segunda-feira, 19 de abril de 2021

Programa nuclear iraniano é um “perigo existencial para o mundo e o Estado Judeu”

 


Diretor da ONG StandWithUs Brasil acredita que o mundo agradecerá aos israelenses por servirem de última barreira para um dos regimes mais perigosos do mundo

Foto: Centrífugas IR-6, usadas em Natanz para enriquecimento de urânio, em foto de 2019. (Atomic Energy Organization of Iran via AP, File)

 

Na noite de domingo (11) para segunda-feira (12 de abril), um blackout no centro nuclear de Natanz, o maior do Irã, causou a parada das mais de 300 centrífugas usadas para o enriquecimento de urânio. Esses equipamentos eram novos e do modelo IR-6, proibidos pelo acordo assinado entre o Irã e o P5+1, grupo diplomático para negociações sobre o programa nuclear iraniano, composto por Alemanha, China, França, Reino Unido e Rússia. Após uma explosão no centro de abastecimento elétrico e nos geradores de emergência, danos irreparáveis foram causados a essas máquinas, e o Irã acusou Israel de ser o responsável pela sabotagem. No último sábado, o Irã pediu a ajuda da Interpol para prender um suspeito que acusou de ter participado da sabotagem e fugido do país um dia antes da explosão.


As novas centrífugas IR-6, mais rápidas que as antigas IR-1, tinham sido inauguradas há poucos dias. O suposto ataque israelense coincide com a volta das conversas entre o P5+1 e o Irã para uma possível volta dos Estados Unidos ao acordo, uma vez que o país norte-americano se retirou dele no governo Trump, após Israel ter revelado arquivos secretos iranianos sobre seu programa nuclear,  provando que o Irã mentiu diversas vezes sobre sua existência.


"Os israelenses não são contra um acordo entre as potências e o Irã. No entanto, se opõem a uma proposta que não contemple os pontos que mais consideram importantes: as intenções nucleares iranianas, o seu programa de mísseis intercontinentais balísticos (ICBM), o financiamento a grupos terroristas,  e as constantes ameaças de destruir Israel",  afirma André Lajst, cientista político, mestre em contraterrorismo pela Universidade IDC Herzlyia em Israel  e diretor executivo da StandWithUs Brasil.  “É natural que o Estado Judeu, pequeno e próximo do país dominado pelo regime dos Aiatolás, empenhado na construção de um arsenal nuclear, rejeite um acordo que coloque sua segurança e existência em jogo”.


As exigências do Irã para a confirmação de um novo acordo com os EUA já foram anunciadas. O país demanda a revogação imediata de todas as sanções implementadas, com a liberação de seu acesso ao sistema bancário e ao mercado internacional, a permissão para que seus oficiais viajem livremente e sem impedimentos,  e que bilhões de dólares em ativos do governo sejam descongelados e colocados à disposição do regime. 


"Ao mesmo tempo, o governo iraniano continua financiando grupos radicais no Oriente Médio (os Hutis no Iêmen, milícias xiitas no Iraque, mercenários pró Irã na Síria, o Hezbollah no Líbano e o Hamas e a Jihad Islâmica na Faixa de Gaza), desenvolvendo materiais sofisticados para tornar foguetes do Hezbollah mais precisos e eficazes, construindo um programa de mísseis que apenas países que possuem armas nucleares dispõem", afirma André. "O mais curioso é que seguem dizendo que seu programa nuclear é pacífico, mesmo depois que Israel expôs ao mundo milhares de documentos e arquivos secretos iranianos, provando o caráter militar do programa".


Segundo Lajst, o interesse de Israel na questão não é meramente baseado em rivalidade entre as nações, já que até 1979 os países tinham ótimas relações. Isso só mudou após a Revolução Islâmica tomar o poder no Irã, constituindo um governo de caráter religioso teocrático, que desde meados dos anos 2000 constrói seu programa nuclear. 


"Desde meados de 2010, segundo a mídia internacional, Israel opera sigilosamente para sabotar o programa nuclear iraniano, pois entende que este regime, com a narrativa que possui, se torna um perigo existencial ao mundo e ao Estado Judeu. Ao que tudo indica, Israel não permitirá que os Aiatolás consigam atingir seu objetivo nuclear e, se necessário, discordará do mundo inteiro, inclusive de seu maior aliado internacional, para impedir com que os iranianos tenham em mãos a arma mais letal do planeta”, afirma Lajst, concluindo:  provavelmente, o mundo agradecerá aos israelenses por servirem de última barreira para um dos regimes mais perigosos do mundo, evitando que tenham em suas mãos a arma mais letal do planeta. Assim fizeram os israelenses, destruindo as instalações nucleares do Iraque em 1981 e da Síria, em 2007. Imaginem esses países hoje, armados com bombas atômicas.  Enquanto isso não acontece, a diplomacia tentará, provavelmente em vão,  chegar, mesmo que imperfeitamente, a um acordo com aqueles que não respeitam acordo nenhum.

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