Cinco profissionais do "Mais Médicos" irão atuar na região de Itaituba.
Pela primeira vez, aldeia isolada recebeu equipe médica.

Os médicos partiram do Aeroporto de Itaituba. De avião, foram até Jacareacanga, uma das quatro cidades que integram o Distrito Sanitário Especial Indígena Rio Tapajós. No distrito, existem mais de 160 aldeias e 11 mil indígenas de quatro etnias. O destino final é uma aldeia isolada a aproximadamente 200 km da cidade.
Na chegada, os médicos foram recepcionados pela indígena mais velha da aldeia. Ela diz que é a primeira vez que não índios visitam o lugar.
A população na aldeia diminui a cada ano. Atualmente, são 12 crianças e cinco adultos. Nos últimos anos, seis pessoas morreram por falta de atendimento médico. Há três meses, a esposa do cacique, que estava gestante, morreu durante o trabalho de parto. Para muitos índios, foi a primeira vez eles que foram atendidos por médicos.
A dificuldade de acesso impedia a visita de equipes de saúde ao local. O problema só foi resolvido com a chegada de um helicóptero, que agora ficara a disposição dos médicos.
Consultórios forma improvisados sob tendas de palha para atender os índios. (Foto: Reprodução/ TV Liberal)Consultórios médicos e odontológicos forma improvisados em cabanas que servem de moradia para os índios.
A cubana Migdalia Mena, que faz parte do programa “Mais Médicos”, diz que atender povos tão carentes é uma necessidade e um desafio. “Pelas condições em que moram, os costumes, crenças. É muito importante estarmos aqui para melhorar a atenção prestada à toda comunidade indígena”.
De acordo com o distrito indígena, a partir de agora, a visita às aldeias será realizada a cada 20 dias.
“A gente se sentiu muito valorizado com a presença deles”, diz Sandro Waro, presidente do Conselho de Saúde Indígena.
No total, cinco profissionais cubanos que fazem parte do programa "Mais Médicos" atendem na região de Itaituba . Dois deles trabalham exclusivamente com saúde nas aldeias.
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