Neste sábado (25), estudantes também foram às ruas para protestar.
Eles são contrários a não obrigatoriedade de revalidação de diplomas.
Profissionais e estudantes se reuniram, neste sábado (25), para
protestar em frente à sede do Conselho Regional de Medicina, em são
Luís. Eles são contrários à contratação de médicos de outros países sem a
necessidade da revalidação dos diplomas.
A polêmica começou no início do mês, quando o governo federal anunciou
que está analisando um programa para contratar médicos estrangeiros para
o atendimento em regiões de difícil acesso. O Conselho Federal de
Medicina encaminhou uma representação contra a proposta à Procuradoria
Geral da República.
A TV Mirante mostrou, este ano, que mesmo oferecendo um salário que pode chegar a R$ 35 mil, a
Prefeitura de Açailândia não conseguiu preencher a vaga. O anúncio foi feito até mesmo nos classificados de jornais de outros estados.
Para os estudantes, falta estrutura nas cidades. “O problema é que no
Brasil nós não temos uma condição de trabalho. E aí, a gente vai para o
interior, e não têm exames necessários, equipamentos para o médico ser
médico. Aí eles querem instituir isso para que eles venham com a
esperança de exercer de que vão exercer a medicina do jeito correto, mas
eles também não vão conseguir porque falta estrutura”, completou a
estudante Janaína Rios de Moraes Sousa.
Manifestantes acreditam que há falta de condições adequadas para o exercício da profissão (Foto: Reprodução/TV Mirante)
Já para o Conselho do
Maranhão
a vinda de médicos estrangeiros de forma indiscriminada pode causar
problemas na saúde pública. “É um desserviço contra a medicina, é um
desserviço contra o paciente. Isso não resolve o problema. Os médicos
estão concentrados nas grandes cidades. É um risco para o médico e até
para a população expor esse profissional com as condições oferecidas de
trabalho e remuneração”, afirmou o presidente do Conselho Regional de
Medicina, Abdon Murad.
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