
Terapias imunobiológicas transformam a vida de pacientes com doenças raras e trazem nova perspectiva de tratamento
No Dia Mundial das Doenças Raras, especialista destaca como avanços da medicina têm permitido controle de patologias antes consideradas intratáveis
Celebrado
em 28 de fevereiro, o Dia Mundial das Doenças Raras chama atenção para
condições que, apesar de afetarem um número reduzido de pessoas
individualmente, representam um desafio significativo para pacientes,
familiares e profissionais de saúde. Avanços recentes, especialmente com
o uso de terapias imunobiológicas, têm mudado o curso dessas doenças e
devolvido qualidade de vida a pacientes que antes enfrentavam limitações
severas.
As doenças raras são caracterizadas
pela baixa prevalência, o que dificulta o diagnóstico e o acesso ao
tratamento adequado. Segundo o médico reumatologista Rafael Carvalho,
sócio da Clínica IBIS, esse fator ainda representa um dos principais
obstáculos no cuidado ao paciente.
“As doenças raras afetam um pequeno
número de pessoas, e muitos médicos têm pouco ou nenhum contato com
essas condições ao longo da formação e da carreira. Esse grupo de
doenças geralmente é crônico, progressivo e incapacitante, e o
diagnóstico precoce é essencial e definidor do prognóstico. Quanto mais
cedo o tratamento estiver disponível, melhor será a resposta”, explica.
Entre os avanços mais importantes no
tratamento dessas patologias estão as terapias imunobiológicas,
medicamentos desenvolvidos a partir de células vivas e com atuação
direcionada a mecanismos específicos das doenças. Diferentemente das
medicações sintéticas convencionais, esses tratamentos utilizam
engenharia genética para atuar de forma mais precisa no sistema
imunológico.
“Até pouco tempo atrás, muitas
doenças consideradas intratáveis tiveram seu curso totalmente modificado
com o acesso às terapias biológicas, permitindo o controle da doença e o
restabelecimento da qualidade de vida dos pacientes”, destaca o
especialista.
Na reumatologia, área de atuação do
médico, algumas doenças raras, como a granulomatose com poliangiite — um
tipo de vasculite que pode afetar vias respiratórias, pulmões, rins e
outros órgãos — já contam com tratamentos eficazes por meio dessas
terapias. A condição é considerada rara, com incidência estimada entre
três e dez casos por milhão de habitantes.
O impacto dessas terapias é
percebido diretamente na vida dos pacientes. “Lembro de uma paciente com
múltiplos acometimentos que, após iniciar a terapia biológica,
conseguiu entrar em remissão da doença. Apesar de algumas sequelas
decorrentes da demora no diagnóstico, hoje ela tem boa qualidade de
vida”, relata Rafael Carvalho.
Além do tratamento, o acesso à
informação e ao acompanhamento especializado é fundamental para melhorar
o prognóstico e ampliar as possibilidades terapêuticas. Nesse contexto,
centros especializados desempenham papel essencial tanto no cuidado ao
paciente quanto no avanço científico.
“A Clínica IBIS, como centro de
referência em imunoterapias, tem o papel de oferecer tratamento de ponta
aos pacientes, mas também de contribuir com o desenvolvimento do
conhecimento científico por meio do nosso Centro de Pesquisa Clínica”,
afirma o médico. Atualmente, a clínica possui mais de 30 protocolos de
pesquisa em andamento nas áreas de neurologia, dermatologia,
reumatologia e alergologia.
Para o especialista, o Dia Mundial
das Doenças Raras reforça a importância da conscientização e do acesso
ao diagnóstico e tratamento adequados. “Um dos papéis do médico é
informar, de forma séria e baseada na ciência, sobre doenças,
tratamentos e cuidados com a saúde. Hoje, com os avanços da medicina,
temos recursos capazes de transformar a vida de muitos pacientes”,
conclui.
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Bianca Rocha
Executiva de Atendimento
bianca@textoecia.com.br
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