sábado, 17 de junho de 2017

Para o bem da humanidade, o marxismo e o capitalismo precisam se relacionar


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Charge do Willmarx (Arquivo Google)
Carlos Newton
Nos dias de hoje, poucas pessoas se identificam como adeptos do marxismo ou do socialismo científico, que seria a denominação mais correta. A maioria dos simpatizantes se posiciona como esquerdista ou progressista. No meu caso pessoal, continuo me considerando marxista, por acreditar que este é o caminho do futuro longínquo da humanidade – se a vida, é claro, conseguir ser preservada da insanidade dos governantes, que insistem em permitir a acelerada devastação do planeta para consumo descontrolado das riquezas naturais.
É evidente que o capitalismo, nos moldes atuais,  não poderá continuar a prevalecer até o final dos tempos, porque seria grave ameaça à humanidade. Da mesma forma, não se pode conceber que se implante nos dias de hoje o comunismo idealizado em 1848 por Karl Marx e Fiedrich Engels. Se alguém defende qualquer uma das duas hipóteses, com certeza é caso de internação. Tanto o marxismo quanto o capitalismo necessitam de uma equalização, que começa a ser esboçada nos países nórdicos.
DESIGUALDADE – Há mais de 7 bilhões de pessoas no mundo, das quais cerca de 30% (2,2 bilhões) vivem em estado de pobreza, 850 milhões tem dificuldades para se alimentar e 120 milhões estão morrendo de fome. O continente mais desigual é a América Latina, onde o Brasil exibe a estranha experiência de conviver a miséria absoluta e a riqueza total, tendo como resultado o recorde mundial de homicídios.
Isso significa que o modelo brasileiro de capitalismo não está dando certo. É preciso aprimorá-lo, e o equilíbrio sempre está no meio, até as paralelas se encontram no infinito, como lembrava Belchior.
Para colocar ordem na discussão, pode-se dizer que foi o comunismo (socialismo científico) que provocou a humanização do capitalismo primitivo, em que predominava a exploração do homem pelo homem, quando praticamente não havia direitos trabalhistas e sociais.  O capitalismo se aperfeiçoou, não há dúvida, mas ainda é um regime altamente negativo.
MODELO ESCANDINAVO – Marx e Engels foram importantes pensadores, mas suas teses estão desatualizadas, claro. Não podem mais ser tomadas ao pé da letra. No entanto, ainda é preciso segui-los no que se refere à necessidade de superação das desigualdades sociais e da defesa da vida.
Os países nórdicos fizeram uma adaptação muito positiva do capitalismo, lá o Estado é forte e procura ser mais justo em relação ao interesse público. Mas esses países ainda têm de evoluir, especialmente no que se refere à questão da assistência médica à população. Lá também existe a ditadura dos planos de saúde, vejam que paradoxo.
No socialismo científico de Marx e Engels, o direito à vida seria garantido através de um sistema de saúde que contemplasse todos os cidadãos. Até hoje continua a ser uma das mais importantes metas sociais a serem alcançadas pela humanidade, há países que caminham nesse sentido, como o Reino Unido, mas há riscos de retrocesso.
MARXISMO MODERNO – Os marxistas modernos não mais defendem estatização das fontes de produção, planejamento central nem luta de classes. Mas têm certeza de que o mundo do futuro será mais marxista, em termos de proteção aos carentes, igualdade de oportunidades,  sistema universal de saúde, garantia de educação de qualidade para todas as crianças, restrições ao consumismo,  proteção do meio ambiente etc., metas que ainda não despertam interesse no capitalismo praticado nos dias de hoje na grande maioria dos países, sejamos francos, e nesse particular China e Estados Unidos são imbatíveis.
Se revivessem nos dias de hoje, Marx e Engels estariam revoltados com a desigualdade social que persiste no mundo. Repita-se que 30% dos habitantes do planeta (2,2 bilhões de pessoas) passam necessidades, dos quais 850 milhões têm carência alimentar e 120 milhões estão literalmente morrendo de fome.  Mas quem se interessa? Marx e Engels, com toda certeza, se interessariam.
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