MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

domingo, 21 de dezembro de 2025

"Bahia tem impunidade recorde", diz Neto

 

JORNAL A REGIÃO

O ex-prefeito de Salvador ACM Neto voltou a criticar a política de segurança pública do governo de Jerônimo Souza (PT) e ressaltou que é preciso "jogar duro" contra o crime organizado. Neto afirmou que a Bahia vive um cenário de “impunidade recorde” e defendeu uma mudança de governador como única saída para enfrentar a crise.

“Jerônimo acha que tem que tratar bandido com amor e carinho. Eu acho que bandido tem que ser tratado como bandido”, afirmou. Para ele, a situação só será revertida com “vontade, decisão e coragem”. Neto ressaltou que a Bahia, hoje, deve priorizar segurança pública e saúde, indicando as pautas da eleição.

Na segurança, Neto diz que é preciso valorizar as polícias com salário melhor, fortalecimento da carreira do praça ao oficial, investimentos em tecnologia e inteligência policial, além de uma reestruturação do sistema prisional.

“Presídio não pode ser hotel. Não pode ter cela com ar-condicionado, micro-ondas, uísque caro. Preso com celular é uma loucura. Presídio tem que ser de segurança máxima e impedir qualquer comunicação com o mundo externo”, disse, ao citar denúncia feita por ele sobre irregularidades no Conjunto Penal da Lemos de Brito, em Salvador.

ACM Neto também comparou a Bahia a estados que conseguiram reduzir a criminalidade. “Em Goiás, a violência caiu porque o governador jogou duro. Aqui, não se investiga, não se pune. A Bahia é hoje o estado número um em impunidade no Brasil”, afirmou.

Ele ressaltou que o enfrentamento ao crime passa por políticas sociais. “Hoje, infelizmente, muitos jovens da periferia sonham em entrar para facção. O jovem tem que estar no centro de tudo isso”, pontuou.

Na área econômica, ACM Neto classificou como “inacreditável” o novo pedido de empréstimo feito pelo governo Jerônimo que já soma 23 na atual gestão, somando quase R$ 30 bilhões. “É muito dinheiro. Dava para construir duas pontes Salvador-Itaparica ou resolver os problemas da saúde pública no Estado”, criticou.

“A pergunta que fica é: onde está esse dinheiro? O que isso melhorou na vida do povo da Bahia? O governador está endividando o Estado”, disse. Ele citou a situação da saúde pública, com superlotação em hospitais, pacientes aguardando regulação em corredores, ambulâncias e até em casa. “Com tanto recurso, dava para ter feito muito".

ACM Neto também fez duras críticas à situação da BR-324, principal rodovia da Bahia, classificando o cenário como uma “esculhambação”. Ele responsabilizou os governos estadual e federal, ambos comandados pelo PT ao longo de duas décadas, pela falta de solução definitiva.

“Era para essa rodovia estar duplicada, com o dobro da capacidade. O que se vê são tapa-buracos mal feitos, acidentes e prejuízo para quem transita todo dia”, disse, relatando reclamações frequentes de caminhoneiros.

Por fim, ACM Neto afirmou que as articulações para a eleição de 2026 estão avançadas e citou União Brasil, Progressistas, PL, Republicanos e PSDB como base da aliança oposicionista. Segundo ele, a definição da chapa majoritária (governador, vice e Senado) deve ocorrer até março.

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