Interdição foi realizada pela Vigilância Sanitária, em Curitiba.
Empresa é suspeita de contaminação; seis mortes são investigadas.

Conforme a Sesa, as investigações começaram após relatos de médicos do Hospital de Clínicas e o do Pequeno Príncipe, em Curitiba, sobre quadros de infecção em alguns pacientes que receberam a solução nutritiva. Após a reclamação, a empresa suspendeu a produção e a distribuição das bolsas de alimentação.
O superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz, explicou que há uma relação entre o quadro dos pacientes que apresentaram infecção com o recebimento da solução nutritiva. "Também foram constatadas em amostras do controle de qualidade da empresa a presença de uma bactéria que pode ter feito essa contaminação", aponta.
Na manhã desta terça-feira (19), equipes da Vigilância Sanitária reforçaram a coleta de amostras. "Nós vamos analisar a procedência e a qualidade de todos os componentes utilizados nas bolsas". Segundo ele, além da Sesa, um instituto no Rio de Janeiro deve analisar as amostras.
A possibilidade de uma contaminação por bactérias, por exemplo, pode ocasionar infecções graves, segundo o médico cardiologista Paulo Fontinelli. "Uma delas seria a endocardite, uma infecção das estruturas internas do coração. Além de outras infecções generalizadas que também podem ocorrer", argumenta.
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