Os Clóvis, conhecidos como palhaços, viram atração antes dos ensaios.
Roupas coloridas e máscaras são feitas pelos próprios brincantes.
Psicóloga
Raquel Guirra veio de Salvador a passeio e fez questão de registrar o
filho junto dos mascarados (Foto: Katherine Coutinho/G1)Enquanto os blocos não começam seus ensaios, os palhaços percorrem as ladeiras, parando para tirar foto. Não cobram nada, pedem apenas um 'agrado'. "É com esse dinheiro que a gente confecciona a roupa do carnaval", conta o montador Leandro de Lima, de 32 anos.
Durante a semana, o trabalho com carteira assinada ocupa Leandro, mas quando chega a folga, ele veste logo a fantasia, paixão que adquiriu ainda na adolescência. "Eu só paro de me vestir de palhaço quando estiver bem velhinho e meus filhos tiverem assumido a tradição. A gente tem que lutar para preservar a nossa cultura e o palhaço é cultura também", acredita.
A psicóloga Raquel Guirra veio de Salvador a passeio e fez questão de registrar o filho junto dos mascarados. "O rosto da fantasia é muito bonito, muito bem feito, tem cara de alegria. Eu só fico me perguntando é como eles aguentam a fantasia nesse calor", conta a psicóloga. "É muito amor pelo palhaço", explica Leandro.
Vindas de São Paulo, a ecriturária Iraene Pires e a filha, Medina Souza, também se encantaram com as cores e a sensação de voltar ao passado causada pelos palhaços no meio do Sítio Histórico de Olinda. "É muito bonito, devia ter mais deles pela cidade para a gente poder tirar foto e mandar para os amigos", acredita Iraene.
O carnaval começa apenas no dia 14 de fevereiro, mas as prévias já tomam conta de Olinda a cada final de semana, com ensaio de blocos abertos ao público geralmente na parte da tarde.
Medina e Iraene (Foto: Katherine Coutinho/G1)
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