathália Bellintani Tel: +55 (11) 9848-4042 Email: nathalia@informamidia.com.br www.informamidia.com.br |
Nove temas históricos e da atualidade que podem cair no Enem 2026
Nove temas históricos e da atualidade que podem cair no Enem 2026
Professores de História e Geografia apontam os assuntos com maior potencial para aparecer na prova
O início do segundo semestre marca uma nova etapa na preparação de quem vai prestar o Enem 2026. Como o exame costuma relacionar conteúdos históricos, geográficos e sociais a debates contemporâneos, especialistas apontam alguns temas com maior potencial de aparecer na edição deste ano. Entre eles, a ascensão da China no cenário internacional, as transformações provocadas pela inteligência artificial no mercado de trabalho e os impactos das mudanças climáticas na sociedade.
“É importante que o estudante compreenda os processos e consiga relacioná-los aos desafios do século XXI”, explica o professor de História do Vila Olímpia Bilingual School, de Florianópolis (SC), Tales Kamigouchi. Já Rafael Tavares, professor de História do Passo Certo Bilingual School, de Cascavel (PR), pede atenção para temas nacionais e regionais, como a Era Vargas e a escravidão.
Na Geografia, o foco deve permanecer nas transformações econômicas, ambientais e demográficas. “A prova costuma trabalhar esses temas ligados à globalização e às questões ambientais, sempre associando os fenômenos ao cotidiano dos estudantes”, afirma Dionício Kunze, professor de Geografia do Colégio Positivo – Joinville (SC).
Confira os nove temas apontados pelos especialistas como fortes candidatos para aparecer no Enem 2026.
1. A ascensão da China e as disputas pela hegemonia mundial
Depois de sofrer intensa intervenção das potências europeias e japonesas durante o chamado “Século da Humilhação”, entre 1839 e 1949, a China passou por profundas transformações até se tornar uma das principais potências econômicas, tecnológicas e industriais do mundo. Para o professor Kamigouchi, o Enem pode explorar justamente essa relação entre o imperialismo do século XIX e o protagonismo chinês no século XXI. “É importante compreender como a China passou de uma posição de submissão às potências ocidentais para ocupar papel central na economia global”, afirma.
2. Os 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial
Em 2025, o mundo relembrou os 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial, conflito que redefiniu a ordem internacional e influenciou a criação de organismos multilaterais, além de fortalecer o debate sobre direitos humanos. Para Tavares, o tema permanece extremamente relevante. “Por ser um conteúdo recorrente no Enem, a Segunda Guerra ajuda a compreender o nazifascismo, a Guerra Fria e a organização política do mundo contemporâneo”, evidencia.
3. Globalização e as mudanças no mundo do trabalho
As transformações provocadas pela globalização, pela automação industrial e pelo avanço da inteligência artificial devem continuar entre os assuntos mais relevantes da Geografia. O professor Kunze, do Colégio Positivo — Joinville, destaca que o Enem costuma abordar a Divisão Internacional do Trabalho, o surgimento de novas profissões ligadas à tecnologia, além do desemprego estrutural e das mudanças nas relações de trabalho. “São temas diretamente conectados às transformações econômicas vividas atualmente”, reforça.
4. Era Vargas e a formação do Estado brasileiro
Entre 1930 e 1945, Getúlio Vargas promoveu profundas mudanças na organização política e econômica do país, ampliando a atuação do Estado e consolidando importantes leis trabalhistas. Para Tavares, o período segue relevante para os vestibulares por dialogar com discussões ainda presentes na sociedade. “Os debates atuais sobre direitos trabalhistas, papel do Estado e desenvolvimento econômico frequentemente remetem às transformações iniciadas durante a Era Vargas”, resume
5. A influência dos EUA no continente americano
A Doutrina Monroe e a política do Big Stick continuam sendo referências importantes para compreender a atuação histórica dos Estados Unidos no continente americano. De acordo com o professor Kamigouchi, do Vila Olímpia Bilingual School, o Enem pode relacionar essas políticas imperialistas às discussões atuais sobre influência política, econômica e militar norte-americana na América Latina, estabelecendo comparações entre o contexto histórico e os desdobramentos geopolíticos contemporâneos.
6. Dinâmicas demográficas e migrações
O envelhecimento da população brasileira, a redução da taxa de fecundidade e os fluxos migratórios contemporâneos também aparecem entre os assuntos de destaque. O professor Kunze defende que a prova pode explorar tanto as migrações internacionais motivadas por crises econômicas e conflitos quanto a migração de retorno e os impactos da transição demográfica na economia e nas políticas públicas. “É um tema bastante atual e frequentemente associado às transformações sociais observadas no Brasil e no mundo”, pondera.
