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Maio 2021 - O
cenário positivo é destaque de recente pesquisa realizada pela
Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para a
Saúde (ABIMED) junto às suas associadas, que representam 65% do
segmento. O levantamento ganha ainda mais significado porque acontece
em meio a uma das maiores crises sanitárias de todos os tempos e quando a
economia nacional atravessa um momento complicado. Os motivos para essa
situação são a pandemia da COVID-19 e a consequente redução nas
cirurgias eletivas, da queda do PIB, da indefinição sobre o rumo das
Reformas Estruturais (Tributária e Administrativa), do aumento do ICMS
no Estado de São Paulo, da variação cambial entre outros. A
entidade ficou otimista com o resultado que aponta que cerca de 42% das
empresas ouvidas pretendem aumentar o investimento após a pandemia e
outras 35% apostam na manutenção dos valores, desde que as Reformas
Estruturais (Tributária e Administrativa) estejam bem encaminhadas e
deem sinais de boas perspectivas. “É muito
importante constatar que algumas das nossas associadas sinalizaram a
intenção de continuar investindo mesmo diante de algumas incertezas do
cenário atual. Esse resultado, diante de tantos acontecimentos negativos
que temos vivenciado, é um grande vislumbre e motiva a todos para
continuarmos acreditando na estabilidade do país num futuro próximo”,
enfatiza o presidente executivo da ABIMED, Fernando Silveira Filho. Nunca
é demais lembrar que o setor da saúde corresponde a 0,6% do Produto
Interno Bruto (PIB) do país, reunindo mais de 13 mil empresas e gerando
mais de 140 mil empregos diretos e qualificados. Por isso, a
sustentabilidade do segmento é muito importante e tem um peso
considerável para a manutenção da saúde econômica do país. Análises do Cenário de Negócios Investimentos durante e no pós-pandemia
– os números surpreenderam positivamente. Afinal, quando neste momento
tão complicado 42% das associadas aumentam investimentos e outro grande
número pretende seguir com a mesmo intensão, sobra motivos para
comemorar. Das que não mencionaram intenção em investir, iniciativas
como diversificar os produtos são ações criativas para driblar o
momento. Também é mencionada a influência da conjuntura para manter ou
aumentar investimentos, como cenário econômico, variação cambial e taxa
de desemprego – além de, claro, as Reformas Estruturais. Impactos da pandemia e da redução de cirurgias eletivas
– Das associadas respondentes, 89,66% reportaram queda na receita,
10,34% aumento do endividamento, 13,79% viram reduzir o número de
clientes e 79,31% observaram aumento no valor da aquisição de produtos e
insumos. Com tudo isso, 20,69% tiveram que recorrer a demissões. Houve
ainda menções a outros impactos, como aumento de despesas
administrativas, redução de volume, postergação de projetos e de grandes
negócios, além de perda ou redução de integração entre as equipes
devido à adoção da modalidade de trabalho home office. Impactos do ICMS em São Paulo
– segundo o levantamento, o primeiro impacto foi a necessidade de
renegociação de contratos, que atingiu 55% das empresas, seguido de
48,28% associadas que observaram queda na receita. Ainda chama a atenção
que 51,72% das empresas participantes confirmam o aumento no valor de
aquisição de produtos e insumos. A alteração da alíquota do ICMS também
refletiu na contratação de mão de obra. Das pesquisadas, 65,52%
afirmaram que não contrataram durante a pandemia e apenas 17,24%
contrataram até 5% da base de efetivos. Sobre o impacto das alíquotas em
produtos, que passou de 0% a 18%, um total de 64,29% das associadas
sentiram os 18%, 10,71% sentiram entre 18% e 21%, e 14,29% das empresas
sentiram acima de 21%, o que pode encarecer procedimentos, cirurgias e
planos de saúde em médio prazo. Home Office
– a pandemia provocou uma grande revolução no comportamento das
empresas. Segundo a Fundação Instituto de Atividade (FIA), 46% das
empresas brasileiras optaram pelo home office como alternativa para o
distanciamento social recomendado durante a pandemia a partir do ano
passado. Com as associadas da ABIMED não foi diferente: as empresas
tiveram de se adaptar e, atualmente, 62,07% têm mais de 20% de seu
efetivo nesta modalidade de trabalho. Sobre a ABIMED A
Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para
Saúde (ABIMED) comemora este ano o seu Jubileu de Prata. A entidade
representa os interesses de 200 empresas nacionais e multinacionais de
tecnologia avançada na área de equipamentos, produtos e suprimentos
médico-hospitalares, que respondem por cerca de 65% do setor. A
indústria de dispositivos médicos tem participação de 0,6% no PIB
brasileiro, conta com mais de 13 mil empresas e gera em torno de 140 mil
empregos diretos e qualificados. A ABIMED tem como princípio contribuir
para a promoção de um ambiente saudável, sustentável e propício à
inovação tecnológica e à competitividade de suas associadas nos mercados
local e global. No último ano, após reavaliação de seus conceitos, a
entidade reafirma seu propósito de proporcionar qualidade de vida para
as pessoas a partir do acesso às melhores práticas de saúde. Para tanto,
suas ações apoiam-se em três dimensões: Tecnologia, Saúde e Vida. Além
disso, a ABIMED possui em seus eixos pontos fundamentais como a
Sustentabilidade do Sistema e Ambiente de Negócios, a Tecnologia e
Inovação, a Ética e Compliance, o Meio Ambiente e a Responsabilidade
Social e a Educação. | ||||||
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