Assim como tudo na sociedade, as mulheres históricas também tiveram seu espaço de destaque na comunidade e deram início a uma verdadeira revolução que, até hoje, inspira milhares de mulheres ao redor do mundo.
Infelizmente, as mulheres ainda sofrem com diversos tipos de problemas e preconceitos que atrapalham tanto sua vida profissional quanto pessoal. Para facilitar o entendimento da situação, alguns deles são:
Desigualdade de gênero;
Desigualdade salarial;
Preconceito no mercado de trabalho;
Abusos morais e sexuais;
Estereótipos;
Entre outros.
Inclusive, o número de mulheres que sentem que precisam adquirir um kit de equipamentos de proteção individual é enorme, isso porque muitas perderam até mesmo a confiança e segurança em andar na rua tarde da noite.
Isso não começou a acontecer apenas nos últimos tempos, muito pelo contrário, milhares de mulheres passam por isso e até coisas piores desde que o mundo é mundo e o preconceito se instaurou desde o início de nossa sociedade.
Com relação ao mercado de trabalho, a situação era ainda mais específica, pois suas funções eram limitadas a cuidar apenas dos serviços domésticos e dos filhos, qualquer mulher que saísse desse padrão era vista de forma negativa pela sociedade.
Durante muitos anos, mulheres foram proibidas tanto de estudar quanto de trabalhar, mesmo que fosse tentando iniciar um negócio de máquinas de café para alugar, bem como em qualquer outro ramo, por exemplo, o de contabilidade.
Felizmente, hoje a sociedade evoluiu e já não impede mais as mulheres de trabalharem, porém, ainda existe muito a ser feito para que o preconceito seja aniquilado de uma vez por todas.
Mas para que a sociedade evoluísse até aqui, muitas mulheres passaram por momentos difíceis e tiveram que lutar para provar que o lugar da mulher é onde ela quiser, e hoje iremos conhecer um pouco mais sobre essas mulheres históricas.
6 mulheres que mudaram a história
Hoje, para que uma mulher consiga trabalhar em uma empresa especializada em transplante de árvores foi preciso travar uma batalha que começou há muitos anos com outras mulheres que não aceitavam os padrões impostos pela sociedade.
Não há maneira melhor de entender o nosso presente do que estudando o nosso passado, justamente para entender o que aconteceu, bem como conhecer as mulheres que mudaram a nossa sociedade. Confira algumas personalidades:
Rosa Parks
Rosa Parks nasceu em 1913, no Alabama, ao sul dos Estados Unidos, região onde a segregação racial foi intensa. Em 1955, ela marcou a história como ativista quando se recusou a ceder o seu lugar a uma pessoa branca no ônibus.
Naquela época, o racismo era intenso e instaurado em todo o país, os ônibus tinham até mesmo assentos reservados apenas para passageiros brancos, e se um entrasse, o negro que estivesse sentado precisava se levantar para ceder o seu lugar.
Devido a sua atitude, Rosa foi presa, isso gerou indignação na população negra e impulsionou diversos protestos que resultaram na anulação das leis de segregação racial no país.
Hoje, existe uma verdadeira série de livros inspirados em sua história e sua coragem, na internet. Assim como você consegue encontrar um pão de forma integral preço em poucos segundos, é possível achar algumas dessas obras e conhecer mais sobre essa mulher revolucionária.
Anne Frank
A Segunda Guerra Mundial foi um dos piores eventos da humanidade moderna, se não o pior deles. E nessa época também existiam mulheres fortes que lutavam pelo direito de viver e por sua liberdade, dentro deste cenário, é impossível não falar sobre a jovem Anne Frank.
A judia foi uma das centenas de milhares de vítimas do nazismo e morreu com apenas 15 anos em Bergen-Belsen, um campo de concentração na Alemanha. Sua história ficou conhecida através de anotações em seu diário que preenchia desde os 13 anos.
Nele, Anne contava seu dia a dia com a família, relatando sentimentos e a convivência com as oito pessoas com quem vivia em um esconderijo situado em Amsterdam e onde conseguiram se esconder do governo nazista até a invasão.
Dentre os moradores do esconderijo, o único que sobreviveu foi seu pai, Otto Frank. Ele encontrou as anotações da filha e publicou o livro ‘O diário de Anne Frank’ em 1947, uma das obras mais verdadeiras e emocionantes daquele período.
