MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

sábado, 3 de outubro de 2026

COLUNA MALHA FINA - JORNAL A REGI8ÃO - 03/10/2026

 

Bem que ele queria

Zerônimo precisa decidir se quer bajular o cafetão do Partido do Toque ou faturar com apostas. Zerônimo agora diz que apoia a decisão de Ladrão da Silva em proibir as bets depois de ter liberado e cobrado R$ 30 milhões de cada uma. Mas já tentou aprovar na Alba a Loteria da Bahia, Loteba, que funcionaria como uma bet do governo. Tentou cinco vezes.

Fuga das galinhas

Pegou muito mal a fuga das galinhas, ops, dos petistas que não tiveram coragem de enfrentar ACM Neto, João Roma e Coroné Anjo nos debates. Fugiram porque só sabem comer o milho e espalhar fezes pelo galinheiro. Jaques Master não queria falar de propina de banqueiro. Rui Cannabis não queria falar de respiradores de loja de maconha. E Zerônimo nem sabe sobre o que não queria falar.

Uma vez traíra...

O finado Gelado Limões saiu da tumba para, mais uma vez, trair o partido que lhe deu tudo, de cargo a canudinho pra tomar frapê. Se em 2024 ele foi apertar a mão de ACM Neto e apoiar Pancadão da AFI, desta vez ignora todos os candidatos do Partido do Toque para pedir votos para Jaime Laranja Lima, parente de Geddeui! e Lúcifer. O resultado para Pancadão foi tomar uma surra histórica...

Livre, leve e solto

sozinho A fuga de Zerônimo ao debate com Neto, assim como a debandada de Rui Cannabius e Jaques Master, que não tiveram coragem de enfrentar João Roma e Coroné Anjo no debate de senadores, teve o mesmo resultado. Neto ficou com o espaço todo para ele, aproveitando para expor as feridas do PT, da fila assassina da Regulação ao domínio do estado nas mãos dos traficantes.

Humilhando o sem noção

"Jerônimo não tem hoje argumentos para justificar por que prometeu zerar a fila da regulação há quatro anos e não fez," disse, para logo em seguida engatar sua proposta do PIX Saúde. "Por que prometeu combater o crime e não fez? Por que, há quatro anos, prometeu melhorar a qualidade da educação e não fez?” cutucou, para na sequência explicar suas ideias para resolver.

Apoiador de pedófilos

As trapalhadas do PT na Bahia acabaram ficando meio de escanteio com as declarações pedófilas de Ladrão da Silva. Primeiro ele disse que "mulheres aprendem a levar toque desde criança". Lá ele, só se for na casa dos Silva... Depois, Ladrão homenageou no nome de um novo hospital João de Deua, o cara que pegou 100 anos de cadeia por pedofilia e estupro de criança.

Não respeita as filhas

A gente ficou aqui imaginando se Rui Cannabis, que tem duas filhas (por sinal nunca vacinadas contra a Covid) vai falar alguma coisa. Será que o pai de duas meninas concorda com o véio pedófilo? Se um pai não reage a isso, é legítimo suspeitar que ele também adota a prática. Porque pai nenhum aceita "normalizar" dedada em toba de menina. Pelo menos os da direita...

Estrategista da Shopee

Dizem que foi de Rui Cannabis a ideia, besta, de mudar a visita de Ladrão da Silva para dar a Zerônimo uma boa desculpa para correr do debate com Neto como um trombadinha foge da polícia. No fim, a procissão paga do PT acabou perdendo os holofotes justamente para a fuga de Zerônimo e ao que Neto falou durante a sabatina. É por essas que muitos petistas detestam Rui.

A campanha evaporada

Alguns candidatos do sul da Bahia fizeram campanha como um pum de elevador. Alguém sentiu o cheiro, mas não viu nem sabe de onde veio ou para onde foi. É o caso do flanelinha da Alba, Marcone Sem Moral, que ficou tomando conta do gabinete de uma deputada mas não conseguiu ter nenhuma vantagem nisso. Pasou os meses lustrando a mesa sem dar um pio.

Passando reto pelo ponto

Outros apareceram só na última semana, talvez para não ser acusados de candidato falso pela justiça eleitoral. Foi assim que Marão surprendeu os ilheenses baixando na cidade como um exú repentino. A mesma coisa de Isaac Nada, que pagou para aparecer em blogs, imitando Sorvete Magnum Kibom. Dizem que Má Crise e Chatiane também são candidatos. Mas não há indícios...

Reta final desanimada

desanimo Não foi do debate que Zerônimo fugiu. Ao saber que não tinha ninguém na caminhada que ia fazer em Itinga, Lauro de Freitas, o candidato do partido do Toque no Toba simplesmente jogou a toalha e desistiu. A galera que foi "convidada" e ficou o dia todo esperando, foi embora irritada. O blogueiro Lau, apoiador da facção, disse que "desse jeito vai ser 70% a 30% para ACM Neto".

Baixando o nível do poço

Na boca da eleição, o PT ligou o modo desespero. Na nacional, ficou repetindo que "Flávio Bolsonaro é ligado a milícias", uma mentira deslavada sem qualquer indício de qualquer coisa. Na estadual, fizeram um mutirão de notícia falsa nos veículos de esquerda radical e nos pagos para acusar Neto de "chefe de quadrilha" atuando... em Minas Gerais. Esqueceram que Ladrão da Silva entra em favela sem pedir licença à facção. E do dinheiro que Zerônimo colocou no Banco Master.

Prova mesmo, nem cheiro

O curioso nessa ofensiva desesperada contra Neto é que cada veículo diz que o relatório, de forma muito conveniente, é sigiloso mas "conseguimos uma cópia com exclusividade". Mas não mostram a cópia nem explicam como conseguiram um documento sigiloso quem ninguém tem. O texto de todos os veículos é igual quase palavra por palavra, o que indica ter sido feito por alguém de fora que distribuiu para todos. Confia quem quer...

Caranguejos em pânico

Difícil mesmo vai ser a vida de Paulo Pamonha, sub-prefeito de Canavielas que trocou um deputado sonso, Conga Baixalá, que é do PL mas apoia Zerônimo, por um que é esquerda raiz. Se Neto vencer, os caranguejos vão mudar para Ilhéus para não morrer de fome. Só vai sobrar o prefeito Urubú do Mato, Nanal do Anal, Rôni Rôla e Caca de Doguinho.

Assombração de volta

Por falar em Canavielas, acredite, Couves Almeida, o Bolo Doido, quer voltar a ser prefeito da cidade. Pelo jeito Canavielas recebeu alguma maldição desde que Almir Melo morreu. Só pega encosto ruim na prefeitura. Dizem que alguém enterrou uma cabeça de Pamonha na entrada da cidade. Ou vai ver algum morador pisou em caca de doguinho. Precisa de um banho de sal grosso.

Pânico na realeza

A coisa ficou feia para o prefeito de Ilhéus e seu partido. A Justiça Eleitoral condenou toda a chapa, incluindo os vereadores, por fraude na cota de mulheres. Por causa disso, Vald ficou inelegível por 8 anos e anulou os votos dos vereadores. A culpa ficou com Euflozina Boaventura, Dona Flor, que seria candidata fantasma, sem fazer campanha nem pedir votos. Vald diz que vai recorrer...

A pergunta elementar

fome Na reta final da campanha, o PT usou o horário eleitoral para falar que a Bahia "nunca recebeu tanto investimento" (o que, aliás, é mentira). Mas a pergunta é outra: com todo esse investimento alegado, sua vida está melhor? A educação da Bahia deixou de ser a pior do país? A quantidade de analfabetos deixou de ser a maior do país? A quantidade de assassinatos deixou de ser a maior do país?

