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sexta-feira, 19 de março de 2021

Dia Mundial da Tuberculose alerta para cuidados com a doença

 


No Brasil, cerca de 5 mil perdem a vida em razão da doença todos os anos, segundo dados do Ministério da Saúde.

Tribuna da Bahia, Salvador
19/03/2021 10:00 | Atualizado há 25 minutos

   

Por Anilson Salomão

Na próxima quarta-feira, dia 24 de março, é celebrado o Dia Mundial de Combate à Tuberculose.  Criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a data tem como objetivo conscientizar sobre a doença, considerada um problema de saúde pública. Com a pandemia do novo coronavírus, a OMS pede às autoridades que não descuidem do tratamento das vítimas dessa doença, que têm risco aumentado.

A tuberculose (TB) é uma das enfermidades mais antigas do mundo. Mas não é uma doença do passado como muitos imaginam. Está em estado de emergência global decretado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como enfermidade reemergente desde 1993.

Segundo estimativas da OMS, dois bilhões de pessoas, o que corresponde a um terço da população mundial, está infectada pelo Mycobacterium tuberculosis. Destes 9 milhões, desenvolverão a doença e 2 milhões morrerão a cada ano. No Brasil, cerca de 5 mil perdem a vida em razão da doença todos os anos, segundo dados do Ministério da Saúde.

Na Bahia, segundo dados enviados pela a Sesab a reportagem da Tribuna, em 2019, foram 4.793 casos registrados da doença. Esses são os dados mais atualizados segundo a pasta, que disse ainda em nota não ter os dados referentes ao ano de 2020, mas estima que tenha em torno de 5 mil casos em todo o estado.

A tuberculose é uma doença infecciosa que se inicia, habitualmente, pela inalação da bactéria Mycobaterium tuberculosis pelos pulmões e é transmitida pela tosse de gotículas expelidas por uma pessoa doente. A tuberculose pulmonar é uma doença mundial e o Brasil ainda é um dos países que têm mais casos, apesar da longa história de combate a ela.

Na maior parte das pessoas que são infectadas, a doença não se manifesta por conta de defesa do organismo. Fatores como debilidade causada por outras doenças, tabagismo acentuado, desnutrição, condições socioeconômicas e de higiene favorecem a instalação da pneumonia por tuberculose. Adultos, jovens ou pessoas com os fatores de risco citados são os mais acometidos.

Os sintomas mais característicos são tosse crônica, às vezes com raias de sangue, febre vespertina (no final do dia) e emagrecimento, que persistem por meses se não houver diagnóstico. Do pulmão a bactéria pode migrar, se não tratada, para outros locais do corpo causando outras lesões.

O diagnóstico é feito por exames, classicamente com a pesquisa da bactéria presente no escarro do paciente, a realização da radiografia de tórax, entre outras técnicas de biologia molecular, que identificam a presença do DNA do bacilo no material. Entre eles, o teste tuberculínico ou PPD, um teste cutâneo que pode mostrar a reação do bacilo na pele.

O tratamento é feito com antibióticos associados durante meses, dependendo das lesões e da condição física do paciente. O não tratamento, ou a interrupção do tratamento, pode levar a disseminação pelo organismo e a destruição dos pulmões acometidos.

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