Wladimir Costa (SD-PA) alega que "basta ver" as fotos da suposta vítima para ver que ela "foge totalmente dos padrões estéticos que despertariam algum tipo de desejo"
BAHIA.BA
O deputado Wladimir Costa (SD-PA), que tatuou o nome do presidente Michel Temer (PMDB) em um dos ombros, tornou-se alvo, nesta quarta-feira (9), de uma representação apresentada pelo PSB no Conselho de Ética da Câmara, devido à acusação de assédio sexual a uma jornalista.
A repórter da CBN, Basília Rodrigues, afirma que o parlamentar disse que mostraria o famoso desenho para ela apenas se mostrasse o corpo inteiro. A assertiva foi uma resposta a um pedido de Basília, que perguntou sobre a veracidade do desenho, já que tatuadores defendem que se trata de uma marca temporária.
O paraense fez a declaração em público, diante de outros deputados e repórteres. “Eu tenho várias tatuagens no corpo inteiro, amor”, teria continuado o congressista.
A jornalista relata que vários deputados pediram desculpa pela suposta atitude do colega. Como defesa, Costa diz que “basta ver as fotos de Basília e todos irão ver que ela foge totalmente dos padrões estéticos que, supostamente, despertariam algum tipo de desejo em alguém”.
A legenda responsável pela denúncia alega que Wladimir Costa “cometeu ataques morais e de flagrante desrespeito” contra a profissional.
Na peça, a sigla pede para que a representação seja analisada “para aplicar punição cabível e na exata extensão das condutas praticadas pelo deputado”.
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