MEDIÇÃO DE TERRA

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sexta-feira, 29 de maio de 2026

Grupo Petrópolis apresenta estratégia de inovação e novidades no portfólio na APAS Show 2026

 


Cervejaria usa a maior feira supermercadista do mundo como plataforma de
lançamentos das marcas Petra, Black Princess e TNT

O Grupo Petrópolis levou para a APAS Show 2026 uma série de lançamentos e inovações em seu portfólio, nas categorias de cerveja, drinks prontos e energéticos. Com o objetivo de comunicar as novidades ao mercado de varejo, a maior cervejaria com capital 100% nacional escolheu como plataforma estratégica de lançamentos a maior feira supermercadista do mundo, que aconteceu na Expo Center Norte, em São Paulo.

A inovação é a marca dos lançamentos e está presente na concepção dos novos produtos apresentados na APAS. Um dos destaques é a nova Petra Ultra, cerveja puro malte de baixa caloria (67 kcal na lata de 269 ml), sem glúten e com baixo teor alcóolico (apenas 4%). O lançamento acompanha uma tendência do consumidor em busca de saudabilidade, sem abrir mão do sabor e da qualidade da cerveja.

O segmento de cervejas low carb é o que mais cresce na categoria: registrou um aumento de 168% em volume desde 2022. E os canais ligados ao autosserviço representam mais de 80% das vendas. A Petra Ultra chega para somar um novo atributo ao portfólio da marca Petra, que já possui a versão Puro Malte, a premiada Petra Escura Premium, e as especiais igualmente premiadas como Petra Aurum e a Petra Stark Bier.

No segmento premium, foram apresentadas na feira as versões em lata das cervejas especiais Black Princess IPA e Doctor Weiss. O estilo IPA é o mais vendido dentre as cervejas especiais do mercado e a cerveja de trigo Doctor Weiss é mais premiada no portfólio do Grupo Petrópolis, tendo recebido oito medalhas em concursos nacionais e internacionais nos últimos cinco anos, incluindo duas somente neste ano de 2026.

A opção por lançar essas embalagens na APAS se deve à preferência do consumidor: 66% das vendas de cervejas especiais acontecem nos supermercados e as embalagens em lata representam 53% do volume vendido. O mercado de cervejas premium tem crescido perto da casa de dois dígitos ao ano nos últimos anos. Já as vendas no canal de supermercado cresceram 10% no ano passado.  

Outra novidade apresentada na APAS foram os novos sabores do energético TNT. Em linha com a tendência do consumidor de buscar sabores de frutas e redução de açúcar nos energéticos, o TNT Energy leva à feira os novos Pêssego e Focus Berry, na versão zero açúcar, e o Juice Tropical Vibes.

Os energéticos são a categoria que mais cresceu no mercado de não-alcoólicos em 2025, registrando um aumento de 15% em volume, em relação ao ano anterior. E o sabor de pêssego foi o destaque, com aumento de 220% em volume, tornando-se o quarto sabor mais vendido dentre as bebidas zero açúcar. Além da questão da redução de açúcar, 50% dos consumidores consideram os benefícios funcionais como fator relevante na decisão de compra. E essa compra se dá principalmente nos supermercados: 66% do volume vendido sai das gôndolas.

Ancorado na parceria da marca TNT com a NBA, a maior liga de basquete do mundo, outro lançamento apresentado na feira é uma embalagem exclusiva para a fase de playoffs: uma edição limitada de latas colecionáveis NBA Finals, que será vendida exclusivamente nos supermercados até o final do ano.

A NBA possui mais de 50 milhões de fãs no Brasil e a lata exclusiva dos playoffs estará disponível também para o público que comparecer à NBA House, a maior ativação da liga no mundo, evento que ocorrerá a partir de junho em São Paulo, e que reúne milhares de fãs de basquete durante as finais da liga.

Outro lançamento do portfólio do Grupo Petrópolis foi o drink pronto para beber Crystal Ice sabor Caju, a primeira bebida pronta, ou RTD (na sigla em inglês, ready to drink), feita com suco de caju proveniente de produtores do Nordeste. O novo produto tem distribuição nacional, como foco na região Nordeste, onde a fruta é muito apreciada. A Crystal Ice Caju é um drink produzido com vodca, saquê e o suco natural de caju, com 5% de teor alcoólico.  A escolha do sabor Caju reforça a proposta da marca em valorizar a regionalidade e os ingredientes brasileiros, destacando uma fruta típica do Nordeste e com forte valor cultural e afetivo. Para viabilizar o uso de suco natural da fruta na produção da bebida, foi selecionado um produtor do Ceará, que trabalha somente com frutas de produtores do Nordeste, e que envia o suco concentrado e clarificado, processo que evita que o líquido “decante” na garrafa depois de envasado. 

A categoria de drinks prontos foi a que mais cresceu entre todas as bebidas alcóolicas em 2025, com um aumento de 11% em volume. Até 2030, a expectativa é que o mercado global de RTDs movimente cerca de US$ 85 bilhões. A tendência reflete a busca dos consumidores por praticidade e novas experiências de consumo.

“A APAS é uma plataforma onde as tendências ganham escala. Escolhemos este espaço para anunciar nossos lançamentos justamente porque acreditamos que as inovações devem ser apresentadas para o mercado onde elas terão uma presença maior. Além das novidades do portfólio, proporcionamos aos clientes e consumidores experiências de marca, reforçando os territórios de cada uma delas e a abrangência do nosso portfólio”, diz João Netto, diretor de Marketing e Trade do Grupo Petrópolis.

Espaço de relacionamento

O Grupo Petrópolis trouxe à APAS o maior stand da feira dentre as empresas do setor de bebidas: um espaço com 423 m², ideal para o relacionamento com os supermercadistas e que permite o sampling dos lançamentos e de todos os produtos do portfólio. Além disso, o stand possui ambientes imersivos das principais marcas da companhia e ativações focadas em engajar tanto o supermercadista quanto consumidor final.

A marca TNT preparou ativação e que duas pessoas disputam um jogo de arremesso de basquete e ganham latas de TNT. A marca Petra preparou áreas instagramáveis para apresentar seu portfólio e a nova Petra Ultra, enquanto a cerveja Itaipava reproduz a “Embaixada Itaipava”, ambientação ideal para a resenha sobre futebol, território no qual recentemente foi anunciado o novo embaixador da marca, o craque Ronaldinho Gaúcho.

"A APAS SHOW é a principal feira supermercadista, em que temos a oportunidade de apresentar nossos produtos aos clientes e fechar negócios com esse que é um dos principais canais do varejo. Procuramos proporcionar aos clientes uma experiência diferenciada, que ressalte a qualidade dos nossos produtos e a variedade do nosso portfólio”, diz Fabio Bemi, Diretor Comercial de Autosserviço.  

