Chefe da UTI Geral do hospital de Curitiba é suspeita de antecipar mortes.
Manifestação foi silenciosa e contou com cerca de 500 pessoas.
Funcionários organizaram o abraço pela internet (Foto: Bibiana Dionísio/ G1 PR)Após a prisão, o hospital divulgou nota afirmando que o caso é pontual e aconteceu em uma das quatro UTIs do hospital, na qual toda a equipe foi substituída. No total, 47 pessoas, sendo 13 médicos e 34 enfermeiros. No sábado (23) mais três pessoas foram presas. Também no sábado, a Polícia Civil divulgou que Virgínia Souza não é intensivista e que outro médico assinava por ela como chefe da unidade.
O advogado que defesa da médica, Elias Mattar Assad, afirma que não há provas contra Virgínia Soares Souza e a médica chegou a divulgar um manifesto público no qual afirma que a medicina está em risco no Brasil. “O livre exercício da medicina está em risco no Brasil”, diz trecho do documento. Ela afirma que se o modelo de investigação da polícia paranaense obtiver êxito, qualquer morte em UTI poderá ser considerada imperícia ou mesmo homicídio qualificado. O texto ainda classifica a investigação como “o maior erro investigativo e midiático da nossa história”.
Nenhum funcionário quis conceder entrevista sobre a mobilização, bem como a direção do hospital. Segundo eles, a manifestação era silenciosa. Após dar um “abraço” no hospital, os funcionários aplaudiram a instituição, rezaram e também fizeram um minuto de silêncio.
Secretários municipal e estadual de Sáude rezaramjunto com funcionário do Hospital Evangélico
(Foto: Bibiana Dionísio/ G1 PR)
Segundo ele, caso algum médico ou enfermeiro cometeu alguma irregularidade, e isso for provado, este profissional deve ser penalizado. Contudo, complementou o secretário, é preciso preservar a tradição do hospital. A opinião de Caputo Neto é compartilhada pelo secretário municipal, Adriano Massuda. Massuda destacou a importância do Hospital Evangélico, que conforme divulgado por ele, é responsável por 1/3 dos atendimentos de urgência e emergência da Grande Curitiba.
Para o vice-presidente da Associação Médica do Paraná, José Fernando de Macedo, as denúncias foram surpreendentes. Ele destacou que nunca chegou à Associação qualquer tipo de suspeita e disse estranhar que as denúncias tenham aparecido “de uma hora para a outra”. “Como médico eu fico muito triste com tudo isso porque hoje a população reconhece a importância dos médicos”. Ele disse também que as pessoas precisam saber que 99,99% dos médicos são éticos e trabalham para salvar vidas.
Funcionário se encontraram às 11h30 deste domingo (24) (Foto: Fernando Castro/ G1 PR)
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