Foto: Fotomontagem
Alberto Yousseff e Paulo Roberto Costa
Desde que a Operação Lava Jato da Polícia Federal começou a
funcionar, em abril, foram oferecidas 18 denúncias: 88 pessoas se
tornaram réus. Youssef foi acusado criminalmente em 13 denúncias, e
Costa em sete. Até o momento foram cumpridos 161 mandados de buscas e
apreensões, 37 mandados de condução coercitiva e 60 mandados de prisão. A
equipe de procuradores ficou famosa nacionalmente com a apresentação de
cinco denúncias no dia 11 de dezembro, contra sócios e executivos de
seis das maiores empreiteiras do país – Camargo Corrêa, OAS, Mendes
Júnior, UTC, Galvão Engenharia e Engevix. Eram as acusações formais da
“primeira leva” dos corruptores. O Brasil conheceu o “Clube do Bilhão”, o
cartel de empreiteiras formado para fraudar contratos de obras da
Petrobras. Outras 17 grandes empresas são investigadas, o que envolve
gigantes como Odebrecht e Andrade Gutierrez. No dia da apresentação das
denúncias, o coordenador da força-tarefa, Deltan Dallagnol, destacou que
a investigação estava “só no começo” e que o mesmo esquema de corrupção
atingiu outros órgãos públicos. A operação já motivou a abertura de
mais de 250 procedimentos de investigação. Só os principais inquéritos
somam mais de 55.810 páginas de análises, depoimentos e provas
documentais. Mas o trabalho dos investigadores não fluiu sem obstáculos.
A apuração foi suspensa por pouco mais de três semanas. Em 19 de maio, o
ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, libertou Paulo
Roberto Costa da cadeia em decisão liminar e suspendeu todos os
processos do caso até que fosse decidido se a operação deveria tramitar
no Supremo em função do envolvimento de parlamentares. As investigações
só voltaram a correr em 10 de junho. No dia seguinte, o ex-diretor da
Petrobras foi preso novamente porque os procuradores receberam provas de
que ele tinha ocultado cerca de 26 milhões de dólares na Suíça e nas
Ilhas Cayman.
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