O conceito e a criação do espaço do Grupo Petrópolis na APAS ficaram a cargo da agência AKM, desenvolvendo uma proposta inspirada no estilo industrial contemporâneo, com estruturas aparentes, iluminação cênica, materiais metálicos e elementos high-tech. “A proposta do estande foi pensada para guiar o visitante por diferentes experiências, com pontos de interação e destaque para os lançamentos. Nosso trabalho foi construir uma identidade visual integrada, que desse unidade ao espaço e reforçasse o posicionamento das marcas na feira.” comenta Juliana Pileggi Suplicy, CEO da AKM.

Tradição não paga conta no agronegócio moderno

 



Grupo SCZAgro

Tradição não paga conta no agronegócio moderno

*Ana Rita Scozzafave

No agronegócio, a paixão pelo campo atravessa gerações. De pais para filhos e netos, constrói-se um legado marcado por orgulho, trabalho e identidade. Mas, quando o assunto é gestão, apenas a emoção não sustenta um negócio. Em um cenário cada vez mais competitivo, propriedades rurais têm ficado pelo caminho por falta de planejamento e, principalmente, por falhas nos processos de sucessão. Garantir longevidade no agro exige mais do que honrar o passado: requer profissionalização com estratégia. O produtor moderno precisa tomar decisões baseadas em dados, indicadores e análise de mercado. Porque, na prática, tradição sozinha não paga a conta.

Hoje, não há mais espaço para gestão baseada em anotações informais ou controles improvisados. É indispensável conhecer custos, trabalhar com centros de dados e utilizar plataformas de gestão eficientes para colher resultados. Quem não domina seus números perde competitividade. Manter as raízes é importante, mas crescer exige eficiência. Quando a produtividade estagna, é sinal claro de que algo precisa mudar, seja o sistema produtivo, a cultura explorada ou até o modelo de negócio. Adaptar-se deixou de ser uma opção: passou a ser uma necessidade.

Um exemplo claro está na pecuária leiteira. Muitas propriedades tradicionais enfrentam dificuldades diante da volatilidade de preços e de margens cada vez mais apertadas. O resultado? Atividades historicamente consolidadas se tornam inviáveis. Nesse contexto, diversificar a renda deixa de ser estratégia e passa a ser sobrevivência. A produção de queijos artesanais, por exemplo, surge como alternativa para agregar valor. Algumas fazendas perceberam esse movimento e reposicionaram suas operações: reduziram ou até encerraram a produção direta de leite para focar na industrialização, comprando matéria-prima de terceiros com qualidade e concentrando esforços onde realmente são mais eficientes.

Na pecuária de corte, a lógica também mudou. Não se trata mais de expandir área, mas de intensificar resultados. Investimentos em genética, nutrição e manejo permitem reduzir ciclos, aumentar o ganho de peso e produzir carne de melhor qualidade. Resultado: mais produtividade com menos recursos.

Para os agricultores, o desafio é o mesmo: produzir mais na mesma área. Isso só é possível com planejamento rigoroso, que começa antes do plantio e se estende até o pós-colheita. Comprar insumos com antecedência, negociar melhor e usar tecnologia para a tomada de decisão são diferenciais competitivos.

Desperdício não é só dinheiro

Um erro comum no campo é associar desperdício apenas ao financeiro, mas, na prática, ele também está ligado à falta de controle e ao uso inadequado ou excessivo de insumos, o que compromete toda a eficiência da operação. A análise de solo é um exemplo clássico. Mesmo sendo fundamental para entender a fertilidade e corrigir deficiências, muitas vezes é negligenciada ou mal executada. O resultado são aplicações incorretas de insumos, elevando custos e prejudicando o solo.

Erros simples na coleta já comprometem tudo: armazenamento inadequado, exposição ao calor ou transporte incorreto podem alterar as características da amostra. Quando chega ao laboratório, o resultado já não reflete a realidade, e decisões equivocadas são tomadas a partir disso. Por isso, mais do que realizar a análise, é essencial garantir qualidade em todo o processo: coleta bem-feita, armazenamento correto e escolha de laboratórios confiáveis. Assim como na saúde humana, a eficiência do diagnóstico define o resultado do tratamento.

Comece pela gestão

A transformação no agro começa pela gestão. Planejamento, capacitação e disciplina no controle de dados são os primeiros passos. Registrar informações deve deixar de ser tarefa eventual e se tornar rotina. Mas não basta anotar, é preciso interpretar. E é aqui que entram as ferramentas tecnológicas, que permitem transformar dados em decisões estratégicas. Softwares de gestão rural, agricultura de precisão, monitoramento remoto e análise de indicadores já são realidade e acessíveis. Ignorar essas soluções é abrir mão de competitividade.

As fazendas que mais crescem hoje são aquelas que entenderam um ponto essencial: tradição é base, não limite. Elas preservam sua história, mas não hesitam em evoluir, adotando tecnologia, otimizando processos e buscando eficiência continuamente. No agro moderno, vence quem une experiência com gestão profissional.

No meu recente lançamento, o livro Colhendo Resultados: O Guia Prático da Agricultura Moderna e Mais Lucrativa, abordo um pouco dessas questões. Afinal, é uma obra 100% baseada em minhas três décadas de experiência prática no agro. A solução consiste na transição da administração informal para a administração profissional.

A ideia foi mostrar como concretizar essa mudança crucial, substituindo a administração por instinto pela administração estratégica, com controle de custos, conexão com o mercado para agregar valor, diversificação de canais e acesso a mercados diferenciados, que pagam mais por qualidade e rastreabilidade. Hoje, a tecnologia é acessível e permite muitas decisões a partir do celular.

Dicas práticas de eficiência na gestão rural

  • Tenha controle total dos custos: saiba exatamente quanto custa produzir cada hectare, litro de leite ou arroba.
  • Utilize indicadores: produtividade, margem, custo por unidade, medir é o primeiro passo para melhorar.
  • Planeje com antecedência: compras antecipadas reduzem custos e aumentam previsibilidade.
  • Invista em tecnologia: softwares de gestão e ferramentas digitais não são mais luxo, e sim necessidade.
  • Capacite a equipe: pessoas preparadas executam melhor e evitam desperdícios.
  • Diversifique receitas: não dependa de uma única fonte de renda., várias podem equilibrar a propriedade.
  • Revise processos constantemente: o que funcionou ontem pode não ser suficiente hoje.

*Médica-veterinária consultora em Gestão estratégica para o agronegócio e CEO do Grupo SCZ Agro & Agrointeligência



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Ana Rita Scozzafave
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Ruralpress

Kassi Bonissoni
Gerente de atendimento
kassiana.ruralpress@gmail.com
(19) 98320-0286

Google inicia piloto de Message Ads no Brasil

 


Campanha visa transformar buscas em jornadas conversacionais de alta conversão

O Google iniciou, no Brasil, os testes de uma nova tecnologia que pode transformar a forma como empresas geram leads e convertem clientes: o Message Ads, integração entre Google Ads e RCS (Rich Communication Services). Em vez de direcionar o usuário para formulários ou landing pages tradicionais, o anúncio leva diretamente para uma conversa contextualizada e interativa com a marca — reduzindo fricção e acelerando a jornada de conversão. 

