Um transplante de medula óssea exterminou o vírus do organismo. O paciente alemão, assim como os anteriores, tinha leucemia e passou pelo procedimento para tratar o câncer.
Foto: Reuters / Direitos reservadosUm homem de 53 anos é a quinta pessoa em todo o mundo a ser curada da infecção por HIV após passar por um transplante de células-tronco. O morador de Düsseldorf, na Alemanha, fez o procedimento há quase 10 anos para tratar uma leucemia mieloide aguda (LMA), câncer hematológico que pode matar. O paciente deixou de tomar os medicamentos antivirais em 2018 e, desde então, não há sinais do vírus da Aids em seu organismo.
Antes dele, três homens e uma mulher que também tinham leucemia, além de HIV, foram considerados curados da infecção depois do transplante de células-tronco: o paciente de Berlim, em 2011; o de Londres, em 2019; o de City of Hope (Califórnia) e a de Nova York, ambos no ano passado. Os médicos do Hospital Universitário de Düsseldorf, responsáveis pelo caso atual, destacam que o procedimento de alto risco só pode ser realizado em pessoas com leucemia ou outras doenças potencialmente letais. Porém, afirmam que o terceiro caso de remissão total do vírus seguido da cirurgia abre caminho para futuras pesquisas que encontrem uma forma de livrar o organismo do HIV, sem necessidade de uma abordagem perigosa como essa.
Björn Jensen, especialista em doenças infecciosas que liderou a equipe internacional de cientistas responsáveis pelo tratamento, conta que, até agora, este é o monitoramento mais longo e preciso de uma pessoa com HIV após o transplante de células-tronco. Segundo o médico, seis meses depois de começar a terapia antiviral, o paciente de Düsseldorf foi diagnosticado com LMA. Em 2013, ele passou pelo procedimento cirúrgico. "Desde o início, o objetivo era tratar tanto a leucemia quanto o HIV", disse, em nota, Guido Kobbe, cirurgião que realizou o transplante.
Fonte: Correio Braziliense
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