MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

domingo, 16 de abril de 2023

Lula comete um erro acusando os Estados Unidos de incentivar a guerra entre Ucrânia e Rússia

 



O erro de Lula pode causar reflexos políticos de ampla dimensão

Pedro do Coutto

Ao encerrar a sua visita a Pequim, recebida com uma recepção destacada do presidente Xi Jinping  , o presidente Lula da Silva cometeu um erro enorme ao criticar os Estados Unidos acusando Washington de incentivar a guerra na Ucrânia. A reportagem, O Globo deste sábado, é de Marcelo Ninio, manchete principal da edição de ontem.

Claro que reconhecendo o lance infeliz, ministros do governo vão tentar desviar o foco do grande equívoco político, sobretudo porque, já não pela primeira vez, o presidente brasileiro esquece que a guerra na Ucrânia resultou de uma invasão da Rússia, condenada universalmente e contra a qual foram aplicadas sanções econômicas e até exclusões esportivas, entre as quais a desqualificação para a Copa do Mundo de 2022.

VIOLAÇÃO – A Ucrânia é vítima de uma invasão estrangeira que assinala uma violação flagrante e absurda do direito internacional. Portanto, ao culpar os Estados Unidos que apenas se posicionaram ao lado do governo de Kiev, o presidente Lula da Silva omitiu também a assinatura brasileira no Plenário da ONU na condenação às ações desencadeadas por Vladimir Putin.

O Papa Francisco por diversas vezes condenou a invasão e chegou a se oferecer para viajar a Moscou. Seu gesto não sensibilizou Putin, cujo fracasso causado por sua iniciativa tornou-se evidente. Assim, o apoio dos EUA, do Reino Unido, da França, da Polônia, da União Europeia a Zelenski revelam perfeitamente a culpa gigantesca do conflito que decorreu da invasão de um país pelo outro. O erro de Lula pode causar reflexos políticos de ampla dimensão. Francamente não sei como o seu Ministério e ele próprio poderão fazer para reduzir o impacto que surgiu de sua declaração infeliz.

PRECATÓRIOS – Reportagem de Julio Wiziack, Folha de S. Paulo de ontem, revela que na aprovação da emenda constitucional aprovada no governo Jair Bolsonaro, adiando para um período indeterminado o pagamento de precatórios relativos à dívidas do governo decorrentes de sentenças judiciais, o valor pode alcançar cerca de quatro vezes mais se o débito não for saldado em três anos.

Essa questão dos precatórios, ideia básica do ex-ministro Paulo Guedes, é claro, agravou um problema existente no país e que tornava impossível os autores das ações, principalmente contra o INSS, de receberem os seus direitos. Embora sujeitos à correção monetária, os processos demandam em média de 30 a 32 anos para serem concluídos, antes da terrível ideia de Guedes que suspendeu os pagamentos. Deixou um passivo enorme e uma dívida sobretudo marcada pelo autoritarismo e pela expropriação de direitos.

O Tesouro Nacional está se empenhando para quitar os valores que se encontram pendentes. Na realidade, a ideia de Paulo Guedes e de Jair Bolsonaro, no fundo, era de não efetuar os pagamentos.

ORÇAMENTO DE 2024 – Manuel Ventura, reportagem no O Globo deste sábado, destaca que a proposta de um aumento de despesas da ordem de R$ 172 bilhões para 2024, encontra-se na dependência da aprovação da nova âncora ou regra do arcabouço fiscal. A reportagem focaliza os indicadores como a inflação para o próximo ano, prevista em 3,5%.

Mas é difícil que fique nesse patamar, como dificilmente ficará em 5,5% para este ano de 2023. É preciso considerar que no primeiro trimestre de 2023, de acordo com o IBGE, o índice inflacionário assinala 2% em números redondos.

A perda da corrida contra a inflação reduz os salários e diminui, portanto, o consumo de modo geral. Por isso, inclusive, é que a reforma tributária não depende apenas de cálculos numéricos que constam de projetos bem elaborados. Os efeitos concretos da reforma tributária estão condicionados aos índices de produção e consumo que a economia do país puder proporcionar e colocar na base dos cálculos verdadeiros.

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