Diante dessa novidade, a Pontaltech, um dos principais parceiros do Google para RCS no Brasil e referência no desenvolvimento de jornadas conversacionais voltadas à aquisição, conversão e retenção de clientes, está buscando clientes estratégicos e os apoiando na execução do projeto piloto. 

Carlos Feist, Diretor de Growth Platforms da Pontaltech, explica que o movimento representa uma mudança estrutural nos modelos tradicionais de aquisição digital. “Estamos falando de uma nova camada de performance para marketing digital. Pela primeira vez, a intenção capturada na busca do Google pode ser convertida instantaneamente em uma conversa rica, contextualizada e interativa. Isso reduz etapas, aumenta a qualificação dos leads e melhora indicadores críticos como CPC, taxa de conversão e ROAS”, afirma. 

A proposta do Message Ads é transformar a conversa em parte central da estratégia de aquisição. Ao eliminar etapas intermediárias da jornada — como formulários extensos e páginas de conversão pouco eficientes — o modelo tende a reduzir abandono e aumentar o engajamento já no primeiro contato. 

A interação acontece no momento de maior intenção do consumidor, permitindo qualificação em tempo real, personalização da experiência e aceleração do processo de decisão de compra. 

Para áreas de marketing, growth e aquisição, o impacto potencial vai além da experiência do usuário. A expectativa é aumentar a eficiência de mídia e melhorar métricas associadas à geração de demanda e conversão, tornando a jornada mais fluida e orientada a resultado. 

O Brasil foi escolhido para os testes iniciais por ser um dos mercados mais avançados do mundo em messaging e canais conversacionais, consolidando o protagonismo do país na evolução das experiências digitais de relacionamento entre marcas e consumidores. 

Mais do que habilitar o canal, a Pontaltech atua na construção estratégica das jornadas conversacionais que sustentam essa nova experiência, combinando automação, inteligência conversacional, integração com CRM e desenho de fluxos focados em conversão. 

A empresa é, hoje, uma das principais referências em RCS e messaging no país, acumulando experiência na implementação de experiências conversacionais para grandes marcas em setores como financeiro, educação, varejo, mobilidade e turismo. 

Diversos segmentos com alta demanda de geração de leads tendem a capturar valor imediato desse novo modelo. Mas, segundo Feist, o potencial da tecnologia depende diretamente da capacidade das empresas de desenharem jornadas conversacionais eficientes. “Não basta apenas ativar o canal. O ganho real acontece quando a conversa é desenhada para conversão. Isso envolve estratégia, UX conversacional, integração de dados, automação e otimização contínua da jornada”, complementa. 

Para o diretor, o avanço do Message Ads sinaliza uma transformação mais ampla no mercado digital: a migração de experiências baseadas em clique para experiências baseadas em conversa. “O futuro da aquisição será cada vez mais conversacional. As empresas que entenderem isso primeiro terão vantagem competitiva relevante nos próximos anos. Estamos orgulhosos de participar desse movimento ao lado do Google e ajudar marcas brasileiras a explorarem todo o potencial dessa nova geração de experiências”, finaliza Feist. 

 

Sobre a Pontaltech 

Fundada em 2011, a Pontaltech é uma empresa de tecnologia especializada em comunicação omnichannel, ajudando empresas a automatizar, escalar e otimizar suas jornadas de relacionamento com clientes. Com soluções integradas de SMS, RCS, WhatsApp, e-mail, chatbots, agentes virtuais e canais de voz, a companhia desenvolve experiências conversacionais inteligentes que unem automação, performance e proximidade humana. 



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Nathália Bellintani


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Tecnologia avançada, gestão atrasada: como fechar essa conta?

 


Por Simone de Carlos 

Muito se fala que a transformação digital é o futuro das indústrias, mas o mercado mostra que muitas ferramentas potentes acabam virando “elefantes brancos”. Isso acontece, na maioria das vezes, devido à falta de instrução correta, fazendo com que a tecnologia avance, mas a gestão permaneça atrasada. Como fechar essa conta? Com uma ação que já é conhecida: o mapeamento. 

Diante da velocidade das operações, criou-se erroneamente no meio corporativo a ideia de que, ao contratar um sistema de gestão, neste caso, o ERP, todos os problemas organizacionais serão resolvidos. Contudo, é importante salientar que nenhuma solução sozinha é capaz de sanar todos os desafios da empresa, até porque sua eficácia depende de um conjunto de ações. 

É justamente nesse aspecto que o mapeamento ganha relevância. É a partir desse direcionamento que se torna possível compreender todas as áreas da empresa, bem como analisar o que está faltando e, com isso, traçar qual o plano a ser seguido a fim de obter eficiência e controle operacional. 

No entanto, essa ação deve ser feita antes da implementação. É aquela velha história: “às vezes é preciso dar um passo para trás para dar dois para a frente”. Ou seja, antes de aderir a qualquer ferramenta, é necessário olhar o cenário atual e compreender onde estão as raízes dos problemas enfrentados. Sem esse conhecimento, mesmo que a solução seja altamente potente, ela não conseguirá desempenhar o seu papel de forma satisfatória. 

Perceba que o mapeamento preenche a lacuna na hora de encontrar as origens das dores do negócio. Por sua vez, há mais um elo de extrema importância para avançar na gestão: as pessoas. Com certeza, em algum momento você já ouviu a frase “a tecnologia não irá substituir a mão de obra humana”, e é aqui que esse argumento ganha força. 

Segundo a Gartner, cerca de 70% das implementações de ERP falham em atingir seus objetivos originais justamente pela falta de gestão de mudanças e baixa adesão dos usuários. Ainda, de acordo com o relatório 2025 ERP Report da Panorama Consulting, a resistência cultural e a falta de treinamento são citadas por 32% das empresas como os maiores obstáculos para o sucesso do software após a implementação. 

De nada adianta investir em softwares robustos sem que o time esteja alinhado e acompanhando de perto cada etapa dos processos, desde o levantamento das informações até a execução. Quanto a isso, a liderança da alta gestão é fundamental para engajar a equipe, bem como demonstrar a importância da participação e do envolvimento de todos em prol do sucesso do projeto. 

Certamente, essa não é uma jornada que acontece do dia para a noite. Durante esse processo, contar com o apoio de uma consultoria especializada é uma excelente estratégia. Ao fazer um diagnóstico prévio, a equipe de especialistas consegue equilibrar expectativa e realidade, direcionando o trabalho de forma ágil e eficiente. 

