A
Suprema Corte dos Estados Unidos deu um passo dramático nesta
sexta-feira ao reverter uma decisão de 1973 que reconheceu o direito
constitucional de uma mulher a um aborto e o legalizou em todo o país,
em uma importante vitória para os republicanos e conservadores
religiosos que querem limitar ou proibir o procedimento. O tribunal, em
uma decisão tomada por 6 votos a 3, impulsionada pela maioria
conservadora na corte, manteve uma lei do Mississippi apoiada pelos
republicanos que proíbe o aborto após 15 semanas. Os juízes sustentaram
que a decisão Roe v. Wade, dada pela corte em 1973 e que permitia
abortos realizados antes que um feto fosse viável fora do útero –entre
24 e 28 semanas de gravidez–, foi erroneamente tomada porque a
Constituição dos EUA não faz menção específica ao direito ao aborto. Uma
versão preliminar da decisão agora anunciada indicando que o tribunal
provavelmente reverteria Roe v. Wade foi vazada em maio, provocando uma
tempestade política.
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