domingo, 13 de agosto de 2017

Bolsonaro acha que Dória é o único candidato que sobrou do sistema atual


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Problema de Bolsonaro é o radicalismo exacerbado
Lucas Vettorazzo e Luiza Franco
Folha
No encontro que manteve na quinta-feira com os presidentes de todos os diretórios regionais do PEN, partido ao qual pretende se filiar para concorrer à Presidência da República, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) fez um discurso com muitas críticas ao presidente Michel Temer. No trecho que criticava o sistema de urnas eletrônicas adotado no país, defendeu o voto impresso e disse que o modelo atual poderia ser fraudado. Acrescentou ao comentário o fato de o presidente ter liberado verba de emendas parlamentares em troca de votos para barrar a denúncia de corrupção passiva na Câmara dos Deputados.
“O Temer mostrou que democracia para ele é voto comprado. Será que em 2018 vamos fazer papel de palhaços comparecendo para votar em um presidente que estará eleito no segundo turno? Antes ele havia dito que o Brasil precisa ter um presidente patriota, que tenha Deus no coração e seja honesto. Ouviu, senhor Michel Temer?”, disse.
METRALHADORA – Bolsonaro disparou tiros para todos os lados. Criticou a forma como os grandes partidos fazem política e condenou o fato de o PSDB continuar no governo. “Esse tipo de política nós temos que combater”.
A metralhadora também disparou contra o ministro da Defesa, Raul Jungmann. O pré-candidato Bolsonaro disse que, se for eleito, seu governo terá como ministro um general de quatro estrelas das Forças Armadas.
Ele afirmou que Jungmann é um “desarmamentista”. E ironizou: “É a mesma coisa que colocar no centro cirúrgico alguém que fica apavorado ao ver sangue”.
CANDIDATO DO SISTEMA – Sobre a possível candidatura do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), à Presidência, Bolsonaro disse que “ele chegou agora na política, é um direito dele [querer ser candidato]. Ou melhor, está sobrando apenas ele como candidato do sistema. Não tem um nome do PT, do PMDB, do PSDB, só o João Doria. Ele é de um partido grande, que tem uns 60 deputados, centenas de prefeituras, dirige um orçamento enorme. Eu só tenho o povo ao meu lado”.
Bolsonaro também criticou o “distritão”, modelo eleitoral que na noite de quarta-feira (dia 9), foi aprovado pela Comissão da Câmara que analisa a reforma política, no lugar do modelo eleitoral atual, o “proporcional”.
“É um acinte. Os partidos irão lançar o menor número possível de candidatos para que não haja pulverização de votos. Ficarão, então, com toda certeza, os atuais mandatários em Brasília e um ou dois novos eleitos em cada legenda. Estaremos reelegendo, no mínimo, 90% da Câmara e o que é mais grave, com R$ 3,6 bilhões de um fundo democrático eleitoral”, afirmou.
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