7. Participação feminina nas Forças Armadas
A promoção da primeira mulher ao posto de General de Brigada do Exército Brasileiro, em 2026, reforçou o debate sobre a presença feminina nas instituições militares. O tema pode ser associado à trajetória de Maria Quitéria, considerada patrona do Quadro Complementar de Oficiais do Exército Brasileiro e uma das protagonistas da luta pela Independência na Bahia. “A evolução da participação das mulheres na vida pública costuma aparecer relacionada às discussões sobre cidadania, igualdade de gênero e direitos”, detalha Kamigouchi.
8. Impactos ambientais e mudanças climáticas
Fenômenos como El Niño e La Niña, além dos efeitos da degradação ambiental nas áreas urbanas e rurais, seguem entre as principais apostas para a prova. As questões podem abordar enchentes, ilhas de calor, impermeabilização do solo, uso de agroquímicos, desmatamento e os desafios impostos pelas mudanças climáticas. “As questões de Geografia costumam relacionar esses temas às políticas públicas e ao desenvolvimento sustentável”, explica Kunze.
9. Racismo e as heranças da escravidão
A escravidão africana e seus impactos sociais continuam sendo temas frequentes no Enem. As discussões sobre desigualdade racial, ações afirmativas e cidadania costumam ser relacionadas ao período pós-abolição e às permanências históricas do racismo estrutural. “Entender como esse passado influencia a sociedade atual é essencial para interpretar questões que abordam direitos humanos e desigualdades sociais”, finaliza o professor Tavares.
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Excesso de telas: confira 5 dicas para reduzir a fadiga ocular digital

Excesso de telas: confira 5 dicas para reduzir a fadiga ocular digital
Olhos secos, visão embaçada e dores de cabeça estão entre os sintomas da fadiga ocular digital. Saiba como proteger a saúde dos olhos durante o uso de telas
Com a rotina cada vez mais conectada, passar horas em frente ao computador, celular ou tablet tornou-se parte do cotidiano de milhões de brasileiros. Esse comportamento, no entanto, pode provocar a chamada fadiga ocular digital, caracterizada por sintomas como olhos secos ou lacrimejando, dor de cabeça, visão embaçada, dificuldade de concentração e sensação de desconforto ao final do dia.
Entre os fatores associados ao problema está a exposição prolongada à luz azul emitida pelas telas, especialmente quando combinada ao uso contínuo dos dispositivos sem pausas adequadas. Além do esforço visual, esse impacto no período da noite pode interferir na produção de melatonina — hormônio responsável por regular o ciclo do sono —, dificultando o relaxamento antes de dormir. Nesse contexto, as lentes com filtro de luz azul surgem como importantes aliadas para quem passa grande parte do dia em frente a dispositivos eletrônicos, proporcionando mais conforto visual durante a rotina.
Para ajudar a equilibrar a necessidade de conexão com a saúde visual, a especialista Camila Kliver, gerente de Produtos Oftálmicos das Óticas Diniz, explica que pequenas mudanças de hábito, aliadas ao uso de tecnologias ópticas adequadas, fazem diferença na prevenção da fadiga ocular.
"Assim como qualquer outro músculo do corpo, os olhos também precisam de períodos de descanso. Mas sabemos que, para muitas pessoas, reduzir o tempo de exposição às telas não é uma opção. Nesses casos, além das pausas e de bons hábitos, as lentes com filtro de luz azul podem contribuir para proporcionar mais conforto visual durante o uso contínuo de computadores, celulares e tablets", explica Camila.
Confira cinco recomendações para reduzir os impactos do uso excessivo de telas:
1. Faça pausas para os olhos: Assim como é indicado o alongamento corporal durante o expediente, os olhos também precisam de momentos de descanso. Uma prática bastante recomendada é fazer pequenas pausas ao longo do dia. A cada 20 minutos de uso contínuo das telas, procure direcionar o olhar para um ponto distante, como uma janela ou o horizonte. Esse simples exercício ajuda a relaxar a musculatura ocular, que permanece tensionada quando focamos apenas em objetos próximos.