Caminhadas minimalistas

Na reta final, cada candidato fez caminhada em locais que podia lotar. Ai Dela Dinheiro encheu a Travessa Bandeirante, em Ilhéus. A multidão de Isaac Nada coube no beco dos ambulantes, ali num pedacinho da Travessa Etelvina Miranda. Pancadão quase lotou o beco do Café Pomar, mas faltou um pouco. E Chatiane fez a caminhada onde cabia... na esteira da academia.

Pressentimento...

Na reta final da eleição, vários prefeitos da "base de Zero" foram flagrados mandando seu pessoal fazer campanha para Neto. Deputados "garantidos com Zerônimo" soltaram santinhos sem o governador e alguns até sem o presidente. Na oposição, vários deixarm o campo de presidente em branco, sabendo que podem atrair uns 25% de eleitores de Ladrão que não aceitam Zero.

Lembrando da escavadeira

ACM Neto está retado da vida com o pessoal da campanha de Zerônimo. Ele acusa o petista de soltar mentiras, no programa eleitoral e nas ruas. Chamou de selvageria o que seu avõ ACM apontava como desespero de perdedor. Neto lembrou que Zerônimo, um tempo atrás, disse que ia jogar os adversários numa vala e passar uma retroescavadeira em cima. A gente nem sabia que Zero sabe manejar máquinas. Pensava que só sabia fazer dancinha.

Cheiro de cueca melada

Por sinal, essa ofensiva com mentiras e baixaria fez o nível da campanha na Bahia descer da cidade alta pro Mercado Modelo. Quando o político parte para um ataque assim, é porque viu pesquisas internas e descobriu que nem a mãe acredita nele. O cheiro de derrota vai crescendo, as patadas aumentando e, no dia da eleição, a fila fica com cheiro de cueca melada.

Quem chora, mama

O deputado Marcelo Nylon está sempre cobrando mais importância do que os outros querem dar a ele. Era assim quando fazia parte da facção em torno do PT e continua assim, agora na oposição. Mas Nylon aprendeu a chorar fazendo críticas ao presidente do próprio partido, como aquele bebê que chora sem parar, de forma estridente, até que a mãe dê uma mamadeira. A de Nylon foi mais espaço na reta final do programa eleitoral. Tava quentinho.

Primeiro a se acovardar

Pense num precedente, tem na Bahia. Foi o único estado sem debate para governador. Único. Não por culpa de Mansur, que sofreu um acidente, mas porque Zerônimo se borrou todo de medo de ser humilhado como no primeiro debate e fugiu. Fugiu como um cão sarnento expulso da porta do açougue. Neto ficou sozinho e o que devia ser um debate virou entrevista só pra ele. O medo tem que ser grande para dispensar o último holofote da campanha.

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Ifba Itabuna terá uma sede provisória

 

JORNAL A REGIÃO

O prefeito Augusto Castro autorizou a locação de um imóvel da Faculdade Anhanguera para abrigar provisoriamente o campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia em Itabuna. O prédio fica na Avenida José Soares Pinheiro, número 1.600, e será alugado por 24 meses.

O contrato está estimado em um milhão e 272 mil reais durante os dois anos. A cessão da sede temporária é uma das contrapartidas assumidas pelo município, além da doação do terreno destinado à unidade definitiva.

A área do campus permanente tem pouco mais de 50 mil metros quadrados e fica entre as BR-101 e BR-415, no bairro Nova Itabuna. A obra integra o Novo PAC e tem investimento anunciado de 25 milhões de reais.

O IFBA planeja oferecer, em 2027, os cursos técnicos de Eletrônica e Desenvolvimento de Sistemas, integrados ao ensino médio em tempo integral. O início das aulas depende da conclusão da locação, da preparação do imóvel e da formação da equipe do campus. Ele deve fazer concurso ainda neste ano.

Salvador inaugura novo centro cultural

 

JORNAL A REGIÃO

A Prefeitura de Salvador inaugura nesta sexta-feira, o Centro Cultural Novo Mané Dendê, mais uma entrega da maior obra da história do Subúrbio Ferroviário. Além da estrutura física, o novo espaço nasce com a vocação de ser um ponto de encontro entre a cultura e a comunidade na região.

Essa conexão se reflete, inclusive, na escolha dos artistas que sobem ao palco na inauguração, todos com ligação com o Subúrbio, incluindo o cantor Léo Santana.

“O Novo Mané Dendê representa uma mudança profunda na realidade do Subúrbio de Salvador. Estamos falando de uma intervenção que levou moradia, saneamento, mobilidade, equipamentos públicos e novos espaços de convivência para milhares de pessoas, transformando áreas que durante décadas conviveram com a falta de infraestrutura".

"O Centro Cultural chega para ampliar ainda mais esse impacto, criando um espaço de encontro, cultura e oportunidades para a população do Subúrbio. É uma obra que deixa um legado para as próximas gerações.”, afirma o secretário de Infraestrutura, Julio Santos.

Além da apresentação do Gigante, cria do Subúrbio Ferroviário, o show de inauguração do Centro Cultural Novo Mané Dendê reunirá 60 artistas das periferias. O espetáculo terá teatro, dança, música e audiovisual, fortalecendo as cenas artísticas das comunidades do Subúrbio e de outras regiões da cidade.

A produção do espetáculo tem criação e direção geral de George Vladimir, texto de Claudio Simões, direção de movimento de Elivan Nascimento e direção musical de Tiago Pulgas, que também responde pela banda base formada por músicos ligados ao pagode baiano.

Entre os artistas que vão participar da inauguração, estão os cantores Mário Show, Elaine Brasil, Raí Ferreira, Sérgio Login, Odilon, Laisa Sartre, Andrezza, Alba Carvalho, Tiago, Junior (Quabales) e Imperatriz do Forró, além dos atores Paulo Reis, Yan Almeida, Raissa, Carol Gaspar, Cícero Locija e Bebele Cruz. Integram a apresentação os corpos de baile Balé Gospel e Uzarte.

Sampa terá 741 blocos no Carnaval 27

 

JORNAL A REGIÃO

Faltando mais de quatro meses para o início do Carnaval 2027, a Prefeitura de São Paulo antecipou o planejamento da festa e já encerrou o cadastramento dos blocos interessados em desfilar nas ruas da cidade.

No total, 741 blocos estão inscritos, superando os 630 da última edição. Em fevereiro deste ano, 17,3 milhões de pessoas brincaram o carnaval em São Paulo, considerando o Carnaval de Rua e os desfiles das escolas no Sambódromo do Anhembi.

Segundo o secretário municipal de Cultura e Economia Criativa, Totó Parente, o compromisso da Prefeitura “é garantir um Carnaval muito organizado, muito limpo, muito seguro. Por isso nós antecipamos as ações deste ano”.

O cadastramento para 2027 foi realizado em duas etapas e já está encerrado. A primeira etapa, de 1º a 15 de setembro, foi destinada aos blocos que participaram do Carnaval de 2026. A segunda e conclusiva, de 16 a 30 de setembro, recebeu inscrições de novos grupos, alterações de trajetos e outras solicitações.

Neste ano, as inscrições foram realizadas em uma nova plataforma da SPTuris, com questionário intuitivo e recursos para os blocos apresentarem suas propostas e os planos de segurança que serão analisados.

“A grande novidade é essa antecipação”, destaca o presidente da SPTuris, Coronel Salles. Segundo ele, a medida permitiu que os blocos se organizassem melhor e foi acompanhada de um amplo trabalho de divulgação da Prefeitura, com o envolvimento da SPTuris e das subprefeituras.

Com o encerramento do cadastramento, a Prefeitura começa agora a etapa de análise e validação dos pedidos. Eventuais conflitos entre solicitações de desfiles para o mesmo local e horário serão tratados individualmente com os blocos para ajustar os trajetos. A previsão é que a relação dos blocos, com datas, horários e trajetos, seja publicada no Diário Oficial até a segunda quinzena de novembro.

