Postado em 09/04/2018 8:02 DIGA BAHIA!
Na
hora de definir o tratamento para o câncer em cada paciente, os médicos
enfrentam dificuldades. Entre elas, a falta de uma ferramenta que ajude
a determinar o quão agressivo é o tumor.Há dez anos, um grupo de pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto trabalha na análise de 12 mil amostras de 33 tipos de tumores. Nos últimos 3 anos eles se dedicaram à criação de um índice que vai de 0 a 1 e ajuda a identificar o nível de agressividade do tumor.
Isso é feito a partir de uma análise das células. Quando elas começam a se multiplicar desordenadamente e formar tumores, vão perdendo as características próprias e passam a ficar mais parecidas com as células-tronco.
“O índice mede as características e define as semelhanças dos tumores com as células-tronco. Quanto maior o índice, quanto mais perto de 1, mais características de células-tronco o tumor tem, portanto, maior a agressividade”, explica a farmacêutica Tathiane Malta, uma das coordenadoras da pesquisa que publicou nesta semana um artigo acadêmico na revista científica Cell, dos Estados Unidos, uma das mais respeitadas da área.
A médio e longo prazo, a medicina clínica também vai se beneficiar. “Se a gente consegue medir ou prever a agressividade de um tumor, isso ajuda a definir um tratamento mais adequado aumentando as chances de sucesso da terapia”, diz Tathiane.
Para ser usado pelos médicos, o índice precisaria ser aplicado em um exame feito depois de uma biópsia no tumor. Um laboratório analisaria o DNA das células cancerígenas e, aplicando o índice, definira se o câncer é mais ou menos agressivo.
Para essa nova ferramenta começar a ser usada, ainda é preciso novos testes. “A gente precisa testar em mais amostras e em outros tipos de tumores para ver se obtemos os mesmos resultados”, explica a pesquisadora.
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