Algodão, malhas, chita e popeline são alguns dos tecidos recomendados.
Apostar em boas costureiras também é importante para a fantasia dar certo.
Escolher
tecidos resistentes e leves, como malhas e popeline, é o segredo para
não correr o risco de acabar o dia com a fantasia rasgada. Já o cetim
pode ser reforçado com forro de algodão (Foto: Marina Barbosa / G1)Tecidos resistentes e boa costura. Este é o segredo da façanha, garantem os carnavalescos. Por isso, não adianta se preocupar com a roupa durante a folia. O certo é mesmo cair no frevo e pensar nos adereços nos dias que antecedem a festa. "A preocupação deve vir antes, porque a ideia é fazer uma fantasia para brincar e não para se preocupar em manter a roupa. Até porque, na festa, não há limites. Você dança, senta no chão, desce, levanta. Tem mais é que aproveitar e, para isso, é importante fazer a roupa com bons materiais", acredita a turismóloga e carnavalesca desde criança Joana Chaves, 38.
Joana e o marido Adailton vão reutilizar peçasneste carnaval (Joana Chaves/Acervo pessoal)
Companheira de bloco de Joana, a chef Carol Medeiros, 37, também não se desfaz dos adereços usados. "A fantasia dura sim. Eu já tenho um baú cheio. Algumas estão comigo há mais de cinco carnavais. Nesses casos, remodelo os vestidos, aplico uma coisa nova e uso de novo", conta. Mas ela confessa que já perdeu uma das peças. "Rasguei uma vez só, porque fiz com tecido mais frágil", lamenta. Para que isso não aconteça mais, agora só usa tecidos fortes. "Resistentes, que não rasguem fácil, mas sejam frescos por causa do calor."
Carol prefere o algodão e as malhas. Já Joana gosta de tules. Mas as duas ressaltam: apostar em uma boa costureira também é fundamental para o sucesso da fantasia, já que as profissionais ajudam a desenhar os modelos e colocá-los em prática. Quem costura as roupas de carnavais agradece o reconhecimento e reforça que a qualidade é o segredo do negócio. "Se o tecido for muito frágil, a gente sabe que pode acontecer um acidente. Por isso, é preciso usar tecidos resistentes e fazer uma boa costura para os adereços não caírem", afirma a costureira Sandra Gonçalves, que prepara as roupas dos carnavalescos há 28 anos.
A
costureira Sandra Gonçalves admite que, com tecidos frágeis, fantasia
corre o risco de rasgar. Já os enfeites precisam de costura forte, de
pontos pequenos, para não caírem (Foto: Marina Barbosa / G1)A dica de Sandra é costurar o cetim com pontos pequenos, que são mais fortes, e não deixá-los na ponta da roupa, para não correr o risco de ficarem esgaçados. Já Isa gosta de aplicar forros de algodão. "O cetim é sintético, de poliéster. Por isso, rasga fácil e não absorve o calor. Para fazer a fantasia durar, uso um forro auxiliar. Debaixo do cetim coloco um forro de algodão, que é confortável e resistente", explica. Segundo Isa, o algodão ainda é recomendado para o carnaval porque é leve e absorve o suor, aliviando o calor.
Isa Christina admite que reforço deixa fantasia mais cara,mas diz que vale a pena (Isa Christina/Acervo pessoal)
Quem vai às lojas de costura em busca de tecidos e estampas ideais para as fantasias também não parece se importar em gastar um pouco mais para ter um produto de qualidade. E as lojas do Centro do Recife já estão cheias de opções para os foliões. Consumidores também não faltam. A costureira Josélia Barros, 54, é uma delas. Ela foi ao Centro para comprar os materiais necessários para as várias encomendas de fantasias que já recebeu e disse que também aposta em tecidos resistentes para deixar as clientes satisfeitas. O tafetá é a dica de Josélia para substituir o cetim -- o metro custa cerca de R$ 9. O lamê, vendido a partir de $ 8,50, é outra indicação dos comerciantes.
Cetim,
lamê, malha e algodão são alguns dos tecidos recomendados para o
carnaval. Preços vão de R$ 7 a R$ 12 no Centro do Recife. Adornos também
já são encontrados com facilidade (Foto: Marina Barbosa / G1)
Para
a chef Carol Medeiros, não existe Carnaval sem fantasia. Por isso, ela
veste toda a família com roupas coloridas e revela: tem um baú cheio de
adereços reutilizados (Foto: Carol Medeiros/Acervo Pessoal)
Além
de tecidos resistentes, é importante fazer fantasias com boas
costureiras. Pontos pequenos e forros de algodão são as dicas das
profissionais que trabalham com isso há anos (Foto: Marina Barbosa / G1)
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