Neste ano, as inscrições foram realizadas em uma nova plataforma da SPTuris, com questionário intuitivo e recursos para os blocos apresentarem suas propostas e os planos de segurança que serão analisados.

Segundo o presidente da SPTuris, Coronel Salles, a antecipação permitiu que os grupos se organizassem melhor e foi acompanhada de um trabalho de divulgação da Prefeitura, por meio da empresa e das subprefeituras.

A organização do Carnaval de Rua 2027 começou em julho deste ano, quando a Prefeitura abriu consulta pública para receber contribuições sobre critérios, parâmetros e formatos para apoio e seleção de blocos. A proposta prevê a seleção de 100 blocos, com apoio de R$ 25 mil para cada um.

A Prefeitura também já definiu todas as regras para os blocos de maior porte. Grupos que reúnam mais de 15 mil pessoas deverão apresentar o Plano de Operação e Segurança à SPTuris até 4 de janeiro de 2027, além da documentação exigida pelos órgãos responsáveis pela saúde e pelo trânsito.

As determinações também estabelecem medidas relacionadas à infraestrutura e à limpeza, com previsão de apoio com banheiros e serviços de limpeza pública, além do incentivo a ações de coleta seletiva, participação de catadores e reciclagem durante os desfiles.

Neto critica o desespero e as baixarias

 

JORNAL A REGIÃO

O candidato a governador ACM Neto está fazendo o encerramento de sua campanha por várias cidades do interior, sendo que as últimas serão Feira de Santana, Vitória da Conquista e Ilhéus, todas no sábado. Nesta sexta, antes da carreata de Salvador, o grupo passou por Jequié, onde o vice foi prefeito.

Ao lado de Zé Cocá, João Roma e Angelo Coronel, Neto falou para uma multidão de mais de 60 mil pessoas nesta quinta-feira. “Os baianos vão mostrar nas urnas que são livres”, disse em seu discurso.

“A gente sabe que no domingo os baianos vão fazer história, no domingo os baianos vão mostrar que são livres. Há quatro anos, Jerônimo disse que ser o mesmo partido do presidente resolveria todos os problemas da Bahia. Resolveu?”, questionou.

“Gente, ele construiu o novo aeroporto de Jequié e da região? Até hoje não tem aeroporto. Prometeu, prometeu, prometeu. Quem vai fazer e vai inaugurar a obra sou eu e Zé Cocá”, garantiu. Neto também criticou a onda de ataques desesperados de Jerônimo, com fake news e baixarias.

“A resposta que a gente dá ao desespero é 44. Então, é o seguinte, a chantagem do lado de lá a gente vai responder com 44. As mentiras do lado de lá a gente vai responder com 44. A perseguição do lado de lá a gente vai responder com 44. E para libertar e mudar a Bahia no domingo é 44”, concluiu.

Entidades criticam interferência indevida

 

JORNAL A REGIÃO

Três importantes entidades associativas que representam veículos de comunicação divulgaram nora conjunta, na noite desta quinta-feira (1º), manifestando “profunda indignação” com a intervenção de ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF) para “melar” o tradicional debate da TV Globo, último antes da eleição de primeiro turno, que permitiria o confronto de ideias dos candidatos a Presidente da República.

Na nota, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) se solidarizaram com a emissora e protestaram contra a iniciativa de magistrados de notórias ligações ao Palácio do Planalto para intervir “nas regras previamente definidas que levou ao cancelamento do último debate presidencial do primeiro turno.”

“As entidades entendem que a interferência não se trata apenas de uma imposição de obrigações, sem previsões em lei, contra uma emissora privada”, adverte a nota. “É, sobretudo, uma agressão à liberdade de imprensa ao forçar a condução do debate em desrespeito a regras acordadas há meses entre a emissora e os partidos.””

A Aberte, Aner e ANJ lamentaram que “os excessos judiciais atropelaram o direito de os cidadãos terem acesso às propostas dos candidatos que, conforme prevê a lei eleitoral, já tinham sido convidados e se dispuseram a participar do debate.” com Diário do Poder

11:33  |  

Ilhéus retoma obra do Canal do Malhado

 

JORNAL A REGIÃO

A Prefeitura de Ilhéus retomou a obra de fechamento do Canal do Malhado. O início dos serviços foi acompanhado pelo prefeito Valderico Reis Jr, durante ato que marcou a entrada das máquinas no local.

A intervenção contempla o fechamento do canal, implantação de ciclovia, pavimentação asfáltica, drenagem e urbanização do trecho. O projeto também prevê pergolado, bancos, academia ao ar livre, quiosque e iluminação em LED, criando novos espaços de circulação, convivência e lazer.

Para a conclusão da obra e a repactuação do convênio, a Prefeitura prevê aplicar R$ 2,7 milhões em recursos próprios, além da contrapartida do convênio com a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder).

Com a retomada, a Prefeitura dá sequência à execução dos serviços previstos no projeto, que inclui melhorias na mobilidade, drenagem e infraestrutura urbana da região do Malhado. A conclusão da obra dará novas condições de utilização do espaço, com estrutura voltada também à convivência e ao lazer.

11:34  |  

Criança diabética terá Libre 2 em Itabuna

 

JORNAL A REGIÃO

A Secretaria de Saúde de Itabuna introduziu na rede de atendimento das crianças com diabetes tipo 1 uma nova opção de medida. O município é o primeiro da Bahia a disponibilizar, grátis, o Libre 2 Plus, um sensor de monitoramento contínuo de glicose para crianças diabéticas de 2 a 12 anos.

No dia 14, às 14 horas, a SESAU inicia o Protocolo para implantação dos sensores Libre com o público já identificado e seus familiares. "Mas, pensando em contemplar todas as crianças de 2 a 12 anos com diabetes tipo 1, a Secretaria Municipal de Saúde está realizando busca ativa," afirma a prefeitura.

Pais de crianças que se enquadrem neste perfil devem procurar o Centro de Referência em Diabetes e Hipertensão, no Hiperdia, ao lado da USF Isolina Guimarães, no Zildolândia, ou a Farmácia Municipal de Itabuna, na Rua Ruffo Galvão, 166, Centro, para receber orientações e encaminhar o pedido.

A secretária Lívia Mendes lembra do avanço. "Estamos falando de uma iniciativa que coloca a vida e o bem-estar das nossas crianças no centro das decisões. Itabuna está inovando ao oferecer tecnologia que representa mais conforto para a criança, mais tranquilidade para os pais e mais qualidade de vida".

“Mesmo sem um financiamento específico do SUS para essa finalidade, a Prefeitura de Itabuna está fazendo um esforço importante para garantir esse cuidado. Essa é uma demonstração de que quando existe compromisso com as pessoas é possível avançar e transformar a saúde pública”, defende.

O coordenador da Divisão de Assistência Farmacêutica da Secretaria Municipal de Saúde, Wanderlei Machado Júnior, informa que atualmente as crianças que utilizam insulina precisam realizar diversas medições da glicemia ao longo do dia, muitas vezes de seis a oito vezes, por meio da punção digital.

“Com esse novo sistema, um pequeno sensor é aplicado na parte posterior do braço e realiza a medição da glicose de forma contínua”, explica. O acompanhamento é via celular ou computador.

Coleta de lixo de Ilhéus seRAa ampliada

 

JORNAL A REGIÃO

A Prefeitura de Ilhéus pretende ampliar de oito para 14 o número de caminhões utilizados na coleta de lixo. A mudança foi anunciada pelo secretário responsável pelo serviço, Carlos Machado, que também informou a intenção de ampliar a limpeza das praias.

O contrato atual termina em 22 de dezembro. Ele foi feito ainda no governo de Mário Alexandre e já sofreu cinco prorrogações. A ampliação anunciada está vinculada à nova contratação do serviço de limpeza urbana.

