quarta-feira, 12 de julho de 2017

Contrário à reforma, Rui diz concordar com fim do imposto sindical


Governador afirmou que esta é a sua posição desde os anos 1980, quando exerceu atividades no Sindicato dos Químicos e Petroleiros da Bahia

Rodrigo Aguiar / Alexandre Galvão / BAHIA.BA
Foto: Mateus Pereira/ GOVBA
Foto: Mateus Pereira/ GOVBA

Antigo dirigente do Sindicato dos Químicos e Petroleiros da Bahia, o governador Rui Costa (PT) afirmou nesta quarta-feira (12) que, apesar de ser contrário à reforma trabalhista, é favorável ao fim do imposto sindical obrigatório, um dos itens do projeto, aprovado nesta terça-feira (11) pelo Senado e encaminhado para sanção do presidente Michel Temer (PMDB).
“Se eu estivesse no parlamento, só tem um item que votaria a favor, que defendo desde 1980, que é o fim do imposto sindical. As outras coisas não achei boas”, declarou Rui, em entrevista a rádios do sudoeste baiano.
O petista disse concordar com um debate para “modernizar a lei, de acordo com as novas tecnologias”, mas defendeu que nenhum tipo de mudança na legislação poderia ser feita por um “governo que não tem legitimidade”.
“A retirada da garantia de salário mínimo é um absurdo, acho ruim. Acho boa a negociação entre as partes, mas ruim quando você diz que o acordo pode ser entre três pessoas que nem precisam ser sindicalizadas. isso é de quem desconhece o mundo do trabalho”, acrescentou.
Reforma da Previdência – Segundo o governador, a população precisa estar “de olho” em quem é favorável à reforma da Previdência. “É importante que se veja na Bahia quem apoia”, afirmou.
Muitos aliados de Rui na Bahia – entre eles parlamentares do PP, PR e PSD – têm votado com o governo Temer em diversas oportunidades, como na liberação para terceirizar atividades-fim. Na época, a situação gerou mal-estar, após integrantes da base estadual serem vaiados em eventos com o petista no interior.

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