2. Considere lentes com filtro de luz azul: Para quem trabalha, estuda ou passa várias horas por dia utilizando computadores, celulares e tablets, as lentes com filtro de luz azul são importantes aliadas para aumentar o conforto visual. Elas ajudam a reduzir a incidência da luz azul emitida pelos dispositivos eletrônicos que chega aos olhos, minimizando o desconforto provocado pelo uso prolongado das telas. Além disso, quando associadas a hábitos saudáveis — como fazer pausas regulares e evitar o uso excessivo de dispositivos eletrônicos antes de dormir —, podem contribuir para uma melhor qualidade do sono.
3. Evite utilizar telas no escuro: Usar celular ou computador em ambientes completamente escuros aumenta o esforço dos olhos. Sempre que possível, mantenha uma iluminação ambiente adequada e ajuste o brilho da tela para um nível confortável. Também vale ativar o modo noturno dos dispositivos durante a noite, reduzindo o contraste e tornando a visualização mais confortável.
4. Lembre-se de piscar: A concentração nas telas reduz naturalmente a frequência das piscadas, favorecendo o ressecamento ocular. Piscar é fundamental para manter a superfície dos olhos lubrificada. Quando necessário, um oftalmologista poderá indicar o uso de lágrimas artificiais para aliviar o desconforto.
5. Escolha a lente mais adequada para sua rotina: Antes de optar por uma lente com filtro de luz azul, é importante considerar a rotina de trabalho e conversar com um consultor óptico ou oftalmologista.
"Profissionais que trabalham com fidelidade de cores, como designers, fotógrafos e ilustradores, podem precisar de orientações específicas na escolha das lentes. Em alguns casos, o ideal é utilizar um modelo para atividades que exigem alta precisão cromática e outro com filtro de luz azul para o uso prolongado de computadores e dispositivos eletrônicos", afirma Camila.
Segundo a especialista, a combinação entre pausas regulares, ergonomia adequada e o uso de lentes com filtro de luz azul ajuda a minimizar o desconforto provocado pela rotina digital e contribui para preservar a saúde visual. "A tecnologia deve facilitar a nossa vida, não comprometer nossa saúde visual. O importante é adotar hábitos preventivos e escolher soluções ópticas adequadas para a realidade de cada pessoa", conclui.

Divulgação / Óticas Diniz
Sobre as Óticas Diniz
Fundada em 1992, em São Luís (MA), as Óticas Diniz são a maior rede brasileira do varejo óptico com capital 100% nacional. Presidida por Ariane Diniz desde 2019, a franqueadora conta com mais de mil lojas físicas em todos os estados do País, além de uma estruturada operação de e-commerce.
A marca oferece um portfólio completo de produtos e soluções ópticas, com tecnologia avançada em lentes e ampla variedade de óculos e lentes de contato, incluindo marcas nacionais e internacionais.
Com 34 anos de atuação, é referência em saúde visual e investe em experiência de compra, além de desenvolver marcas exclusivas: Dii Collection, Hit Eyewear, DNZ e ONO Brasil. A rede também mantém a plataforma Diniz Social e iniciativas de capacitação dos franqueados por meio da Universidade Diniz, sendo reconhecida pela Associação Brasileira de Franchising (ABF) e por diversas premiações do setor.
Contato para imprensa
Agência Máquina - oticasdiniz@agenciamaquina.com
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quinta-feira, 13 de agosto de 2026
Cultura além do concreto e a estratégia que não morre no ar-condicionado
Cultura além do concreto e a estratégia que não morre no ar-condicionado
*por Lúcia Menezes Cotes
Uma armadilha comum para executivos de Recursos Humanos é desenhar uma cultura perfeitamente alinhada aos objetivos do negócio, tecnicamente consistente e compatível com a estrutura da empresa, mas falhar no exercício de levá-la até a base operacional. Quando a cultura permanece restrita aos escritórios corporativos e às reuniões de diretoria, perde força e se transforma em um conceito distante da realidade prática da operação.
Afinal, cultura organizacional não é o que está escrito no estatuto social ou apresentado em campanhas internas. Ela se manifesta nas atitudes, nos hábitos e nas escolhas feitas diariamente pelas pessoas. É especialmente nos momentos de pressão, urgência ou dilema que a cultura se revela de forma mais clara. Porque cultura não se sustenta em discurso — ela se consolida nas decisões tomadas todos os dias, principalmente quando o caminho correto exige mais esforço do que a alternativa mais simples.
Uma cultura organizacional que existe apenas no papel ou em discursos executivos bem ensaiados dificilmente sustenta a complexidade de operações de grande escala e, consequentemente, não gera resultados consistentes no longo prazo. Outro fenômeno recorrente — e particularmente sensível no setor de infraestrutura — é a distância cultural entre os centros administrativos e as frentes operacionais.
