A
cada quatro anos, a Copa do Mundo transforma não apenas estádios e
transmissões esportivas, mas também o comportamento de milhões de
consumidores. O entusiasmo, expectativa e pertencimento ao time nacional
passam a influenciar as decisões de compra – agora guiadas pela celebração e pelo desejo de participar daquele momento cultural. Nesse cenário, marcas
que conseguem traduzir essa torcida em engajamento com autenticidade
tendem a capturar não apenas mais vendas, mas também um maior
relacionamento e lembranças positivas da experiência vivida.
Por mais que o
mundial seja um palco extremamente atrativo para que os consumidores
estejam mais dispostos a comprar produtos e serviços relacionados ao
evento, como itens temáticos (camisetas, pelúcias e objetos
colecionáveis, por exemplo) e experiências que ampliem a vivência da
torcida (Fan Zone), é importante
compreender que vender durante a Copa não depende apenas de oferecer
promoções relacionadas ao esporte em si, mas de participar,
genuinamente, da conversa e da experiência que mobiliza o país.
Para o
marketing, esse tipo de sazonalidade é uma oportunidade valiosa por
reduzir a barreira racional da compra e aumentar a relevância de
campanhas criativas, contextuais e oportunas. Como prova disso, na
última edição do campeonato, em 2022, a Confederação Nacional do
Comércio de Bens, Serviços e Turismo projetou uma movimentação de cerca
de R$ 1,48 bilhão em vendas no comércio e serviços no Brasil, um
crescimento de 7,9% em relação à Copa de 2018.
Dentre as
estratégias que mais podem beneficiar as empresas nesse sentido, o
marketing conversacional é um dos mais relevantes, capaz de transformar a
comunicação entre as partes em um diálogo contínuo, ao invés de
mensagens unilaterais – o que ganha ainda mais força no mundial pelo
fato de o consumidor estar mais engajado e aberto a interações rápidas,
dinâmicas e contextuais.
Os canais
mais eficientes para trazer esses resultados são aqueles que combinam
alto nível de abertura com potencial de interação, de forma que as
empresas consigam conversar em tempo real com seus clientes, responder
dúvidas, recomendar produtos e criar experiências gamificadas
relacionadas aos jogos e ao momento da partida. Essa proximidade aumenta
a percepção de personalização e fortalece o relacionamento, criando uma
jornada mais fluida e menos invasiva.
O WhatsApp se
destaca como um dos principais, justamente por ser amplamente utilizado
no Brasil e permitir uma comunicação direta, rápida e altamente
personalizada. Outro formato que ganhou espaço nos últimos anos é o RCS
(Rich Communication Services), que leva a experiência de mensagens a um
novo nível ao permitir conteúdos interativos e ricos, com imagens,
botões de ação e jornadas mais dinâmicas, aproximando a comunicação
dentro do próprio canal de mensagens nativo do celular.
Além desses, o
SMS continua sendo um canal estratégico para mensagens objetivas e com
alta taxa de leitura, especialmente em ações pontuais e urgentes. Por
fim, não poderíamos deixar de falar do e-mail marketing, que, quando bem
segmentado, contribui para nutrir o relacionamento ao longo do torneio
com conteúdos mais completos e ofertas direcionadas.
O grande
diferencial, no entanto, está na integração desses canais em uma
estratégia omnichannel. Ao conectá-los de forma inteligente, as empresas
conseguem garantir consistência na comunicação e acompanhar o
consumidor ao longo de toda a jornada, do primeiro contato ao momento da
conversão, com mais fluidez e relevância.
Para isso, o
uso estratégico de dados de CRM é crucial, permitindo que as marcas
saiam de campanhas massivas e avancem para comunicações altamente
segmentadas. Durante a Copa, isso é ainda mais relevante, pois é
possível cruzar informações comportamentais (como histórico de compra,
preferências, localização e interações anteriores) com momentos
específicos do torneio, como jogos do Brasil, gols ou fases
decisivas.
Quando bem
implementado, o marketing conversacional mantém o equilíbrio entre
automação e toque humano, um diferencial importante para empresas que
buscam escalar sem perder qualidade no atendimento. Nesse
contexto, o consumidor busca, antes de tudo, entretenimento e conexão
emocional, o que faz com que campanhas muito agressivas ou
excessivamente promocionais tendam a gerar rejeição.
O ideal é
apostar em conteúdos que agreguem valor (curiosidades,
interações, quizzes, ações temáticas e storytelling). A partir
disso, insira, de forma natural, oportunidades comerciais ao contexto,
tornando a venda em si uma consequência de uma boa experiência, e não o
contrário. Favorecendo essa construção, soluções que combinem dados,
automação e múltiplos canais de comunicação serão fundamentais para
transformar esse alto nível de expectativa em vivências positivas e,
consequentemente, em resultados de negócio.
O consumidor
desta Copa de 2026 será ainda mais exigente, imediatista e acostumado a
experiências personalizadas. A expectativa será por comunicações
relevantes, em tempo real e adaptadas ao seu contexto, que possam ser
conduzidas durante um jogo ou em momentos de alta emoção. No final, as
marcas que conseguirem se posicionar como parte da celebração, e não
apenas como vendedoras, certamente terão vantagem competitiva e, quem
sabe, darão uma bela goleada em seus concorrentes.
Márcia Assis é
Gerente de Marketing da Pontaltech, empresa especializada em soluções
integradas de VoiceBot, SMS, e-mail, chatbot, WhatsApp e RCS.
Sobre a Pontaltech:
Fundada em
2011, a Pontaltech é uma empresa de tecnologia especializada em
comunicação omnichannel que ajuda empresas a automatizar e escalar seus
atendimentos com um portfólio composto por diversos canais digitais e de
voz. Com soluções integradas de SMS, e-mail, chatbot, WhatsApp,
RCS, VoiceBot, entre outros, simplifica a comunicação das empresas com
seus clientes de forma inteligente e eficiente, sem nunca perder a
proximidade humana.