Texto do advogado Leonardo Corrêa sobre a eterna "viúva" de Chico Mendes, Marina Silva, cujo modus operandi é
"intervencionista e antidemocrático." Para Corrêa, o único candidato
que personifica uma mudança no quadro atual é o candidato Aécio Neves,
do PSDB (grato, Paulo Roberto de Almeida):
Mais uma
vez estamos diante de uma campanha política calcada em divindades
messiânicas. Como sempre, o candidato que se apodera dessa fantasia – ou
personagem – se apresenta como o símbolo máximo da mudança. Mas, ora
bolas, de que mudança se está falando? Mudança para melhor, para pior?
Mudança ética? Mudança de regime político? Enfim, essa palavrinha ganhou
um poder mágico e move nações.
Aliás, é
bom dizer que os marqueteiros políticos estão sem criatividade. Mudança
foi o mote das campanhas de Lula no Brasil e de Obama nos Estados
Unidos. Será que não há nada de novo? Não seria possível fazer uma
campanha em cima de valores, princípios e projetos? Cansa muito ver um
povo decidir seu destino com base em palavrinhas de ordem.
No
momento, após o falecimento de Eduardo Campos, a candidata Marina Silva
vem se apropriando dessa imagem messiânica. Todavia, essa nova
“divindade” política já está botando “as asinhas de fora”. Aproveitando o
momento, com frieza e intransigência, ela tomou as rédeas do PSB na
marra. Fez todas as imposições e já se afastou de todo o projeto que
vinha sendo conduzido pelo seu “viúvo político”. Mais um em sua
trajetória. Aos que não se lembram, Marina sempre foi a eterna “viúva”
de Chico Mendes.
É
importante destacar que Marina cercou-se de ex-petistas, afastando, por
exemplo, Carlos Siqueira, Secretário-Geral do PSB e coordenador da
campanha de Eduardo Campos. Ao que tudo indica, Marina fez uma
verdadeira “tomada de controle hostil” no PSB. Agora, meus caros, o
partido é dela com poderes absolutos.
Nossa
Maria Antonieta às avessas não tem nada de frágil, como quer fazer crer.
Ela é dura, intransigente e deseja o poder com o mesmo furor que o PT.
Nenhuma surpresa. Afinal de contas, ela foi criada no seio do PT e
ganhou força com a CUT do Acre. Noutros termos, ela foi moldada por um
partido que exibe uma grande afinidade com o totalitarismo (ou
bolivarianismo), tendo crescido pelas mãos do sindicalismo. A mistura,
como se vê, é explosiva.
Não há,
portanto, qualquer mudança na figura de Marina Silva. A candidata
representa o pior do Brasil, que nos levou a perder diversas
oportunidades de crescimento. É evidente que seu “modus operandi” será
intervencionista e antidemocrático. Ora, se ela foi capaz de “colocar a
faca no pescoço” do PSB logo após o trágico acidente que ceifou a vida
de Eduardo Campos, o que não fará se alcançar a Presidência da
República?
Na
realidade, nenhum dos candidatos representa a mudança. Todos têm um
passado comum. Nenhum veio de fora do meio político. Isso deve ficar
claro. O único candidato que personifica uma alteração no quadro atual é
o tucano Aécio Neves.
Bem ou
mal, ele representa a luta pela estabilidade econômica e pelo respeito
às instituições republicanas, dois pontos que o são sumariamente
desprezados pelo partido que está no poder há três mandatos, e,
claramente, não tem o menor intuito de “largar o osso”. Além disso,
Aécio teve a influência do avô, que, sem sombra de duvidas, foi um
grande democrata e articulador político. Por fim, o Tucano representa
uma ala mais moderna do PSDB, próximo à nova socialdemocracia europeia
que deixou de lado o modelo excessivamente intervencionista, estatizante
e protecionista.
Durante o
último Fórum da Liberdade, realizado em Porto Alegre, Aécio Neves foi
enfático ao afirmar que “se o Estado não atrapalhar já ajuda muito”. É
disso que precisamos, mais liberdade para perseguir os nossos sonhos.
Viver sob o manto do Estado protecionista nos amarra, nos limita e nos
mortifica. Precisamos, novamente, por a casa em ordem, cuidar da
inflação e estimular o relacionamento comercial com outros países. Sem
isso, nada mais é possível pois o país estará condenado – certamente – a
uma calamitosa recessão.
Esse
artigo não é terrorismo eleitoral, a crise já bate nossas portas. A
farra de crédito criou estímulos sem sustentabilidade, gerando inflação e
estagnação econômica. O capital produtivo externo está fugindo do
Brasil, as montadoras de veículos estão parando, e, o próximo passo,
será o desemprego – que, aliás, vem sendo mascarado pelo Bolsa Família,
posto que os seus beneficiários não entram nas estatísticas como
desempregados.
Quem está
mais preparado e possui a melhor equipe para lidar com essa situação?
Deixo a resposta ao leitor, que, certamente, terá o olhar crítico para
compreender que “divindades messiânicas” não têm condições de adotar as
medidas necessárias para colocar a nossa economia nos eixos, e, sem
isso, o país para.
Como
todos sabem, o Estado vive dos recursos criados pelo setor privado. É
evidente, portanto, que a asfixia deste setor implica em menos recursos
para as funções essenciais do Estado, dentre elas: saúde, educação,
segurança e justiça. Vamos deixar que congelem o Brasil, ou vamos fazer o
que está ao nosso alcance para viabilizar o crescimento? Esta,
acredito, é a pergunta essencial que os eleitores devem fazer.
BLOG ORLANDO TAMBOSI

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