Ao mapear a operação, a organização passa a compreender o cenário antes de aderir a qualquer recurso, selecionando a opção que de fato se alinha às características e especificidades do negócio. Ademais, contar com a colaboração da equipe é fundamental para localizar onde estão os gargalos que atrasam a gestão, garantindo que o software atue diretamente no foco do problema. 

No fim, a mensagem que deve ser sempre enfatizada é que a tecnologia é o meio, e não o fim. Como um automóvel: para que ele transporte os passageiros ao destino esperado, é necessário ter um condutor que saiba manusear cada mecanismo com segurança — o que só vem a partir do conhecimento prévio. Do contrário, continuaremos vendo muitas empresas com uma Ferrari guardada na garagem. 

Simone de Carlos é consultoria de TI na ABC71. 

Sobre a ABC71    
Desde 1971, a ABC71 é pioneira em ERPs para indústrias com a missão de melhorar a performance das empresas brasileiras com software e serviços. Atendendo aproximadamente 400 clientes, a organização soma uma trajetória de sucesso com o objetivo de ser reconhecida como a melhor empresa de software de gestão no Brasil.      



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Cinthia Guimarães


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CEO x Conselho: como um desalinhamento entre eles pode comprometer as empresas?

 


Por Jordano Rischter

A relação entre o CEO e o Conselho está entre as mais estratégicas para a sustentabilidade de uma empresa — e, ao mesmo tempo, as mais delicadas de administrar. Por mais que uma divergência de pensamentos e visões entre eles seja algo natural (e saudável) de existir, qualquer desalinhamento mais profundo nessa relação é capaz de romper com a governança interna, prejudicando a capacidade de tomadas de decisões com consistência, velocidade e estratégia. A grande questão, então, é como evitar que a situação chegue a esse nível? 

Por mais que muitos ainda olhem para as divergências entre eles como uma falha, é crucial mudar essa percepção para um sinal de maturidade interna. Afinal, os conselhos existem, justamente, para desafiar premissas, ampliar perspectivas, provocar reflexões e elevar a qualidade das decisões estabelecidas. Quando todos concordam com tudo que é dito ou feito, os riscos de que os debates estratégicos se tornem superficiais se elevam, além de abrir espaço para que este grupo atue de forma passiva em uma posição tão importante para o destaque corporativo. 

Segundo uma pesquisa publicada no Harvard Law School Forum on Corporate Governance, 60% desses conflitos entre CEO e Conselho têm origem em falhas de comunicação e expectativas de desempenho mal estabelecidas desde o início da relação - o que torna o esclarecimento a respeito dos papéis, deveres e limites de cada lado algo primordial para evitar essa falta de alinhamento. 

Enquanto é dever do Conselho direcionar a companhia estrategicamente, supervisionar o que é feito, acompanhar eventuais riscos, avaliar o CEO e pensar na perpetuidade da empresa, o C-Level deve executar as estratégias que forem alinhadas, liderar as operações, desenvolver as pessoas e entregar os resultados esperados. Nesse sentido, os problemas podem aparecer quando o conselho começa a operar empresa, ou quando a diretoria deixa de ter transparência e alinhamento com o board, por exemplo.  

Uma relação saudável entre as partes envolve transparência, fluxo constante de informações, clareza sobre responsabilidades, alinhamento estratégico a longo prazo e, acima de tudo, comunicação frequente entre eles. Não precisam concordar com tudo, mas atuar como parceiros estratégicos alinhados à perpetuidade e sustentabilidade do negócio. 

Conselhos maduros desafiam as premissas, questionam riscos, ampliam o repertório e intencionam discussões estratégicas que amadureçam a performance corporativa, construindo a perpetuidade sustentável das operações. Ao mesmo tempo, bons CEOs prezam por um conselho que agregue e desafie sua visão, com amplo repertório, experiência e capacidade de antecipar o futuro – reduzindo vieses nas decisões e medidas impulsivas ou concentradas nos executivos em si. 

O grande ponto a este respeito é que divergências, em si, não necessariamente são um problema, apenas quando deixam de ser institucionais e passam a se tornar relacionais ou políticas - derivadas por disputas internas por poder, agendas paralelas entre eles, vaidade ou, justamente, a falta de clareza entre cada um dos seus papéis - o que costuma ocorrer em empresas que estão em um contexto de crescimento acelerado, em processo de sucessão familiar, ou que mantiveram estruturas antigas ou arcaicas que não fazem mais sentido no mercado atual. 

Uma boa governança transforma essas divergências em oportunidades de qualificar as tomadas de decisões, estabelecendo uma visão forte a longo prazo que traga resultados que gerem valor ao negócio. Não é sobre evitar tensão, mas usá-la de forma positiva como inteligência coletiva, gerando debates saudáveis com respeito institucional que sempre se comprometam com o melhor interesse para a empresa em si. 

Essa é uma jornada eterna, que não existe regra de bolo que sirva para toda empresa. Apesar disso, boas práticas podem ser inspiradas como pilar central em cada negócio, de forma que essas diferenças sejam encaradas como algo positivo a favor de fortalecer a governança e tomadas de decisões, fortalecendo cada vez mais as operações como um todo. 

Jordano Rischter é headhunter e sócio da Wide Executive Search, boutique de recrutamento executivo focado em posições de alta e média gestão.    

   

Sobre a Wide:    

https://wide.works/    

Com mais de 50 anos de experiência combinada, a Wide é especialista em recrutamento executivo alinhado às necessidades e objetivos de cada empresa. Seu foco é fortalecer a governança corporativa, com atendimento exclusivo e processos ágeis e assertivos, conduzidos pela expertise de seus sócios. 



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Nathália Bellintani


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Eficiência operacional marca avanço da Passarelli em obra estratégica de saneamento em São Paulo

 


Passarelli

Eficiência operacional marca avanço da Passarelli em obra estratégica de saneamento em São Paulo

Operação otimizada reduziu prazos em 25% e reforça excelência em engenharia de grande escala

Com mais de 90 anos de atuação, a Passarelli se consolida como uma das principais empresas brasileiras de engenharia e construção. Com forte presença no setor de saneamento, a companhia lidera iniciativas que combinam inovação, eficiência operacional e excelência técnica.

Esse compromisso se materializa na obra da ETE Parque Novo Mundo, um dos maiores projetos de modernização do sistema de tratamento de esgoto do país, integrante do programa Integra Tietê, da Sabesp. Executado pelo Consórcio Nova ETE Parque Novo Mundo, liderado pela Passarelli em parceria com Consbem, Engeform e Enfil, o projeto tem como objetivo ampliar a capacidade de tratamento da estação, beneficiando milhões de pessoas com maior eficiência ambiental e operacional.

