MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

domingo, 2 de outubro de 2011

Coldplay mistura hits, músicas novas e homenagem para Amy Winehouse

 

Banda britânica tocou por uma hora e 25 minutos neste domingo (2).
Chris Martin cantou trecho de 'Mas que nada', composta por Jorge Ben Jor.

Braulio Lorentz Do G1, no Rio
Não foi por falta de aviso. Das 18 músicas tocadas em uma hora e 25 minutos de apresentação, o Coldplay incluiu sete canções de seu quinto disco, "Mylo xyloto", programado para chegar às lojas no dia 24 de outubro.
Os destaques da safra 2011 são as mais dançantes e adequadas para coros - "Hurts like heaven" e "Every teardrop is a waterfall". São também os dois momentos com mais pirotecnia, assim como "Clocks", de 2002.
Em show recheado de jogos de lasers, fogos de artifício e coros da plateia, o grupo inglês de pop rock mostrou que não gosta de fazer o óbvio.
Sem prejudicar o setlist, o quarteto deixou de fora hits como "Trouble" e "Speed of sound", mas relembrou lados B como a faixa escondida do disco de estreia ("Life is for living") e a pouco conhecida canção que abre o segundo CD ("Politik").
Como fez no festival Splendour In The Grass, realizado na Austrália em julho, Chris Martin fez cover de "Rehab" antes de tocar "Fix you" para homenagear Amy Winehouse, morta em julho (Assista ao vídeo ao lado). Outra homenagem da noite teve como tema o Brasil. Martin cantou trecho de "Mas que nada", famosa na voz de Sergio Mendes e composta por Jorge Ben Jor, logo depois de "Lost!".
Das faixas mansas mais antigas, as do disco "A rush of blood to the head" (2002) foram as escolhidas.  Em "The scientist", o vocalista vira o microfone para a plateia, que entoa os versos. "In my place", por sua vez, teve o dedilhado da guitarra cantado em coro pelos fãs.
Acompanhado apenas por seus três colegas de banda no palco (Jon Buckland, Guy Berryman e Will Champion), Martin se esforça bastante para mimar a plateia. Passeia com bandeira do Brasil, rege os vários coros do público, tenta a sorte várias vezes no português e grafita a palavra "Rio" com um coração no lugar da letra "o".
As 100 mil pessoas respondem bem e acompanham várias das canções desconhecidas como se fossem hits, às vezes com pulos ("Charlie Brown") e noutras com palmas fora do ritmo ("Us against the world"). A fidelidade dos fãs é tamanha que até o deslize de Martin no final de "Violet hill", ao errar um acorde de violão, leva aplausos. Assim fica fácil.

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