Confecção do artigo exige paciência e pode demorar até 2 dias.
Preço do produto varia entre R$ 20 e R$ 25.

Uma das artesãs mais talentosas da região é a Dona Virgínia, de 86 anos. Com mãos ágeis, ela trança tiras de palha que depois serão costuradas em uma máquina dando forma ao chapéu. A técnica também é compartilhada pela cunhada, Fiorinda Bortoluzzi, que trabalha há mais de 40 anos no ramo do artesanato. "Meu marido pediu uma vez para eu fazer um chapéu. Eu fiz, aprendi e estou fazendo até hoje. O primeiro não deu certo. Ficou parecendo um sino", brinca.
Entretanto, há aqueles que preferem outras maneiras de confeccionar o produto. É o caso da agricultora Tereza Roamni, que pacientemente realiza todo o trabalho de produção manualmente. "Vou fazendo um pouco por dia. Faço as traças, depois costuro", conta. O produto pode demorar até 2 dias para ficar pronto, tendo um preço que varia entre R$ 20 e R$ 25.
Vislumbrando uma possibilidade de renda extra, a Emater tem incentivado mais agricultores a aderirem à prática. "Queremos não só que seja uma fonte de renda, mas também uma distracão e terapia para as agricultoras. Por isso, estamos promovendo oficinas, para que mais pessoas possam produzir", analisa Ana Paula de Fátima Vargas, extencionista da empresa.
Ana Paula ainda destaca que a iniciativa busca valorizar a cultura local. "Está se perdendo um pouco essa prática por aqui. Os jovens não conhecem o trabalho", considera. Para os novos artesãos, Dona Fiorinda revela o segredo para produzir um bom chapéu. "Uma boa palha e um feito de qualidade", diz
Nenhum comentário:
Postar um comentário