MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Divulgadores da Telexfree de vários estados participam de protesto no AC


Ao menos 100 carros vieram da região oeste do Paraná.
Manifestantes pedem queda da liminar que impede adesões e pagamentos.

Veriana Ribeiro e Rayssa Natani Do G1 AC

Protesto Telexfree Acre (Foto: Rayssa Natani/G1)Divulgadores se reuniram em frente ao Fórum Barão de Rio Branco (Foto: Rayssa Natani/G1)
Uma caravana de divulgadores da Telexfree (Ympactus Comercial LTDA) vinda de pelo menos 12 estados do país está em Rio Branco realizando uma manifestação, nesta segunda-feira (01) em frente ao Fórum Barão do Rio Branco contra a liminar que suspendeu pagamentos e novas adesões na empresa. A intenção do grupo é mostrar a força e a influência da Telexfree.
O grupo de divulgadores vem de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Rondônia, Mato Grosso, Ceará, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Geraise Santa Catarina. Durante a manifestação, eles pretendem explicar o histórico do processo judicial aos demais divulgadores. Além de esclarecer a diferença entre pirâmide financeira e marketing multinível. O Fórum foi escolhido por ser um órgão que representa a justiça acreana.
O divulgador Sérgio Giambra é de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, e abandonou o emprego como jornalista para se dedicar à empresa. Ele foi um dos idealizadores desta caravana e conseguiu atrair mais pessoas através das redes sociais. "Como todo mundo fora do Acre estava muito angustiado, resolvemos vir ao estado para acompanhar de perto", conta. O grupo espera influenciar na queda da liminar. Somente da região oeste do Paraná, cerca de 100 carros fazem parte da comitiva.
Um dos primeiros divulgadores da Telexfree no Acre, Shawke Lira, afirma que a manifestação deve ser pacífica e que a empresa repudia atos de vandalismo ou ameaças.  Ele  está otimista em relação ao processo. "Esperamos que nessa segunda saia uma decisão favorável, estamos muito otimistas. Acreditamos na idoneidade da empresa", afirma.
Entenda o caso
No dia 18 de junho, a juíza Thaís Borges, da 2ª Vara Cível da Comarca de Rio Branco, julgou favorável a medida proposta pelo Ministério Público do Estado do Acre (MP/AC) para suspender as atividades da Telexfree. Com a decisão, foram suspensos os pagamentos e a adesão de novos contratos à empresa até o julgamento final da ação em todo o país. A magistrada afirma que a decisão não configura o fim da empresa, apenas suspende suas atividades durante o processo investigativo.
Na última terça-feira (28), a empresa começou a ser investigada também na esfera penal. O Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado do Acre (MP/AC), instaurou inquérito para apurar se as atividades da Telexfree envolvem práticas de crimes contra a economia popular, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. O Ministério da Justiça também instaurou um processo administrativo contra a empresa, anunciado na sexta-feira (28).
Protesto Telexfree Acre (Foto: Rayssa Natani/G1)Caravana com divulgadores de vários estados
está no Acre (Foto: Rayssa Natani/G1)
Sobre a Telexfree
A empresa Ympactus Comercial Ltda. ME, conhecida pelo nome fantasia Telexfree, com sede no Brasil no Espírito Santo, diz atuar com prestação de serviços de telefonia VoIP (por meio da internet). Para tornar o serviço conhecido, a empresa vende pacotes a "divulgadores", que compram e revendem contas e "recrutam" novos revendedores. A divulgação é feita principalmente pela internet.
Segundo as regras da Telexfree brasileira, a pessoa que se cadastra como divulgador deve fazer uma postagem diária de anúncios em sites de classificados, divulgando o produto e ganhando uma comissão sobre as vendas. Os divulgadores podem ainda, cadastrar outras pessoas como divulgadoras criando assim, uma rede. Para tornar-se um divulgador, o interessado precisa pagar uma taxa de adesão e comprar os pacotes de contas, que custam a partir de US$ 289.

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