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Ministério da Defesa e as Forças Armadas apresentam na quinta-feira 23 à
Procuradoria-Geral da República (PGR) uma notícia-crime contra o
pré-candidato do PDT à presidência, Ciro Gomes. Em nota conjunta, em que
anunciam a medida, as instituições criticam o que chamaram de
“irresponsáveis declarações”. Em uma entrevista à rádio CBN, na
terça-feira 21, Ciro Gomes disse que as Forças Armadas são coniventes
com o crime organizado na Amazônia. “Tais acusações levianas afetam
gravemente a reputação e a dignidade dessas respeitadas instituições”,
afirmou o ministério da Defesa em nota. “Não é admissível, em um estado
democrático, que sejam feitas acusações infundadas de crime, sem a
necessária identificação da autoria por parte do acusador e sem a devida
apresentação de provas, ainda mais quando dirigidas a instituições
perenes do Estado brasileiro.” O pedido de investigação enviado à PGR
fala nos supostos crimes de “incitar, publicamente, animosidade entre as
Forças Armadas, ou delas contra os poderes constitucionais, as
instituições civis ou a sociedade”. O documento é assinado pelo ministro
da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, o comandante da Marinha, o
almirante Almir Garnier Santos, o comandante do Exército, o general
Marco Antônio Freire Gomes e o tenente-brigadeiro Carlos Almeida
Baptista Junior, da Aeronáutica. O trecho do texto ainda rebate as
declarações do pré-candidato, ressaltando que as Forças Armadas atuam na
defesa e na proteção da Amazônia e regularmente realiza ações de
combate a ilícitos ambientais e transfronteiriços.
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