De um lado, estão as unidades corporativas compostas por profissionais altamente especializados e habituados à linguagem estratégica do ambiente empresarial. Do outro, estão milhares de colaboradores responsáveis pela execução diária das operações espalhadas pelo país. São profissionais que carregam conhecimento técnico e prático indispensável para o funcionamento do negócio, mas que muitas vezes possuem vivências, repertórios e formas de comunicação bastante diferentes das lideranças corporativas.
Acreditar que uma cultura organizacional terá sucesso apenas por ser bem estruturada no campo teórico é um erro recorrente. A realidade das operações mostra que uma cultura que não é traduzida para a linguagem de quem a executa deixa de ser prática e se transforma apenas em um manual esquecido ou em mensagens que não geram identificação real.
É frequente vermos diretrizes que nascem em salas de reunião carregadas de termos como accountability, compliance, agile e mindset. Para o corpo executivo, esses conceitos são familiares. No entanto, quando a mensagem percorre os diferentes níveis hierárquicos e chega ao colaborador que está na ponta da operação, o significado pode se perder se a comunicação não for adaptada à sua realidade.
O impacto na segurança, na eficiência e nos resultados é direto. Quando o trabalhador não compreende o propósito de uma norma de segurança ou de um processo de qualidade, a adesão dificilmente acontece de forma genuína. Muitas vezes, o comportamento passa a existir apenas enquanto há supervisão. O resultado é uma cultura frágil, que perde força diante do primeiro desafio operacional ou da pressão por prazo.
Por isso, o grande desafio do RH em empresas de infraestrutura, logística e indústria é garantir capilaridade. A cultura precisa ultrapassar os limites dos escritórios corporativos e fazer parte da rotina concreta das operações, dos canteiros e das decisões tomadas diariamente pelas equipes que sustentam o negócio.
Quando a comunicação acontece de forma distante da realidade operacional, cria-se uma barreira invisível de exclusão. O colaborador deixa de se reconhecer naquela mensagem e passa a enxergar a cultura como algo pertencente apenas à liderança. A partir daí, surgem comportamentos paralelos, improvisos e, muitas vezes, uma resistência silenciosa ao que vem da gestão. O impacto dessa desconexão atinge diretamente os resultados, a padronização dos processos e o engajamento das equipes.
Para que a cultura organizacional deixe de ser apenas um conjunto de quadros decorativos, o RH precisa assumir um papel de tradução estratégica. Isso significa conectar a visão da diretoria à realidade prática de cada unidade operacional. Exige transformar conceitos abstratos em comportamentos concretos, observáveis e aplicáveis no dia a dia.
Em um canteiro de obras, por exemplo, integridade significa fazer o certo mesmo diante da pressão por prazo. Inovação pode significar encontrar uma forma mais segura, eficiente e inteligente de executar uma atividade. É nesse nível de compreensão prática que a cultura deixa de ser discurso e passa a gerar comportamento.
Contudo, essa tradução só ganha força por meio da liderança de proximidade. Se os líderes não forem preparados para transmitir os valores da empresa na linguagem cotidiana de suas equipes, a estratégia dificilmente ultrapassará os níveis gerenciais. Da mesma forma, essa conexão exige escuta genuína. Comunicação não é apenas o que o RH comunica, mas aquilo que o colaborador realmente compreende e incorpora na rotina.
Paralelamente, o RH moderno precisa ampliar o uso das plataformas de comunicação para além do óbvio. Murais estáticos já não são suficientes para alcançar quem está na operação. É necessário investir em ferramentas acessíveis, dinâmicas e compatíveis com a realidade de diferentes turnos, funções e níveis de escolaridade. O desafio está menos na quantidade de comunicação e mais na capacidade de tornar a mensagem presente, compreensível e relevante.
Em empresas que caminham rumo aos 100 anos, cultura organizacional não é apenas um atributo institucional — é um ativo estratégico de continuidade. Estruturas mudam, mercados evoluem, tecnologias avançam e lideranças se renovam. O que garante coerência ao longo do tempo é a capacidade de preservar princípios essenciais enquanto a organização continua evoluindo.
Em organizações de infraestrutura, onde a distância entre o planejamento estratégico e a execução operacional pode ser imensa, a cultura é o elo que conecta propósito e prática. Quando os valores da empresa deixam de existir apenas nos discursos institucionais e passam a fazer sentido na realidade das equipes, a cultura ganha legitimidade.
