O líder do movimento #VemPraRua, o
engenheiro Rogério Chequer, foi muito bem no programa Roda Viva,
enfrentando com clareza e transparência a má fé de alguns jornalistas
que insistiam em ver vinculação partidária, financiamento externo e
interesses meramente políticos nas ações desenvolvidas pelo grupo. O
chargista imbecil do programa, Paulo Caruso, chegou a desenhar uma
charge ao vivo ligando o #VemPraRua com "Aé$$io". Em nenhum momento houve qualquer citação do entrevistado que permitisse este tipo de ilação
maldosa e mentirosa.
Discordo de Chequer em um ponto. Querer "interiorizar"
o movimento para bairros paulistas para se aproximar das populações
periféricas e supostamente mais pobres, mais negras, menos elitizadas.
Discordo porque isto não tem a mínima importância e é uma resposta
desnecessária aos ataques da esquerda. Já postei aqui que a " elite e a classe média golpista"
, demonizadas pelo PT para desqualificar as manifestações do último dia
15, somam quase 70% da população. São a maioria e não a minoria.
Representam o país muito mais do que os ditos "pobres",
beneficiados pelos programas sociais petistas. Representam o Brasil que paga imposto e que paga a conta. Além disso, todas as
pesquisas publicadas demonstram que a insatisfação é geral,
desnecessário sendo a presença física do "eleitor da Dilma". Melhor que assistam pela TV,
no churrasquinho na laje, no boteco, na saída do culto. Deixa o pobre descansar!
Em
vez disso, permito-me sugerir que a organização trabalhe a mobilização
por grupos de interesse. Por nicho de insatisfação. Temos 10 milhões de aposentados tungados pelo
reajuste abaixo do salário mínimo. Temos centenas de milhares de
universitários atingidos pela bandalheira do FIES. Temos os
caminhoneiros que podem entrar à noite e já deixar os seus "cavalinhos"
estacionados ao longo da Paulista. Enfim, existem vários grupos carentes
de incentivo para trazer às ruas as suas demandas. A mim me parece que
este é um grande objetivo do #VemPraRua. Fica a sugestão.
BLOG DO CORONEL

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