Inadimplência de aluguel na Bahia recua em maio, aponta Índice Superlógica
- Índice traz ranking das regiões com maior taxa de inadimplência de aluguel
- Índice de inadimplência de aluguel na Bahia ficou em 5,75% ante 6,51% no mês anterior
- A região Nordeste mantém liderança no ranking nacional de inadimplência, com taxa de 5,39%, acima da média do país, de 3,22%
- Imóveis de até R$ 1.000 – residenciais e comerciais – voltam a subir e continuam liderando a inadimplência nas faixas de valor
- Criado para apoiar imobiliárias em decisões estratégicas, índice analisa dados anonimizados de mais de 800 mil locatários
Julho de 2026 – A inadimplência de aluguel na Bahia recua e registra taxa de 5,75% em maio, variação de 0,76 ponto percentual ante os 6,51% de abril. No comparativo com o mesmo período de 2025 (4,23%), porém, houve um aumento de 1,52 ponto percentual. Apesar da queda, a taxa no estado também ficou acima da média nacional, que foi de 3,22%. Os dados são do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica, principal plataforma de soluções tecnológicas e financeiras para o mercado do morar.
Mesmo com o recuo, o estado da Bahia tem uma das maiores inadimplências entre os estados brasileiros, acima inclusive da média da região Nordeste, que fechou maio com taxa de 5,39% e lidera o ranking nacional desde fevereiro deste ano, reforçando um cenário de maior pressão no mercado local. Segundo Manoel Gonçalves, Diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica, “a queda registrada em maio causa certo otimismo, mas o estado segue com taxas acima da média nacional, razão pela qual o cenário ainda não é plenamente positivo. Com inflação e juros ainda em patamar elevado em 2026, a pressão sobre o orçamento das famílias e, por consequência, na capacidade de pagamento dos inquilinos, continua exigindo atenção”.
A região Norte ficou em segundo lugar no ranking das regiões brasileiras, com 4,38%, aumento de 0,01 ponto percentual, ante os 4,37% de abril. Na sequência vêm as regiões Sudeste (3,15%, ante 2,94% em abril) e Centro-Oeste (2,85%, redução de 0,12 p.p.), que inverteram suas posições pela primeira vez desde novembro de 2025. Por fim, o Sul se mantém com a menor taxa do país, com 2,67%, apesar do leve aumento de 0,02 ponto percentual em relação ao último registro (2,65%).
No Nordeste, os imóveis comerciais continuam liderando a inadimplência de aluguel, com 7,84% em maio, queda de 0,30 ponto percentual em relação a abril (7,54%). Em seguida, aparecem as casas, com 5,76% – após 5,78% do mês anterior –, e os apartamentos que registraram novo aumento de 3,32% para 3,85% no período.No âmbito nacional, entre a base nacional analisada por faixa de valor, quase todas as faixas registraram aumento, mas os imóveis com aluguel de até R$ 1.000 continuam liderando. Entre os residenciais, a inadimplência nessa faixa ficou em 6,31% contra 5,56% no mês anterior. Nos comerciais, fechou o período em 7,60%, ante 7% em abril. A única que demonstrou queda foi a de locações comerciais de R$ 8.000 a R$ 13.000, que reduziu de 4,15% para 3,99% (redução de 0,16 p.p.). As faixas com inadimplência mais baixa foram residenciais e comerciais entre R$ 2.000 e R$ 3.000, com 1,91% e 3,52%, respectivamente.
Os aluguéis acima de R$ 13.000 também tiveram um aumento considerável, especialmente os residenciais, que subiram 1,64 ponto percentual e alcançaram 6,16% de inadimplência em maio, frente aos 4,52% de abril. Entre os comerciais, a alta foi de 0,47 p.p., fechando o período com taxa de 4,90% contra 4,43% do mês anterior.
“Os contratos de maior valor seguem preocupando as imobiliárias e administradoras pelo impacto financeiro que representam. Quem aluga um imóvel acima de R$ 13.000, geralmente, tem renda familiar acima de R$ 40.000, três vezes o valor do aluguel, dentro da margem de segurança padrão. Mas esse perfil é, em grande parte, composto por empreendedores, comerciantes e empresários. E o empresário brasileiro está sob pressão real: carga tributária crescente, menor giro da economia, crédito mais caro”, analisa Gonçalves.
Na análise por tipo de imóvel, os três segmentos registraram aumento em maio. A maior variação foi verificada nas casas, que subiram de 3,31% em abril para 3,69% em maio. A inadimplência dos apartamentos ficou em 2,35%, ante 2,11% em abril; e a dos imóveis comerciais foi de 4,21% para 4,39%.
Principais dados do Índice de Inadimplência Superlógica:




Sobre o Índice Superlógica
O Índice de Inadimplência Locatícia da Superlógica é um levantamento mensal de dados exclusivos e internos que apresenta o cenário de dívidas do mercado brasileiro de locação imobiliária. O índice leva em consideração o valor do boleto, o tipo de imóvel (apartamento, casa ou comercial) e a sua localização, além das datas de vencimento e pagamento, que mostram se há inadimplência ou não.
Esta edição do estudo contou com dados de mais de 800 mil clientes locatários em todo o Brasil, sendo considerados inadimplentes aqueles que possuem boletos que estão há mais de 60 dias sem pagamento ou que foram pagos com atraso de mais de 60 dias. Todos os dados são anonimizados, não sendo passíveis de associação a um indivíduo, direta ou indiretamente.
Sobre o Grupo Superlógica
Líder em soluções tecnológicas e financeiras para os mercados condominial e imobiliário, a Superlógica detém 50% do mercado endereçável no segmento condominial no país e oferece um vasto portfólio de produtos, incluindo softwares de gestão, relacionamento e de controles de acesso, além de serviços financeiros como crédito, pagamentos e conta digital. A Superlógica possui mais de mil funcionários e transaciona mais de 35 bilhões de reais em seu sistema. A empresa realizou 8 aquisições nos últimos anos e já recebeu 450 milhões de reais em aportes para expansão de seus produtos e serviços. O investimento foi liderado pelo fundo norte-americano de private equity Warburg Pincus.
Grupo Superlógica / NOVA PR
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Annanda dos Santos
annanda.santos@novapr.com.br
(11) 93451-0704
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