Aos 95 anos, Gervásio
Baptista é a história viva da fotografia. Por mais de meio século, ele
registrou os principais momentos da história recente brasileira e
raridades estrangeiras. Após cair e fraturar o fêmur, o fotógrafo está
numa cadeira de rodas e, às vezes, a memória o trai. Mas
independentemente das adversidades, o dia de hoje (22) é de homenagens.
Nascido em Salvador, em 1923, Gervásio
Baptista será condecorado, em Brasília, com a Medalha do Mérito
Jornalístico da Associação Baiana de Imprensa. Colegas fotógrafos
estarão presentes para homenagear aquele que chamam carinhosamente de
“mestre” e “Senhor Gervásio”.
Na bagagem, muitos episódios que fazem
parte da história do Brasil e do mundo. A maioria em registros de
imagens. Gervásio Baptista registrou momentos da Revolução Cubana, em
1959, fotografou os líderes Fidel Castro e Che Guevara.
EBC
Funcionário da Empresa Brasil de
Comunicação (EBC) até se aposentar, também acompanhou a Revolução dos
Cravos, em Portugal, em 1974. Foi ao Vietnã, nos anos de 1970, para
registrar a guerra que até hoje é registrada pelo cinema norte-americano
como uma das maiores batalhas do século XX.
É de Gervásio a foto do ex-presidente
Juscelino Kubitschek acenando com a cartola para o povo na inauguração
de Brasília, em 21 de abril de 1960. Na ditadura, foi preso e, em uma
das ocasiões, dividiu a cela com o ex-governador de Pernambuco Miguel
Arraes (avô do ex-governador Eduardo Campos, ambos mortos).
Fotógrafo oficial de Tancredo Neves,
Gervásio fez com exclusividade, a clássica e última foto do presidente,
acompanhado da equipe médica do Hospital de Base do Distrito Federal, em
que ele aparece sentado de pijama e roupão.
Nada escapava à câmera dele, muito menos
bastidores, assim registrou raridades de Getúlio Vargas, Tancredo
Neves, José Sarney, Fernando Henrique Cardoso até o começo dos anos
2000, Luiz Inácio Lula da Silva.
Foram sete copas do mundo e 16 concursos
de miss universo, quando as moças com corpos perfeitos e vestidos
recatados paravam o país e as autoridades para acompanhar quem seria a
eleita.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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