O principal desafio operacional foi a concretagem de 12 lajes dos reatores com tecnologia Nereda, estruturas de grande porte e elevada complexidade construtiva. Cada laje possui aproximadamente 50 metros de diâmetro e demandou a aplicação de 1.070 m³ de concreto, em uma operação que exigiu planejamento minucioso, sincronização logística e alto desempenho das equipes.

A solução adotada envolveu um modelo de concretagem contínua e altamente eficiente, com circulação média de 17 caminhões betoneira por hora, descarregados em apenas 3,5 minutos cada. O processo garantiu ritmo constante, qualidade do material e segurança da operação. A execução de cada laje foi concluída em cerca de 8 horas — um tempo significativamente otimizado para estruturas dessa dimensão, resultado direto da estratégia de eficiência operacional.

Ao todo, a operação mobilizou 120 profissionais das áreas de produção, coordenação, qualidade e segurança, além de 40 caminhões de betoneiras e 04 bombas lanças (sendo uma delas reserva). O consumo total foi de 2.568 toneladas de concreto, com período de concretagem de 96 horas e média de 8 horas por tanque.

A eficiência alcançada gerou um ganho estimado de 25% no prazo dessa etapa, reduzindo riscos de interferência no cronograma geral da obra, minimizando retrabalhos, otimizando recursos e elevando o padrão de previsibilidade e controle da execução.

Mais do que um marco construtivo, o projeto representa um avanço relevante em eficiência operacional no setor de infraestrutura. Demonstra, na prática, como planejamento integrado, engenharia de processos e excelência na execução podem gerar ganhos expressivos de agilidade, qualidade e desempenho, contribuindo diretamente para o sucesso do empreendimento e para a modernização do saneamento no Brasil.

Sobre a Passarelli 

Com mais de 90 anos de história, a Passarelli é uma das maiores empresas do Brasil em soluções inteligentes e completas de engenharia e construção, sempre pautada em seus valores e na busca incessante por inovação. A empresa oferece serviços no segmento de edificações e infraestrutura e desde a década de 1960 é responsável por inúmeras obras de saneamento, atuando como especialista em projetos de Norte a Sul. Em seu portfólio, conta com importantes entregas que beneficiam a vida do brasileiro, seja na construção de shoppings, como o Trimais Places, de Estações de Tratamento de Esgoto, como a de Barueri, projetos que tornam o acesso à água realidade, como Cinturão das Águas do Ceará, obras de ampliação e melhoria dos aeroportos de Fortaleza, Recife e outros cinco na região norte do País. Em incorporação, já entregou mais de 40 condomínios residenciais e vem se posicionando como um importante player do setor. A Passarelli também conta com a HBSP, locadora de equipamentos e shields. Na área social, mantém, há dez anos, o Instituto Sylvio Passarelli, atuando em prol de crianças e jovens por meio do tripé autonomia, conhecimento e dignidade.

Atendimento à imprensa:

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Anna Mattos
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Pesquisa aponta que pacientes com Leucemia Mieloide Crônica (LMC) defendem qualidade de vida como parte do cuidado

 


Levantamento evidencia um desalinhamento entre as percepções de pacientes e profissionais de saúde no manejo desse tipo de câncer

São Paulo, maio de 2026 – Os avanços no tratamento da Leucemia Mieloide Crônica (LMC) transformaram esse tipo de câncer em uma condição crônica controlável para muitos pacientes[1]. No entanto, por trás dessa evolução científica, a experiência de quem convive com a doença é marcada por desafios que vão além do controle clínico, e que impactam diretamente na qualidade de vida, no bem-estar e na rotina[2].

O tratamento padrão com inibidores de tirosina quinase (ITQs), administrados diariamente e, em muitos casos, por tempo indeterminado, representa um dos principais marcos dessa evolução[3]. No entanto, a necessidade de uso contínuo da medicação traz implicações relevantes para a qualidade de vida dos pacientes[4].

Entre os principais desafios desse câncer estão os efeitos colaterais de longo prazo dos tratamentos, como fadiga, náuseas, dores musculares e retenção de líquidos, que podem impactar atividades cotidianas e o bem-estar geral4. Além disso, a adesão rigorosa ao tratamento exige disciplina constante, o que pode se tornar difícil ao longo dos anos4.

Um estudo recém-publicado na revista Haematologica, conduzido em 11 países — incluindo o Brasil — com a participação de 361 pacientes e 198 médicos, evidencia um desalinhamento relevante entre as percepções de pacientes e profissionais de saúde no manejo da doença[5]. Enquanto médicos tendem a priorizar indicadores clínicos, como resposta molecular e eficácia do tratamento, pacientes atribuem maior valor à qualidade de vida, à tolerabilidade e ao impacto da doença em sua rotina5.

Esses pacientes convivem diariamente com efeitos colaterais que impactam significativamente a qualidade de vida. Por isso é fundamental avançarmos na comunicação e na decisão compartilhada, fortalecendo a adesão, a confiança e os resultados clínicos”, afirma a hematologista Dra. Carla Boquimpani, líder em leucemias crônicas do Grupo Oncoclínicas e pesquisadora do HEMORIO, que participou do estudo.

A pesquisa também revela barreiras importantes no diálogo durante as consultas5. Cerca de um em cada cinco pacientes, mesmo percebendo efeitos colaterais, evita mencioná-los ao médico — seja por receio de mudanças no tratamento, medo de parecer excessivamente queixoso ou por acreditar que os sintomas são inevitáveis5. Em contrapartida, metade dos pacientes relata que gostaria de receber mais informações sobre efeitos colaterais, impacto na rotina e perspectivas de longo prazo5.

Para o engenheiro Thiago Brasileiro, que convive com a LMC há nove anos, esse silêncio ainda é comum. “Muitos pacientes evitam falar sobre os efeitos colaterais por medo de trocar de medicação e acabam adaptando suas rotinas ou até o trabalho. No meu caso, a diarreia causada pelo tratamento era um grande desafio nas visitas aos clientes. Quando conversei com meu médico, conseguimos ajustar o horário da medicação, o que diminuiu bastante o impacto que eu tinha nas minhas atividades profissionais, mas não melhorou a minha qualidade de vida.  Outra questão foi a retenção de líquido causada pela medicação, lembro que ganhei muito peso quando descobri a doença”, relata.

Segundo a hematologista, “existem diferentes estratégias para lidar com a baixa tolerabilidade aos tratamentos, incluindo ajustes de dose, mudança no horário de administração ou até a substituição da medicação, sempre de forma individualizada e centrada na qualidade de vida, rotina pessoal e profissional e objetivos de tratamento de cada paciente”.

Nesse sentido, a disponibilização de novas opções terapêuticas também amplia as possibilidades de cuidado. No final de 2025, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso de asciminibe como tratamento para pacientes adultos recém-diagnosticados com LMC cromossomo Filadélfia positivo em fase crônica (LMC Ph+ FC), representando um avanço relevante no cenário nacional[6],[7]. Hoje o asciminibe já está incorporado ao SUS e aos planos de saúde para o tratamento após o uso de pelo menos dois ITQs anteriores[8],[9].

