Médico relata homossexualidade, abuso de filhotes e sexo com cadáver.
Dados foram coletados em expedição britânica à Antártica há 100 anos.
A lendária expedição britânica aconteceu entre os anos de 1910 e 1913. Segundo relatos do médico cirurgião George Murray Levick, que estava a bordo, o comportamento da colônia de pinguins-de-adélia, no Cabo Adare, eram chocantes.
A expedição, liderada pelo capitão Robert Falcon Scott, saiu de Cardiff, no País de Gales, rumo ao leste da Antártica.
Os relatos do médico escritos em 1915 detalham “perversões” dos pinguins e foram censurados na época.
Levick detalha comportamentos homossexuais, abuso sexual e físico de filhotes como algo comum na colônia. O médico ainda se mostra chocado ao ver um macho fazendo sexo com um cadáver de uma fêmea.
"Não parece haver nenhum crime muito baixo para estes pinguins", escreveu Levick.
O relatório intitulado “Hábitos Sexuais dos pinguins-de-adélia” foi descoberto por Douglas Russell, curador de aves do Museu de História Natural de Londres.
Russell e sua equipe de pesquisadores têm reinterpretado as observações do médico e publicado o estudo em uma revista da Universidade Cambridge.
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