O custo da proposta, a planilha de preços e as metas de atendimento ainda precisam ser detalhados. Também falta esclarecer como os caminhões adicionais serão distribuídos e quais áreas receberão reforço na coleta.

A previsão de ampliar a limpeza das praias igualmente depende de informações sobre equipes, frequência e cobertura. Esses dados permitirão acompanhar se a nova contratação vai melhorar o atendimento à população.

Gasolina, diesel e gás aumentam na Bahia

 

JORNAL A REGIÃO

A Acelen aumentou, na quinta-feira, os preços da gasolina e do gás de cozinha vendidos às distribuidoras na Bahia. Os reajustes foram aplicados na Refinaria de Mataripe, que tem o monopólio do setor no estado.

O gás de cozinha subiu cerca de 9% na refinaria. A tonelada passou de R$ 3.643 para R$ 3.971. Segundo o sindicato dos revendedores, o botijão pode ficar entre R$ 7 e R$ 8 mais caro para o consumidor. Em Salvador, o preço pode chegar a R$ 170.

A gasolina vendida às distribuidoras passou de R$ 3,73 para R$ 4,06 por litro. O aumento já chegou a alguns postos de Salvador, onde o litro, antes vendido por R$ 5,99, passou a custar R$ 6,53. Os preços nas bombas podem variar entre os estabelecimentos.

No sul da Bahia, o litro da gasolina passa de R$ 7. O diesel também ficou mais caro: 3,3% no tipo S10 e 4,2% no S500. A Acelen afirma que define os preços com base no custo internacional do petróleo, na cotação do dólar e no frete.

Itabuna abre licitação da Av. Sudoeste

 

jornal a região

A Prefeitura de Itabuna publicou hoje uma licitação para a implantação do eixo viário sudoeste e a requalificação da Avenida Princesa Isabel. O valor estimado da contratação é de 25 milhões e 209 mil reais.

A concorrência inclui a elaboração do projeto executivo e a execução das obras. O recebimento das propostas começa nesta sexta-feira, e a disputa está marcada para primeiro de dezembro, às 9h.

O traçado anunciado para o eixo viário tem cerca de quatro quilômetros e meio, ligando o bairro São Caetano à BR-101 Sul. O percurso definitivo ainda precisa ser confirmado nos anexos do edital, assim como o prazo de execução.

O aviso também menciona o empréstimo de 37 milhões e 500 mil dólares destinado ao programa Itabuna 2030. Esse financiamento abrange o conjunto de intervenções do programa. A estimativa específica desta licitação é de 25 milhões e 209 mil reais.

O Edital completo está disponível, no endereço eletrônico no Sistema de Compras do Governo Federal (www.gov.br/compras), sob o número 90013/2026, e na aba Licitação do site oficial da Prefeitura (https://licitacao.prefeituradeitabuna.com.br/register/filter). O processamento de todas as etapas da concorrência será realizado no endereço eletrônico www.gov.br/compras.

sábado, 26 de setembro de 2026

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delaware e Marvin fecham parceria estratégica para conectar agronegócio aos mercados globais

 



Aliança integra gestão operacional, inteligência da cadeia de suprimentos e dados geoespaciais aos requisitos de exportação e às exigências regulatórias internacionais

Com o objetivo de agregar parceiros que entreguem soluções alinhadas às reais necessidades do mercado, a delaware, consultoria internacional de tecnologia focada em arquitetura de sistemas e transformação digital, e a Marvin, especialista em inteligência preditiva para cadeias de suprimentos globais, anunciam uma aliança com foco em atender o agronegócio. A união visa entregar uma arquitetura integrada de gestão, inteligência, rastreabilidade e compliance conectando a operação interna das companhias às exigências regulatórias, logísticas e comerciais do mercado global.  

A parceria surgiu a partir de um desafio recorrente identificado em grandes empresas dos setores de base territorial e logística: organizações com operações internas estruturadas, da produção ao processamento e à gestão corporativa, mas que enfrentam desafios crescentes além de seus próprios limites operacionais, como rastreabilidade da cadeia de suprimentos, conformidade em múltiplos níveis de fornecedores, requisitos regulatórios, logística de exportação e comércio internacional.  

A delaware já possui sólida experiência no agronegócio, atuando na digitalização do core das companhias por meio de tecnologias SAP e produtos próprios para o setor. Essa atuação contempla a jornada “dentro da porteira”, conectando processos como gestão financeira, produção, estoques, originação e contratos. A Marvin amplia essa arquitetura para o “fora da porteira”, conectando os dados da operação à cadeia de suprimentos, à inteligência geoespacial, aos requisitos regulatórios, à logística internacional e ao acesso aos mercados globais.  

Nesse sentido, a cooperação prevê que os sistemas de gestão, controle e originação implementados pela delaware, baseados no ERP SAP e em ofertas próprias, como Agricore, Yard e gestão de contratos, passem a atuar como a fonte única da verdade dos dados operacionais do cliente.  

A partir desses dados, a Marvin utiliza agentes de Inteligência Artificial e inteligência geoespacial para cruzar informações operacionais, dados de fornecedores e informações da cadeia de suprimentos com regulamentações internacionais e dados territoriais. Com isso, a plataforma apoia a validação da elegibilidade de fornecedores em diferentes níveis da cadeia, a verificação de requisitos socioambientais e a geração das evidências necessárias para exportação e auditorias.  

O acordo está estruturado em três pilares. O primeiro é construir um fluxo completo do campo ao porto, conectando informações de produção, gestão e logística. O segundo busca fortalecer a presença dos clientes em mercados internacionais cada vez mais exigentes em sustentabilidade e origem comprovada, a exemplo da EUDR, regulamentação da União Europeia voltada à prevenção da entrada de produtos associados ao desmatamento no mercado europeu. Por fim, a iniciativa busca utilizar IA para automatizar processos de compliance e comércio exterior, reduzindo atividades manuais, complexidade e riscos operacionais.  

Para os clientes, a integração busca gerar impactos que vão além da eficiência operacional. A automação de verificações e documentos pode reduzir gargalos que resultam em atrasos, rejeição de cargas ou custos adicionais, enquanto a rastreabilidade de ponta a ponta transforma dados operacionais em evidências verificáveis de origem e conformidade. Com processos mais ágeis e informações consolidadas, a solução também pode contribuir para acelerar operações comerciais e ampliar o acesso a mercados internacionais.  

Segundo Javier Rivas, Head de Portfólio da delaware, a parceria reforça a atuação da consultoria no segmento. “Para nós, agregar mais um parceiro ao nosso ecossistema consolida nossa presença em um mercado onde temos feito fortes investimentos, conquistado diversos clientes e estruturado importantes casos de sucesso. A aliança materializa nossa abordagem de entrega ponta a ponta, aliando a especialidade de ambas as empresas para atender o negócio dos clientes”.  

Compartilhando o mesmo sentimento está Eliel Schimidt, Diretor da Marvin. “A parceria com a delaware conecta a gestão da operação à inteligência sobre toda a cadeia de suprimentos. Ao integrar dados operacionais, geoespaciais e regulatórios, podemos ajudar as empresas a ganhar visibilidade, reduzir riscos e tomar decisões mais inteligentes para acessar mercados globais”.  

A oferta conjunta é direcionada a cinco verticais prioritárias: Grãos (soja e milho), Biocombustíveis, Papel & Celulose, Açúcar & Etanol e Café. Entre os desafios endereçados estão o gerenciamento de fornecedores indiretos, a baixa visibilidade sobre diferentes níveis da cadeia, o onboarding simplificado de parceiros, desde a ponta produtiva até o desembaraço da carga no exterior e à exportação.  

