domingo, 9 de julho de 2017

Doria diz que Tasso não decide sozinho sobre Temer e Alckmin fica calado


Doria e Alckmin, preocupados com a situação de Temer
Juliana Arreguy
O Globo
Defensor da permanência do PSDB no governo de Michel Temer, o prefeito de São Paulo João Doria minimizou, nesta sexta-feira, as declarações dadas pelo presidente interino do partido, o senador Tasso Jereissati (CE). Na quinta-feira, Tasso afirmou que Temer está “chegando na ingovernabilidade” e que o deputado Rodrigo Maia (PMDB-RJ) reúne condições de dar “estabilidade” ao país. Para Doria, a decisão sobre o desembarque dos tucanos não cabe apenas ao senador.
— Entendo que o PSDB, para tomar uma medida, deve construir isso dentro de uma reunião. Não creio que apenas o presidente, ainda que com todo o respeito que devemos ao senador Tasso Jereissati, possa tomar individualmente uma decisão dessa natureza. É uma decisão que deve reunir as lideranças do partido e minimamente a executiva nacional e, aí sim, tomar uma decisão — afirmou o prefeito de São Paulo, no fim da manhã desta sexta-feira, após participar de um evento da Igreja Universal do Reino de Deus no Brás, Zona Leste de São Paulo.
SEM OPINAR – Questionado sobre qual é sua opinião a respeito da permanência do PSDB no governo Temer, Doria disse que não cabe a ele definir isso. Nas últimas semanas, o prefeito paulistano tem defendido a manutenção do apoio a Temer, em nome das reformas, embora também já tenha dito que a decisão deve ser revista caso apareçam “fatos novos”. Nesta sexta-feira, Doria afirmou que a situação de Temer teve uma piora “óbvia” após a denúncia feita pela Procuradoria Geral da República:
— É claro que a crise aumentou, é obvio que a situação do governo Temer piorou nas últimas semanas. Isso é de uma evidência muito clara, mas é preciso ter cuidado e atenção na tomada de decisões.
ALCKMIN CALADO – Presente ao mesmo evento, o governador Geraldo Alckmin (PSDB), padrinho político de Doria e também defensor do apoio tucano a Temer, deixou o local sem falar com a imprensa.
Alckmin e Doria mantém um alinhamento nessa questão. No último dia 27, por exemplo, após a denúncia de Temer, o governador paulista afirmou que “denúncia não é condenação.”
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