Postado em 09/04/2018 3:37 DIGA BAHIA1
O
novo presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES), Dyogo Oliveira, disse hoje (9), no Rio de Janeiro, que os R$
42 bilhões reservados para financiar projetos de segurança pública de
estados e municípios já estão disponíveis, mas dependem da capacidade de
endividamento de cada um que apresentar propostas.Ex-ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira tomou posse nesta segunda-feira. O ex-presidente do banco, Paulo Rabello de Castro, entregou o cargo para disputar as eleições em outubro. O presidente Michel Temer participou da solenidade.
Banco pode ser mais forte
Dyogo Oliveira defendeu que o banco seja mais forte em ações de infraestrutura social, em projetos de áreas como segurança, educação e saneamento. Além disso, ele disse acreditar que o BNDES precisa se aproximar dos clientes e aumentar a agilidade de seus processos.
“Na era dos juros baixos, o papel do BNDES é diferente. O diferencial de taxa de juros não é tão relevante. Uma coisa é ter uma Selic de 20%, de 30%, e o BNDES emprestar a 8% ou 9%. Outra coisa é ter uma Selic de 6% e o BNDES emprestar a 5%. Esse diferencial não é tão expressivo e o que é mais importante é a agilidade de resolver, decidir e implementar as coisas. Uma empresa vai preferir tomar um empréstimo um por cento mais caro e que sai mais rápido”, disse.
Nesse sentido, ele acredita que o caminho é uma digitalização cada vez maior dos serviços e processos do banco e uma ação propositiva visando buscar empresas que tenham potencial para ser incentivadas.
“De início, estou mantendo o planejamento estratégico que foi feito e fazendo uma revisão. Desse processo de revisão é que sairão novas metas, novas diretrizes e um novo direcionamento do banco”, afirmou o novo presidente, que também manteve os diretores da gestão anterior até que seja feita uma avaliação detalhada da estrutura do banco.
Agência Brasil
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