Missão liderada pela ex-presidente da Costa Rica Laura Chinchilla inspecionou 80 centros de votação em 12 estados
A chefe da missão de observadores da OEA
(Organização dos Estados Americanos), a ex-presidente da Costa Rica
Laura Chinchilla disse que as eleições brasileiras estão ocorrendo com
tranquilidade e não foram encontrados problemas. Laura chefia uma missão
de 40 pessoas que, pela primeira vez, acompanham o processo eleitoral
brasileiro. Foram inspecionados 80 centros de votação em 12 estados.
“Temos observado um processo com
bastante normalidade, que contrasta com a preocupação que existia na
campanha. Não há relatos de problemas que chamem a atenção”, afirmou,
após visitar uma faculdade na Asa Sul, de Brasília.
Laura lembrou que a missão acompanhou
todas as etapas da votação eletrônica, desde a inseminação e transporte
das urnas até o dia de hoje, e que não foram encontrados problemas. “Não
encontramos até o momento nenhum aspecto que gere suspeita sobre a
possibilidade de vulnerabilidade do sistema eletrônico de votação”,
afirmou.
Para a observadora, o principal problema
identificado nas eleições brasileiras foi a grande propagação de fake
news. Segundo ela, até mesmo declarações de membros da missão foram
utilizadas de forma distorcida. “O impacto da notícia falsa ante a
população afeta não só os candidatos à Presidência como a credibilidade
das eleições”, completou.
Laura disse que, apesar de haver
propagação de fake news em vários países, pelo tamanho do Brasil e pela
penetração das redes sociais, o tema é “muito significante” no País.
A chefe inspecionou alguns locais de
votação em Brasília, onde questionou mesários e eleitores sobre o
processo, quantos votaram e problemas apresentados com a biometria. Um
dos problemas relatados à missão foi atrasos por conta de dificuldades
na identificação dos eleitores, mas ela disse que isso não impediu
ninguém de votar.
Na segunda-feira (8), a missão
apresentará um relatório preliminar sobre a visita. Outra questão que
será analisada é a baixa participação de mulheres na política
brasileira.
Fonte: estado.com.br

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