MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Protesto contra aterro sanitário interdita trecho da BR 101 em SE


Moradores do povoado Taboca fecharam o local de 6h às 9h.
Local foi feito para reaproveitamento de restos de materiais de construção.

Marina Fontenele Do G1 SE

Protesto causou congestionamento de mais de três quilômetros (Foto: Marina Fontenele/G1)Protesto causou congestionamento de mais de três quilômetros (Foto: Marina Fontenele/G1)
Moradores do povoado Tabocas localizado no município de Nossa Senhora do Socorro, em Sergipe, interditaram trecho da BR 101 na manhã desta quarta-feira (2). Eles protestaram contra o funcionamento de um aterro sanitário que fica a cerca de um quilômetro de aproximadamente três mil casas.
O protesto pacífico começou 6h e a pista só foi liberada por volta das 9h15 após negociação entre os manifestantes e representantes da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Com a interdição das pistas com, formou-se um congestionamento de cerca de três quilômetros.
“Os manifestantes têm todo o direito de buscarem soluções para os seus problemas assim como os condutores têm o direito de ir e vir. A PRF fez uma mediação com os líderes do movimento e eles entenderam que não podemos deixar que um direito nosso interfira no dos outros. Nossa preocupação maior era com crianças e idosos que já estavam presos no congestionamento há horas”, relata o inspetor Alvino Domingues, Chefe de Policiamento e Fiscalização da PRF.
'As casas ficam a 500 metros do aterro”, afirma o comerciante Reginaldo (Foto: Marina Fontenele/G1)Casas ficam a cerca de 500 metros do aterro localizado no povoado Tabocas (Foto: Marina Fontenele/G1)
Aos poucos, os manifestantes foram deixando a rodovia e seguiram para frente do aterro de uma empresa particular que foi criado para depósito de entulhos de construção civil onde eles atearam fogo em galhos de árvores. Segundo eles, o local está sendo utilizado para descarte de outros materiais.
“Eu acredito que mesmo depois de pronto e funcionando a Justiça pode ouvir nossa reivindicação e proibir o funcionamento do aterro. Espero que o poder maior, que é a Justiça, entenda que o aterro nesse local residencial prejudica a saúde e contamina a água. Já encontraram corpos humanos aí, tem de tudo e as casas ficam a 500 metros do local”, afirma o comerciante Reginaldo Souza de Araújo.
Reginaldo diz que a procupação teme contaminação da água e do solo (Foto: Marina Fontenele/G1)Reginaldo diz que a população teme contaminação
da água e do solo (Foto: Marina Fontenele/G1)
A Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) informe que existe no local, uma autorização para implantação e operação de uma unidade de reaproveitamento de restos de materiais de construção. Já para o aterro sanitário, a licença é apenas para construção. O Ministério Público Federal (MPF) aguarda um laudo técnico para dar um parecer sobre o aterro.

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