A estratégia de mercado já está em andamento em contas selecionadas da base de ambas as companhias. A meta é escalar a operação à partir de 2026, convertendo projetos e oportunidades em andamento em implementações comerciais de longo prazo e ampliando a oferta conforme cresce a demanda por inteligência da cadeia de suprimentos, rastreabilidade, compliance e automação baseada em Inteligência Artificial”.  

 

Sobre a delaware:  

A delaware conta com mais de 20 anos de experiência em consultorias, implementações, sustentações e inovações tecnológicas em diversos setores. Com presença em mais de 20 países e origem na Bélgica, a empresa conta com mais de 5 mil profissionais que atuam na orientação dos clientes, através da transformação de seus negócios, oferecendo soluções end-to-end focadas em criar valor e inovar, incluindo desenvolvimento, inovação e implementação de tecnologias avançadas. Para mais informações, siga a delaware Brasil nas redes sociais: LinkedIn, Instagram e Facebook.  

 

Sobre a Marvin:  

A Marvin é uma empresa de tecnologia que combina Inteligência Artificial e dados geoespaciais para transformar informações de operações, fornecedores e territórios em inteligência para cadeias de suprimentos globais. Sua plataforma amplia a visibilidade da cadeia, automatiza processos de rastreabilidade e compliance, gera evidências verificáveis de origem e conformidade e apoia a otimização logística, ajudando empresas a reduzir riscos, proteger margens e acelerar o acesso a mercados internacionais. 



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Cinthia Guimarães


Tel: +55 (11) 95457-3500
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Regulamentação da Reforma Tributária extingue imposto oculto e detalha carga real ao consumidor no cupom fiscal

 



Vitru Educação


Regulamentação da Reforma Tributária extingue imposto oculto e detalha carga real ao consumidor no cupom fiscal



Com a implementação do IVA Dual (IBS e CBS), o modelo de tributação "por dentro" chega ao fim. Especialista da UniCesumar explica que mudança encerra o efeito cascata e permitirá que o cidadão saiba exatamente, em reais, quanto paga de tributo na compra de produtos e serviços

 

No Brasil, o consumidor adquire produtos sem saber exatamente qual fatia do preço é destinada ao pagamento de tributos. Essa prática, que gera uma "tributação invisível", ocorre porque impostos como ICMS, PIS e COFINS são calculados "por dentro" (embutidos no próprio preço), enquanto outros, como o IPI e ISS, somam-se ao custo final, acumulando-se ao longo da cadeia de produção e distribuição.

 

"Atualmente, o consumidor final encontra-se em posição de vulnerabilidade, sendo compelido a suportar cobranças pouco transparentes, sem acesso a um direito fundamental de conhecer de forma clara, precisa e objetiva qual parcela do valor total pago é destinada ao governo", explica Carla Rosário, professora da pós-graduação em Contabilidade, Finanças e Tributos da UniCesumar.

 

Na prática, ao comprar um pacote de arroz de 5 kg por R$ 25,00, a estrutura tributária atual embute, em média, R$ 4,30 em impostos (uma fatia de 17,2%). O restante, R$ 20,70, é utilizado para cobrir o custo real do alimento, as despesas operacionais e a margem de lucro da empresa.

 

Como funciona o IVA Dual e a eliminação do "efeito cascata"

A Reforma Tributária altera a lógica de cobrança por meio do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) Dual. Para simplificar o sistema, os impostos atuais sobre o consumo serão unificados em dois novos tributos: a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), de competência federal, que entra no lugar do PIS e da Cofins; e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), compartilhado entre estados e municípios, que substitui o ICMS e o ISS. Adicionalmente, o IPI terá suas alíquotas amplamente zeradas, abrindo espaço para o novo Imposto Seletivo.

A principal mudança técnica que afeta o bolso do consumidor é o fim da cumulatividade, o chamado "efeito cascata" (a cobrança de imposto sobre imposto). "A eliminação desse efeito decorre do fato de o IVA Dual adotar a não cumulatividade plena, segundo a qual o tributo incide apenas sobre o valor efetivamente agregado por cada empresa ao produto ou serviço", detalha a professora.

 

A especialista alerta, contudo, que a unificação não significa necessariamente pagar menos impostos. "A diferença está em separar o valor total pago da forma como ele é cobrado. O novo modelo unificado não reduz o total arrecadado, mas elimina a burocracia oculta que encarece os produtos de forma invisível e que impacta o consumidor final", esclarece.

 

O que muda visualmente no cupom fiscal

A transparência chegará às notas fiscais de forma gradual, acompanhando um calendário de transição definido pela Receita Federal e pelo Comitê Gestor do IBS. Documentos como a Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e) passarão a discriminar detalhadamente, em valores monetários (reais), o montante exato correspondente à CBS e ao IBS calculados na operação.

 

“O cronograma varia conforme o regime tributário da empresa. Em 3 de agosto de 2026, iniciou-se a exigência de preenchimento dos campos de IBS e CBS para as empresas enquadradas no regime normal (Lucro Real e Lucro Presumido). Para os empreendimentos optantes pelo Simples Nacional, a adaptação e a obrigatoriedade de emissão passam a valer a partir de 1º de janeiro de 2027”, complementa Rosário.

 

Cidadania fiscal e a exigência de fiscalização

Ao ver o valor exato de impostos impresso no cupom fiscal, a relação do brasileiro com o consumo e com a gestão pública tende a mudar, consolidando a chamada cidadania fiscal, conforme estabelecido pela Emenda Constitucional nº 132/2023. "Quando o valor exato em reais e a alíquota correspondente são destacados na nota, os tributos deixam de ser um custo invisível. Esse conhecimento permite ao contribuinte compreender o impacto dos tributos em seu cotidiano, estimulando o exercício do controle social, a busca por contrapartidas mais consistentes do Estado e a cobrança por maior responsabilidade da classe política", afirma a docente da UniCesumar.

 

Para garantir que essa transparência não sofra distorções na prática, a professora reforça que o novo ecossistema requer auditoria rigorosa e valorização técnica. "As leis complementares precisam estabelecer garantias rígidas. Sem uma máquina pública devidamente estruturada, com o aumento de auditores fiscais e o reconhecimento dos profissionais da Contabilidade, a transparência fiscal corre o risco de se reduzir a uma ficção com prejuízo direto ao cidadão", conclui.

 

Sobre a UniCesumar

Com mais de 35 anos no mercado educacional e desde 2022 como uma das marcas integradas ao grupo Vitru Educação, a UniCesumar conta com uma comunidade de cerca de 500 mil alunos. Atualmente, possui uma robusta estrutura de Educação a Distância (EAD), com mais de 1,3 mil polos espalhados por todas as regiões do país, além de três unidades internacionais, localizadas em Dubai (Emirados Árabes) e Genebra (Suíça). No ensino presencial, destaca-se o curso de Medicina, oferecido nos campi de Maringá (PR) e Corumbá (MS), juntamente a outros três campi, localizados em Curitiba, Londrina e Ponta Grossa (PR). Como um dos dez maiores grupos educacionais privados do Brasil, a UniCesumar oferece portfólio diversificado, com 350 cursos, abrangendo graduação, pós-graduação, técnicos, profissionalizantes, mestrado e doutorado. Sua missão é promover o acesso à educação de qualidade e contribuir para o desenvolvimento pessoal e profissional de seus alunos, preparando-os para os desafios do mercado de trabalho.

 

Contatos para imprensa:

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E-mail: vitru@webershandwick.com

 

Priscilla Poubel – priscilla.poubel@omc.com | Telefone: (21) 9 8351-0185

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Liderança ambidestra: como garantir a longevidade corporativa?

