Candidatos creem que o exame deveria ter mais um dia de prova.
Psicóloga diz que estresse durante prova não pode virar frustração.
A um dia do ENEM, alunos montam estratégias para combater ansiedade (Foto: Luciane Cordeiro/G1)A adolescente Marjorie Manfredo, que pretende cursar medicina a partir do ano que vem, diz que a maior preocupação é conseguir terminar a prova a tempo. “Vai ter que escolher em qual chutar, porque não vai dar tempo de ler todas as perguntas e resolver os exercícios com calma”, acredita. O desabafo de Marjorie é compartilhada pelo grupo.
Todos se dizem cansados e muito estressados com essa etapa. “Para a gente conseguir fazer a prova com mais calma, o Enem tinha que ter mais um dia, porque aí as matérias estariam bem distribuídas e não seria um exame muito extenso”, sugere o estudante Raphael Yuji, candidato a uma vaga em medicina. "O bom mesmo era se o Enem fosse só em dezembro, aí teríamos tempo suficiente de ver todos os conteúdos. Em novembro, a gente não consegue terminar de revisar o conteúdo”, acrescenta Amanda Souza.
Com rotinas de mais de 13 horas de estudo, apenas com horário certo para dormir, o mais difícil segundo os estudantes, é deixar de lado a preocupação e a cobrança pessoal. “Eu não quero ficar mais um ano estudando, quero começar logo a faculdade”, diz Jonas Botini. “A minha família não cobra nada, mas não vou ter paciência de ficar mais um ano vendo os mesmos conteúdos e ter que fazer, de novo, as mesmas provas”, conta Amanda.
Preparação para o Enem envolve mais de 13 horas de estudo (Foto: Luciane Cordeiro/G1)Ela afirma ainda que é importante o candidato não comparar o seu desempenho com o de um amigo ou de outra pessoa. Segundo a psicóloga, a comparação aumenta o estresse e faz com que a pessoa se sinta inferior. “Se o estudante se preparou o ano inteiro, foi organizado e conseguiu entender o conteúdo que vai cair na prova, não precisa ficar preocupado com o gabarito ou como as outras pessoas foram. O mais importante é estar concentrado e focado em desenvolver bem essa tarefa, com isso o resultado positivo vem com maior facilidade”, declara Maria José. “Os pais também devem entender que esse é um momento de pura ansiedade e dar apoio aos filhos. A cobrança deve ser deixada de lado”, defende.
Para fazer uma boa prova, a psicóloga ainda recomenda que os estudantes comam comidas leves, não ingiram bebidas alcoólicas, façam uma caminhada ou pratiquem um esporte em grupo e durmam cedo. “Com isso, o candidato vai conseguir se concentrar, vai fazer uma prova de forma organizada e terá criatividade para elaborar as redações”, recomenda a psicóloga Maria José de Oliveira.
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