| 20 Setembro 2016
Artigos - MÍDIA SEM MÁSCARA
Artigos - MÍDIA SEM MÁSCARA
"Não
tem neste país uma viva alma mais honesta do que eu. Nem mesmo na
Polícia Federal. Nem mesmo no Ministério Público. Nem dentro da Igreja
Católica, nem dentro da Igreja Evangélica, nem dentro dos sindicatos,
nem no meio de vocês. Pode ter igual. Mais, eu duvido".
Com
essas palavras, há alguns meses, conversando com blogueiros da mídia
amiga, Lula escalou por conta própria o topo do pódio da honestidade.
Entregou medalha de ouro para si mesmo. Não duvido que enquanto
mentalmente mordia o disco dourado soassem em seus ouvidos os acordes do
Hino Nacional. Está ficando difícil ser petista. Semana passada caiu
Luis Fernando Veríssimo, imaginem só! Em entrevista para Sônia Racy, do
Estadão, LFV confessou ser um esquerdista desiludido com o PT. E a
Velhinha de Taubaté desertou com ele.
Os
desiludidos formam dispersa e contraditória multidão. Uns poucos caem
atirando nos companheiros, como aconteceu há bom tempo como Hélio Bicudo
e Eduardo Jorge. Outros tombam de joelhos, penitentes, como certamente
aconteceu com a Velhinha de Taubaté. Outros, por fim, caem atirando nos
adversários. Têm a nostalgia de quando podiam atacar tudo que ficasse à
sua direita com a mais imaculada, tantas vezes beata e benta, demagogia.
Chegaram ao poder para deixar o país desse jeito.
De
algum lugar, senhores da CNBB, Deus está vendo tudo isso. O esforço dos
remanescentes no sentido de desacreditar as denúncias do Ministério
Público Federal tromba contra os fatos. Praticamente todos os corruptos e
corruptores já confessaram e houve mais de uma centena de condenações.
Bilhões já foram reavidos. Todos os participantes da Orcrim contam as
mesmas histórias e relatam os mesmos esquemas. Há testemunhas e
evidências para as acusações que incidem sobre os dois governos
petistas. Não há compatibilidade entre o discurso do medalhista de ouro
em honestidade e os bilhões drenados pelos esquemas do PT, PMDB e PP. Os
agentes da força-tarefa da Lava Jato produziram dezenas de milhares de
páginas de documentos. Boa parte delas, por envolverem personagens com
prerrogativa de foro, estão sob sigilo naquela trincheira da morosidade e
da impunidade que atende pela sigla STF.
Atribuir
excelsas virtudes a Lula, reconhecer-lhe a medalha (e transferi-la
depois a Dilma), significa colocar a ideologia e o partido no topo da
escala dos valores morais tornando bom tudo que a eles convém e mau tudo
que os confronta. Quem quiser conduzir-se assim que o faça, mas não há
como o mais honesto dos homens presidir o mais corrupto dos governos.
http://puggina.org
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