"o papel da oposição é fortalecer as instituições, o governo que supere as suas próprias crises."
(Globo) Em evento de homenagem ao ex-governador de Pernambuco, Eduardo
Campos, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) defendeu nesta segunda-feira que
o PSDB não deve ser protagonista no processo de desgaste do governo e
deve concentrar seus esforços na blindagem às instituições que estão
levando adiante a "depuração" na política, como o Ministério Público e a
Polícia Federal. Na semana passada, o tucano defendeu a realização de
novas eleições como forma de superar a crise.
O senador admite que há três hipóteses para o governo Dilma Rousseff
nesse momento de crise, que são possíveis impactos dos desdobramentos da
operação Lava-Jato. A primeira é ela "aguentar" o furacão e permanecer
no cargo. A segunda será uma eventual cassação da chapa pelo Tribunal
Superior Eleitoral, e a terceira uma responsabilização no caso de o
Tribunal de Contas da União rejeitar as contas de 2014.
Antes que qualquer um desses cenários fique mais claro, o senador
defendeu que é preciso manter cautela. - Não cabe ao PSDB escolher qual o
melhor desfecho para essa crise,
até porque as alternativas que estão colocadas não dependem do PSDB.
Seja a continuidade da presidente, seja a discussão na Câmara dos
Deputados da questão do impeachment, seja a questão do TSE, o papel do
PSDB é garantir que as instituições funcionem na sua plenitude - disse.
O tucano destacou que o papel do partido será o de fortalecer as
instituições. - O que hoje ainda temos de concreto, de consistente para
nos
permitir o nosso reencontro novamente com o crescimento, com o
desenvolvimento, são as nossas instituições, que funcionam na sua
plenitude. E, enquanto oposição, temos que garantir esse seu
funcionamento, seja dos tribunais, seja de Contas, seja do Tribunal
Regional Eleitoral, seja o Ministério Público e a Polícia Federal. O
PSDB é guardião das nossas instituições. E caberá ao governo, não à
oposição, superar a crise que ele próprio criou - pontuou.
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