sexta-feira, 7 de julho de 2017

Com maior potencial para o camarão, lei inibe produtores da Bahia de aumentar lucros

O DEFENSOR
A notícia de que os norte-americanos eliminaram 10% da taxa de importação do camarão brasileiro poderia agradar os baianos. Só poderia. O problema é que mesmo com maior potencial para a produção do crustáceo no país, a Bahia não consegue valer a capacidade que tem. Segundo a edição de julho da revista Exame, a barreira que prende o mercado baiano é uma lei estadual, de 2012. Pela legislação, os produtores que querem ampliar o negócio precisam fazer complexos estudos ambientais. Os custos variam de R$ 200 mil a R$ 600 mil por exigir que o licenciamento seja feito a partir do zero. Ainda segundo a revista, outros estados brasileiros exigem relatórios mais simples, com custo médio de R$ 50 mil. Por conta das limitações na Bahia, cerca de 150 fazendas de camarão do estado – a maioria de pequenos produtores – não conseguem se adequar à lei estadual e só produzem em torno de 2,7 mil toneladas anuais. A notícia da abertura do mercado dos EUA poderia ser comemorada por aqui, mas só que não.

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