 


Por Thiago Gaudencio

Como uma empresa pode continuar excelente no presente, sem se tornar irrelevante no futuro? Essa, talvez, seja uma das perguntas mais difíceis para os líderes de hoje. Afinal, inovar exige espaço para experimentar, enquanto operar um negócio exige disciplina, foco e previsibilidade. Conciliar essas visões é o que torna a ambidestria uma competência cada vez mais estratégica para a sobrevivência e a longevidade das organizações - algo que não pode ficar de fora das competências necessárias para todos que assumirão essa responsabilidade. 

Em teoria, a ambidestria pode ser entendida como a capacidade de o líder olhar para o presente e o futuro, sem deixar de vislumbrar o passado. A curto prazo, significa garantir a execução, acompanhar resultados e assegurar que a empresa avance em direção aos objetivos estabelecidos — sejam eles mensais, semestrais ou anuais. Isso, ao mesmo tempo em que dê atenção ao futuro, identificando novas oportunidades, antecipando mudanças e criando condições para que a organização se adapte e se reinvente diante de novos ciclos de mercado. 

Por que isso importa? Pois, cada vez mais, notamos dificuldades crescentes de as organizações permanecerem relevantes diante de um cenário marcado por mudanças tecnológicas, novos modelos de negócio e transformações no comportamento dos consumidores. Um levantamento da Innosight comprova isso: segundo seus dados, o tempo médio de permanência de uma companhia no S&P 500, que chegou a cerca de 30 anos nas décadas de 1970 e 1980, caiu para menos de 20 anos nas projeções mais recentes. Em março deste ano, outra análise do Apollo estimou essa permanência média em apenas 15 anos. 

A própria pandemia, inclusive, reforçou essa percepção de forma particularmente clara. Ela ensinou ao mercado que o próximo grande desafio de uma empresa não necessariamente terá a mesma natureza do anterior — e, portanto, repetir uma receita que funcionou no passado, não é garantia de sucesso no futuro. Organizações que permaneceram excessivamente presas a modelos, processos e certezas já conhecidas tiveram mais dificuldade para responder às mudanças abruptas daquele período.  

Em contrapartida, aquelas que demonstraram maior abertura para rever estratégias, testar novas alternativas e se adaptar rapidamente, conseguiram atravessar melhor a turbulência e, em alguns casos, encontrar novas oportunidades de crescimento. A lição que permanece é simples, mas estratégica: não basta fazer bem aquilo que trouxe a empresa até aqui; é preciso estar preparado para mudar antes que o próximo ciclo obrigue a fazê-lo, sem que a empresa esteja preparada. 

Isso porque olhar para o futuro não significa, apenas, projetar como melhorar aquilo que a empresa já faz hoje, mas também questionar se existe algo completamente diferente que poderia ser feito. É o exercício de sair da lógica incremental e, em alguns momentos, começar do zero: identificar necessidades ainda não atendidas, enxergar pontos cegos do mercado e imaginar novas formas de gerar valor.  

É como se pensássemos, por exemplo, em um time de futebol: uma equipe pode ter um esquema tático que funciona, mas será que precisa, necessariamente, jogar da mesma maneira em todas as partidas? Rearranjar as peças, mudar a estratégia, experimentar uma nova formação ou surpreender o adversário pode ser justamente o que fará diferença. Nas empresas, a lógica é semelhante: a eficiência mantém o jogo em andamento, enquanto a inovação pode mudar o resultado. 

O varejo é outro bom exemplo, um setor que convive com gigantes digitais que construíram modelos altamente escaláveis, empresas físicas que encontraram formas de permanecer relevantes, e organizações que tentam combinar os dois mundos. Não existe uma única receita para o sucesso — e é justamente aí que a ambidestria se torna importante, fazendo com que o líder precise olhar para aquilo que o mercado já faz, mas também os pontos cegos que podem esconder oportunidades importantes para quem estiver disposto a sair da caixa e questionar padrões estabelecidos.  

Dividir e equilibrar essa agenda não é algo simples, mas que pode ser favorecido, sobretudo, com a construção de um bom time. Um líder ambidestro não precisa estar em todas as decisões operacionais, mas precisa de uma equipe engajada, preparada e alinhada à mesma visão de futuro. Quando compartilham essa direção e possuem autonomia para executar, o líder deixa de ser o único responsável por fazer a operação acontecer, e ganha espaço para se dedicar a responsabilidades como antecipar movimentos, questionar certezas e identificar novas oportunidades. 

No fim, a ambidestria profissional é sobre equilibrar presente e futuro, sem perder de vista os aprendizados do passado, conciliando resultados imediatos com decisões cujo retorno pode estar muito distante. Mas, são nos momentos de maior incerteza que surgem as oportunidades de fazer diferente, não esperando para mudar quando a crise chega, mas construindo, antes dela, uma organização capaz de enxergar a mudança como uma oportunidade. 

Thiago Gaudencio é headhunter e sócio da Wide Executive Search, boutique de recrutamento executivo focado em posições de alta e média gestão.       

        

Sobre a Wide:       

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Com mais de 30 anos somados de recrutamento especializado e mais de 20 mil entrevistas realizadas, o propósito da Wide, empresa de recrutamento e seleção de alta gerência, é construir legados, seja o das empresas contratantes, o dos candidatos e o seu próprio.



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Prolata apresenta relatório regional focado no Paraná com avanços em logística reversa

 


Abeaço

Prolata apresenta relatório regional focado no Paraná com avanços em logística reversa

Em 2025, programa destinou corretamente 6,5 mil toneladas de embalagens, em parceria com 21 cooperativas e 5 entrepostos, ampliando a reciclagem no estado

A Prolata Reciclagem consolidou em 2025 suas ações no Paraná, fortalecendo a logística reversa de embalagens de aço por meio de parcerias com cooperativas, entrepostos, Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) e iniciativas de educação ambiental.

De acordo com o Termo de Compromisso firmado com a Secretaria de Meio Ambiente do estado, a Prolata superou as metas estabelecidas. Foram encaminhadas para reciclagem 6.535,31 toneladas de latas de aço pós-consumo, garantindo rastreabilidade e destinação ambientalmente adequada, validada pela Central de Custódia.

As cooperativas tiveram papel fundamental. Ao longo do ano, 21 unidades receberam apoio com treinamentos, regularização, fornecimento de EPIs, laudos de PGR e PCMSO, além de melhorias estruturais e suporte para ampliar a capacidade de triagem. Em Cascavel, as cooperativas Cootacar e Coopere participaram de um ciclo de capacitação em liderança conduzido por Eliane Gavazzo, em parceria com a Mata Consultoria Ambiental.

Na área de educação ambiental, o curso “Consumo Consciente e Economia Circular”, desenvolvido em parceria com o Instituto Akatu, foi reformulado e oferecido de forma online e gratuita, com certificação de até 30 horas para educadores e 22 horas para o público geral. A iniciativa buscou sensibilizar e mobilizar profissionais e comunidades para práticas sustentáveis.

Os Pontos de Entrega Voluntária também avançaram. Em parceria com a ANAMACO e a rede Tintas Vergínia, foram implementados PEVs em lojas de materiais de construção e tintas nas regiões de Curitiba e Londrina, estimulando o retorno das embalagens pós-consumo.

Na frente dos entrepostos, o programa manteve três unidades e incorporou mais duas, totalizando 5 entrepostos parceiros, responsáveis por inspecionar, classificar e encaminhar as embalagens de aço às siderúrgicas, com certificação de volume destinado.

"Os resultados de 2025 no Paraná mostram que conseguimos ampliar a rede de cooperativas e entrepostos, superar a meta de recuperação e fortalecer a educação ambiental. A destinação correta de mais de 6,5 mil toneladas de embalagens reforça nosso compromisso com a economia circular no estado", afirma Tamara Figueiredo, Gerente Executiva da Prolata Reciclagem.

