segunda-feira, 3 de julho de 2017

Denúncia contra Temer pode prejudicar nota de crédito do Brasil, diz agência



Por Redação BNews | Fotos: Reprodução / Google
A denúncia contra o presidente Michel Temer por corrupção passiva enfraqueceu os planos do governo de aprovar uma reforma da Previdência abrangente, ameaçando a qualidade de crédito do país, disse a agência de classificação de risco Moody's nesta segunda-feira (3). 
 
A turbulência política resultante pode forçar Temer a diluir a proposta de reforma previdenciária ou aumentar os gastos para garantir o apoio do Congresso, disseram as analistas da Moody's Anna Snyder e Samar Maziad, acrescentando que esperam que o presidente conclua o mandato. 
 
"Embora esperemos que a presidência do sr. Temer sobreviva, a formalização das acusações cria uma turbulência política adicional que reduz a capacidade de sua administração de conquistar a aprovação do Congresso de uma reforma abrangente da Previdência, pesando sobre as perspectivas fiscais e econômicas do Brasil", disse a Moody's. 
 
A agência classifica a nota de crédito do Brasil em "Ba2", com perspectiva negativa. É uma espécie de selo de bom pagador: quanto mais alta a nota, mais atrativo o país pode ser para os investidores. As analistas avaliaram que se a reforma previdenciária não for aprovada neste ano, dificilmente será aprovada no ano que vem, por causa das eleições gerais em outubro de 2018. 
 
"A aprovação em momento oportuno de um projeto abrangente de reforma da Previdência é um dos principais fatores da qualidade de crédito do Brasil", disse a Moody's. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou uma denúncia contra o presidente Temer por corrupção passiva, com base em delação premiada de executivos da JBS. 
 
A denúncia, contudo, somente pode ser recebida pelo STF (Supremo Tribunal Federal) caso seja autorizada pela Câmara dos Deputados. A expectativa é que o procurador apresente mais duas denúncia contra Temer, que também terão que ser autorizadas por 342 votos na Câmara para serem avaliadas pelo STF.

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