sábado, 5 de agosto de 2017

Paralisações de caminhoneiros provocam falta de combustíveis no RS


BLOG DO CAMINHONEIRO



As manifestações dos caminhoneiros registradas em várias estradas gaúchas afetam o abastecimento de combustíveis. Somente na BR-392, próximo ao acesso a Pelotas, na manhã desta sexta-feira (4) já eram registrados mais de 400 caminhões parados. A consequência foi sentida na cidade: quem tentou abastecer, não conseguiu.
O ferreiro Josino Sedrez, de Pelotas, reclamou. “Não se encontra mais gasolina em posto nenhum”. Em alguns estabelecimentos, as bombas chegaram a ficar vazias. Mesmo assim, o movimento em busca de combustíveis foi intenso, e alguns postos chegaram a registrar 100 metros de fila de automóveis. Além do setor de combustíveis, a entrega de cargas também sofreu atrasos.
Por volta do meio-dia, eram 19 pontos de manifestação nas estradas gaúchas, segundo informações da Polícia Rodoviária Federal. Os caminhoneiros protestam contra o aumento dos combustíveis e reivindicam a criação de um piso para o valor da carga. Além disso, querem a criação de um regime de aposentadoria especial e mais segurança nas rodovias.
O caminhoneiro Paulo Funari demonstra preocupação com as condições de trabalho. “Está insuportável. Vai chegar o ponto de termos que parar. Não temos mais condições de colocar um pneu e não existe mais como sustentar. Antes já não sobrava nada, mas depois deste imposto [sobre os combustíveis], se tornou mais difícil ainda”.
Seu colega João Rogério Silva concorda. “O caminhão transporta tudo. Na hora em que parar o caminhão, para o país.”
Em Ijuí, no Noroeste do estado, a mobilização chega ao quarto dia. Motoristas bloquearam a passagem de caminhões no entroncamento da BR-285 com a ERS-342. Os próprios transportadores relatam que já está faltando produtos no comércio e nas indústrias. “Temos contato com os outros pontos. Combinamos, quando abre aqui, fecha em São Sepé”, explicou o transportador autônomo Norton Luiz Barrichelo. “Na fronteira, já está faltando frutas. Mas nós não vamos parar”.
Já em Cruz Alta, agricultores e caminhoneiros bloqueiam a BR-158 no acesso à cidade. Pela manhã, os manifestantes chegaram a colocar fogo em pneus à beira da rodovia. Com tratores e faixas bloqueando a passagem, os caminhões são obrigados a estacionar. Apenas os demais veículos seguem viagem.
E em Camaquã, uma criança ficou ferida durante um protesto durante a paralisação na BR-166, por uma pedra arremessada por manifestantes.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal, estes eram os pontos de manifestação, com retenção de caminhões, na tarde de sexta-feira (4):
BR-116, km 427, em Cristal
BR-116, km 401, em Camaquã
BR-285, km 273, em Mato Castelhano
BR-468, km 0, em Palmeira das Missões
BR-468, km 99, em Três Passos
BR-116, km 455, em São Lourenço do Sul
BR-392, km 140, em Canguçu
BR-392, km 297,9, em São Sepé
BR-293, km 247, em Dom Pedrito
BR-392, km 18, em Rio Grande
BR-392, km 62 e km 66, em Pelotas
BR-285, km 461, em Ijuí
BR-158, km 193, em Cruz Alta
BR-287, km 282, em São Pedro do Sul
BR-385, km 337, em Carazinho
BR-290, km 482, em Rosário do Sul
BR-158, km 482, em Júlio de Castilhos
BR-285, km 668, em São Borja
BR-293, km 182, em Bagé
BR-392, km 350, em Santa Maria
BR-386, km 243, em Soledade
BR-116, km 299, em Guaíba
BR-285, km 273, em Mato Castelhano
BR-285, km 389, em Santa Bárbara do Sul
BR-285, km 564, em São Luiz Gonzaga
BR-290, km 290, em Pantano Grande
Fonte: G1

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