| 21 Setembro 2016
Media Watch - MÍDIA SEM MÁSCARA
Media Watch - MÍDIA SEM MÁSCARA
A
televisão brasileira, que já estava longe de ser recomendavel para
qualquer pessoa – seja jovem ou adulto – que deseja sinceramente cumprir
com os Mandamentos da lei de Deus, agora recebe carta branca do STF
para apresentar conteúdos violentos e erotizados a qualquer horário do
dia.
A nova regulamentação entrou em vigor no
dia 1 de setembro, e foi comemorada pelas emissoras, que apresentaram o
fato como um benéfico “fim das restrições à liberdade criativa” e uma
possível redução de custos com seus departamentos responsáveis pelas
censuras. “[A restrição de horários] era um ranço de subdesenvolvimento
cultural do país”, de acordo com Gustavo Binenbojm, advogado da Abert
(Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV).
O trecho do Estatuto da Criança e do
Adolescente que proibia exibir programas fora dos horários reservados a
cada idade, segundo a classificação do Ministério da Justiça, foi
suprimido pela nova regulamentação. Nessa decisão, o STF encerrou uma
ação apresentada há 15 anos pelo PTB, com apoio da Abert.
Em 2015, o novelista Gilberto Braga teve de
mudar o enredo de uma personagem, que inicialmente era uma “garota de
programa”, na novela “Babilônia” para evitar a classificação para 16
anos, o que faria com que a novela das 21h só pudesse ir ao ar às 22h.
Outras oito produções televisivas receberam, em 2016, pedidos de
esclarecimento do ministério.
A classificação indicativa ainda existirá, e
deve ser informada no início de cada atração, para que o jovem saiba
que nela serão apresentados conteúdos somente para adultos, e que
portanto ele deverá tomar a iniciativa de não assistir, se quiser.
Que essa medida vai facilitar a vida dos
donos das TVs, ninguém duvida. Porém, pobres crianças, já tão
bombardeadas na escola, nas ruas e por toda parte com apelos à corrupção
moral, agora também na televisão!
Publicado no site do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira.
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