
Charge do Kacio (kacio.art.br)
Reportagem de Gustavo Schmitt, Jussara Soares, Fernanda Krakovics, Maria Lima e Letícia Fernandes, edição de ontem de O Globo, destaca a carta pública colocada no face book pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, propondo a união dos candidatos do centro contra o que classifica como “Marcha da Insensatez”, na medida em que polariza disputa entre duas facções extremas. O ex-presidente da República considera um cenário dramático no país caso um dos dois pontos mais distantes, um de outro, poderá se concretizar ameaçando a própria democracia
Como seria a união do centro projetada por FHC nas urnas de outubro? Seria uma união entre Geraldo Alckmin, ao lado de Alvaro Dias? Marina Silva achou tarde demais para a proposta, pois significaria tirar as medidas de alguns personagens com a roupa pronta. Alvaro Dias igualmente descartou a hipótese, enquanto Ciro Gomes acusou FHC de tentar “ressuscitar” Alckmin.
RENÚNCIAS – Ocorre que o projeto de FHC implicaria tacitamente na renúncia de alguns candidatos em favor de um único. Quem seria esse único?, eis a questão. A proposta foi formulada já na quase da reta de chegada do primeiro turno, mas representa uma interpretação grave do quadro institucional brasileiro.
Porém, na altura dos acontecimentos não dá mais, inclusive sob o aspecto legal, tempo para realização de novas convenções partidárias e adesão em torno do nome capaz de unir as correntes do centro.
Claramente Fernando Henrique Cardoso está se referindo às candidaturas de Jair Bolsonaro e de Fernando Haddad. O ex-presidente teme a vitória da extrema direita ou então a da extrema esquerda representada por Fernando Haddad, impulsionado pelo Peronismo de Lula.
NINGUÉM QUER – A reportagem destaca que os candidatos capazes de formar uma campanha de centro descartaram o movimento proposto. O vice na chapa de Marina Silva, Eduardo Jorge, disse que chegou a propor a Fernando Henrique a colocação do tema agora abordado. Para ele, tardiamente abordado, uma vez que no início deste ano levou a ideia a Fernando Henrique Cardoso que na ocasião não quis levar o assunto a frente. Agora o movimento perdeu o sentido porque ultrapassou a hora adequada.
Fernando Henrique no momento encontra-se tão preocupado com o destino do país que destacou que busca a coesão política com a sensatez para juntar os mais capazes e evitar que o barco naufrague.
A alternativa para uma posição de centro terá que ser assumida pelos eleitores e eleitoras já que os partidos não poderão mais substituir os candidatos homologados pelo TSE. Nesta alternativa final, na minha impressão só restaria Ciro Gomes. O povo terá que ser juiz de si mesmo.
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