O momento crítico que a presidente Dilma Rousseff enfrenta vai se agravando aos poucos
Publicada em TRIBUNA DA BAHIA
O momento crítico que a presidente Dilma
Rousseff enfrenta vai se agravando aos poucos. Na semana em que duas
bancadas partidárias, do PTB e do PDT, anunciam o rompimento com a base
aliada do governo federal na Câmara dos Deputados, uma pesquisa
Datafolha mostra que a presidente bateu o recorde no índice de
reprovação com 71%, sendo que a maior marca atingida era do senador
Fernando Collor de Mello (PTB) quando tinha 68% de rejeição em 1992. No
estudo realizado entre os dias 4 e 5 deste mês, o percentual de
brasileiros que consideram o governo Dilma bom ou ótimo caiu de 10% para
8%, em comparação com a pesquisa feita em junho.
O cenário não deixa o deputado estadual e líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia, Zé Neto (PT), nada otimista. “Eu vejo [os números] com preocupação. Estamos vivendo uma crise política acumulada com a econômica e isso dá um combustível na política”, lamenta o petista, que aponta outras economias mundiais em dificuldade como a do Japão, China, Estados Unidos e países da Europa. “Mas eu tenho esperança que no mês de setembro teremos um cenário melhor do ponto de vista econômico”, acredita.
O parlamentar diz ainda que não tem como separar a imagem desgastada da presidente Dilma do Partido dos Trabalhadores. “Quando a presidente vence, somos os protagonistas principais, se está em baixa, nós também sofremos com os ônus. Tem desgaste para a gente, mas há uma potencialização exagerada em relação ao PT. Tem nomes do PT envolvidos em algumas situações, estão sendo investigados, mas não tem nenhuma relação com o partido.
O nosso partido é responsável pelas maiores revoluções e melhorias na vida do brasileiro nos últimos tempos”, defende o deputado feirense. “O desgaste não é só do PT. Se o DEM, ex-PFL, ex-Arena, grande construtor de grandes mazelas na história deste país, pensa que vai parar o desenvolvimento iniciado pelo governo está enganado. Se o PSDB, que também faz parte desse contexto, pensa que lá na frente o zagueiro na vai funcionar, está muito enganado”, desabafou.
O presidente do PT na Bahia, Everaldo Anunciação, por sua vez, reconhece o momento crítico que o país vive, mas atribui a baixa popularidade de Dilma aos grandes “meios de comunicação”. “Tem um constante massacre dos meios de comunicação associado ao momento econômico. Enquanto não melhorar a economia, não acredito que esse índice de aprovação mudará”, relata o dirigente baiano. Anunciação diz ainda esperar que com a aproximação do final de ano, aumente a geração de empregos e esse cenário seja amenizado.
O comportamento do presidente da Câmara Federal, o deputado Eduardo Cunha (PMDB), que rompeu com o governo federal após ser citado por um delator envolvido no esquema da Petrobras por ter recebido US$ 5 milhões, interfere negativamente na imagem da presidente Dilma. “Ele [Cunha] está prestando um desserviço à nação alimentando essa perspectiva de golpe. Itamar foi presidente em 1994 e quase 21 anos depois o presidente coloca para votar em uma aprovação a toque de caixa com o objetivo de chegar às contas de Dilma que sequer foram apreciadas pelo Tribunal de Contas da União”, reclamou o presidente.
O cenário não deixa o deputado estadual e líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia, Zé Neto (PT), nada otimista. “Eu vejo [os números] com preocupação. Estamos vivendo uma crise política acumulada com a econômica e isso dá um combustível na política”, lamenta o petista, que aponta outras economias mundiais em dificuldade como a do Japão, China, Estados Unidos e países da Europa. “Mas eu tenho esperança que no mês de setembro teremos um cenário melhor do ponto de vista econômico”, acredita.
O parlamentar diz ainda que não tem como separar a imagem desgastada da presidente Dilma do Partido dos Trabalhadores. “Quando a presidente vence, somos os protagonistas principais, se está em baixa, nós também sofremos com os ônus. Tem desgaste para a gente, mas há uma potencialização exagerada em relação ao PT. Tem nomes do PT envolvidos em algumas situações, estão sendo investigados, mas não tem nenhuma relação com o partido.
O nosso partido é responsável pelas maiores revoluções e melhorias na vida do brasileiro nos últimos tempos”, defende o deputado feirense. “O desgaste não é só do PT. Se o DEM, ex-PFL, ex-Arena, grande construtor de grandes mazelas na história deste país, pensa que vai parar o desenvolvimento iniciado pelo governo está enganado. Se o PSDB, que também faz parte desse contexto, pensa que lá na frente o zagueiro na vai funcionar, está muito enganado”, desabafou.
O presidente do PT na Bahia, Everaldo Anunciação, por sua vez, reconhece o momento crítico que o país vive, mas atribui a baixa popularidade de Dilma aos grandes “meios de comunicação”. “Tem um constante massacre dos meios de comunicação associado ao momento econômico. Enquanto não melhorar a economia, não acredito que esse índice de aprovação mudará”, relata o dirigente baiano. Anunciação diz ainda esperar que com a aproximação do final de ano, aumente a geração de empregos e esse cenário seja amenizado.
O comportamento do presidente da Câmara Federal, o deputado Eduardo Cunha (PMDB), que rompeu com o governo federal após ser citado por um delator envolvido no esquema da Petrobras por ter recebido US$ 5 milhões, interfere negativamente na imagem da presidente Dilma. “Ele [Cunha] está prestando um desserviço à nação alimentando essa perspectiva de golpe. Itamar foi presidente em 1994 e quase 21 anos depois o presidente coloca para votar em uma aprovação a toque de caixa com o objetivo de chegar às contas de Dilma que sequer foram apreciadas pelo Tribunal de Contas da União”, reclamou o presidente.
Nenhum comentário:
Postar um comentário