E culturas legítimas não apenas fortalecem resultados. Elas sustentam segurança, confiança, reputação e a capacidade de atravessar gerações. Para empresas que se aproximam de um século de trajetória, esse talvez seja o maior desafio — e também o maior legado.
* Lúcia Menezes Cotes é diretora de Gestão de Pessoas da Passarelli
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Anna Mattos
anna.mattos@rpmacomunicacao.com.br
(11) 9424-7680
Pequenos contra gigantes: no e-commerce, tamanho já não decide quem leva o cliente

Pequenos contra gigantes: no e-commerce, tamanho já não decide quem leva o cliente
Execução operacional, integração sistêmica e capacidade logística reposicionam pequenos e médios sellers na disputa por performance dentro dos marketplaces

Grandes equipes e altos investimentos em mídia já não estão mais definindo quem ganha o cliente no momento da compra no comércio eletrônico. Enquanto os gigantes do setor travam guerras bilionárias por tráfego, muitos vendedores de menor porte têm conquistado cada vez mais território.
Com a consolidação dos marketplaces como principal ambiente transacional do varejo digital, sellers de menor porte passaram a competir em níveis mais equilibrados com grandes operações, especialmente em categorias de alta recorrência e forte pressão logística.
A mudança ocorre em um momento de expansão acelerada do setor. Segundo projeções da Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (ABIACOM), o e-commerce brasileiro deve ultrapassar R$ 258 bilhões em faturamento em 2026, impulsionado pela digitalização do consumo, crescimento do mobile commerce e avanço da automação operacional.
Mas o que eles estão fazendo para mudar esse jogo?
A resposta está em três fatores, segundo Claudio Dias, CEO da Magis5, hub de automação e integração de sellers com marketplaces como Mercado Livre, Amazon, Magalu e Shopee. "Tudo começa na excelência na execução operacional, combinada a uma vantagem de difícil competição: a logística. Sustentando tudo isso, está o acesso cada vez mais amplo a tecnologias de ponta", afirma.

Claudio Dias, CEO da Magis5
O executivo explica que ferramentas de automação e inteligência logística tornaram-se cada vez mais acessíveis e de fácil implementação, permitindo que lojistas menores operem com o mesmo nível técnico dos líderes de mercado.
Outro diferencial que tem colocado sellers de menor porte cara a cara com os grandes está na proximidade com o cliente, combinada à agilidade operacional. Os empreendedores locais enxergam o mercado com mais precisão e agem mais rápido.
Tudo começa com os sistemas de geolocalização, que ajudam a identificar onde está a demanda, mapear regiões com maior volume de compras e reorganizar a operação a partir disso, inclusive na escolha de parceiros logísticos mais eficientes. O resultado é uma redução drástica nos prazos de entrega, algo que estruturas burocráticas de grande porte não conseguem replicar com a mesma velocidade.
Em marketplaces cada vez mais orientados por performance operacional, a eficiência logística se tornou um ativo estratégico. Estudos recentes do setor mostram que consumidores brasileiros priorizam cada vez mais velocidade de entrega, previsibilidade e experiência pós-compra como fatores decisivos na conversão.
Para Dias, é nesse ponto que sellers menores conseguem disputar espaço. "É preciso que tudo esteja sincronizado. Quando existe integração entre ERP, marketplaces e operadores logísticos, tudo funciona como um fluxo único, com menos erro, menos atraso e mais previsibilidade. O pedido entra, é processado e entregue dentro do que foi prometido, de forma automatizada e quase em tempo real. Quando há demora, o custo vem em forma de cancelamento, retrabalho e perda de cliente", diz Dias.
Ao reduzir complexidade com tecnologia e operar com mais controle, sellers menores conseguem responder mais rápido ao consumidor e sustentar uma experiência consistente, sem depender de escala para isso. "Os grandes competem por volume. Os menores conseguem competir por proximidade, especialização e domínio da própria operação", diz o CEO da Magis5.
Com uso de dados geográficos, análise de demanda e inteligência de distribuição, operações menores conseguem reorganizar estoques, ajustar malhas logísticas e selecionar parceiros de entrega com maior agilidade do que estruturas mais burocráticas.
Para Dias, tentar replicar o modelo dos grandes sem ter a estrutura necessária é o caminho mais rápido para se perder. A alternativa é conhecer o próprio público, organizar o processo e executar com consistência. "No e-commerce, tamanho ajuda. Mas execução decide", conclui.
Mais informações: https://magis5.com.br/
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