Dilma Rousseff decidiu hoje (segunda, 12) cancelar sua
participação no Fórum Econômico Mundial, encontro anual realizado em
Davos (Suíça), devido ao cenário político-econômico nacional e à
proximidade da eleição para as duas Casas do Legislativo (Câmara e
Senado), nos primeiros dias de fevereiro. A viagem da comitiva
presidencial ao evento, a ser realizado entre 21 e 24 de janeiro,
consumiria uma ausência do país considerada excessivamente prolongada
ante à importância do momento, segundo relato de um interlocutor
governista à Agência Estado.
A decisão também leva em conta que medidas impopulares estão em curso
para a reorganização das contas públicas, conforme já anunciou a equipe
econômica liderada pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Tais medidas
têm de ser aprovadas pelo Congresso e, na visão do governo, a
permanência de Dilma no Brasil seria aconselhável como forma de tentar
evitar turbulência entre os parlamentares. Assim, o Brasil colocará em
xeque a tarefa de, ao menos por meio da figura de sua chefe de Estado,
recuperar em Davos a credibilidade econômica e impedir a perda de grau
de investimento aferido por agências de classificação de risco.
“Querem me colocar para viajar”, reclamou Dilma, informa a Agência
Estado, considerando que o momento é de mais preocupação com política do
que com economia. A montagem do segundo escalão do governo e a
substituição de ministros já empossados são demonstração disso, diz o
veículo paulista, que lembra ainda a reunião que Dilma terá com os
presidentes do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social) e do Banco do Brasil, respectivamente Luciano Coutinho e Aldemir
Bendine. Em pauta, a ser discutida no Planalto na próxima quarta-feira
(14), a sucessão no comando dessas duas instituições. (Congresso em Foco)
BLOG DO CORONEL

Nenhum comentário:
Postar um comentário