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Imagina comprar um veículo zero km em janeiro e dois meses depois
descobrir que existe uma versão mais atualizada do seu carro. Cada vez
mais, as fabricantes têm adiantado o lançamento de suas novas linhas
para o começo do ano.
Nesses casos, os modelos 2017/2017 que pareciam ser os mais novos logo
são substituídos pelos 2017/2018. É o famoso ano/modelo. Acontece mais
ou menos assim: os automóveis são fabricados em 2017, mas já possuem
características dos veículos do próximo ano. Pode ser um farol ou uma
melhora na calibragem do amortecedor. Há diversas modificações
possíveis.
A questão é: essas alterações são suficientes para justificar a mudança
do ano/modelo? O projeto de lei 7204/2014 (autoria do ex-deputado Onofre
Santos Agostini) busca proibir as marcas de fazer mudanças em carros e
motos fabricados por um período inferior de um ano. Para o relator Chico
Lopes (PC do B), veículos com pequenas alterações não podem ser
considerados do ano seguinte. O deputado acredita que isso seria uma
estratégia para vender os produtos que estão “encalhados”. “[O
automóvel] só será do ano na hora que for lançado”, destaca o deputado.
VERDINHO DE ITABUNA
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