Sobre a Prolata Reciclagem

Criada em 2012, a Prolata Reciclagem é uma entidade gestora para logística reversa de latas de aço, com programa permanente voltado à reciclagem de latas de aço pós-consumo. A associação sem fins lucrativos é uma iniciativa da Abeaço (Associação Brasileira de Embalagem de Aço), para o cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), Lei no 12.305/10, e demais políticas.

O programa está presente nas cinco regiões do Brasil e possui o objetivo de estimular a reciclagem de latas de aço no país, gerar estatísticas confiáveis a respeito, abrir um canal direto com os consumidores, fomentar centros de reciclagem e parcerias com cooperativas de catadores, assim como valorizar o preço da sucata de aço para embalagens. Além disso, também investe em plataformas de comunicação e na educação da sociedade sobre o tema.

Saiba mais sobre a Prolata acessando o site https://www.prolata.com.br/.

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O SEU NOME NÃO ERA POLACO

 


José Ortega y Gasset dizia que os gênios, por um traço que lhes é todo particular, acabavam criando o seu próprio ofício e, de certa forma, a sua própria identidade. Esse era o caso do próprio filósofo espanhol e, em grande medida, é o caminho pelo qual inúmeros homens comuns, com suas vidas comuns, vivem os seus dias extraordinários.


Em minha porca vida, graças a Deus, conheci uma baciada de pessoas assim que, com seu jeitão, acabaram me ensinando muita coisa e, por isso, lhes sou muito grato. Outras tantas, além de terem me enriquecido com seus conhecimentos, acabaram se tornando fonte de inspiração e, por isso mesmo, tenho uma dívida com elas. Uma dessas pessoas, sem dúvida alguma, foi o meu querido amigo Acir das Neves, o tio Polaco — que, aliás, não tinha nenhuma ascendência polonesa.


Conheci-o no ano 2000, quando minha esposa me apresentou a ele; e, daquele dia em diante, muitas foram as conversas, incontáveis foram os causos e memoráveis foram as lições. Lições, causos e conversas sobre os quais poderia discorrer um a um e, ao fazê-lo, a crônica ficaria aguda e se tornaria um livro.


Mas em todas as nossas tertúlias havia um traço comum: nunca o vi falando mal de uma pessoa, mesmo que esse fosse um traste de marca maior. Na verdade, mesmo quando o escroque era o centro do conto, ele sempre procurava chamar a atenção para alguma qualidade que aquele indivíduo possuía e que deveria nos inspirar respeito — nem que fosse uma qualidade maquiavélica.


Dizia ele que não havia necessidade de macular a figura de uma pessoa que está caminhando por uma vereda torta e que, ao fazer isso, estaríamos nos atirando na mesma lama. Por isso, ele preferia ver o que havia de aproveitável e respeitável em todos, inclusive nos biltres, até mesmo naqueles que tinha como adversários, porque é esse tipo de atitude que nos liberta de nos tornarmos similares ou piores do que eles.


Além disso, ele era um sarrista de primeira. Fazia brincadeira com tudo e com todos, e sua risada — vou te dizer — inundava todo ambiente onde ele estava e contagiava quem nele estivesse.


Em nosso último encontro, ele veio nos visitar acompanhado do seu filho e de um amigo. Ofereci o de sempre, na mesma sequência: café, cerveja, vinho ou vodka? E ele, laconicamente: só um cafezinho e boa companhia.


Papo vai, papo vem, fomos até a biblioteca e, na lata, ele perguntou: "Dartagnan, você tem algum livro daquele professor que mora na Virgínia, o Olavo de Carvalho?" Respondi que sim e fui mostrando os ditos-cujos, especialmente os autografados. Ao pegá-los, disse: "É. Gosto desse professor. O velho é phoda." Após dizer isso, olhou para as estantes e, numa delas, viu as obras de Karl Marx. Sem pestanejar, sentenciou: "Mas você não me engana não, seu barbudo safado!" — e, apontando para os livros, completou: "Você é comunista!" E rimos juntos.


Hoje ele não está mais entre nós; meu amigo Polaco partiu deste mundão de meu Deus no dia 21 de setembro de 2026, às três horas da tarde - na hora da misericórdia - para a Querência Celeste, deixando-nos saudades. Sempre ficava feliz quando ele me encontrava e dizia que acompanhava minhas escrevinhadas pela internet. Agora, espero que tenha wi-fi no reino dos céus, como também espero um dia me encontrar com ele, ciente de que, ao me ver, ele dirá: "Você por aqui, Darta? Meu Deus do céu, o Paraíso já não é mais o mesmo. Agora qualquer um pode entrar." E em resposta, direi: "Faz tempo, meu amigo... Faz tempo que já não é mais o mesmo." E juntos iremos rir alto, bem alto, para o constrangimento das hierarquias celestes.


Enfim, descanse em paz, meu bom amigo.


*

 

Escrevinhado por Dartagnan da Silva Zanela - professor, escrevinhador e bebedor de café. Autor de “NAS ENTRANHAS DO LEVIATÔ, entre outros livros.

RH brasileiro não alcança nível estratégico: onde está o gargalo?

 


Por Jordano Rischter

O RH brasileiro ainda está longe de ser tão estratégico quanto o discurso corporativo costuma afirmar. Um estudo recente divulgado pela Você RH aponta que a área alcançou 37 pontos em 100 em maturidade, sem atingir o nível médio ideal. Mais do que um número, o resultado acende um alerta: existe uma diferença significativa entre reconhecer que pessoas são essenciais para o negócio, e dar a este departamento as condições, competências e espaço necessários para participar, mais ativamente, das tomadas de decisões da empresa. 

Uma das razões para esse descompasso está na própria forma como a área é inserida nas decisões empresariais. Em muitos casos, seus profissionais ainda são acionados quando uma estratégia já foi definida e passa a exigir alguma resposta relacionada a pessoas. Ou seja, entram para viabilizar uma decisão que já foi tomada, e não necessariamente para ajudar a construi-la. 

Quando isso acontece, é natural que sua atuação se torne mais operacional. Afinal, se o RH participa apenas dos efeitos que uma decisão produz sobre as pessoas, seu espaço de contribuição fica limitado – o que acaba sendo diferente quando a área está envolvida desde o início da discussão estratégica. Quanto mais o RH compreende o negócio, seus objetivos, desafios e indicadores, mais condições terá de antecipar necessidades e contribuir para decisões que envolvam pessoas — e não apenas administrar seus efeitos. 

Outro ponto que também acaba impactando esse protagonismo está relacionado à própria maturidade do departamento. Ainda é comum que o RH acompanhe se determinada iniciativa foi entregue, quantas pessoas foram treinadas ou qual foi o índice de turnover, sem necessariamente avançar para uma pergunta mais importante: qual foi o impacto disso para o negócio? Mensurar o turnover, por exemplo, é diferente de compreender quanto a rotatividade representa em custos de recrutamento e treinamento, perda de produtividade, impacto na rentabilidade e, até mesmo, no comprometimento da capacidade de geração de receita da empresa. 

Quando a área consegue conectar seus indicadores aos resultados financeiros e operacionais da organização, sua contribuição deixa de ser percebida apenas como uma agenda de pessoas, e passa a fazer parte da discussão do negócio. E, para isso, estar munido de dados é essencial: demonstrar, com números, como suas decisões influenciam custos, produtividade, receita e rentabilidade, sustentando sua posição e conquistando espaço nas conversas estratégicas. 

A conquista deste espaço está diretamente relacionada a uma mudança na própria atuação desses profissionais. Dominar ferramentas de gestão de pessoas, processos e metodologias já não é suficiente: hoje, um RH que pretende participar das decisões relevantes da companhia precisa compreender também suas estratégias, operações, riscos, dinâmica de mercado e desafios financeiros. Só assim conseguirá interpretar os impactos que uma decisão terá sobre pessoas e lideranças e, ao mesmo tempo, contribuir para que essas decisões sejam mais consistentes do ponto de vista organizacional. 