“A aprovação do asciminibe em primeira linha representa uma mudança de paradigma no tratamento da LMC. A possibilidade de iniciar o tratamento com uma terapia mais direcionada desde o diagnóstico pode aumentar e acelerar as taxas de resposta, além de reduzir a toxicidade, contribuindo para uma melhor qualidade de vida”, destaca a Dra. Carla.

Referências

[1] Abrale. Disponível em: https://abrale.org.br/doencas/leucemia/lmc/o-que-e/. Acesso em março de 2026.

[2] Manual Abrale – LMC – Tudo Sobre a Leucemia Mieloide Crônica. Disponível em: https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Manual-de-LMC-2025-web.pdf. Acesso em março de 2026.

[3] Kennedy, James A.; Hobbs, Gabriela. Tyrosine kinase inhibitors in the treatment of chronic phase CML: strategies for frontline decision-making. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC6023770/. Acesso em março de 2026.

[4] Sunder, Sunitha Shyam; Sharma, Umesh C.; Pokharel, Saraswati. Adverse effects of tyrosine kinase inhibitors in cancer therapy: pathophysiology, mechanisms and clinical management. Disponível em:  https://www.nature.com/articles/s41392-023-01469-6. Acesso em março de 2026.

[5] LANG, Fabian et al. Improving chronic myeloid leukemia management and quality of life: patient and physician survey on unmet needs from the CML SUN survey. Haematologica, v. 109, n. 1, 2024. Disponível em: https://haematologica.org/article/view/12170. Acesso em março de 2026.

[6] BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução-RE nº 4.841, de 28 de novembro de 2025. Diário Oficial da União: seção 1. Disponível em: http://www.in.gov.br/autenticidade.html. Acesso em março de 2026.

[7] Scemblix ® (cloridrato de asciminibe): novo registro. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/novos-medicamentos-e-indicacoes/scemblix-r-cloridrato-de-asciminibe-novo-registro#:~:text=Scemblix%C2%AE%20(cloridrato%20de%20asciminibe)%20%C3%A9%20indicado%20para%20o%20tratamento,da%20tirosina%20quinase%20(ITQ). Acesso em março de 2026

[8] Governo Federal. Disponível em: https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2026/sociedade/relatorio-para-sociedade-com-decisao-final-no-578. Acesso em março de 2026.

[9] Goveno Federal. Disponível em: https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2026/sociedade/relatorio-para-sociedade-com-decisao-final-no-578. Acesso em março de 2026.




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Celular na adolescência: mediação ativa e 'detox' são as estratégias reais de proteção

 

Vitru Educação


Celular na adolescência: mediação ativa e 'detox' são as estratégias reais de proteção



Especialista da UniCesumar defende a presença dos responsáveis no ambiente virtual e pondera que uso diário do aparelho; proibição agrava os riscos

 

Pesquisas recentes apontam que o aumento intenso do uso de celulares entre os jovens está diretamente ligado à queda no desempenho escolar e ao crescimento de relatos de solidão. No Brasil, o acesso também é massivo: de acordo com o estudo TIC Kids Online 2025, a internet faz parte da rotina de 92% da população de 9 a 17 anos. Diante da exposição diária e, muitas vezes, sem filtros, adolescentes ficam vulneráveis a abusos, pressões digitais e danos diretos à formação da identidade.

 

“Proibir totalmente o uso de telas atualmente é quase impossível, porque a vida gira em torno da internet, que é uma infraestrutura essencial para educação e socialização. Quando os pais tentam proibir o acesso, a relação se desgasta. Os adolescentes começam a esconder o que estão fazendo, tentam recuperar a conexão a qualquer custo e passam a usar a rede em locais sem nenhuma supervisão”, afirma Leonardo Pestillo de Oliveira, doutor em Psicologia e professor Programa de Pós-Graduação em Promoção da Saúde da UniCesumar de Maringá (PR).

 

O cenário impõe um desafio prático para as famílias e a resposta imediata de muitos responsáveis é o bloqueio do acesso, estratégia que os dados e a análise comportamental demonstram ser obsoleta. Em vez de simplesmente retirar o aparelho da mão dos adolescentes, a abordagem correta exige estabelecer estratégias reais para dosar o uso e garantir a segurança.

 

Os desafios das redes sociais

Oliveira explica que a superexposição em redes sociais afeta de forma mensurável a saúde mental e as plataformas são desenvolvidas para fornecer recompensas neurológicas imprevisíveis, operando em um cérebro adolescente que ainda não possui maturidade plena para controlar impulsos. “Os adolescentes estão expostos a conteúdos irrealistas que afetam diretamente a identidade e a autoestima. Com a exposição constante, a ausência de validação imediata, como curtidas e comentários, passa a ser interpretada como uma rejeição social”, complementa o docente.

 

Esse ambiente também abre portas para riscos práticos de segurança, como o cyberbullying e o aliciamento digital, nos quais adultos se aproximam de jovens para fins de exploração. O compartilhamento impulsivo de conteúdos aumenta o risco de chantagens e vazamentos de imagens íntimas.

 

Estratégias aplicáveis: Detox digital e presença virtual

A proteção da nova geração requer que os responsáveis estejam tão presentes no mundo virtual quanto no físico. Isso não significa vigilância hostil, mas a implementação de ferramentas de controle aliadas ao diálogo. Estratégias como limites de tempo de uso e filtros de classificação etária devem compor a rotina familiar. “Essas ferramentas são um suporte importante na mediação. O objetivo não é exatamente monitorar 100% do tempo, mas preparar os adolescentes para uma capacidade de autorregulação e maturidade no ambiente digital. É preciso ter transparência sobre o uso dessas tecnologias”, orienta o psicólogo.

 

O "detox digital" programado também surge como ação corretiva para a dinâmica familiar. O afastamento pontual e planejado das telas reduz a hiperestimulação. “As pausas devem ser implementadas não como uma punição, mas como uma estratégia de saúde. Esse tipo de situação ajuda na recuperação da atenção e melhora a saúde mental, pois reduz os sintomas de ansiedade frente à necessidade constante de checar as telas. É importante que todos se permitam reconectar pessoalmente e melhorar a percepção sobre o mundo real”, acrescenta.

 

Construção de confiança: mediação ativa

A base para a eficácia dessas medidas é a construção de confiança. A mudança passa pela estruturação de uma rotina de mediação ativa. “Os pais devem participar desse momento, perguntar como os filhos jogam e como se comunicam, aprendendo sobre o universo deles. É preciso ensinar sobre os conteúdos consumidos e explicar os riscos reais. A manutenção de uma comunicação positiva e constante sempre é mais eficiente do que punições imediatas tomadas no calor de uma discussão”, conclui o professor da UniCesumar.

