No Brasil, cerca de 5 mil perdem a vida em razão da doença todos os anos, segundo dados do Ministério da Saúde.
Por Anilson Salomão
Na próxima quarta-feira, dia 24 de
março, é celebrado o Dia Mundial de Combate à Tuberculose. Criada pela
Organização Mundial da Saúde (OMS), a data tem como objetivo
conscientizar sobre a doença, considerada um problema de saúde pública.
Com a pandemia do novo coronavírus, a OMS pede às autoridades que não
descuidem do tratamento das vítimas dessa doença, que têm risco
aumentado.
A tuberculose (TB) é uma das enfermidades mais
antigas do mundo. Mas não é uma doença do passado como muitos imaginam.
Está em estado de emergência global decretado pela Organização Mundial
de Saúde (OMS) como enfermidade reemergente desde 1993.
Segundo
estimativas da OMS, dois bilhões de pessoas, o que corresponde a um
terço da população mundial, está infectada pelo Mycobacterium
tuberculosis. Destes 9 milhões, desenvolverão a doença e 2 milhões
morrerão a cada ano. No Brasil, cerca de 5 mil perdem a vida em razão da
doença todos os anos, segundo dados do Ministério da Saúde.
Na
Bahia, segundo dados enviados pela a Sesab a reportagem da Tribuna, em
2019, foram 4.793 casos registrados da doença. Esses são os dados mais
atualizados segundo a pasta, que disse ainda em nota não ter os dados
referentes ao ano de 2020, mas estima que tenha em torno de 5 mil casos
em todo o estado.
A tuberculose é uma doença infecciosa que se
inicia, habitualmente, pela inalação da bactéria Mycobaterium
tuberculosis pelos pulmões e é transmitida pela tosse de gotículas
expelidas por uma pessoa doente. A tuberculose pulmonar é uma doença
mundial e o Brasil ainda é um dos países que têm mais casos, apesar da
longa história de combate a ela.
Na maior parte das pessoas
que são infectadas, a doença não se manifesta por conta de defesa do
organismo. Fatores como debilidade causada por outras doenças, tabagismo
acentuado, desnutrição, condições socioeconômicas e de higiene
favorecem a instalação da pneumonia por tuberculose. Adultos, jovens ou
pessoas com os fatores de risco citados são os mais acometidos.
Os
sintomas mais característicos são tosse crônica, às vezes com raias de
sangue, febre vespertina (no final do dia) e emagrecimento, que
persistem por meses se não houver diagnóstico. Do pulmão a bactéria pode
migrar, se não tratada, para outros locais do corpo causando outras
lesões.
O diagnóstico é feito por exames, classicamente com a
pesquisa da bactéria presente no escarro do paciente, a realização da
radiografia de tórax, entre outras técnicas de biologia molecular, que
identificam a presença do DNA do bacilo no material. Entre eles, o teste
tuberculínico ou PPD, um teste cutâneo que pode mostrar a reação do
bacilo na pele.
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