Anne inspira milhares de meninas, adolescentes e jovens a procurarem por sucesso e viverem a vida de maneira leve e simples, seja abrindo um negócio, como de aditivo para pao frances ou até mesmo estudando para ter uma carreira bem estruturada.
Angela Davis
Angela Davis é uma mulher, negra e norte-americana de grande reconhecimento nos EUA e no resto do mundo, inclusive no Brasil. Sua luta ganhou destaque em meados dos anos 70 ao participar do coletivo Panteras Negras (Black Panters).
Angela obteve um papel importante em 1971 ao ser presa injustamente, o que motivou uma série de protestos por sua libertação, o “Free Angela”, que contou com o apoio de dezenas de artistas e da sociedade civil.
Atualmente, Angela é professora e continua na luta contra o racismo, a desigualdade de gênero e a violência contra mulheres e, principalmente, contra negros.
Angela é uma prova viva de que as mulheres podem ser e fazer o que quiserem, seja usando um soutien mastectomia prótese ou qualquer outra peça que as deixem confortáveis, provando que seus valores e inteligência vão além do que vestem.
Malala Yousafzai
A paquistanesa Malala Yousafzai é uma das mulheres que chama a atenção de boa parte do mundo quando o assunto é a defesa dos direitos das crianças, principalmente das meninas.
Ela defendeu e ainda defende a ideia de que as meninas devem frequentar escolas em seu país. Por isso, Malala foi perseguida e sofreu um atentado em 2012, quando voltava da escola em um ônibus.
Malala levou um tiro na cabeça, quase morreu, mas felizmente, após meses internada, ela sobreviveu e não obteve nenhuma sequela. Após o atentado, ela fundou a Malala Fund, fundação que arrecada verba destinada à educação de meninas em todo o mundo.
Em 2014, com apenas 17 anos, Malala foi homenageada com o Prêmio Nobel da Paz, sendo a mais jovem mulher a receber essa honra e esse prêmio, recentemente Malala se formou em uma das melhores faculdades do mundo e continua seu trabalho social.
Ela incentiva as meninas e mulheres a estudarem e trabalharem com o que quiserem, seja como fornecedor de janelas de alumínio ou até mesmo como professoras, o céu é o limite para o potencial e inteligência das crianças.
Maria da Penha
E é claro que não poderíamos deixar de fora uma das maiores representantes deste assunto dentro do nosso país, falamos de Maria da Penha, uma brasileira nascida no Ceará que teve a vida marcada pela violência doméstica, o que a impulsionou na luta contra o feminicídio e violência contra a mulher.
Seu marido, Marco Antonio Heredia Viveros, tentou matá-la duas vezes, uma delas acabou deixando Maria paraplégica e desde então, ela travou uma luta pela condenação do marido e leis que protegessem as mulheres desse tipo de agressão, o que ainda não existia.
O caso ganhou repercussão e uma lei com seu nome foi sancionada no Brasil em 2006, a Lei Maria da Penha, que hoje é a mais importante quando o tópico é o combate à violência doméstica. Criando, assim, uma corrente do bem entre diversas mulheres.
Frida Kahlo
A pintora mexicana de grande sucesso, Frida Kahlo, é um grande ícone feminino da história da arte. Teve uma produção intensa, pintando auto retratos e cenas surrealistas impressionantes e com uma forte identidade latino-americana.
Frida é um grande exemplo para mulheres que pensam em trabalhar em cargos que, até então, são dominados prioritariamente por homens. Inclusive, isso é uma pauta que vem ganhando cada vez mais espaço e debate na atualidade.
Suas obras estão expostas no México e existem imagens na internet assim como diversos livros baseados em sua história, coragem e determinação que inspiraram a personalidade de milhares de mulheres fortes da atualidade como um todo.
Considerações finais
Essas foram apenas algumas das diversas mulheres que mudaram a história e provaram que independentemente do que a sociedade diga ou imponha, é preciso lutar para chegar no objetivo determinado, seja trabalhar como um fornecedor de estrutura metálica ou até mesmo em cargos políticos.
Certamente, todas essas mulheres continuarão inspirando gerações futuras, principalmente pela garra apresentada em seus legados de luta e de união, Afinal, quando há uma quebra de paradigmas impostos pela cor, classe social ou gênero, esse feito entra para a linha histórica.
Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.
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