 

Sobre a UniCesumar

Com 35 anos no mercado educacional e desde 2022 como uma das marcas integradas ao grupo Vitru Educação, a UniCesumar conta com uma comunidade de mais de 500 mil alunos. Atualmente, possui uma robusta estrutura de Educação a Distância (EAD), com mais de 1,3 mil polos espalhados por todas as regiões do país, além de três unidades internacionais, localizadas em Dubai (Emirados Árabes) e Genebra (Suíça). No ensino presencial, destaca-se o curso de Medicina, oferecido nos campi de Maringá (PR) e Corumbá (MS), juntamente a outros três campi, localizados em Curitiba, Londrina e Ponta Grossa (PR). Como um dos dez maiores grupos educacionais privados do Brasil, a UniCesumar oferece portfólio diversificado, com mais de 350 cursos, abrangendo graduação, pós-graduação, técnicos, profissionalizantes, mestrado e doutorado. Sua missão é promover o acesso à educação de qualidade e contribuir para o desenvolvimento pessoal e profissional de seus alunos, preparando-os para os desafios do mercado de trabalho.

 

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 Pode ser uma imagem de texto que diz "Só disse verdades!!! POLÊMICA Influenciador nordestino viraliza ao dizer: Se votar no fosse bom, O Nordeste seria Dubai' Declaração gerou forte repercussão nas redes sociais."

Quais são os problemas invisíveis do SAP Business One?

 


Por Tânia Alves

Uma armadilha silenciosa costuma se instalar nas empresas logo após os primeiros meses da implementação de um novo sistema de gestão. A diretoria comemora o cumprimento do cronograma, as equipes respiram aliviadas uma vez que passaram a ter uma operação estruturada. No entanto, uma pergunta incômoda precisa ser feita: o ERP está sendo realmente usado de forma estratégica? 

Em se tratando do SAP Business One, sistema de gestão para empresas em crescimento da multinacional alemã, existe uma diferença entre ter o software implantado e extrair inteligência operacional dele. O que se observa em muitas corporações é um cenário paradoxal. Isso é, o ERP está lá, operando no servidor, mas, por baixo do pano, a operação continua funcionando quase como antes, o que traz retrabalhos recorrentes, visto que as conferências são feitas de forma manual.  

Na prática, o sistema existe, mas a inteligência não flui. E, é exatamente nessa lacuna que nascem os problemas invisíveis, que são aqueles que não geram mensagens de erro na tela, porém desperdiçam a rentabilidade e a eficiência do negócio todos os dias. O primeiro sinal claro dessa subutilização é o custo invisível dos controles paralelos.  

Quando a cultura da empresa não confia plenamente no dado que sai do ERP, cria-se uma burocracia oculta. Surgem planilhas para "bater" com o sistema, controles duplicados de estoque e múltiplos relatórios para a mesma informação. Recursos nativos do SAP Business One, como dashboards integrados, consultas personalizadas e automações de monitoramento operacional, são negligenciados. O resultado é uma perda de produtividade silenciosa, afinal, quanto mais a operação depende de controles externos, menor é a sua maturidade operacional. 

Essa falta de visualização se estende à tomada de decisão. O sistema de gestão foi desenhado para ser um motor analítico, porém muitas lideranças o reduzem a um mero registrador de dados fiscais e contábeis. Dessa forma a gestão atua de forma puramente reativa, descobrindo os gargalos apenas quando eles já viraram crise ou quando bateram na porta do cliente. O preço de decidir tarde é alto e se traduz em compras desnecessárias, estoques parados, fluxo de caixa pressionado e uma crônica falta de previsibilidade. O problema aqui não é apenas perder produtividade, mas a capacidade de se antecipar ao mercado. 

Outro ponto crítico está no conflito entre a evolução tecnológica e a estagnação cultural. É comum ver empresas operando um ERP moderno sob uma gestão analógica e cheia de vícios. Os usuários continuam executando tarefas “como sempre fizeram”, ignorando workflows e aprovações automatizadas para manter combinações informais via aplicativos de mensagem. Assim, caso surja um problema, é corrigido o sintoma, e nunca a causa raiz, pois ninguém sabe ao certo quem aprovou ou por onde o processo passou. Na prática, a organização até consegue crescer, entretanto, seus processos não escalam, tornando-a perigosamente dependente de pessoas específicas. 

Essa resistência costuma ser alimentada por um erro comum: o mito do "projeto encerrado". Tratar o ERP como uma obra que tem data para acabar e cuja responsabilidade termina após o go-live é um equívoco perigoso. O mercado muda, as regras fiscais sofrem alterações, sendo assim, a estratégia da empresa também precisa se transformar, mas esse movimento pode ser impedido se as parametrizações do sistema continuam estáticas, exatamente como foram desenhadas anos atrás.  

Deste modo, sem treinamento contínuo das equipes e sem revisões operacionais periódicas, o SAP Business One passa a refletir processos, decisões e limitações do passado. É importante enfatizar que o ERP não deve ser um retrato estático, visto que precisa acompanhar a evolução e o nível de maturidade do negócio. 

Toda essa ineficiência interna inevitavelmente transborda para o mercado. Afinal, a experiência do cliente começa muito antes do atendimento na ponta, sendo o reflexo direto da saúde operacional da organização. Nesse aspecto, erros de faturamento, atrasos na entrega, respostas desencontradas do comercial e dificuldades no pós-venda quase nunca nascem na linha de frente, contudo, são frutos de silos organizacionais e da falta de integração entre as áreas que utilizam o sistema. O cliente final pode nunca ver a interface do ERP, porém sente o impacto exato da sua subutilização. 

O antagonista do crescimento não é o SAP Business One. O verdadeiro gargalo está na superficialidade do uso, na falta de evolução contínua e na ilusão de que a tecnologia, por si só, resolve processos frágeis. Recursos de ponta como automação de processos, gestão em tempo real e indicadores operacionais não podem ser consideradas meras funcionalidades técnicas, mas capacidades de gestão. Transformar o ERP de um centro de custos de lançamentos em um motor de inteligência e escalabilidade exige uma mudança de mentalidade. Afinal, os piores problemas de uma empresa são aqueles que a rotina já normalizou e que continuam deixando dinheiro pelo caminho, sem que ninguém perceba. 

Tânia Alves é Gerente de Engajamento do Cliente (CEE).   

Sobre a Okser    
A Okser é uma consultoria especializada na implementação do SAP Business One. Com 17 anos de expertise, atendendo empresas em todo o território nacional, a empresa já soma mais de 2 mil projetos realizados e mais de 3 mil usuários. A organização vai além, criando soluções tecnológicas personalizadas para lidar com qualquer desafio, simplificando processos e garantindo maior segurança e eficiência operacional. 