Essa transformação, contudo, não depende de um único responsável. Por um lado, cabe à companhia reconhecer este departamento como parte essencial deste processo, criando o espaço para que participe das discussões desde sua origem. Mas, também cabe ao próprio executivo de RH desenvolver um alto grau de fluência no negócio, indo além dos indicadores tradicionais do departamento. 

Os dois lados precisam avançar juntos. O RH não pode esperar que esse reconhecimento aconteça espontaneamente: precisa demonstrar, por meio de indicadores concretos e de uma compreensão profunda do negócio, porque sua participação é relevante, ao mesmo tempo que a liderança precisa reconhecer que cultura, desenvolvimento, liderança e sucessão não são agendas paralelas à estratégia, mas elementos que sustentam sua execução.  

Não adianta cobrar um departamento que seja mais estratégico, e continuar colocando a área para trabalhar de forma operacional. É essa capacidade de transformar desafios do negócio em decisões sobre pessoas — e demonstrar concretamente seus efeitos — que pode tirar o RH da condição de área operacional e colocá-lo, de fato, no centro das discussões estratégicas. 

Jordano Rischter é headhunter e sócio da Wide Executive Search, boutique de recrutamento executivo focado em posições de alta e média gestão.      

     

Sobre a Wide:      

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Com mais de 70 anos de experiência combinada, a Wide é especialista em recrutamento executivo alinhado às necessidades e objetivos de cada empresa. Seu foco é fortalecer a governança corporativa, com atendimento exclusivo e processos ágeis e assertivos, conduzidos pela expertise de seus sócios.



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IA invisível: quando a tecnologia deixa de ser percebida e passa a facilitar a jornada do cliente

 


Por Karina Coelho

Quando falamos em inteligência artificial no atendimento ao cliente, é comum pensarmos em ferramentas capazes de responder perguntas, interpretar solicitações e conduzir conversas de maneira cada vez mais natural. Mas, existe uma dimensão menos discutida dessa evolução: a capacidade de a tecnologia funcionar sem exigir esforço adicional de quem está do outro lado. Uma IA "invisível", verdadeiramente integrada à jornada, não precisa ser percebida a cada interação, mas utilizar o contexto disponível para antecipar necessidades, evitar perguntas repetidas e facilitar a resolução de problemas, tornando a experiência mais simples, fluida e conectada. 

É importante compreender este termo não como se referindo a uma ferramenta que "não aparece" nas interações, mas que não gera atritos ao usuário, pedindo para o cliente repetir uma informação que a marca já tem, forçando um menu de opções que não cobre o caso dele, ou devolvendo uma resposta genérica quando o histórico da conversa já dava contexto suficiente para resolver a necessidade. Um atendimento invisível é desenhado a partir do contexto, considerando o que o consumidor comprou, em que canal ele fala com a marca, o que já foi dito em interações anteriores, e usando isso para agir, não apenas para responder. 

Essa fluidez na conversa exige que o dado circule entre sistemas antes de exigir inteligência do modelo – do contrário, sem essa base, qualquer agente vira só um chatbot "bem-vestido", que não irá atender a necessidade o cliente que entra em contato. Dados divulgados em uma pesquisa da McKinsey mostram o quanto que essa lacuna entre a adoção da IA e uma transformação operacional significativa, infelizmente, ainda é predominante no mercado: embora 88% das empresas já utilizem essa tecnologia em, pelo menos, uma função, quase dois terços ainda permanecem em fases de teste. 

A pressa em automatizar sem, antes, organizar os ativos internos, é o erro mais recorrente que vemos no mercado brasileiro atualmente, acelerado, ainda, pela chegada de soluções nativas que tornam muito fácil "ligar" um agente sem, necessariamente, integrá-lo à realidade operacional corporativa. Isso, na prática, faz com que haja uma tentativa de automação de uma estrutura de atendimento que já é fragmentada, enfrentando barreiras que vão desde a existência de canais e sistemas legados, à ausência de protocolo claro de quando escalar a IA para um humano; e responsabilidade compartilhada ou ausência dela para o agente. 

Um dos pontos mais importantes a ser levado em consideração no desenvolvimento de uma IA invisível e verdadeiramente eficaz, é o discernimento de até onde uma empresa deve permitir que um agente tome decisões sozinho. Aqui, o critério não deve ser tecnológico, mas sim de risco e reversibilidade (Two-Way Door vs. One-Way Door Decisions). 

Ações de baixo risco e fáceis de reverter, como consultar status de pedido, remarcar um horário, aplicar uma política de troca já parametrizada ou qualificar um lead, podem – e devem – ser autônomas, já que são onde a IA gera ganho real sem exposição. Por outro lado, ações de alto risco ou difíceis de reverter, que envolvem valores financeiros relevantes, exceções a contratos, disputas ou dados sensíveis, precisam manter o recurso humano no circuito, mesmo que a IA prepare a decisão. 

A autonomia deste agente é um processo em escala, devendo, a todo o momento, ser apoiada por uma governança constante, orquestrando a trilha de auditoria de toda decisão tomada, gatilhos claros de escalonamento para o humano, testes de cenário adversarial antes do go-live, assegurando o monitoramento em tempo real do que o agente está fazendo — não só do que ele responde, mas das ações que executa em sistemas de backend — e mantendo a aderência à LGPD no tratamento dos dados dos clientes que alimentam essas decisões. 

Quanto mais o agente pode agir sozinho, mais essa camada de controle precisa estar madura antes de sua adoção prática, não sendo construída às pressas depois de um erro público. Isso também auxiliará para que a IA não apenas responda rapidamente às demandas, mas, sobretudo, reduza o esforço do cliente para chegar à resolução desejada. O verdadeiro salto de valor acontece quando o agente age proativamente a partir do contexto: seja identificando um atraso na entrega e já reagendando ou notificando antes de o cliente perguntar; reconhecendo que a conversa começou por outro canal e continua por WhatsApp sem pedir para que reconte a história; ou concluindo a ação no mesmo fluxo da conversa, sem redirecionar para um site, um app ou um número de protocolo. 

Para garantir esses benefícios, é crucial definir, antes de escalar velocidade, onde estão os limites que o agente não pode ultrapassar sozinho, testando-os em um ambiente controlado antes de expor ao cliente real. Crie um comitê multidisciplinar para acompanhar o comportamento do agente; garanta um ambiente de observabilidade contínua, não só dashboard de volume, mas de padrão de decisão; e faça um loop de revisão frequente dos casos em que o agente escalou, ou que não teve este resultado. 

No final, o indicador mais seguro de uma IA invisível é sua taxa de resolução efetiva sem necessidade de reabertura ou escalonamento humano, cruzada com satisfação pós-interação e, principalmente, taxa de contato repetido. Um placar equilibrado, de verdade, olha para quatro frentes juntas: eficiência (custo e volume), efetividade (resolução real), experiência (satisfação) e impacto de negócio (retenção, redução de churn). Se não, uma empresa que só reporta "quantas conversas a IA automatizou" estará, na prática, escondendo se o consumidor foi bem atendido, ou só bem desviado. 

Karina Coelho é Head de CS na Pontaltech.    

     

Sobre a Pontaltech:    

Fundada em 2011, a Pontaltech é uma empresa de tecnologia especializada em comunicação omnichannel que ajuda empresas a automatizar e escalar seus atendimentos com um portfólio composto por diversos canais digitais e de voz. Com soluções integradas de SMS, e-mail, chatbot, RCS, agente virtuais, WhatsApp, entre outros, simplifica a comunicação das empresas com seus clientes de forma inteligente e eficiente, sem nunca perder a proximidade humana.



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Nathália Bellintani


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