Paralisação vai até o dia 31 e cerca de 300 clínicas devem ser afetadas.
No estado, médicos param por um dia e somente emergências funcionam.
Aviso indicava aos pacientessuspensão do atendimento
(Foto: Egi Santana / G1 Bahia)
De acordo com Britto, a paralisação deve afetar as atividades em 300 clínicas na capital, totalizando o atendimento a cerca de 40 mil pacientes por dia, como foi o caso das futuras mães Poliana Mendes Ferreira, de 19 anos, e Simone Brandão Amorim, de 22 anos. Ambas estão grávidas e foram na clínica Clirba, no bairro do Rio Vermelho, onde fazem exames do pré-natal para os filhos. “Eu vim de Cajazeiras, mais de uma hora de trânsito até aqui, e quando chego me deparo somente com uma placa informando quase nada. É revoltante”, avalia Poliana, grávida de seis meses, que espera pelo filho Davi. “Eu tenho de pegar o resultado dos meus exames que estão aí”, reclama Simone, grávida de dois meses. Na clínica, um cartaz avisava aos clientes sobre a paralisação.
Em Salvador, as clínicas são filantrópicas [administradas pela iniciativa privada], geridas pelo estado ou pela prefeitura. A Secretaria de Saúde do Estado informou que não há informações sobre unidades ligadas ao estado participando da paralisação e somente no final da tarde um levantamento deve ser divulgado. Já a Secretaria Municipal de Saúde informou em nota que de fato houve uma redução de 20% no valor repassado para as clínicas conveniadas, mas que essa ação ocorreu exclusivamente no mês de abril de 2011, "com o objetivo de equacionar um déficit financeiro do momento".
No Brasil
A Bahia é um dos 25 estados no país a adotar a paralisação nacional dos médicos que prestam serviço ao SUS. A paralisação é de 24 horas e compreende os serviços ambulatoriais prestados no estado. Somente os serviços de emergência vão funcionar nesta terça-feira (25), na Bahia.
Categoria médica se reuniu no Centro de Referência José Maria de Magalhães Neto, em Salvador(Foto: Reprodução/ TVBA)
“Hoje na Bahia o salário base do médico é de R$ 723,81, mais uma gratificação que chega aos R$ 2,3 mil, com um plantão de 24 horas por semana. É uma condição desumana para um profissional que cuida de vidas”, avalia. O médico afirma também que a manifestação quer cobrar dos governos a melhor distribuição das verbas destinadas à saúde no país. “O SUS é perfeito na teoria. Hoje o Brasil destina 40% a menos do que a maioria dos países no mundo destina à saúde”, diz Caires.
A paralisação foi sentida pela idosa Maria dos Santos, de 80 anos, que foi ao Insbot, no bairro do Barbalho, tentar fazer sessões de fisioterapia. No local, apenas o segurança informava aos pacientes que o atendimento não estava sendo realizado, sem passar mais esclarecimentos. “Eu saí de Pernambués, peguei dois ônibus para vir e não encontro nada, nem informações claras”, conta a aposentada que faz fisioterapia há três anos na unidade. A mesma situação é vivida por Elisabete Costa, de 65 anos, que se trata de um problema de ortrose há dois anos. “Ninguém informa, e nós ficamos entregues, sem saber o que fazer”, reclama.
A paralisação nacional dos médicos pretende, também, pedir que a emenda 29, projeto de lei que prevê o aumento destinado à saúde, eleve em até R$ 100 bilhões as verbas para o setor no país.
A Secretaria de Saúde do Estado informou que um relatório sobre a paralisação só deve sair no final da tarde
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