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Cinthia Guimarães


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Hospital de Lauro de Freitas realiza simulação de emergência para reforçar segurança de pacientes e equipes

 

Hapvida Notredame Intermédica

Hospital de Lauro de Freitas realiza simulação de emergência para reforçar segurança de pacientes e equipes

A preparação para situações de emergência faz parte dos protocolos de segurança adotados em ambientes hospitalares. Com esse foco, o Hospital Lauro de Freitas, da rede Hapvida, realizou uma simulação de emergência para testar fluxos de evacuação, tempo de resposta e integração entre equipes assistenciais, administrativas e órgãos externos de apoio.

A ação mobilizou 56 colaboradores de diferentes setores da unidade, entre eles direção hospitalar, enfermagem, atendimento, hotelaria, SESMT, equipe médica e emergência.

O treinamento também contou com a participação integrada do Corpo de Bombeiros, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Polícia Militar e equipe do Salvar, reforçando a articulação entre os serviços envolvidos em ocorrências críticas. Ao todo, participaram da simulação nove bombeiros, cinco profissionais do Salvar, cinco policiais militares e três profissionais do Samu.

Segundo a gerente administrativa do Hospital Lauro de Freitas, Tatiana Santana, treinamentos como esse fortalecem a capacidade de resposta da instituição diante de ocorrências críticas.

“A realização de simulações como esta é fundamental para garantir que equipes e instituições estejam preparadas para agir com rapidez, organização e segurança diante de situações de emergência. Em um ambiente que lida diretamente com vidas, o treinamento contínuo, aliado à integração com órgãos de resposta, fortalece não apenas a atuação interna, mas também a proteção de pacientes, acompanhantes, visitantes e de toda a sociedade”, destaca.

Durante a atividade, foram avaliados procedimentos de evacuação, comunicação entre equipes, acionamento das brigadas de incêndio e protocolos internos voltados à segurança de pacientes, acompanhantes, visitantes e profissionais da unidade.

Sobre a Hapvida   
 
Com mais de 80 anos de experiência, a Hapvida é hoje a maior empresa de saúde integrada da América Latina. A companhia, que possui mais de 75 mil colaboradores, atende quase 16 milhões de beneficiários de saúde e odontologia espalhados pelas cinco regiões do Brasil.   
 
Todo o aparato foi construído a partir de uma visão voltada ao cuidado de ponta a ponta, a partir de 84 hospitais, 75 prontos atendimentos, 367 clínicas médicas e 313 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial, além de unidades especificamente voltadas ao cuidado preventivo e crônico. Dessa combinação de negócios, apoiada em qualidade médica e inovação, resulta uma empresa com os melhores recursos humanos e tecnológicos para os seus clientes.



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Bianca Rocha
Executiva de Atendimento
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Rotatividade no C-Level: qual o momento certo para reposicionar executivos?

 


Por Thiago Gaudencio

Nos últimos anos, a estabilidade no topo das empresas deixou de ser uma constância para se tornar uma variável estratégica. Afinal, em um ambiente de negócios marcado pela transformação digital, avanço da inteligência artificial, novas demandas do mercado e pressão constante por resultados, executivos passaram a enfrentar desafios que exigem adaptação contínua — inclusive na própria posição que ocupam dentro das organizações. Porém, surge uma dúvida frequente ao se deparar com este momento: o que avaliar nessa movimentação do C-Level? 

Existem três fatores que costumam ser levados em consideração na rotatividade desses executivos: se o profissional segue performando dentro do esperado pela organização, se o próprio executivo(a) ainda se sente motivado e desafiado em sua posição e deveres, ou se há algum tipo de conflito na construção dos objetivos de curto prazo com os de médio e longo prazo, capaz de gerar desmotivação. 

Em qualquer um deles, seja pela quebra de expectativa em seus entregáveis ou a percepção de que entrou em uma rotina que não lhe proporciona mais nenhum tipo de aprendizado significativo que o permita continuar progredindo em sua carreira, abre margem para uma queda de produtividade e empenho que são extremamente prejudiciais para todos os lados. 

A necessidade de atualização constante, inclusive, já é reconhecida pelos próprios líderes: cerca de 72% dos gestores estão buscando fontes e métodos de aprimoramento de suas competências para que estejam cada vez mais preparados para lidar com o dinamismo do mercado atual, segundo uma pesquisa da edX. Se colocar nesta posição de vulnerabilidade a favor de uma capacitação contínua é um dos comportamentos mais importantes para evitar uma insistência de um executivo em sua cadeira, sem que haja mais um alinhamento estruturado. 

Para identificar a necessidade dessa troca, é fundamental revisitar e avaliar os entregáveis do(a) executivo(a) de tempos e tempos, o que deve passar pelo crivo de várias esferas internamente. O conselho, por exemplo, precisa participar dessa avaliação, tendo uma maior diversidade de visões sobre cada executivo antes de tomar qualquer decisão. 

Aqui, mais do que avaliar a performance do(a) executivo(a) C-Level durante seu período histórico, e não apenas uma janela pontual, é crucial compreender os motivos que podem ter desencadeado qualquer quebra de expectativa – seja questões externas de mercado, falta de apoio interno na própria empresa, falta de feedbacks, dentre muitos outros. Essas respostas trarão um norte mais seguro para identificar uma eventual necessidade de reposicioná-lo ou não, desde que esteja pronto para assumir um novo desafio que o permita continuar crescendo em sua carreira. 

Agora, mesmo com todo o preparo e análise, ainda assim, muitas movimentações tendem a desencadear certa insegurança organizacional entre os times. Em ambientes com culturas meritocráticas, por exemplo, que não promovem um profissional que apresenta grande dedicação e grandes resultados, outros profissionais podem questionar os motivos dessa falta de “reconhecimento”, podendo até mesmo se sentirem frustrados. E, a melhor forma de evitar qualquer desentendimento nesse sentido, é mantendo a máxima transparência e clareza possível a respeito das decisões tomadas. 

Toda cadeira executiva é feita de altos e baixos, o que reforça a importância de sustentar a transparência entre o que se espera de cada uma das partes, mantendo uma comunicação objetiva e clara a todo o momento e, acima de tudo, maturidade ao entender que a rotatividade dessa posição é algo natural de ocorrer em algum momento dessa jornada. Com esses cuidados aliados a um plano de carreira bem estruturado, as chances de conduzirem essa movimentação minimizando inseguranças e conflitos serão potencializadas, mantendo uma boa governança interna a favor do crescimento corporativo contínuo. 

Thiago Gaudencio é headhunter e sócio da Wide Executive Search, boutique de recrutamento executivo focado em posições de alta e média gestão.    

     

Sobre a Wide:    

https://wide.works/    
Com mais de 30 anos somados de recrutamento especializado e mais de 20 mil entrevistas realizadas, o propósito da Wide, empresa de recrutamento e seleção de alta gerência, é construir legados, seja o das empresas contratantes, o dos candidatos e o seu próprio. 



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